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Histórias Policiais Reais

Histórias Policiais Reais contadas por um Agente de Polícia Federal

Verdadeiros fanáticos por crimes, verdadeiras histórias Policiais estão ao seu alcance!

Deixe-se envolver pelas emocionantes histórias de aventuras policiais deste livro baseado em fatos reais! Com ele, você embarcará em uma jornada repleta de ação, descobrindo marcos, desafios e incríveis histórias que o manterão entretido até a última página.

Explore o mundo fascinante dos verdadeiros crimes e descubra histórias inéditas da Polícia Federal. Viva essas experiências sem riscos e desvende uma variedade emocionante de reviravoltas e surpresas que o prenderão desde o início.

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Consegui ser aprovado em dois dos concursos mais disputados do Brasil: Agente da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. A partir dessas experiências, surgiu uma oportunidade única para compartilhar com vocês algumas histórias vivenciadas por mim enquanto trabalhava nessas duas polícias incríveis. 

Abaixo, para degustação, conto uma das histórias que estão escritas no livro.

História 02: Missão na Base Fluvial no Amazonas


Estava eu na minha mesa, plena segunda-feira, fazendo meu serviço sentado em frente ao computador, quando o chefe entra na sala e fala: APF do Norte, temos uma missão de 30 dias para você. Perguntei: - Quando vai ser? E ele respondeu: - Acho que é amanhã.

A polícia, às vezes, faz isso. As missões são em cima da hora. Mal dá tempo de você avisar a família. Eu tinha exames e consultas marcadas para a semana. Perguntei do chefe se tinha chance de adiar uma semana, pois precisava mesmo realizar aquelas consultas. Prontamente ele disse que não. Tive que sair ligando e remarcando tudo. Meu joelho doendo e lesionado que se resolva sozinho! A ortopedista até queria me dar um atestado, mas sabendo que a lesão não pioraria, preferi ir nessa missão e ganhar novas e boas experiências, além da confiança do chefe.

O que souberam me informar na Superintendência: A missão seria de 30 dias numa base fluvial no meio do rio. Essa base ficaria atracada em uma local muito conhecido por ter piratas e por ser rota de passagem de drogas. Uma região bem complicada no meio do Amazonas, onde as facções já tomaram conta. Além de mim e uma colega também agente da PF, estariam mais 50 policiais de todas as forças: Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Força Nacional (FN) e IBAMA e dois cachorros farejadores de entorpecentes. Nós, o IBAMA e os cachorros estávamos em minoria, pois formávamos apenas duplas, enquanto a PC, PM e FN estavam com equipes completas.

Para ter informações mais precisas, tipo verificar como e quando seria a missão, peguei o contato telefônico das pessoas que estavam organizando essa grande operação e comecei a mandar mensagens para tentar saber mais detalhes, já que lá na superintendência não sabiam me informar mais nada. Ao entrar em contato, me informaram que a base fluvial ainda estava na capital do estado. Que embarcaríamos na terça-feira, e que iríamos embarcados nela até o local final de atraque – explico isso porque antes não haviam me informado nem se a base ainda estava na cidade e nem como iríamos até ela.

Achei que já tinha partido e, com isso, teríamos que ir de avião até a cidade mais próxima, depois pegar uma voadeira até o local onde a base estaria atracada. E para isso teriam que emitir as passagens e seria na correria. Mas nada disso foi preciso, já que a própria base nos transportaria. Fomos informados que o percurso, saindo do estaleiro até o local determinado, demoraria umas 40 horas.

Porém, como nem tudo sempre sai como foi planejado, a viagem que era para começar na terça-feira, foi adiada para quarta-feira, depois para quinta-feira e finalmente confirmaram na sexta-feira.

Cheguei em casa e avisei a família. Eles ficaram receosos, pois estávamos no meio de uma pandemia. Então como seria possível eu me prevenir contra o Corona vírus, sendo que eu estaria num barco apertado cheio de gente aglomerada, abordando mais pessoas de outras embarcações que também estariam aglomeradas? Mais tarde eu descobri que não seria possível me prevenir.

Então, na sexta-feira, fomos eu e a colega para a superintendência, para que um outro colega nos levasse até onde estava a base. O local onde ela estava atracada na capital não ficava muito longe da Superintendência. Marcaram a saída para 9h da manhã. Chegamos 8h, participamos de uma reunião com o coronel chefe da operação – era o cara que estava organizando tudo. Foi coisa rápida, somente para dar mais informações e explicar mais ou menos como seria a operação e para que estávamos indo. Explicaram também a função de cada força na embarcação, como funcionava o barco e como e onde ficaríamos alojados.

Após a reunião terminar fui logo para meu alojamento, onde já estavam instalados os dois colegas do IBAMA, que foram mais rápidos. Era alojamento para quatro pessoas, com dois beliches. Não tinha espaço para colocar as malas e nem tinha banheiro. Sério, o alojamento dos cachorros era mais confortável. E ainda teríamos que usar os banheiros dos outros alojamentos ou os de uso geral, que eram os banheiros que não ficavam dentro de alojamento nenhum.

