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Diálogos das aparições em Fátima, comentados pela Virgem Maria, em 1996.

Diálogos das aparições em Fátima, comentados pela Virgem Maria, em 1996.

Tem Aprovação Eclesiástica Extraído de uma obra portuguesa, a divulgada no Editorial de 13 de Outubro de 2002.

Primeira Aparição:13 de Maio de 1917
Diálogo Completo com Lúcia.


Nossa Senhora: "Não tenhais medo. Eu não vos faço mal".
Lúcia: Donde é vossemecê?
Nossa Senhora: "Sou do Céu".
Lúcia: E que é que vossemecê me quer?
Nossa Senhora: "Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora.
Depois vos direi quem sou e o que quero.
Depois, voltarei ainda aqui uma sétima vez".

Lúcia: E eu também vou para o Céu?
Nossa Senhora: "Sim, vais".
Lúcia: E a Jacinta?
Nossa Senhora: "Também".
Lúcia: E o Francisco?
Nossa Senhora: "Também, mas tem que rezar muitos terços".
Lúcia: A Maria das Neves já está no Céu?
Nossa Senhora: "Sim, está".
Lúcia: E a Amélia?
Nossa Senhora: "Estará no Purgatório até ao fim do mundo".
Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores? "

Lúcia: Sim, queremos.
Nossa Senhora: "Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.
Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra".

Comentários da Virgem Maria:
"Não tenhais medo".

"Meus queridos filhos, sou vossa Mãe, a Mãe que vos visita, para vos avisar de certas coisas, para chamar a vossa atenção, para aliviar-vos dos vossos males, para vos fazer alguns pedidos, para vos dizer que vos amo.
A todos Eu digo: "Não tenhais medo". Estas Minhas palavras não foram só para aquelas três crianças incultas, atónitas, assustadas, que nada compreendiam daquilo que viam, apesar de já terem recebido uma certa preparação dada pelo Anjo. Essa preparação tocou-os interiormente e ficou-lhes no coração, em nível inconsciente, pronta para agir em momento oportuno. Naquele momento tudo foi admiração, tudo foi novo, porque nova era a experiência pela qual estavam passando.
Em nada se parecia o que experimentavam com o que tinham experimentado com o Anjo. Por muito belo que o Anjo fosse, por muito que a sua presença se impusesse, essa beleza e essa presença não se podiam comparar com a beleza que Deus Me deu, com a graça que Ele irradia através de Mim, e faz da Minha presença uma presença de amor, de confiança e de alegria. Esse amor, essa confiança e essa alegria, Eu as comuniquei àquelas crianças, e tornei expansivo o coração da pequena Jacinta, para que a sua alegria a levasse à comunicação da graça que lhe fora concedida, a fim de que o Meu Amor vos pudesse transmitir o Amor de Deus e a Sua Mensagem, através de Mim. Era preciso que todos soubessem o que vos viera dizer, e continua a ser preciso que todos saibam, pois, apesar de muitos procurarem Fátima, poucos conhecem o Amor que tornou Fátima aquilo que é, a Mensagem que Fátima vos transmitiu através de lábios inocentes, e que continua a transmitir-vos. Meus filhos, muitos de vós têm medo de Fátima, e, por isso, a contestam.
Têm medo daquilo que dela ouvem dizer.
Têm medo porque não conhecem realmente nada a respeito da Minha Mensagem, que é, acima de tudo, uma Mensagem de Amor, do Amor de Deus, que Me permitiu visitar-vos, e do Meu Amor que Me fez procurar-vos, Amor que, como a Cruz, tem duas hastes: o Meu Amor a Deus, que Me faz sofrer, por O ver tão pouco amado e o Meu Amor por vós, a quem vejo correr perigos tão grandes. Meus amados filhos, repito-vos o que então disse: "Não tenhais medo".
Não tenhais medo de Mim, não tenhais medo das Minhas palavras, não tenhais medo do Meu Amor, porque o Meu Amor e Amor de Mãe, é Amor vigilante, compassivo, cuidadoso.
Meus filhos, quero despertar em vós o desejo, o interesse pela Minha Mensagem, para que depois vós derrameis em obras de vida. Não tenhais medo daquilo que a vida exija de vós, porque tendes convosco esta Mãe vestida de luz, luz que é a Graça de Deus, que mais não espera senão pelo vosso consentimento, pela vossa confiança para derramar esta Graça inesgotável sobre vós que sois meus filhos, a quem quero salvar, a quem quero abraçar, com quem quero viver eternamente, na Pátria Celeste, onde já não tereis dor alguma, mas alegria continua, festa eterna".

"Eu não vos faço mal".


"Meus pobres filhos, como vós sofreis! Comovo-Me com a vossa miséria, com os vossos sofrimentos, com a vossa angústia, com os enganos em que viveis. Acercai-vos de Mim.
Eu não vos faço mal.
Quem faz mal sois vós a vós próprios, e é o inimigo das vossas almas, que teimais em ignorar, e com o qual ides vivendo e convivendo diariamente, pois ele assentou arraiais no vosso mundo. É desse mal que vos quero libertar, não só a alguns, mas a todos vós.
Sou, meus filhos, Mãe terníssima, que não ama mais a uns que a outros.
Amo-vos a todos, e a todos quero conduzir à salvação. Não tenhais receio daquilo que vos pode trazer a vossa convivência coMigo.
Vede que Eu não vos faço mal.
Não vou conduzir-vos a enganos.
Vou conduzir-vos à verdade, à luz, ao conhecimento verdadeiro que tanto ambicionais, mas ao qual não conseguis chegar pelos vossos próprios meios, por muito inteligente que sejais. Vede onde vos conduziu a vossa ciência, essa ciência de que tanto vos ufanais.
Quantos conhecimentos, ainda há pouco tempo tidos como verdadeiros, constatais agora que são falsos ou imperfeitos.
Vedes que é sempre possível ir mais além no conhecimento, que nunca sabeis tudo e que, frequentemente, vos enganais. Se fordes por Mim, se caminhardes coMigo, chegareis facilmente a conhecimento muito mais profundo, porque começareis a entender o pouco que sabeis e o nada que sois. Para chegar a este conhecimento é preciso passar pela escola do Meu Amor, que vos ensinará a verdadeira humildade de coração. É desta humildade que tendes medo e, por isso, a desdenhais. O homem é naturalmente orgulhoso.
Quer saber tudo, dar opinião em tudo, até naquilo que não sabe, saindo disso, muitas vezes, profundamente humilhado, quando alguém lhe demonstra que não tem razão, quando vê que outro sabe mais que ele. Quantas vozes arrogantes se levantam no vosso mundo, falando do que não sabem! São vozes irónicas, escarninhas, pois a ignorância tapa-se, muitas vezes, com a ironia, como com uma capa, para esconder que não sabe, e fingir conhecimentos. Para vós é fácil conhecer este engano.
Meus filhos, nunca o verdadeiro conhecimento, a inteligência, a ciência, se mascaram com a ironia, porque os homens verdadeiramente sabedores não descem a tal, nem disso tem necessidade. Não vos faço mal, meus filhos.
Não vou conduzir-vos onde não quereis.
Vou, com Amor de Mãe, ensinar-vos o caminho por onde vós próprios quereis seguir: o caminho da luz e da felicidade. Não venho atormentar-vos, venho abrir-vos a porta da vida, a porta que em vão procurais tactear no vosso mundo de cegos. Venho abrir os vossos olhos, mostrar-vos onde está a verdade de que suspeitais e que vos foge, pelos caminhos que procurais frequentar. Não recuseis ouvir-Me.
Prestai-Me ao menos alguma atenção, porque Eu trago-vos o segredo da paz, de que tanto precisais. Acercai-vos como se acercaram as crianças inocentes, quando o mais natural seria fugirem daquilo que não entendiam, como acontece a qualquer criança ignorante, que viva no meio das serras. Fazei como elas, aproximai-vos que, como a elas, quero ensinar-vos com o Meu carinho de Mãe, fazer soar as Minhas palavras nos vossos corações, derreter nesses corações o gelo do materialismo, da indiferença, do espírito do mundo, que tanto vos faz sofrer. Venho cuidar de vós.
Não recuseis os Meus cuidados.
Vinde, meus filhos.
Acercai-vos.
Eu não voz faço mal".

"Sou do Céu..."


O Céu é a Minha Casa, é lá que Eu moro.
Moro junto do Meu Deus, porque o Céu é o lugar onde está Deus. Eu sou do Céu.
O Céu é verdadeiramente a Minha Pátria, como é de todos vós.
Com mais propriedade, Eu sou do Céu, porque a Minha Alma foi sempre um lugar onde Deus esteve plenamente, desde que fui concebida.
Tornei-Me, na Minha concepção, o Céu de Deus, o lugar por Ele ocupado na totalidade, que nunca Lhe foi disputado por rival algum. Eu sou, realmente, a Casa de Deus.
A Casa dEle e a Minha Casa.
Sou do Céu.
Sempre pertenci ao Céu, sempre estive no Céu, mesmo quando o Meu corpo vivia na Terra e passava pelas mesmas dificuldades que vós. Vede se compreendeis, meus filhos.
Eu sou do Céu, por lá habitar agora em corpo e alma, mas isso não foi mais que materializar, tornar sensível para Mim uma realidade que já existia, porque Eu, por ser Imaculada, sempre fui do Céu, porque sempre fui o Tabernáculo de Deus. Vós também sois do Céu, mas para vós é uma Pátria longínqua, uma Pátria em que nem sempre pensais, que normalmente não desejais, a qual nem sempre pertenceis, porque muitas vezes a recusais, quando a trocais pelo pecado. No entanto, sabeis que não ficareis sempre neste mundo.
Não há ninguém entre vós que o ponha em dúvida.
E, apesar disso, ai, meus filhos! O pensamento de que um dia haveis de sair daqui e para vós um pensamento estranho, perturbador, ao qual procurais fugir.
Para vós é espantoso, e até aflitivo, pensar que passareis desta vida para uma outra que não vedes, da qual ouvistes falar, mas de que não tendes visto testemunhas pessoais. É isso que vos assusta e vos faz afastar esse pensamento. Eu desejaria, meus filhos, despertar em vós a consciência da existência do Céu, não uma consciência de conhecimento vago, mas um conhecimento cheio de certezas, baseadas na fé que deveis ter e na Palavra do Senhor.
Desejaria encher os vossos corações de desejos do Céu.
Queria ver-vos a desejar o Céu, não para fugir ao sofrimento, mas por uma verdadeira saudade da Pátria a que pertenceis, e à qual pertenceis com mais verdade do que a Pátria que tendes neste mundo, porque esta tereis que a deixar, e o Céu é para sempre. A vossa Pátria, aqui, é uma Pátria de empréstimo.
Deveis suspirar pela Pátria verdadeira, onde vos espera o amor do Pai, os carinhos da Mãe, que vos enxugarão todas as lágrimas, que vos tirarão todas as dores. Meus filhos, não há lugar mais belo, mais feliz que o Céu.
Por que é que o não desejais?
Por que é que vos apegais tanto ao mundo que tendes que deixar?
Eu sei que há em todos vós o instinto da defesa da vida.
O instinto foi Deus quem o pôs em vós, para que a defendêsseis dos perigos que por vezes a ameaçam. É normal, e até bom que gosteis de viver, em parte por esse instinto de sobrevivência, em parte por amor a Vontade de Deus.
Mas isso não impede que o vosso coração não sinta o desejo do céu, uma certa saudade desse lugar melhor a que, pelos merecimentos de Meu Filho, tendes direito. É um pouco à maneira daquelas pessoas que vão viver para o estrangeiro e que por muito bem que sejam tratadas, por muito que lhes agrade esse país, sentem sempre a saudade, a nostalgia da Pátria. É assim que vos quero ver a desejar o Céu.
Ponde de parte a ideia de que a morte deve ser só para os outros, só para os mais velhos.
Exercitai-vos no desejo do Céu.
Imaginai-o como quiserdes, mas ficai com a certeza de que a vossa imaginação fica sempre muito aquém da realidade, que ela não consegue atingir a beleza e a felicidade que vos espera no Céu.
Então porque recusar tal pensamento?
Pensai no Céu com amor, sem receio da hora da passagem, porque, quando o nosso Deus quiser que deis tal salto, Eu receber-vos-eis nos braços, estes braços de Mãe, ansiosa de vos abraçar. Não receeis a morte, meus filhos, receai só o pecado.
A morte é apenas uma passagem, uma porta que se abre para maravilhas que não conseguis imaginar. Quero ajudar-vos a preparar o vosso céu, a vossa passagem para junto de Mim, para, quando chegar a hora, tal não vos seja difícil, não entreis em pânico, nem sequer em receios, por nessa terdes as vossas almas preparadas, prontas para entrar, e não vos ser preciso ainda alguma espera de purificação. Filhinhos, Eu sei verdadeiramente o que vos espera, a grande felicidade que vos aguarda.
Habituai-vos a dizer coMigo no vosso íntimo: "Eu sou do Céu".

"Vim para vos pedir que venhais seis meses seguidos, no dia treze, a esta mesma hora".


"Pedi àquelas crianças que fossem ali seis meses seguidos, no mesmo dia e à mesma hora, porque elas não tinham preparação para lhes poder transmitir a Minha mensagem toda num dia só.
Precisava de as ir preparando mês a mês com as Minhas palavras, com a oração e com o sofrimento que as iria fazer crescer na direcção certa. O mesmo era pedir-lhes que fossem fieis ao seu encontro coMigo, porque, no encontro coMigo, encontrariam a luz e a força de que necessitavam para a missão que Deus lhes confiava. Este encontro mensal era para elas visível, mas todos os dias tinham coMigo vários encontros invisíveis, através da oração e, principalmente, da oração do terço. E vós, gostaríeis de vos encontrar coMigo?
Vejo esse desejo nos vossos corações.
Meus filhos, é tão difícil encontrardes-vos coMigo! Depende só de vós, porque Eu aproximo-Me sempre que Me chamais.
E vós?
Quanto vos chamo! Não vos aproximais! Estais sempre longe, sempre fora da Minha casa, que é o ambiente da oração. É tão fácil encontrardes-vos coMigo! Quereis?
Então pegai no vosso terço.
Rezai.
Quanto melhor o rezardes, mais verdadeiro e profundo é o nosso encontro. Quando pegais no terço, chamais-Me.
Fico feliz quando um filho assim Me chama e vou logo para junto dele.
Mas constato, com tristeza, que a maioria de vós, depois de Me ter chamado, não Me presta atenção, desvia de Mim os seus olhos, esquece-Me, e vai dizendo palavras soltas, enquanto brinca com os seus pensamentos, com os seus interesses. É assim que Me mandais embora.
É assim que Me ausento do vosso terço, com a tristeza da Mãe que se vê desprezada pelos filhos mais amados. Como os pastorzinhos perseveraram nos seus encontros coMigo, é preciso que vós também persevereis. Não vos aflijais se vos distraís sem querer, porque Eu própria quero ensinar-vos a rezar.
Quando dais conta de que estais distraídos, chamai-Me de novo, virai a atenção para Mim, que Eu só desejo ajudar-vos.
Estendo para vós os Meus braços, e só espero que vos lanceis neles através da oração, que procurareis fazer cada vez melhor, com a Minha ajuda. Sede fieis a estes encontros.
Mostrai-Me, por eles, o vosso amor, que Eu vos prometo mostrar-vos o Meu Amor, abençoando os vossos esforços, como abençoei os esforços daquelas três crianças. Que nenhum de vós pense que as amei mais a elas do que vos amo a vós, pelo motivo de Me ter mostrado visivelmente.
Elas tinham, pela Vontade de Deus, uma missão especial.
Vós também, pela Vontade de Deus, tendes a vossa.
Tanto Eu, como vós, apenas temos de nos curvar, adorar a Sua Vontade Santíssima, e cumpri-la com amor. Aceitai a missão que tendes, cada um na sua casa, no seu trabalho, como as crianças aceitaram a delas, e Eu vos protegerei, como as protegi. Sois todos Meus filhos.
A todos quero acompanhar.
Só vos peço fidelidade, perseverança, como lhes pedi a elas.
Como a elas, Eu vos acompanho.
Não penseis que a missão delas era mais fácil, porque vos enganais.
Aquelas três crianças tiveram uma missão muito difícil.
Vós, ao menos, estais protegidos daquilo que os curiosos e os interrogatórios necessários, as dúvidas e a proximidade familiar lhes fazia sofrer. Meus filhos, não tenhais ambições fora da Vontade de Deus.
Vivei a vossa realidade.
Não vivais de sonhos. No segredo da vossa oração, estais coMigo.
Eu venho para junto de vós, todos os dias.
Não falteis ao nosso encontro, não só seis meses, mas todos os dias da vossa vida".

"Depois vos direi quem sou e o que quero".


"Naquele primeiro dia não lhes anunciei formalmente quem era, mas os seus corações simples e puros, facilmente entraram em comunicação coMigo e, no seu intimo, eles sabiam quem Eu era.
Nunca sequer aqueles meninos puseram em dúvida, no interior das suas almas, que fosse Eu a Senhora que tinham visto. Não lhes disse logo o que queria, mas o seu amor de filhos deu-lhes uma intuição muito fina, e eles começaram desde logo a descobrir aquilo que Eu queria deles e das outras pessoas que se acercavam. Começaram por perceber que Eu queria o terço, que queria a conversão dos pecadores. Deixaram de rezar terços a correr para irem brincar, e começaram a sofrer com amor aquilo que de desagradável lhes acontecia, vendo aí a Vontade de Deus, a sua missão reparadora, a conversão de muitos irmãos. Meus filhos, a vós também digo que depois Me manifestarei com mais clareza e vos direi aquilo que quero de todos.
Ainda não compreendeis bem estas coisas.
É preciso que vos vá ensinando, instruindo passo a passo, como a crianças pequeninas. Depois vos direi muitas coisas, mas só depois de Me mostrardes que as quereis conhecer, depois de mostrardes o vosso interesse por Mim e pela Minha Mensagem. Sabeis quem sou.
Sabei-lo todos vós.
Sabeis que sou a vossa Mãe, a Mãe que Jesus vos deu, quando estava pendente da Cruz, mergulhado num mar de dores, de tal maneira que só por ser Deus e vos amar de forma infinita, se compreende que tenha sido possível lembrar-Se de tal delicadeza de amor, que tenha sido possível, até, lembrar-Se de vós. Sabeis que sou a Mãe que, do Céu, vos segue com os olhos, atenta a todos os vossos movimentos, cuidadosa, preocupada com as vossas infidelidades, com os vossos descuidos. Mas a Meu respeito pouco mais sabeis, e Eu quero que saibais mais.
Quero mostrar-vos a Minha forma de pensar e de amar, a Minha forma de sofrer e de viver. Se fordes fieis, diariamente, aos vossos encontros coMigo, manifestar-Me-ei a vós, dir-vos-ei muitas coisas a Meu respeito, entre elas, irei dizer-vos o que quero. O que quero de vós é pouco e é muito.
É pouco para os que Me amam.
É muito para os indiferentes e para aqueles que não querem deixar as vias do pecado. Aos poucos vos irei dizendo o que quero.
Nunca vos digo tudo de uma vez.
Nenhum de vós tem capacidade para receber de repente a manifestação de tudo o que Eu quero, até porque muitas coisas dependem do vosso desenvolvimento e da aceitação diária. Agora já sabeis alguma coisa.
Não é muito, mas chega, por agora, se o souberdes aceitar, se puserdes em prática aquilo que sabeis que Eu quero. A cada um de vos peço todos os dias, em nome de Jesus, qualquer coisa daquilo que fazeis.
Peco-vos que façais com mais amor o vosso dever, que ameis o vosso próximo, o trateis com delicadeza, com caridade.
Peco-vos que aceiteis a Vontade de Deus, como ela se manifestar.
Chega-vos este programa?
Oh! Se chega! Com ele podereis chegar a alta santidade. Mas não vos esqueçais de que só o cumprireis se rezardes, e que, quanto mais rezardes, melhor o cumprireis.
Esta é uma das coisas que agora vos peço, e até a primeira coisa que vos peco, e que vos é indispensável para viverdes bem. Meus filhos, hoje e sempre sou vossa Mãe, a Mãe que enxuga os prantos, que modera as dores, que ensina a viver as alegrias.
Confiai-Me a vossa vida, que ficareis em boas mãos.
Confiai em Mim.
Sabeis quem sou.
Sou vossa Mãe".

"Sim, vais".


"Sim, vais, disse Eu à pequena Lúcia, quando ela Me perguntou se ia para o Céu.
E como gostaria de o poder dizer a todos vós! Meus filhos, entendei que isto que Eu disse à Lúcia, disse-o vendo o futuro na luz de Deus, pois só Deus conhece o futuro e só a Sua luz no-lo desvenda.
Foi na Luz de Deus que Eu vi qual seria a opção final da Lúcia.
O que lhe disse não foi como que um destino.
Não foi o Céu oferecido de bandeja, por ela Me escutar naquele momento. Disse-lhe: "Sim, vais", mas isso não excluía todo o esforço que ela teria que fazer.
Não foi um presente que lhe fiz; foi o desvendar daquilo que ela iria querer e escolher, por sua própria vontade e determinação. Eu não determinei que ela se salvaria.
Seria ela que iria querer salvar-se, lutar e sofrer para tal.
Lutar contra as tentações, sofrer tudo o que tal opção lhe traria a nível de vencimento pessoal e de trabalho pelo Reino do Senhor nos seus irmãos. Igualmente para vós, meus filhos, não sou Eu que disponho do vosso futuro.
Sois vós que dispondes dele.
Vosso Pai do Céu respeita-vos tanto que não vos impõe a salvação à força.
Vós é que tendes que a escolher. É para que façais a vossa opção em termos de vida eterna, que Eu vos procuro tanto, que corro atrás de vós, porque sei porque vejo na luz de Deus, as vossas possibilidades.
Sei e vejo que muitos de vós não vos salvaríeis se não fosse com estas Minhas ajudas, com esta Minha perseguição amorosa de Mãe. Ai meus queridos filhos! Quantos de vós! Quantos de vós nem com as Minhas ajudas quererão salvar-se! Ai, meus filhos! É com os olhos cheios de lágrimas que vejo, na Luz de Deus, a opção final de muitos de vós! Sou vossa Mãe, e sei os perigos grandes que correis com o vosso proceder, com a vossa lassidão, os vossos desleixos, os descuidos com a oração, os perigos que correis pela falta de critério, pela falta de discernimento entre o que e pecado é o que não é pecado. Meus filhos, actualmente, cometem-se os mais horríveis pecados e, o que é pior de tudo, é que vós já nada considerais pecado! Meus filhos, como podereis comungar com as vossas almas nesse estado?
Não sentis bater o vosso coração de temor de Deus?
Os vossos corações estão de pedra! Tantos de vós fazem comunhões sacrílegas, porque vivem em pecado...
alguns de vós até publicamente, em situações contra a lei de Deus, em falsos matrimónios, em recusa da maternidade.
Assim, com os vossos pecados, aumentais a confusão geral daqueles que já não sabem o que pensar e que, por ignorância, acabam por dizer que as leis da Igreja devem ter mudado, e fazem como vós, porque vós passais por bons a seus olhos. Cuidado, meus filhos, com o escândalo que dais! Não queirais, com o vosso pecado, com o vosso escândalo, com a vossa falsidade mascarada de virtude, atrair ao pecado outras almas! Meus filhos, só Deus vê os vossos corações, e os vossos irmãos muitas vezes são enganados com as vossas aparências de santidade, quando, nas vossas almas, está o pecado e o sacrilégio! A vossa Mãe angustia-se a olhar para muitos de vós.
Meus filhos, olhai para Mim! Convertei-vos, arrependei-vos! Largai toda a vida de pecado, por muito que isso vos custe! É preciso muita oração da vossa parte, para dar força a muitos dos vossos irmãos que são tão fracos, que não conseguem optar por Mim e pelo nosso Deus.
Ajudai-Me, meus filhos, vós que estais perto do Meu Coração.
Ajudai-Me com as vossas orações por esses irmãos, para que também se salvem, como vós vos quereis salvar. É preciso trabalhar muito para impedir o mal que alastra em rios de lama. Filhinhos, trabalhai coMigo.
Orai orai muito, para não cairdes em tentação, para que os vossos irmãos não caiam e para que os que caíram, saiam do pecado. Aceitai toda a cruz, todo o sofrimento.
Mortificai-vos, mesmo, por amor deles, porque só a oração e a penitência vencem o mal. Colaborai coMigo, meus filhos, pois vós e só vós sois os autores da vossa escolha, da vossa salvação.
Ajudai-Me a ajudar-vos, para que Eu possa dizer a todos vós como disse à Lúcia:"Sim, vais".

"Também".


"Também a Jacinta iria para o Céu, respondi Eu à pergunta da Lúcia.
Com que amor, com que carinho o disse, fitando o rosto da pequenita, levantando assim o véu que cobria o futuro, que cobria a sua vontade, a sua opção final, que não foi mais que o continuar da sua opção diária, pois a Jacinta nunca optou senão por Deus. Basta-Me a palavra "também" para definir aquilo que ela iria escolher, porque o seu amor a isso a inclinava.
Por essa escolha, ela iria sofrer e sofrer muito, porque o caminho que leva ao Céu não é um caminho fácil. Caminho fácil é o caminho do mundo, que vos embala com promessas falsas de vãos prazeres, de luxos e de modas.
Mas esse caminho fácil, por onde tantos de vós querem seguir, desemboca em becos sem saída, onde tanta vez vos desesperais sem saber o que fazer, ou como resolver os vossos problemas. Para alguns de vós, esse beco sem saída é um caminho de conversão, porque, ao sentir-vos aflitos, recorreis a Mim, e mudais de caminho.
É justamente com esse fim que o Senhor permite certas situações bastante aflitivas para vós, e que levam aqueles que não tem fé a perguntar por que Deus permite tais coisas. Pois é, meus filhos, permite-o para vos levar à conversão, à mudança de vida, para verdes que o mundo não vos dá felicidade e não resolve os vossos problemas, para que vos desiludais dele e procureis o caminho estreito, rude, mas verdadeiro e seguro, esse caminho onde Me encontrais, pronta a amparar-vos, a resolver as vossas dificuldades, a vencer as vossas angústias, a trazer-vos a cura dos vossos males. Também a vós Eu quero dizer essa pequena palavra: "também".
Também, sim, também vós podereis ir para o Céu, se quiserdes acompanhar-Me neste caminho, seguir coMigo dentro da lei do Senhor, se não andardes por caminhos maus, caminhos falsos, tentando desculpar-vos de tantas formas, nenhuma delas válida, porque a lei do Senhor é só uma, e só tereis a Vida Eterna se Lhe obedecerdes. Filhinhos, dizei-Me por que não quereis escutar a Minha voz?
Por que não fazeis o que tanto vos tenho recomendado, e continuais na mesma vida descuidada, de mãos dadas com o pecado a que já vos habituastes?
Ai meus filhos, tende muito cuidado, se vos habituastes a algum pecado, de forma a viverdes comodamente com ele e a já não vos incomodar nem inquietar. Meus filhos, se isso vos acontece, estais em grande perigo, porque com esse pecado que não quereis corrigir, em que já não pensais, estais diariamente a dizer "não" a Deus, e correis o perigo de, se morrerdes ainda nessa forma de pensar, passardes desta vida para a outra, com o "não" na boca. Na outra vida, meus queridos filhos, não vos poderei valer, porque não poderei demover a vossa vontade, como estou agora tentando fazer.
Na outra vida, nem vos podereis modificar aquilo em que a vossa vontade estava no momento da morte. É grave, muito grave este perigo, meus filhos.
É a vossa Mãe que vos pede, não arrisqueis a vossa eternidade por uns instantes de prazer, por uns dias ou uns anos que sejam, mais a vosso gosto. É tão horrível, meus filhos, o estado de quem passa assim para a eternidade, que não dá para se arrepender perante essa desgraça, que só então vê.
Garanto-vos que, se fosse possível alguma alma então arrepender-se, Deus a perdoaria e a salvaria.
Mas tal não é possível, porque a alma não quer.
A vossa teimosia branda de agora transformar-se-à em teimosia agressiva e deliberada. Filhos meus, o Céu também é para vós, sejam quais forem os vossos erros, os vossos pecados.
Peco-vos como Mãe, arrependei-vos, convertei-vos, mudai de vida. Quero dar-vos a felicidade, quero-vos eternamente coMigo, porque vos amo, porque sou vossa Mãe, e quero no Céu não só aqueles três pastorzinhos , não só os Santos que já lã estão, mas vós também".

"Também, mas tem que rezar muitos terços".


