O seguro  sofre de Alzenheimer Convenientis e morreu de velho.


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ARTIGO:O seguro  sofre de Alzenheimer Convenientis e morreu de velho.

20/10/2007 por Alexandre Assumpção.

Tem um exercício de teatro  que funciona assim: Para testar sua confiança em alguém, a pessoa se joga esperando que você a ampare. Já quebrei um braço nisso. E admito: Já machuquei muita gente também.

No meio criativo, se  fizermos esse teste perdemos boa parte de nossos criadores.  Somos brasileiros e não desistimos nunca, mas isso acaba nos levando a outro bordão: Somos o país do Gerson. “O Brasileiro  gosta de levar vantagem em tudo”.* E ai, a história acontece.

Em qualquer mídia, vivemos com o medo de  que alguém ganhe nossos materiais e idéias de presente e ganhe alguma fama com isso. Já  fui  vitima disso muitas vezes nos ultimos anos e  confesso que fiquei paranóico. Falar pouco já é falar demais no meio que vivemos.  

Ao longo das últimas duas décadas,  fiz amizades e desafetos no meio e ouvi várias histórias desmotivadoras. Uma em particular me dá calafrios: Em 86, os criadores do Leão Negro, Cynthia de Carvalho e Ofeliano de Almeida venderam uma história pra uma editora paulista. O material foi recusado e o casal engavetou o projeto. Para surpresa do sempre calmoOfeliano, a mesma editora publicou uma história parecida feita por artistas desconhecidos e de péssima qualidade.

Se isso acontece com os medalhões, pode acontecer com você também. Como se defender? Registre tudo antes de apresentar pra qualquer um. Um diretor de cinema pouco conhecido me  disse recentemente: “Eu registro da idéia ao Roteiro final na BN. Isso evita surpresas, já que estou oferecendo pra diferentes roteiristas.”

É uma garantia. Passamos o tempo todo idéias para pessoas que sequer conhecemos e não sabemos  suas índoles.  Apesar de muitos projetos serem iguais, a chance de  surgir um grande projeto e este ser  roubado  é grande.

O ministério da saude adverte: “Previna-se!”

O endereço da Biblioteca Nacional onde você pode registrar  todos os seus roteiros e idéias é esse aqui:

  Escritório de Direitos Autorais
  Rua da Imprensa nº16/12ºandar - sala 1205
  Castelo - Rio de Janeiro - RJ - 20.030-120
  Tels. 21-2220-0039 e/ou 2262-0017
  Fax: 21- 2240-9179
  E-mail:eda@bn.br

Uma dica: Se você registrar uma ou mil páginas vai pagar o mesmo preço: R$ 20,00. Junte tudo que tiver ai e mande num pacote só.  Hoje em dia, você pode pegar o formulário da GRU online pra pagar no seu estado ou pais e mandar direto pra eles via correio.

Já a Imagem (Model Sheets, Páginas e etc.) você registra na EBA (Escola de Belas Artes), aqui no Rio também.

http://www.eba.ufrj.br/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=5&Itemid=55

Duas dicas: O registro de imagem custa ente R$ 70 e R$ 200, mas você pode colocar os Model sheets no material que mandar pra BN que vai registrar do mesmo jeito como parte do seu projeto. Mas, porem, entretanto, todavia, contudo...

Dica de Administrador: Se não confiar nos correios, registre em cartório. Não sai da sua cidade e você tem mais controle. Escritórios de registros autorais são só cartórios  com outro nome.

O Importante pra ganhar qualquer briga é ter a data que você registrou o material. Um amigo músico ainda deu uma outra dica que também valeu uma vitória: Administrador de empresas da Coca Cola, ele mandou uma carta para um amigo e pediu para que este mandasse a carta de volta. No meio da briga judicial por direito autoral musical, ele mostrou as datas e venceu, pois a cópia foi posterior ás cartas.

Já usei as duas primeiras dicas.  A primeira é a default e mais aceita. A segunda varia conforme o preço do selo, você tem de abrir firma... É mais complicada e mais cara também. Cartórios não são tão paternais quanto o governo,mas te cobrem tanto quanto eles e em alguns casos, até te dão mais “seriedade”.

A ultima dica só recomendo pros “cascudos”. Quando começamos a falar de empresas, encontramos vários atalhos que garantem (ou tomam) nossos direitos.  Mas o garoto que tem idéias e gosta de contar histórias pode se enrolar.

 

*Um amigo Dinamarquês também levou uma volta do Robert Englund.  Mais um que teve os sonhos destruídos pelo Freddy Kruegger. Espertalhões não é exclusividade nacional.

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