A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
compreender o papel da gestão da qualidade nas empresas como fator competitivo;
conhecer os principais aspectos da TQM;
conhecer os dez mandamentos da qualidade;
conhecer as estruturas dos sistemas de padronização e certificação, bem como sua importância para os processos empresariais.
PLANO DE ESTUDOS
A cada tópico desta unidade, você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.
Seja bem-vindo a Unidade 3, parabéns por ter chegado até aqui.
Até o momento conseguimos desenvolver muitos conhecimentos relacionados à qualidade. Aprendemos, por exemplo, quem foram os gurus que definiram o sistema conforme conhecemos hoje, a importância de se medir a produtividade para o alcance dos objetivos organizacionais, entre outros pontos importantes.
Agora, iremos aprender sobre o processo da dinâmica organizacional e o processo de competitividade os quais as empresas estão inseridas e as formas de se preparar para atender cada vez melhor o cliente. Vamos lá?
Os objetivos da Unidade 3 são:
compreender o papel da gestão da qualidade nas empresas como fator competitivo;
conhecer os principais aspectos da TQM;
conhecer os 10 mandamentos da qualidade;
conhecer as estruturas dos sistemas de padronização e certificação, bem como sua importância para os processos empresariais.
Confira alguns elementos complementares:
Princípios da qualidade total: na atualidade, é impensável não trabalhar os processos da qualidade no dia a dia da organização e, além disso, o conceito de qualidade total está cada vez mais em alta no mercado. Você sabe do que se trata este assunto? Qual o impacto deste processo nos resultados da organização? Veja a resposta para essas perguntas assistindo a esse vídeo.
De porta em porta: falamos muito sobre o atendimento ao cliente e a importância do mesmo ser feito com qualidade, afinal, temos processos de qualidade em tudo não é mesmo? Esse filme é uma história real, que fala de superação e seguir sempre em frente não importando as diversidades. Nele, um vendedor de porta em porta com problemas físicos mostra que com cuidado e bom atendimento podemos chegar mesmo aos clientes mais difíceis.
Jobs: se existe alguém que busca a qualidade de seus produtos, esta pessoa é Steve Jobs, um visionário que mudou a forma que utilizamos o smartphone, fazendo da marca Apple um ícone que encanta gerações. Nesse filme, podemos ter acesso a vida deste grande empresário, e como ele conseguiu fazer da marca Apple um diferencial de status e qualidade. Muitas vezes, a busca pela perfeição nem sempre é fácil e é preciso o comprometimento de todos para chegar ao objetivo.
O que é ISO e por que certificar as empresas? Esse vídeo apresenta as informações mais importantes sobre a ISO e sua aplicabilidade, vale a pena entendermos a importância desta ferramenta para o desenvolvimento da empresa e a aceitabilidade no mercado.
Como estão as leituras complementares? Seguem alguns textos que podem ajudá-lo a entender um pouco melhor sobre os assuntos estudados.
Unesp – Refletindo sobre a produtividade: o Brasil é um país conhecido por ser pouco produtivo, mesmo que a sensação que temos é de trabalharmos demais, ainda estamos abaixo nesse índice em relação aos outros lugares do mundo. Que tal entendermos um pouco mais sobre a produtividade e suas implicações em relação aos resultados organizacionais? Entenda um pouco mais sobre esse assunto lendo o texto sugerido. Boa leitura.
O artigo “Reflexões sobre a Gestão da Qualidade Total: fim de mais um modismo ou incorporação do conceito por meio de novas ferramentas de gestão?” apresenta informações importantes sobre o TQM e sua aplicabilidade. Todos sabemos da importância da aplicação dos processos de qualidade para as organizações e, consequentemente, para os colaboradores através dos reflexos dos resultados apresentados. Mas será que a qualidade total é bem aplicada? Os resultados são mensuráveis? Venha saber as respostas. Boa leitura!
Chegamos ao final da nossa disciplina.
Desejo a você muito sucesso em seus estudos!
1 INTRODUÇÃO
Quando uma organização conta com um sistema de gestão da qualidade, é importante atentar-se a um dos principais pontos de atenção que está relacionado ao processo de zelar pelos serviços que serão oferecidos aos clientes. Os métodos que são desenvolvidos geram características especiais do negócio, permitindo que seja seguido um padrão, independentemente da alteração dos profissionais da equipe, por exemplo.
Isso é importante porque diminui o risco da redução da qualidade dos produtos ou serviços, gerando, ainda, um menor impacto para as pessoas envolvidas no processo, sejam internas ou externas às organizações. Os critérios da qualidade devem englobar todos os setores da empresa, principalmente, devido ao fato de que se deve considerar a experiência do cliente como um todo, não apenas o padrão direcionado para o produto.
Um sistema de gestão da qualidade bem aplicado e com padrões seguidos de forma correta, traz diversos benefícios para as empresas, tais como o aumento da produtividade, a redução dos riscos e dos erros, a possibilidade de desenvolver as competências dos colaboradores, a redução do tempo de treinamento operacional, além da conquista de resultados positivos e muito mais consistentes. Vamos começar nosso aprendizado?
2 CONCEITUALIZAÇÃO
Bassan (2018, p. 9) define que “muitos são os conceitos sobre a qualidade, e estes conceitos estão evoluindo junto com as novas exigências dos clientes, junto com os novos métodos e junto com as atuais tecnologias industriais”.
Podemos perceber que as indústrias, ao longo do tempo, passaram de uma produção mais simples e com tarefas repetitivas para um sistema com máquinas e sistemas mais automatizados. Isso gerou uma aceleração no processo de fabricação, disponibilizando produtos em alta escala para atender a sociedade automaticamente. Nesse contexto, novos produtos e serviços são criados para atender às expectativas dos consumidores e, devido a isso, é necessário disponibilizar esses bens e serviços cada vez mais rápido e em maiores quantidades.
Esse processo que hoje é globalizado, traz, também, a concorrência que deve ser analisada, principalmente, porque ela trabalha de forma mais rápida e mais eficaz para atender os clientes. Podemos verificar, por exemplo, que os prazos de entregas estão mais curtos devido à evolução da logística, gerando entregas em lugares mais distantes e em qualquer lugar do mundo. Temos, também, a tecnologia utilizada, que está cada vez mais desenvolvida, trazendo grandes ganhos para os clientes e para as organizações.
A qualidade entra em um processo de melhoria contínua e os produtos precisam atender cada vez mais os clientes. A concorrência está muito mais polarizada, pois ela pode estar ao lado da empresa, mas também pode estar em qualquer lugar do mundo. Assim, os processos produtivos influenciam o atendimento ao cliente.
Desta maneira, o processo de gestão da qualidade passa a ser utilizado como estratégia competitiva, e assim pressupõe-se que, para conquistar e manter um mercado, é preciso focar no cliente, principalmente, visando identificar quais são suas necessidades e expectativas para oferecer um valor de mercado.
Empresas com direcionamento para a qualidade necessitam se organizar para utilizar as informações coletadas com os clientes de forma mais assertiva, transmitindo posteriormente estas informações para o ciclo do produto. Conforme Carpinetti (2012, p. 30), “dessa necessidade surgiram os conceitos de cliente interno e visão sistêmica da cadeia interna como um conjunto de processos e atividades inter-relacionadas, com relações de cliente-fornecedor”. Clientes internos são os funcionários da organização que, por sua vez, são os propulsores do processo de qualidade. Além deles, é necessário que os processos ocorram de forma complementar para que os resultados sejam satisfatórios.
Conforme definido por Carolino (2013, p. 13):
Uma empresa, para ter qualidade no seu produto ou serviço, precisa considerar a qualidade na identificação das necessidades, e a transformação dessas necessidades em produto. É necessário conhecer bem o cliente, treinar os funcionários, envolvendo-os nas atividades de criação e melhoria contínua, até que todas as premissas básicas da gestão pela qualidade sejam consideradas e atendidas naturalmente por toda a organização. Pode-se dizer, então, que há uma sequência na identificação dos conceitos da qualidade, que influenciam diretamente na satisfação dos clientes e nos resultados da empresa.
De forma geral, a qualidade deve ser entendida por todos que fazem parte da organização. Para isto, treinar os funcionários nos requisitos dos processos pode gerar resultados mais satisfatórios, além de atender o cliente de forma mais eficaz.
Figura 1 – União de todos pela qualidade
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/maos-segurando-um-conceito-de-resolucao-de-problemas-de-negocios-de-quebra-cabeca_17841134.htm#query=stakeholders&position=5&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
Neste cenário, podemos dizer que é preciso dar mais importância para a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas organizações. Sendo assim, não existe mais a possibilidade de disponibilizar produtos de má qualidade, principalmente porque as empresas possuem a necessidade de estarem sempre à frente da concorrência ou pelo menos entre os mais preferidos pelo mercado consumidor, isto significa que as empresas precisam estar de acordo com o que o cliente espera em relação ao uso e tempo de vida útil do produto.
A utilização de controles e inspeções durante o processo produtivo são métodos essenciais neste processo, sobretudo, a fim de evitar perdas produtivas, garantindo, também, a qualidade dos produtos fabricados e entregues para os clientes, contudo isso acaba não sendo o bastante, é preciso trabalhar o processo da qualidade, envolvendo todos os que estão ligados diretamente a produção, gerando a compreensão dos conceitos relacionados às técnicas de melhoria, pois isso pode gerar a conquista de mercados e superação da concorrência, influenciando em contrapartida o processo de fabricação.
