Tudo começou em 2010... nasceu Matheus Thays. Aos seus três meses de idade, recebi um convite para ministrar um workshop no I Greenlight for Girls, realizado na Escola Internacional de Bruxelas. Neste momento eu trabalhava no Observatório Real da Bélgica. Em cooperação com minha colega italiana, Adélia Volpi, e minha chefe belga, Parícia Lampens criamos o workshop "The songs of stars", onde falamos dos padrões de vibração de uma estrela usando taças de cristal. Falamos sobre som e como poderíamos codificá-lo nas estrelas para uma faixa auditível para nós humanos. Mostramos como o SOL cantaria música e bem como outras estrelas que vemos no céu.
É tão lindo, não é?
Em Janeiro de 2012, foi criada uma representação brasileira desta ONG, com sede em Ouro Branco. Em Setembro de 2012, foi realizado o I Greenlight for Girls in Brazil (http://greenlightforgirls.org/g4g-in-the-classroom), nas instalações do CAP/UFSJ, com apoio da Prefeitura Municipal de Ouro Branco e recursos financeiros provenientes da FAPEMIG e CAPES, beneficiando cerca de 150 meninas de três escolas municipais.
Em Agosto de 2013, foi realizado o II Greenlight for Girls (http://greenlightforgirls.org/brazil/), com apoio da Prefeitura e Câmera Municipal de Ouro Branco e recursos financeiros proveniente do edital 02 PROEXT 2013, passando a atender 375 jovens meninas e 25 profissionais da educação de seis escolas públicas e duas particulares de Ouro Branco. Em nossas ações, contamos com mais de dez discentes voluntários, quatro bolsistas e uma professora de inglês (atuando como intérprete nas oficinas proferidas em inglês).
Em 2016 o projeto propõs uma ampliação de suas ações, adicionando aos eventos tradicionais, três visitas em escolas de Ouro Branco. A primeira visita consistia em diagnosticar como a presença da mulher nas carreiras está sendo vista pelas jovens e posterior apresentação do projeto; e as outras duas visitas consistiam em oficinas científicas com temas relacionados com CTEM. Foram selecionadas uma escola rural (E. M. Raimundo Campos), uma urbana (Escola Municipal Pio XII) e uma estadual (E. M. Levindo Costa Carvalho), com participação de jovens meninas de 11 aos 15 anos de idade, totalizando 178 meninas. Inicialmente o projeto não previa atendimento em Congonhas, mas devido à disponiblidade e interesse de uma graduanda do CAP em participar das atividades como bolsista voluntária, aliada ao interesse da Prefeitura, uma escola foi selecionada para participar (E. M. Fortunata de Freitas), além do Instituto Federal de Minas Gerais em Congonhas, totalizando 100 meninas. O III Greenlight for Girls foi realizado nos dias 01 e 03/11 no Campus Alto Paraopeba, contando com 125 jovens meninas, 5 profissionais da educação e 3 escolas de Ouro Branco e 01 de Congonhas. As oficinas foram elaboradas por professoras e pequisadoras da UFMG e UFSJ.
Em 2017, o projeto foi submetido ao edital PIBEX 011/2016 propondo as mesmas ações descritas para o ano de 2016. Foram selecionadas 3 escolas municipais (sendo duas rurais: E. M. Raimundo Campos e E. M. Nossa Senhora do Carmo), duas particulares (Colégio Batista Mineiro e Colégo Arquediocesano), 01 escola estadual (E. E. Levindo Costa Carvalho) todas da cidade de Ouro Branco e a E. M. Fortunata de Freitas, da cidade de Congonhas. Realizamos o IV Greenlight for Girls in Brazil (http://greenlightforgirls.org/g4g-day-ouro-branco), nos dias 08 a 10 de novembro, no Campus Alto Paraopeba da UFSJ, com o apoio das Prefeituras de Ouro Branco e Congonhas e apoio financeiro do edital de eventos da PROPE/UFSJ (008/2017) da FAPEMIG (chamada 12/2016). O evento contou com a participação de 185 meninas, 10 professoras e pesquisadoras (UFMG, UFSJ, Observatório Nacional e Laboratório Nacional de Astrofísica), além da presença especial da Sra Alexaundra Zanella, diretora de projetos e workshop leader do Greenlight for Girls, EUAs/Bélgica que apresentou oficinas para as meninas em inglês. Estas oficinas foram traduzidas do inglês para o português com a ajuda de dois alunos intérpretes do projeto de extensão da UFSJ Núcleo de Conversação do CAP na região do Alto Paraopeba. Para uma escola particular, não houve necessidade de tradução, pois as meninas de iniciativa própria dialogaram livremente em inglês com a palestrante. As oficinas abordaram temas relacionados com física, astronomia, matemática, robótica, biologia e química.
