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Local: Boston, Massachusetts, EUA
Ano de criação: 2010
Categoria: Distrito de Inovação
Especialidade: Tecnologia, biotecnologia, finanças, design e espaços culturais
Área: 400 ha
O Distrito Seaport em Boston passou por uma transformação significativa nas últimas duas décadas, passando de uma área industrial à beira-mar para um importante centro de inovação, tecnologia e cultura. Este distrito revitalizado agora abriga grandes empresas, como a General Electric e a Amazon, além de diversas empresas dos setores de tecnologia, biotecnologia e finanças. Espaços de coworking, como o WeWork, e incubadoras de startups, como o MassChallenge, desempenham um papel essencial no apoio ao desenvolvimento de negócios e à inovação. Elementos culturais também fazem parte do Seaport, com locais como o Instituto de Arte Contemporânea e diversas instalações de arte pública contribuindo para a paisagem visual e social da área. O Seaport tem uma combinação de espaços residenciais, comerciais e de varejo, integrados com áreas públicas com vista para a Baia de Boston, como o Fan Pier e o Fort Point Channel, que servem como pontos de encontro tanto para os moradores locais quanto para visitantes. A sustentabilidade é uma prioridade no desenvolvimento do distrito, com infraestrutura energeticamente eficiente e práticas de design ambientalmente responsáveis evidentes em toda a área. O Distrito Seaport é bem conectado, com fácil acesso ao transporte público via Silver Line e South Station, além de principais rodovias. No distrito se concentram indústrias nas áreas de ciências da vida, energia limpa e inteligência artificial.
Autoria: Zahra Alinam
Visita técnica realizada em agosto de 2024.
Local: Roosevelt Island, Cidade de Nova York, EUA
Ano de Estabelecimento: 2017
Categoria: Distrito de Inovação de Universidade
Especialidade: Tecnologia, Pesquisa e Empreendedorismo
Área: 5 ha
O Cornell Tech, localizado na Roosevelt Island em Nova York, é um modelo emergente para distritos de inovação acadêmica, combinando educação, pesquisa e empreendedorismo em um contexto urbano. Desenvolvido por meio de uma colaboração entre a Cornell University e o Technion-Institute of Technology de Israel, serve como um centro em crescimento para pesquisa, tecnologia e atividades empreendedoras. A arquitetura do distrito é marcada por instalações como o Bloomberg Center, que serve como o coração intelectual do campus. O Tata Innovation Center abriga espaços de escritórios e laboratórios de pesquisa, promovendo a colaboração entre pesquisadores acadêmicos e líderes da indústria. O The House, uma torre residencial construída de acordo com os padrões da Passive House, é um dos arranha-céus mais eficientes em termos de energia no mundo. O projeto do campus busca criar vitalidade, integrando a natureza a um ambiente de alta tecnologia. O Feeney Way, o caminho central para pedestres, conecta os principais edifícios e apresenta instalações de arte pública, enquanto os espaços verdes oferecem áreas para colaboração ao ar livre e relaxamento. O empreendedorismo desempenha um papel central no Cornell Tech, com programas como o Runway Startup Postdoc Program e o currículo Studio, oferecendo aos estudantes e pesquisadores oportunidades de lançar startups e se engajar com o ecossistema de tecnologia de Nova York. O distrito mantém fortes conexões com parceiros da indústria, investidores e iniciativas da cidade, como o NYC Tech. As opções de transporte incluem o teleférico Roosevelt Island, além metrô e serviços de balsa.
Autoria: Zahra Alinam
Visita técnica realizada em julho de 2024
Local: Monterrey, México
Ano de criação: 2012
Categoria: Distrito de Inovação
Especialidade: criatividade e inovação multidisciplinar, tecnologia e manufatura avançada, sustentabilidade e mudanças climática, saúde e educação
Área: 452 ha
O distritotec, localizado em Monterrey, México, é um território do conhecimento em transformação, buscando consolidar-se como um distrito de inovação de quarta geração. Trata-se de um desdobramento do campus universitário do Tecnológico de Monterrey (Tec), estabelecido em 1947 em uma área de 40 hectares, local cercado por um crescimento urbano desordenado, resultando em baixa conectividade e dificuldades para atrair investimentos comerciais e residenciais. Além disso, o crescimento acelerado da cidade levou a um aumento da violência e da fragmentação social. Em 2012, em resposta à deterioração urbana e à evasão de alunos e professores entre 2010 e 2015, a universidade lançou o distritotec como um projeto de regeneração urbana e inovação, em parceria com cidadãos, autoridades e ONGs. O plano urbano, iniciado em 2013, integrou 24 bairros ao campus, expandindo a área do distrito para 452 hectares. A reconfiguração espacial incluiu a revitalização de edifícios, a abertura do campus para a comunidade, consolidando o modelo educativo Tec21. A governança do distritotec baseia-se em participação comunitária e governança colaborativa, incluindo a criação do Consejo de Vecinos, que representa os bairros envolvidos. Iniciativas como o Callejero, evento que ativa o espaço público com cultura, lazer e serviços, reforçam a intenção de aproximação da universidade com a população local. O financiamento provém de recursos públicos, parcerias empresariais e doações de ex-alunos. Em 2019, o governo municipal aprovou um mecanismo financeiro que permite ao distrito captar e reinvestir parte da receita pública em infraestrutura e espaços públicos. A segunda fase do projeto, iniciada em 2022, prioriza a reutilização de edifícios privados para atividades de inovação. A certificação LEED da biblioteca do Tec e a implementação do plano "Rota Azul", voltado para soluções climáticas e infraestrutura verde até 2025, evidenciam alguns dos compromissos socioambientais do distrito.