“Estratégia, na acepção da palavra e de uma forma bem simples, significa o percurso que a empresa deve percorrer para que possa atingir seus objetivos. Em outras palavras, se uma organização deseja trabalhar com qualidade, chama-se de estratégia todas as ações que ela deve tomar para que isto possa acontecer, ou seja, sair de um ponto em que ela se encontra em determinado momento e chegar a outro que almeja alcançar” (BRITTO, 2016, p. 31).
2.1 COMPREENDENDO A QUALIDADE
A qualidade deve ser compreendida como uma das armas mais importantes que pode ser utilizada pelas organizações. Podemos dizer que uma reputação de uma empresa tem como base fatores como a qualidade, a confiabilidade dos clientes e do mercado, a entrega e o preço, onde, neste contexto, a qualidade se sobressai como o aspecto mais relevante. Conforme Oakland (1994 apud MARTINELLI, 2009, p. 16), “Qualidade é muitas vezes empregada com o significado de ‘excelência’ de um produto ou serviço, suas necessidades e expectativas”.
Uma empresa que almeja estar sempre em alta no mercado precisa se atentar a seus processos de qualidade, pois o cliente busca um produto que atenda às expectativas. Ainda conforme Martinelli (2009, p. 17, grifo do original):
[...] a origem do termo é oriunda do latim qualitate, que significa propriedade, atributo ou condição das coisas ou das pessoas, capaz de distingui-las das outras. De forma objetiva, a qualidade é atender as expectativas e necessidades de um cliente de forma satisfatória, ou seja, é obter um resultado esperado, que atenda todas as exigências e requisitos para qual este foi criado.
O significado de qualidade é muito mais abrangente do que imaginamos, ele engloba além da entrega de produtos e serviços com durabilidade e segurança, e busca atender, ainda, as necessidades e expectativas dos clientes, gerando resultados mais satisfatórios.
“Outra forma de se encarar a qualidade é como uma relação de consumo entre a organização e o mercado, onde existem cadeias de qualidade entre clientes e fornecedores, passíveis de serem quebradas a qualquer momento ou em qualquer ponto, por algum interveniente que não esteja atendendo os requisitos do cliente interno ou externo” (OAKLAND, 1994 apud MARTINELLI, 2009, p. 17).
3 A QUALIDADE COMO ESTRATÉGIA
Podemos entender que a qualidade possui envolvimento com todos os setores da organização. De certa forma, a qualidade pode decidir quais serão os rumos que uma organização pode tomar, assim como pode ser decisiva para sobrevivência no mercado, que cada vez mais competitivo. Em primeiro lugar, é preciso definir onde se quer chegar. A globalização e a facilidade de acesso às informações geram nas organizações a necessidade de planejar de forma mais estratégica o passo a passo para os objetivos definidos. O planejamento estratégico se tornou um grande aliado para a maioria das empresas, pois é realizado com base em análises, sejam internas ou externas às empresas.
Figura 2 – Estratégia da qualidade
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/empresario-colocando-o-bloco-de-madeira-em-cima-com-icones_5671192.htm#query=estrategia&position=6&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
Conforme definido por Martinelli (2009, p. 19):
O grande desafio da qualidade é estabelecer um diferencial competitivo, para garantir que uma organização sobreviva em meio a ambientes cada vez mais competitivos. A qualidade é ainda uma das maiores contribuições operacionais para uma organização, uma vez que é a grande responsável pela redução de defeitos, redução de custos, aumento de produtividade, controle operacional, redução de retrabalho, ou seja, está presente e influencia diretamente todas as atividades da organização.
Todas organizações que esperam se manter no mercado precisam buscar desenvolver processos de qualidade, seja para seus produtos ou serviços, somente assim será possível atender melhor os clientes e atingir os objetivos propostos.
4 QUALIDADE NAS INDÚSTRIAS
Para que possamos acompanhar a evolução dos processos produtivos industriais, foi necessário que a qualidade sofresse muitas alterações e se reinventasse diversas vezes, seja em termos de técnicas, métodos, procedimentos ou com a criação de ferramentas, por exemplo. Isso tudo para auxiliar a indústria na entrega e colocar no mercado o melhor produto possível.
Figura 3 – Evolução da qualidade nas indústrias
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/masculino-trabalhador-em-uma-fabrica_4410882.htm#query=industria&position=5&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
Essa evolução gera a necessidade do envolvimento de todas as áreas e decisões estratégicas da empresa, visando o objetivo de gerenciamento do processo da qualidade, o que contribui significativamente com o desempenho estratégico da empresa. Conforme relatado por Toledo et al. (2017, p. 48), “passando a englobar preocupações mais contundentes em relação à qualidade para o cliente, à qualidade nos processos internos e à qualidade advinda dos fornecedores, com estes passando a integrar os processos de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos”. Neste cenário, o cliente passa a ter um papel fundamental e até mesmo estratégico. As chamadas abordagens mais modernas de gestão da qualidade consideram que o consumidor é o ponto inicial para as informações que irão direcionar uma conquista mais efetiva para a qualidade dos produtos e, de certa forma, para superar a concorrência.
Na era atual, a gestão da qualidade busca princípios da Qualidade Total (QT), internalizando os conceitos mais próximos da necessidade de uma gestão mais efetiva da qualidade ao longo da cadeia produtiva e, de forma sequenciada, os princípios que orientam a gestão da cadeia de suprimentos. Também não podemos deixar de identificar o papel do gerenciamento da informação, que também ganha força na atualidade. As informações buscam gerar dados que visam evitar problemas, passando a serem fundamentais para a redução de perdas, sejam financeiras ou materiais, e para o aumento da eficiência produtiva.
5 QUALIDADE NOS SERVIÇOS
De uma forma mais simples, podemos definir a qualidade em serviços como a maneira pela qual as empresas, englobando todos os setores, se comunicam com seus clientes, gerando uma relação de confiança. De acordo com Las Casas (2019, p. 4), “O conceito de qualidade na área de serviços é mais recente. E ele iniciou-se, principalmente, devido à iniciativa de algumas empresas em atender bem o consumidor, prestando a ele um atendimento de qualidade. Podemos dizer que a avaliação do grau de satisfação engloba todo o processo de compra”.
Figura 4 – Qualidade em serviços
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mulher-de-vista-lateral-brincando-com-smartphone_31491027.htm#query=servi%C3%A7os&position=9&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
Segundo Las Cas (2019, p. 7), “Serviços são atos, ações, desempenho. Essa é uma das melhores definições de serviços, uma vez que engloba de forma simples e objetiva todas as categorias de serviços, sejam eles agregados a um bem ou não”.
Normalmente, acreditava-se que somente os produtos eram suficientes para trazer a satisfação aos clientes, mas na realidade eles são apenas uma das etapas que gera no público o processo de fidelização. O fato de oferecer um produto de qualidade pode facilitar o processo de venda, mas é preciso gerar com o cliente uma atmosfera confortável, estabelecendo confiança e, posteriormente, a sensação de qualidade, de forma mais geral.
Um dos pontos que podemos ressaltar é o pós-venda. Muitas vezes, o cliente, ao adquirir o produto, não recebe um acompanhamento, caso algum contratempo surja. Isso é um grande direcionador para a falta de qualidade. Conforme relatado por Las Casas (2019, p. 7), “O produto final de um serviço é sempre um sentimento. Os clientes ficam satisfeitos ou não conforme suas expectativas são atendidas e/ou superadas. Portanto, a qualidade do serviço é variável de acordo com cada pessoa”. Sendo assim, é preciso que a organização esteja ciente de todo o processo que corresponde à jornada de compra, visando entregar a melhor experiência possível para o cliente. Desta forma, será possível se destacar entre os concorrentes e se transformar em uma referência no setor em que atua.
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu:
Existem muitos conceitos sobre a qualidade e eles estão evoluindo com as novas exigências dos clientes, com os novos métodos e com as atuais tecnologias industriais.
A qualidade entra em um processo de melhoria contínua e os produtos precisam atender cada vez mais os clientes.
É preciso trabalhar o processo da qualidade, envolvendo todos os que estão ligados diretamente a produção, gerando a compreensão dos conceitos relacionados às técnicas de melhoria.
A qualidade deve ser compreendida como uma das armas mais importantes que pode ser utilizada pelas organizações.
Foi necessário que a qualidade sofresse muitas alterações e se reinventasse diversas vezes, seja em termos de técnicas, métodos, procedimentos ou na criação de ferramentas, por exemplo. Isso tudo para auxiliar a indústria na entrega e colocar no mercado o melhor produto possível.
De uma forma mais simples, podemos definir a qualidade em serviços como a maneira pela qual as empresas, englobando todos os setores, se comunicam com seus clientes e estabelecendo uma relação de confiança.
AUTOATIVIDADE
1. A qualidade entra em um processo de melhoria contínua e os produtos precisam atender cada vez mais os clientes. A concorrência está muito mais polarizada, ela pode estar ao lado da empresa, mas também pode estar em qualquer lugar do mundo, sendo que, dependendo do processo produtivo, eles podem atender o cliente de uma forma mais eficaz. Com relação ao processo de estratégia da qualidade, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) O foco da estratégia da qualidade está direcionado para o cliente.
b) ( ) O foco da estratégia da qualidade está direcionado para o produto.
c) ( ) O foco da estratégia da qualidade está direcionado para o mercado.
d) ( ) O foco da estratégia da qualidade está direcionado para os colaboradores.
