Syagrus romanzoffiana
Nome comum: baba-de-boi, coco-catarro, coqueiro, coqueiro-jerivá, coquinho-de-cachorro, coquinho-meleca, jeribá, coqueiro-pindoba, coco-juvena, coqueiro-pindó, gerivá, juruvá, jiruvá, jurubá .
Descrição: Espécie arbórea, terrícola, de caule solitário, liso, com 7-15 m de altura e 20-50 cm de diâmetro. A copa é ligada ao tronco e é composta por 4 a 14 folhas arqueadas e pinadas com raque (eixo das folhas) de 2,5 a 4 m de comprimento, sob pecíolo (segmento da folha que se prende ao tronco) semelhante a bainha (que envolve metade do tronco) com base expandida, fibrosa de 20 a 40 cm de largura, a ápice é o topo das folhas que mede de 30 a 70 centímetros de comprimento. A raque central contem de 150 a 250 filetes dispostos em diferentes planos medindo 30 a 60 cm de comprimento por 2 a 3,5 cm de largura, com ápice mais curvadas. A inflorescência é interfoliar e que nasce dentro de uma espádice lenhoso e fissurado, longo e de até 26 cm de comprimento, que é segurado pelo pedúnculo. Frutifica no verão e as sementes tem alta germinação em três a seis meses (Lorenzi et al., 2010). Já Fleury (2003) afirma que a espécie frutifica durante o ano todo. A parte externa do fruto é carnosa, amarelada ou alaranjada, marcada por três cicatrizes em resultado da polinização e composta de uma mucilagem adocicada muito apreciada por alguns animais, como papagaios, maritacas e esquilos-caxinguelê, ou mesmo por cachorros e pelos humanos, principalmente pelas crianças, sendo uma lembrança comum, aos interioranos, a quebra destes coquinhos batendo-se com pedras para alcançar as suas amêndoas. Internamente, possui uma pequena castanha bem parecida com a do coco-da-baía.
Distribuição: No Brasil a espécie ocorre no Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados da Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do sul.