Autoria: Denis Alves, Laura de Carvalho, Patrícia Mariuzzo, Silvia Stuchi, Thalita Dalbelo
Visita técnica realizada em maio de 2024.
Local: Viña del Mar, Chile
Ano de criação: 2022
Categoria: Distrito de inovação
Especialidade: em definição
Área: 200 ha (prevista)
O Distrito V21 é um projeto que busca desenvolver o Chile a partir de uma região da cidade de Viña del Mar. Tem objetivos como o de atrair e reter talentos e investimentos para a cidade, evitando a emigração. Para isto, quer transformar uma área industrial em um bairro de uso misto inovador num ecossistema de quadrupla hélice. Almeja ter impacto global a partir das potencialidades locais: localização privilegiada com vias de acesso à costa do Pacífico, ao interior do país e à capital, Santiago. Lançado em abril de 2022, segue modelo do 22@ Barcelona. Obteve apoio de empresários e universidades, e mais recentemente, dialoga com o setor público local para viabilizar a execução urbana do projeto na área de 200 hectares. Na atual fase, organiza-se a partir de um complexo de três torres de vidro que se destacam na paisagem do vale. As torres concentram importantes agentes do setor privado local que apoiam, organizam e fomentam o projeto, incluindo um Centro de Inovação e Negócios, uma academia de ginástica, um espaço para startups, dentre outros. Outros empreendimentos já estão fora do complexo, como um centro esportivo e o Parqtec V21. Este parque foi inaugurado em 2024; é um conjunto de edifícios próximos, que funciona como apoio ao projeto do Distrito.
Autoria: Iara Santos
Visita técnica realizada em dezembro de 2024.
Local: Houston, Texas, EUA
Ano de criação: 2021
Categoria: Distrito de Inovação
Especialidade: Tecnologia, ciências da vida e indústrias criativas
Área: Aproximadamente 6,5 ha
O Ion District, localizado próximo ao centro de Houston, está rapidamente se tornando um polo de inovação. Seu objetivo é promover um ecossistema próspero de tecnologia, empreendedorismo e colaboração. O Ion Building, anteriormente uma loja da Sears, foi transformado em um moderno espaço de uso misto. À medida que o distrito se desenvolve, ele acomodará startups, empresas consolidadas, pesquisadores e profissionais criativos. O Ion Building já oferece espaços de coworking, laboratórios, locais para eventos e espaços makers para apoiar a inovação e o networking. Atualmente, grande parte do projeto urbano foca em acessibilidade, conectividade e sustentabilidade, com a primeira fase de desenvolvimento já priorizando esses aspectos. A praça central foi concluída e está sediando eventos, mercados e atividades culturais. O distrito inclui infraestrutura verde e edifícios energeticamente eficientes, alinhados com as metas de sustentabilidade de Houston. O Ion District desempenha um papel importante na transição de Houston de uma economia centrada em energia para uma baseada em tecnologia. Alguns dos principais stakeholders são Microsoft, Chevron Technology Ventures e Rice University. Um aspecto único do Ion District é o foco em inclusão. Programas como aceleradoras de startups e iniciativas de mentoria têm como objetivo apoiar empreendedores sub-representados e criar um ecossistema de inovação mais diversificado. O Ion District oferece excelente conectividade e acesso ao transporte público, facilitando a conexão com outras partes da cidade. Embora ainda em desenvolvimento, o Ion District exemplifica como o reaproveitamento adaptativo, o projeto urbano e a colaboração estão transformando a área em um polo de crescimento tecnológico e criativo.