"Assim Me referi ao pequeno Francisco.
Francisco era um rapazinho como qualquer rapazinho da sua idade, com qualidades e com defeitos.
Na verdade, Francisco tinha mais qualidades que defeitos, e estes também não eram grandes, dada a sua pouca idade. No entanto, as traquinices habituais dos rapazes iam já aparecendo na sua vida.
Os rapazes foram sempre dados a brincadeiras mais violentas que as meninas, e para eles é mais fácil cair em faltas, pelos maus exemplos, pelas companhias que frequentam e que os arrastam para as mesmas coisas. Compreendei, meus filhos, que a alma do Francisco era ainda uma alma de criança serrana, sem contágio do mal, mas cujo brilho começava a ser embaciado aos olhos de Deus, pelas companhias de outros rapazes menos delicados e com educação familiar muito inferior. O mesmo não acontecia com a Jacinta que, mais pequena, vivia mais recolhida na sua casa, nem com a Lúcia, dado o seu carácter e a sua condição de filha mais nova, vigiada por todos em casa. Apontei ao Francisco a forma de apagar as suas faltas com a oração, uma vez que não lhe seria exigido o sofrimento da Jacinta, e porque seria o primeiro a partir.
Apontei-lhe a oração do terço.
Isso não queria dizer que a irmã e a prima estivessem dispensadas de o rezar.
Elas igualmente iriam rezar muitos terços. Quis, principalmente, ao apontar-lhe este meio de santificação, apontá-lo a todos vós, que tendes muito mais a purificar que o Francisco. Meus filhos, se o Francisco, que era um rapaz, uma criança inocente, precisava de rezar muitos terços, que direi de vós?
Se as pequeninas faltas do Francisco precisavam de muitos terços para se apagarem, que direi das vossas, cheias de malícia?
Que direi de vós a quem tanto tenho falado e ensinado, e que continuais sem emenda das faltas, que as escudais com a desculpa do vosso feitio, dos tempos em que viveis, do vosso trabalho, de que os outros também fazem, e quantas mais desculpas, todas inválidas aos olhos de Deus?
Compreendei, meus filhos, que no Céu não entra sombra alguma.
Todas as almas para entrarem no Céu, tem que estar cristalinas, a fim de reflectirem a Luz de Deus. Sereis vós próprios que vos lançareis na purificação se não estiverdes em condições, e, conforme for a natureza das manchas que levardes e a sua quantidade, assim poderá levar mais ou menos tempo a vossa purificação. Apontei ao Francisco o meio fácil de se purificar na Terra.
A purificação do Francisco seria centrada na oração principalmente, como a da Jacinta e da Lúcia seria no sofrimento, que também não as dispensou da oração. Para vós todos também, aponto o terço, como meio mais fácil de vos purificardes.
É um caminho que abro àqueles que são mais frágeis, com mais medo de sofrer.
Mas reparai que não rezeis terços maquinais, a correr, para serem muitos.
O terço deve ser rezado com amor, para realmente vos purificar.
Terços maquinais, a pensar noutras coisas, perdem o valor.
Não era assim que o Francisco rezava.
Foi a rezar muitos terços com amor, que ele se tornou uma alma contemplativa, porque Eu, através do terço, dou às vossas almas, quando o rezais bem, a graça da contemplação. Aproveitai este meio poderoso, que ponho nas vossas mãos, e tereis tudo a ganhar com ele. Reparai agora noutro ponto que vos desvendo a respeito dos terços que mandei rezar ao Francisco Não penseis, meus filhos, que esses terços todos que ele rezou foram apenas para se purificar, que ele tivesse faltas grandes para tal.
Já vos disse que o Francisco apenas tinha pequenas faltas de rapazinho, que ainda pouco pensa no que faz. O Francisco rezou os terços por si e pelas almas que Deus tinha ligado a dele.
Era através do terço que Eu queria que ele as ajudasse a salvar.
O Francisco seria o primeiro a partir.
Tinha pouco tempo.
Era preciso, portanto, rezar muito para satisfazer a sua missão, para cumprir aquilo de que, perante o Senhor, tinha obrigação.
E ele só entraria no Céu depois de o cumprir. Aconselhei-lhe a forma de o conseguir na Terra, no pouco tempo que lhe restava, e ele obedeceu com fidelidade.
Aliou a isso também bastante sofrimento voluntário, como a sua irmã e a sua prima. Mas ele tinha pressa, por isso era preciso rezar muito.
E assim o Francisco, através do Meu terço, chegou à oração contínua, aconselhada por Jesus. Tirai das vossas cabeças a ideia de que o Francisco precisou de rezar muitos terços para expiar os seus pecados.
Ele expiou as suas pequenas faltas, e conseguiu, através do terço, a conversão de muitas almas e a perfeição da oração, que muitos de vos passam dezenas de anos sem conseguir. O terço, quando o rezais bem, é para vós um meio de expiação, intercessão, reparação, santificação. Prestai-Me atenção, meus filhos.
O terço é um tesouro que ponho nas vossas mãos.
Pensai nisto cada vez que lhe pegais, e acabareis por lhe pegar muito mais e com mais amor.
Pensai que e o tesouro que vossa Mãe vos dá para vos santificardes e para santificardes aqueles de quem tendes responsabilidade.
Não se pega num tesouro de qualquer maneira, e não deve ser de qualquer maneira que rezais o terço. Prendei-lhe a vossa atenção.
Meditai-o com amor.
Pensai que vos dirigis a Mim, que estais a usar o crédito da vossa Mãe para "comprar" a santidade e para "comprar" almas para o Céu. Este foi o caminho simples do Francisco, que o levou a uma santidade grande.
Será também o vosso, se quiserdes ser fieis. Filhos queridos, não recuseis o colar de pérolas que vos ofereço, e que é formado por tantas lágrimas que choro por vós em todo o mundo. Pegai no terço e rezai meus filhos.
Vós também ireis para o Céu, mas tendes que rezar muitos terços".

"Sim, está".


"Sim, está, respondi à curiosidade infantil da Lúcia.
Em duas palavras revelei-lhe o destino eterno de uma jovem que ela conhecera.
E foi com verdadeira satisfação de Mãe que o disse, de Mãe que vê um filho alcançar a meta almejada, chegar com êxito ao fim da carreira, iniciando uma vida de contínua felicidade, sem possibilidade de a vir a perder. Sim, estão coMigo, essa alma e muitas mais, muitos irmãos vossos, que aceitaram a Salvação que o Meu filho lhes trouxe, pelas quais Ele não derramou em vão o Seu Sangue, que não deixaram esterilizar para si o Meu sofrimento, que souberam aceitar o tesouro que o Senhor oferece a todos. Sabeis, meus filhos, que enquanto estais no mundo, estais sempre em perigo, correis sempre algum risco de deixar perder esse tempo, de o desperdiçar, de, como loucos, o trocar por punhados de lixo?
Meus filhos, vejo tanto lixo à vossa volta, que, como Mãe, temo pela sorte de muitos de vós que, inconscientemente, brincam com esse lixo, como crianças ignorantes que se entretivessem brincando numa lixeira.
A qualquer de vós, a vossa própria mãe procuraria retirar do meio do lixo, falando-vos das doenças, dos contágios que poderíeis apanhar. Maiores doenças, maiores contágios apanham as vossas almas junto do lixo espiritual que vos rodeia por todos os lados e de que já nem fazeis caso, dizendo, como quem sabe o que diz, que tal não vos faz mal, não vos afecta. Se vísseis como Eu, estremeceríeis de horror e perguntaríeis a vos próprios como é possível terdes os olhos abertos e não verdes, serdes criaturas inteligentes e não quererdes reconhecer o grande mal que vos faz o contágio com os ambientes que frequentais porque quereis, onde vos meteis com tanta imprudência, só porque outros que conheceis também vão, e não quereis ficar para trás, mal vistos entre os amigos. Sou uma Mãe que avisa, sou uma Mãe que vê ao longe, que vê onde as mães da Terra não vêem.
Sou uma Mãe que vê do Céu, a luz de Deus, os perigos de que vós não tendes consciência. Meus filhos, todo o ambiente de moral confusa é perigoso.
São ambientes resvaladiços, onde podereis facilmente escorregar e sujar-vos.
Todas essas conversas livres, esses divertimentos que entontecem, que vos fazem sair de vós, são ambientes maus.
Essas euforias, tantas vezes provocadas pelo álcool ou por qualquer outra excitação, são sinais de doença, de contágio no ar. Muitos de vós estão ofendendo a Deus com a forma de falar, de proceder e de vestir. Grande doença, meus filhos, grassa no mundo, com as modas que são vírus que ele vos lança, com os quais adoeceis, e passeais a vossa doença por todo o lado, às vezes até nos Santuários, como se ela fosse agradável de ver. Meus filhos, é a vossa Mãe que vos diz, sois muito desagradáveis de ver do céu, com as roupas que a vossa moda vos dita e com ela ofendeis a Deus diariamente.
Não estais belas, minhas filhas, assim vestidas estais muito feias a Meus olhos, aos olhos dos Anjos, aos olhos de todos que vos vêem com os olhos clarificados pela luz de Deus e, o que é pior, aos olhos do próprio Deus. Venho abrir os vossos olhos, tentar fazer neles penetrar alguma luz, e pedir-vos que, por amor de Deus e por amor das vossas almas imortais, deixeis de vos meter nesse lixo, deixeis de proceder assim, de vestir assim, para Eu poder dizer de vós daqui a algum tempo, que vós não sabeis quanto será, muito ou pouco, aquilo que disse dessa jovem: "Sim, esta no Céu". Não brinqueis com a eternidade.
Não troqueis o Céu por uns gozos passageiros, por uns simulacros de beleza, que são banalidade mundana.
Prestai atenção.
Se Me amais um pouco, fazei o que vos digo, porque o que vos digo é a expressão do Meu Amor de Mãe, que vê mais do que vós, e que quer a vossa salvação, que quer dar-vos todo o bem, dar-vos o Céu".

"Estará no Purgatório até ao fim do mundo".


"Queridos filhos, como vossa Mãe tenho o direito e o dever de vos avisar daquilo que vos espera do lado de lá do vosso mundo, assim como a vossa mãe terrena vos avisa das coisas que não sabeis, conforme a vossa idade e a vossa inexperiência. Perante Mim, todos vós sois crianças e muito inexperientes.
Todos, constantemente, vos meteis em perigos, mesmo aqueles que se ufanam do seu saber.
Se vós soubésseis, ao menos, como sabeis pouco, procuraríeis, com mais frequência, aprender algumas lições junto de Mim.
Mas como presumis que sabeis, torna-se-Me muito difícil, para não dizer impossível, ensinar-vos, pois faltais às Minhas aulas.
Sois como crianças que, por conseguirem ler algumas palavras, se recusassem a ir a escola, dizendo já saber. Meus filhinhos, vede que, junto de Mim, aprendeis a ciência de vossa Mãe, que está em melhor posição que vós para ver.
Vós vedes de baixo, muito de baixo, e tendes à vossa frente as limitações da vossa carne, o orgulho do vosso espírito, as ambições pessoais, as tentações que rondam, os espaventos do mundo, os barulhos, a grande confusão em que viveis. Como quereis ver para este lado, com tanta coisa à frente e, para mais, sendo bastante fracos de vista?
Eu, vossa Mãe, vejo tudo do lado de cima.
Nada se põe diante dos meus olhos a dificultar-Me a visão.
Vejo bem, vejo mais do que, por vezes, desejaria ver, porque vejo coisas que Me magoam e afligem muito, coisas que vós fazeis por inconstância, por desinteresse, por apego ao pecado. Vinde, meus filhos, aqueles que de entre vós tem vontade de aprender coMigo.
Não recuso ninguém nas minhas lições.
Todos podeis vir quando quiserdes, mas procurai não adiar, não aconteça que não chegueis a vir, e que fiqueis dolorosamente surpreendidos ao chegar ao lado de cá.
Foi o que aconteceu a esta jovem. Bem gostariam, muitos de vós, de poder apagar estas minhas palavras, mas elas estão firmemente escritas em todos os livros que descrevem as aparições de Fátima, e digo-vos, meus filhos, elas são muito importantes.
Lendo-as, aprendereis a não vos deixar enganar por aqueles que inventarem a ideia de que o Purgatório não existe. Meus filhos, onde ouvistes tal coisa?
As pessoas que o dizem estão erradas e são maus instrumentos no vosso mundo, procurando enganar-vos e levar-vos a uma vida descuidada de facilidades. É o Meu Coração de Mãe que vos procura e vos fala em Fátima.
Reparai que nessa altura ainda não havia estas ideias modernas que dizem que o Purgatório não existe, e Eu vim avisar-vos da sua existência com alguma antecedência, para que, quando essas teorias chegassem, não lhes désseis atenção.
Elas chegaram e vós estais descuidados.
Por isso, muitos de vós estão confusos e já não sabem bem em que acreditar. Meus filhos, prestai atenção.
O Purgatório existe e é muito doloroso, muito mais doloroso do que qualquer dor que experimenteis na Terra, porque na Terra tendes sempre possibilidade de vos distrairdes e a vossa própria carne abafa a dor.
No Purgatório não há distracções, não há carne, é pura dor, dor purificadora, e dor de estar afastado de Deus, e dor de verdes as vossas manchas, tantas, tão grandes, que demoram, por vezes, muito a desaparecer, mesmo no meio dessa purificação. E não penseis que é o vosso Deus de Amor que vos lança aí.
Sois vós próprios que, ao verdes como sois à luz de Deus, para lá fugis, vos retraís dEle, vos colocais nessa situação, pois não podeis suportar a vossa fealdade no meio da luz do Pai. Meus filhos, tende cuidado com os pecados que fazeis, porque o pecado, mesmo perdoado, deixa sempre um marca difícil de tirar.
É como a cicatriz que fica de uma ferida curada.
Vede se conseguis, por vossos próprios meios, tirar uma cicatriz do vosso corpo.
Para isso são precisas operações delicadas. O mesmo acontece com as vossas almas.
Tende cuidado.
Procurai viver em pureza, em recta intenção, no Amor de Deus. A respeito das marcas que tendes dos pecados já cometidos, colocai-vos, desde já, sob a ação poderosamente purificadora da Caridade que apaga a multidão dos pecados.
A Caridade tem forca para purificar as vossas almas, fazer nelas as operações necessárias para vos retirar essas cicatrizes, a fim de que chegueis belos e sem marcas, no fim da vossa vida. Mas aviso-vos, meus filhos, a ação da Caridade não é fácil.
A Caridade é fogo que vos queimará, mas é preferível, e mais fácil que seja agora. A Caridade é o fogo do Amor que vos levará a fazer tudo por Deus, a não reclamar, a sorrir aos vossos irmãos, mesmo àqueles que vos incomodam, vos levará a perdoar sem condições, nem divulgações do perdão, vos levará a viver sem críticas, sem murmurações, sem duplas intenções. É difícil, mas Eu sou a vossa Mãe e companheira.
Estou convosco, quero e prometo ajudar-vos a trilhar este caminho que vos aponto. A Caridade deve levar-vos também a rezar por estes pobres irmãos vossos, que já não podem valer a si próprios, pois, é sempre possível, pelas vossas orações, ou sacrifícios, diminuir o tempo previsto inicialmente para a sua purificação no Purgatório.
Lembrai-vos de que, o que rezais por eles, encontrareis em depósito para vós, se tiverdes que ir para tal lugar.
Por isso, é duplamente vantajoso rezar por tais irmãos. Filhinhos, esta é a lição que hoje vos queria transmitir.
Aproveitai-a.
Ponde-a em prática.
Fazei o que puderdes para chegardes sem demora, depois da morte, aos Meus braços ansiosos de Mãe".

"Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores".


"Esta minha pergunta, nem causou confusão ou dúvidas naquelas crianças.
A sua resposta afirmativa foi imediata.
Eles aceitaram sem qualquer reticência a minha proposta, porque viram nela o Meu desejo de Mãe, que, preocupada com outros filhos, lhes pedia este oferecimento e, para tal, os fortaleceria. Não recearam a sua fraqueza de crianças, porque naquele momento de decisão confiaram em Mim.
Foi como lançarem-se no espaço, com a certeza de que cairiam nos Meus braços. Esta confiança das crianças, em vão a procuro em vós, meus filhos.
Tendes sempre tantos raciocínios, tantos receios, tantas falsas prudências! Tudo isso e porque não confiais em Mim, porque não Me vedes realmente como vossa Mãe. Não pensais que, se sou vossa Mãe, tenho forçosamente que vos proteger?
Qual é a mãe que não protege os filhos que vê em perigo, mesmo que sejam culpados desse perigo por qualquer imprudência?
Vede que a imprudência, se é cometida na base da confiança em Mim, torna-Me responsável por vós.
É uma imprudência muito diferente daquelas tão frequentes para satisfazer a vossa vontade, os vossos apetites, as vossas ambições. A estes Meus pequeninos filhos Eu pedi directamente este oferecimento, o que não faço, geralmente, a todos vós, meus filhos.
Dou-vos, muitas vezes, a entender o que gostaria que fizésseis, convido-vos de diversas maneiras, através de leituras, de conselhos, de inspirações na oração.
Mas a resolução, como com aquelas crianças, tem que ser sempre vossa.
Nunca forcei um filho a coisa alguma.
Apenas peço.
Peço a todos que ganheis consciência do mal que alastra pelo mundo, e que tanto preocupa o Meu Coração. Este Meu pedido não é por vós tomando em consideração, pois, se o fosse, não viveríeis com tanta despreocupação, de mãos dadas com o mundo, com o secularismo, com o pecado.
Viveis indiferentes a este problema porque não Me amais.
Como não Me amais, não pensais em Mim, não escutais as palavras que, por todas as formas, segredo aos vossos corações. Vim a Fátima para chamar a vossa atenção, para vos prevenir antes que as lamas do pecado do mundo chegassem até vós. Tendes a Minha Mensagem esquecida.
Dizeis, como quem sabe, que Fátima é oração e penitencia.
Mas que são essas palavras para vós ?
Tem algum eco nos vossos corações?
Se tivessem, praticá-las-íeis e, através dessa prática, Eu faria chegar ao vosso conhecimento tudo o mais que precisais de conhecer. Mas vós não rezais, não fazeis penitência.
Se rezais algumas orações, muitas vezes fazei-lo a correr, como quem cumpre uma obrigação aborrecida, e deixais essas orações para depois de tudo o resto que vos apetece fazer. Rezais sem amor, meus filhos, e, por isso, não conseguis fazer penitência, a verdadeira penitência, que significa mudança de vida. Não mudais de vida.
Continuais escravizados a vossa forma de pensar, aos vossos apetites, as vossas raivas, aos vossos pecados. Com quem poderei contar, entre vós, para Me ajudar a rezar por todos aqueles que não Me escutam e se afundam mais nas lamas do pecado?
Quem, entre vós, Me quer escutar, escutar a Minha mensagem até ao fim e pôr em prática, na própria vida, os Meus conselhos de Mãe?
Se vísseis um filho vosso em perigo de morte, sem lhe poderdes valer, o vosso coração e a vossa boca gritariam que se afastasse desse perigo.
Então compreenderíeis a Minha aflição, o motivo por que percorro o mundo à procura de filhos transviados. Ai, queridos filhos, muito ou pouco, todos vós estais transviados, todos vos transviais todos os dias.
Escutai a Minha voz.
SEDE DÓCEIS À VOSSA MÃE, como o foram aquelas três crianças. Não peço a todos o oferecimento que lhes pedia a elas, mas peço a todos, isso sim, que aceiteis com amor a Vontade de Deus, o sofrimento que Ele vos quiser mandar, e que o ofereçais pela conversão dos pecadores, e para reparar o vosso Deus tão ofendido. Meus filhos, vós precisais de mudar de vida, de fazer bons propósitos Fazei hoje o propósito de aceitar a Vontade do Senhor, mesmo que não a compreendais.
E fazei o propósito de rezar com mais amor, de pensar em Mim, de pedir a Minha ajuda, porque Eu não vos faltarei.
Não deixarei cair nenhum filho que confie em Mim.
Aumentai a vossa confiança.
Fitai o Meu rosto.
Quero comunicar-vos a Minha Mensagem. A Minha Mensagem para hoje é esta: Há almas a salvar.
É preciso que vos responsabilizeis, que rezeis, que trabalheis para a sua salvação.
Há pecado a reparar.
É preciso que repareis.
É preciso que vos convertais vós próprios, em primeiro lugar, que vos convertais a um amor mais puro ao Senhor, pela aceitação da Sua Vontade. Conto convosco, meus filhos.
Agradeço e abençoo a todos os que Me escutarem e disserem "sim" ao Meu convite".

"Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto".


"Meus amados filhos, vim junto de vós para vos mostrar o Meu Amor de Mãe, e arredar de todos vós o medo de sofrer, como o arredei das três crianças, que, tão prontamente, abriram os seus corações às Minhas palavras e aos Meus convites. É fácil para Mim trabalhar em almas tão maleáveis como as daqueles pequenitos, e gostaria muito que todos vós Me désseis tal facilidade, para a abertura sincera dos corações às Minhas palavras, ao Meu Amor de Mãe. Filhos muito queridos, Eu desejaria ter só alegrias para vos anunciar, mas tenho que vos anunciar dores, porque, forçosamente, vos esperam dores, quer pela vossa situação de criaturas da Terra, quer pelos vossos pecados, mas, mais ainda, pela reparação que é precisa pelos pecados tão graves deste século. Não posso retirar-vos o sofrimento, mas posso fortalecer-vos, para que o encareis sem medo, até com amor.
Este é o milagre que quero fazer nas vossas almas fracas e temerosas, que tudo fazem para escapar à mais pequena dor, que inventam mil mentiras para se desculparem e fugirem a humilhação. Meus filhos, vede diante de Mim aquelas três crianças serranas.
Vede como Eu as fortaleci, porque elas precisavam de fortaleza para a grande missão que acabavam de aceitar.
Não lhes escondi o sofrimento que as esperava, mas mergulhei-as na Luz da Graça de Deus, que as fortaleceu, com a mais forte couraça. É isso precisamente que quero fazer a todos vós, mas só o posso fazer se, como elas, estiverdes dispostos a aceitar o que Deus vos enviar, estiverdes permeáveis à graça. Vós já ouvistes falar da graça de Deus.
Alguns de vós até já ouviram e leram muito sobre isso, mas nenhum de vós a conhece verdadeiramente, porque a vossa carne pecadora, o vosso espírito soberbo são barreiras que a afastam, e são cegueira que afecta os olhos da vossa alma. A graça que foi concedida a estas crianças foi sensível e muito especial, porque tal era necessário para a sua missão.
Não espereis ver a luz da graça de Deus, como a viram os meninos, pois vós não tendes a missão deles.
Mas podeis ter a certeza de que, se Me abrirdes os vossos corações, se acederdes aos Meus pedidos, Eu nela vos mergulharei, mesmo sem sentirdes, como os mergulhei a eles sensivelmente, e a graça agirá em vós da mesma forma, dando-vos força para sofrer tudo aquilo que for preciso para a reparação de tanto pecado e para a conversão, vossa e dos vossos irmãos. Não tenhais medo, meus filhos, confiai em Mim.
Nada vos darei que não possais suportar.
Ajudar-vos-eis, com a Minha mão, a levar o peso da vossa cruz. Prometo-vos estar junto de vós sempre que sofrerdes, amparar-vos na vossa luta, segurar-vos para não cairdes, defender-vos, como a mãe defende os seus filhos, de qualquer perigo que os ameace. Vós não sabeis, meus filhos, mas correis muitos perigos e precisais de Mim muitas vezes, muitas mais vezes do que aquelas em que reparais que escapastes de um perigo, porque há perigos que não vedes, dos quais vos defendo e de que não dais conta. Agradecei, filhos meus, todas as noites, antes de adormecerdes, todos os perigos de que vos defendi durante o dia, pois sou como mãe que vigia o seu filhinho, afasta qualquer insecto que nele queira pousar e se lança na frente de alguém que o queira roubar. Assim, vos vigio, meus filhos, e com solicitude especial, aqueles que se Me entregam, que aceitam as Minhas palavras e Me dizem "sim". Não tenhais medo.
De qualquer forma teríeis que sofrer.
Faz parte da vossa condição de seres humanos.
Todos sofrem na Terra.
Também sofri quando aqui vivi e podeis ter a certeza de que foi muito mais do que vós, mas, como Me entregava à Vontade de Deus, para o que Ele quisesse, a Sua graça fortalecia-Me. Abro-vos os Meus braços.
Só precisais de vos lançar neles, para que vos erga, vos mergulhe no banho da graça.
O caminho nos Meus braços é um caminho mais fácil do que aquele que podereis fazer pelo vosso pé, a tremer de medo. Vamos! Os meus filhos não têm medo! Eu os torno fortes e valentes.
Avançai para Mim, para avançardes coMigo para a batalha em que triunfaremos juntos".

"Rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra".


"Apareci em Fátima com o terço nas mãos.
Levava-o coMigo para vos mostrar quanto o preso, quanto o abençoo.
Porque terei que abençoar, certamente, aquilo que transporto coMigo.
Ao meu contacto, qualquer objecto fica abençoado.
Mas Eu não apareci em Fátima com um objecto qualquer nas Minhas mãos.
Apareci com o terço. Este é o objecto que Eu especialmente abençoo. Meus filhos, quantos de vós trazeis o terço convosco?
Quantos de vós o trazeis nas vossas mãos, no vosso corpo?
Tendes actualmente tantas formas de usar o terço convosco! E vós trazei-lo?
Sabei meus filhos, que o terço é um objecto que vos protege de muitos perigos, não sabeis quantos, além de o seu uso tornar mais fácil para vós a sua recitação, trazer-vo-la à memória com mais frequência e facilitar-vos a contagem. E quantos de vós, meus filhos, nem um terço têm! Quantos de vós sabem que têm um em algum lugar, não sabem bem onde.
Quantos de vós sabem onde têm o terço, mas nunca ou quase nunca o rezam! Pergunto-vos: Quantos de vós têm verdadeiro amor ao Meu terço?
Quantos de vós mo rezam com desejo de Me agradar, de Me dizer palavras belas, palavras que só mães e filhos entendem?
E, no entanto, ouvis o Meu pedido bem claro: "Rezem o terço todos os dias".
E vós rezais?
Vós, os que rezais, como o fazeis?
Ai, meus filhos, vejo-vos tantas vezes rezá-lo à pressa, a pensar noutra coisa! Quantas vezes o rezais só para "não deixardes de o rezar".
É uma fidelidade que vos agradeço, mas não o façais farisaicamente.
Não fiqueis presos à obrigação pela obrigação, a uma recitação que vos aborrece, só porque prometestes rezá-lo. Volto a pedir-vos: Rezai o terço com amor.
Nem sempre o podeis fazer com alegria, com satisfação espiritual, mas podeis sempre fazê-lo com amor, se não com amor sentido, pelo menos com amor de vontade, que é ainda o mais importante. Rezai o terço para Me agradar, para Me dar satisfação, mesmo que vós não sintais nenhuma, mesmo que as preocupações andem à vossa volta, mesmo que as distracções venham perturbar-vos.
Procurai durante o terço repousar em Mim, como se estivésseis sentados nos Meus joelhos, e Eu prometo-vos pacificar as vossas inquietações. Lembrai-vos que prometi dar-vos paz.
Pedi que rezásseis o terço para alcançar a paz e não falto às Minhas promessas.
Pelo terço dar-vos-ei a paz, a paz nos vossos corações, a paz nas vossas famílias, no vosso ambiente social, no vosso país, no mundo. Para alcançardes a paz todos deveis rezar o terço.
Não basta mandardes rezar os vossos amigos, ou algumas pessoas que pensais rezarem melhor que vós.
É bom que eles rezem, mas não é bastante, porque é necessário que vós também rezeis. Por muito fraca que vos pareça a vossa oração, não a enfraqueçais ainda mais, deixando de a fazer.
A vossa oração, mesmo fraca e imperfeita, é preciosa para Mim, e, se não a fazeis, ficará uma falha, uma lacuna, no muro protetor da paz. Vede agora, meus filhos, quantas pessoas não rezam! Quantas falhas, quantas lacunas neste muro! E por essas brechas, tantas, tantas, que entra aquele que vos traz a desunião, que vos traz a mentira e a guerra. Todos os males de que vos queixais, vede-os agora à luz que projecto sobre eles.
É tudo muro por construir, pela vossa falta de oração. Se há muitos que não rezam, vede a vossa responsabilidade Deveis fazer a vossa obra e a deles, pois dessa obra depende a paz e a felicidade de todos.
Sois como pedreiros que fizessem serões para erguer a proteção, porque os seus companheiros não cumprem com o seu dever.
Mas eles vêem que, se não o fazem, deixarão entrar os inimigos à vontade.
Deitam as mãos ao trabalho, porque é preciso trabalhar rapidamente, pois o tempo urge, e nem sabem se ainda chegará.
Nem tem tempo para pensar de quem é essa obrigação. De facto, meus filhos, a oração é cada vez mais urgente, é obrigação de todos, e não há tempo para fazer cálculos, para ver se já a cumpristes na parte que vos compete.
Pois, se assim foi, não pareis, e lançai mãos à parte que os vossos irmãos deixaram por fazer, porque por aí, vede, o vosso inimigo está entrando.
Vede como entra.
Vede através das notícias de crimes, de brigas, de escândalos de guerras, com todas as suas consequências. Rezai, meus filhos, rezai, que Eu vos sustentarei não deixarei que caiais de cansaço.
Rezai meus filhos, o interesse é vosso.
Rezai meus filhos! Sou vossa Mãe, e as mães nunca enganam. Escutai a Minha voz, filhos.
Quero dar-vos a paz, quero que sejais felizes, mas depende muito de vós.
Ouvi o Meu conselho, o conselho que hoje vos deixa o Meu Coração de Mãe: Rezai, rezai com amor, rezai o terço todos os dias".

 

Segunda Aparição: 13 de Junho de 1917

Lúcia: Vocemecê que me quer?
Nossa Senhora: "Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem; que rezeis o terço todos os dias e que aprendais a ler.
Depois direi o que quero".

Lúcia pediu a cura de um doente.
Nossa Senhora: "Se se converter curar-se-á durante o ano".
Lúcia: Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.
Nossa Senhora: "Sim, a Jacinta e o Francisco levo-os em breve, mas tu ficas cá mais algum tempo.
Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar.
Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração.
A quem a abraçar prometo a salvação, e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono".

Lúcia: Fico cá sozinha?
Nossa Senhora: "Não, filha.
E tu sofres muito?
Não desanimes.
Eu nunca te deixarei.
O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus".

Comentários da Virgem Maria:


"Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem; que rezeis o terço todos os dias e que aprendais a ler".