2. O processo de gestão da qualidade, utilizado como estratégia competitiva, parte do pressuposto de que para conquistar e manter um mercado é preciso ter foco no cliente, principalmente, visando identificar quais são suas necessidades e expectativas, para oferecer um valor de mercado. Com relação aos processos de qualidade, analise as sentenças a seguir:
I- Para ter qualidade no produto ou serviço, as empresas precisam considerar a qualidade na identificação das necessidades e a transformação dessas necessidades em produtos.
II- É preciso conhecer o cliente e fazer treinamento com os funcionários, envolvendo toda a equipe nas atividades de criação e melhoria contínua, de forma que todas as premissas básicas da gestão pela qualidade sejam consideradas e atendidas de forma natural por toda a organização.
III- Existe uma sequência na identificação dos conceitos da qualidade. Esses conceitos influenciam diretamente a satisfação dos clientes e os resultados da empresa.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) Somente a sentença II está correta.
c) ( ) As sentenças I, II e III estão corretas.
d) ( ) Somente a sentença III está correta.
3. De uma forma mais simples, podemos definir a qualidade em serviços como o modo pelo qual as empresas, englobando todos os setores, se comunicam e estabelecem confiança com seus clientes. De acordo com os princípios da qualidade em serviços, classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) Podemos dizer que o conceito de qualidade em serviços é muito antigo.
( ) O início do pensamento da qualidade em serviços se deu através de algumas empresas que buscavam atender bem seus clientes.
( ) Podemos dizer que a avaliação do grau de satisfação engloba todo o processo de compra.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – V– F.
c) ( ) F – V – F.
d) ( ) F – F – V.
4. Podemos entender que a qualidade possui envolvimento com todos os setores da organização e, de certa forma, a qualidade pode decidir quais serão os rumos que uma organização pode tomar, assim como pode ser decisiva para sobrevivência no mercado, que cada vez mais competitivo. Neste contexto, disserte sobre as características estratégicas da qualidade.
5. A qualidade deve ser compreendida como uma das armas mais importantes que pode ser utilizada pelas organizações. Podemos dizer que uma reputação de uma empresa tem como base fatores tais como, a qualidade, a confiabilidade dos clientes e do mercado, a entrega e o preço, Neste contexto, disserte sobre as características e direcionamentos da qualidade.
1 INTRODUÇÃO
Conforme já estudamos, a qualidade deve ser o objetivo maior de todas as áreas e pessoas que estão de alguma forma ligadas à organização. Desta forma, todos devem realizar as suas tarefas da melhor forma possível, procurando entregar para os clientes o melhor produto ou serviço possível, atendendo assim, as suas expectativas.
A implementação dos processos de qualidade em uma organização demanda mudanças, sejam elas culturais ou comportamentais, principalmente porque a gestão da qualidade é mais do que um processo, e deve se tornar uma filosofia, exigindo, portanto, uma nova postura, atitudes e desenvolvimentos. Para que estas mudanças sejam possíveis, é importante, também, contar com a colaboração da alta direção, através do acompanhamento e direcionamento, buscando, sobretudo, praticar a qualidade no dia a dia, até que ela se incorpore e comece a fazer parte da vida profissional.
Outro ganho possível é a transposição das metodologias para a vida pessoal, isso ocorre principalmente quando o profissional reconhece os ganhos adquiridos com a aplicação dos princípios da qualidade e com a prática da melhoria contínua.
2 CONCEITUALIZAÇÃO
Na atualidade, uma empresa que busca permanecer no mercado deve atuar diretamente na satisfação de todos que estão ligados diretamente ou indiretamente a ela, sejam clientes internos, externos, acionistas, fornecedores, dentre outros. Para isto, é preciso que a empresa disponha da qualidade em todos os seus processos, produtos ou serviços.
Figura 5 – Controle total da qualidade
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/pasta-green-office-com-inscricao-tqm_26745608.htm#query=controle%20total%20da%20qualidade&position=13&from_view=search&track=sph. Acesso em: 26 nov. 2022.
Desta forma, é importante compreendermos o conceito de Qualidade Total que, conforme Bond, Busse e Pustilnick (2012, p. 38), “coloca a qualidade como ponto focal dos negócios e das atividades da organização, disseminando-o entre todos os colaboradores por meio da internalização dos princípios da qualidade”.
Muitas organizações imaginam que apenas implantar a qualidade resolveria a maioria dos seus problemas, isto até pode ocorrer, mas elas se esquecem de que todos da organização devem conhecer os benefícios de focar na qualidade, somente assim será possível garantir a implantação e desenvolvimento corretos dos processos.
Os autores Bond, Busse e Pustilnick (2012, p. 38 apud MEZOMO, 1995) informam, ainda, que “a qualidade total é um esforço conjunto, compromisso de todos e em todos os níveis, para adequar as estruturas e os processos à produção dos resultados previstos, que é a satisfação dos clientes internos e externos e a sua melhoria contínua”.
Todos da organização devem estar direcionados para o mesmo objetivo, que no caso seria a implantação e o desenvolvimento dos processos de qualidade, somente assim será possível conquistar os objetivos propostos.
Para que uma organização consiga atingir a qualidade total, e de forma contínua, a satisfação de todos os envolvidos no processo, ela precisa colocar em prática o chamado Controle de Qualidade Total ou em inglês, Total Quality Control (TQC), sistema desenvolvido por Armand Feigenbaum.
Segundo Bond, Busse e Pustilnick (2012, p. 38), “No TQC temos o T significando ‘total comprometimento e envolvimento de todos’ em todos os níveis hierárquicos; O Q de ‘qualidade’, exprimindo o atendimento perfeito, de forma confiável, acessível, seguro e no tempo certo às necessidade do cliente, e o C de ‘controle, gerenciamento’, em que todos na empresa, de forma harmônica e metódica, buscam a necessidade e satisfação dos clientes”.
3 HISTÓRIA DA GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL
A discussão sobre a qualidade sempre esteve presente na história da humanidade, e para compreendê-la é importante conhecer sua história e a ligação da mesma com a Qualidade Total. De certa forma, quando comparamos os primórdios dos conceitos da qualidade na figura dos artesãos do passado com os metalúrgicos modernos, podemos identificar o quanto o processo da qualidade evoluiu ao longo dos anos.
Os artesãos eram especializados em suas funções e possuíam o controle total de todo o processo produtivo, atendiam às necessidades de seus clientes e produziam sob medida, englobando desde a concepção do produto até sua comercialização. Podemos dizer que os critérios de qualidade adotados pelos artesãos sofreram variações de cliente para cliente, e eram especificados pelos próprios trabalhadores e, em alguns casos, por sua equipe de trabalho também.
Figura 6 – Artesão
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/homem-com-tiro-medio-segurando-ferramenta-de-fogo_14833360.htm#page=2&query=artes%C3%A3o&position=42&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022
A inspeção e controle de qualidade eram feitos de forma mais natural, ao mesmo tempo em que o artesão buscava utilizar conceitos modernos de gestão, tais como atender às necessidades dos clientes, utilizando ainda conceitos mais importantes para o setor da qualidade, tais como conformidade, especificações e confiabilidade. Podemos dizer que o foco do controle de qualidade nesse momento estava no produto e não no processo, e o artesão ficava responsável por inspecionar e controlar seus produtos.
De acordo com Carvalho e Paladini (2005 apud MARTINELLI, 2009, p. 12), “A ordem produtiva com foco na customização e não na padronização perdurou até o final do século XIX, época em que a montadora de automóveis Panhard e Levassor (P&L) ainda montava seus veículos, atendendo as necessidades de cada um de seus abastados clientes”.
A qualidade sofreu grandes mudanças ao longo do tempo, conforme podemos analisar, mesmo em momentos em que não se possuía os estudos que temos hoje, empresas buscavam realizar seus produtos da melhor forma, sempre com foco no cliente e no mercado.
Figura 7– Revolução industrial
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/conceito-de-tecnologia-da-industria-4-0-fabrica-inteligente-para-a-quarta-revolucao-industrial_10507113.htm#page=2&query=revolu%C3%A7%C3%A3o%20industrial&position=25&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
A Revolução Industrial trouxe uma nova ordem produtiva. O foco passou a ser direcionado para a padronização e a produção em larga escala, não mais na customização, ou seja, o lema era vender muito. Outro ponto importante está relacionado ao modelo de gestão que foi desenvolvido por Frederick W. Taylor, a chamada Administração Científica. Ele dividiu os trabalhos em porções menores, sendo que as mesmas eram repetidas diversas vezes ao longo do processo do trabalho, deixando os trabalhadores direcionados apenas para produzir, assim, eles não planejavam ou criavam. Essa época foi marcada por profissionais mais especializados.
Conforme definido por Martinelli (2009, p. 13):
No ano de 1931, o artigo “Economic control of quality of manufactured product”, escrito por Walter Shewhart, considerado um dos grandes nomes dessa época para a qualidade, agregou às discussões sobre o tema qualidade um certo ar de caráter científico, pois apresentou os primeiros métodos de controle de qualidade, utilizando-se procedimentos estatísticos. Surge então a disciplina do controle estatístico da qualidade, baseada no controle de processos, uma vez que ao estruturar organizadamente as atividades envolvidas naquele processo, torna-se mais fácil e eficaz seu controle, monitoramento e aperfeiçoamento.