Autoria: Zahra Alinam
Visita técnica realizada em julho de 2024
Local: Cambridge, Massachusetts, EUA
Ano de criação: 2009
Categoria: Distrito de Inovação
Especialidade: Ciências da vida, biotecnologia, inteligência artificial e inovação tecnológica
Área: 80 ha
Kendall Square, apelidado de "o quilômetro quadrado mais inovador do planeta," é um distrito de inovação criado a partir da revitalização de uma área decadente, por iniciativa da prefeitura de Cambridge e do MIT, sendo contíguo ao seu campus. Algumas das empresas instaladas no local são a Moderna, a Biogen e a Google, além de centros de pesquisa e incubadoras de startups, como CIC e LabCentral. O distrito mistura espaços de trabalho com a vida urbana cotidiana; prédios de pesquisa e apartamentos residenciais, restaurantes e lojas locais. Áreas públicas como Kendall Plaza, Kendall Green e o Canal Walk oferecem espaços verdes onde as pessoas se reúnem, encontram amigos ou fazem uma pausa durante o dia. A sustentabilidade é uma parte fundamental do distrito, com infraestrutura eficiente em energia e práticas de construção sustentável. A acessibilidade é outro ponto forte da área, com a estação Kendall/MIT da Red Line facilitando o acesso a outras partes de Boston. Mas, além da infraestrutura e das conexões de transporte, Kendall Square oferece algo intangível — um senso de comunidade alimentado pelo espírito de invenção.
Autoria: Zahra Alinam
Visita técnica realizada em julho de 2024.
Local: Boston, Massachusetts, EUA
Ano de criação: Início dos anos 2000
Categoria: Distrito Médico e Acadêmico
Especialidade: Saúde, Pesquisa Biomédica e Educação
Área: Aproximadamente 86 ha
A Longwood Medical and Academic Area (LMA) é um importante distrito de Boston, reconhecido pela concentração de instituições de saúde e acadêmicas. Localizada no bairro Fenway-Kenmore, a LMA abriga instalações renomadas como a Harvard Medical School, Dana-Farber Cancer Institute, Boston Children's Hospital, Brigham and Women's Hospital e Beth Israel Deaconess Medical Center. O distrito integra centros médicos, laboratórios de pesquisa e instituições educacionais em um ambiente denso e caminhável. Espaços públicos, como caminhos arborizados e pequenos parques, oferecem áreas para colaboração e relaxamento, melhorando tanto a acessibilidade quanto a experiência urbana. A área é bem conectada por opções de transporte, como a Green Line do MBTA e serviços de transporte oferecidos pela MASCO. O ambiente de pesquisa inclui instalações compartilhadas e parcerias entre as instituições, que promovem a colaboração interdisciplinar. A arquitetura da área combina edifícios históricos com modernas instalações médicas e de pesquisa, como o Carl J. Shapiro Clinical Center, que oferece serviços especializados em um ambiente contemporâneo. A sustentabilidade tem se tornado uma prioridade crescente, com muitas instituições buscando eficiência energética e certificações ambientais. O distrito também está envolvido com a comunidade local, com programas de educação em saúde, iniciativas de extensão e colaborações com escolas e organizações locais. Esses esforços visam melhorar a saúde pública e reforçar a conexão da área com a comunidade mais ampla de Boston.
Autoria: Zahra Alinam
Visita técnica realizada em julho de 2024
Local: Santiago (Região Metropolitana), Chile
Ano de criação: 1994/2018
Categoria: Parque tecnológico
Especialidade: Conservação ambiental e sustentabilidade
Área: 1.022 ha (incluindo uma reserva ecológica)
O Parque Carén foi vinculado à Universidad de Chile em 1994, com o objetivo de fazer dessa antiga fazenda colonial abandonada um parque científico e tecnológico com um espaço público de recreação. Atualmente, destaca-se por seu caráter de proteção ao ecossistema nativo. Uma fundação ligada à Universidade cuida da administração do parque, inclusive de sua manutenção, conservação ambiental, preservação da lagoa interna e uso público. Já a Universidade se dedica principalmente às conexões entre governo, instituições de ensino e pesquisa diversas e empresas de inovação que desejam se instalar no parque. Atualmente, dois setores empresariais estão presentes: construção civil e alimentos. Pesquisas acontecem no espaço do parque, abrangendo desde investigações sobre energia solar a iniciativas de engenharia florestal e ensino ambiental para crianças. O parque dista cerca de 20km do centro de Santiago, localizando-se em área de franja urbana. O acesso a ele pode ser feito por transporte público, mas é recomendado carro particular. Talvez por isso o parque seja pouco frequentado. Divide-se internamente em dois setores com acessos separados: um para uso público e o outro para pesquisas e conservação. Nesta área, é possível que o campus da Universidade se amplie no futuro.
Autoria: Iara Santos
Visita técnica realizada em dezembro de 2024.