"Escolhi o dia 13 de Maio para a Minha primeira aparição e escolhi os outros dias 13 para as aparições seguintes.
Comecei em Maio, mês que há muito Me é dedicado pelos meus filhos.
As Minhas aparições começaram com o perfume das flores, no mês em que elas atapetam os campos.
Eu gosto de flores, sabeis?
Gosto das flores do campo, das flores dos jardins e das flores que são as vossas almas em graça.
Meus filhos, sois as Minhas flores, as flores em que procuro beleza e perfume para oferecer ao Pai, através de Jesus.
São as flores que compõem o magnífico jardim que Lhe quero apresentar.
Por isso cuido de vós com tanto cuidado, e penaliza-Me quando deixais que os ventos do pecado vos levem as pétalas, vos sequem as folhas, vos murchem. Colocai-vos nas Minhas mãos, que Eu cuidarei da flor das vossas almas, como a melhor jardineira.
Vereis que, com as Minhas lições, haveis de florir, como floriam os campos quando, em Maio, vim à Terra.
Mês a mês, chamei as três crianças e chamei as pessoas que, com elas, se apresentaram na Cova da Iria, por piedade, por curiosidade, pelo desejo de pedir alguma coisa.
Tudo servia e tudo continua a servir para agrupar os meus filhos à Minha volta e tentar conquistá-los.
Fui ali no mês seguinte e nos outros, e chamei cada vez mais pessoas para junto de Mim.
Meus filhos, Eu não fui a Fátima só nessas seis vezes.
Fui muitas mais, e continuo a ir, mas vós não Me vedes, porque o tempo em que Me apresentei visivelmente passou.
Mas vou até lá e gosto de lá vos encontrar, sempre que podeis ir a Fátima.
Fátima é o lugar onde vos podeis encontrar comigo com mais facilidade.
Mas Fátima é também uma mágoa para Mim, porque muitos de vós não vão lá para Me encontrarem, vão para passear.
Às vezes, alguns vão a Fátima para pedir alguma coisa ou para cumprir uma promessa.
Meus filhos, apesar de em Fátima vos poderdes encontrar melhor comigo, pedidos, podeis fazê-los em qualquer parte, que sempre vos ouço.
Prefiro ver-vos em Fátima apenas por amor, para vos encontrardes com vossa Mãe, que ali vos espera, em ambiente de oração.
Sabei que tudo o que fazeis em Fátima sem respeito, Me desagrada, todas essas conversas no Meu Santuário, conversas completamente desligadas de Mim, todo o ambiente de excursão folclórica de que, por vezes, vos rodeais, e que vos dissipa do espírito de oração, todas essas roupas modernas que exibis, que desnudam os vossos corpos! Tudo isso são as mágoas que, em Fátima, chora o Meu Coração Imaculado, que se aflige perante as vossas nódoas.
Sabei que, se vos apresentais assim, apresentais-vos cheios de nódoas.
Não vos admireis que muitos dos vossos pedidos fiquem por atender e que não tenhais paz nos vossos corações. Desejo muito ver-vos em Fátima.
Vir a Fátima é como vir abraçar-Me.
Mas não Me venhais abraçar cobertos de nódoas dos vossos pecados, das vossas imodéstias, da vossa vida dissipada e sem arrependimento.
Abraço todo o filho que aqui se apresenta arrependido, seja qual for o volume dos seus pecados.
Quisera o Meu Coração que todos os pecadores, os maiores de todos, aqui viessem com o coração arrependido, porque uma mãe não recusa filho algum, mas manda lavar os que estão sujos, manda vestir os que estão despidos. Não façais também, da vossa vinda a Fátima, uma ocasião de maior pecado, coroando uma vida pecadora com uma comunhão sacrílega.
Quantos de vós o fazem, e fazem com isso chorar mais o Meu coração!
Quantos de vós que faltam sistematicamente a Missa de domingo, tantos que nem o domingo respeitam, outros que carregam consigo pecados numerosos, se atrevem, porque aqui vieram passear, a ir a comunhão, sem terem passado primeiro pelo confessionário. Meus filhos, isso é muito grave.
Pensais que não vejo essas coisas?
Tirai das vossas cabeças a ideia actualmente tão espalhada de que basta arrepender-vos no vosso íntimo, para não ser preciso confessar-vos e poderdes ir à Comunhão.
Essa ideia é errada.
Como é esse vosso arrependimento?
Vós sabeis muito bem que é um arrependimento fingido, um teatro que fazeis diante do Senhor, e que, saindo de Fátima, voltareis a fazer o mesmo.
Meus filhos não venhais a Fátima ofender a Deus.
Vinde para vos converterdes, isso sim, e, mesmo aqueles que se consideram convertidos, vinde procurar, junto de Mim, nova conversão, conversão para mais perto de Mim, para que Eu vos leve ao Senhor, e façais progressos de virtude e santidade.
Escolhi, meus filhos, o dia 13, como podia ter escolhido qualquer outro, mas preferi este dia, procurando, com esta escolha, mostrar-vos a inutilidade das vossas superstições, que não vos levam senão a outras superstições e, por vezes, a lugares perigosos.
Meus filhos, vós que vindes a Fátima, não frequenteis lugares de superstição, que são lugares do meu inimigo.
O dia escolhido para a Minhas aparições em Fátima denuncia a falsidade de tudo aquilo que se liga a essas vias estranhas de superstição, crendice, espiritismo e bruxaria, onde, tantas vezes, procurais remédio para os vossos males, onde vos afundais, cada vez em maior profundidade de mal, e que, se, por vezes, parece aliviar-vos e conceder-vos alguma coisa, tantas vezes tapando-se até com imagens Minhas, é para melhor vos agarrar nas suas malhas.
Meus filhos, mais vale a cruz, a cruz, por mais pesada que seja, levada por amor de Deus, do que o alívio, tomado pelas mãos do inimigo do Senhor.
Filhinhos, esta é a lição que tenho hoje para vós.
Aproveitai-a.
Vinde ter comigo, de coração aberto ao Meu Amor, como o Meu Coração se abre para vós. Vinde a Fátima falar comigo, estar comigo, que Eu vos abençoarei.
Do Meu trono no Céu desço lá muitas vezes.
Vejo os vossos corações e aquilo que Me trazeis da vossa vida. O Meu Amor de Mãe espera-vos.
Enquanto não podeis vir, abençoo-vos, abençoo os vossos projectos, tudo o que fazeis por Jesus.
A Minha bênção desce sobre vós neste momento.
Recebei-a nas vossas almas, como chuva benfazeja nesse jardim que, dia a dia, quero cultivar".

"Depois direi o que quero".


"Meus filhos, na frase anterior, reparai, já tinha anunciado que queria três coisas: que ali voltassem no dia 13 do mês seguinte, que rezassem o terço todos os dias e que aprendessem a ler.
Estas são três coisas que também vos peço.
Peço que vades a Fátima algumas vezes, que rezeis o terço todos os dias e que cumprais o vosso dever.
Vede agora que, depois de lhes ter pedido estas três coisas, acrescentei: "Depois direi o que quero".
Isto quer dizer que os Meus pedidos não estavam esgotados.
Quer dizer que, depois de terdes rezado, depois de cumprirdes o vosso dever, quando fordes a Fátima, quando escutardes, quando meditardes a Minha Mensagem, ela encerrará novos pedidos Meus.
Foi a ida à Cova da Iria nos outros dias 13, que trouxe às crianças a revelação das outras coisas que Eu queria.
Será o estudo dessa Mensagem, a união que tereis comigo em Fátima ou nas vossas casas, se lá não puderdes ir, que vos trará o resto dos Meus pedidos.
Já vos disse que nunca vos peco tudo de uma vez.
Tenho que preparar os vossos corações.
Tenho que os encher de amor, para eles se resolverem e até desejarem dar o que Eu quiser, dar-se até a si próprios.
Meus filhos, tenho realmente outras coisas a pedir-vos, mas ireis conhecê-las gradualmente, à medida que os vossos corações forem derretendo o gelo que os isola de Mim.
Quereis dar-me os vossos corações gelados, para que Eu os aqueça e os torne mais agradáveis a Jesus?
Meus pobres filhos, quantos de vós desejam tanto ser agradáveis a Jesus, quantos de vós desejam amá-lO mais, amá-lO muito, mas, simplesmente, não conseguem, fracassam em todos os propósitos, caem sempre em pequenas faltas, que são como pequenos atilhos, que vos prendem e não vos deixam correr, voar para Ele.
As vossas almas sofrem, gemem, choram com a impotência da vossa miséria.
Chegais a perguntar a vós próprios o que há de verdade em toda a história da vossa vida, nos vossos desejos, por vezes contraditórios.
E duvidais, se não será ilusão, erro de sentimentos, o que vos parece quererdes.
Queridos filhos, sei que muitos de vós pensam ter andado para trás, e nada vos parece verdade, daquilo que desejastes na juventude.
Parece-vos ser fogos de palha, coisas do passado, a que não conseguis voltar.
E, no entanto, bem o desejaríeis.
Esse vosso desejo e a melhor garantia, para Mim, daquilo que vós sois, no vosso intimo.
Pouco Me importa que não tivésseis conseguido atingir o grau de amor que desejais.
Será que nesse grau de amor desejado, não se meteria um pouco de vaidade, que é necessário abater?
Meus filhos, importa-Me ainda menos que não sintais nada, pois não desejo amimar a vossa sensibilidade.
Quero fazer de vós almas que desejem puramente, e não almas que desejem sensivelmente.
Toda a impotência para o bem, de que vos queixais, filia-se apenas na miséria da criatura humana.
Aceitai que sois fracos.
Aceitai não conseguir nada.
Aceitai não sentir nada.
Aceitai o desgosto imenso de vos parecer amar menos agora do que no passado, de entusiasmos fáceis.
Aceitai o sofrimento tremendo de vos parecer que sois almas sem amor. Sois isso mesmo, é verdade.
Humilhai-vos nessa verdade.
Dai-me esta vossa humilhação.
Entregai-vos nas Minhas mãos.
Entregai-Me os vossos corações, e, podeis ter a certeza de que Eu os farei amar como vós nunca pensastes que fosse possível.
Os vossos corações são de pedra.
Eu derreterei essa pedra, como gelo no meio do fogo.
Sossegai os vossos anseios nos Meus braços de Mãe.
Ficai comigo.
Hei-de pedir-vos algumas coisas, mas dar-vos-ei tanto amor que, tudo quanto vos pedir, vos parecerá pouco.
Aquietai-vos.
Encostai a vossa cabeça no Meu Coração.
Esperai em paz, na paz que Eu vos quero transmitir.
Orai em silêncio.
Acostumai-vos ao Meu ambiente de oração, de recolhimento.
Esperai calmamente.
Depois vos direi o que quero".

"Se se converter, curar-se-à durante o ano".


"Meus filhos, toda a cura implica mudança de vida.
A própria cura é uma mudança, uma passagem do estado de doença, ao estado de saúde. Mas como quereis mudar o estado dos vossos corpos e não pensais no estado das vossas almas?
Todos vós que estais doentes, já perguntastes a vós próprios como está a saúde das vossas almas?
Não estarão as vossas almas mais doentes que os vossos corpos?
Já pensastes se a doença não será uma chamada de atenção que Deus vos faz, para pensardes na doença das vossas almas?
Meus filhos, não tenhais ilusões nem sejais soberbos.
Muito doentes ou pouco doentes, todos vós tendes na vossa alma qualquer ponto fraco que é preciso curar.
As vezes tendes até diversas doenças que teimais em não ver, mas cujas manifestações os vossos irmãos sentem, por vezes, bem dolorosamente. Tende cuidado com a vossa alma.
Não a deixeis desprezada, como se não vos servisse para nada.
Se o corpo vos é necessário e o trazeis devidamente tratado e asseado, não vos esqueçais de que a alma se vê muito bem aqui do lado de cima, e, muitos de vós, trazem-na tão suja e maltratada que enoja os Anjos. Tende cuidado, meus filhos, com o asseio, com a saúde da vossa alma.
Lembrai-vos de que é com ela que atravessareis para o lado de cá.
O corpo fica ai e desfazer-se-á.
A alma viverá eternamente, segundo a forma como a tiverdes no momento da partida, que vós não sabeis quando será. Desejai curar os vossos corpos, sim, meus filhos, mas não vos esqueçais das vossas almas.
Se apenas pedis a cura do corpo e deixais a alma no mesmo estado de pecado, não estranheis de não vos curardes, até porque muitas doenças da alma se manifestam nos vossos corações. Desejo muito curar-vos, se tal estiver nos eternos planos do Senhor, mas quero, em primeiro lugar, que vos convertais, porque vejo as coisas com realidade e sei conhecer o que é mais importante para vós. Esta Minha resposta à Lúcia é chamada de atenção para todos vós.
Primeiro convertei-vos.
Primeiro virai-vos para a Vontade de Deus e para o Seu Amor, purificando as vossas almas de todo o pecado e do afecto ao pecado.
E se pensais que já cumpristes estes requisitos, que já estais virados para Deus, virai-vos ainda mais, pois, nos caminhos da Vontade do Senhor e do Seu Amor, é sempre possível avançar.
Cada avanço é uma cura de alma a nível mais profundo, um novo embelezamento para ela.
Como Eu gosto de vos ver curados e belos, mas curados e belos, primeiro, a nível de alma, e só depois a nível de corpo.
Dir-Me-eis, talvez, que sem a doença, sem essa preocupação, esse incómodo ou essas dores, amaríreis mais o Senhor.
Não tenhais essas ilusões, Meus filhos.
Como foi que O amastes, quando não sofríeis desse mal?
Aceitai primeiro a Vontade dEle.
Convertei-vos ao Senhor e, então, pedi a cura.
Não vos esqueçais de que prometi aquela cura durante o ano, e não imediatamente, se se convertesse.
Isso quer dizer que quero uma conversão perseverante.
Não penseis que Me enganais! Meus pobres filhos, Eu vejo os vossos corações, conheço os vossos pensamentos.
Não podeis mentir-Me.
Sei exactamente se a vossa conversão é sincera ou se são só aparências, para pedir a cura. E preciso que sejais sinceros e perseverantes. Os Meus cuidados de Mãe não são cuidados levianos.
Sei o que faço, o que peço.
O que faço e o que peço é para vosso bem, são medidas inteligentes, que têm em vista o vosso futuro, o futuro que quero que partilheis comigo.
Fazei o que vos digo e tereis a alma sã, sereis felizes, poderei curar-vos, poderei esperar ficar convosco eternamente, no Céu, onde é a Minha morada, e onde vos quero receber no dia em que partirdes da Terra".

"Sim, a Jacinta e o Francisco levo-os em breve".


"Que melhor prenda pode receber um filho do que saber que ira em breve reunir-se com sua mãe, se dela estiver fisicamente afastado?
Aqueles meninos, durante todo o mês estavam fisicamente afastados de Mim, tal como vos acontece a vós.
Os seus corações, porém, estavam unidos a Mim, coisa que pouco vos acontece a vós.
Nos dias 13 daqueles seis meses, estavam junto de Mim fisicamente e viam-Me com os seus olhos.
Essa visão enchia-lhes o olhar de tanta beleza e o coração de tanto amor, que ansiavam todo o mês seguinte pela Minha presença, de novo. E vós, quantas vezes Me desejais?
Se hoje vos dissesse que vos levaria em breve para junto de Mim, como ficaria o vosso animo?
Ficaríeis alegres ou tristes?
Sei que a grande maioria de vós viria pedir-Me para não os levar ainda, lembrando-Me de que faríeis falta na vossa família no vosso trabalho, no vosso grupo, no vosso apostolado, em tantas coisas a que vos deixais prender, mas que são a manifestação do vosso pouco espírito sobrenatural, da vossa falta de amor, do vosso pouco ou nenhum apego à Vontade de Deus.
Meus filhos, venho hoje dizer-vos que a vários entre vós Eu levarei em breve, até vários daqueles que menos contam com isso neste momento.
Se não vos importais, desejaria muito ser Eu própria a levar-vos, em vez de vos deixar fazer sozinhos esta passagem, sempre difícil para vós, passagem que vos assusta, vos atemoriza.
Se a fizerdes de mão dada comigo, ou até nos Meus braços, vereis que não é difícil.
Atravessareis de olhos fechados e não vereis nada de assustador.
Só os abrireis quando Eu vos disser que já passámos e, então, deslumbrar-vos-eis com a magnífica claridade, com a beleza que vos espera.
Gostaríeis de passar assim a porta que vos assusta?
Meus filhos, é fácil.
Basta deixar-vos guiar por Mim, sem protesto, sem reclamações.
Basta dizer "sim" ao que vos peço, mesmo que não vos seja agradável.
Vós sabeis que nem sempre aquilo que as mães mandam os filhos fazer é agradável.
Mas obedecem, porque sabem que ela só manda o que é bom, certo, justo, para eles.
Amados filhos, levarei nos Meus braços todos aqueles que o quiserem.
Mas não basta dizer que quereis.
É preciso fazer aquilo que vos tenho aconselhado, que vos tenho pedido e o que vos continuar a pedir.
É preciso mudar de vida.
E preciso serdes bons, viverdes em pureza e em caridade.
Tereis algumas dificuldades.
Sim, a felicidade não é fácil e o Céu é preciso conquistá-lo à custa de renuncia e de obediência à Vontade de Deus. Mas Eu sou uma Mãe guerreira e, por vós, empunharei armas.
Se quiserdes que vos ajude, aceitai esta luta e Eu estarei ao vosso lado.
Empunhareis as armas comigo e comigo vencereis.
Haverá alguma luta, algum sofrimento, agora.
Aquelas crianças também os tiveram.
Mas depois, na hora da passagem, nessa hora em que os fortes tremem, vereis como é fácil comigo.
Direis então que valeu a pena a luta na Minha companhia, para tão facilmente vencerdes. Prestai atenção.
Vós não sabeis os desígnios do Senhor.
Não sabeis se tendes muito tempo, se tendes pouco.
Normalmente aconselhais-vos uns aos outros a não pensar nisso.
Eu aconselho justamente o contrário, e digo-vos: pensai nisso. Pensai nisso, sim, meus filhos, vede qual é o negócio mais importante da vossa vida, o único verdadeiro negócio, pelo qual vale a pena lutar, fazer cálculos, estabelecer estratégias e manhas.
Esses cálculos, essas estratégias e essas manhas, Eu vo-las quero ensinar, para que a vossa luta seja o mais fácil possível, tenhais o menor número de feridas e quedas. Ficai junto de Mim.
Juntos vamos calcular as vossas possibilidades.
Veremos juntos o que é que vos falta e o que é que tendes de deixar ao entrar nesta luta.
Se seguirdes os Meus conselhos, se fizerdes o que vos peço, chegareis ao fim vitoriosos e, junto de Mim, gozareis eternamente o prémio que o Senhor dá àqueles que optam por Ele, que O amam, que fazem a Sua Vontade. Estais na Terra para preparar a vossa eternidade.
Não desperdiceis o tempo que tendes para isso.
Lembrai-vos: Como a Jacinta e o Francisco, a muitos de vos, virei buscar em breve".

"Mas tu ficas cá mais algum tempo".


"Meus filhos, há coisas que vos desejais, e que o Senhor não vos concede, porque não fazem parte dos Seus desígnios, dos Seus planos sobre vos.
Nem tudo o que desejais é bom, e, mesmo entre as coisas que vos parecem boas, nem todas são boas para vós.
Lembrai-vos de que não basta uma coisa ser boa para que a tenhais.
É preciso que Deus o queira a vosso respeito.
Se Ele não o quiser, é em vão que procurais, que desejais ter, fazer, estar nisso que vos atrai e que os outros têm, fazem ou onde estão. Não desejeis coisas desmedidamente, mesmo coisas boas.
Perguntai antes se elas são do agrado do Senhor, a vosso respeito.
Quantas vezes fracassais em coisas onde irmãos vossos têm proveito, e perguntais a vós próprios porque é que tal vos acontece.
Não precisais de vos interrogar muito, porque Eu explico-vos os motivos dos vossos fracassos.
Fracassais em muitas coisas, porque vos meteis nelas por vossa própria vontade, porque achais bonito, interessante, proveitoso talvez, mas não procurais ver qual será a Vontade de Deus para vós a esse respeito.
Pedis poucos conselhos e, muitas vezes, quando os pedis, não os seguis.
Fiais-vos na vossa própria cabeça, naquilo que ouvis dizer, e seguis os vossos impulsos imprudentes. Vede a Lúcia, meus filhos.
Bem que ela gostaria de seguir os primos para o Céu, mas calou-se, assim que Eu lhe disse que ficaria cá mais algum tempo, porque tal era da Vontade de Deus.
Não voltou a pedir para a levar para o Céu, porque sabia que, por muito bom que o Céu seja, não era ainda para ela.
Embora no intimo do seu coração o desejasse, a sua boca não mais o pediu, porque o Céu, para ela como para vós, é o encontro com Deus, e Deus está na Sua Vontade.
E cumprindo a Sua Vontade que O encontrais sobre a Terra.
A Vontade de Deus em cada dia deve ser para vós o principal tema de meditação.
Procurai conhecê-la, estudai-a, e encontrá-la-eis.
Ao encontrá-la, abraçai-vos com ela, por muito amarga que vos pareça, pois o mesmo e abraçar o Senhor, nesse momento.
No momento em que abraçais a Sua Vontade, estais no Céu.
Apenas a vossa sensibilidade se encontra fechada para o sentir.
Entretanto, com esta Minha lição, ficais a sabê-lo, e podeis fazer um acto de vontade nesse abraço, e um acto de fé naquilo que vos digo, que não é mais que o recordar das palavras de Jesus acerca da Vontade do Pai.
Amados filhos, não desejeis coisas inúteis ou até demasiadas coisas úteis, porque correreis o risco de vos encherdes de riquezas que vos pesam.
Desejai isso sim, cumprir a Vontade de Deus com todo o amor de que fordes capazes.
Empregai, para isso, todas as forças, treinai-vos como atletas que buscam um alto prémio. Velai pelos vossos desejos.
A maior parte deles, ainda parecendo bons, não valem nada, porque são filhos do egoísmo, da vã vaidade.
Só o desejo de cumprir a Vontade de Deus vos leva à humildade de quem aceita e nada recusa ao Senhor.
Não queirais escolher das mãos d'Ele os vossos sofrimentos ou as vossas alegrias.
Deixai que Ele escolha, que Ele distribua entre vós dores e alegrias, e ficai contentes com a parte que vos couber, pois, podeis ter a certeza de que é parte escolhida com cuidado, melhor para vós, que aquela, talvez mais vistosa, que coube ao vosso irmão, e que só será boa para ele, se ele a souber aceitar com humildade.
Meus filhos, a Lúcia ficou mais algum tempo, muito tempo para o seu desejo do Céu, muito tempo para as vossas contas sobre tempo.
Esse era o seu caminho.
Não tem a ver com facilidade ou dificuldade de santificação.
Tem a ver somente com a Vontade de Deus, que deve ser para vós o único desejo, a nortear todos os outros.
Sois meus filhos, aceitai como Eu.
Aprendei a dizer como Eu, em todas as circunstâncias: "Fiat".

"Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar".


"Fazer-Me conhecer e amar era a missão da Lúcia.
Ela estava encarregada de transmitir a Minha Mensagem, tanto a que era dada na Cova da Iria, como a que lhe transmiti mais tarde. Para transmitir a Minha mensagem não foi preciso à Lúcia ficar muitos anos a falar e a ser interrogada.
Não lhe foi preciso falar com muitas pessoas, posteriormente às seis aparições, porque a Vontade de Deus cumpre-se, estando as pessoas onde estiverem.
E ela cumpriu-a, recolhida num convento.
Não penseis, meus filhos, que, para fazer muito, é preciso andar muito, falar muito, dar muito nas vistas.
Fixai isto: Para fazer muito, é apenas preciso amar muito.
Vede se não será também para muitos de vós, esta, uma missão a cumprir.
Vede se esta missão não será para todos vós.
Pois, se todos sois meus filhos, é muito natural, é próprio de filhos, que procurem fazer amar a sua Mãe, desejar que todos gostem dEla.
O vosso desejo de que todos Me amem é o reflexo do vosso amor por Mim.
Jesus quis servir-Se da Lúcia para Me fazer conhecer e amar.
Pergunto-vos, meus filhos: Ela conseguiu-o?
Vós amais-Me?
E os vossos irmãos, a vossa família os vossos vizinhos, os vossos colegas, amam-Me?
O mundo ama-Me?
Pensai nisso cada um de vós, e vereis as grandes lacunas que encontrais, no amor que os meus filhos Me deviam ter.
A missão da Lúcia foi lançar as sementes, mas o solo é ingrato.
Ela precisa de colaboradores para regar, adubar, mondar.
É difícil a cultura do amor, porque o joio do egoísmo está desenvolvido e tende a abafá-la, a mistura com cardos e outras ervas daninhas. Lúcia cumpriu a sua missão, mas aqueles a quem ela era dedicada não a aceitaram.
A Minha Mensagem está esquecida pela maior parte dos meus filhos, mesmo pelos que vão a Fátima.
A grande maioria não sabe o que Eu disse, o que Eu quero, o que aconselho e não põe em prática aquilo que Eu pedi.
Por isso não posso dar-vos os grandes tesouros de graças que prometi a quem seguisse os Meus conselhos.
Meus filhos, Eu não sou Mãe de uma só filha.
Tenho muitos filhos, todos vos, e a todos quero hoje dizer que conto convosco, que Me quero servir de vós para Me fazer conhecer e amar.
Aquilo que pedi à Lúcia, peço agora aos filhos que dizem amar-me: Fazei-Me conhecida, fazei-Me amada.
Mas, em primeiro lugar, vós próprios amais-Me?
Amais-Me a ponto de tomar a peito esta missão?
Vede que não é uma missão qualquer, é uma missão importante, manifestar a vossa Mãe e torná-lA amada.
Como o podereis fazer?
Não é possível obrigar alguém a amar.
Como o fareis?
A única forma é começardes vos a amar de forma efectiva.
Mostrai que Me amais, unindo-vos a Mim na vossa vida prática, falando de Mim, pregando o Meu terço, apregoando as suas maravilhas, a graça do Senhor, de que estou cheia como ninguém, porque ela passa através de Mim, sem interferência alguma, sem que a mínima poeira, ponha algum ponto nesta luz.
Sim, vós podeis fazer-Me conhecida e amada.
Reparai que o mesmo é colaborar, tornar mais rápido o triunfo de vossa Mãe Quanto mais depressa Me amardes, quantas mais pessoas Me amarem, mais cedo triunfarei daquele que vos quer perder.
Meus filhos, não vos escondo, e é com muita mágoa que vos digo, que se têm perdido muitos irmãos vossos.
Como podeis pensar nisso, sem que o vosso coração se confranja de dor?
Reparai, são irmãos vossos, que, pela vossa falta de oração, não encontraram suporte e escorregaram para a recusa eterna! Colaborai comigo, Meus filhos.
Tornai-Me conhecida, tornai conhecida a Minha Mensagem.
Tornai-Me amada.
Amai-Me sem pieguices, de quem promete muito e não faz nada.
Amai-Me com amor forte, amor que dá, amor que entrega tudo, que perdoa tudo, amor que sai de si próprio, da sua vontade, do seu querer, do seu parecer e se lança, se perde em Mim, para que Eu o purifique, o transforme, o embeleze e o entregue a Jesus.
Meus filhos, esta é a missão que vos dou, uma missão de amor, urna missão que é amor, a missão de Me amardes e de fazer com que todos os vossos irmãos Me conheçam e amem".

"Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração" .


"Foi nesta aparição que, pela primeira vez, manifestei o Meu Coração aos homens, e manifestei-o, não rodeado de alegres flores, mas na sua realidade dolorosa.
Aquelas crianças perceberam, por uma luz que lhes foi concedida, o que significa o Coração rodeado de espinhos. Meus filhos, vós sabeis que Eu estou no Céu, e que no Céu há permanente felicidade, porque possuímos Deus, Ele é a nossa felicidade, e de nada mais precisamos.
No entanto, há ainda a felicidade que nos dá saber que o Senhor é amado pelos seus filhos, saber que vós estais no caminho do Céu, saber que Eu própria sou por vós amada.
Essa parte da Minha felicidade não está concluída, parece até estar muito afastada.
A íntima dor do Coração de Deus perante o pecado do homem, de que vos falam as Sagradas Escrituras e que se manifestou na explosão do sofrimento inaudito de Jesus, também toca o Meu Coração, e a forma que Eu tenho de vo-lo manifestar é apresentá-lo rodeado de espinhos.
Esses espinhos representam os vossos pecados, aqueles pecados com que magoais, com que ofendeis o nosso Deus, de tantas maneiras.
Nada há que façais para O ofender, que não Me magoe também, pois Eu sou a criatura que Lhe está mais próxima, que melhor vê a Sua Santidade ofendida, o Seu Amor de Pai ultrajado.
Sou Eu quem, depois dEle, mais o sente, e queria poder evitar tais ofensas.
O Meu Amor por Ele é tão grande, que Me sujeitaria aos maiores sofrimentos para evitar que O ofendêsseis.
Oh, meus filhos! Como é que não se confrangem os vossos corações de dor, perante aquilo que fazeis, perante o pecado que se desenrola ante os vossos olhos?
A vossa miséria é tão grande que não sabeis, não calculais como é grande a infinita Santidade do Senhor, porque, se o calculásseis, sentir-vos-íeis obrigados a respeitá-la, mantendo uma santidade como a Santidade d'Ele exige.
E por isso que Eu peço reparação.
E por isso que Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.
Percebeis agora por que é doloroso o Meu Coração?
Percebeis como a dor está ligada à pureza, à imaculabilidade do Meu coração?
Justamente, por ser Imaculado, vê e sente o que vós não vedes nem sentis, a mágoa que o pecado faz à Santidade, à perfeição infinita do nosso Deus.
Só um Coração Imaculado pode sentir esta dor.
Por ser Imaculado e por no mundo haver pecado, os pecados de todos vós, o Meu Coração não pode estar sem dor.
Meus filhos, o Meu Coração é Imaculado, é verdade.
Isso é a Minha glória e é a Minha dor.
Quanto mais aperfeiçoardes os vossos corações, mais sentireis comigo, mais participareis nesta dor, que só corações puros atingem, a dor de ver o Senhor pouco amado, de O ver ofendido.
O Meu Coração pede reparação, com vista a apagar o pecado ante a face do Senhor.
Reparando o pecado, reparais o Meu Coração, pois toda a reparação, toda a glória que Lhe dais, é mágoa que Lhe tirais, é alívio para Mim.
Foi assim que apresentei o Meu Coração em Fátima, e é assim que vo-lo apresento agora, mas agora com muitos mais espinhos, pois, em vez de reparardes, aumentastes o volume de pecados com que ofendeis o Senhor.
Filhos meus, não façais isso! Olhai para Mim e resolvei-vos a reparar.
Começai a sentir comigo.
Aproximai-vos de Mim, e Eu vos farei sentir, de forma a comover os vossos corações. Praticai a reparação que vos peço.
Ela é muito necessária para todo o mundo.
Mudai de vida.
Convertei-vos ao Senhor e deixai de fazer pecados.
Rezai.
Pedi perdão por vós e pelos vossos irmãos.
Vede, olhai para o Meu Imaculado Coração, agora que compreendestes.
Amai-o.
Fazei o que vos peço.
Há uma grande necessidade de que o façais.
Com a reparação ao Meu Coração, podereis fazer muito pelo mundo.
Podereis salvar muitas almas, podereis salvar-vos vós".

"A quem a abraçar prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono".


"Meus filhos, vós prestais muito pouca atenção à devoção ao Meu Coração Imaculado.
Esta devoção foi por Mim pedida e enriquecida com estas belas promessas.
Alguma vez pensastes nelas com a devida atenção?
Alguma vez meditastes sobre elas e sobre as vantagens que vos trazem?
Tendes tão pouco cuidado com a vossa alma, que deixais correr as horas, os dias, os meses, os anos, como água de manso ribeiro.
Mas esta é água que se esgota, e um dia não correrá mais.
Então desejaríeis ter tido mais cuidado, ter aproveitado melhor o vosso tempo, este tempo que vos é dado para tratardes da vossa salvação, da vossa santificação, tarefa nada fácil para vós, e à qual não prestais atenção. Venho oferecer-vos a salvação pelas Minhas mãos.
Não prestais sequer reparo neste bem que vos trago.
Meus filhos, quantos de vós cuidam de saber de que trata esta devoção e de a praticar?
E entre aqueles que já sabem, quantos a praticam?
Mesmo que nada vos oferecesse em troca, deveria bastar-vos saber que é uma devoção que Me agrada, para procurardes conhecê-la ate ao pormenor, para a poderdes cumprir de forma a dar-Me alegria.
Isto é o que fariam filhos que Me amassem.
Continuo a perguntar-vos o que já tenho perguntado: Vós amais-Me?
Quantos Me dizem que sim, mas, meus filhos, esse sim não corresponde àquilo que, na prática, vós fazeis.
Filhos que amam não o mostram com essa falta de cuidado, de atenção pelas Minhas palavras, que roca a falta de respeito.
Filhos que amam não procedem dessa maneira, não se preocupando com aquilo que dá gosto a sua Mãe.
Filhos que amam vivem com os olhos virados para sua Mãe, procurando satisfazê-la, ainda quando ela não pede nada, dando-lhe pequenos presentes, e mais ainda, quando escutam os seus conselhos, são prontos a executa-los, com maior perfeição, quanto maior for o seu amor por ela.
Reparai que Eu disse que vos dou a salvação.
Vede bem, a salvação, que se torna para vós objecto de frequentes lutas, que sofre ataques tão graves da parte das tentações que vos assediam.
Não receais por ela?
Não receais que a vossa fraqueza não seja capaz de a alcançar?
Eu vo-la ofereço.
Apenas vos peço a devoção ao Meu Coração Imaculado. E digo-vos mais.
Digo-vos que sereis queridos de Deus, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.
Pois é, meus filhos, se tiverdes devoção ao Meu Coração ele vos levará a um amor mais profundo a Deus, ele vos levará à reparação, à perfeição, à santidade.
O Meu Coração é um caminho que não conheceis, que nunca quisestes conhecer, mas é um caminho seguro, como braços de Mãe.
Como os braços da mãe levam o seu filho com segurança para qualquer lado, assim Eu vos trarei seguramente, para o Céu, se quiserdes abraçar esta devoção que Jesus deseja difundir entre vós, mas a qual ainda bem poucos seguem, mesmo entre os meus filhos mais devotados.
Quero hoje pôr este desejo nos vossos corações, o desejo de vos dedicardes a Mim, de seguirdes o Meu Coração, o que ele quer de vós.
Fitai os olhos em Mim.
Eu vos ensinarei tudo o que quero.
Sereis as Minhas flores, as flores que entregarei ao Senhor, que Ele olhará com extremo afecto. Meus amados filhos, quereis agradar-Me?
Praticai a devoção ao meu Coração, que, através dele Eu vos comunicarei um amor cada vez maior, amor que, para vós, se torna sempre tão difícil de conseguir, em contacto com o ar pestilento do pecado do mundo.
A atmosfera do Meu Coração é a atmosfera pura, cujo ar deveis respirar, para manterdes saudáveis as vossas almas.
Filhos, comigo é fácil chegar ao Céu.
E sempre fácil o caminho para um filho, desde que vá entre os braços da mãe, mesmo que nesse caminho haja precipícios e dificuldades incontáveis, que a criança não conseguiria transpor.
Nenhum de vós sabe quais as dificuldades que vos esperam no caminho no dia de amanhã.
Acautelai-vos.
Mais vale fazê-lo comigo, que sou guia inteligente e conhecedora de todos os perigos, de todas as armadilhas que o vosso inimigo vos lance.
Conheço-as todas e desmancho-as, antes que nelas tropeceis. São estas as promessas que vos faço.
Olhai para Mim.
Apesar do Meu Coração doloroso que pede reparação, Eu sorrio para vós.
Espero atrair-vos.
Espero por vós.
Os Meus braços estendem-se para vós.
Sois meus filhos e Eu sou vossa Mãe, Aquela que quer o melhor para vós, Aquela que vos tornará tudo fácil. Dou-vos o Meu Amor de Mãe.
Dai-Me o vosso amor, a vossa ternura de filhos.
Espero por vós.
Espero a vossa aceitação ao Coração que vos dou".

