O dióxido de carbono, também conhecido como gás carbônico, é um óxido ácido cuja fórmula molecular é CO2 (O ═ C ═ O). Esse composto é um gás na temperatura ambiente e é essencial para a manutenção da vida no planeta, pois ele participa de dois dos processos mais vitais, que são a fotossíntese e a respiração.
O dióxido de carbono é também um gás-estufa, ou seja, ele é capaz de absorver parte da radiação solar que é refletida pela superfície terrestre, e acompanhado de outros gases forma uma camada que funciona como uma espécie de cobertor, mantendo o planeta aquecido. O efeito estufa é bom para manter o clima da Terra ameno e permitir que a vida continue.
A presença desse gás na atmosfera vem naturalmente por meio da respiração e por meio de erupções vulcânicas. Mas as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera estão aumentando cada vez mais, em uma média de 0,5% ao ano, devido principalmente à queima de combustíveis fósseis, como os derivados do petróleo e o carvão. A queima completa de todo material orgânico produz gás carbônico e água. Assim, o efeito estufa está sofrendo uma intensificação, causando o aquecimento global.
Segundo a Agência Internacional de Energia - AIE a demanda por energia subiu 2,3% em 2018 - a taxa mais rápida desde 2010. O crescimento foi atingido principalmente pela utilização de combustíveis fósseis. Isso levou as emissões globais de dióxido de carbono a um recorde de 33 bilhões de toneladas em 2018, um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior.
O gás carbônico é hoje um dos maiores causadores da poluição no ar climatizado pois o ser humano ao respirar, expele o dióxido de carbono. Assim, todo ambiente com uma alta densidade de pessoas e pouca renovação de ar é um ambiente naturalmente poluído e que pode se tornar menos ou mais insalubre dependendo do aumento ou diminuição da densidade, somada ao aumento ou diminuição da ventilação do ar.
A renovação de ar está entre os parâmetros fiscalizados pela ANVISA, possuindo um Valor Máximo Recomendável de taxa de renovação de ar em ambientes climatizados de 27 m3 /hora/pessoa. Porém locais com alto fluxo de pessoas esta taxa de renovação deve ser de 17 m 3 /hora/pessoa, sendo inadmissível em qualquer situação níveis de CO2 iguais ou superiores a 1000 ppm.
Lembrando que, a taxa de renovação de ar afeta diretamente a qualidade do ar interior, portanto locais de uso público e coletivo devem monitorar a qualidade do ar interior através da Análise de Ar, evitando as multas previstas pela Resolução RE 09 ao desrespeito de seus parâmetros pré estabelecidos.
No quadro abaixo separamos as medidas que são consideradas mundialmente como concentrações adequadas ou inadequadas de CO2 no ar.
O Dióxido de Carbono Equivalente (eCO2) é uma medida internacionalmente padronizada de quantidade de gases de efeito. A equivalência leva em conta o potencial de aquecimento global dos gases envolvidos e calcula quanto de CO2 seria emitido se todos os gases de efeito estufa fossem emitidos como o próprio Dióxido de Carbono. Dessa forma, o Dióxido de Carbono Equivalente é uma medida de comparação, calculado multiplicando-se a quantidade de emissões de um determinado gás pelo seu efeito no clima.
Por exemplo: o metano tem 21 vezes mais impacto no clima do que o CO2. Por isto, uma tonelada de metano corresponde a 21 toneladas de CO2 equivalente.
As emissões são medidas em toneladas métricas de CO2e por ano, ou através de múltiplos como milhões de toneladas (MtCO2e) ou bilhões de toneladas (GtCO2e).