ACA-M - Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados

Defender os direitos humanos e cívicos dos transeuntes portugueses (sejam eles condutores, passageiros ou peões), e pugnar pela sua mobilização e responsabilização cívica.

A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), constituída em 1999, tem como objecto social promover o fim da guerra civil nas estradas portuguesas, advogando um pacto social que valorize a segurança e a cidadania nos transportes. Propõe-se defender os direitos humanos e cívicos dos transeuntes portugueses (sejam eles condutores, passageiros ou peões), e pugnar pela sua mobilização e responsabilização cívica. [Saber mais].


Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada

17 de Novembro de 2019, domingo

Cerimónia Nacional em Évora


O Dia da Memória tem este ano como tema definido internacionalmente "A vida não é uma peça de automóvel" (Life is not a car part).

A campanha nacional e internacional foi criada para a Estrada Viva e para a Federação Europeia de Vítimas da Estrada (FEVR), pela ilustradora Lucy Pepper e por Luís Escudeiro.

A celebração nacional ocorrerá em Évora, Domingo dia 17 de Novembro, Praça do Giraldo 10h30 , organizada em primeira mão pela Associação GARE, em parceria com a ACA-M enquanto membros da Estrada Viva.


Programa

Cerimónia Nacional do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada 2019

Data: Domingo, 17/11/2019

Évora

9h30 - MISSA NA SÉ EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DA ESTRADA

10h30 - CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DO MUNICÍPIO / PAÇOS DO CONCELHO

11h00 - SESSÃO SOLENE NOS PAÇOS DO CONCELHO - SALA DOS LEÕES

Com intervenções de representantes da Estrada Viva e das entidades governamentais convidadas.

12H00 - CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DO GIRALDO E INÍCIO DA MARCHA LENTA ATÉ AO JARDIM DA MEMÓRIA

12h30 - CHEGADA AO JARDIM DA MEMÓRIA E DEPOSIÇÃO DAS VARAS

13h00 - ENCERRAMENTO DAS CELEBRAÇÕES

Spot de vídeo da campanha nacional

Cartazes nacionais


COMUNICADO da Estrada Viva

Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada em 2019

Por um reconhecimento público da natureza pandémica da sinistralidade rodoviária, e da necessidade colectiva de adesão ao Programa Visão Zero Mortes.


A chaga da sinistralidade rodoviária em Portugal tem causas infra-estruturais profundas que a universalização da motorização, e as respostas políticas e sociais aos seus impactos, não conseguiram contrariar de forma eficaz. Apesar da redução do número de mortos e feridos graves transcorrida em tempos recentes, graças à renovação das vias rodoviárias, da actualização do parque de veículos automóveis e da melhoria da resposta da emergência médica, são notáveis as dificuldades com que os agentes fiscalizadores, os gestores de segurança rodoviária e o aparelho judiciário se confrontam diariamente devido a uma permanente falta de recursos humanos, financeiros e logísticos. Por outro lado, a ineficácia na implementação dos planos nacionais de segurança rodoviária (PISER2002, PNSR2003, ENSR2007, PENSE2020) evidencia, tanto da parte do poder executivo como do Legislador, uma atitude de sistemática desvalorização da relevância social e humanitária desta pandemia, e um aparente desprezo pelo sofrimento de muitos milhares de cidadãos vítimas de desastres rodoviários.


Nos últimos quatro anos, por razões que as autoridades não parecem saber esclarecer, o número de mortos e feridos graves tem vindo a aumentar por relação aos anos anteriores. É clara a preocupação e até mesmo o desespero de quem se confronta, no terreno, com este grave problema - em grande medida, pela ausência de resposta empenhada por parte das entidades governativas.


É uma simplificação desresponsabilizante afirmar que na sua base estão os comportamentos dos utentes, e uma inefável e improvada cultura de incivilidade rodoviária nacional. Feita a avaliação da evolução do fenómeno da sinistralidade rodoviária e determinadas as suas causas várias, cabe ao Estado e especificamente aos detentores de cargos políticos e aos representantes de órgãos da administração pública, criar um quadro sustentável de aplicação de políticas públicas trans-sectoriais que permita alterar o paradigma actual do modelo de mobilidade rodoviária urbana e trans-urbana. Só assim se poderá garantir, de forma inclusiva e empenhada, a salvaguarda da vida, da segurança e da saúde dos cidadãos, tal como se preconiza nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas:


OBJETIVO 3 - SAÚDE DE QUALIDADE

3.6 Até 2020, reduzir para metade, a nível global, o número de mortos e feridos devido a acidentes rodoviários


OBJETIVO 11 - Cidades e comunidades sustentáveis

11.2 Até 2030, proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos, melhorando a segurança rodoviária através da expansão da rede de transportes públicos, com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade, mulheres, crianças, pessoas com deficiência e idosos