"Não, filha".


"Não, filha, não ficas sozinha, quis Eu dizer à Lúcia Não, meus filhos, não ficais sozinhos, digo a todos vós.
Não estais sozinhos.
Eu estou convosco.
Mesmo que, pelos vossos pecados Me escorraceis, Eu ainda estarei perto, a olhar para vós, à espera do mais pequeno sinal para vos dar a mão e vos ajudar a sair de dificuldades.
Meus filhos, se Me prestardes atenção, ouvireis dos Meus lábios, muitas vezes, estas palavras.
Muitas vezes tenho de vo-las dizer, em muitas situações, quer pelos sentimentos de tristeza e solidão que experimentais tão frequentemente, quer por aquelas coisas que gostais de fazer, de dizer, de pensar, mas não deveis, quer ainda por ocasiões em que quereis deixar para depois ou para outra pessoa, o vosso trabalho.
Não filhos, digo-vo-lo com muita frequência, mas vós, aturdidos com os barulhos do mundo e com os barulhos dos vossos desejos e paixões, não Me ouvis.
Ouvis tantas coisas, meus filhos, mas não Me ouvis a Mim.
Desejo muito que Me ouçais, desejo falar-vos, aconselhar-vos, responder-vos, consolar-vos nas vossas aflições. Procurai ouvir-Me.
Para isso é preciso silenciar tantos barulhos que consentis no vosso interior, tantas conversas que lá forjais, tantos planos que fazeis e que depois nem chegais a por em prática, tantas buscas do "eu", tantas imaginações do futuro incerto, tantas recordações do passado que não podeis mudar.
Tudo isso faz em vós tanto barulho, que não podeis ouvir a Minha voz.
A Minha voz é suave, é voz de Mãe.
Só a ouvireis se estiverdes atentos, se não dialogardes constantemente com o vosso "eu", se não remoerdes no que vos fizeram e no que quereis fazer.
Habituai-vos a fazer silêncio em vós.
Quero fazer-vos participantes do Meu silêncio, que se liga firmemente à Minha paz.
Se conseguirdes calar em vós essas vozes de desejos de tantas coisas, vozes de imaginações inúteis, de projectos vãos, de ressentimentos, também conseguireis a paz de coração.
Meus filhos, para vosso bem, dai sossego ao vosso coração e à vossa mente.
Procurai viver comigo.
Procurai encontrar-Me e acabareis por sentir-Me, e, comigo, a paz que vos trago.
Não, filhos, não tenhais medo! Eu não vos falto.
Não tenhais medo da vida, não tenhais medo daquilo que Deus queira de vós.
Quantos de vós andam a fugir ao Senhor, a deixar a sua conversão para mais tarde, com medo que Deus lhes peça alguma coisa difícil.
Meus filhos, porque é que Ele vos iria pedir alguma coisa mais difícil que aos vossos irmãos?
Não será esse receio um desejo escondido de ter importância, de sobressair?
Compreendei que, numa primeira análise, a vida terá dificuldades com Deus ou sem Deus.
Terá, sem dúvida, mais dificuldades sem Deus, porque, com Ele, as dificuldades são dulcificadas e, quanto mais vos aproximardes d'Ele mais o Seu Amor as dulcificará. Por certo vos pedirá coisas, como pede a todos os filhos, mas, se vos aproximardes, amá-l'O-eis, e então, sereis vós a desejar dar-Lhe coisas. Sabei que toda a recusa de dar, todo o receio de que qualquer coisa seja demais para vós, é falta de amor.
Quando o sintais, pedi a Jesus que vos permita amá-lO, pois sabei que não O estais a amar.
Se Lhe pedirdes seja o que for na vossa vida espiritual, com o pedido do amor à frente, ficai a saber que Ele vo-lo dará.
Dar-vos-á o conhecimento d'Ele mesmo, a fé, a força de vencer, a esperança, se primeiro Lhe pedirdes que vos conceda que O ameis, para acreditardes, para vencerdes, para esperardes e confiardes.
O amor que pedireis será o segredo do vosso sucesso.
Quanto mais crescerdes em amor, mais crescereis em todas as virtudes. Não, Meus filhos, não estais sós, quero hoje dizer-vos.
E acrescento, para vos dar maior segurança: Sim, Meus filhos, Eu estou aqui, estou convosco, hoje e sempre, e ensino-vos segredos que vos farão vencedores neste caminho de gigantes, onde vós, como crianças, passareis levados nos Meus braços. Fazei silêncio para Me ouvirdes.
Venho a vós com a minha ternura.
Ensino-vos, acompanho-vos.
Sou Mãe de muitos filhos, de todos vós.
A todos digo constantemente, nos seus problemas: Estou aqui".

"E tu, sofres muito? ".


"Vós sofreis, Meus filhos, todos vós sofreis.
O Meu Coração vê o vosso sofrimento.
Quantas vezes invejais outras pessoas que vos parecem ter vida melhor que a vossa, mais despreocupada, mais repousada, livre de cuidados económicos, saudável.
Não vos iludais.
Todos sofrem no vosso mundo e também aqueles que vos parecem não sofrer.
Uns têm o sofrimento oculto nos seus corações, outros sofrem dores que vós não tendes capacidade para avaliar, outros ainda, talvez sofram menos que vós, porque eles próprios não têm capacidade para mais.
Lembrai-vos que vos será pedido conforme a capacidade que tendes, conforme o que vos foi dado.
Mas também será segundo essa capacidade que recebereis a felicidade no Céu, o gozo de Deus. Não olheis para a vida dos outros, Meus filhos, olhai para a vossa.
Em vez de vos ocupardes a pensar se os vossos irmãos sofrem muito ou pouco, ocupai-vos a estudar a Vontade de Deus a vosso respeito e a pedir-Lhe que vos dê a graça de sempre a cumprirdes.
Desejai, Meus filhos, que a Vontade de Deus se cumpra em vós e em todo o mundo.
Aquilo que sofreis, aceitai-o com amor.
Abraçai a cruz e abraçai-vos a Mim, porque Eu vos ajudarei a levá-la, como não pude fazer a Jesus no Caminho do Calvário, embora muito o desejasse. Meus amados filhinhos, Eu quisera tirar todo o sofrimento de cima de vós.
Todas as vossas dores desejaria ser Eu a levá-las, ser Eu a sofrê-las, para vos poupar esses incómodos que tanto vos custam, e que vós, como crianças que não sabem apreciar tesouros, tantas vezes recusais.
Não posso tirar-vos o sofrimento, porque o sofrimento é o tesouro que o Senhor vos dá, no mundo que desperdiçou, que perdeu o tesouro da graça.
Todos vós, Meus filhos, desprezais diariamente o tesouro da graça, preferindo o vosso contentamento, o vosso gozo, à Vontade de Deus.
Depois de desprezardes este tesouro, só vos resta o tesouro da dor, e esse cai-vos em cima como chuva benfazeja, em pleno campo.
Não tendes onde vos abrigar, não tendes por onde fugir à dor.
Podeis pedir com humildade que ela vos seja retirada, mas pedi-o como Jesus, submetendo-vos à Vontade de Deus, sempre.
Se ela não vos for retirada, aceitai-a como graça purificadora, santificadora, que vos unirá mais a Jesus, quanto mais vos crucificar com Ele.
Prestai muita atenção ao que vos ensino.
Quanto mais a dor vos magoar, vos afligir, mais fortemente vos estará a unir com Jesus, sobre a Sua Cruz.
Quando sentirdes que já não podeis mais, então o vosso abraço com Ele estará completo.
Tereis com Ele uma união apertada pelos cravos da dor que, se vos dilaceram, também vos unem Àquele que é o supremo gozo dos Anjos, de todos os bem-aventurados, a Minha total felicidade.
Não vos posso tirar aquilo que, eu sei, vos fará eternamente felizes: a união com Jesus.
Essa união podeis começá-la aqui, deveis começá-la aqui, e tê-la-eis, não em sentimentos que por vezes são ilusões de sensibilidade, mas na dor aceite por Ele, em união com Ele. Meus filhos, poderei pedir-vos que avanceis um pouco mais?
Poderei pedir-vos que procureis mortificar-vos por amor de Jesus, para mais vos unirdes com Ele, procurando nessas mortificações uma contrariedade de maior ligação na cruz, que nem todos os dias se vos apresenta dolorosa e, portanto, unificante?
Sim, vós podeis procurar essa união com Ele, apertando um pouco, por vossa vontade, os cravos que unem ou que unirão a vossa mão à mão de Jesus. Aprendei comigo, Meus filhos.
Podeis fazer isto sem entrar em penitências extraordinárias, apenas mortificando os vossos gostos, a vossa vontade, a vossa vaidade, os vossos desejos de cada momento.
Se o conseguirdes fazer muitas vezes, isso já será extraordinário, num mundo onde só impera o prazer, o orgulho, a vaidade, a ambição.
Tentai unir-vos com Jesus desta maneira, e dai-Me essas pequenas dores, vencimentos, contrariedades, privações que vos impondes, porque isso será um tesouro que pondes na Minha mão para comprar almas, para as livrar das mãos do inimigo que as tem presas.
Vede o que podeis lucrar por um olhar que retirais, por uma coisa de que vos privais, por uma resposta que calais, por um prazer que evitais, por uma aceitação que fazeis: conseguis uma união maior com Jesus e salvais almas.
Eu acompanho-vos nesta caminhada difícil, sempre pronta a dar-vos a mão a ajudar-vos naquilo que custa.
Invocai-Me, chamai por Mim, ligai-vos a Mim, e vereis que, na companhia de vossa Mãe tudo vos será mais fácil e o sofrimento vos custará menos, porque Eu sei consolar-vos, e preparar-vos-ei para tudo aquilo que, por Vontade do Senhor, vierdes a sofrer".

"Não desanimes".


"Não desanimes, disse Eu à Lúcia perante o sofrimento que ela Me manifestava.
Com isso queria dizer-lhe que não deixasse de ser valente a falar de Mim, que não se deixasse influenciar por aqueles que, através de maus modos e calunias, queriam que ela acabasse por concordar com eles, por mentir, dizendo que inventara tudo, que queriam que ela não viesse mais ter comigo nos dias treze.
Ela, como sabeis, estivera bastante desanimada e confusa com o que lhe diziam, resolvida a não voltar à Cova da Iria.
Precisava do incentivo que o Meu carinho de Mãe lhe transmitia. Quantos de vós não pensariam o mesmo que ela, com o desejo de vos livrardes de complicações, de problemas, de confrontos com a opinião publica, de maiores sofrimentos! Vós desanimais tão facilmente, Meus filhos!
Venho hoje junto de vós, dizer-vos exactamente o que disse à Lúcia nesse dia: "Não desanimes"! Tereis, certamente, nas vossas vidas, ainda muitos problemas, muito sofrimento, mas não vos deixeis invadir pela tristeza, essa tristeza que vos deprime, quando já não sabeis o que fazer em determinada circunstância, que voltas dar a certo assunto, que mais dizer para convencer determinada pessoa de que está a errar, principalmente se essa pessoa é da vossa família essa pessoa que vedes fugir de vós, do vosso convívio, das vossas opiniões, por caminhos que talvez ainda não sejam de todo maus, mas que pensais também não serem de todo bons, e poderem levar a quedas dolorosas.
Meus filhos, lançai fora de vós a tristeza.
Experimentai sorrir nesses momentos de dor fina.
Experimentai sorrir para essa pessoa que vos dá preocupação, para aquela que vos faz sofrer, que vos diz coisas que vos magoam.
Experimentai mostrar amor, em vez de mostrar cara franzida e opiniões rígidas.
Bem sei, meus filhos, que, por vezes, não conseguis entrar em dialogo, mas podeis esforçar-vos por mostrar boa cara, boa disposição, por fazer um favor com um sorriso.
Estou a ensinar-vos os Meus segredos.
A receita que vos dou é aquela que Eu própria uso convosco.
Quanta dor me dais, por vezes! Mas Eu procuro-vos sempre com amor, procuro sempre por diante de vos a melhor maneira de resolverdes os vossos problemas.
E foi essa maneira melhor que vim trazer a Fátima, lugar onde vos congreguei à Minha volta, para vos ensinar aquilo que não sabíeis, antes mesmo que os acontecimentos se dessem. Mas vós não tomastes atenção às Minhas lições, e passais por Fátima indiferentes, como quem passa numa visita turística.
Fátima, Meus filhos, deve ser para vós a escola onde deveis aprender as lições de vossa Mãe.
As lições que vos dei em Fátima não foram só para aquelas três crianças, foram para todos vós, os daquele tempo e os de agora.
Vejo, com pena, que estais esquecidos de tudo, como se Fátima agora só existisse para recordação piedosa do que aconteceu há várias dezenas de anos. Não, meus filhos, Fátima não está ultrapassada.
E actual e, se não quereis desanimar nos problemas da vossa vida, tereis de aprender comigo Tereis de aprender o que vos vim ensinar e que agora vos recordo.
Meus filhos, não desanimeis de aprender.
Vindes sempre a tempo, se não protelais esse tempo voluntariamente. Vinde aprender comigo.
Estou disposta a ensinar-vos, como ensinei aquelas crianças e, se fordes dóceis, farei em vós maravilhas, como fiz nelas. Mas não esqueçais.
Para isso precisais de ser dóceis e de não desanimar.
Junto de vossa Mãe aprendereis a vencer as dificuldades, porque aprendereis a amar a Deus e a ser fiéis. Vinde às Minhas lições.
Aprendei comigo, e aprendereis a ser felizes".

"Eu nunca te deixarei".


"Não temais, Meus filhos queridos.
Eu não vos deixarei.
A verdadeira mãe nunca pode deixar os filhos abandonados, em sofrimento, em dores, em privações.
Eu sou vossa verdadeira Mãe.
Dei-vos à luz em dor imensa, no alto do Calvário.
Cada vez que olho para vós, meus filhos, lembro-Me de Jesus, do Seu rosto, cuja dor tornava quase irreconhecível, esse rosto tão querido, que Me partia o Coração de dor pelo seu aspecto. Lembrando-Me do Meu adorado Filho, da dor tão grande que então senti, poderei alguma vez recusar-vos o Meu auxilio, a Minha proteção de Mãe, a Minha companhia?
Estou convosco, meus filhos, acompanho-vos na vossa infância, na vossa juventude, na vossa idade adulta, como acompanhei Jesus.
Acompanho-vos nos vossos trabalhos, como O acompanhei a Ele.
Acompanho-vos, como a Ele, nas vossas dores, até ao fim. A Ele não pude ajudar.
Apenas O pude seguir, acompanhar com os olhos e com o Coração.
A vós posso prestar toda a ajuda, se quiserdes aceitá-la, aceitar-Me. Meus filhos, é este Meu Coração partido de dor, atravessado por espadas do mais atroz sofrimento, que Eu tenho para vos receber.
E este Coração que vos dou, que vos ofereço, como lugar de paz, onde esquecereis as vossas dores e onde aprendereis o remédio para elas. A maior parte dos vossos sofrimentos vêm do facto de estardes sempre a fazer a vossa vontade, e de a vossa vontade não saber o que é melhor para vós, e se deixar guiar por apetites, por vaidades, por ambições, por paixões. Aproximai-vos do Meu Coração.
Vinde perguntar-Me o que haveis de fazer nessas circunstâncias em que estais, nesses desejos que tendes, nesses problemas que vos afligem.
Eu vos darei os Meus conselhos de Mãe e vos mostrarei o que deveis fazer. Mas vede que, se pedis o Meu conselho, tendes que viver perto de Mim, e procurar cumprir o que vos mostro ser Meu desejo.
Ai, Meus filhos! Quantas vezes Me rezais, me pedis ajuda, mas não procurais escutar-Me e, quando Me escutais, desviais o vosso rosto, porque os Meus conselhos não vos agradam, são contrários aos vossos apetites, àquilo de que gostais, aos vossos hábitos, às vossas tendências defeituosas.
E desculpais-vos, dizendo que sois assim. E verdade, Meus filhos, sois assim e, justamente por serdes assim, vos digo que e tempo de aprenderdes, de vos modificardes, para deixardes de ser assim.
Para isso tereis de Me procurar com sinceridade, com verdadeiro desejo de fazer aquilo que Eu vos disser, aquilo que Eu, por qualquer meio, fizer chegar a vós. Sabeis que tenho muitos meios de vos falar?
Não espereis que faça soar a Minha voz aos vossos ouvidos, mas falo-vos através de inspirações que ponho no vosso coração, através de conselhos que alguém ligado a Mim, e em posição de aconselhar, vos dá, através de leituras, através de palavras que ouvis.
Tudo Eu aproveito, Meus filhos, para chegar a vós.
Aproveitai vós tudo para chegardes a Mim.
Se o fizerdes, chegareis a Mim certamente, pois não é difícil encontrar-Me, tal é o Meu desejo de que Me encontreis.
Eu própria vou ao vosso encontro, chamo-vos filhos, olho-vos com amor.
Meus filhos, Eu nunca vos deixarei.
Não Me deixeis vós e fareis comigo a vossa caminhada.
Caminhareis facilmente, apoiados a Mim, agasalhados de todos os frios e aragens, pelo Meu manto. Conservai-vos assim e o vosso caminho será fácil.
Vinde comigo e chegareis sem dificuldade à Casa do Pai".

"O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus".


"Pobres filhos, que não sabeis o caminho! Pobres filhos, constantemente a experimentar caminhos e constantemente enganados nos atalhos por onde vos meteis, tendo que voltar atrás tantas vezes, correndo perigos donde sais feridos, correndo outros perigos que não sabeis! Pobres filhos! Quantas vezes vos socorro, mesmo sem notardes, para vos dar novas oportunidades de acertardes com o caminho.
Mas vós continuais a errar, porque caminhais como cegos, e o pior é que teimais que vedes bem! Meus filhos, quanto maior for a vossa certeza de verdes bem, maior é a vossa cegueira, porque, quando virdes bem, a luz que vos guiará será uma luz de humildade, que vos dará sempre o receio de errar, ao guiardes-vos pelos vossos critérios.
Mas essa luz dar-vos-á a orientação certa, porque é a luz do Espírito Santo. Sei, meus filhos, que compreendeis muito pouco disto que vos digo.
Alguns, entre vós, não chegam sequer a perceber nada.
Por isso, venho hoje mostrar-vos o caminho fácil e seguro que vos conduzirá ao Céu, sem que andeis às curvas, sem vos ferirdes em espinhos de orgulho, caminho em que não encontrareis lixos de vaidades, para com eles vos carregardes, como fazeis por outros caminhos.
Este é um caminho simples, tão simples, que dele não fazeis caso, aquele caminho estreito que Jesus vos aponta.
Este caminho é o Meu Coração Imaculado, que é a via mais fácil que podeis encontrar.
Não precisais de procurar muito, pois Eu própria vo-lo mostro, vos abro a porta, vos convido a entrar.
Por isso não é preciso fazer grandes coisas, nem saber muito.
É preciso apenas fazer aquilo que Eu vos digo, seguir os conselhos que vos dou.
Para seguir o caminho do Meu Coração, deveis estar atentos aos Meus ensinamentos e não apenas lê-los, como quem lê uma história de um facto passado.
O que Eu vos indico em Fátima é para este tempo, é actual, é para vós. Estai atentos a todas as Minhas palavras.
São todas importantes e encerram lições para a vossa vida.
Se as cumprirdes entrareis no caminho do Meu Coração.
Se não as procurais entender, se não as cumpris, que vindes fazer aqui?
Meus filhos, não venhais junto de Mim por curiosidade, só para saber o que Eu digo, porque, depois de o saberdes, tendes uma responsabilidade maior a respeito daquilo que fazeis.
Depois de saberdes, se não o cumpris, estais a ser infiéis e desrespeitosos para com vossa Mãe e, com isso, fareis muito mal a vós próprios.
Vede que em Fátima vos peço oração, principalmente a oração do terço.
E vós fazeis oração?
Rezais o terço?
Muitos dos que vêm a Fátima não rezam o terço nas suas casas e muitos nem mesmo em Fátima. Se quiserdes seguir o caminho do Meu Coração Imaculado, ele será o vosso refúgio em todas as tormentas, o lugar onde encontrareis consolo quando estiverdes desconsolados, quando vos sentirdes sós, abandonados, frustrados, mas isto, só se estiverdes neste caminho. Prestai-Me atenção se quereis entrar.
É preciso que comeceis a rezar, que rezeis, não uma vez por dia, mas várias vezes por dia, até que vos habitueis a rezar comigo e a fazer do dia oração.
É preciso que rezeis o terço, mas que o rezeis com atenção, com amor.
E preciso que modifiqueis nas vossas vidas o que nelas há de pecado, que renuncieis a tudo o que, no vosso dia fazeis contrário à Vontade de Deus, à Sua Lei, ao Seu Amor. Se rezardes, se quiserdes realmente fazer esta emenda de vida, Eu vos irei mostrando, aos poucos, o que é que tendes de modificar, de renunciar.
Se vos consagrardes ao Meu Coração, estareis na Minha intimidade, revelar-vos-ei os Meus segredos de santidade, segredos simples, e admirar-vos-eis de não os terdes descoberto mais cedo.
A razão é que o segredo da santidade que a vossa Mãe vos revela, só é revelado àqueles que querem seguir o caminho seguro dos Meus consagrados, caminho que eles fazem nos Meus braços, onde Eu os consolo, onde Eu os aninho, onde sou o seu refugio em todos os perigos. Meus filhos, nenhum de vós, por mais ilustre, por mais conhecimentos, por mais virtude que julgue ter, por mais elevado cargo que ocupe, está dispensado das Minhas lições porque Eu sou a Mãe de todos vós, e vós sois apenas as Minhas crianças, brincando com brinquedos perigosos, fazendo jogos que não sabem, e colocando-se em grandes perigos, quando julgam saber.
Meus filhos, aprendei: Fora da Vontade de Deus tudo é falso, mesmo que vos pareça elevado, belo, sublime, necessário.
Rezai para que o vosso orgulho, a vossa vontade própria, o vosso "eu", as vossas ambições, a vossa carne, o mundo, o vosso inimigo não vos ceguem, e deixai-vos guiar por Mim.
Eu levar-vos-ei à meta sem dificuldade, pois conheço o caminho, far-vos-ei felizes, porque sou feliz e quero fazer-vos participantes da Minha felicidade, trazer-vos-ei para o Céu, porque o Céu é o lugar onde estou, consolar-vos-ei na Terra, porque sou vossa Mãe".


Terceira Aparição: 13 de Julho de 1917

Lúcia: Vocemecê que me quer?
Nossa Senhora: "Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem; que continuem a rezar o terço todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra porque só Ela lhes poderá valer".
Lúcia: Queria pedir-Lhe para nos dizer quem é; para fazer um milagre com que todos acreditem que Vocemecê nos aparece.
Nossa Senhora: "Continuai a vir aqui todos os meses.
Em Outubro direi quem sou, o que quero e farei um milagre que todos hão-de ver para acreditarem".

Lúcia: Tenho aqui por pedido, se Vocemecê melhora um aleijadinho da Moita.
Nossa Senhora: "Melhorá-lo-ei ou dar-lhe-ei meios de se governar: Que reze sempre o terço com a família".
Lúcia: Tenho aqui por pedido se Vocemecê melhora uma mulher de Pedrógao.
Nossa Senhora: "Que reze o terço, dentro de um ano curar-se-à".
Lúcia: E se melhora um homem de Atouguia ou o leva para o Céu, o mais depressa melhor.
Nossa Senhora: "Levo, mas não tenham pressa, Eu bem sei quando o hei-de vir buscar".
Lúcia: E se converte uma mulher de Fátima e seus filhos.
Nossa Senhora: "Dentro de um ano converter-se-ão". Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Oh! Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria".

Nossa Senhora mostra agora o inferno aos pastorzinhos , que foi o 1º Segredo de Fátima


Bem o segredo consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar.
A primeira foi pois a vista do inferno! Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fôgo que parcia estar debaixo da terra.
Mergulhados em êsse fôgo os demônio s e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d'elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor.
Os demônio s destinguiam-se por formas horríveis e ascrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros.
Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.

Este texto a seguir foi o 2º Segredo de Fátima

Nossa Senhora: "Vistes o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores.
Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração.
Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.
A guerra vai acabar.
Mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.
Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.
Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora dos primeiros Sábados.
Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz.
Se não, espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja.
Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.
Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará.
O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz.
Em Portugal conservar-se-á sempre o dogma da fé .
Isto não o digais a ninguém.
Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo.

Nossa Senhora revela o 3º Segredo de Fátima.

Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.
Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parcia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n'uma luz emensa que é Deus: "algo semelhante a como se vêem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante" um Bispo vestido de Branco "tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre".
Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições.
Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n'êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.
Quando rezardes o terço dizei depois de cada mistério: Oh! meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem".

Lúcia: Vocemecê não me quer mais nada?
Nossa Senhora: "Não, hoje não te quero mais nada".

Comentários da Virgem Maria:

"Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que continueis a rezar o terço todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes pode valer".


"Meus amados filhos, escutai o que vos peço hoje. Pedi àquelas três crianças que voltassem ali no dia 13 do mês seguinte.
Pedi assiduidade, fidelidade ao encontro comigo.
A vós também peço assiduidade e fidelidade aos nossos encontros, não no dia 13 do mês que vem, mas diariamente deveis vir ter comigo. Saio ao vosso encontro todos os dias, vinde, de terço na mão e lançai-vos aos Meus pés.
Lançai-vos nos meus braços.
Não encontrais braços mais amorosos, nem os da vossa mãe da terra.
Como ela e mais que ela, Eu vos acarinharei, consolar-vos-ei nos vossos desgostos, aconselhar-vos-ei nas vossas dificuldades, nas duvidas que tendes, tantas vezes. Confiai em Mim e vinde, diariamente, encontrar-vos comigo no lugar que quiserdes, no lugar que puderdes, pois Eu irei lá, para estar convosco, embora não Me vejais, não sintais no vosso corpo o toque da Minha presença e, por vezes, nem na vossa alma vo-lo deixe sentir, para que não vos apegueis a gostos espirituais e não Me procureis para vos consolardes e gozardes da Minha presença.
Rezar para vos sentirdes muito bem, muito consolados e animados é amar grosseiramente, e amar-vos a vós próprios e não a Mim.
Quero purificar-vos de tais imperfeições.
Quero que me procureis só por Mim, para me honrar, para me mostrardes amor, e, assim, Eu vos levarei um mais puro amor a Jesus, em que O amareis só por Ele, e não pelo que sentis de consolação com o Seu amor.
Meus filhos, não estranheis as vossas distracções durante o terço.
Não estranheis sequer que não vos apeteça rezá-lo.
Tudo isso Eu vos faço passar, para que vejais que sois fracos, e para que o rezeis apenas porque me amais, ou porque me quereis amar.
Basta que sintais pena dessa situação e que não vos acomodeis a ela, procurando lutar para vos manterdes atentos, tantas vezes, quantas vezes notardes que vos distraístes.
Se assim fizerdes, podereis ter a certeza de que rezastes bem, embora, sensivelmente vos pareça o contrário. Não vos fieis meus filhos, nos valores da vossa sensibilidade.
Fiai-vos isso sim, naquilo que vos ensino, naquilo que vos peço, porque Eu, como vossa Mãe e como Rainha do Céu e da Terra, sei o que e melhor para vós, sei o que vos pode salvar, sei o que vos peço. Quereis salvar-vos, meus filhos?
Então fazei o que vos digo.
Tenho razões de sobra para vos pedir o terço, para ligar a ele a paz do mundo, o fim das guerras e a vossa salvação.
Se rezardes o terço, se Me honrardes com ele, alcançareis a paz, porque Eu sou a Rainha da paz, tenho paz para dar, mas não a posso dar a quem só fomenta guerras . Sim, meus filhos, todos vós fomentais guerras.
Fomentais guerras no vosso íntimo, quando discorreis convosco mesmos sobre aquilo que o Senhor vos dá a sofrer, quando comparais a vossa vida com a vida dos vossos irmãos que, à primeira vista, vos parecem mais felizes.
Mas reparai que é só à primeira vista.
Digo-vos que não queirais estar no lugar daqueles que invejais, ou porque sofrem ocultamente coisas que vós não sabeis, ou porque o estado das suas almas é tão deplorável que inspira certos receios.
Fomentais outras guerras no vosso íntimo, com as vossas ambições, os vossos desejos de possuir, de conseguir qualquer coisa; com vosso trabalho desordenado, que não vos dá repouso ao espírito; com aquelas coisas que remoeis interiormente acerca do que vos fizeram ou disseram, sobre a forma como mostrais a vossa zanga, sobre aquilo que ireis dizer ou fazer.
Viveis em guerra contínua no vosso interior e, quantas vezes viveis em guerra com os vossos irmãos, com os vossos companheiros de trabalho e com a vossa família, em choque de opiniões e de ideias, em que nunca quereis ser aquele que cede.
Aprendei a ceder, a sorrir, mesmo quando não gostais de alguma coisa, se ela não prejudica a justiça ou a caridade.
Aprendei a ser pequenos, a viver como criancinhas que ainda não sabem brincar as guerras, que é coisa que os vossos filhos aprendem cedo, pois vós próprios os ensinais, não lhes ocultando as vossas guerras e questões pessoais, deixando-os ver espectáculos de violência e comprando-lhes brinquedos que a essa violência incitam.
E vindes vós falar de paz, como se, com palavras feitas de ideias ocas, se construísse a paz! A paz, meus filhos, constrói-se vivendo-a, espalhando-a com o vosso exemplo.
As únicas palavras que constroem a paz são as da oração virada para o Céu e as da caridade virada para os irmãos.
Por isso vos digo: Rezai o terço todos os dias para alcançar a paz, pois, se rezardes o terço diariamente, com amor, Eu ensinar-vos-ei a espalhar a caridade e derramarei bênçãos de paz sobre vós.
A paz foi-Me dada pelo Senhor do Céu e da Terra.
A paz repousa nas Minhas mãos Sou Eu quem luta com aquele que quer espalhar a guerra entre vós, para que vos destruais mutuamente, para que, como ele, vos enchais de ódio e caiais nas suas mãos.
Recomendo-vos, meus filhos, não vos deixeis levar pelo ódio, pela raiva, nem pelo ressentimento, porque tudo isso são armas de Satanás, que ele põe nas vossas mãos, viradas contra vós próprios.
Eu posso valer-vos, porque sou Aquela que luta e que vence.
Pedi-Me, pelo terço, que venha vencer esta batalha contra o ódio, que venha derramar a Minha paz sobre o mundo pecador.
Posso e quero valer-vos, mas é preciso que vós queirais que vos valha, porque, se não quereis, atais as Minhas mãos e condenais-Me a ver-vos cair, sem remédio, com grande dor da Minha parte. Sois livres.
Não posso violentar a vossa liberdade.
É preciso que mostreis aquilo que quereis, é preciso que o mostreis pela vossa fidelidade e assiduidade. Meus filhos, rezai.
Pedi a paz.
E a vossa Mãe que vos pede, para que vos possa valer, para que possa derramar sobre a Terra a paz de Jesus. Vim a Fátima trazer-vos o remédio para a paz.
Tomai-o, se o quereis, porque é o único remédio de que podeis dispor para a alcançardes.
Acreditai em Mim.
Sou vossa Mãe Nunca vos enganaria. Escutai-Me.
Fazei o que vos digo e alcançareis a paz".

