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Acape no Maior Carnaval do Mundo

Associação de cartunistas retrata rostos de recifenses

em desenhos humorísticos

24/02/2007 Por Adriano Izhar

 

 Desenhos fizeram sucesso entre a garotada

 

           

Os cartuns também fizeram parte do carnaval recifense. Foi o Projeto Caras do Recife, organizado pela Associação de Cartunistas de Pernambuco (Acape), que desde a semana pré até a segunda-feira de carnaval, reuniu vários caricaturistas para retratarem os rostos de quem quisesse se ver em uma caricatura.

Além de divulgar o trabalho dos artistas na maior festa brasileira, o evento arrecadou fundos para o Instituto de Assistência Social e Cidadania (IASC), pois para ganhar um desenho, todos tinham que doar cinco reais à instituição. Quinze cartunistas se alternaram no stand da Acape, que ficou na Rua do Bom Jesus, em Recife, das oito da noite até as duas da madrugada.

As caricaturas são retratos de pessoas reais, exagerando nas características de quem é retratado. O cartunista Luciano Félix explica: “num dos dias, um cara com um queixo enorme pediu para ser desenhado e é claro que destaquei o queixo dele no desenho”.

Félix conta que algumas pessoas não concordaram com os traços que ganharam no papel. Frases como “eu sou mais bonito que esse desenho” ou “minha testa não é tão grande” são comuns, mas que todos sempre levam com bom humor a piada feita às custas de suas feições. O evento acontece há cinco anos e já é uma das atrações da rua no carnaval.   

 

PROBLEMAS – Para Félix, o evento seria perfeito se houvesse um espaço separado para os artistas trabalharem. Ele conta que o stand da Associação ficava na rua sem qualquer barreira ou divisória. Sempre que passava alguma agremiação no local, o espaço dos cartunistas era tomado por pessoas que só queriam ver os desfiles e nem sabiam para que servia o stand  Félix acredita que se a houvesse um palanque para os artistas, eles poderiam trabalhar com mais concentração. 

            A falta de banheiros públicos foi outro fator negativo. O cheiro de urina podia ser sentido no ambiente, já que todos que estavam “apertados” se aliviavam nos cantos da rua. “Os policiais viam o que acontecia e nem reclamavam”, denuncia Félix.

 

 Parecido? Bem, o garotinho gostou...