Por tudo isto, julgamos urgente que os apelos da Organização Mundial de Saúde e do Enviado Especial das Nações Unidas para a Segurança Rodoviária merecem ser ouvidos e atendidos em Portugal: de forma a tornar possível uma mudança do quadro pandémico da sinistralidade rodoviária é imperioso, por parte dos governos centrais e das autarquias, abraçar sem hesitações o Plano Global para a Década de Segurança Rodoviária e o Programa Visão Zero Mortes. Concomitantemente, e tendo em consideração a natureza do regime constitucional português, apelamos à Presidência da República tomar a liderança neste desígnio que é uma responsabilidade que também incumbe. É esta magistratura aquela que se perfila como a mais vocacionada para promover um diálogo nacional e um quadro de entendimento entre os poderes executivo, legislativo e judicial, e entre a administração central e local, assim como representantes da sociedade civil. Só deste diálogo e deste entendimento comum pode resultar um empenhamento efectivo do Estado e da Sociedade portugueses neste grave problema de saúde pública e na sobrecitada mudança de paradigma da mobilidade rodoviária.


Cremos que a celebração do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada em 2019 é um momento-chave para reivindicar condições para a execução de tal plano de promoção de liderança na área da segurança rodoviária em Portugal, de reconhecimento público da natureza pandémica da sinistralidade rodoviária, e de necessidade colectiva de adesão ao Programa Visão Zero Mortes.


A celebração nacional deste Dia Mundial calha este ano no dia 17/11, próximo domingo (3ª domingo do mês), e terá lugar em Évora.


Estrada Viva, 15/11/2019


A ACA-M é membro fundador da Estrada Viva




Sobre o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada

“As lesões causadas por acidentes de viação constituem um sério e negligenciado problema de saúde pública a nível mundial, que requer esforços concertados para uma prevenção eficaz e sustentável. De todos os sistemas com os quais temos de lidar diariamente, os sistemas de trânsito rodoviário são os mais complexos e perigosos. Estima-se que, anualmente e em todo o mundo, cerca de 1,2 milhões de pessoas morrem e 50 milhões são feridas em consequência de acidentes de viação. As projecções indicam que estes números vão aumentar em cerca de 65% nos próximos 20 anos, a menos que exista um novo empenho na prevenção. Ainda assim, a tragédia por trás destes números atrai menos a atenção dos media do que qualquer outro tipo de tragédia menos frequente.”

Organização Mundial da Saúde


A Federação Europeia de Vítimas da Estrada – FEVR iniciou em 1995 a celebração anual do Dia Europeu em Memória das Vítimas da Estrada. Em 2002, o Sumo Pontífice Romano, o falecido Papa João Paulo II, perante o aumento exponencial do número de vítimas de desastres rodoviários no mundo, promoveu a transformação deste Dia Europeu em Dia Mundial.Em 2005, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou em Resolução a adopção oficial, por aquele organismo internacional, do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada. Reconhecimento da Organização das Nações Unidas do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada e da Organização Mundial de Saúde

O Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada é celebrado anualmente no terceiro domingo do mês de Novembro.

O espírito desta celebração é de que a evocação pública da memória daqueles que perderam a vida ou a saúde nas estradas e ruas nacionais significa um reconhecimento, por parte do Estado e da sociedade, da trágica dimensão da sinistralidade, e ajuda os sobreviventes a conviver com o trauma de memórias dolorosas resultantes de acidentes rodoviários. A morte e lesão por acidente de viação são ocorrências repentinas, violentas e traumáticas, e o seu impacto duradouro, por vezes, permanente. A cada ano, milhões de enlutados e vítimas de todo o planeta juntam-se aos muitos milhões que já sofrem em resultado de acidentes de viação.

O Dia da Memória responde, assim, à intensa necessidade sentida pelas vítimas e seus entes queridos de verem a sua perda e a sua dor publicamente reconhecidas.É já comemorado um pouco por todo o mundo e o número de países onde é celebrado tem vindo a aumentar a cada ano. Pretende-se que este dia seja adoptado pelos governos dos vários países como comemoração oficial, em sinal do seu empenho na redução da sinistralidade rodoviária.


A organização da celebração em Portugal tem sido assegurada desde 2004 pela Liga de Associações ESTRADA VIVA , da qual a ACA-M é membro fundador.

Website internacional - worlddayofremembrance.org


PARA MAIS INFORMAÇÕES:


----------------------------

Leia o artigo "A guerra está ganha" (2/7/2019), dos membros da Direcção da ACA-M, Manuel João Ramos e Rui Zink, publicado no jornal Público AQUI.

A ACA-M é o Ponto Focal Nacional do projecto Serpente Papa-Léguas - Jogo da Mobilidade (Traffic Snake Game). Visite o website no link abaixo.

A ACA-M é membro fundador da Estrada Viva - Liga de Associações pela Cidadania Rodoviária, Mobilidade Segura e Sustentável - www.estradaviva.org .