Eu fiquei meio frustrado com o desconforto. Mas parei de pensar isso quando olhei para os demais alojamentos, com 15 ou mais policiais amontoados. Comparado com isso o nosso cafofo era até luxuoso. Depois de me acomodar fui ver como era a acomodação da colega que foi comigo. Ela ficou num alojamento junto com a delegada da Polícia Civil, já que os alojamentos eram divido por sexo. Elas estavam em um alojamento grande e confortável, com direito a um lavabo e até uma escrivaninha. Percebam que rolou uma leve inveja da minha parte.

Nos informaram também que teríamos internet no barco, que funcionaria via satélite, mas só seria possível pô-la em operação com a base atracada e firme, já que a antena tem que focar direitinho o maldito satélite no espaço, e com o barco em movimento isso seria impossível. Ou seja, só seria colocada em funcionamento quando chegássemos ao local de atraque. Por isso pensei que essas 40 horas até o local seriam praticamente sem Internet e sem comunicação.

A partida acabou atrasando mais ainda, e saímos por volta das 16h da capital. Era um barco grande e, por isso, quase não se sentia a marola ao cruzar com outras embarcações. Balançava muito pouco, então era bem confortável de navegar, com exceção do barulho do motor, que martelava nas nossas cabeças 24h por dia. Mesmo assim estava bom demais.

Porém, após uma hora e trinta minutos de viagem, fomos abordados pela Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, vinculada à marinha do Brasil, que é responsável por fiscalizar as águas dos nossos rios. A fiscalização foi rigorosa e então nos mandaram voltar, pois faltavam alguns documentos e alguns membros da tripulação – o barco tinha que ter uma tripulação mínima para poder navegar. Então fomos obrigados a voltar para o estaleiro de onde tínhamos saído, ainda a pouco, para que regularizassem a situação da embarcação. Foi até meio irônica a situação: um barco cheio de policiais sendo escoltado de volta ao estaleiro por não estar de acordo com as regras.

Mas havia um problema, já era noite de sexta feira. Chegamos perto das 20h de volta ao estaleiro. Não tinha como resolverem os problemas da embarcação naquele dia, então todos voltamos para casa, pois a situação provavelmente iria demorar. Devido a esse contratempo só conseguimos prosseguir a viagem no domingo à tarde. Dessa vez sem mais empecilhos, barco todo fiscalizado.

Eu tinha me enganado ao achar que passaríamos 40h sem comunicação, pois em cada cidadezinha com torre de celular que o barco passava na frente, o aparelho capitava o sinal e a Internet móvel acabava funcionando. E esse tempo, de 10 a 15 minutos, era suficiente para avisar a família onde estávamos e como estávamos.

Para ajudar a passar o tempo, alguns jogavam dominó, outros liam um livro ou assistiam uns seriados e uns filmes. Além disso, para nossa alegria, o refeitório estava sempre aberto. Quando já estava entediado demais, ia para lá tomar um café quente e bater papo com os colegas. Os cozinheiros foram um show à parte. Quem não se cuidou para não comer demais acabou ganhando uns quilinhos, pois a comida era muito boa. Feita com maestria pelos colegas cozinheiros da tripulação.

Como passaríamos 30 dias no meio do rio, também teríamos problemas para manter a atividade física em dia. Pode parecer exagero, mas é importante para reduzir o estresse e manter o corpo ativo, e ainda ajuda a passar o tempo. Solucionamos esse problema levando elásticos de fazer exercício. Todo dia, com exceção dos domingos, que era o dia de descanso, eu e mais alguns colegas íamos para o terraço da embarcação “malhar”. Colocávamos uma música e o treino acontecia como se tivéssemos numa academia. Só que como treinávamos todos os dias sempre no finalzinho da tarde, por causa da diminuição da incidência solar e do calor, a terra nos presenteava com um show dos botos nadando e saltitando ao redor da embarcação, e com um pôr do sol esplêndido.

Ao chegarmos na cidade mais próxima de onde ficaria a base, atracamos no porto. É uma cidade com pouco mais de 100 mil habitantes, e uma base desse porte é um evento quando chega. Foi tanto que no dia seguinte, à tarde, aconteceu a inauguração simbólica dessa base fluvial, com direito a discurso do prefeito, muitas fotos e cidadãos aplaudindo a nossa presença.

Abrindo um parêntese aqui: É outra ironia, na minha opinião, um prefeito, cheio de investigação nas costas, que já foi até preso, inaugurar uma embarcação onde estão todas as forças policiais. Fechando o parêntese.

E, só após nossa chegada, ficamos sabendo que o local onde a base deveria ficar atracada, 30 minutos de distância da cidade, ainda não estava pronto. Por isso não poderíamos começar os trabalhos como deveria ser. Promessa não cumprida a tempo pelo prefeito, pois o acordo era ele deixar a porra do lugar pronto. Porém, como policial não consegue ficar parado, resolvemos abordar as embarcações que encostariam ali no porto mesmo. Faríamos o que estava ao nosso alcance. Não dava era pra ficar parado lá consumindo dinheiro público sem fazer nada. Então fizemos o plano de ataque: pegamos os horários das embarcações que vinham das cidades com maior índice de tráfico de drogas, dividimos as escalas de serviço de cada equipe e, no dia seguinte, partiríamos para cima.

