Em meados 1977 Mestre Fálcon mudou-se para Sorocaba, e começou um trabalho nessa cidade. A principio com o professor Luiz (Sabugo) representante da Academia Nova Luanda. Posteriormente, na "Cordão de Ouro" filial Sorocaba com o Jorge e o professor Pipoca, sob a supervisão do Mestre Suassuna. Em 1979, assumiu definitivamente a direção da Academia Cordão de Ouro em Sorocaba e em Maio de 1981 mudou o nome desta para Ginástica Nacional. A partir daí manteve um amplo trabalho sócio-educativo em Sorocaba e Região.
Logo após Mesttre Falcon assumir a coordenação do núcleo Cordão de Ouro em Sorocaba, abriu sua própria academia, a "academia nacional " e registrou a primeira Associação de Capoeira em Sorocaba
Apresentação Programa Silvio Santos
Apresentação em que a academia nacional na época cordão de ouro ganhou uma ambulancia no programa cidade contra cidade
Capoeira Nacional Crônica por Mestre Fálcon, Sorocaba-SP versando sobre o tema "Capoeira Nacional"
19/02/2006 - Mestre Fálcon - Capoeira Nacional
Crônica por Mestre Fálcon, de Sorocaba, versando sobre a Gymnástica Nacional (Capoeira!) e a obra de Anibal Burlamaqui (1928), o ZUMA...
14/11/2005 - Mestre Fálcon - CAPOEIRA NACIONAL :: A luta por liberdade I
Artigo inaugural de Mestre Fálcon no Jornal do Capoeira...CAPOEIRA NACIONAL: A Luta por Liberdade llI *
Mestre Fálcon
No artigo 402, que tratava "Dos vadios capoeira" lia-se:
"Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação capoeiragem; andar em correrias, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou desordens, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal. Pena - prisão celular de dois a seis meses. Parágrafo único: é considerada circunstância agravante pertencer o capoeirista a algum bando ou malta. Aos chefes e cabeças se imporá a pena em dobro".
Curioso foi que, como não eram apenas os negros e populares que praticavam a capoeira,a lei acabou atingindo importantes pessoas da nobreza. Exemplo disso foi o conhecido caso de José Elísio dos Reis. Seu pai era o conde de Matosinhos e proprietário do jornal O País. Conhecido de todos como praticante da capoeira, Juca Reis, antes da aprovação da lei, estava em Portugal. Quando retornou ao Brasil foi preso por Sampaio Ferraz. A sua liberdade foi conseguida graças à influência de Quintino Bocaiúva. Este ameaçou renunciar ao seu cargo de ministro das Relações Exteriores caso Juca Reis não fosse liberto. Quintino foi ouvido por Marechal Deodoro e o "nobre" capoeira voltou para Portugal.
Os capoeiras continuaram perseguidos por todo século XIX. Além da elite, que deles tinha verdadeiro pânico, a população também apoiava a ação dos policiais. O texto publicado no jornal Diário de Notícias, a 19 de janeiro de 1890, exemplifica: ... / "Já da navalha afiada / A ninguém o medo aperta / Vai poder a burguesada /Ressonar com a porta aberta / A ir assim poderemos / Andar mui sossegadinhos / Nessa terra viveremos / Como Deus com seus anjinhos / Ai! Assim continuando, / A polícia hemos de ver / As suas portas fechando / Por não ter mais que fazer".
Eduardo A. Santos - Mestre Fálcon
* Crônica publicada originalmente na Revista Nordestina (on line) - Sorocaba - SP.
** Eduardo Alves Santos (Mestre Fálcon - ealvessantos@yahoo.com.br) - Em meados 1977 Mestre Fálcon mudou-se para Sorocaba, e começou um trabalho nessa cidade. A principio com o professor Luiz (Sabugo) representante da Academia Nova Luanda. Posteriormente, na "Cordão de Ouro" filial Sorocaba com o Jorge e o professor Pipoca, sob a supervisão do Mestre Suassuna. Em 1979, assumiu definitivamente a direção da Academia Cordão de Ouro em Sorocaba e em Maio de 1981 mudou o nome desta para Ginástica Nacional. A partir daí manteve um amplo trabalho sócio-educativo em Sorocaba e Região.