Local: Parque Patricios, Buenos Aires, Argentina
Ano de criação: 2008
Categoria: Distrito Tecnológico
Especialidade: Tecnologia (TICs) e softwares
Área: 328 ha
Criado em 2009 pela Lei 2972, o Distrito Tecnológico de Parque Patricios foi concebido para atrair empresas especializadas em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) por meio de incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura. A governança é centralizada, com o governo local desempenhando um papel dominante na gestão e desenvolvimento. Os principais atrativos do distrito incluem isenções fiscais de até 15 anos e melhorias urbanas, como renovação de espaços públicos, iluminação sustentável, ciclovias e a Linha H do metrô. O distrito está dividido em quatro zonas: oeste,predominantemente residencial, de densidade média-alta, com comércio local; norte, que é o centro do DT, com maior presença comercial, cultural e social; leste, com mistura de logística, indústria e residências de baixa densidade, com potencial para renovação; sul, sendo a área residencial de baixa densidade, com eixo comercial. Embora tenha sido concebido como um polo de inovação, o Distrito Tecnológico de Parque Patricios enfrenta desafios estruturais e sociais que limitam sua transformação como um agente de desenvolvimento urbano abrangente. Além disso, a pandemia e a concorrência com o Innovation Park (PI) de Belgrano, localizado na zona norte da cidade, intensificaram os desafios, resultando na migração de empresas e dificultando a consolidação do distrito.
Autoria: Silvia Stuchi, Denis Alves e Mariana Versino
Visitas técnicas realizadas em outubro e novembro de 2024.
Local: Fortaleza, Brasil
Ano de criação: 2018
Categoria: Parque científico
Especialidade: Tecnologia e inovação
Área: 22,9 ha
Criado em 2018, por iniciativa da Universidade Federal do Ceará, o PARTEC localiza-se no campus do Pici, na Cidade de Fortaleza, e destina-se a promover a políticas de desenvolvimento e fortalecimento da ciência e da tecnologia. O parque está alinhado com o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação do governo federal e funciona como órgão da UFC. Ocupa uma área de 22,9 ha no campus Pici e noutros campi da UFC (Porangabuçu, Quixadá, Russa e Crateús) e conta com 5 temas prioritários de atuação: agronegócio; saúde e biotecnologia; recursos hídricos; tecnologia da informação e comunicação; e energias renováveis. O PARTEC tem como objetivos atrair novas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (bens e serviços), por meio de cooperação com empresas de bases tecnológicas; incentivar criação de empresas de base tecnológica e colaborar para a expansão destas no mercado; apoiar parcerias da Universidade com organizações públicas e privadas de pesquisa, inovação tecnológica e iniciativas voltadas à tecnologia social; e estimular a produção científica e tecnológica que valorize o desenvolvimento sustentável. O objetivo desta iniciativa pública é promover a inovação científica, a coesão cidadã e a sustentabilidade do ambiente natural. O Parque se busca a quarta geração de parques tecnológicos, tendo como modelo de inovação a quíntupla hélice, ou seja, os atores envolvidos são o meio ambiente, atuando desde a ideologia do projeto nos pilares da sustentabilidade e tratamento do terreno por ser uma antiga área contaminada por conta dos aterros sanitários; as empresas, como um parque científico e tecnológico, algumas empresas já se instalaram no local e há espaço para mais empresas com foco em inovação e tecnologia; a sociedade, atuando na participação popular desde 2017; a academia, atuando no apoio do desenvolvimento tecnológico; e o governo, atuando na iniciativa do projeto.
Autoria: Bianca Tiemi Kubagawa, Rodolpho Henrique Corrêa, Vitor R. de Andrade Assunção.
Disciplina AQ106/IC750 FECFAU 2023 Knowledge-based urban developments: Estudos de caso em franjas urbanas.
Innovation Park Buenos Aires (PI Buenos Aires)
Local: Cidade de Buenos Aires, Argentina
Ano de criação: 2020
Categoria: Parque de inovação
Especialidade: Tecnologia, biotecnologia, saúde e educação
Área: 12 ha
Criado pela Lei 5.558, o Parque de Inovação de Buenos Aires foi concebido como um centro urbano voltado à ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento de conhecimento na cidade de Buenos Aires. O local ocupa a área do antigo clube Tiro Federal Argentino, fundado em 1891, cujo edifício principal foi declarado Monumento Nacional Histórico. Localizado no bairro Núñez, em frente ao estádio Más Monumental do River Plate, o parque ocupa 12 hectares. O projeto urbanístico do parque foi desenvolvido a partir do master plan vencedor do "Concurso Nacional de Ideias Parque de la Innovación", realizado em 2016 em colaboração com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Buenos Aires (UBA) e o Governo da Cidade. A proposta busca integrar o parque ao tecido urbano da capital, promovendo inovação, sustentabilidade e conectividade. A legislação prevê que pelo menos 120.000 m² sejam destinados a atividades de inovação, com uma divisão equilibrada entre espaços públicos e privados (50%). O modelo de governança é baseado na descentralização, no intuito de que hubs e clusters tecnológicos tenham autonomia operacional. O governo atua como facilitador e regulador, enquanto delega a administração a instituições especializadas. O parque promove iniciativas como a Tech Week e o Expo Futuro T, abertos para a participação comunitária. Com áreas abertas ao público, praças e melhorias viárias no entorno, o parque busca integrar-se à cidade.
