História
Conheça mais sobre nós e nossa trajetória
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O LEM com sua atual estruturação surgiu em 2010 a partir dos trabalhos desenvolvidos pelo professor João César Guirado e outros docentes do DMA que coordenaram as ações do laboratório ao longo dos anos.
Nos dias de hoje, possuímos nosso espaço repleto de jogos, materiais manipulativos e ferramentas, tais podem ser utilizadas no processo de ensino-aprendizagem de matemática de diferentes formas e meios, a depender dos objetivos. A sala conta também com mesas, cadeiras, quadro, computador e projetor para desenvolvimento de atividades aqui.
Inicialmente o projeto foi chamado de Programa de Apoio ao Ensino de Matemática (PAEM), proposto pelas professoras Clélia Maria Ignatius Nogueira e Maria Dolis ao departamento de matemática e estatística (DME), atualmente dividido em Departamento de Matemática (DMA) e Departamento de Estatística (DES). A proposta foi aceita e criada no departamento, oficialmente em registro, suas atividades começaram no dia 26 de Abril de 1981.
O PAEM foi criado com objetivo de proporcionar condições financeiras a alunos carentes, permitindo que os mesmos pudessem, de alguma forma, custear seus estudos a partir do trabalho em atividades relacionadas ao curso, que promovessem um início profissional aos licenciandos, desenvolvendo atividades de extensão e a integração entre alunos e professores do curso.
No meio de 1985, os professores responsáveis pelo PAEM, pensaram em meios de fomentar uma discussão e a reflexão entre os professores da rede básica e proporcionar aos acadêmicos da UEM vivências com a realidade escolar, dando origem a proposta do projeto intitulado “Recuperação Paralela com Criação e Implantação de Laboratório de Ensino de Matemática”. Assim a ideia de criação de um Laboratório no departamento foi impulsionada, sendo de extrema importância para a implantação de laboratórios-piloto nas escolas Estaduais da região de Maringá. Tal projeto descrito no processo nº 00793/86 tinha por objetivo criar e implantar nas escolas públicas Laboratórios de Ensino de Matemática, fomentando nos discentes do ensino fundamental II das escolas envolvidas o gosto pela matemática, auxiliando nas dificuldades e trabalhando para uma aprendizagem com mais compreensão e significado.
Para a criação do laboratório os professores integrantes do projeto PAEM realizaram uma revisão bibliográfica para embasar teoricamente as atividades a serem desenvolvidas, coleta de recursos recicláveis que poderiam ser utilizados como materiais didáticos. Também descreveram como os materiais seriam implementados, através de instruções de seu uso, referenciais, objetivos e experiências. No primeiro volume do processo citado anteriormente foi apresentada a proposta para começar o projeto “Laboratório de Ensino de Matemática” do DME, que teve seu início em março de 1986 sob a coordenação da professora Aparecida Francisco da Silva e desenvolveu atividades como: reuniões semanais, elaboração de materiais didáticos, atendimento em laboratório contando com a participação de acadêmicos envolvidos no projeto, e revisão de conteúdos matemáticos.
As principais dificuldades encontradas para implementação do projeto foram a datilografia dos textos utilizados, a organização e escassez de material, o excesso de burocracia no pagamento de bolsas dos acadêmicos envolvidos e a diminuição do corpo docente participante. Tais obstáculos reduziram a quantidade de atividades realizadas por sobrecarregarem a equipe.
De fevereiro a dezembro de 1987, o Laboratório teve como coordenadoras as professoras Clara Matiko Ueda e Maria das Graças de Oliveira Júlio. Para o fechamento das atividades desse ano, uma reunião foi realizada para avalizar e discutir sobre a continuidade do projeto, envolvendo a coordenação, os professores e alunos participantes do Laboratório de Ensino. Na reunião algumas dificuldades foram apontadas, como: a falta de interesse e a ausência de alguns professores das escolas, a falta de espaço físico na universidade e dificuldades de encontrar instrutores do Curso de Matemática com disponibilidade de tempo.
Mesmo com as adversidades, o projeto continuou em 1988, sob a coordenação da professora Maria das Graças de Oliveira Júlio, com apoio dos professores Akemi Yamagata Yamamoto, Clélia Maria Ignatius Nogueira e João Cesar Guirado. Neste ano, grandes dificuldades ocorrem, sendo elas: a greve de professores, a tramitação de seis meses na aprovação do projeto pela SEED e a não liberação de verba para material de consumo e pagamento de bolsas. Apesar disso, as atividades continuaram sendo realizadas normalmente.
A única informação documentada referente a 1889 é a realocação do Laboratório para o Centro Interdisciplinar de Ciências, descrita no requerimento n°112/89. Em 1990, a professora Maria das Graças seguiu na coordenação dando continuidade as atividades, nenhum grande problema foi relatado além da recorrente dificuldade financeira, visto que o departamento estava arcando com os custos do projeto.