Os pensadores da qualidade foram de grande valia para o processo, pois, por conta de seus estudos, temos hoje um vasto material que dá suporte para a implantação e desenvolvimento das atividades ligadas ao controle da qualidade.
Com a Segunda Guerra Mundial, vieram, também, conquistas direcionadas para o controle estatístico da qualidade e para a implantação de novos elementos de gestão. Elton Mayo foi o grande precursor de novos direcionamentos nessa área, pois questionou a alienação do trabalho e a importância do trabalhador ser mais ativo no processo do trabalho.
O pós-guerra, ocorrido após a década de 1950, foi devastador para alguns países, entre eles o mais impactado foi o Japão. O país precisou se reconstruir através da empregabilidade e da produção. Em um curto espaço de tempo, os japoneses reergueram suas cidades e a reputação dos produtos criados no Japão, que antes eram considerados baratos e de baixa qualidade, e que foram aperfeiçoados, principalmente, a partir do trabalho de grandes nomes que levaram seu conhecimento em prol desse processo, tais como W. Edwards Deming e Joseph Juran, que ensinaram a administrar a qualidade.
Figura 8 – Japão
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/pessoas-andando-nas-ruas-do-japao-a-noite_13765279.htm#query=japao&position=12&from_view=search&track=sph. Acesso em: 26 nov. 2022.
De acordo com Martinelli (2009, p. 14):
Na segunda metade da década de 1950, Armand Feigenbaum formulou o sistema de Controle da Qualidade Total (TQC – Total Quality Control), que consistia em abordar a qualidade desde o desenvolvimento do produto, envolvimento de todos os funcionários e todos os níveis hierárquicos, assim como fornecedores e clientes, nos processos de melhoria de qualidade, além de manter e aperfeiçoar técnicas já desenvolvidas. Feigenbaum defendia que se o controle de qualidade estivesse fora do departamento de fabricação, a probabilidade dos produtos atenderem a exigências e especificações, cada vez mais complexas, seria cada vez menor.
O Controle da Qualidade Total, e posteriormente o Gerenciamento da Qualidade Total (TQM – Total Quality Management), fizeram com que empresas japonesas se transformassem, já na década de 1970, na grande referência mundial em qualidade, ultrapassando até mesmo os EUA em setores e produtos, como automóveis e televisores. Preocupados com o desenvolvimento sustentável das empresas japonesas, onde a preocupação com a qualidade passou a ser global e holística, as empresas do ocidente começaram, somente a partir da década de 1980, a implementar os sistemas de gestão de qualidade, que se difundiram rapidamente dentre as organizações.
O controle da qualidade atuou como direcionador para o processo de gerenciamento da qualidade, pois por meio dele, empresas japonesas e, consequentemente, mundiais, puderam utilizar essa ferramenta como forma de adequação de sua produção de produtos e serviços. Ainda,
A ISO (International Organization for Standardization de 1987, criou as normativas de caráter voluntário e que tinha por objetivo se tornar um modelo de Sistema de Garantia da Qualidade. O sistema se difundiu rapidamente, através da série ISO 9000, e se tornou a maior referência em padronização e garantia de qualidade do mundo corporativo atual (MARTINELLI, 2009, p. 15).
A criação do selo ISO trouxe um diferencial para as organizações, pois a obtenção do mesmo gera no mercado uma melhor aceitabilidade em relação a organização, tanto do mercado quanto do público consumidor.
4 GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL (GQT)
Com a globalização e a abertura de mercados, as empresas precisam estar entre as melhores não somente de forma regional, mas também mundial, pleiteando atender mercados diversos. Esse direcionamento apresenta uma alavancagem em relação à competitividade, auxilia na redução de custos, melhora a qualidade e o atendimento dos clientes, que são cada vez mais exigentes.
Figura 9 – Gestão total da qualidade
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/botao-onde-esta-escrito-o-nivel-de-qualidade-e-a-palavra-alto-conceito-de-gestao-da-qualidade_21353412.htm#query=gestao%20da%20qualidade%20total&position=16&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
Uma das ferramentas mais utilizadas no processo relativo à busca incessante para a melhoria dos bens e serviços é a Gestão da Qualidade Total, principalmente, porque concorrer em um mercado mundial exige um trabalho sério, pesquisa de mercado e a união entre todos em busca dos resultados organizacionais.
4.1 DEFINIÇÕES DO GTQ
A Gestão Total da Qualidade é composta de cinco itens básicos, que giram em torno das estratégias montadas das organizações, vejamos cada uma delas.
Qualidade intrínseca: significa garantir a qualidade do bem ou do serviço o qual se produz ou se entrega. As empresas precisam planejar e executar o trabalho de forma a garantir que ao final do processo a qualidade esteja conforme o planejado.
Preço baixo: para se ter produtos ou serviços com o preço considerado ideal é preciso ter, principalmente, bons fornecedores de matérias-primas e insumos, além de uma boa execução nos processos para minimizar as perdas de tempo. É importante tomar alguns cuidados, sobretudo, porque o preço pode não significar o melhor para o mercado. Para isto, é importante planejar corretamente a aquisição dos insumos, o custo da mão de obra, quantidade de empregados, investimentos, dentre outros.
Pontualidade: na atualidade, podemos verificar uma mudança entre fornecedor e cliente, no que se refere à necessidade de manter estoques. A pontualidade passou a ser um item de extrema importância na cadeia de suprimentos, sendo dever do fornecedor controlar e repor os estoques, evitando assim, manter altos estoques de mercadorias.
Segurança na utilização: neste item, a GTQ busca a garantia para aquilo que se está produzindo. Neste contexto, cabe à organização ter instrumentos adequados para verificar a qualidade do produto ou serviço.
Moral da equipe: a base do GTQ é o ser humano e é preciso buscar a capacitação e a motivação da equipe para o trabalho, principalmente porque um empregado motivado gera um retorno melhor.
A Gestão Total da Qualidade busca uma mudança cultural, relacionada aos processos da organização e do envolvimento dos indivíduos no processo organizacional, gerando, possivelmente, uma visão mais voltada para o cliente.
5 PRINCÍPIOS DA QUALIDADE TOTAL
De acordo com Oliveira et al. (2004, p. 5), “para que a qualidade total seja desenvolvida e implantada com sucesso em organizações empresariais”, é necessário desenvolver os princípios a seguir:
Total Satisfação do Cliente: o cliente deve ser o foco principal para todas as organizações. As decisões e as tarefas desempenhadas devem levar em consideração suas necessidades e expectativas.
Figura 10 – Princípios da qualidade
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/conceito-de-qualidade-com-icones-tematicos-em-cubos-de-madeira_21668334.htm#query=principios%20da%20qualidade%20total&position=34&from_view=search&track=ais. Acesso em: 21 nov. 2022.
Gerência participativa: deve-se criar culturas ligadas, principalmente, ao processo de participação dos funcionários nas decisões gerenciais. Isso gera consequências positivas porque a pessoa encarregada das tarefas tem condição de identificar as principais dificuldades e problemas do setor.
Desenvolvimento de Recursos Humanos: as organizações devem se preocupar de forma constante com a capacitação de seus funcionários, a fim de gerar a possibilidade de um desenvolvimento e aprimoramento contínuo.
Figura 11 – Desenvolvimento de recursos humanos
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/pessoal-de-recrutamento-oficial-de-recursos-humanos-ou-parceiros-de-negocios-e-selecionar-funcionarios-para-trabalhar-na-empresa_12400509.htm#query=recursos%20humanos&position=10&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
Constância de Propósitos: a alta direção é responsável pela implantação e manutenção dos sistemas de qualidade. Por isso, é importante desenvolver uma cultura voltada para esse fim, ocasionando, posteriormente, mais persistência, continuidade e convergência das atitudes para alcance dos objetivos.
Aperfeiçoamento Contínuo do Sistema: empresas que buscam o sucesso precisam acompanhar as mudanças do mercado e da sociedade de uma forma geral. Para entregar um produto ou serviço é preciso que as organizações desenvolvam continuamente o sistema de qualidade. Para isso, é importante implantar medidas e parâmetros para análise de situações futuras e as evoluções previstas. No Japão, existe a filosofia Kaizen, ela determina um sistema contínuo de aprimoramento, onde todos os envolvidos na organização devem trabalhar para a melhoria pessoal e do sistema como um todo.
Gestão e Controle de Processos: a gestão da qualidade visa a simplificação dos processos que adicionam valor aos produtos e serviços. Em alguns casos, tarefas são mal dimensionadas, podendo, às vezes, ser definitivamente eliminadas para um rearranjo que pode ser necessário dentro do processo a que pertencem. Nesse processo, podem ser utilizadas ferramentas como fluxograma, carta de análise de tempos e movimentos, carta de controle estatístico do processo, dentre outros, o que possibilita um controle e maior otimização na execução dos serviços, gerindo e otimizando os processos executados.