Autoria: Silvia Stuchi e Denis Alves
Visita técnica realizada em novembro de 2024.
Local: Brasília-DF, Brasil
Ano de criação: 2005
Categoria: Laboratório vivo do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (PCTec/UnB)
Especialidade: Pesquisa, Prototipagem, Desenvolvimento de Produtos e Serviços, Treinamento e Capacitação.
Área: 23.000 m²
O PISAC (Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído) foi criado em 2005 no Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (PCTec/UnB), resultado de uma parceria entre o setor público e privado do Brasil e do British Research Establishment (BRE), do Reino Unido. Seu principal objetivo é impulsionar a inovação e a sustentabilidade no ambiente construído, integrando pesquisa e setor produtivo para ampliar o impacto dos investimentos públicos e fortalecer políticas e ações governamentais alinhadas ao novo marco de inovação brasileiro. Seu financiamento ocorre por meio de agências de fomento, emendas parlamentares e parcerias com o setor privado. A infraestrutura inclui uma praça de protótipos, edifícios administrativos e um centro de energias renováveis, funcionando como um laboratório vivo para pesquisa, desenvolvimento, testes e disseminação de tecnologias sustentáveis. Inicialmente planejado para o campus Gama da UnB, o projeto foi realocado em 2017 para o campus Darcy Ribeiro, devido a entraves ambientais. Com área aproximada de 23.000 m², o PISAC abriga 15 áreas para protótipos e quatro edificações principais, todas projetadas para facilitar sua realocação. O conceito das Praças de Protótipos surgiu no Reino Unido na BRE, com o objetivo de apoiar a indústria da construção na busca de soluções aos desafios impostos por instrumentos legais, com foco na sustentabilidade. A Praça Protótipos está em ambiente ao ar livre onde é possível projetar, construir, testar, monitorar e demonstrar, edificações desenvolvidas por redes que estão sendo formadas com a participação de parceiros de diferentes setores. O processo de licitação para a Praça de Protótipos foi concluído em janeiro de 2019.
Autoria: Silvia Stuchi
Visita técnica realizada em novembro de 2023.
Local: São José dos Campos, Brazil
Ano de criação: 2019
Categoria: Parque tecnológico
Especialidade: Aeroespacial e tecnologia avançada
Área: 1.580 ha
O Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT) está situado em localização privilegiada: a 15 km a leste do centro do município de mesmo nome, no Vale do Paraíba paulista, às margens da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), entre São Paulo e Rio de Janeiro. O perímetro especial do PqTec, instituído pelo Plano Diretor de 2019, abrange 15,8 milhões de metros quadrados, sendo que a área de seu núcleo soma 188 mil metros quadrados e possui atualmente cerca de 55.000 m² de área construída. Situado em uma cidade que tradicionalmente sedia um pólo tecnológico voltado aos setores aeroespacial, bélico e de eletrônica avançada, o PqTec atua em parceria com diversas instituições de ensino, pesquisa e inovação e com empresas intensivas em conhecimento e inovação. Possui atualmente 217 empresas associadas, 84 empresas residentes, 51 Startups e 4 Centros Empresariais. O PqTec pode ser enquadrado como um parque tecnológico de segunda geração, de hélice tríplice (2a geração): Governo, Universidade e Indústria. Implantado através da promulgação da Lei Municipal n° 7.101/2006, é uma Organização Social (pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos), instituída pelo Decreto no 12.815/07. Destacam-se como atores os entes governamentais (Prefeitura Municipal e SABESP), as instituições de ensino, pesquisa e inovação (CEMADEM, CTA, ITA, INPE, IPT, UNESP) e empresas sobretudo dos setores aeroespacial e de tecnologia avançada (EMBRAER, ABIMAQ, AIRBUS, ATECH, BOIENG, CITE, ERICSSON, IEMAR, VALE, VISIONA, entre outras).
Autoria: Sylvia Teixeira, Tito Longhini, Victória Maia.
Disciplina AQ106/IC750 FECFAU 2023 Knowledge-based urban developments: Estudos de caso em franjas urbanas.
Local: São José dos Campos, Brazil
Ano de criação: 2019
Categoria: Parque tecnológico
Especialidade: Aeroespacial e tecnologia avançada
Área: 1.580 ha
O Parque de Inovação Tecnológica São José dos Campos (PIT SJC) foi criado em 2006 por iniciativa conjunta da Prefeitura municipal e do Governo do Estado de São Paulo, como desdobramento da Incubadora de Negócios local. Instalado no antigo pátio industrial da Solectron, no distrito de Eugênio de Melo, o espaço passou por um processo de requalificação e, desde 2009, é gerido pela Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos (APTSJC), em parceria com a Prefeitura. Sua localização periférica e configuração física o caracterizam como um parque de segunda geração, distante do centro urbano, mas fortemente relacionado a empresas da região, como a Embraer. Atualmente, abriga centros empresariais e laboratórios, favorecendo a convivência entre empresas de diferentes setores. Essa proximidade física incentiva interações informais que estimulam sinergias e inovação cruzada.