Fonte desta biografia e da foto (1979): Enciclopédia Sorocabana: http://www.sorocaba.com.br/enciclopedia
Jornal do Capoeira -www.capoeira.jex.com.br
Edição 58 - de 29/Jan a 04/Fev de 2006
Eduardo Alves Santos**
Sorocaba-SP
Nota do Editor:
Dia a dia a história da Capoeira vai deixando de ser algo "regionalizada" para ser realmente Nacional no mais puro teor da palavra. Até pouco tempo, em relação ao Estado de São Paulo, pouco se sabia sobre a prática da Capoeira ou da Capoeiragem nos tempos mais antigos. Acredito que o pesquisador Carlos Cavalheiro deve ser quem melhor tem "garimpado" os registros históricos sobre o assunto. Aos poucos vamos descobrindo informações preciosíssimas que nos tem permitido uma leitura diferente deste fenômeno encantador que é nossa arte. Alguns mestres fazem questão de dizer que a capoeira só chegou em São Paulo há cinco décadas. À luz dos documentos que aos pouco vêm sendo descoberto percebemos que tal fenômeno é bem anterior, e que além da contribuição do Rio e da Bahia, acreditem se quiser, no final da década de 1930 já contávamos com capoeiras vindos do Estado de Alagoas. Se fosse de Salvador, do Rio de Janeiro ou mesmo de Pernambuco (macro região) até seria algo compreensível. Mas Alagoas!
Vamos à crônica de Mestre Falcón.
Miltinho Astronauta
CAPOEIRA NACIONAL: A Luta por Liberdade llI *
Mestre Fálcon
No artigo 402, que tratava "Dos vadios capoeira" lia-se:
"Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação capoeiragem; andar em correrias, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou desordens, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal. Pena - prisão celular de dois a seis meses. Parágrafo único: é considerada circunstância agravante pertencer o capoeirista a algum bando ou malta. Aos chefes e cabeças se imporá a pena em dobro".
Curioso foi que, como não eram apenas os negros e populares que praticavam a capoeira,a lei acabou atingindo importantes pessoas da nobreza. Exemplo disso foi o conhecido caso de José Elísio dos Reis. Seu pai era o conde de Matosinhos e proprietário do jornal O País. Conhecido de todos como praticante da capoeira, Juca Reis, antes da aprovação da lei, estava em Portugal. Quando retornou ao Brasil foi preso por Sampaio Ferraz. A sua liberdade foi conseguida graças à influência de Quintino Bocaiúva. Este ameaçou renunciar ao seu cargo de ministro das Relações Exteriores caso Juca Reis não fosse liberto. Quintino foi ouvido por Marechal Deodoro e o "nobre" capoeira voltou para Portugal.
Os capoeiras continuaram perseguidos por todo século XIX. Além da elite, que deles tinha verdadeiro pânico, a população também apoiava a ação dos policiais. O texto publicado no jornal Diário de Notícias, a 19 de janeiro de 1890, exemplifica: ... / "Já da navalha afiada / A ninguém o medo aperta / Vai poder a burguesada /Ressonar com a porta aberta / A ir assim poderemos / Andar mui sossegadinhos / Nessa terra viveremos / Como Deus com seus anjinhos / Ai! Assim continuando, / A polícia hemos de ver / As suas portas fechando / Por não ter mais que fazer".
Eduardo A. Santos - Mestre Fálcon
* Crônica publicada originalmente na Revista Nordestina (on line) - Sorocaba - SP.
** Eduardo Alves Santos (Mestre Fálcon - ealvessantos@yahoo.com.br) - Em meados 1977 Mestre Fálcon mudou-se para Sorocaba, e começou um trabalho nessa cidade. A principio com o professor Luiz (Sabugo) representante da Academia Nova Luanda. Posteriormente, na "Cordão de Ouro" filial Sorocaba com o Jorge e o professor Pipoca, sob a supervisão do Mestre Suassuna. Em 1979, assumiu definitivamente a direção da Academia Cordão de Ouro em Sorocaba e em Maio de 1981 mudou o nome desta para Ginástica Nacional. A partir daí manteve um amplo trabalho sócio-educativo em Sorocaba e Região.
Fonte desta biografia e da foto (1979): Enciclopédia Sorocabana: http://www.sorocaba.com.br/enciclopedia
2006 - Ano Internacional da Mulher Capoeirista no Jornal do Capoeira
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