Disseminação de Informações: uma organização que pretende adotar um sistema de gestão de qualidade precisa dispor de um sistema de informações mais eficiente, pois isso se torna fundamental para alcançar os resultados previstos. Neste contexto, é importante que os colaboradores entendam o negócio da empresa, missão, objetivos e propósitos, assegurando, assim, o compromisso na busca pela qualidade. Além da parte interna, é importante que a organização cuide da comunicação externa, com o público em geral, fornecedores, governo, dentre outros, garantindo, assim, a melhoria contínua de seus processos tanto de concepção quanto de fabricação.
Figura 12 – Disseminar informação
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/maos-com-laptop-e-mapa-de-mundo-virtual_979060.htm#query=informa%C3%A7%C3%A3o&position=0&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
Delegação: transferir o poder de decisão para os escalões inferiores de forma consciente e planejada pode gerar inúmeros benefícios para a organização. Muitas vezes, as pessoas que estão nestes setores, normalmente, estão mais inteiradas dos problemas e consequentemente, já devem possuir soluções mais direcionadas para esta resolução, mas para que seja possível um melhor aproveitamento das possibilidades que possam surgir deste processo, é necessário que as organizações possuam sistemas eficazes de informações, além de orientações claras e precisas sobre os procedimentos para as decisões que devem ser tomadas.
Figura 13 – Delegação
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/maos-segurando-um-conceito-de-resolucao-de-problemas-de-negocios-de-quebra-cabeca_18836375.htm#query=delegar&position=0&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
Assistência Técnica: um produto, mesmo que feito sob rigor técnico, pode apresentar problemas em sua utilização, em razão da imprevisibilidade que, muitas vezes, foge ao controle do corpo diretivo da organização. Esse processo pode gerar prejuízos para a empresa, sobretudo se não for resolvido rapidamente. Por isso, é importante que as organizações desenvolvam métodos para lidar com estas situações, criando, por exemplo, setores exclusivos de atendimento ao consumidor em suas dúvidas e solicitações no pós-venda.
Figura 14 – Assistência técnica
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/tecnologia-corrige-placa-mae-no-centro-de-servico_6533042.htm#query=assistencia%20tecnica&position=15&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
Gestão das Interfaces com Agentes Externos: agentes externos são fornecedores e órgãos públicos, por exemplo, e o gerenciamento da gestão da qualidade e a relação de interesses que esses exercem sobre a empresa podem ser considerados como uns dos maiores problemas que se dá, principalmente, devido à intervenção dos mesmos na cadeia produtiva. Um produto para ser bom precisa gerar benefícios para todos os envolvidos, e a participação desses agentes nas etapas de decisão e criação do produto e seus processos de fabricação podem gerar ganhos para todos os envolvidos.
Garantia da Qualidade: ocorre quando se utilizam todos os princípios trabalhados anteriormente. Nesse contexto, é preciso ter um processo produtivo controlado, pessoal treinado e conhecedor de seus objetivos, um sistema eficiente de informação, procedimentos de assistência técnica, visando reduzir o impacto negativo que a imagem da empresa pode apresentar, além da busca constante pela melhoria contínua.
6 OS MANDAMENTOS DO GTQ
Conforme definido por Martinelli (2009, p. 49):
A utilização do modelo de Gestão da Qualidade Total é uma importante ferramenta para que uma organização tenha uma liderança eficaz. Para que a implantação do modelo GQT seja desafiadora, é necessário simplificar os processos e promover a interação a partir da relação fornecedor-cliente, seja esse cliente interno ou externo.
A gestão da qualidade total possui pontos que podem ser definidos como mandamentos, podendo ser utilizados para auxiliar o estabelecimento de uma política embasada na qualidade. Esses pontos foram criados pelos chamados gurus da qualidade. Vamos conhecê-los a seguir.
1.º Mandamento – Comprometimento O comprometimento de todos os envolvidos com a organização, sejam estes clientes internos ou externos, fornecedores ou parceiros, com a melhoria contínua dos processos e a busca constante pela excelência, é fundamental para a implantação do GQT. O planejamento da qualidade deve começar pela alta diretoria, que deve liderar o processo para que progressivamente atinja toda a organização.
2.º Mandamento – Mudança Cultural A mudança cultural é um dos primeiros passos para a implementação do modelo GQT. É fundamental que a organização adote a filosofia do “fazer certo da primeira vez” e principalmente do “zero defeito”, ou seja, não tolerar erros. Para que isso ocorra, é necessário conhecer perfeitamente as necessidades e expectativas dos clientes internos e externos, além de utilizar de forma rigorosa o modelo PDCA (Evaluate – Avaliar; Plan – Planejar; Do – Fazer; Check – Controlar; Amend – Aperfeiçoar).
3.º Mandamento – Satisfação Cliente-Fornecedor A total satisfação de clientes e fornecedores, através do compromisso com as necessidades e expectativas de ambos, deve ser uma premissa primordial para o sucesso da implantação do modelo GQT. A organização deve compreender que o cliente é a razão de existir da organização, e para que isso seja explicitado é necessário constante processo de interação e troca de aprendizados entre organização, clientes e fornecedores.
4.º Mandamento – Comunicação e Disseminação de Informações Um dos requisitos da Gestão da Qualidade Total é a transparência e o acompanhamento do fluxo das informações, garantindo que as mesmas cheguem ao destino de forma satisfatória e complementar ao processo.
5.º Mandamento – Desenvolvimento de Recursos O desenvolvimento de recursos humanos remete à ideia do “formador de especialistas”, ou seja, aquela organização que desenvolve, nos seus próprios moldes, um modelo de recursos, habilidades que contribuam tanto para sua vida pessoal quanto profissional. É fundamental estar presente o espírito de colaboração e iniciativa nos trabalhadores e de suma importância o conhecimento da missão, valores e metas da organização, para que os mesmos tenham uma efetiva mudança de postura profissional e se sintam partes integrantes do processo de mudança.
6.º Mandamento – Gestão Participativa e Trabalho em Grupos Através da disseminação das informações e da cultura de desenvolvimento de recursos humanos, torna-se mais fácil a criação de uma gestão participativa na organização. A participação fortalece as decisões, gera compromisso e mobiliza os envolvidos com os resultados.
7.º Mandamento – Sistemas e Ferramentas Os sistemas, as ferramentas de controle de desempenho e a garantia da qualidade são os elementos que fazem com que recursos desenvolvidos, comprometidos com a mudança cultural da organização e utilizando-se de uma comunicação adequada, contribuam para que os clientes tenham suas necessidades 100% atendidas (MARTINELLI, 2009, p. 49).
Uma organização é formada por pessoas que buscam o mesmo objetivo, mas seu surgimento ocorre através da ideia de um empreendedor, que idealiza seu negócio e aproveita a oportunidade, muitas vezes, em um cenário favorável, conseguindo explorá-la. É importante ressaltar que a ideia de idealizar um negócio deve ser trabalhada através de filosofias e orientações que devem ser seguidas por todos, impulsionando todos para uma visão mais ampla do negócio.
O tempo deve ser um direcionador e é necessário evoluir significativamente, sem deixar de preservar os valores, crenças e os elementos, que são a razão de existir da empresa. Desta forma, quando uma empresa almeja implantar um modelo de Gestão da Qualidade Total, é preciso buscar a mudança da cultura existente na empresa. Essa mudança não significa abandonar as filosofias e orientações já existentes, mas sim, fortalecer e transformá-los em diferenciais competitivos.
Normalmente, a Gestão da Qualidade Total não é um programa de melhorias ou redução de custos, apesar de esse resultado ser percebido, caso ela seja bem implantada, passando a ser uma cultura para a prevenção de falhas, já que existe o envolvimento de todos na resolução de problemas e desenvolvimento dos processos de qualidade, e não necessariamente apenas o desenvolvimento das correções.
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu:
Na atualidade, uma empresa que busca permanecer no mercado deve atuar diretamente na satisfação de todos que estão ligados diretamente ou indiretamente a ela, sejam clientes internos, externos, acionistas, fornecedores, dentre outros.
O tema qualidade sempre esteve presente na história da humanidade, e para compreendê-la é importante conhecer sua história e a ligação da mesma com a qualidade total.
A Revolução Industrial trouxe uma nova ordem produtiva. O foco passou a ser direcionado para a padronização e a produção em larga escala, não mais a customização.
Com a globalização e a abertura de mercados, as empresas precisam estar entre as melhores, não somente de forma regional, mas também mundial, pleiteando atender mercados diversos.
Os mandamentos do GTQ são: comprometimento, mudança cultural, satisfação do cliente, comunicação e disseminação de informações, desenvolvimento de recursos, gestão participativa e sistemas e ferramentas.
AUTOATIVIDADE
1. Com a globalização e a abertura de mercados, as empresas precisam estar entre as melhores, não somente de forma regional, mas também mundial, pleiteando atender mercados diversos. Neste contexto, a Qualidade Total apresenta cinco itens básicos, que são utilizados para montar as estratégias das organizações. Com relação aos itens da qualidade total, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Equipe desmotivada.
b) ( ) Qualidade intrínseca.
c) ( ) Preço acima da média.
d) ( ) Pouca segurança.
2. Em relação à evolução da qualidade, percebemos que, com a Segunda Guerra Mundial, vieram também conquistas direcionadas para o controle estatístico da qualidade e para a implantação de novos elementos de gestão. Elton Mayo foi o grande precursor de novos direcionamentos para o trabalho, pois questionou a alienação do trabalho e a importância do trabalhador ser mais ativo no processo do trabalho. Com base na história da qualidade, analise as sentenças a seguir:
I- O pós-guerra, ocorrido após a década de 1950, foi devastador para alguns países, entre eles o mais impactado foi o Japão.