Com mais de 300 empresas instaladas, atuantes nos setores aeroespacial, de tecnologia da informação, saúde e agronegócio, o PIT é um sistema de inovação dinâmico. A infraestrutura inclui, além de centros empresariais e laboratórios, auditórios, salas de reunião e áreas de convivência, circulando pelo complexo cerca de 7000 diariamente. Destaca-se, ainda, a forte integração com instituições de ensino e pesquisa, como Unifesp e Fatec, que mantêm campi no parque. A gestão promove conexões com cluster setoriais e incentiva o desenvolvimento de startups, tendo mais de 50 incubadas. Apesar da vitalidade interna, o parque ainda enfrenta desafios para se conectar de forma efetiva com a cidade.
Autoria: Autora: Lara Vilela Vitarelli
Visita técnica realizada em março de 2025.
Local: Recife, Pernambuco (Brasil)
Ano de criação: 2000
Categoria: cluster de inovação
Especialidades: desenvolvimento de software e de serviços baseados em TI
Área: 171 ha
O Porto Digital é distrito de inovação que incorpora todo o centro histórico do Bairro do Recife e ainda os bairros de Santo Amaro e Santo Antonio, na cidade de Recife, em Pernambuco. Embora sua idealização date dos anos 1990, a criação efetiva se deu no ano 2000, quando o governo do estado tinha interesse em criar uma política pública atrelada à inovação e ao conhecimento em um contexto de fuga de capital humano das áreas de tecnologia e de um cenário de grande degradação do Bairro do Recife. Os propósitos do cluster de inovação são requalificar o centro histórico e cultural do Recife e fazer da cidade a capital brasileira da tecnologia e da economia criativa. Trata-se de um típico distrito de inovação de 3ª geração. A governança é feita pelo Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD), uma organização social (OS), instituída também como ICT (Instituição de Ciência e Tecnologia), gerenciada por um conselho com 19 membros do governo, universidades e sociedade civil. Além de recursos do governo, o NGPD recebe aluguel de imóveis e de espaços cedidos pela Prefeitura do Recife e/ou comprados pelo governo estadual. O Porto Digital tem parcerias com instituições de ensino superior para formação de recursos humanos e oferecimento de estágios e programas de residência tecnológica. Um programa de bolsas de estudo para alunos da escola público é mantido em parceria com a Prefeitura. Desde a criação do Porto Digital, mais de 200 mil metros quadrados de imóveis históricos foram restaurados. As empresas instaladas têm descontos nas alíquotas do ISS e do IPTU. Atualmente 470 empresas estão presentes no território, com faturamento de cerca de R$ 6 milhões (2024). O Porto Digital tem conseguido atrair serviços e empreendimentos comerciais para a área: são 113 cafés, restaurantes e espaços culturais. Entretanto, questões como moradia e hospedagem na área do Porto Digital ainda representam um desafio, o que gera um esvaziamento (e, consequentemente, problemas de segurança) fora do horário comercial.
Autoria: Patricia Mariuzzo
Visita técnica realizada em março de 2025.
Local: Santa Fe, Argentina
Ano de criação: 2002
Categoria: Parque Tecnológico
Especialidade: Tecnologia, biotecnologia e software
Área: 140.000 m2
O Parque Tecnológico Litoral Centro (PTLC), estabelecido em 2002, é um pilar fundamental do ecossistema de inovação de Santa Fe, Argentina. Seu principal objetivo é conectar os setores científico-tecnológico, governamental e empresarial para impulsionar o crescimento de empresas inovadoras de base tecnológica. Localizado em um terreno doado pelo CONICET, em uma área que combina características urbanas e rurais, traz desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura, mobilidade urbana e sustentabilidade ambiental. O parque se beneficia de sua posição estratégica próxima ao centro de Santa Fe e à capital provincial de Entre Ríos, Paraná, facilitando o acesso a centros financeiros, educacionais e de lazer. É administrado por uma Sociedade Anônima com Participação Estatal Majoritária (S.A.P.E.M.), composta por ações distribuídas igualmente entre os setores científico-tecnológico, governamental e empresarial. Sua governança inclui uma diretoria com três representantes de cada setor e uma Assembleia responsável por aprovar contas, nomear diretores e fiscalizar a gestão. O parque se beneficia de legislações importantes, como a Lei de Promoção da Indústria de Software (nº 26.692/2014) e a Lei Nacional nº 23.877/1990, garantindo acesso a fundos específicos. O Programa de Gênero do PTLC promove equidade e inclusão no setor tecnológico, oferecendo benefícios como bonificações para o uso dos laboratórios b:lab e e:lab, monitoramento da participação feminina e políticas ativas para incentivar a contratação de mulheres. O desenvolvimento do ecossistema de inovação do PTLC conta com o apoio da Universidade Nacional del Litoral (UNL), do CONICET, do governo municipal e provincial e de câmaras empresariais. Além disso, redes de colaboração, como a Red Federal de la Economía del Conocimiento, ampliam a troca de conhecimento e fortalecem laços comerciais. O “Puerto de Innovación” reforça a responsabilidade social do parque ao facilitar o acesso a recursos e incubação de startups com impacto local e regional. Com uma infraestrutura modular e flexível, o PTLC oferece suporte a startups em diferentes estágios, desde a pré-incubação até a consolidação.
