Michael Dummett e o Monismo Lógico
Diogo Henrique Bispo Dias
Dummett, ao longo de sua obra, argumenta que a lógica clássica se baseia em uma falsa teoria do significado, e que a lógica correta para o raciocínio matemático seria a lógica intuicionista. O objetivo desta apresentação é investigar se a teoria do significado desenvolvida por Dummett para justificar a adequação da lógica intuicionista leva a um monismo lógico.
Evidenciaremos as principais propriedades que, de acordo com Dummett, uma teoria do significado deve fazer, a saber: ser anti-realista; baseada manifestabilidade da linguagem – saber uma sentença significa saber como usá-la; as constantes lógicas devem preservar harmonia – em um sentido a ser precisado –; e o significado dessas constantes devem ser dados pelas formas canônica de prova das suas regras de introdução. Em última instância, o autor defende que apenas a lógica intuicionista satisfaz todos esses requisitos e, portanto, é a lógica correta.
Mostraremos que, ainda que se aceite que a lógica intuicionista seja a única lógica que respeita estas restrições, há várias lógicas intuicionistas distintas que são igualmente adequadas. Defenderemos, em particular, que uma classe de lógicas paraconsistentes e intuicionistas também seria correta, de acordo com as restrições estabelecidas por Dummett.
Com isso, pretendemos estabelecer que estes critérios não são suficientes para defender um monismo lógico.