II- O Japão passa a ser reconstruído, e esse processo foi baseado na empregabilidade e na produção.
III- Em um curto espaço de tempo, os japoneses reergueram suas cidades e a reputação dos produtos criados no Japão, que antes eram considerados baratos e de baixa qualidade.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) Somente a sentença II está correta.
c) ( ) As sentenças I, II e III estão corretas.
d) ( ) Somente a sentença III está correta.
3. Segundo Oliveira et al. (2004, p. 5), “para que a qualidade total seja desenvolvida e implantada com sucesso em organizações empresariais”, é necessário desenvolver alguns princípios direcionadores. De acordo com os princípios da qualidade total , classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
Fonte: OLIVEIRA, O.J. et al. Gestão da qualidade tópicos avançados. São Paulo: Cengage Learning, 2004.
( ) Para que a implantação e manutenção de um sistema de gestão pela qualidade tenha sucesso, é necessário que a organização possua compromisso da alta direção.
( ) É necessário que a empresa tenha um sistema eficaz de informações, que todos possuam acesso rápido e de forma descomplicada às informações que lhe dizem respeito, além da existência de orientações escritas e claras sobre os principais procedimentos e decisões a serem executadas.
( ) Deve ser considerada a comunicação externa à empresa, com seus fornecedores e clientes, para que se estabeleça um processo de retroalimentação do desempenho dos produtos junto a esses agentes, que são importantes componentes da cadeia produtiva.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – F – V.
c) ( ) V – V – V.
d) ( ) F – F – V.
4. O tema qualidade sempre esteve presente na história da humanidade, e para compreendê-la é importante conhecer a sua história e a ligação da mesma com a qualidade total. De certa forma, quando comparamos os primórdios dos conceitos da qualidade na figura dos artesãos do passado com os metalúrgicos modernos, podemos identificar o quanto o processo da qualidade evoluiu ao longo dos anos. Neste contexto, descreva o processo de inspeção da qualidade no processo do artesão.
5. Para que uma organização consiga atingir a qualidade total, e de forma contínua, a satisfação de todos os envolvidos no processo, ela precisa colocar em prática o chamado controle de qualidade total, em inglês, Total Quality Control (TQC), sistema desenvolvido por Armand Feigenbaum. Neste contexto, explique a definição de qualidade total.
1 INTRODUÇÃO
Neste tópico, você compreenderá a origem e a importância da gestão, e aprenderá os princípios e os demais conceitos relacionados a esse processo. Será demonstrada a ligação existente entre a gestão da qualidade e as normas que regem os diferentes ramos de atuação.
Conheceremos, ainda, a certificação ISO 9000 que, de forma geral, é um conjunto de normas técnicas que vão demarcar um modelo gerencial mais voltado para o interesse em relação à qualidade de uma empresa, independente do seu tamanho ou área de atuação.
Você estudará, também, o passo a passo para desenvolver o processo de certificação, onde serão apresentados os pontos principais para a execução desse processo, além das características necessárias para sua implantação.
2 CONCEITUALIZAÇÃO
Conforme detalhado por Berti (2021, p. 6), em um passado não muito longínquo, o termo “qualidade” estava atrelado exclusivamente ao processo de inspeção. Neste contexto, o setor de qualidade tinha como função somente inspecionar os processos, produtos e resultados, sendo assim, buscava apenas falhas e desvios com o intuito de corrigi-los antes que gerassem prejuízos ou chegassem aos clientes. Conforme ainda definido pela autora:
Em meados de 1914, Henry Ford desenvolveu, em sua fábrica de automóveis, um novo sistema de produção em que a padronização era um dos preceitos principais de sua ideologia. Denominado Fordismo, esse modelo de produção visava produzir carros que possuíssem características idênticas entre si, com menor tempo de produção e custo baixo. Esse modelo de produção é o que conhecemos hoje como produção em massa (BERTI, 2021, p. 6).
Na atualidade, podemos entender que essa prática é bastante difundida dentro do mercado, contudo, na época, foi uma grande inovação para o sistema produtivo. O fordismo trouxe ainda outros conhecimentos, entre eles a metrologia.
“De acordo com o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), órgão da autarquia federal responsável pelos sistemas de metrologia no Brasil, a metrologia é a ciência da medição. Ela abrange todos os aspectos teóricos e práticos relativos às medições, qualquer que seja a incerteza, em quaisquer campos da ciência ou tecnologia” (INMETRO, 2000 apud BERTI, 2021, p. 7).
Figura 15 – Metrologia
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/medicao-do-paquimetro-vernier-de-medicao-de-metal_25900293.htm#query=metrologia&position=9&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
De certa forma, a metrologia é considerada uma prática essencial para diferentes ramos de atuações tais como na Matemática, na Física, na Química, nas indústrias e nas cadeias de produção, assim como na Agronomia, Topografia e em outras áreas de estudos e especialidades.
2 SISTEMAS DE NORMALIZAÇÃO
De acordo com Dias (1998 apud BERTI, 2021, p. 22), “os países industrializados atribuem ao sistema de normalização e qualidade industrial diversas vantagens técnicas e econômicas para os resultados empresariais”.
A normalização garante que os produtos serão criados e desenvolvidos de forma eficaz, gerando mais confiabilidade para as os consumidores e para a comunidade de forma geral, sendo assim, o retorno, seja ele financeiro ou de valorização da marca, é um grande diferencial quando a empresa pensa em gerar normas para a sua produção.
Conforme definido ainda por Maekawa, Carvalho e Oliveira (2013 apud BERTI, 2021, p. 22):
As empresas atuam em um ambiente complexo, com intensas mudanças tecnológicas e constantes alterações nos padrões de exigência dos consumidores. Este cenário conturbado faz com que elas tenham que se adaptar constantemente para não perderem espaço no mercado. Em face disso, faz-se necessário desenvolver e implantar instrumentos tecnológicos e gerenciais que gerem consistentes vantagens competitivas para sua distinção positiva.
Neste contexto, verificamos que o conceito de qualidade sofreu modificações, desde o momento de sua criação. Essas transformações são importantes para gerar o acompanhamento do desenvolvimento empresarial. Dias (1998 apud BERTI, 2021, p. 23) define que:
[...] no início do processo de desenvolvimento desses modelos de trabalho, o Estado era um dos principais precursores na criação de normas e regulamentos técnicos de produtos e atividades que pudessem envolver risco para o cidadão ou consumidor. Com isso, as áreas que passavam por regularização, ou seja, as áreas reguladas e as fiscalizações necessárias para se fazer cumprir a lei passaram a compor a agenda.
Para Berti (2021, p. 23):
[...] na ausência de interesse direto do Estado, a criação de normas pelas indústrias e prestadores de serviços exigiu consenso entre os envolvidos: empresas concorrentes pertencentes a um mesmo mercado (nacional ou internacional) se uniram para padronizar normas e regulamentações para seus setores, de modo que a maioria das empresas integrantes concordassem com o que deveria ser exigido.
De alguma forma, esse olhar de cada grupo empresarial imprimiu direcionamentos diferentes para cada processo de normalização. Desta maneira, as normas precisavam considerar os direcionamentos impostos pelo estado, além das regras que eram definidas de forma consensual pelos empresários de determinado setor.
2.1 ISO 9000
Na atualidade, as organizações precisam buscar a excelência em seus processos, devido a isto, a ISO 9000 se estabelece como uma grande alternativa para realizar a redução de custos e melhorar a qualidade. Conforme Godoy et al. (2009 apud BERTI, 2021, p. 27):
[...] a ISO 9000 é um conjunto de normas técnicas que visam oferecer subsídios à gestão da qualidade empresarial. Ela foi criada justamente porque as empresas passaram a investir cada vez mais em ferramentas para identificar oportunidades, estabelecer prioridades, elaborar planejamentos, avaliar resultados e promover melhorias. Essas atividades envolvem, tipicamente, metodologias de projetos de produtos e serviços.
Figura 16 – Certificação
Fonte: https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-de-certificacao-iso-com-pessoas-e-bloco-de-notas_10329155.htm#query=certifica%C3%A7%C3%A3o&position=1&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
“Existe o erro comum em associar o vocábulo “ISO” ao termo em inglês International Organization for Standardization, Organização Internacional de Normalização (nome oficial da organização correspondente a ISO), contudo, “ISO” é uma palavra de origem grega que significa “igual”, fazendo uma alusão ao termo “norma” e seus princípios de padronização e normalização” (SZYSZKA, 2002 apud BERTI, 2021, p. 24).
Conforme Mariquito et al. (2017 apud BERTI, 2021, p. 24),
[...] a ISO é uma instituição não governamental, fundada em 1946, representada por uma importante organização mundial sediada em Genebra, que gerencia a nível mundial os padrões de normatização de procedimentos. O órgão brasileiro responsável pela execução das revisões da ISO é a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.
As normas da ABNT direcionam a organização que pretende realizar o controle de qualidade e a eficácia dos produtos comercializados. Essas normas garantem, por exemplo, que uma peça sairá padronizada, além de embasar os processos necessários em alguns serviços. Apesar de serem importantes para o mercado brasileiro, essas normas não são obrigatórias, porém, cada vez mais elas são diferenciais para quem quer continuar atuante no mercado ou realizar exportação de seus produtos, principalmente, devido ao fato de que outros países têm as mesmas como itens obrigatórios.