Autoria: Silvia Stuchi e Denis Alves
Visita técnica realizada em novembro de 2024.
Local: Florianópolis, Brazil
Ano de criação: 2007
Categoria: Parque tecnológico
Especialidade: Tecnologia e inovação
Área: 430 ha
Idealizado em 2002 e iniciado em 2007, o Sapiens Parque, localizado em Florianópolis, baseia-se no conceito de “parque de inovação”, um ambiente com infraestrutura para abrigar empreendimentos, projetos e outras iniciativas estratégicas para o desenvolvimento do conhecimento. Esta área pública estadual, de 4,3 milhões de m2, abrigou, na década de 1970, uma colônia penal para presos da ditadura. De acordo com seu Masterplan, 50% da área foi destinada a parque, lagos e preservação ambiental. Como modelo conceitual o Sapiens apresenta quatro pilares: SCIENTIA: unidades acadêmicas e de pesquisa e desenvolvimento; ARTIS: espaços destinados às iniciativas focadas na área de Arte e Cultura; NATURALLIUM: projetos e empreendimentos voltados à preservação e sustentabilidade ambiental e ecossistemas ambientais conectados; GENS: ações e programas de promoção e qualificação com a comunidade do entorno. De acordo com o Relatório de Impacto Ambiental desenvolvido em 2003 para o Sapiens Parque, o projeto foi apresentado como um programa de desenvolvimento regional, “baseado na sustentabilidade social, econômica e ambiental, voltado para a produção científica, tecnológica e educativa”. O Sapiens pode ser considerado um Parque Tecnológico de segunda geração, baseado no modelo de hélice tríplice (2a geração) entre o setor Governamental, Acadêmico e Empresarial, inovação tipo market pull. A área está inserida em um contexto urbano residencial na região norte da ilha, com forte vocação para o turismo. O parque é acessado através de rodovias que o conectam ao centro, universidades e ao aeroporto. Além de alto fluxo de veículos, conta com uma linha de ônibus elétrico alimentado por energia solar no trajeto entre o Parque e a Universidade Federal. O masterplan elaborado para o parque prevê usos voltados para setores institucionais, de serviços, comércio e parques urbanos para lazer, com destaque para lotes para indústrias de tecnologia e inovação, sua principal vocação. Não há previsão do uso residencial.
Autoria: Heloisa de Sousa Ferrarezi, Márcio Rodrigo Barbutti, Viviane Pereira Alves.
Disciplina AQ106/IC750 FECFAU 2023 Knowledge-based urban developments: Estudos de caso em franjas urbanas.
Local: Tandil, Argentina
Ano de criação: 2015
Categoria: Cidade do Conhecimento
Especialidade: Tecnologia, biotecnologia, software
Área: 5.234 ha (cidade) 53 ha (UNICEN)
Tandil recebeu recentemente o selo de Cidade do Conhecimento da Red de Innovación Local (RIL). O governo local, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Produtivo e Relações Internacionais, busca ampliar parcerias, especialmente com cidades paulistas como Santana de Parnaíba e São Carlos, para trocar experiências sobre o modelo de Cidade do Conhecimento. Essa estratégia se baseia na articulação entre setor público, academia e empresas, sendo a Universidade Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires (UNICEN) um ator-chave na construção desse ecossistema. A governança da inovação em Tandil não segue um modelo rígido, mas é legitimada socialmente por meio da interação contínua entre diferentes setores. O Acuerdo del Bicentenario estabelece eixos transversais para o desenvolvimento da cidade, enquanto políticas como incentivos fiscais para pequenas empresas de software e o Plan Estratégico del Software y Biotecnología demonstram o papel do governo no fortalecimento do setor tecnológico. Por outro lado, a implementação do Plan de Desarrollo Territorial (PDT) enfrenta dificuldades, e a regulamentação do plano de manejo das Sierras de Tandil permanece pendente desde 2005. O ecossistema conta com iniciativas estruturadas, como o cluster tecnológico, que opera sob um modelo formalizado, permitindo acesso a recursos e melhor coordenação. Exemplos bem-sucedidos alinhados à quarta geração incluem o Prêmio Prendete e o evento Flama. O financiamento das iniciativas é diversificado, com aportes de patrocinadores privados, recursos governamentais e instituições internacionais como o Banco Mundial e a CEPAL. A mobilidade urbana é um desafio em Tandil, especialmente devido à fragmentação territorial causada pela rota nacional e à falta de infraestrutura para transporte sustentável.
