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ARTIGO: O Futuro dos Fanzines de Futuro

01/07/2007 por Alexandre Assumpção

 

Ainda no Covil, quase dez anos atrás, fiz uma matéria sobre o futuro dos fanzines e como os grupos que estavam se formando estavam fazendo história ao usar o formato “Off Set” para seus fanzines.

Para entender esta “revolução”, basta dizer que “meu” fanzine produzia apenas 50 exemplares e quem quisesse e não estivesse dentro deste número... Bem, não tínhamos tanta penetração quanto um grupo capaz de produzir 4 mil exemplares de oito páginas. E todos começam um movimento de “mudar ou morrer” que afogou muita gente boa, mas também trouxe novo vigor aos quadrinhos. 

Ao longo dos “incríveis anos 90”, tivemos bienais, movimentos e pela primeira vez em muito tempo: penetração nacional. E internacional, pois foi à década em que “ex fanzineiros” conquistaram a América.

Nos anos 90, uma importante ferramenta estava se popularizando, mas por ainda não ser um eletrodoméstico vendido em lojas de departamento populares...

Com a popularização do computador, o OFF SET perdeu espaço para blogs e flogs que não apenas contam a história dos artistas como servem de vitrines para seu material.  É uma verdadeira “Televisão de Cachorro” com artistas girando na tela para quem se interessar. 

O novo “papel” quebrou todos os limites não apenas da informação quanto da promoção de idéias e assim como o mimeógrafo e a Xérox antes dele, o Off Set também se aposentou como produtor padrão de conteúdo.

Os fanzineiros de hoje estão limitados apenas por sua criatividade e pelo conhecimento de outras línguas, uma vez que todas as portas estão abertas e o poderoso e-mail abre quase todas. Equipes são formadas em reuniões virtuais sem que os membros deste ou daquele grupo jamais tenham se encontrado.

 Com a popularização da internet e dos computadores, o futuro dos fanzines é promissor pra quem – mais uma vez – souber se adaptar. Todos os dias os contadores de histórias e noticias descobrem maneiras de agilizar seus veículos de comunicação, transformando a forma como lemos e compramos quadrinhos.

Perto do final dos anos 2000 o papel - ainda imprescindível – convive com a mídia digital e seus subprodutos: CDs e DVDS, programas para ler e produzir quadrinhos e a facilidade de inseri-los e transportá-los para aparelhos portáteis como Palmtops e Ipods.  (histórias ou notícias via RSS e etc.) Isso sem contar com a possibilidade de adaptar conteúdo para celulares e comunidades da Internet como o “Second Life”.

No futuro dos fanzines a informação será customizável. E os fanzineiros do futuro terão total penetração nas mídias interessadas, o que nos obrigará a ter uma responsabilidade que ainda não temos.

Talvez este seja um bom momento para sentarmos e discutirmos, pois não há mais fronteiras para nós e as dificuldades cairão ainda mais com o passar dos anos. Estamos evoluindo na velocidade da informação.

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Alex Assumpção é Roteirista, e já está há mais de dez anos envolvido no meio independente, atualmente, fora seus roteiros, esta publicando textos no seu blog pessoal O Sumpa Sabe.

 

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