"Continuai a vir aqui todos os meses".


"Meus filhos, a grande maioria de vós não pode estar todos os meses em Fátima, mas aquelas crianças podiam.
Por isso lho pedi.
Eu só peço aquilo que vós podeis fazer.
Não podeis estar todos os meses em Fátima, mas podeis estar comigo todos os dias.
E estais?
Lembrai-vos de Mim, vossa Mãe, viva, olhando por vós tanto quanto Me deixais, pesarosa por não Me deixardes fazer mais. Mais filhos, deixai que vos mostre o Meu Amor de Mãe.
Sabeis o que é uma mãe.
Uma mãe é uma criatura que vive em cuidados com os seus filhos, em cuidados carinhosos, a maior parte das vezes, em cuidados de preocupação, tantas outras, em cuidados de aflição, outras ainda. Assim sou Eu a vosso respeito.
Vivo em cuidados de carinho, dispondo para vós as coisas da melhor maneira a alimentar-vos e educar-vos, a tratar de vós e corrigir-vos, mesmo que estes cuidados carinhosos nem sempre sejam muito do vosso agrado. Pedi às três crianças que continuassem a ir ali todos os meses.
Peço-vos a vós que continueis a vir aqui todos os dias.
Sim, meus filhos, vinde aqui.
Vinde à oração, vinde junto de Mim.
Peço-vos que não rezeis só por rezar, apressadamente, a maior parte das vezes sem pensar em Mim.
Pensai em Mim, invocai-Me, tornai-Me presente, pelas vossas chamadas.
Toda a mãe vem ao chamado do seu filho, e vem ainda mais depressa se ele chamar com força, se estiver em perigo ou doente. Chamai-Me em vosso auxilio.
Chamai, que Eu venho e hei-de acudir-vos na dificuldade em que estiverdes.
Quero hoje marcar encontro convosco, não para todos os meses, mas para todos os dias, para amanhã, para o dia seguinte, para o outro, e assim, sempre, sempre, até à vossa hora final. Meus queridos filhos, não falteis a este encontro.
Não Me façais a indelicadeza de esperar por vós em vão.
Guardai no vosso dia alguns minutos para estar comigo e vereis que ficais com mais paz e mais esclarecidos acerca dos vossos problemas.
Peço-vos que não passeis esses minutos a rezar um terço a correr.
Rezai o terço, se quiserdes, mas com muito amor e com o pensamento em Mim e naquilo que, através dos mistérios, vos quero dizer.
Também podeis, nesses minutos, falar comigo acerca daquilo que sofreis, do que vos aflige, pedindo-Me conselho para as vossas dúvidas.
Se procurardes estar realmente comigo nesses minutos, esclarecer-vos-ei, apontar-vos-ei o caminho a seguir, dar-vos-ei luz para iluminardes a vossa vida, conceder-vos-ei graças na medida da confiança que mostrardes ter em Mim.
Sabeis quanto poder o Senhor pôs nas Minhas mãos?
Não, meus filhos, não sabeis, porque, se soubésseis, não Me largaríeis com os vossos pedidos, com as vossas súplicas de conselho, quando não soubésseis como resolver certos assuntos da vossa vida.
Sabeis quanto amor vos tenho, como é maternal o Meu Coração?
Também não sabeis, porque, se o soubésseis, não Me largaríeis com as vossas palavras de carinho, com os vossos beijos de filhos, com o vosso desejo de Me agradar.
É tudo isso que quero ensinar-vos no vosso encontro diário comigo. Meus filhos, quero dizer-vos ainda que, naqueles dias em que vos encontrardes mal dispostos, não falteis ao encontro.
A vossa Mãe espera-vos e aceita-vos com toda a vossa indisposição.
Terei mesmo muito desejo de resolver o assunto que vos da disposição tão má e tal aborrecimento.
Vinde, mesmo que não saibais o que Me dizer.
Ficai junto de Mim sem dizer nada.
Olhai uma estampa com o Meu rosto.
Eu vos garanto que saireis do nosso encontro com a alma pacificada pela Minha presença. Queridos filhos, este e o Meu pedido para hoje: Encontrai-vos comigo todos os dias.
Vinde todos os dias junto de vossa Mãe.
Vinde para junto de Mim.
Continuai a vir aqui todos os dias.

"Em Outubro vos direi quem sou e farei um milagre que todos hão-de ver para acreditarem".


"Às vezes, meus filhos, demorais muito a entender a Vontade de Deus a vosso respeito.
Quero hoje dizer-vos que não é preciso que a entendais, desde que a aceiteis, porque a Vontade de Deus é sábia e escolhe sempre o melhor para vós, mesmo que tal não vos pareça, nos vossos limitados conhecimentos, sempre comandados pelos vossos gostos e prazeres.
A Vontade de Deus, aquilo que Ele quer de vos, manifesta-se na vossa vida diária, principalmente através do vosso dever, das obrigações que tendes para com os vossos familiares, os vossos superiores, os vossos inferiores, aqueles que convosco convivem e trabalham.
Mas vós estais tão cegos que, muitas vezes, não a quereis ver e reclamais dela, indispondo-vos contra determinações de trabalho, contra deveres familiares, contra acontecimentos que surgem independentemente da vossa vontade e contrariam os vossos gostos, a vossa tranquilidade, essa tranquilidade onde gostaríeis de viver embalados, e da qual o Senhor vos sacode, para que acordeis e façais mais trabalho produtivo para o Seu Reino.
Despertai em vós o espírito de fé, meus filhos, vendo a Vontade do Senhor no vosso dever e nessas coisas que vos surgem.
Aprendei a encarar o vosso dia com olhos de fé e vivereis mais felizes, com mais paz.
Acreditai que sereis mais verdadeiramente homens quando vos ligardes livremente à Vontade de Deus, pois só nessa altura sereis realmente livres, partilhando da liberdade dos filhos de Deus, da liberdade que é d'Ele, e que Ele dá aos que se Lhe entregam.
Não desejeis milagres para acreditar.
Prescindi disso e a vossa recompensa será maior.
Preferi sempre caminhar na fé pura, na fé que nada vê de sensível, mas que acredita, que acredita firmemente na Palavra do Senhor, naquilo que Ele revela, que Ele promete, que Ele pede, sem pedir mais explicações senão as necessárias para melhor executar aquilo que Ele vos pede, que vos dá a fazer, tal como Eu fiz, quando o Anjo Me anunciou que Eu seria a Mãe do Filho de Deus, e Eu apenas quis saber a forma como isso se faria, isto é, o que Eu própria teria que fazer para tal.
Afinal era bem simples.
Nada mais havia a fazer senão aceitar.
Para a maioria das vossas coisas acontece exactamente o mesmo: deveis aceitar aquilo que o Senhor quer fazer.
Habituai-vos, antes de cada trabalho, de cada acção, a perguntar: Que quereis de mim, Senhor?
Como quereis que faça isto?
Como se fará isto?
Umas vezes recebereis luzes para melhor executar a vossa tarefa.
Frequentemente sentireis que a deveis fazer com mais cuidado, com mais diligência, com mais caridade, com mais mortificação.
Outras vezes, sentireis, como Eu, que deveis apenas deixar o Senhor fazer, e não interferir, nem fugir à Sua acção.
Meus filhos, Eu deixei o milagre para o ultimo mês das Minhas visitas a Fátima.
O milagre foi a coroa das Minhas manifestações visíveis.
Com ele terminei, e seria de esperar que, a partir daí, todos acreditassem.
Tal não aconteceu.
A partir daí, muitos se empenharam em destruir a ideia do milagre.
As pessoas que o presenciaram passaram pelo mundo, passaram do mundo.
Que vos resta deste milagre?
Em que é que ele exerce alguma influencia para aumentar a vossa fé?
Ponde estas perguntas a vós próprios, e vede que, na realidade, o milagre passa e a descrença humana fica. Por isso vos digo: Acreditai sem desejar milagres.
Os milagres, muitas vezes, servem para estimular a curiosidade, mas não vos servem para nada, se não modificais as vossas vidas.
Reparai que, quem não quer crer, sempre arranja uma resposta mais ou menos científica para o milagre e, quando não arranja resposta, desculpa-se com a palavra sugestão. Por isso, meus filhos, os milagres são cada vez mais raros, e o Senhor evita-os, não vão eles fazer-vos mais mal do que bem.
Deixai a ideia do milagre, e vivei o dia-a-dia em simplicidade, como Eu vivi, e, também como Eu, amai a Vontade de Deus, obedecei-Lhe, e estareis no caminho certo, no caminho do Amor, no caminho do Céu".

"Sim, melhorá-lo-ei, ou dar-lhe-ei meios de se governar".


"Meus filhos, vós não avaliais bem como sou vossa amiga,; riquezas de Amor que o Meu Imaculado Coração tem para vós porque, se o soubésseis avaliar, teríeis muito mais confiança em Mim, descansaríeis em Mim as vossas preocupações, e os desgostos não vos afectariam tanto, nem chegariam, muitos deles, a afectar-vos porque a vossa confiança em Mim Me faria afastá-los de vós.
Ponde confiança em Mim, como fez esta criança aleijada que Eu tomei ao Meu cuidado, a quem melhorei o suficiente para poder trabalhar no Meu serviço, a quem não deixei faltar os meios de se manter.
Reparai, meus filhos, que Eu não o curei completamente, porque aquela era a cruz em que o Senhor queria que se santificasse, mas tomei-o ao Meu serviço.
Ele nunca reclamou mais do que aquilo que Eu lhe dava, e nunca deixei que lhe faltasse nada do que precisava.
É assim que Eu trato os que confiam em Mim.
Sou uma Mãe muito rica, mas espero a vossa confiança.
A vossa confiança é a medida que encherei para vos dar.
Se a tendes pequenina, recebereis pouco, se a tendes grande, recebereis muito.
Se tendes confiança de filhos, recebereis continuamente e nada vos faltará. Meus filhos, tomai bem atenção ao que vos digo e não deturpeis as Minhas palavras.
Quando vos digo que nada vos faltará, falo dentro das medidas da sobriedade, da modéstia, da temperança, que são as Minhas medidas.
Não Me refiro às vossas ambições tresloucadas, de luxos, de prazeres, de honras, de poder, de dinheiro.
Não vos faltará nada, se aceitais viver à Minha maneira saudável equilibrada e simples.
Se pensais em luxos, em grandezas, em coisas desnecessárias, não conteis que vo-las dê, porque essas coisas iriam desviar de Mim os vossos corações, que entrariam em moleza e se afastariam em desejos de outras coisas, ainda mais absorventes para vós. Se quiserdes ter tudo comigo, tereis de deixar que vos trate como filhos pequenos, abandonar a vossa sabedoria de adultos e deixar que vos ensine, reconhecer que tendes muito a aprender comigo e a reformar nas vossas vidas.
Meus filhos, não façais a figura triste da pessoa que não quer ser corrigida, porque todos vós errais em certas coisas.
Nenhum de vós sabe tudo e, a maioria de vós aventura-se a fazer muitas coisas que não sabe, ofendendo-se quando alguém, mais sabedor, o tenta corrigir. Se quereis ser meus filhos, tereis que passar por humilhações e aceitá-las, deixar que Eu vos ensine pela boca dos vossos superiores e até de irmãos, que vos parecem da mesma categoria ou até inferiores.
Meus filhos, não queirais medir categorias de pessoas, nem fazer juízos sobre elas.
Aproveitai tudo o que, através seja de quem for, chegar até vós, para o vosso aperfeiçoamento.
Se tendes duvida no conselho, procurai uma melhor opinião, mas nunca, nunca reclameis.
Lembrai-vos de que sois os meus filhos pequenos, doentes, aleijados, que Eu quero tratar, curar, empregar em serviço Meu, e aos quais darei tudo o que uma mãe dá ao filho querido que se lhe confia, que vive perto dela, que se reconhece pobre e doente.
Peço-vos hoje confiança em Mim e humildade para aceitardes todos os serviços que Eu vos mandar, mesmo aqueles serviços que não são vistosos. Meus filhos, escutai o Meu segredo: Os serviços, quanto menos vistosos, quanto mais ocultos, mais perto, mais escondidos estarão no Meu Coração.
Tudo é bom para vós, se estais comigo, se aceitais as Minhas normas, se aceitais ser Meus, ser pequenos filhos e ser tratados como tais.
Vivereis em paz, vivereis comigo, como este rapaz, que depois se tornou homem, mas ficou sempre comigo.
Viver comigo vale mais que todas as riquezas, porque viver comigo vos prepara para o Céu que é a maior riqueza, a única riqueza pela qual vale a pena lutar. Quereis viver comigo, meus filhos?
Começai hoje, começai agora a dar-Me a vossa confiança, a vossa obediência, a proceder como filhos, e nada vos faltará".

"Que reze sempre o terço com a família".


"Nunca Me cansarei, queridos filhos, de vos recomendar que rezeis o terço com as vossas famílias. O terço em família é a melhor garantia da Minha presença entre vós, de Me chamardes, de Me levardes a ajudar-vos, a unir-vos.
Aquele que se afasta do terço em família, afasta-se da família e afasta-se de Mim.
Tendes razão para recear pelo membro que se afasta do terço em família, e de, insistentemente, pedir por ele. Pelo terço em família podeis pedir tudo, conseguir tudo.
As minhas mãos estão carregadas de graças para a família que reza junta.
Já são tão poucas as famílias que rezam juntas! Por isso são bem poucas as famílias unidas.
Por isso, cada um procura a satisfação do seu egoísmo Todos se recusam a ceder, porque o orgulho desmedido dita leis entre vós.
Actualmente, as famílias preferem desunir-se a sacrificar-se, cedendo naquilo que agrada ao outro.
Cada um procura a satisfação da sua vontade, do seu gosto, do seu prazer, do seu capricho, e todos acham que ceder é descer.
Há entre vós um desejo de afirmação pessoal que toca as raias do ridículo, porque, por qualquer ninharia emproais o vosso rosto, vos zangais e dizeis "não".
Não vedes, meus filhos, que mais vale dizer sim, e apostar com esse sim na vossa felicidade, do que com o não semear a discórdia, a desunião entre vós?
Não vedes que estais a ser maus para vós próprios, porque vos condenais à infelicidade, aos ressentimentos, as más palavras, a imensos incómodos e a muitos nervos?
E a vossa pobre família?
Como será possível não lhe terdes amor, e sujeitá-la a tantas angustias, a tantas discussões, a tanto mau viver, quando uma cedência ou um silêncio fariam reinar a harmonia entre vós?
Meus filhos, viveis muito mal, porque viveis mergulhados em vós próprios, sem atenção àqueles que vivem convosco.
Muitas vezes sois simpáticos fora de casa, e fazeis sofrer imensamente os vossos familiares com as vossas ideias, a vossa vaidade, o vosso orgulho indomável, que prefere sofrer e fazer sofrer, a dobrar-se. Viveis muito mal, porque partis de princípios errados.
Partis de vida mundana.
Andais manejados pela moda das ideias e por outras modas, conforme elas vão aparecendo.
É a essas modas que vos curvais como servos, incapazes de olhar de frente e dizer "não"! Aprendei a dizer "não"! Não àqueles que dizeis amar e fazeis sofrer tanto com o vosso mau feitio, as vossas opiniões cheias de si próprias e do vosso orgulho.
Aprendei a dizer não à moda das ideias, à moda que vos leva ao individualismo, ao egoísmo, a só pensar em vós, mesmo em coisas de nenhuma ou pouca importância, coisas de que podíeis, facilmente, desistir, e de que desistiríeis, se, realmente, em vós, vivesse o amor. As vossas almas são duras! Vós não amais, meus filhos, fingis que amais.
Não amais os vossos maridos, as vossas esposas, os vossos filhos, os vossos pais, porque estais prontos a deixá-los a menor coisa, quando eles contrariam as vossas vaidades, as vossas opiniões, aquilo a que, orgulhosamente, chamais a vossa afirmação pessoal, que não é outra coisa senão egoísmo, orgulho tão mesquinho, como ridículas são por vezes, as vossas questões O mundo põe-vos diante dos olhos os luxos, coisas que desejaríeis possuir.
Quantas vezes, por essas coisas, começais a desprezar aqueles que mais devíeis amar.
O vosso prazer pessoal põe-vos diante dos olhos pessoas que vos levam a afastamentos, a quebras de amor familiar, tantas vezes a traições e a quebras de vínculos.
Isso não é amor, meus filhos, e apenas egoísmo, concupiscência, tentação a que cedeis, como escravos cegos.
Aprendei comigo, meus filhos.
Tudo isso será curado, se rezardes o terço em família.
Eu vos prometo ajudar-vos a vencer as vossas más tendências, se fizerdes o que vos digo, e prometo estabelecer o amor entre as pessoas de família que conseguirdes juntar.
Todos juntos, rezai por aqueles que não conseguis agregar a vós.
Procurai tratar com amor essas pessoas e acabareis por conquistá-las e viver em paz com elas.
Rezai, meus filhos! Rezai! Reconhecei os vossos erros e rezai.
É a única forma de conseguirdes ser felizes no meio do mundo egoísta em que viveis. Aprendei de Mim o segredo da felicidade para a vossa família.
Ele e só este: a oração em família".

"Que reze o terço; dentro de um ano curar-se-à".


"Meus filhos, reparais como insisto tanto na reza do terço?
Esta e outras curas faço-as depender do terço. Vós podeis perguntar o porquê da cura só dentro de um ano e não imediatamente.
A razão é que a cura imediata iria apenas dar uma alegria a pessoa em questão, que depressa esqueceria a graça e continuaria com a mesma vida de pouca oração, que tinha até aí.
O terço durante um ano gera uma habituação que dará continuidade com fruto.
Além disso, esse ano de espera seria um ano de fé e de esperança que modificaria muito esta alma na sua vida futura, e a levaria a não ter a sua cura como coisa de pouca monta, que facilmente se esquece.
Meus filhos, aprendei que, se quereis curar-vos das vossas enfermidades do corpo ou da alma, tendes que o pedir com paciência e perseverança, como vos ensinam nos Evangelhos os casos de imensas curas. Aprendei que a cura se consegue através da oração, da oração repetida incansavelmente.
Que se canse mais depressa o Senhor de vos ouvir e vos mande a cura, do que vós de a implorar.
O pedido da cura através do terço é a forma mais fácil de a conseguir, porque o terço é uma oração formada por orações bíblicas, orações inspiradas, orações no Espírito.
Vós sabeis, nenhum de vós o põe em dúvida, que só o Espírito Santo sabe rezar bem, porque só o Espírito Santo penetra o pensamento de Deus, o sentir de Deus e desencadeia o Seu poder.
As vossas orações, por muito belas que sejam, se forem apenas feitas por vós, pela vossa inteligência, são muito fracas e não encerram poder. Quando o Espírito Santo reza em vós, a vossa oração torna-se poderosa, porque é a oração de Deus.
E vós, meus filhos, sabeis chamá-lO, para que ele reze em vós?
A grande maioria não sabe, e, mesmo quem pensa saber, como é que tem a certeza de não se enganar, de não estar a fazer a sua própria construção de oração, de estar a pedir o que deve ser pedido?
Meus filhos, quando usais orações bíblicas, orações inspiradas, podeis ter a certeza de falar a linguagem de Deus, de pedir o que deveis.
E por isso que vos aconselho o terço. Não penseis que Deus se cansa dessa oração repetida.
Pensai que o Pai repete uma palavra, o Seu Verbo, desde a eternidade, e essa Palavra deu vida a toda a vida.
Ao rezardes o terço, repetis aquilo que o Céu vos ensinou a rezar.
Usai incansavelmente de tal linguagem, mesmo que, algumas vezes tenhais distracções.
Se não forem de propósito, não têm importância, porque o Espírito Santo rega-as convosco e em vós, dando todo o valor à vossa oração. Tendes um meio tão fácil de mover o poder do Senhor! Usai-o! Mas prestai atenção! Não venhais com exigências de curas rápidas e sujeitai sempre tudo à Vontade de Deus.
A cura será no devido tempo, quando o terço vos tiver educado e habituado a rezar de verdade. Pedi, em primeiro lugar a vossa cura espiritual, porque todos vós precisais muito dela.
Precisais de ver, ouvir e mover-vos naquilo que o Senhor quer de vós.
Precisais de aprender a perdoar e a amar.
Isso só o aprendereis em contacto com Ele na oração.
Por isso, precisais de rezar muito, rezar, rezar.
Tais lições são demoradas de aprender, dada a vossa natural fraqueza e tendência para o mal.
Meus filhos, rezai o terço com continuidade, e vereis as maravilhas, os prodígios que o Senhor fará em vós, seja no que Lhe pedis, seja noutros aspectos da vossa vida. Mais uma vez vos recomendo, rezai o terço com amor, uma vez que é uma oração tão importante.
Rezai-o com respeito, e o Espírito Santo rezará convosco".

"Levo, mas não tenham pressa; Eu bem sei quando o hei-de vir buscar".


"Meus filhos, oiço as vossas preces.
Umas vezes atendo-as, outras não, conforme a fé com que pedis, e conforme aquilo que pedis seja ou não da Vontade de Deus. Muitas vezes pedis, mas, na realidade, não sabeis o que pedis, porque pedis sem reflectir, apenas impulsionados pelos vossos desejos pessoais.
Alguns de vós pedem saúde, êxitos em trabalhos que têm para fazer, dinheiro para certas coisas, pedis para vos livrar de determinados problemas, de algum sofrimento.
Outros, como este homem, pedem para morrer.
Não sabeis a porção de filhos mais, que Me faz este pedido! QUE SABEIS VÓS, MEUS FILHOS, DA VIDA E DA MORTE?
A vida e a morte continuam a ser para vós mistério, no qual o Senhor só deixa penetrar quem Ele quer.
Se nos outros pedidos vos enganais frequentemente, e mais tarde vindes a constatar que afinal pedistes aquilo que não era bom para vós muito mais vos enganais em assunto tão delicado como é a vida e a morte. Que sabeis da vida?
Sabeis muito pouco, diria mesmo que não sabeis nada, porque, se soubésseis, não a destruiríeis, como desgraçadamente fazem tantos de vós! Meus filhos, onde estaríeis se a vossa vida tivesse sido destruída?
Não digais que tal não vos importa, por causa dos sofrimentos que experimentais, porque, se fôsseis postos na eminência da morte, recuperaríeis logo a vontade de viver.
Apesar de tudo quanto sentis e dizeis, viver é aquilo a que estais acostumados e assusta-vos a ideia da experiência da morte. Eu sei, meus filhos, que, por vezes, o sofrimento vos faz perder o raciocínio e a firmeza de vontade.
Por isso, deveis preparar-vos nas épocas em que não sofreis, ou em que sofreis menos, para encarar esses sofrimentos extremos, por uma vida de entrega à Vontade de Deus e de união com Jesus. Se durante o bom tempo o agricultor passar as horas a divertir-se e não colher nada, que fará ele durante o mau tempo?
Assim vós, também, no tempo bom, quando não estais doentes, ou quando as vossas dores não vos afligem muito, quando os problemas não são grandes, armazenai grandes doses de oração, de piedade, de união com Deus e comigo porque elas hão-de fazer-vos falta para vos segurar bem durante as tempestades, como fazem os marinheiros que se amarram para não serem arrastados pelo temporal.
E por que pedis, por vezes, a morte para findar os vossos sofrimentos ou os dos vossos familiares?
Se a vida vos continua no meio das dores, é porque elas vos fazem falta para a vossa purificação.
Asseguro-vos de que no Purgatório desejaríeis que a vossa vida de sofrimento se tivesse prolongado mais, porque, por muito duro que esse sofrimento seja, é sempre muito menor do que o que ali se sente, principalmente por vos verdes privados de Deus. Quando dizeis que alguém, finalmente, descansou, porque morreu, também não sabeis do que estais falando, porque a grande maioria não está a descansar, mas a sofrer ainda mais.
E não porque Deus os queira a sofrer, mas porque eles próprios se afastam e se lançam na purificação dolorosa, pois não podem suportar a presença puríssima e gloriosa do Senhor, diante das misérias e impurezas que trazem da Terra.
Não peçais a morte, nem para vós, nem para os vossos.
Preparai-vos e preparai-os, isso sim, para chegarem ao fim o mais puros possível.
Isso só se consegue através da aceitação da Vontade de Deus em amor, e compunção humilde pelas suas faltas. Sim, meus filhos, Eu sei quando vos hei-de vir buscar.
Desejai que Eu vos venha buscar, mas só no tempo devido, no fim daquele tempo que vos foi dado.
Desejai aproveitar bem o tempo.
Aproveitai-o verdadeiramente, fazei-o render com actos de amor, com entrega, abandono total à Vontade do Senhor, a fim de que ao lado de cá possais chegar com a pureza necessária, para mergulhardes para sempre nos Seus braços".

Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:


Oh! Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria".
"Sacrifício, pedi sacrifício pelos pecadores! Tendes de vos sacrificar uns pelos outros, porque todos vós sois pecadores, todos precisais de esforço, de reparação.
Como Jesus, que Se sacrificou por todos vós, não sofreu por si mas por vós, é preciso que vos sacrifiqueis pelos vossos irmãos, e o Senhor suscitará alguém que se sacrifique por vós.
Sacrificardes-vos por vós próprios, será um sacrifício bastante eivado de amor próprio, de interesse pessoal, de ideia de lucro, que tira ao sacrifício muito da sua pureza e, portanto, do seu valor. E melhor, mais valioso, porque mais mergulhado na caridade que apaga todo o pecado, o sacrifício feito pelos irmãos, em reparação, em intercessão, feito por amor de Jesus, que Se sacrificou por todos, no desejo de que todos se salvassem, e cuja maior dor foi saber que, para muitos, tal sacrifício seria em vão e que os seus filhos, os seus queridos filhinhos, O rejeitariam e d'Ele se afastariam para sempre, apesar de tudo o que por eles fizera e sofrera. Jesus executou a obra da Salvação, mas não vos tirou a liberdade de opção.
Cabe-vos a vós aceitar a salvação que Jesus vos trouxe ou rejeitá-la.
Muitos a rejeitam, mas essa rejeição pode ser dissolvida, como cristais de sal, na água da vossa oração e do vosso sacrifício.
Quanto maior for o cristal de sal, mais difícil é de dissolver e mais água requer.
Quanto mais quente tiverdes a vossa água, mais fácil será essa tarefa. Não há conversões impossíveis, meus filhos.
Há, simplesmente, pouca oração, porque vós cansais-vos de rezar, e ainda vos cansais mais depressa de fazer sacrifícios.
Ao fim de algum tempo, pensais que não vale a pena cansar-vos com tal pessoa, que vos parece dura de comover, dura de entender.
Achais que já não muda de vida, e largais da mão esse meu filho, que assim ficará mais empedernido, mais vulnerável, porque não tem quem reze por ele, quem por ele se sacrifique.
E assim se têm perdido muitos irmãos vossos, enquanto vos afundais na moleza do vosso descanso, na dissipação das vossas distracções. Enquanto descansais, enquanto vos divertis, enquanto procurais os vossos prazeres, os vossos gostos, por vezes tão mesquinhos quanto dispensáveis, pensais que se está a jogar e a resolver o destino eterno de muitos irmãos vossos?
Enquanto perdeis tempo, muitos filhos meus estão perdendo a felicidade eterna.
Dos Meus olhos correm lágrimas de Mãe que vê os filhos caírem no abismo, sem lhes poder valer, porque eles não querem. Apelo para vós.
Lançai sobre os vossos irmãos ondas e ondas de oração, ondas e ondas de sacrifício.
Lembrai-vos desse trabalho importante.
Não percais tempo! O Coração de Jesus e o Meu Coração esperam a vossa oração reparadora, para as brechas que as infidelidades e os pecados fazem no edifício da salvação; esperam o vosso sacrifício, principalmente o sacrifício da aceitação do vosso dever, da Vontade de Deus a vosso respeito para, com esse cimento, ajudar a erguer os vacilantes e os que caem, para, com essa lança de dor, furar a couraça dura dos renitentes. O Coração de Jesus e o Meu Coração esperam que os filhos nos mostrem o seu amor, o amor que dizem ter, mas que não provam por actos.
Provai com actos o vosso amor, e com ele consolareis os nossos Corações, entristecidos com as mágoas que nos dão aqueles que não querem crer, que não querem aceitar a Salvação, aqueles cuja boca só se abre para dizer coisas desagradáveis a nosso respeito. Dizei-nos vós coisas belas.
Enchei com as vossas palavras de amor os nossos ouvidos, procurando ultrapassar com elas o ruído, o clamor das Blasfêmias . É essa a função de todos vós.
É vocação para todos.
É aquilo que hoje vos peço, e que peço, não só para fazerdes hoje, mas para fazerdes mais e mais, todos os dias da vossa vida, procurando ultrapassar o amor que demonstrastes no dia anterior, ultrapassar as provas que já destes desse amor. Dai-nos amor.
Recebereis em troca o Meu Amor de Mãe e o Amor infinito de Jesus".

"Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores".


"Pobres pecadores, pobres filhos! Desejaria não ter que falar sobre este assunto.
E de todos os assuntos que se referem aos meus filhos aquele de que mais Me custa falar, porque ele trata de um mal tão grande, como nunca houve outro semelhante, nem poderá haver no futuro.
Todos os males que receais, todos os males que vos aconteceram, todo o sofrimento que experimentastes, aquele que temeis e a que tentais fugir, não é nem uma pálida sombra do sofrimento horrível, do pavor que experimentam as pobres almas que escolhem o inferno. Sim, meus filhos, o inferno sois vós que o escolheis.
Nunca o nosso Deus para lá vos mandaria se vós não quisésseis, se tivésseis o menor vislumbre de arrependimento antes de morrerdes.
Mas vós sabeis, sabeis muito bem que a morte surge, muitas vezes, quando não pensais, e que os minutos, as horas que precedem a morte são, a maior parte das vezes, de inconsciência, tornando-se muito difícil a consciência de conversão e arrependimento, se a tal não estiverdes, anteriormente, inclinados.
Deveis, meus filhos, rezar muito pelos moribundos, pois esses momentos finais não são fáceis, e a pobre alma tem muita dificuldade em reunir energias para tomar resoluções, decisões diferentes daquelas pelas quais tinha optado durante a vida.
Os vossos irmãos precisam, nesses momentos, de todo o apoio que lhes puderdes dar, mesmo sem os conhecerdes, sem estardes junto deles.
As vossas orações chegam lá, vão sustentar, amparar as almas em maiores dificuldades, conquistar-lhes alguma lucidez, alguma luz, alguma força, para resistir aos ataques finais do inimigo, que as procura cegar, desorientar, adormentar.
Nessa inconsciência, quantos lhe caem, como folhas secas, no abismo negro em que ele, que foi anjo da luz, agora habita.
Meus filhos, que nenhum de vós se sinta salvo, por causa do vosso bom génio, das virtudes que pensais ter, das graças que recebestes do Senhor, até dos dons que tenhais, ou que pensais que tendes.
Se este anjo tão inteligente, tão iluminado, caiu, vós também podeis cair, como têm caído muitos, mais sábios, mais iluminados que vós. Confiai no Senhor, que vos quer salvar, e humilhai-vos, pedindo-Lhe a graça da Sua Salvação.
Humilhai-vos, meus filhos, não tenhais receio de vos humilhar, humilhai-vos perante o Senhor, servindo-O, aceitando como serviço d'Ele, todo o pequeno dever que, por vezes, vos aborrece.
Humilhai-vos perante os vossos irmãos considerando-os sempre melhores que vós, porque não vedes o segredo das suas almas.
Humilhai-vos, ajudando-os em tudo o que vos for possível, considerando-vos servos do Senhor e servos dos vossos irmãos que são seus filhos.
Humilhai-vos perante vós próprios, no reconhecimento das vossas culpas, sem procurar desculpas para elas, pois a única desculpa que tendes é a de serdes fracos e miseráveis.
Humilhai-vos, meus filhos, porque não vão almas humildes para o inferno.
A humildade não entra lá, porque o inferno não é morada para os humildes, mas para aqueles que não querem servir, que não se humilham.
Humilhai-vos, meus filhos, é a vossa Mãe que vos pede, porque, com a humildade, estareis acumulando valores de salvação que vos disporão bem a alma para a vossa hora final, seja ela como for.
Não receeis humilhar-vos, mesmo que vos doa.
É uma dor preciosa, uma dor que faz bem, uma dor de salvação.
Não vos mostro o inferno, a vós, filhos queridos.
É preciso graças muito especiais para o ver e não morrer de susto.
Vós não precisais de ver esse espectáculo horrível, que Eu mostrei àquelas crianças, por causa da sua missão.
Vós precisais apenas de tomar atenção às Minhas palavras, de seguir os Meus conselhos, porque, se os seguirdes como deveis, não caireis lá.
Filhos muito amados, o Meu Coração confrange-se de dor perante o espectáculo dos filhos que se perdem, e dos outros, que vejo, em vida, para lá se encaminharem.
Não queirais ser desse numero.
Mudai de vida.
Fugi a esses pecados que vos escravizam.
Fugi a essa descrença, que vos faz sorrir, com cepticismo às Minhas manifestações.
Fugi à desobediência ao vosso dever.
Fugi às invejas e aos desentendimentos com o próximo.
Fugi às seduções do mundo, aos desejos do luxo, do prazer.
Fugi às seduções das modas licenciosas.
Fugi a tudo que contrarie a Lei de Deus. Humilhai-vos nas misérias que vedes em vós e, do fundo dessa miséria, confiai, porque o Senhor salva os humildes.
Meus filhos, escutai o Meu segredo: Quanto mais vos humilhardes no vosso nada, no vosso dever, perante o Senhor, mais facilmente vos salvareis.
Fazei o que vos ensino, porque vos espera uma eternidade, porque o tempo de agora passa depressa, e o outro não passa mais, porque é eterno.
Nesta eternidade, esperam-vos os Meus braços amorosos, de Mãe ansiosa de vos consolar dos vossos sofrimentos actuais. Trabalhai agora, que é bem pouco, para depois ficardes comigo.
Espero-vos".

Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração.


"Meus filhos, a devoção ao Meu Coração é uma devoção salvadora.
Vede se compreendeis que não se trata de uma pequena devoção, mais ou menos terna, mais ou menos piegas, própria para quem não sabe mais.
A devoção ao Meu Imaculado Coração é uma grande devoção, é a devoção para estes tempos, devoção que Eu vim anunciar no princípio do século, pedi vários anos depois, e ainda não é bem compreendida, nem bem praticada. E, no entanto, se a praticásseis como devíeis, não cairíeis tão facilmente no pecado, não correria a vossa alma tantos perigos, porque estaríeis mais perto de Mim, e escutaríeis com vontade mais atenta e mais dócil, os Meus conselhos. A devoção ao Meu Coração é uma dedicação total a Mim, para, através de Mim, encontrardes Jesus, e, por Ele, irdes ao Pai, vosso fim ultimo, vossa única razão de existir. A devoção ao Meu Coração é uma entrega total àquilo que vos peço, que vos digo, que vos ensino. Peço-vos a confissão mensal.
Pensais que é muito, meus filhos? Quantas vezes tomais banho durante o mês?
Escutai a vossa Mãe que é sábia, primeiro por ser Imaculada, depois por estar mais perto de Deus que os Anjos, e, por isso, ver na Sua luz as vossas manchas, os perigos que correis, tudo o que fazeis.
Digo-vos, Eu que sei, que a vossa alma se suja muito mais facilmente que o vosso corpo, que ela precisa igualmente de higiene e que, normalmente, todos vós cheirais muito mal das sujidades que deixais permanecer nas vossas almas.
Queridos filhos, vós estais tão acostumados a fazer essas coisas, a dizer essas palavras fortes, a preguiçar no vosso trabalho, a ver espectáculos que ofendem a moral, a dizer mentiras, a arreliar-vos com os vossos irmãos, a remoer nas ofensas, a ambicionar vaidades, cargos, posições, tantas, tantas coisas que fazeis, para já não falar das vezes que faltais aos Mandamentos da Lei de Deus em matéria grave, em impurezas, escândalos, invejas, rapinas.
Meus filhos, por que fazeis vós tantas pequenas rapinas no vosso trabalho? Podem não ser coisas grandes, não ser grave, mas suja-vos e mostra a indelicadeza, o embotamento da vossa consciência. E vós, que vos dizeis católicos e faltais à Missa ao domingo, onde está o vosso amor a Deus? Todas estas coisas e muitas outras que fazeis todos os dias, vos sujam e exalam cheiro desagradável.
Concordai que limpá-las uma vez por mês é um mínimo que vos peço, para não vos acontecer adoecerdes gravemente, em contacto com tanta sujidade, que vos transforma em seres semelhantes àqueles que, por vezes, encontrais na rua, tão sujos que deles vos afastais.
Eles acostumaram-se à sujidade que trazem em cima de si.
Já não reparam, desleixaram-se da sua aparência, e a sua esperança de vida é fraca. O mesmo acontece às vossas almas, se não tratais de as purificar minimamente.
E por isso que vos peço a confissão mensal, para honrardes o Meu Coração Imaculado.
Vede lá se teríeis coragem de ir, cobertos de imundícies, abraçar a vossa mãe da terra que vos sorri lavada e perfumada. Para contactardes comigo também deveis estar limpos e o vosso cuidado deveria ser limpar-vos mais vezes ainda, para Me agradardes.
Aquele, entre vós, que Me quiser agradar, que Me quiser dar abraços de filhos, aconselho uma confissão mais frequente que a mensal, mas, se praticardes a mensal, já cumpris aquilo que o Meu Coração vos pede, e neste caminho, com o tempo, ireis entendendo mais, e tornar-vos-eis mais exigentes convosco. Peço-vos a comunhão e a confissão reparadoras, porque as fazeis por Me amardes, porque Eu vo-lo peço, porque o Meu Coração está amargurado e ofendido com tantos filhos, que se afastam do caminho, que ofendem o Senhor gravemente e não se arrependem, e que, em vez de ouvirem os Meus conselhos, falam mal de Mim, espalham erros a Meu respeito, qual deles o mais grave.
Que pensaríeis de filhos que difamassem a própria mãe? Se da vossa própria mãe se tratasse, procuraríeis que ela nem o soubesse, e trataríeis de, vós próprios, lhe dar mais provas de carinho, para a consolar do mau comportamento desses pobres irmãos.
É isso que vos peço, meus filhos, pois, com o vosso amor, tapais as faltas deles, e pondes em movimento o mecanismo do Amor que os converterá. Peco-vos quinze minutos de companhia, meditando os mistérios do Rosário.
Algum de vós pode achar muito, fazer por mês quinze minutos de companhia à Mãe? Se pensardes nisso, vereis e sentireis necessidade de aumentar esse tempo e fazer essas visitas muito mais vezes. Peco-vos o terço.
Já vo-lo pedi tantas vezes e muitos de vos ainda não o dão, ou dão-no de má vontade.
Já vos expliquei a necessidade que tendes do terço e o seu valor.
Ponde-o em prática, meus filhos, como Eu vos ensinei, e sereis vós próprios os primeiros beneficiados.
É pouco o que vos peço, reconhecei-o, mas, com este pouco, espero ir tocando os vossos corações, e ir conseguindo que vos chegueis mais a Mim. Chegados a Mim, ajudar-Me-eis na salvação dos vossos irmãos em perigo de perdição.
E por isso que a devoção ao Meu Coração Imaculado é devoção que vos entrega a Mim, e salva almas. Compreendeis agora por que Deus quer estabelecer a devoção ao Meus Imaculado Coração? Compreendeis como, através dela, podereis ajudar na obra da Salvação? Então ponde-a em prática e a vossa própria salvação ficará assegurada".

Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.


"Algum de vós poderá duvidar, meus filhos, de que, se fizerdes aquilo que Eu vos disser, as almas se salvarão? Aquilo que vos digo e ciência de salvação e, se o puserdes em prática.
salvar-vos-eis, certamente. Sou a Mãe que sabe todos os segredos da Salvação, todos os segredos da Santidade. A Santidade, seja qual for a forma que apresente, não tem mistérios para Mim.
A vossa vida, por dura que vos pareça, é para Mim fácil de resolver.
Mas não posso, não devo ser Eu a resolver as vossas vidas.
Sois vós que deveis fazê-lo.
Mas Eu sei a forma como o fareis com facilidade, com utilidade, transformando tudo o que vos aflige em frutos de salvação, em tesouros que acumulareis para a eternidade, que é o futuro para o qual caminhais. Fazei o que vos digo, o que vos recomendo, e salvar-vos-eis.
Além disso, ajudareis a salvar muitas outras almas, porque uma alma que se santifica dá a mão a muitas almas irmãs, e ajuda-as na subida. A vossa vida, meus filhos, é um caminho por onde seguis em fila, de mão dada.
Os que sobem, amparam aqueles que a eles se agarram; os que caem, arrastam outros na queda.
Os que se perdem, puxam alguns irmãos para o abismo. E preciso fortalecer a fila, puxar pelos que se deixaram arrastar na queda.
Para isso tendes que fazer algumas coisas, e, muitas vezes, perguntais o quê.
E bem simples, meus filhos, tendes que fazer aquilo que Eu vos digo. Eu digo-vos que rezeis.
É sempre o ponto em que mais insisto, porque é o ponto de partida.
Quem não reza, dificilmente conseguirá dar passos sem cair, porque se encontra totalmente enfraquecido.
Se rezais, alimentais-vos, encostais-vos a Mim, que sou a Mãe forte que vos segura, que não vos deixará cair, que vos coloca nos braços de Jesus, ao abrigo dos perigos.
Digo-vos que frequenteis os sacramentos, porque eles purificam e fortalecem.
Com a oração e os sacramentos, meus filhos, sereis muito fortes, porque além de vos escorardes em Jesus, colocais Jesus em vós, e Jesus é sempre Aquele que é forte, que tem poder.
Jesus é invencível, e, unidos a Ele, será Ele que vencerá os vossos combates.
Unidos a Jesus, tendes o Céu convosco, viveis em salvação. Digo-vos, meus filhos, que cumprais a Vontade de Deus, porque, se a cumprirdes, tendes a batalha vencida, o Céu ganho, uma vez que a Vontade do Senhor é que todos vos salveis.
Por isso, tudo preparou para vos facilitar a caminhada.
Pelos Seus Mandamentos apontou-vos o caminho que, se assim não fosse, desconheceríeis totalmente.
A Sua Vontade dá-vos todos os dias o material de trabalho para a vossa tarefa de salvação.
Aceitai-o das mãos d'Ele, com amor, mesmo que, à primeira vista, não vos agrade, vos pareça inferior ou menos vistoso que o dos vossos irmãos. Aceitai-o porque é o que de melhor o Senhor arranjou para aquilo que precisais de fazer, na ordem da salvação, da santificação pessoal e da salvação dos vossos irmãos. Amparados por Jesus e por Mim, aceitando a Vontade d'Ele, deixando de O ofender, tereis confiança e paz. Perdeis a paz pela insegurança em que viveis, por desejardes muitas coisas, algumas das quais até nem são boas para vós, ou não o são de todo.
Outras poderão ser boas, mas não estarem no momento ou na situação certa.
E vós viveis atormentados com esses desejos inúteis. Se aceitardes de coração a Vontade do Senhor, guiar-vos-eis inteiramente por ela, descansareis na Vontade d'Ele e vivereis em paz A própria paz do mundo será o prémio que o Senhor dará a quem proceder de acordo com a Vontade d'Ele, a quem fizer aquilo que Eu digo. Sei o que digo, meus filhos, escutai-Me. A hora em que viveis é grave.
Não deixeis por mais tempo de pôr em prática as Minhas recomendações, porque vos espreitam grandes perigos. Fazei o que vos digo, meus filhos, convertei-vos, rezai, rezai, rezai muito, aproximai-vos frequentemente dos sacramentos, fazei a Vontade de Deus.
Em troca, Eu vos prometo a paz, Eu vos prometo a salvação".

A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.


"Meus filhos, aprendei a escutar-Me quando vos falo.
Falo-vos de tantas formas, mas não Me escutais.
Se Me escutásseis havíeis de mudar as vossas vidas, e não mudais.
Nunca mudais! Continuais a dar mais importância à vossa comodidade, àquilo que vos agrada, a vaidade sob qualquer aspecto, às vossas ambições pessoais, ao vosso prazer. Tomai conta que, acima de qualquer interesse vosso, deve estar sempre a Vontade de Deus, que deve ser por vós prontamente aceite, prontamente cumprida. Escutai-Me quando vos digo: Tende cuidado! Tende cuidado com o que fazeis, com as intenções do vosso coração, porque o que está dentro do coração é que realmente interessa e não as palavras que vos sobem aos lábios.
Quantas palavras enganadoras vos escuto! Quantas palavras bonitas dizeis aos vossos irmãos, quando o vosso coração está longe, ruminando os seus egoísmos! E o vosso coração que Eu quero, porque é no vosso coração que se travam as lutas da vossa guerra, daquela guerra que todos tendes de travar para conquistar o Céu. Se vos deixardes guiar por Mim, as vossas pequenas guerras terminarão uma após outra.
Sempre tereis algumas lutas, mas, na Minha companhia, com a Minha poderosa ajuda, haveis de as vencer todas, e vivereis em paz. A guerra começa sempre pelo choque de interesses.
A vossa guerra interior também resulta do choque entre os interesses de Deus, manifestados pela Sua Vontade, e os interesses do vosso inimigo e do próprio mundo.
Tendes também permanentemente guerra com os interesses do vosso egoísmo e da vossa carne. Meus pobres filhos, embrenhados em tantas lutas! Meus pobres filhos, constantemente feridos, tão cansados que, por vezes, já nem força têm para segurar as armas que lhes garantem a vitória.
E assim que as deixais cair.
É assim que abandonais a oração, que a descurais e substituís por coisas que tendes para fazer.
É assim que encheis a imaginação, o pensamento, de coisas inúteis, que parecem não fazer mal, mas são pesos que vos carregam e mais vos enfraquecem! Queridos filhos, que vedes tão pouco! Reparai que, quando cedeis às tentações e ofendeis a Deus, reacende-se a vossa guerra, e caís vítimas dos vossos descuidos. A ofensa a Deus é sempre uma luta perdida por vós, é sempre o início de novas investidas, de novas guerras. As guerras em que o mundo se debate, em que tantos sofrem e morrem, são o espelho da guerra que em vós transportais.
Meditai um pouco nos horrores de uma guerra, e depois vede isso tudo dentro de vós, quando deixais que ela progrida no vosso interior, quando não tratais de a vencer, de a apagar com o Amor de Deus. Vós só pensais nas guerras do mundo.
Garanto-vos que a vossa guerra intima em nada lhe fica atrás e que, se pudésseis ver no vosso interior, ficaríeis horrorizados com os estragos e o sofrimento que ela faz nas vossas almas, quando deixais que alastre, quando vos expondes a ela, quando por ela vos deixais seduzir, como loucos que se lançam ao fogo, porque o fogo brilha. Meus filhos, a ofensa a Deus produz a guerra no mundo, não porque Deus queira a guerra, mas porque vós a quereis, porque vos a provocais.
A própria guerra é uma ofensa a Deus, porque nela se chocam os egoísmos, os vícios, as maldades, porque, por ela, sofrem os inocentes. Anos e anos o nosso Deus reprime e evita muitas guerras prestes a explodir, mas o vosso pecado fá-lO, por vezes, deixar que experimenteis, que proveis essa amargura. Não estranheis, meus filhos, Eu ter dito que recomeçaria nova guerra no reinado de Pio XI, quando afinal começou no reinado de Pio XII.
Ela teria, efectivamente começado no reinado de Pio XI, se não fossem algumas almas que rezaram e se sacrificaram para que fosse atrasada ou evitada.
Não foi evitada, porque a vontade dos homens se manifestou, firmemente, com a liberdade que Deus lhe deu, e as almas orantes não foram suficientes para abafar essa vontade deformada e maldosa. Muitas outras guerras tem eclodido aqui e ali, pelo vosso mundo, por vontade dos homens, mas o Senhor tem impedido outra guerra mundial, que seria catastrófica para vós, dada a alta tecnologia de que dispondes e de que tão mau uso fazeis. O Senhor tem-na impedido, esperando pelo arrependimento de muitos filhos, e pela oração e sacrifício daqueles que se dizem Seus. Meus filhos, até quando esperará e evitará que vos lanceis fratricidamente uns contra os outros, por todo o mundo? Os que estão longe não se aproximam.
Os pecadores não se arrependem.
Os filhos orantes cansam-se, e alguns voltam-se para o pecado também, como um caminho mais sedutor. Como impedir que se percam aqueles que hoje dizem pertencer ao Senhor, e amanhã talvez O atraiçoem como tantos outros? Estou preocupada, meus filhos, porque vejo já muito poucas saídas para vós, porque vós próprios fechastes as que estavam abertas e serviram para salvação de tantos.
Fechaste-as com a vossa permissão à imoralidade, com o vosso fechar de olhos a toda a maldade camuflada, com a vossa permissividade e aceitação de tudo o que deixais entrar nas vossas casas e nas vossas vidas.
Fechaste-as com o vosso respeito humano, a vergonha de proclamar a vossa fé na roda dos amigos, pela vossa facilidade em descuidar a oração. Filhos queridos, é uma Mãe preocupada que se vos dirige e vos pede que tenhais cuidado, que deixeis de ofender a Deus e vos agarreis à oração, porque, com a oração feita todos os dias, vos podeis salvar.
Rezai para evitardes as guerras íntimas.
Rezai para evitardes as guerras no vosso mundo. A oração é a arma que neutraliza a guerra.
Usai-a.
Usai-a com cuidado, com valentia, com sabedoria.
Usai-a sob a minha direcção e vencereis".

Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.


"Queridos filhos, é preciso que escuteis a Minha voz, voz de Mãe aflita, de Mãe angustiada pelas preocupações, que vos avisa antecipadamente dos males que vós provocais e que sobre vós vão cair.
O grande problema é que não Me escutais. Por todo o mundo ando a avisar os meus filhos, para que a tempo se arrependam, mudem de vida e, por vezes, do lugar onde vivem.
Mas os ouvidos da maioria de vós estão fechados.
Não atendeis o que vos digo, e muitos ainda troçam ou pretendem impedir-Me de falar, como se uma Mãe não tivesse sempre o direito de falar aos filhos e de os avisar enquanto é tempo de se salvarem. Também aqui, em Portugal, avisei.
Primeiro avisei sobre o que deveriam fazer para afastar a guerra.
Depois avisei sobre o sinal pelo qual irieis conhecer a sua proximidade. Como vós sois, meus filhos! Não tardaram muitos de vós a tentar encontrar explicações naturais para este fenómeno.
Mas os verdadeiros cientistas, aqueles que procuram a ciência verdadeira, e não falsas capas de ciência para taparem os prodígios de Deus, esses viram bem que não se tratava de um fenómeno normal. Encheis os ouvidos com qualquer coisa.
Acreditais em tudo o que se diz, e isso é um grande mal, em que sois vós próprios e as vossas famílias os principais prejudicados. Aprendei meus filhos, a não acreditar em tudo indiscriminadamente.
Aprendei a separar a verdade do erro.
Aprendei a discernir.
Só Eu vos posso ensinar estes segredos facilmente, porque o Senhor Me deu a facilidade do discernimento e Me colocou no vosso caminho como Mãe Mestra, condutora da vossa viagem Sou Mulher, sou humana, sou uma de vós, sou vossa compatriota Em terra estrangeira confia-se mais num compatriota bem relacionado, que em qualquer estrangeiro desconhecido. Vós também estais em terra alheia.
Não é aqui a vossa Pátria, mas encontrais uma compatriota que convive com o Rei.
E vindes a descobrir que esta compatriota também é vossa Mãe.
Que mais quereis, meus filhos? Tendes nas mãos a realização da felicidade.
Tendes em Mim quem vos ajudará a conseguir tudo, desde que não seja assaltar o palácio do Rei, roubar as Suas riquezas, desde que não seja rebolar-vos pela lama das ruas. Sim, meus filhos, muitos de vós gostam de rebolar-se na lama.
Tendes, na realidade, gostos estranhos.
Sou vossa compatriota e vossa Mãe, mas vós não vos pareceis comigo no que se refere a gostos e a preferências.
Tendes os gostos difíceis de entender para quem vive na Luz, porque vós viveis nas trevas, e nessas trevas, muitas vezes caís, vos magoais, vos sujais. Nada percebeis destas trevas, desta terra estrangeira, onde os estranhos facilmente vos enganam, dando às coisas e às próprias palavras significados falsos. Escutai-Me e Eu vos ensinarei a verdadeira língua deste Reino, e então entendereis os embustes com que vos tendes deixado enganar.
Escutai-Me e tomai atenção aos Meus avisos e às luzes que vos mando, aos sinais que vos envio para conhecerdes onde estais e para fugirdes e, se vos for possível, neutralizardes os males, que tantas vezes atraís. Prestai-Me atenção por respeito, por amor, e Eu vos irei ajudando a ver cada vez melhor no caminho difícil que tendes que trilhar e que vos levará ao palácio do Rei, na vossa Pátria verdadeira, onde Eu também estou à vossa espera, ansiosa por vos abraçar".

Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora, nos primeiros sábados.


"Meus filhos, sou uma Mãe que pede.
Muito raramente vos mando alguma coisa.
Só peço.
Vós fazeis como quereis.
Umas vezes obedeceis-Me, outras não.
A maior parte das vezes fazeis de conta que aquilo que vos digo não vos diz respeito, que não e para vos, mas para outros.
E assim desperdiçais os Meus conselhos, com graves prejuízos para todos vós. Reparai no que aqui vos digo: "Para impedir a guerra, virei pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados".
Quem tomou atenção ao Meu pedido? Quem obedeceu? Ai, meus filhos! O que vós sofreis pela vossa inconsciência, pela vossa falta de cuidado! Passais pelo mundo, descuidados, sem atenção ao que realmente é importante, preocupando-vos só com coisas transitórias e fúteis! Viveis como se nada mais houvesse que o vosso mundo presente, como se a vossa vida na Terra devesse durar para sempre.
Tomais a peito coisas que nada valem, empenhais-vos nelas, lutais e sofreis por elas! Tendes os olhos fechados para os verdadeiros valores e viveis como se a verdade não existisse. Abri os vossos olhos, meus filhos! Vede que a vossa vida só existe como caminhada para a vida verdadeira.
Reconhecei que não vale a pena perder esse tempo, que vos é dado, com tanta briga, tanta confusão, tanta futilidade.
Abri os olhos e vede os vossos erros.
Vede como é transitório tudo aquilo de que fazeis gala.
Vede como é transitória a beleza, a juventude, a vida. A verdade, a verdadeira vida, a verdadeira beleza e juventude, ficam para lá daquilo que vêem os vossos olhos carnais, mas podeis atingi-lo com os olhos espirituais que Deus vos deu, mas que teimais em trazer fechados, deixando que o mundo e as mas tendências tomem conta de vós. É por viverdes com os olhos fechados que, muitas vezes, frequentais a igreja, ides a Fátima, frequentais até grupos de oração, fazeis retiros, mas não modificais as vossas vidas.
Continuais a pensar da mesma maneira, porque não consentis em alterar o vosso pensamento.
Continuais a dizer as mesmas coisas, a fazer o mesmo que fazíeis anteriormente.
Procedeis exactamente como se não fizésseis esses retiros, como se não frequentásseis essas orações. Meus filhos, não é fazendo muitas coisas que fareis o que é bom.
Só fareis o que é bom, quando consentirdes em abrir os olhos aos verdadeiros valores, quando acreditardes realmente naquilo que vos diz Jesus nos Evangelhos, quando aceitardes as Minhas palavras de Mãe, que vos querem alertar e sacudir da letargia do pecado e da indiferença em que o mundo mergulhou. A consagração da Rússia seria o sinal do abrir dos olhos para o problema do mundo.
Não foi feita a seu tempo e a guerra estalou como castanha nas mãos de criança que, imprudentemente fecha os olhos e lança as mãos às brasas.
Não só a castanha, as próprias brasas queimaram a criança, as labaredas cresceram e envolveram-na antes que ela abrisse os olhos. Esta criança sois vós.
Continuais na vossa imprudência, metendo as mãos nas brasas, esperando tirar castanhas assadas sem vos queimardes.
Mas, como não abris os olhos, os vossos dedos queimam-se e nada agarrais senão dor. Foi feita a consagração da Rússia, no meio dos sorrisos irónicos de muitos.
O resultado viu-se em breve com a queda da sua política, com a libertação dos países oprimidos. Mas nem tudo está feito, meus filhos.
O resto da tarefa é vossa.
Assim como houve sorrisos irónicos à consagração da Rússia, também há sorrisos irónicos pela devoção dos primeiros sábados.
Mas, se a praticardes, vereis a queda do pecado que governa o mundo, como vistes a derrocada do governo comunista. Aquela devoção que agora vos parece de pouco interesse, de pouco valor, como mais uma a juntar a outras, e que nem sabeis bem para que servirá, será aquela que levará ao abrir dos vossos olhos para as Minhas palavras, para mudardes de vida, de uma vida de vaidades e imodéstias, de ambições, rancores e futilidades, para a vida de fé verdadeira que deveis ter. Dai-Me a vossa mão, meus filhos.
Crede nas Minhas palavras.
São palavras ditadas pelo Amor de Mãe.
São palavras da Mãe que vos ama e se preocupa convosco.
Vinde até Mim, aceitai o que vos digo, fazei o que vos aconselho, para vosso bem, e para o bem de todos os vossos familiares. Meus filhos, ainda tendes tempo, mas talvez não tenhais muito tempo.
Aproveitai aquilo que tendes, porque o negócio da vossa salvação é mais importante que qualquer outro. Escutai o Meu conselho: Ponde em prática o que vos digo a respeito da devoção dos primeiros sábados, consenti que abra os vossos olhos a respeito das verdades que tendes tão esquecidas, e mudai a vossa forma de viver, de acordo com o que vos tenho aconselhado, para que possais ser salvos".

Se atenderem aos Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz.


