29 de junho de 2025
Por Marcela D. Ferrari
Foto: Conemat.IA
Essa foi a manchete que circulou pelas redes e grandes portais ao anunciar o novo lançamento da Samsung, o Galaxy S25 Edge. Mas, por trás do visual moderno e da linguagem de inovação, uma pergunta persiste: quais são os custos reais desse tipo de tecnologia?
A nova geração do Galaxy S25 se destaca por seu design ultrafino, apresentado como um marco de modernidade. Termos como “inovação”, “revolução” e “ultrafino” recheiam a divulgação do produto — criando uma atmosfera de desejo em torno do lançamento.
Mas no Conemat, acreditamos que a matemática também é uma ferramenta de cidadania. E é por isso que resolvemos ir além do brilho da propaganda e colocar os números à mesa.
Foto: Conemat.IA
Ao compararmos o Galaxy S25 Edge com outros modelos da própria Samsung, o que se evidencia é um trade-off entre design e autonomia de bateria:
Modelo
Duração da bateria
Galaxy M14
(R$ 1.100)
15 horas
Galaxy A34
(R$ 1.400)
14 horas
Galaxy S23 FE
(R$ 2.500)
13 horas
Galaxy S25 Edge
(R$ 5.300)
10 horas
Apesar de custar muito mais caro, o novo modelo S25 tem menos tempo de uso com uma única carga do que modelos intermediários, o que levanta dúvidas sobre sua real funcionalidade no dia a dia.
Foto: Conemat.IA
Outro ponto levantado pela nossa análise é o custo do consumo recorrente:
Trocar de celular anualmente:
R$ 7.000 x 3 anos = R$ 21.000
Manter um celular por 3 anos com manutenção:
R$ 1.500 + ajustes = R$ 2.000 aprox.
A diferença de quase R$ 19.000 em três anos não é só matemática — é uma escolha de estilo de vida e, muitas vezes, um peso financeiro desnecessário.
A escolha entre “design de ponta” e “vida útil prolongada” não impacta apenas o bolso. A cada novo aparelho adquirido, também cresce o volume de lixo eletrônico descartado no mundo — um problema ambiental crescente.
Na divulgação científica feita pelo Conemat, propomos uma abordagem que transforma números em reflexão.
Aqui, a matemática não é só cálculo, é consciência:
O que está sendo omitido?
Qual é o real impacto no seu bolso?
Essa escolha é sustentável para você e para o planeta?
A matemática pode (e deve) ser usada para analisar criticamente o consumo, questionar tendências e promover escolhas conscientes.
Referência:
Leia a reportagem original do Estadão: