Cidade Criativa da Gastronomia
Desde 2017
Informações Gerais
Estado
Rio de Janeiro
Região
Sudeste
Distância da Capital
250
População
45.243 (IBGE 2022)
Paraty é Monumento Nacional tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1966. Possui um rico ambiente arquitetônico-cultural, há inúmeras igrejas centenárias, três museus e uma dezena de bibliotecas comunitárias, e possui a maior área verde protegida no estado do Rio de Janeiro.
A culinária paratiense, tipicamente caiçara, é uma mistura de iguarias indígenas, portuguesas e africanas. Da culinária indígena, legou pratos como o Azul Marinho, que consiste em um peixe enrolado em folha de bananeira e assado na fogueira. Os indígenas também transmitiram a ciência de como utilizar a mandioca e a produção de farinha, que são as bases das iguarias oferecidas durante as rezas de santo. Bebidas ou chás feitos de ervas nativas e o aluá, são um refresco feito com a casca do abacaxi.
Graças ao conhecimento adquirido durante a ocupação árabe na península ibérica, o manuseio do açúcar pelos portugueses proporcionou o aumento da produção deste produto e do melaço nos engenhos de Paraty, fomentando, assim, um receituário com doces originais seculares presentes até hoje no calendário das festas religiosas do município.
A produção de cana e, especialmente, de aguardente foram muito expressivas em Paraty desde os séculos XVII e XVIII. Seu clima, o solo e a geografia, são ideais para o plantio de cana, transformando a cidade no maior centro produtor da bebida durante os períodos colonial e imperial.
Da culinária africana, foram incorporados o cuscuz de farinha de milho, o gengibre, o coco e o amendoim. O celeiro da herança africana na culinária de Paraty é representado no Quilombo Campinho da Independência, fundado em meados do século XIX por três mulheres escravas durante o declínio econômico na Vila de Paraty.
A cultura gastronômica de Paraty pode ser percebida nos engenhos de fazendas produtivas, nas ruínas de casarões com quintais e pomares ricos, bem como na tradição de fazer farinha de mandioca em algumas comunidades caiçaras e quilombolas.
Eventos e Festivais importantes ligados à gastronomia
Festival Folia Gastronômica (exibe a culinária local tradicional e inovadora por meio de palestras, degustações e treinamentos e envolve mais de 50 chefs, incluindo o chef brasileiro Alex Atala e Zé Ferreira, pioneiro no estudo da agricultura agroecológica.)
Festival do Camarão, uma das festas mais importantes da comunidade caiçara se passa na ilha do Araújo. Criado em 1997 pra comemorar a abertura da pesca do camarão após três meses do defeso da pesca. Toda comunidade participa, desde a pesca, a preparação dos pratos até a coleta do lixo reciclado e a limpeza do espaço. Os pratos tradicionais do festival são o camarão com mamão verde, ao alho e óleo, e o Camarão Casadinho. [Mostra responsabilidade e cuidado com a sustentabilidade]
Na Festa do Divino, registrada como Patrimônio Cultural em 2013 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), há o uso de diversas farinhas que foram inicialmente produzidas no pilão e monjolo tocado à água e que serviram para a produção de doces, bolos, pães, biscoitos, pamonhas de arroz e fubá. Outro prato tradicional servido no almoço comunitário da Festa do Divino é a Farofa de Feijão, que se manteve ao longo do tempo na mesa das famílias paratiense.
Festa de São Benedito (tradicional), patrono dos negros e dos cozinheiros em abril, e a do Bom Jesus realizada todo mês de agosto.
o Encontro da Cultura Negra (tradicional) é a mais importante das celebrações atualmente, que ocorre no mês de novembro com a participação de toda a comunidade.
Festival da Cachaça, Cultura e Sabor, criado em 1983, com o intuito de resgatar as festas de família e valorizar a cultura local por meio da cachaça produzida pelos alambiques.
Essas e outras informações podem ser verificadas aqui:
Prefeitura de Paraty
Página Rede Cidades Criativas da Unesco - Paraty
Relatórios Monitoramento (2021 e 2024) Paraty
Links atualizados em julho de 2025