"Prometi-vos a paz, se fizésseis o que Eu vos dizia.
Mas não fizestes.
Poucos, muitos poucos, entre vós, fazem aquilo que Eu digo.
Esses têm paz.
Vivem em paz nos seus corações.
Têm paz consigo próprios e paz com os irmãos, porque, fazendo o que Eu digo, aprendem a conviver, a dar e a receber, mesmo que recebam coisas pouco agradáveis.
E assim vivem em paz. Desejava fazer do vosso mundo um jardim, um outro jardim do Paraíso, onde todos fôsseis felizes, onde todos tivésseis paz.
Por isso vos aconselho, uma e outra vez, aquilo que deveis fazer.
Mas nunca Me atendeis, e o vosso jardim continua por fazer, e o vosso mundo continua a encher-se de guerras, de ódios, de crimes, de imoralidades, como nunca se viu. Acabastes por perder também o sentido do bem e do mal que é uma noção que foi dada a todo o homem, seja qual for a raça e a forma de pensar ou a cultura em que está inserido. Disse que, se fizésseis o que vos digo, a Rússia se converteria.
Mas não seria só a Rússia.
Vós próprios vos converteríeis, porque, se fizésseis o que Eu vos digo, havíeis de vos converter, certamente, porque aquilo que vos digo é sempre em ordem à vossa conversão pessoal. Quantos disseram que nada tinham a ver com a Rússia ou com a sua conversão, e não viram que seriam eles próprios os beneficiados, quer pela própria conversão, quer pela paz que alcançariam, evitando o espalhar dos erros. Foi devido à vossa inércia no serviço do Senhor que os erros se espalharam.
Não culpeis os governos, não culpeis aqueles que espalharam as ideias que fizeram sofrer tantos países.
Culpai-vos a vós mesmos, que nada fizestes para o evitar. Muitos de vós poderão dizer que ainda não eram nascidos nesse tempo e que, portanto, isto não vos diz respeito. Tendes razão no que respeita ao passado.
E agora? Também nada podeis fazer? E que fazeis? Pondes em prática o que vos digo, o que vos recomendo, ou não tendes tempo para essas coisas? Meus filhos, vós tendes sempre tempo para tudo.
Tendes sempre tempo para coisas inúteis.
Só não tendes tempo quando se trata de Me dar atenção.
Só vos queixais do tempo, quando vos digo para rezardes, quando vos digo para fazerdes os primeiros sábados.
Porquê, meus filhos? Alguma vez pensais como isto e importante? Vamos, sai do vosso desinteresse, da vossa modorra espiritual e capacitai-vos da importância e da urgência das Minhas palavras. Em 1917 falei para o futuro.
Aquilo que pedi era para fazer tendo em vista males futuros, que era preciso evitar.
O que agora digo é para o presente.
O mal já está instalado.
É preciso combatê-lo, se não quiserdes que vos vença.
Se não vos levantais para rezar, se não empunhais as armas que vos aponto, sereis todos vencidos, o mal sufocar-vos-á nas suas lamas. Filhinhos, cada vez é mais dura e mais acesa a luta, mas Eu estou a vosso lado, como Mãe guerreira, e ajudo-vos no combate.
Não vos deixo sós, luto a vosso lado. Empunhai as Minhas armas, as armas da oração, da caridade, dos sacramentos.
Quero ajudar-vos a vencer, quero que vençais, porque sois meus filhos, filhos muito amados, que sigo com os olhos, e anseio por ver a salvo, um dia, na Casa do Pai. Trabalhai agora, lutai agora, por Mim, comigo, e tereis a Minha proteção, a paz de Jesus, que Eu vos dou".

Se não, espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras, e perseguições à Santa Igreja.


"Muito tem sido perseguida a Igreja bendita que o Meu Filho fundou! Já foi perseguida nos primeiros tempos, tendo os próprios Apóstolos dado o sangue em sua defesa, em testemunho da sua fé.
Depois foi perseguida através de heresias e cismas.
Mais recentemente perseguiram-na e perseguem-na as ideias socialistas de estados laicos e ateus. Até os seus filhos, que deviam defendê-la, a perseguem com ideias novas que vão surgindo por todo o mundo no cérebro de alguns cristãos, ideias que podem ter algum fundo de verdade, mas, depois, se desviam para o erro, para o ataque, mais ou menos directo. E o que é pior, é que esses idealistas levam outros atrás de Si levantam dúvidas em mentes pouco esclarecidas, seduzem os ingénuos e os imprudentes. Os erros têm-se espalhado pelo mundo, como má semente, da qual crescem ervas daninhas que abafam a boa cultura. Toda essa má semente é lançada pelo meu inimigo que a espalha entre vós, chegando a criar dúvidas em alguns daqueles que mais chegados estão, e perante a indiferença geral, que é outra má semente que se espalhou. E esta vossa indiferença que tem dado bom clima ao proliferar do joio na seara do Senhor.
Justamente, porque ficais indiferentes as Minhas recomendações, não fazeis o que vos digo e deixais que os erros se espalhem. São os erros que fazem estalar os ódios, que promovem as guerras.
Enquanto houver erros, sempre haverá lutas de palavras ou de actos. Meus queridos filhos, aprendei comigo a arte de não aceitar o erro, de ver onde ele está e de o recusar.
Não vos deixeis conquistar pelo que é errado, mesmo que vo-lo apresentem embrulhado em cores e brilhos. Tudo aquilo que vos ensinarem e que esteja contrário aos Evangelhos, por muito bonito que pareça, por muito que tente remediar os vossos sofrimentos, podeis ter a certeza de que é errado.
Tudo o que vos ensinarem, que seja contrário ao que ensina ou determina a Igreja, mesmo que pareça solucionar os vossos problemas, tende a certeza de que é errado. Tudo o que é contra os Mandamentos do Senhor, mesmo que pareça simplificar a vossa vida, acreditai que é errado. Como podeis pensar em solucionar as dificuldades com erros? Mesmo que pareça tirar-vos agora de dificuldades, o erro levantar-se-á contra vós, e lançar-vos-á, no futuro, em dificuldades maiores, colocando-vos na mão daquele que promove o erro.
as discórdias e as guerras. Estai certos de pisar sempre terreno seguro, se fizerdes sempre o que Eu vos digo.
E Eu digo-vos que sigais os Evangelhos, que obedeçais à Lei de Deus, à Lei da Igreja, que cumprais o vosso dever, que rezeis, que frequenteis os sacramentos. Mesmo com dor, este é o caminho que deveis trilhar, porque é o caminho que conduz ao Céu.
É o único caminho, não há outro.
Não o procureis noutro lado, noutras ideias, ou noutras religiões, em presumidas facilidades. Não procureis o caminho em vida a dois sem matrimónio.
Não entreis no caminho do matrimónio estéril, egoísta, criminoso.
Meus filhos, olhai para vós próprios, para a vida que deixais correr, por interesses de egoísmo, e largai esses desejos de posse de coisas boas, pois não há coisa tão boa como o filho que o Senhor vos quer pôr nos braços, e vós recusais, dando preferência a uns móveis, umas viagens, umas roupas, uns trabalhos Vede o que fazeis.
Já não sois crianças.
Tendes responsabilidades, e este assunto é sempre muito grave e muito delicado. Mas as Minhas mãos de Mãe também são delicadas para lhe pegar, e, por isso, venho hoje pedir-vos, com lágrimas nos olhos, que façais um esforço para vencerdes os vossos egoísmos e comodidades, as vossas tentações e paixões, para vos sacrificardes até, e encetardes o caminho santo e seguro do matrimónio responsável, que não é para brincar, como crianças, mas para encarar de forma adulta. E vós que ainda não chegastes a este caminho, não tenteis entrar nele por falsas portas, que vos seduzem, porque estão mais perto: Essas portas levam a caminhos enlameados onde vos sujais, e que não vão dar ao Céu, onde um dia desejais chegar. Sou vossa Mãe, filhinhos, e aponto-vos o caminho seguro.
Nas dúvidas, procurai ver o que dizem os Mandamentos do Senhor, e ficareis esclarecidos.
Os Mandamentos não estão ultrapassados.
Foram do tempo de Moisés e são de agora.
São de todos os tempos.
Não venhais com teorias modernas sobre o amor, porque só ama, realmente, quem cumpre os Mandamentos.
Tudo o mais são simulacros de amor, egoísmo mascarado, falsidade e pecado. Não queirais vós também aumentar o já tão grande caudal de pecado que enlameia o vosso mundo, que o Senhor para vós criou tão belo. Meus filhos, tereis paz se fizerdes o que vos digo, se seguirdes os Meus conselhos.
Se não o fizerdes, apenas espalhareis ainda mais os erros, e vivereis em contínuas discórdias. Mas, para fazerdes o que vos digo, para seguirdes pelo caminho do Senhor, que não é um caminho de facilidades, é preciso força, coragem, e essa só a podereis ir buscar à oração. Por isso, mais uma vez vos dou o Meu conselho de sempre: Rezai, meus filhos, rezai, rezai para terdes força, rezai para terdes coragem, rezai para terdes paz".

Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.


"Meus filhos, é com o Coração triste que vos revelo algumas das coisas que vos acontecerão, porque o mal se levanta contra vós, uma vez que não pode atingir-Me, nem a Meu Filho.
As forças do mal odeiam-vos porque sois meus filhos, e querem ocasionar-vos todo o sofrimento que lhes for possível. Estai atentos, meus filhos, não durmais! Oh, quanto dormem os meus filhos! Estão constantemente a cair em embustes, e não vêem que cada vez mais se afundam no pecado.
Calam-se submissamente às vozes da impiedade do mundo, e o mal vai alastrando, primeiro sorrateiramente, agora às claras, mais tarde em avalanche, na ideia de destruir o Reino de Deus, de destruir os Seus filhos. Sim, tereis que sofrer, é verdade.
Nova era de mártires já esta em curso.
Muitos de vós, que agora nem pensais nisso, sereis postos na situação de renegar Jesus, renegar a Igreja, ou morrer. Muitos de vós, sereis martirizados nos vossos corações, através de mau ambiente familiar ou de trabalho. Muitos de vós terão que sofrer na sua carne ou no seu espírito, mas lembrai-vos de que só aquele que perseverar até ao fim é que será salvo. Meus filhos, preparai-vos, pois não sabeis as surpresas que o amanhã vos trará. Rezai para terdes força para as duras batalhas da vida, que se aproximam de todos.
Não será demais tudo o que rezeis.
Rezai, e estareis sob a Minha proteção poderosa.
Sois o Meu exército de crianças, que Eu transformo em guerreiros.
Coloco nas vossas mãos as Minhas armas: o Santo Terço, o Meu Escapulário.
Usai-os sem vergonha, nem respeitos humanos. Meus filhos, não andeis sem proteção.
Não sejais desprevenidos, nem inconscientes do mal que vos rodeia, e tudo fará para vos prejudicar, espreitando por todas as frestas, para ver por onde entrar.
Tapai as frestas com arrependimento, com penitencia, e elevai as vossas preces, incessantemente para o alto.
Rezai, meus filhos, pelo Santo Padre.
É verdade que ele terá muito que sofrer.
Ele sofre já muito, vós não sabeis quanto, mas Eu sou a Mãe em quem ele confia.
Eu o protegerei mas não o impedirei de sofrer.
Rezai por ele.
e não largueis o seu lado, para alinhar noutro exército. Rezai pelas nações.
Ai, meus filhos, quanta da Minha aflição, a aflição que mostro através das Minhas imagens é por causa das nações.
Rezai para que haja um arrependimento, uma conversão geral, para que o castigo das nações, provocado e despoletado por elas próprias, seja afastado. Ai as nações! Ai as nações! Não queirais ver, não tenhais sequer curiosidade em saber, porque as vossas almas são limitadas para a dor, e essa dor será demasiado grande para qualquer de vós! limitai-vos a rezar, rezar, rezar, pela conversão dos povos, para que a Minha profecia em Fátima não venha a realizar-se, como não se realizou a destruição de Nínive profetizada por Jonas, por os ninivitas terem feito penitência. Sois poucos, é verdade, mas tendes uma grande missão.
Que cada um de vós valha por mil, reze por mil, faça penitencia por mil, e assim, unidos a Mim, ajudar-Me-eis a salvar as nações, a salvar o mundo de grandes males. Não digais nunca que tudo esta perdido, porque há sempre salvação para o mundo, se vos arrependerdes sinceramente, se fizerdes o que vos digo, se vos colocardes sob a Minha proteção, se rezardes. Rezai filhos, rezai comigo, implorai comigo, e a Misericórdia do Senhor descerá sobre vós".

Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará.


"Sim, meus filhos, o Meu Coração triunfará, mas não com um triunfo fácil.
Os triunfos fáceis não conduzem a nada de sólido.
São apenas entusiasmos passageiros.
O triunfo do Meu Coração não se fará sem dificuldades, sem terdes primeiro que passar por algumas tribulações bastante difíceis. Dizeis muitas vezes, entre vós, que os tempos estão maus, que a vida está cada vez mais difícil.
Meus queridos filhos, os tempos estão maus, sim, mas vós mal dais conta disso, porque tendes os olhos fechados no sono com que o mundo vos embala.
Acordareis desta suavidade, subitamente, e, então sim, vereis que os tempos são maus e a vida difícil.
Mas isto só quando fordes acordados do vosso sono. Não penseis que estais em paz, meus filhos.
Rodeia-vos guerra e guerra violenta.
E tempo de acordardes e verdes como caem à vossa volta aqueles que andam sem cuidado, que caminham de olhos fechados, no aturdimento que lhes dá o mundo, com os seus luxos e as suas modas, com o trabalho mal organizado, com as ambições, os desejos desmesurados de honras e de prazeres, de bem-estar e de afirmação pessoal. Acordai agora para a luta difícil que vos rodeia, para que comeceis a empunhar as Minhas armas, a fim de que não sejais apanhados desprevenidos em dias mais difíceis ainda. É tempo de acordar e de alinhar junto do Meu exército, para, sob o Meu comando, colaborardes no Meu triunfo. O Meu triunfo inaugurará a verdadeira era da paz.
A paz em que pensais viver é apenas uma paz dos vossos sonhos e não uma paz verdadeira.
Se vísseis com olhos bem esclarecidos, veríeis quanta guerra, quanta luta vos faz aquele que vos quer perder.
Recebeis feridas sobre feridas.
Lançais a culpa para tudo e para todos, menos para vós próprios, que não vos sabeis defender, e não quereis aprender a fazê-lo. Meus amados filhos, precisais de aprender a resistir às tentações das coisas sedutoras mas perigosas, às tentações de pecado, que podem ir até à morte da graça nas vossas almas. É grave, muito grave, a situação de pecado do mundo.
O mundo faz, actualmente, do pecado a sua gala, a sua vaidade.
Vim a Fátima denunciar o pecado e pedir que renunciásseis a ele. Não eram aquelas três criancinhas os pecadores a quem Eu Me dirigia, quando pedia que não pecásseis, quando pedia para fazerdes aquilo que vos dizia, a fim de terdes paz. Aquelas criança eram inocentes e estavam desejosas de Me agradar Nos seus corações Eu já tinha triunfado. Servi-Me delas para Me dirigir a vós, porque também em vós o Meu Coração quer triunfar. O Meu triunfo, mais que um triunfo estrondoso, quer ser um triunfo no intimo dos vossos corações, irradiando para as vossas almas. Só quando Eu triunfar em todos vós, o Meu Coração triunfará realmente e a paz se estenderá sobre o mundo, porque, quando o Meu Coração triunfar, todos vós fareis a vontade do Senhor, que é o que o Meu Coração mais deseja. Quereis, meus filhos, que o Meu Coração triunfe? Começai por reformar as vossas vidas.
Começai a converter-vos, a perguntar-Me no Santo Terço o que é que deveis fazer, e Eu iluminarei as vossas mentes nesse sentido.
Se então Me obedecerdes, triunfarei em vós e estareis ajudando ao triunfo do Meu Imaculado Coração, em todo o mundo".

O Santo Padre consagrar-Me-à a Rússia que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.


"A Rússia, meus filhos, a Rússia! A Rússia, a Minha filha tão querida e que tantos espinhos tem cravado no Meu Coração! A Rússia que foi filha fiel no passado, mas que traiu, como fazem tantos de vós, mas em cujo coração sempre ficou a saudade de sua Mãe. A Rússia é o retrato de cada um de vós, meus filhos.
Vós também muitas vezes traís, pensando viver uma vida mais fácil, mais moderna, mais de acordo com o mundo em que viveis. Como ela, muitas vezes tentais impor aos irmãos as vossas ideias, tentais conquistar amizades, fazer alianças, com quem vos parece que vale a pena, tentais dominar, tentais crescer, sobressair, dar nas vistas, ter honras e poder! Meus filhos, vede que, como a Rússia, muitas vezes, tendes ideais que vos parecem poder resolver a vossa vida, e não aceitais quando vos dizem que não são bons, porque partem de bases falsas.
Fechais os ouvidos e continuais no vosso erro, ate experimentardes em vós próprios os resultados nocivos da pratica dessas ideias erradas. Quantas vezes vos entregais ao que não é, ao que promete e não dá.
Quantas vezes acreditais nessas promessas e nelas empenhais tudo o que tendes, desde a vossa fé à vossa vida. E o que acontece quando prestais ouvidos a teorias que brotam de fora da Igreja, de terrenos antagónicos.
Por vezes estão mascaradas com palavras belas, palavras semelhantes às dos vossos verdadeiros pastores, palavras até semelhantes às Minhas. TUDO ISSO SÃO VOZES DE SEREIAS QUE TENTAM LEVAR-VOS PARA FORA DA BARCA DE PEDRO, que tentam até, tantas vezes, controlar os marinheiros dessa barca, com o fim, que nunca conseguirão, de a fazerem naufragar. Meus filhinhos! Como a Rússia está espelhada nas vossas almas pecadoras, mas ansiosas de felicidade, de pão e de luz. Como na Rússia nos corações dos velhos nunca se apagou a fé, que foram, em segredo, transmitindo aos novos, também em vós há sempre a luzinha da crença a indicar-vos que há um caminho que conduz à Pátria.
O vosso mal, meus filhos, é que desviais os olhos dessa luzinha, para mergulhardes nas trevas, em vez de vos aproximardes, para a ver crescer. Como a Rússia, também vós tendes, por vezes, mudanças de vida, algumas conversões, no meio das desilusões que experimentais com os vossos erros. Meus filhos, como a Rússia, também vós sois atacados por aqueles que vos querem perder, e semeiam em vós as suas violências, os seus vícios, as suas imoralidades, de forma camuflada ou descaradamente.
E, como ela, também vós caís nos mesmos enganos. A Rússia converter-se-á, sim é verdade, mas primeiro tem que ser purificada de toda a imundície que lá prolifera, e isso não se fará sem dor.
Pobre Rússia! Ainda terás que sofrer, mas, no fim serás minha, e então, só então, meus filhos, o mundo terá paz. Quanta luta pela paz, quando a paz seria fácil de alcançar se todos a quisessem verdadeiramente.
Mas uns querem a paz de uma maneira, outros de outra.
Todos querem a paz, sem renunciarem aos seus prazeres, pensando até, ter algum lucro material com ela. Isso não é paz, é fantasia! A paz adquire-se à custa de cedências mútuas, de renúncias e muito amor a Deus.
Nem todos entendeis as Minhas palavras, porque os vossos corações estão endurecidos pela luta diária da vossa vida.
Procurai, meus filhos, chegar-vos para Mim que, diariamente vos irei ensinando novos segredos de paz. A paz, a Minha paz, a paz de Jesus, assentará então em corações pacificados, que são os únicos que têm capacidade para a receber. São os vossos corações que Eu quero pacificar, para que possais passar pelas tribulações e ultrapassá-las, alcançando, então, o tempo de paz que vos está prometido".

Em Portugal manter-se-à sempre o dogma da Fé....


"Portugal, filho querido do Meu Coração, como Eu te tenho acarinhado e protegido! Apesar disso tantos dos teus filhos procedem para comigo como estranhos, e calcam aos pés a lei do Senhor! Quantas queixas poderia Eu fazer deste povo tão querido e tão ingrato, este povo tão desatento e tão virado para a vulgaridade e para o mundo! Já foi povo de altos valores morais, povo com o qual Eu podia contar.
Hoje é um povo que faz gala em rivalizar com outros povos, no que eles têm de mais vil, mais baixo, mais degradante! Meus filhos, como estais mudados! Quão baixo caíram as vossas ambições! Os vossos avós ambicionavam o Céu.
Vós ambicionais os prazeres do mundo, as vaidades do mundo, a vida fácil, que nunca conseguireis. Tristes ideais os vossos, meus filhos! Caminhais com os olhos no chão, não procurando ver nada, mais além. E, no entanto, no vosso íntimo vive sempre a insatisfação e, em muitos, a desorientação da procura de uma resposta para as frustrações e para os medos.
Buscais caminhos obscuros que prometem luz, mas que dão apenas focos luminosos, que vos encandeiam e, com os quais, aumentam a vossa cegueira. Buscais, meus filhos, caminhos errados fora da vossa Igreja, caminhos onde não encontrais uma Mãe para vos agarrardes.
Mas esta Mãe, que vós abandonais, ainda vos procura e pergunta-vos: Por que fazeis isso, filhinhos? Por que vos afastais? Por que ides procurar nessas paragens os enganos, as falsidades que vos levarão a abismos mais fundos, abismos de negação da fé, abismos de blasfémia, abismos de perdição? Oh, como está larga, como está facilitada para vós a salvação nas ideias actuais! Tudo se resume ao que cada um pensa e ao seu agir conforme o que pensa, para se salvar! Mas não vos esqueçais de que Jesus vos disse que o caminho é estreito.
Não é, não pode ser, urna abertura com a elasticidade das ideias. O caminho é sempre da estreiteza por onde passa o fio da renúncia o fio do dever. O fio do dever leva-vos, primeiro que tudo, aos vossos deveres para com Deus, que são os primeiros que descurais.
Quantos de vós são bons profissionais, bons cidadãos, bons familiares, mas não cumprem os deveres que têm para com o Senhor que vos criou, não Lhe rezam, não santificam o domingo, não vão à Missa, não frequentam os sacramentos Não esqueçais que estais no mundo para amar e servir a Deus, e que, se falhais neste dever, falhais em todos os outros, porque, tarde ou cedo, a vossa vida sofrerá a influência da vossa falta de relacionamento com Deus e da obediência à Sua Lei, e acabareis por descuidar os outros deveres, ressentindo-se com isso a vossa vida familiar e profissional. Sim, meus filhos, em Portugal manter-se-á sempre o dogma da fé, mas quantos o seguirão? Manter-se-á para quantos? Procurai fazer parte daqueles que aderem à fé, que aderem à luz, que aderem ao Senhor. Não façais parte daqueles que O renegam e não O servem, que sorriem, troçam, tentam mostrar-se superiores, indo depois cair em superstições, que, a maior parte das vezes, apenas querem lucros materiais e, em nome de algumas frases bonitas, simuladas adivinhações, coisas espectaculares, os fazem cair no ridículo e lhes levam o fruto do seu trabalho. Tende caridade, meus filhos, e aproveitai o privilégio de em Portugal se manter o dogma da fé, pois nem todos os países terão a mesma sorte que o vosso pequeno país. Amai o vosso país, porque Eu também o amo, e conservo-o no Meu Coração.
Aceitai com humildade permanecer no rebanho do Senhor.
Aceitai a vossa fé, sem tentar fazer-lhe cortes nem acrescentamentos de ideias falsas. Levantai os olhos do chão.
Procurai ao longe, no firmamento, o lugar a que pertenceis, e esperai que para vós chegue o dia de lá entrar, para, enfim, descansardes de tanto trabalho. Dou a fé ao vosso país, meus filhos, amai-a e transmiti-a aos vossos irmãos, a fim de que vos possais encontrar todos, um dia, comigo, na Casa do Pai".

Isto não o digais a ninguém.


"Meus filhos, quem são os vossos amigos? Tendes ao menos, amigos? Amigos em quem possais confiar, com quem possais compartilhar tristezas e alegrias, amigos cheios de amor e compaixão? Se algum de vós encontrou um destes amigos, digo-vos que encontrou um tesouro.
mais valioso que qualquer tesouro que possais imaginar. Recomendei a estas crianças que não revelassem o Meu segredo, porque o mundo não estava preparado para o receber, para o compreender. Também vos recomendo que tenhais prudência e não reveleis os vossos segredos a pessoas que não estejam preparadas para tal, quer pela falta de entendimento, quer pela falta de rectidão, quer pela falta de prudência. É preciso que aprendais a guardar segredo, em primeiro lugar o vosso segredo.
Não vos reveleis com facilidade.
Não sejais levianos com as vossas coisas, ou sereis os primeiros a lamentar-vos, quando as virdes correndo de boca em boca. Não era isso que Eu queria para o Meu segredo.
O Meu segredo era para guardar até data oportuna, altura em que tivesse vantagem para vós revelá-lo. Mas, na data prevista, o mundo ainda se revelava imaturo para ele.
Ainda o sois actualmente, o que é muito lamentável.
Quantos de vós lucrariam com ele? A grande maioria havia de troçar, de encolher os ombros, tratando de esquecer o que acabara de ouvir por curiosidade. É por curiosidade que vos lançais com avidez sobre qualquer notícia que circule, com o titulo de mensagem Minha ou do Senhor.
A maior parte das vezes trata-se de invenção, como depois o tempo se encarrega de confirmar. Estais tão acostumados, sois tão gulosos por estas coisas, que já nem sabeis o que fazer com elas, e, mesmo quando as palavras são verdadeiras, passais à frente e não as traduzis em mudança de vida. O Meu segredo tenta fazer-vos compreender a grande graça que vós tendes em ser mantido em Portugal o dogma da fé, e alerta-vos para o aproveitardes, para não quererdes acompanhar outros países nos seus erros. Meus filhos, tenho tanta pena de que não saibais seguir as Minhas instruções! Mas ainda assim quero dizer-vos que não vos assusteis com o que vos disserem, seja o que for que lerdes ou ouvirdes.
Muitos de vós assustam-se com anúncios de desgraças, que ouvis frequentemente. Repito-vos: NÃO TENHAIS MEDO! Tende apenas cuidado em vos manterdes junto de Mim, porque Eu sempre vos esconderei debaixo do Meu Manto, como qualquer mãe esconderia o filho querido. Meus filhos, junto de Mim não haverá mal que vos possa atingir.
Está nas Sagradas Escrituras que os que se chegam para o Senhor estão a salvo. Não entreis também em pânico por causa dos vossos familiares que vedes afastados de Mim.
Orai por eles, isso sim, orai muito, orai sempre, sacrificai-vos também, que Eu, com esse vosso pobre capital, cá Me arranjarei, escondendo-o na riqueza dos méritos de Jesus, para alcançar a sua salvação. Mostrai valor, meus filhos, mesmo que não sintais nenhum.
Firmai-vos na confiança em Mim, que não vos falto.
Erguei o vosso rosto e procurai sorrir.
Ficai tranquilos, atentos, obedecendo sempre ao que vos digo. A vós confio também um segredo, mas este podeis dizê-lo a toda a gente: A confiança em Jesus e em Mim é a chave que vos dará a vitória, sejam quais forem as vossas tribulações.
Sede confiantes no Meu Amor e no poder que Jesus Me dá.
Quero salvar-vos todos.
Hei-de salvar todos aqueles que se chegarem para Mim, que confiarem, que fizerem o que Eu digo, porque aquilo que Eu digo é apenas para vosso bem. Estendo-vos os braços.
Estendei os vossos.
Sou a vossa Mãe".

Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo.


"Filhos queridos, como é grande o Meu Amor por vós! E vós amais-Me? Sois realmente meus amigos? Sois amigos de confiança, como era o pequeno Francisco, que foi autorizado a conhecer o Meu segredo? Como mostrais que sois meus amigos? Vós, meus filhos, estais sempre a pedir a Deus provas pelas coisas mais diversas, até, por vezes, a maior parte das vezes, sem necessidade alguma.
Muitas vezes pensais ter provas, quando afinal o Senhor calou-Se à vossa pretensão infantil, e vós deixastes apenas falar a imaginação, tomando-a como resposta, e guiando-vos, cegamente, por ela. Tende cuidado, meus filhos, com aquilo que pensais.
Não vos firmeis nas vossas ideias.
Não acrediteis que tudo o que pensais e certo, que tudo o que vos vem a cabeça é iluminação, é voz de Deus.
Tende cuidado, meus filhos, com as provas que pedis.
Preferi, primeiro, dar vós as vossas provas de amor.
Não peçais contas a Deus pelo Seu Amor, que Ele já vo-lo provou um numero infinito de vezes. Agora é a vossa vez de viver da fé, e assim, acreditar, cegamente, no Amor, no Amor com que Ele vos ama, mesmo sendo vós tão fracos e tão imperfeitos. Lançai-vos, em fé, no Amor Misericordioso do Senhor.
Acreditai que tudo o que vos manda, até as provas mais difíceis, mais cruciantes e custosas de entender, são mandadas pelo Seu Amor, que apenas espera que as aceiteis, as cubrais com o vosso próprio amor, para fazer delas as jóias que formarão a vossa coroa no Céu. O Francisco, o Meu filho, tão meu amigo, que tomou à letra o que Eu lhe dissera sobre o terço, por ser meu amigo, rezava terços sobre terços.
Qual de vós seria capaz de o imitar? Não tinham conta os terços do Francisco, porque ele não punha conta no que Me dava, porque o seu amor por Mim era muito grande. Por isso ele foi participante do Meu segredo.
O Francisco não era um anjo, era um rapaz, sujeito a quedas.
Tinha imperfeições, mas o amor cobre todas as imperfeições. E isso que vos peço, meus filhos: Amor.
Peço que Me ameis e que Me mostreis, Me proveis esse amor.
Pedir amor não é pedir muito.
É pedido normal numa mãe.
É isso que vos peço porque, se Me amardes, fareis o que vos aconselho e, então, sereis felizes, como era o Francisco, mesmo quando sofria.
Tereis comigo também um segredo, segredo que Eu comunicarei a cada um de vós, segredo que é um, mas que a cada um comunicarei de maneira diferente, à Minha maneira e à vossa maneira. Escutai-Me, meus filhos.
O segredo que quero comunicar às vossas almas é grande como o infinito de Deus, e é tão pequeno que cabe no coração de cada um de vós.
O Meu segredo é Amor".

Quando rezardes o terço, dizei, depois de cada mistério:
Oh! meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno.
Levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.