Em 2018 realizamos o V Greenlight for Girls e continuamos nossa parceria com as escolas do mesmo modo que em 2018. Em 2019, seguimos com o mesmo modelo.
Durante à fase de elaboração da agenda de visitas às escolas, em 2016, vemos a possibilidade de experimentar um trabalho onde os meninos das escolas participantes estariam presentes. Para isso, selecionamos 2 voluntários (do sexo masculino) do cursos do CAP para trabalhar com os meninos. A proposta seria (a) primeira visita: participação dos meninos e meninas e a presença da bolsista e voluntários de ambos os sexos – aplicação da sondagem para verificar esteriótipos de gênero e condicionamento cultural; (b) segunda visita: separação dos grupos por sexo, onde cada grupo participaria das atividades científicas conduzidas por voluntários do mesmo sexo, em salas fisicamente separadas; (c) terceira visita: apenas para meninas com a presença da bolsista e voluntárias. Esta proposta foi realizada em duas escolas municipais até a primeira visita, onde os voluntários (do sexo masculino) não deram continuidade ao trabalho, que passou a ser desenvolvido apenas pela bolsista e voluntárias obedecendo o esquema proposto acima. A experiência nos revelou que este modelo não foi eficaz no que diz respeito ao empoderamento das meninas. Elas se sentiram inibidas na presença dos meninos. A própria bolsista relatou timidez e falta de confiança em si, quando perto dos voluntários (dos sexo masculino). Concluimos que o modelo adotado nos anos anteriores, voltado apenas para o público feminino objetivando seu empoderamento, é o mais adequado.
Em 2020, o projeto IMCT tornou-se um programa com duração de dois anos e foi contemplado com duas bolsas. A proposta era ampliar nossa atuação para Conselheiro Lafaiete, além de Ouro Branco e Congonhas. Nossas ações se resumem nos três projetos:
Greenlight for Girls in Brazil
Engirls
Você na TEC
Com a início da pandemia do COVID 19, passamos a atuar via redes sociais. Criamos o instagram com várias postagens sobre a questão das mulheres nas ciências e tecnologia. Confira _imct10
Em 2024, novas mudanças nos projetos:
1 - Greenlight for Girls in Brazil
2 - Engirls
3- Engenheiras do CAP
4 - IMCT no ar
Há um ditado que diz que o mestre se realiza quando seus discípulos o superam. Pois bem, relato aqui a história de algumas alunas do CAP/UFSJ que agregaram muito ao programa e que tiveram experiências para além das fronteiras brasileiras! É isso meninas, vocês se tornaram modelos de sucesso!
Ex-bolsista do projeto IMCT em 2013. Em novembro de 2017, estando na Europa, auxiliou na execução do evento do Greenlight for Girls na Índia.
Hoje Priscila mora em Luxemburgo e é Project Manager of Luxembourg realizando vários eventos por lá.
Ela foi selecionada para trabalhar na empresa Vodafone (Luxembourg) por ter participado em programas de incentivo à mulher nas STEM , ou seja, neste programa. http://www.greenlightforgirls.org/g4g-team
Atuou como voluntária no projeto IMCT em 2015.
Foi Ambassadors coordinator e project coordinator, após sua cooperação com o grupo da ONG Greenligh for Girls nos EUAs na realização de 4 eventos e atividades
http://www.greenlightforgirls.org/g4g-blog/2019/10/1/thaisa-our-september-g4g-girl
Atuou como bolsista em 2016.
Foi a vencedora da categoria “Igualdade de gênero” do prêmio “Do It! Challenge! 2017”, organizado pela Eureca e a AIESEC do Brasil, em São Paulo, que visa propor soluções a três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: fome zero, educação de qualidade e igualdade de gênero.
Sua proposta “De mulher para mulher” oferece oportunidades de trabalho mais justas, impactando a vida de mulheres, inclusive mães.
Rayane apresentou presencialmente o projeto IMCT, falando sobre os resultados e ações desenvolvidas no Campus Alto Paraopeba. Nessa etapa, cada categoria teve três finalistas, avaliados pelo público (600 pessoas) e por jurados. Como prêmio, Rayane recebeu cursos, intercâmbio e investimentos para a concretização do projeto.