A partir de 1991, foram desenvolvidas novas atividades com objetivo propiciar aos participantes a reflexão e discussão sobre as novas tendências e metodologias para o ensino da Matemática, através de cursos, minicursos e palestras solicitados por Núcleos Regionais de Ensino, Prefeituras Municipais, Escolas Particulares e Faculdades. No triênio 1991-1993, os relatórios indicam o atendimento à 22 Núcleos Regionais, 13 Prefeituras Municipais, 7 Escolas Particulares e 2 Instituições de Ensino Superior, totalizando o atendimento a 2830 professores. Outra atividade destaque desse período foi o atendimento aos visitantes no Laboratório de Matemática, o qual apresentava a utilização dos recursos didáticos do local, junto à fundamentação teórica dos conceitos presentes, explicitando as utilizações em diferentes anos e analisando de modo crítico seus usos. Foram documentas 11 visitas com um total de 177 pessoas entre alunos e professores da região.
Durante a realização das atividades descritas entre 1991 e 1993, também foi possível disseminar e testar jogos e textos didáticos produzidos pela equipe. Os documentos referentes aos anos entre 1994 até 1998 não foram localizados, por esse motivo, infelizmente não possuímos informações ou registros.
Entre meados de 1999 e o começo de 2002 ocorreu o projeto chamado “Redimensionando o Ensino-Aprendizagem da Matemática”, com objetivos de auxiliar os docentes de matemática da rede pública de ensino com o processo de ensino-aprendizagem de conteúdos voltados para o vestibular, interagir com a comunidade ao implantar laboratórios de ensino de matemática na educação básica e com as assessorias realizadas no laboratório próprio da UEM, por meios de metodologias alternativas com utilização de matérias didáticos, manipulativos e jogos, no período eram realizadas reuniões e análises das questões dos vestibulares, conteúdos, grau de dificuldade, clareza no enunciado, e divulgação das resoluções. As questões dos vestibulares também foram aplicadas em salas para entender a aprendizagem dos discentes. No período, atividades já realizadas anteriormente foram mantidas como: confecção de materiais e jogos, preparação de oficinas e atendimento a alunos.
Para dar continuidade no projeto anterior, foi criado um novo projeto intitulado “Laboratório de Matemática: Assessorias, acervos e investigações”, que ocorreu entre o final de 2002 e o final de 2004. O objetivo do Laboratório era investigar o processo de ensino-aprendizagem através da resolução de problemas, uso de jogos e de materiais de apoio, construindo um acervo com resoluções e instruções que auxiliam a prática docente dos estudantes das disciplinas de estágio supervisionado e dos professores da educação básica no ensino fundamental e médio. Na primeira metade do projeto, foi realizado um levantamento bibliográfico, analisando situações matemáticas e transformando algumas em jogos, nesse período também foi feito o dialogo entre os professores responsáveis com as equipes pedagógicas dos colégios e com a secretária de educação a fim de obter autorização para aplicar as atividades estudadas. Na segunda metade do projeto, os integrantes continuaram a busca, digitação e elaboração de materiais, aplicando-os em alguns colégios de Maringá e Sarandi, na época, também houve a participação em congresso, organização do acervo e estudo sobre a educação matemática.
Ainda entre 2002 e 2004, ocorreram algumas adversidades que dificultaram o andamento do Laboratório, sendo a maior a falta de um espaço físico consolidado, o qual foi redirecionado necessitando muito tempo de reorganização, dificultando o desenvolvimento de todas as atividades previstas, por exemplo, o atendimento à comunidade externa que não pode ser atendida em todas as visitas. Outro fator foi a saída de uma professora e de alguns acadêmicos participantes do projeto, sobrecarregando a equipe restante. Devidos esses problemas, foram concedidos alguns meses estendendo o prazo do projeto, que pode continuar a executar suas atividades e concluir as pesquisas.
Os acontecimentos após maio de 2005 ainda não foram pesquisados.
Período a partir de 2010, mas ainda sem informações pesquisadas para elaboração de texto.
Nos arquivos da universidade foram encontradas atividades nos seguintes sentidos (períodos aproximados):
1987: atividades como reuniões com professores das escolas de ensino básico envolvidas no projeto, além de estudos e confecções de materiais didáticos, no sentido de proporcionar uma integração entre universidade e comunidade escolar;
1988: reuniões de consultoria preparatórias, cursos de extensão, discussões conteúdos anos iniciais fundamental e suas abordagens;
1989: sem informações;
1990: reuniões semanais, discussão sobre conteúdos programáticos e suas metodologias, apresentação de trabalhos em eventos e envolvimento professores de 1ª a 8ª série;
91-93: cursos, minicursos, palestras, atendimento a visitantes, assessorias e orientações relativas a trabalhos a serem exibidos em Feiras de Ciências, produção de textos e jogos didáticos, discussão sistemática sobre os conteúdos e metodologia;
94-98: sem informações;
99-02: analise de vestibular, auxilio a docentes, confecção de materiais e jogos, preparação de oficinas e atendimento a alunos;
03-04: investigações sobre o ensino, construção de acervo, levantamento bibliográfico, elaboração de jogos, aplicação de diversos métodos de ensino da matemática, palestras, participação em congresso e evento, preparação de artigo, assessoria a professores do ensino básico.
O período entre meados de 2005 e final de 2015 ainda não foi pesquisado.
A partir de 2016 a UEM possui registros digitais das atividades realizadas, esses registros permitiram a criação de um arquivo resumo do que foi desenvolvido, e pode ser acessado na página do botão abaixo.
Anos contemplados: 2016 a 2021