A ISO 9000 é uma reunião de normas técnicas que delimita um modelo de gerenciamento voltado para os interesses da qualidade de uma organização, independentemente do porte ou área de atuação (BERTI, 2021).
A norma ISO 9000 é reconhecida mundialmente, e para alguns nichos de mercado, ela possui um forte apelo comercial, gerando incentivo para as vendas e auxiliando nas parcerias comerciais. Podemos dizer, ainda, que essa normatização visa garantir que os processos de qualidade da organização ocorram conforme esperado, e ela traz, também, a estratégia empresarial para um olhar mais voltado para a qualidade e a padronização.
Em território nacional, define-se a família de normas como ABNT NBR ISO 9000.
Szyszka (2002 apud BERTI, 2021, p. 25) define que:
[...] a missão da ISO ou de qualquer certificação internacional é a promoção do desenvolvimento da normalização e de atividades ao redor do globo, com o propósito de facilitar a troca internacional de bens e serviços, além de beneficiar o desenvolvimento de cooperação nas esferas intelectual, científica, tecnológica e econômica.
A partir do momento em que o corpo diretivo de uma organização opta por desenvolver uma gestão com foco voltado para a qualidade, isso significa que ela pretende priorizar as atividades de menor custo e com maior eficiência. Além disso, deve buscar a padronização de processos, dos produtos e dos serviços.
A norma procura demonstrar a capacidade que a organização possui para produzir e oferecer seus produtos e serviços, visando atender às exigências de seu público consumidor, ou conferir se as especificações delimitadas no projeto inicial destes produtos ou serviços estão de acordo com o previsto. Podemos dizer, portanto, que a ISO 9000 deve alcançar todas as áreas da empresa e não somente o setor produtivo.
2.2 O PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO
O processo para a certificação da qualidade exige, dentre outras coisas, que a empresa demonstre e garanta, por meio de documentos, que os processos produtivos e de gestão, além dos produtos, seguem em conformidade com as normas. O processo de certificação está dividido em sete etapas conforme definido por Berti (2021, p. 27):
Definição do método de implantação: pode ser realizado pela equipe interna da empresa ou pode ocorrer com a contratação de serviços de consultoria especializados nesta certificação.
Definição da equipe de implantação: as empresas devem definir um comitê voltado ao gerenciamento da qualidade, com o objetivo de assegurar que a implementação dos processos ligados à qualidade e ao processo de certificação sejam realizados de maneira efetiva. Esse grupo de pessoas terá como função informar o desempenho do processo que estará em execução, assim como as possíveis necessidades de melhoria para o corpo diretivo. Esse comitê deverá promover a conscientização a respeito dos requisitos da norma para a organização como um todo. Para que essa equipe seja promissora e possa oferecer aquilo que se almeja, é essencial que conheça a cultura organizacional da empresa, tenha acesso às atividades que a empresa desempenha, compreenda as técnicas e esteja integrado à estratégia empresarial.
Realização do diagnóstico e planejamento empresarial: o levantamento da situação atual da empresa é muito importante para que o andamento e execução do processo de implantação da ISO 9000 sejam viáveis e obtenham êxitos. Valim et al. (2015) acredita que para se realizar a avaliação de uma empresa é necessário utilizar instrumentos que possibilitem a percepção de características internas organizacionais e o ambiente externo, diminuindo os erros que ocorrem por causa de ações mal planejadas. Diante disso, as organizações elegem ferramentas que auxiliem no processo de diagnóstico, como Matriz SWOT, 5 forças de Porter e Matriz BCG, dentre outras opções. Após o levantamento da situação empresarial, é realizado um cronograma de execução que contém as ações necessárias para viabilizar o processo de implantação da norma no ambiente organizacional. Nesse cronograma, estarão definidos os prazos de cada etapa da implantação, os responsáveis por cada ação, os processos de monitoramento e verificação e a previsão das auditorias.
Envolvimento e motivação da equipe de trabalho: é necessário que haja engajamento das pessoas que compõem a organização e que de alguma forma vão participar do processo de implantação da norma. Processos de mudança podem gerar resistência dos envolvidos; por isso, ações de conscientização e motivação para o alcance das metas estabelecidas são formas de diminuir possíveis obstáculos referentes às pessoas. Essas medidas motivacionais devem partir da alta direção em conjunto com o setor de recursos humanos, de modo a proporcionar uma comunicação transparente entre todos.
Implementação dos requisitos estabelecidos na norma: nessa etapa, o processo de implantação propriamente dito é estabelecido. São desenvolvidos mecanismos e ações práticas para que os requisitos presentes na norma sejam seguidos. Durante o processo de implantação, os envolvidos passarão por treinamentos e avaliações para otimizar os resultados e permitir que a implantação ocorra efetivamente em todos os setores empresariais. São criados documentos e registros que comprovem que as atividades exercidas são devidamente controladas e monitoradas, além de permitirem o registro histórico dos processos e de seus resultados. Assim, os gestores e demais envolvidos podem avaliar o desempenho por meio do monitoramento contínuo de todas as áreas empresariais, motivando e integrando todos os setores de modo que tenham um objetivo comum.
Execução de auditoria interna: após o término do processo de implantação, em que as práticas e os documentos são condizentes com o que rege a ISO 9000, deve-se realizar uma auditoria interna. Ou seja, uma verificação realizada por funcionários da empresa, de modo a avaliar se os processos, documentos e registros estão realmente de acordo com o que é preconizado na instrução normativa. Caso a auditoria interna evidencie possíveis falhas e pontos de melhoria, a empresa deve adequar-se as suas constatações e exigências, com o intuito de estar cada vez mais alinhada à ISO.
Contratação de auditoria de certificação (externa): para finalizar o processo de certificação, é realizada uma auditoria oficial por membros credenciados e formalmente eleitos pelo órgão certificador para a possível emissão do certificado. Quando aprovada, a empresa receberá uma certificação que atesta seu padrão de qualidade, isto é, ela será certificada pela ISO 9000.
Ter um certificado da qualidade demonstra que aquela organização está preocupada em aplicar e seguir as boas práticas em todo o seu processo produtivo. Além disso, o certificado comprova que a equipe está alinhada com a cultura e que todos estão comprometidos com o processo organizacional. Conforme vimos, para conquistar a certificação, a empresa precisa adotar sistemas de gestão e controle que irão validar sua capacidade de acordo com os direcionamentos da normatização internacional. Essas normas são criadas para definir os parâmetros que visam igualar as empresas no mundo todo.
Figura 17 – Processo de certificação
Fonte: https://br.freepik.com/fotos-premium/conceito-de-garantia-de-qualidade-operando-com-os-padroes-de-garantia-de-garantia-de-qualidade-certificacao-iso-e-nocao-de-padronizacao-como-prova-de-servico-superior_32305011.htm#query=CERTIFICA%C3%87%C3%83O%20ISO&position=5&from_view=search&track=sph. Acesso em: 21 nov. 2022.
É importante saber que as certificações ISO têm validade ao final de um determinado período, a empresa precisará renovar sua certificação para manter o seu certificado.
Para cada sistema da qualidade que a empresa queira, será disponibilizado uma norma específica:
ABNT NBR ISO 9001:2015 – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos.
ABNT NBR ISO 14001:2015 – Sistemas de gestão ambiental – Requisitos e orientações para uso.
ABNT NBR ISO 45001:2018 – Sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional – Requisitos e orientações para uso.
ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 – Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.
Manual Brasileiro de Acreditação – Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde – ONA.
LEITURA COMPLEMENTAR
QUALIDADE E GESTÃO: A GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL
Rose Mary Juliano Longo
1 A QUESTÃO DA QUALIDADE
A preocupação com a qualidade de bens e serviços não é recente. Os consumidores sempre tiveram o cuidado de inspecionar os bens e serviços que recebiam em uma relação de troca.
Essa preocupação caracterizou a chamada era da inspeção, que se voltava para o produto acabado, não produzindo assim qualidade, apenas encontrando produtos defeituosos na razão direta da intensidade da inspeção.
A era do controle estatístico surgiu com o aparecimento da produção em massa, traduzindo-se na introdução de técnicas de amostragem e de outros procedimentos de base estatística, bem como, em termos organizacionais, no aparecimento do setor de controle da qualidade.
Sistemas da qualidade foram pensados, esquematizados, melhorados e implantados desde a década de 1930 nos Estados Unidos e, um pouco mais tarde (anos 1940), no Japão e em vários outros países do mundo.
A partir da década de 1950, surgiu a preocupação com a Gestão da Qualidade, que trouxe uma nova filosofia gerencial com base no desenvolvimento e na aplicação de conceitos, métodos e técnicas adequados a uma nova realidade.
A Gestão da Qualidade Total, como ficou conhecida essa nova filosofia gerencial, marcou o deslocamento da análise do produto ou serviço para a concepção de um sistema da qualidade.
A qualidade deixou de ser um aspecto do produto é responsabilidade apenas de departamento específico, e passou a ser um problema da empresa, abrangendo, como tal, todos os aspectos de sua operação.
