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A BATALHA PELO PÚBLICO

17/03/2007 Por Vagner Francisco 

 

Sou leitor da revista SET desde 1995. Gosto muito de saber dos lançamentos dos filmes todo santo mês para que eu possa visitar os cinemas e as locadores e não ser pego de surpresa com filmes que não quero ver.

E na SET do mês de janeiro, em seu editorial, o Diretor de Redação, Roberto Sadovski – que muita gente conhece através das comunidades do Orkut – foi muito feliz ao relatar o atual movimento dos grandes estúdios de Hollywood. Isso, reflete e muito positivamente nos quadrinhos brasileiros.

 

Como? Explico: as pessoas estão começando a fugir dos cinemas e refugiar-se no conforto de suas casas, contentando-se em esperar cerca de 6 meses para assistir a seus filmes preferidos no sistema digital do DVD e numa tv de 50 polegadas. Com essa idéia em mente e não querendo ver esse verdadeiro êxodo continuar e aumentar, os grandes estúdios estão caprichando e muito para que em 2007 o público volte a apreciar o escurinho e a grande tela dos cinemas.

 

E qual o paralelo disso com os quadrinhos nacionais? Simples. Se esses caras que têm o dinheiro e o poder de fazer o que bem entenderem nas mãos estão se desdobrando para levar o que há de melhor ao público, por que nós não?

Dias desses, entrei numa banca aqui da minha cidade e percebi que a Panini Comics havia lançado vários títulos novos. Todos sem muito apelo perante o público geral. Havia títulos escritos por J. Michael Straczinski, Warren Ellis e desenhados por Gary Frank, mas... O apelo era mínimo para não dizer nenhum.

 

Então, se aqueles títulos desconhecidos do grande público conseguem vender porque um título nacional não venderia? Porque é nacional? Não acredito nisso. Até porque muitos de nossos desenhistas 'nacionais' hoje são internacionais. O mais recente é nosso amigo, Allan Goldman que está desenhando o ícone da DC Comics, Super-Homem.

Acredito que com uma idéia boa, um desenrolar bem feito e sem 'pressas de roteiro', acredito que o quadrinho nacional poderá atingir um bom público. O que temos que fazer é tentar.

Editoras, temos para investir. A Devir investe; a Pixel Media também; e a Conrad também. Há outras que também o fazem, mas esporadicamente.

 

Voltando aos cinemas, para 2007, alguns grandes filmes são esperados. Filmes como Homem-Aranha 3, Shrek 3, Piratas do Caribe 3, Transformers, Duro de Matar 4, Quarteto Fantástico 2, Zodíaco, entre muitos outros.

 

Então, eu digo: se conseguirmos criar algo tão grande e poderoso e cheio de energia como um desses lançamentos do cinema, as bancas serão nossas. É uma tarefa fácil? É claro que não! Mas todos sabemos que nada na vida é fácil, exceto empurrar um bêbado numa descida.

 

Por isso, caro (a) leitor (a), mãos à obra!

 

Vagner Francisco é Roteirista, publica suas Hqs regularmente no Prozine Areia Hostil, escreve artigos para o Fanzine Justiça Eterna e é editor do Fanzine VAL, personagem de sua autoria. È um dos nossos Colonistas e colaborador.