Agora vou dizer para vocês: eu fiz essa introdução gigante para contar essa história que começa a partir de agora.

A primeira embarcação chegaria por volta das 6h da manhã e partiria às 9h. Era uma embarcação enorme, que comporta até alguns carros em seu interior, além de ter capacidade para levar 1500 passageiros, mais a tripulação (chamam de Ferry Boat). O plano de ataque era: nós deixaríamos o Ferry Boat atracar, e nos fingiríamos de mortos, sem nenhum movimento aparente. Quando ele fosse partir, sairíamos da base rapidamente e entraríamos na embarcação, de surpresa, não deixando mais ninguém entrar e nem sair. Assim não escaparia ninguém.

A base fluvial também levava uma lancha blindada para ajudar nas abordagens e, caso fosse necessário, buscar embarcações com a intenção de fugir da nossa fiscalização. Na lancha sempre ficava um piloto experiente e alguns policiais especialistas em abordar embarcações. Então, enquanto entrávamos por um lado da embarcação, eles estariam do outro lado, no rio, com a lancha, prestando atenção na movimentação dos passageiros que nós dentro do barco não podíamos ver. Qualquer movimento suspeito que eles vissem, avisariam por rádio a equipe que estava dentro da embarcação. E foi exatamente o que aconteceu, já na primeira abordagem.

Quando o barco deu o apito de partida, às 9h, nós pulamos para dentro. Logo a equipe da lancha avisou no rádio que tinha um passageiro subindo as escadas do barco correndo e que ele estava indo na direção de um dos camarotes do andar superior do barco. A equipe foi até lá e abordou o indivíduo. Ele estava com um telefone via satélite na cintura. Por que motivo um passageiro viajaria com um telefone via satélite? Com um desses é possível fazer ligação mesmo sem sinal de rede comum de celular. Suspeitávamos que estariam levando drogas, e o telefone via satélite seria utilizado para avisar aos chefes ou donos da droga o que estaria acontecendo durante todo o percurso da viagem.

O passageiro não conseguiu explicar o motivo de estar com telefone e nem o porquê de ter ido ao camarote de outro passageiro correndo quando a polícia entrou. Então pedimos para revistar as malas de todos que estavam naquele camarote, inclusive com o cão farejador. Estavam no camarote um homem, uma mulher e um bebê. Ao revistar a mala de um deles foi achada grande quantidade de dinheiro. E aí a desconfiança de tráfico aumentou. Mas quando o dinheiro foi encontrado, eles tentaram justificar dizendo que eram comerciantes e estariam indo para a capital comprar roupas para revender na cidade. Mas não conseguiram explicar o telefone via satélite, não souberam falar o nome das lojas onde comprariam as roupas na capital, onde era o comércio que eles revendiam as mercadorias e nem o motivo do primeiro passageiro ter corrido até eles assim que entramos na embarcação.

Juntando todas essas evidências e informações as suspeitas eram quase certas, então levamos todos para a delegacia que ficava dentro da base fluvial, com delegado e escrivão da Polícia Civil. Lá, com a insistência dos colegas de que a história deles não fazia nenhum sentido, eles abriram o jogo. Foram aprendidos, juntamente com os 3 passageiros, grande quantidade de dinheiro, o telefone via satélite e uma pistola Glock modificada para dar rajada – estava escondida na embarcação em outro lugar. Descobrimos também, por testemunhas, que ele era um dos chefes dos piratas que estavam aterrorizando os ribeirinhos daquela região.

Obtivemos um sucesso logo na primeira abordagem. A equipe comemorou o bingo, pois sabíamos que o trabalho tinha sido bem feito. Nesse dia não houve mais nenhuma abordagem. Mas os procedimentos terminaram depois da hora do almoço. E todos fomos almoçar com a satisfação de um dia de dever cumprido.

E essa história prova que nem sempre o APF do Norte aqui se dá mal. É quase sempre, mas não sempre!

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Sumário do Livro:

Agradecimentos;

O começo do sonho;

A trajetória;

As Academias de Polícia: PF e PRF

Por que eu troquei o cargo de Policial Rodoviário Federal pelo cargo de Agente de Polícia Federal 

Primeiros dias de Trabalho;

Primeiros dias na Polícia Rodoviária Federal: Quero PIsta!

Primeiros dias na Polícia Federal: Quero ação! 

História 01: Tentativa de furto aos correios e a primeira vez que precisei me identificar como Agente de Polícia Federal.

História 02: Missão na Base Fluvial no Amazonas 

História 03: Vamos pegar um traficante? 

História 04: Presos do colarinho branco e a realização da profissão 

História 05: Uma fotografia muito cara;

História 06: Fogo amigo – Nem tudo são flores na Polícia Federal;

História 07: Reintegração de Posse em Área Federal;

História 08: Operações de Busca e Apreensão:

       - Busca e apreensão na cadeia 

       - Quando a curiosidade do vagabundo ajuda a polícia

História 09: Um Político Vagabundo a Menos;

Considerações Finais.


AGORA SIM EU QUERO!

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