2 GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL
Qualidade, enquanto conceito, é um valor conhecido por todos e, no entanto, definido de forma diferenciada por diferentes grupos ou camadas da sociedade -- a percepção dos indivíduos é diferente em relação aos mesmos produtos ou serviços, em função de suas necessidades, experiências e expectativas.
Já o termo qualidade total tem inserido em seu conceito seis atributos ou dimensões básicas que lhe conferem características de totalidade. Essas seis dimensões são: (1) qualidade intrínseca; (2) custo, (3) atendimento,(4) moral, (5) segurança e (6) ética.
Por qualidade intrínseca entende-se a capacidade do produto ou serviço de cumprir o objetivo ao qual se destina.
A dimensão custo tem, em si, dois focos: custo para a organização do serviço prestado e o seu preço para o cliente. Portanto, não é suficiente ter o produto mais barato, mas sim ter o maior valor pelo preço justo.
Atendimento é uma dimensão que contém três parâmetros: local, prazo e quantidade, que por si só demonstram a sua importância na produção de bens e na prestação de serviços de excelência.
Moral e segurança dos clientes internos de uma organização (funcionários) são fatores decisivos na prestação de serviços de excelência: funcionários desmotivados, mal-treinados, inconscientes da importância de seus papéis na organização não conseguem produzir adequadamente.
A segurança dos clientes externos de qualquer organização, em um sentido restrito, tem a ver com a segurança física desses clientes e, em um sentido mais amplo, com o impacto do serviço prestado ou da sua provisão no meio ambiente. Hoje em dia, pode-se dizer que o foco no cliente tem primazia absoluta em todas as organizações.
Finalmente, a sexta dimensão do conceito de qualidade total, a ética, é representada pelos códigos ou regras de conduta e valores que têm que permear todas as pessoas e todos os processos de todas as organizações que pretendem sobreviver no mundo competitivo de hoje.
A Gestão da Qualidade Total (GQT) é uma opção para a reorientação gerencial das organizações. Tem como pontos básicos: foco no cliente; trabalho em equipe permeando toda a organização; decisões baseadas em fatos e dados; e a busca constante da solução de problemas e da diminuição de erros.
A GQT valoriza o ser humano no âmbito das organizações, reconhecendo sua capacidade de resolver problemas no local e no momento em que ocorrem, e busca permanentemente a perfeição.
Precisa ser entendida como uma nova maneira de pensar, antes de agir e produzir. Implica uma mudança de postura gerencial e uma forma moderna de entender o sucesso de uma organização.
É uma nova filosofia gerencial que exige mudanças de atitudes e de comportamento. Essas mudanças visam ao comprometimento com o desempenho, à procura do autocontrole e ao aprimoramento dos processos. Implica também uma mudança da cultura da organização. As relações internas tornam-se mais participativas, a estrutura mais descentralizada, e muda o sistema de controle [Longo (1994)].
Sistemas de controle são necessários em qualquer organização; porém, se forem burocráticos ou tradicionais, as pessoas reagem com pouca participação, pouca criatividade e pouca responsabilidade.
O autocontrole, que significa que a responsabilidade pela qualidade final dos serviços e/ou produtos é a conseqüência do esforço conjugado de todas as áreas da empresa, onde todos precisam saber, a todo momento, o que fazer e como fazer, com informações objetivas e imediatas de seu desempenho, permite que as pessoas respondam com participação, criatividade e responsabilidade.
Como se trata de uma mudança profunda, a implantação desse modelo enfrenta várias barreiras, pois mexe com o status quo, com o imobilismo, com o conformismo e com os privilégios.
Portanto, deve-se ver a Gestão da Qualidade Total não como mais um programa de modernização. Trata-se de uma nova maneira de ver as relações entre as pessoas, na qual o benefício comum é superior ao de uma das partes [Xavier (1994)].
Da Gestão da Qualidade Total depende a sobrevivência das organizações que precisam garantir aos seus clientes a total satisfação com os bens e serviços produzidos, contendo características intrínsecas de qualidade, a preços que os clientes possam pagar, e entregues dentro do prazo esperado.
É fundamental atender e, preferencialmente, exceder as expectativas dos clientes. A obtenção da qualidade total parte de ouvir e entender o que o cliente realmente deseja e necessita, para que o bem ou serviço possa ser concebido, realizado e prestado com excelência.
A GQT ocorre em um ambiente participativo. A descentralização da autoridade, as decisões tomadas o mais próximo possível da ação, a participação na fixação das metas e objetivos do trabalho normal e as metas e objetivos de melhoria da produtividade são considerações essenciais.
O clima de maior abertura e criatividade leva a maior produtividade. A procura constante de inovações, o questionamento sobre a forma costumeira de agir e o estímulo à criatividade criam um ambiente propício à busca de soluções novas e mais eficientes.
Fonte: LONGO, R. M. J. Gestão da Qualidade: evolução histórica, conceitos básicos e aplicação na educação. In: SEMINÁRIO GESTÃO DA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO: EM BUSCA DA EXCELÊNCIA, 1996, São Paulo. Aprewsentação [...]. Brasília, DF: IPEA, 1996. p. 7-9. Disponível em: https://www.academia.edu/56130847/Gest%C3%A3o_da_Qualidade_Evolu%C3%A7%C3%A3o_Hist%C3%B3rica_Conceitos_B%C3%A1sicos_e_Aplica%C3%A7%C3%A3o_na_Educa%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 03 nov. 2022.
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu:
Em um passado não muito longínquo, o termo qualidade estava atrelado exclusivamente ao processo de inspeção.
Os países industrializados atribuem ao sistema de normalização e a qualidade industrial diversas vantagens técnicas e econômicas para os resultados empresariais.
Na atualidade, as organizações precisam buscar a excelência em seus processos, devido a isto, a ISO 9000 surge como uma grande alternativa para realizar a redução de custos e melhorar a qualidade.
A ISO é uma instituição não governamental, fundada em 1946, representada por uma importante organização mundial sediada em Genebra, que gerencia a nível mundial os padrões de normatização de procedimentos.
A ISO 9000 é uma norma reconhecida mundialmente, e para alguns nichos de mercado, ela possui um forte apelo comercial, gerando incentivo para as vendas e auxiliando nas parcerias comerciais.
O processo para a certificação da qualidade exige, dentre outras coisas, que a empresa demonstre e garanta através de documentos que os processos produtivos e de gestão, além dos produtos, seguem em conformidade com as normas.
AUTOATIVIDADE
1. Na atualidade, podemos entender que a prática da medição da qualidade é bastante difundida dentro do mercado, mas na época em que foi desenvolvida era considerado uma grande inovação para o sistema fordista que trouxe, entre os conhecimentos, a metrologia.Com relação à metrologia, assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) Essa metodologia abrange todos os aspectos teóricos e práticos relativos às medições.
b) ( ) Essa metodologia abrange todos os aspectos humanos relativos às medições.
c) ( ) Essa metodologia abrange todos os aspectos financeiros relativos às medições.
d) ( ) Essa metodologia abrange todos os aspectos gerenciais relativos às medições.
2. De acordo com Dias (1998 apud BERTI, 2021, p. 22), “os países industrializados atribuem ao sistema de normalização e qualidade industrial diversas vantagens técnicas e econômicas para os resultados empresariais”. Com relação à necessidade das organizações em normatizar seus processos, analise as sentenças a seguir:
Fonte: BERTI, L. N. Processos de certificação da qualidade. São Paulo: Platos Soluções Educacionais, 2021.
I- O ambiente no qual as empresas atuam é muito complexo, com intensas mudanças tecnológicas e constantes alterações nos padrões de exigência dos consumidores.
II- Hoje, temos um cenário tranquilo que faz com que as empresas não tenham, necessariamente, de se preocupar com o cliente e o mercado.
III- É necessário desenvolver e implantar instrumentos tecnológicos e gerenciais que gerem consistentes vantagens competitivas para sua distinção positiva.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) As sentenças I e II estão corretas.
b) ( ) Somente a sentença II está correta.
c) ( ) As sentenças I e III estão corretas.
d) ( ) Somente a sentença III está correta.
3. A partir do momento em que o corpo diretivo de uma organização opta por desenvolver uma gestão com foco mais voltado para a qualidade, significa que a empresa pretende priorizar as atividades de menor custo e com maior eficiência, além disso, deve buscar a padronização de processos, dos produtos e dos serviços. Classifique V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas:
( ) A norma visa demonstrar a capacidade que a organização possui para produzir e oferecer seus produtos e serviços, visando atender as exigências do seu público consumidor.
( ) A certificação define se as especificações do projeto estão de acordo com o previsto.
( ) A certificação deve alcançar todas as áreas da empresa como não somente o setor produtivo, como alguns gestores acham.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) V – F – F.
b) ( ) V – V – V.
c) ( ) F – V – F.
d) ( ) F – F – V.
4. O processo para a certificação da qualidade exige, dentre outras coisas, que a empresa demonstre e garanta através de documentos que os processos produtivos e de gestão, além dos produtos seguem em conformidade com as normas. Neste contexto, disserte sobre as seis etapas da implantação da ISO. Disserte sobre as sete etapas para implantação da ISO.
5. ISO é uma palavra de origem grega que significa “igual”, fazendo uma alusão ao termo “norma” e seus princípios de padronização e normalização. Neste contexto, explique a importância da ISO para as organizações.