Autoria: Silvia Stuchi e Mariana Versino
Visita técnica realizada em outubro e novembro de 2024.
Local: Houston, Texas, EUA
Ano de criação: Anos 1990 e início dos anos 2000
Categoria: Distrito de Inovação
Especialidade: Saúde, biotecnologia, pesquisa clínica e educação médica
Área: 544 ha
O Houston Medical District, também conhecido como Texas Medical Center (TMC), é o maior complexo médico do mundo, abrigando mais de 60 instituições, incluindo hospitais, centros de pesquisa e escolas de medicina. Essas organizações trabalham em conjunto para promover avanços em saúde, pesquisa e inovação. Instituições renomadas como o MD Anderson Cancer Center e a Baylor College of Medicine desempenham um papel fundamental, com um forte enfoque acadêmico. O distrito combina modernas instalações médicas, laboratórios de pesquisa e instituições acadêmicas, com espaços públicos integrados. A área apresenta infraestrutura alinhada com princípios de sustentabilidade, e espaços verdes, como o Helix Park, oferecem conexões entre várias partes do campus, além de proporcionar áreas recreativas para aqueles que trabalham ou visitam o local. O Hermann Park, nas proximidades, também é uma área acessível onde ocorrem atividades culturais e recreativas. A acessibilidade é garantida por uma rede de passarelas, conexões de trem leve e infraestrutura de estacionamento, que facilitam a movimentação pelo distrito. O TMC está em expansão, com novos desenvolvimentos como o TMC Innovation Institute, que permitirá a colaboração entre startups e empresas consolidadas na área da saúde. A pesquisa no TMC abrange medicina de precisão, pesquisas sobre câncer, saúde digital e medicina regenerativa. A pesquisa translacional aproxima o trabalho de laboratório da aplicação clínica, posicionando o centro como um importante ator nos avanços médicos.
Autoria: Zahra Alinam
Visita técnica realizada em julho de 2024
Centro de Innovación UC Anacleto Angelini
Local: Santiago, Chile.
Ano de criação: 2014
Categoria: Centro de inovação
Especialidade: Soluções de inovação
Área: 8.176 m² (edifício torre)
O Centro de Innovación UC Anacleto Angelini se dedica a promover a inovação chilena. Concentra-se em um edifício dentro do campus da PUC Chile, considerada uma das melhores universidades da América Latina. O prédio é uma atração, projeto de arquiteto local ganhador do prêmio Pritzker, e sua construção iniciada em 2012 foi possível por doação do setor privado. Abriga empresas e startups de diferentes portes. Fornece, por exemplo, soluções e treinamentos em inovação para empresas a partir de conhecimento produzido na universidade. Possui autonomia de gestão em relação à PUC e foi co-fundada por esta com a iniciativa privada e apoio do poder público. Apesar de estar ao lado da entrada principal do campus e a poucos metros de distância, seu uso público é restrito. Para incentivar o acesso à comunidade acadêmica, mantém alguns espaços abertos para o uso público, como uma cafeteria no primeiro andar.
Autoria: Iara Santos
Visita técnica realizada em dezembro de 2024.
Local: Montevideo, Uruguai
Ano de criação: 1990
Categoria: Distrito de Inovação privado (Zona Franca)
Especialidade: TIC, farmacêutico, serviços corporativos, operações logísticas, aeroespacial
Área: 92 ha
O Zonamerica é uma área privada, regulamentada pela Lei 15.921 como zona franca, localizada em Montevidéu, Uruguai, a cerca de 20 km do centro da cidade e 15 km do Aeroporto Internacional de Carrasco. Criada em 1990, consolidou-se como um polo de negócios e inovação da América Latina, proporcionando um ambiente dinâmico e favorável para empresas globais e startups que buscam benefícios fiscais e infraestrutura de ponta. Abriga mais de 350 empresas e emprega cerca de 10.000 pessoas. Seu modelo de negócios combina tecnologia, serviços financeiros, logística e comércio internacional, posicionando-se como um hub regional para multinacionais. Como zona franca, oferece isenções fiscais, infraestrutura moderna e serviços personalizados para empresas de diversos setores. O local desenvolveu-se priorizando a sustentabilidade e a qualidade de vida, projetado para integrar arquitetura, natureza e serviços, criando um ambiente que promove a interação humana, a inovação e a criatividade. Possui prédios inteligentes, com certificação Leed, amplas áreas verdes, conectividade avançada e soluções de mobilidade interna.
Autoria: Silvia Stuchi
Visita técnica realizada em dezembro de 2024.