"Meus filhos, como está o vosso amor por Jesus? É para Jesus, unicamente para Jesus, que Eu vos quero dirigir.
É para Ele que ambiciono possuir os vossos corações, todo o vosso amor.
Gosto que Me ameis, mas, se fosse preciso escolher, preferiria que O amásseis a Ele e Me esquecêsseis a Mim.
Tal não é preciso, exactamente por Vontade d'Ele, pois Jesus deseja que os que O amam Me amem também, porque Eu sou Sua Mãe, a Mãe que Ele ama e quer ver amada por todos aqueles que Me deu por filhos, todos vós. Para melhor vos orientar para Jesus, introduzi esta pequena oração no Meu terço, que vós rezais tão apressadamente e com tanta falta de cuidado.
Tentei chamar a vossa atenção para Jesus, mesmo que, durante as outras orações estivésseis distraídos.
Se estivestes distraídos, é a ocasião de pedirdes perdão a Jesus dessa distracção. Tendes também durante o dia tantas ocasiões em que vos sujais de pecados grandes ou pequenos, que não é demais que Lhe peçais perdão cinco vezes durante o terço.
Procurai, ao menos nesta ocasião, estar atentos, porque em serdes perdoados o interesse é todo vosso. Levei-vos também a pedir a Jesus que vos livre do fogo do inferno, do qual fazeis tão pouco caso. Dizei-Me uma coisa, meus filhos: Quem tem, actualmente, medo do inferno? Pensais nele como numa história daquelas com que, antigamente, tinham o mau gosto de querer fazer medo às crianças.
E dizeis que já sois muito crescidos para acreditar nessas coisas. Meus queridos filhos, tenho-vos recomendado que não tenhais medo de desgraças que vos anunciem.
Venho hoje dizer-vos que deveis temer, durante a vossa vida, uma única coisa: o fogo do inferno. Sim, meus filhos, temei que a vossa inconstância vos leve a abandonar o Senhor e a escolher a parte contrária, que habita justamente nesse fogo em que não quereis crer, ou do qual não fazeis caso.
Temei que a vossa fraqueza vos leve a trair, a escolher o pecado, a não querer obedecer à Lei de Deus, a não O querer servir.
Os que não O querem servir escolhem esse fogo.
Não há outra alternativa para nenhum de vós.
Sois vós, só vós, que escolheis, mas escolheis tão mal, frequentemente! E porque vejo as vossas escolhas erradas, que vos venho alertar e ponho nos vossos lábios, cinco vezes em cada terço, o pedido a Jesus, para que vos livre de tal desgraça.
Porque, se Lho pedirdes muito, habituais-vos a não querer optar pela desgraça eterna.
E Ele, que vos ama tanto, e que não deseja senão salvar-vos, dar-vos-á todas as graças de perseverança que Lhe pedis. Mas não deveis pedir só para vós.
O cristão é por vocação apóstolo.
Todos vós, vos deveis preocupar com a salvação dos vossos irmãos, pois, além do dever de amor que tendes para com eles, o vosso amor por Jesus deve levar-vos também a desejar que não se desperdice a Salvação que Ele adquiriu à custa do Seu Sangue. Sim, deveis pedir-Lhe pelos vossos irmãos, e lembrar-vos de que alguns estão muito necessitados das vossas orações, porque estão em grave perigo de escolher mal, e, se escolhem mal à hora da morte, a morte tira-lhes toda a possibilidade de voltar a escolher melhor.
Do lado de cá não é possível escolher mais. Rezai, para que aqueles que estão em perigo de vida, por doença prolongada ou súbita, por desastre, talvez, escolham bem, enquanto têm lucidez para tal.
E ninguém sabe até quando dura a sua lucidez de escolha.
Rezai pelos que estão saudáveis agora e, daqui a minutos, podem estar de partida. Lançai sobre todos os vossos irmãos esta oração que, no Meu terço, envolta em tantas orações a vossa Mãe, tem muita eficácia.
Desejo, meus filhos, que tenhais, nesta oração, uma atenção grande, que a façais de coração, pois ela tem intenção universal e, por ela, podeis salvar muitos irmãos vossos.
Lembrai-vos, meus filhos, o terço pode fazer maravilhas em vós, à vossa volta e em círculos que desconheceis.
Confiai em Mim.
Confiai-Me os terços que rezais e, com eles, farei cordões de escadas para salvar muitos filhos.
Queridos filhos, vós amais-Me? Provai-Me o vosso amor, não Me recusando os terços que puderdes rezar.
Preciso deles para salvar os vossos irmãos.
Por ele colaborareis comigo, e ajudar-Me-eis a salvar almas, tornar-vos-eis colaboradores na Salvação, verdadeiros membros úteis no Corpo Místico de Cristo.
Aprendei comigo.
Não digais que não sabeis o que fazer para converter as pessoas.
Eu aponto-vos o caminho: Rezai rezai o terço".

Não, hoje não te quero mais nada.


"Como seria bom, meus filhos, que, ao findar o dia, pudesse dizer a cada um de vós: "Hoje não te quero mais nada", como disse a esta pequenita, que tinha cumprido o que Eu lhe pedira.
Como seria bom e proveitoso, se todos os dias fizésseis o que vos peço. A Lúcia tinha ido à Cova da Iria, como Eu tinha dito.
Tinha falado comigo, escutado as Minhas palavras, a Mensagem que confiara ao seu coração.
Tinha feito tudo o que lhe pedira.
Nada mais era preciso. Convosco também marco encontro, encontro diário.
Eu compareço, mas vós faltais, e, quando vindes, é aborrecidos, cansados com outras coisas que preferistes fazer, preocupados com aquilo que desejais.
Vindes a correr, com o desejo de não vos demorardes muito, de vos despachardes.
Trazeis um olho em Mim, outro nas vossas coisas, quando não são os dois naquilo que vos interessa mais que Eu. Que apressados são, meus filhos, os vossos encontros comigo! Há sempre outras coisas para fazer primeiro, há sempre outras coisas à espera, e não vos podeis demorar! E com mágoa, com muito pesar que olho para vós, meus apressados filhos, quando fingis que fazeis oração! Sim, porque fazer oração, nessas condições, é fingimento com que tapais os vossos olhos.
Convenceis-vos de que fizestes o vosso dever para comigo, que fizestes o que vos pedia, por virdes, fora de horas, tantas vezes ao fim do dia, já cheios de sono, rezar apressadamente com o pensamento noutro lado! Como estais enganados! Para vós há muito mais a fazer, e Eu quero de vós ainda muito, quase sempre tudo. Meus filhos, além da vida de trabalho que tendes, dessa correria em que andais, muitas vezes sem necessidade, ainda vos sobrecarregais com desejos, sonhos vãos, ambições, imaginações e até obrigações que tomais quando deveríeis parar, pensar que já chega o vosso trabalho, e dizer não àquilo que vos sobrecarrega, vos tira o tempo de estar comigo, o descanso, a tranquilidade e, tantas vezes, a paz. Aprendei, filhos, a ficar com o vosso trabalho, a fazê-lo com honestidade, com consciência, e a não vos sobrecarregardes com trabalhos suplementares, com os quais entrais numa euforia de trabalho, que vos embriaga e vos faz perder mais do que ganhar. Aprendei a ter tempo para rezar, tempo para estar comigo.
Dai-Me do vosso tempo, pois não sabeis se ainda tendes muito para dar. Não permitais, nem em nome da caridade, que a maior parte das vezes não o é, vos tirem o vosso tempo de oração, seguidamente.
Por caridade, podeis dispensá-lo uma ou outra vez, mas vede bem se, nessa caridade não meteis amor próprio ou ambições pessoais.
Se for só por amor do irmão que o Senhor vos manda, podeis fazê-lo, podeis atrasar a vossa oração ou até diminuí-la, mas analisai o que vos é pedido e a frequência com que esses pedidos são feitos, não se dê o caso de ser uma cilada, mascarada de caridade, para vos afastar da oração. Meus filhos, vede bem o que o Senhor vos pede em matéria de dever.
Isso é o que deveis fazer e não aquilo de que gostais, porque vos agrada ou porque vos promove socialmente.
Cumpri os vossos deveres pontualmente e, depois, ficai em paz.
Cumpri o vosso dever de oração.
Esse é o dever a que mais falhais.
Prestai atenção neste ponto. Imitai os pastorzinhos , sempre prontos a correr para Mim, a escutar-Me, a falar-Me, sem pressas, e que só se iam embora quando Eu os despedia, quando Eu não queria mais nada. Perguntai-Me, ao fim do dia, se ainda quero alguma coisa de vós, e alegrai-vos, se sentirdes que vos digo: "Não, hoje não te quero mais nada". Se virdes que ainda quero alguma coisa, cumpri-a, e, se vos parecer que é tarde, vede onde falhaste durante o dia, para, no dia seguinte, poderdes, a tempo e horas, fazer tudo o que é vosso dever para com Deus e para com os homens. Meus filhos, vede agora se vos podeis despedir de Mim, se fizestes tudo o que vos pedi. Olhai-Me nos olhos, vede o que falta.
Fazei propósitos.
Quero amanhã e todos os dias, de agora em diante, poder dizer-vos, quando forem horas de vos deitardes: "Hoje não te quero mais nada".

 

Quarta Aparição: 13 de agosto de 1917

Lúcia: Que é que Vocemecê me quer?
Nossa Senhora: "Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13; que continueis a rezar o terço todos os dias.
No último mês farei o milagre para que todos acreditem".

Lúcia: Que é que Vocemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?
Nossa Senhora: "Façam dois andores: um leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas, vestidas de branco; o outro que o leve o Francisco com mais três meninos.
O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário, e o que sobrar é para a ajuda de uma capela que hão-de mandar fazer".

Lúcia: Queria pedir-he a cura de alguns doentes.
Nossa Senhora: "Sim, alguns curarei durante o ano".
Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas".

Comentários da Virgem Maria:


"Quero que continueis a ir a Cova da Iria no dia 13, que continueis a rezar o terço todos os dias".


"O terço, sempre o terço! Achais fastidioso que vos repita tão frequentemente este pedido?
Meus filhos, é pedido de Mãe que vê os perigos que correis e que sabe a forma de vos livrardes deles, que vê as feridas que tendes e conhece o remédio para as curar, mas que também sabe que não usais esse remédio, e, por isso, não se cansa de repetir o que deveis fazer. Não encareis com fastio, com aborrecimento, o Meu terço.
Encarai-o como uma prova visível do Meu Amor, do Meu cuidado por vós, da Minha preocupação, por causa das vossas imprudências. Como hei-de, meus filhos, mostrar-vos melhor o Meu Amor de Mãe?
Como vo-lo hei-de provar, se vós recusais olhar para a prova que vos dou, se fechais o vosso terço numa gaveta?
Como vos hei-de proteger, se recusais a Minha proteção, porque não ma pedis reiteradamente, através do terço?
É através do terço que o vosso pedido de socorro chega ao Céu. É verdade que toda a oração é oração, mas muitas das vossas orações perdem-se entre os fumos da vossa vaidade espiritual.
Sim, meus filhos, é preciso que saibais que muitas das vossas orações são vaidosas. O terço é a oração humilde, que vos põe no vosso lugar, e vos mostra quão pouco sabeis rezar, vos mostra como sois distraídos, inconstantes.
Por isso, muitos de vós não gostam do terço.
Sim, o terço humilha-vos, humilha a vossa vaidade espiritual de pessoas que pensam que sabem rezar, que pensam saber rezar bem de outras maneiras.
E então dizeis que perdeis tempo com ele, que vos distraís. Meus filhos, aprendei que o Meu terço nunca é uma perda de tempo, mesmo que nele não consigais prender a atenção, mesmo que nele estejais distraídos do principio ao fim, desde que essa distracção não seja propositada.
Sim, filhinhos, o terço, o Meu terço humilha a vossa vaidade.
Vede então que o Meu terço é caminho de humildade, é caminho por onde vão os meus filhos pequenos, aqueles que não sentem forças para galgar caminhos difíceis.
Deixai que o terço vos humilhe, que a humildade é terreno seguro para os vossos pés.
Em qualquer outro caminho correis o risco de resvalar, mas não neste caminho firme, que foi também o caminho que Eu pisei. Reparai, meus filhos, o caminho do terço e o Meu caminho, o caminho que Eu segui na Terra.
Vós rezai-lo, Eu vivi-o.
Como desejo que o vivais também, tanto quanto puderdes, porque neste caminho vos santificareis, certamente! No Meu terço encontrais-Me e encontrais Jesus, porque o terço vos projecta para nós, para a nossa vida, para o nosso Amor, para a nossa Santidade. Vós não sois santos, mas deveis ambicionar sê-lo.
Ser santos deve ser a vossa ambição, aquilo que vos seduz, e para cuja realização tendeis em cada momento. Que a santidade seja o objectivo dos vossos olhos cobiçosos, do vosso coração ambicioso.
Então, estendereis as vossas mãos, com verdadeiro desejo, para o Meu terço, e podeis ter a certeza de que cada terço que rezais são passos andados no caminho de aproximação à Nossa santidade, onde chegareis ainda sem ela, pobres, mas humildes, prontos a ser cobertos com a santidade infinita de Jesus, que a lançará sobre vós, feliz por cobrir a nudez dos Seus amados filhos. Caminhai em humildade, porque a humildade é limpa.
Quando quereis caminhar à vontade do que vos apetece ou não apetece, carregais-vos de amor próprio, de vaidade, de soberba, mesmo em terreno espiritual, e tudo isto são impurezas, sujidades, mais ou menos acentuadas, que impedirão o Senhor de lançar sobre vós o manto da Sua Santidade, enquanto não vos limpardes primeiro. Aviso-vos, meus filhos, essa limpeza, essa purificação, é sempre dolorosa, mas muito mais do lado de cá. Procurai agora a purificação, a vida humilde, em contacto com o Meu terço.
Pedi-Me que, em cada terço que rezais, vos purifique um pouco mais, vos faça caminhar na direcção do Amor, como Eu caminhei, na Minha vida. Contemplai a vida de Jesus e a Minha, no terço, e muito aprendereis.
Aprendereis sempre coisas novas, pois as lições que tendes para aprender só terminarão quando terminar a vossa vida. Espero, queridos filhos, que não cerreis os vossos corações à compreensão do terço que vos quero dar, que deixeis que continue a ensinar-vos, a fim de caminhardes coMigo, no Meu caminho, para descansardes, finalmente, nos braços de Jesus, a quem Eu vos quero, cada vez mais, ensinar a amar. Não vos despeço.
Ficai comigo, hoje, sempre.
Continuai comigo em todos os instantes do vosso dia, e ajudar-vos-ei a resolver muitas coisas, todas as coisas. Para tal, bastará olhardes para Mim, quando não vos for possível dizer nada.
E durante o dia procurai ter uns minutos para falar comigo.
Vereis que arranjareis também tempo e amor para rezardes o terço, todos os dias, como vos recomendo".

"No último mês farei o milagre, para que todos acreditem".


"Prometi o milagre para o último mês das aparições, e cumpri.
O milagre vos foi dado. Nas vossas vidas acontecem milagres diariamente, muitos dos quais sou Eu que peço a Jesus para vós, mas estais tão acostumados que não reparais.
Muitas vezes nem reparais quando vos acontece aquilo que queríeis, que até Me tínheis pedido.
Ficais satisfeitos, duma satisfação cheia de si própria, como se tal tivesse acontecido por acaso, ou como se vos fosse devida alguma coisa.
Não mais pensais em agradecer, e voltais logo as baterias dos vossos desejos para outro lado. E assim viveis para vós próprios, para os vossos desejos, insatisfeitos, cegos para o que já vos foi dado. Meus filhos, gostaria que vivêsseis dentro da realidade, e não uma vida de sonhos. Quero fazer nas vossas vidas, na vida de todos vós, o milagre que vos faça acreditar, acreditar no Amor do Senhor, acreditar na Vida Eterna, para onde caminhais com tanta despreocupação, no meio das preocupações que a vossa vida diária encerra. Sim, meus filhos, é possível viver despreocupado no meio das preocupações.
Vós sois disso os exemplos.
Olhai para a vossa vida, para o vosso trabalho.
Vede o que vos preocupa. Preocupam-vos problemas de saúde, da vossa saúde ou da saúde dos vossos familiares.
Preocupam-vos incidentes, questões, dificuldades, no vosso trabalho.
Preocupa-vos não conseguir bons resultados no que fazeis, no que projectais fazer.
Preocupa-vos, talvez, não ter um trabalho certo e seguro.
Preocupam-vos ainda perseguições de pessoas próximas, falta de amor ou de concórdia entre vós.
Preocupam-vos desejos que tendes de conseguir coisas, cargos, promoções, melhoria de vida, de alcançar estima, amor de alguém. Tudo isso se agita em vós e vos agita, como barco a tripulantes durante a tempestade.
Mas, nestas circunstâncias, o que fazem os bons marinheiros?
Não ficam a chorar, a lamentar-se, a olhar para aquilo que balança e se choca no seu barco.
Tratam de agarrar bem os volumes úteis, e deitar fora a carga inútil.
Tratam de cuidar, para que não haja rombo no barco, e lançar fora água demasiada que entre.
Procuram cuidar das máquinas e segurar bem o leme.
Isto são preocupações sólidas, guiadas pela realidade. Também, nas vossas tempestades, em vez de ficardes a lamentar, a olhar para as vossas questões pessoais, preocupai-vos em ver de que lado ruge o vento, de que lado vem a água.
Preocupai-vos em vos agarrar ao leme.
Preocupai-vos em segurar a boa carga, não vá pela borda fora, e lançai fora as cargas desnecessárias.
Logo Eu farei o milagre de amainar a vossa tempestade. Sabei, meus filhos, que o vento e as ondas são, respectivamente, a origem dos problemas e os próprios problemas.
Se os encarardes sem lhes verdes a origem, não os conseguireis resolver, e correis o risco de ir com o vosso navio de encontro à tempestade, e ser afundado por uma onda maior. A carga boa são os vossos bons pensamentos, bons desejos, até bom carácter, carga que vos fará muita falta, mas que podeis perder na tormenta. A carga má são as vossas vaidades, os vossos desejos de possuir, as inutilidades a que vos entregais, a ânsia de sobressair, os pecados que fazeis. Sim, deveis deitar tudo isso fora, se não for antes, pelo menos na altura da tormenta, porque correis o risco de afundar com tanto peso.
Deitá-lo-eis fora, arrependendo-vos e mudando de vida. O vosso leme é a oração, a que vos deveis agarrar firmemente, mais firmemente, quanto maior for a tempestade. Meus filhos, encarai esta viagem como ela é, e não em sonhos de criança ou de ébrio.
Vede que esta viagem é apenas viagem.
É viagem com um fim.
Não espereis ficar sempre viajando, até totalmente afundar nas águas.
Que pensamento triste esse, meus filhos! Triste e falso! A vossa viagem tem um fim e um dia chegareis ao porto.
Não queirais chegar desprevenidos, sendo atirados para lá, no meio dos escombros do vosso barco, tendo na vossa conta uma viagem falhada, de marinheiro embriagado. Não deixeis que o mundo vos embriague.
Pedi-Me, meus filhos, e virei em vosso socorro.
Pedirei a Jesus o milagre da fé para vós, mas é preciso que o queirais. Também, no fim da vossa vida, nessa hora difícil da vossa viagem, farei um milagre para crerdes, se realmente o quiserdes.
Farei para vós um milagre mais importante que o milagre do Sol.
Farei o milagre da vossa conversão final, da vossa opção final, para o Senhor, pelo Senhor. Sim, meus filhos, as Minhas mãos estão carregadas de bênçãos para vós.
Não faço milagres inúteis.
O poder do Senhor não se move inutilmente.
Mas, se vós quiserdes, removerei céus e terra para vos salvar. Crede em Mim.
Crede na vossa Mãe, que vos procura, cheia de Amor.
Amai-Me, meus filhos.
Todos, todos precisais do Meu Amor.
Dou-o a todos.
Espero amor de todos vós, de cada um de vós".

"Façam dois andores. Um leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas vestidas de branco; o outro que o leve o Francisco com mais três meninos".


"Meus filhos, vede como Eu aproveito os vossos costumes, para os tornar em instrumentos de construção, e de conquista de almas para o Reino do Senhor. Mas, para isso, é preciso que vós aceiteis dar-Me a direcção dos vossos costumes, dos vossos divertimentos sãos.
Se não o fizerdes, aos poucos, eles se tornarão, para vós, pouco atraentes, e inventareis novas formas para eles, certamente mais agressivas e menos sãs. O costume dos andores existia naquele povo, e, com eles, arranjavam donativos diversos, a que era preciso dar boa utilização.
Ensinei aos meus filhos a forma de aplicar o dinheiro que lhes dessem, para que não se tornassem presas de coisas vãs, ou de coisas pessoais. Quantas vezes, vós próprios, deixais de lado a verdadeira necessidade, e procurais no que é vão e transitório, o objecto dos vossos inúteis gastos. Pensai na vossa vida.
Olhai para o que fazeis.
Fazei um exame de consciência sério, e encontrareis muita coisa inútil, desde guloseimas a vaidades, vaidades com coisas de vestir, vaidades com coisas que tendes nas vossas casas, que servem para mostrar às outras pessoas que tendes coisas boas, coisas caras, coisas melhores que aqueles que vos visitam, que tendes melhor gosto, que estais actualizados. Quanto deitais fora! Quanto estragais! Meus filhos, desde a comida que esbanjais e lançais ao lixo, às roupas que vos servem para uma estação apenas, tudo fazeis para mostrar luxo, gostos refinados, e fazeis disso os objectivos da vossa vida, o motivo por que vos cansais com tanto trabalho, com trabalho, por vezes, excessivo. Não vedes que o vosso cansaço põe um travo amargo naquilo que os vossos olhos cobiçam por vaidade, por ostentação?
Não vedes que não chegais sequer a gozar isso, verdadeiramente, porque o vosso corpo cansado, a vossa alma, que corre em busca de novas coisas, de coisas ainda melhores, já não têm verdadeira capacidade para as apreciar?
Meus filhos, dizei-Me: que pensais fazer disso tudo que agora tendes?
Talvez, dentro de algum tempo, deitar fora, quando vos fartardes! Dizei-Me agora também: achais que esses gastos vos dão alguma vantagem na caminhada que fazeis constantemente para o Céu?
Não serão eles até obstáculos que vos impedem de caminhar, que vos carregam de preocupações, de desejos, de ambições?
Entrai bem em vós, dentro dos vossos desejos e vede quantas coisas inúteis, supérfluas, desejais, coisas que podereis dispensar e respirar de alívio, de satisfação, na paz que dá desejar poucas coisas. Meus filhos, é bom que desejeis ser úteis.
É bom que desejeis ter aquilo de que precisais, para a vossa vida de todos os dias.
É bom que desejeis dar conforto à vossa família.
Mas não encheis vós a vossa família de coisas, até afogar a vida familiar nelas?
Vede quanto essas coisas vos ocupam e ocupam aqueles que vivem convosco, a ponto de quase não terem tempo de se encontrar como uma família! Meus filhos, é tempo de pensar em por um limite às coisas materiais, de pôr um travão aos gastos inúteis, de parar na corrida em que andais.
É tempo de pensar, de fazer planos, para que ganheis paz e tranquilidade. Pensai e fazei planos junto de Mim.
Procurai ver o que deveis fazer, de acordo com as ideias que vos patenteio.
Procurai-Me.
Eu vos ensinarei, vos direi o que deveis fazer, o que deveis comprar, o que deveis ter, em que vos deveis ocupar.
Não ouvireis a Minha voz, mas porei no vosso íntimo a certeza daquilo que o Senhor quer de vós e para vós. Meus filhos, como a Lúcia, perguntai-Me o que é que Eu quero que façais com o vosso dinheiro.
Vereis que vos mostrarei muitas formas de o aplicardes com utilidade. Não receeis, que não vos mergulharei em obrigações de pobreza, e não vos mandarei passar necessidades, nem fazê-las passar à vossa família.
Não esqueçais de que sou vossa Mãe, e que também na Terra administrei a minha casa, onde procurei sempre ter o maior conforto que podia dar aos Meus, mas sem desejar nada, para além do que podia ter. Meus filhos, Eu era pobre.
Muitos de vós não são pobres, mas, junto de Mim, aprendereis a administrar o que tendes, sem vos perderdes em excessos. Procurai-Me.
Como vossa Mãe, sinto-Me obrigada a dar-vos os melhores conselhos.
Se os seguirdes, vereis que a vossa vida muda, e, seja ela como for, comigo sentir-vos-eis felizes. Perguntai-Me com confiança: "Mãe, que quereis que faça?
" Farei que sobre vós venha a luz que vos ilumine, que dissipe as vossas dúvidas e podereis caminhar em segurança, em tranquilidade e em paz. E a paz que quero dar-vos, a paz que é Minha, a paz de Jesus".

"O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário, e o que sobrar e para a ajuda de uma capela que hão-de mandar fazer".


"Nestas Minhas palavras continuo a ensinar os Meus filhos sobre a forma de utilizar os bens que lhes são colocados na mão, seja de que forma for, sempre pela mão do Pai do Céu. A estas crianças o dinheiro viria das mãos mais diversas, e elas corriam o perigo de parar aí, de ver uma doação feita a elas, de forma popular e dispersa, e que elas poderiam utilizar segundo diversos critérios. Também vós, naquilo que recebeis, correis o perigo de pensar que é vosso, unicamente vosso, porque fostes vós que o ganhastes, por vezes com bastante dificuldade. Meus filhos, abri os olhos para a realidade das coisas.
Neste mundo tudo é vosso, porque o vosso Pai que o criou, vo-lo deu, o põe à vossa disposição, e vós tendes o direito e até o dever de Lho pedir, como filhos que sois, mas nada há que seja inteiramente vosso, a não ser o vosso pecado. Fazeis parte de uma grande família.
Convencei-vos de que a vossa família não pára nas pessoas do vosso sangue.
A vossa família abarca todo o mundo.
Tendes irmãos por toda a parte, de todas as cores, de todos os credos, em todas as nações, e tendes obrigação de os amar, mesmo aqueles que são desagradáveis, de os ajudar, de os proteger, de lhes valer. Nunca vos fecheis com aquilo que é vosso, porque o que vos sobra, aquilo que gastais em tanta inutilidade, que não vos serve para nada, senão para fomentar a vaidade, falta a muitos irmãos vossos. O vosso Pai distribuiu a riqueza pelo mundo, de forma que todos pudessem viver, sem luxo, mas de forma agradável.
Muitos guardaram para si grande parte dessas riquezas, e, por isso, forçosamente, terão que faltar noutros lados, onde, muitos filhos, irmãos vossos, verdadeiramente irmãos vossos, morrem de necessidades várias.
E este o grande pecado do mundo, que tem levado a muitos outros pecados.
Por causa da ambição humana e por tudo faltar em alguns lados, têm deflagrado as guerras, e os países fabricam cada vez mais as armas mortíferas, para dominar ou para não serem dominados.
Por causa da ambição e da miséria, caiu a humanidade no crime do aborto.
Pelos mesmos motivos se praticam crimes de furto, de traição, os abandonos mais cruéis àqueles que não se podem defender. Por causa da ambição das coisas materiais, pela ambição das honras, dos cargos importantes, pela ambição do poder e do dinheiro, se cometem as grandes injustiças e se perdem muitas almas que, de tanto ambicionarem o poder, o sucesso, a riqueza, acabam por se quererem colocar a si próprios no lugar que só pertence a Deus, e a recusar curvar-se e obedecer-Lhe, sem ser para conseguirem alguma coisa de material com isso, alguma estima humana, uma parcela de bem parecer junto dos irmãos, uma subida nas opiniões, nas honras, no poder. Meus filhos, como é perigoso possuir! Não queirais possuir senão o que vos é necessário.
Não desejeis possuir estimas, lugares importantes.
Tudo isso leva a ambições maiores, pois a ambição humana não pára naquilo que em cada dia consegue.
Essas ambições são desejos de soberba e levam-vos por desvios para caminhos errados. Dai do que tendes.
Não vireis a cara ao necessitado material ou espiritualmente.
Não acumuleis tesouros na terra, nem tesouros de dinheiro, nem tesouros de honras.
Se tendes um lugar destacado, aproveitai-o para servir melhor, porque há muitos que precisam de se chegar a vós para minorar as suas penas. Meus filhos, em tudo isto que vos aconselho, usai de prudência e bom senso.
Dai de vós o que o Senhor vos dá, mas não permitais desperdício dos bens do Senhor, sejam quais forem, por quem não os estime e os aproveite para viver em preguiça. Orientai os vossos irmãos que sofram de qualquer necessidade, com os vossos conselhos carinhosos.
Não queirais só encher-lhes a mão, e depois afastar-vos desinteressados. Quando dais, dai principalmente o vosso coração.
Tende atenção aos abusos e escolhei principalmente instituições organizadas, para fazer os vossos donativos materiais.
Que nunca eles sirvam para fomentar o vício, mas para o curar.
Meus filhos, lembrai-vos dos vossos templos, dos vossos sacerdotes, alguns deles tão necessitados.
Sede generosos com eles, porque estão ao vosso serviço, e é vossa obrigação sustentá-los. Prestai atenção ao que aconselhei a estas crianças.
Pedi-Me também sempre conselho, e Eu vos ensinarei a usar aquilo que o Senhor vos dá. Sede filhos parecidos comigo.
Sede generosos, sede até magnânimos.
Aquilo de que não precisais não é vosso, é de todos, e está nas vossas mãos para o distribuirdes. Meus filhos, disse-vos a princípio que nada é vosso, senão o vosso pecado, mas é preciso que vos diga que as consequências do vosso pecado também não são só vossas, pois estendem-se a todo o Corpo Místico, como ondulação provocada nas águas pela queda de um corpo. Quando caís, a ondulação do pecado atinge os vossos irmãos.
Quando amais o Senhor, O servis, vos sacrificais para Lhe obedecer, quando Lhe rezais, essas vossas acções também vão atingir os vossos irmãos, até lonjuras que desconheceis. Convencei-vos, meus filhos, de que sois irmãos, membros de um Corpo.
Todo o Corpo espera a vossa acção, a ação que vós, como membros específicos, podeis fazer.
Muitas dessas acções só vós podeis e, se não as fazeis, ficam por fazer, com prejuízo para muitos. Não sois o centro de nada, não sois muito importantes, sois pequeninos nadas de que o Senhor Se quer servir, e Se serve, na medida em que vós o consentis. Sede obedientes.
Sede exactamente o que sois: filhos pequenos.
O Senhor servir-Se-à de vós para espalhar as Suas riquezas, para espalhar o Seu Reino".

"Sim, alguns curarei durante o ano".


"Meus amados filhos, tenho sempre os olhos em vós! Tenho tanta pena das vossas almas e dos vossos corpos sofredores! Como Eu desejo aliviar-vos, mas vós não quereis tomar os remédios que vos aponto. Como quereis, filhos, curar-vos sem remédios?
Quando ides ao médico, não recusais tomar aquilo que ele vos aconselha.
Aceitais até tratamentos dolorosos, operações difíceis.
Não ousais pedir ao médico que vos cure, sem vos receitar nada. E vindes ter comigo, pedir a solução dos vossos males, das vossas doenças, dos vossos problemas, sem aceitar a receita que vos aponto, pedindo apenas um milagre, como se tivésseis direito a receber milagres, para premiar as vossas vidas pecadoras. Meus filhos, as vossas doenças físicas são, muitas vezes, resultado dos vossos pecados, que vos vão minando a alma e depois o corpo.
Outras vezes são-vos mandadas como sinal de alerta, para mudardes de vida, para prestardes atenção ao nada que sois, para verdes que esta vossa vida é transitória, para não esperardes que ela dure eternamente, como não dura eternamente a vossa juventude, a vossa força, a vossa beleza, os vossos gozos materiais. Nestes casos, como poderei Eu fazer-vos o milagre e curar-vos, sem que aprendais a aproveitar a lição que a doença vos traz?
Tendes primeiro que mudar de vida.
Tendes primeiro que vos arrepender, que vos chegar mais ao Senhor, e, só então, esperar a cura. Quando vos sentirdes doentes, meus filhos, meditai.
Fazei um exame de consciência, para verdes o que é que está mal convosco, nas vossas relações com Deus.
Vede como está a vossa frequência de oração, como está a vossa caridade, como está o vosso perdão.
Examinai como ocupais o vosso tempo, o que vedes, como vos distraís, como cumpris o vosso dever.
Olhai para aquelas coisas que fazeis, que dizeis, que pensais, e que desagradam ao Senhor. Meus filhos, tendes muito que emendar, muito que modificar, e está-vos sendo transmitido um sinal para acordardes dessa modorra em que andais, e para lançardes mãos à obra na vossa emenda de vida.
Eu quero curar-vos e curar-vos-ei, certamente, se tal for da Vontade do Senhor, e vir que aquilo que vos aflige vos serviu de medida de educação, de conversão. Não esqueçais também que há dores, há doenças que servem para santificação pessoal, ou para participardes da conversão dos vossos irmãos.
São sofrimentos especiais que são dados a algumas almas.
Há também doenças que vêm no fim da vida.
Vós não sabeis os planos do Senhor a vosso respeito.
Podereis ter vida curta ou longa.
Pedi sempre a cura, mas aceitai sempre a Vontade do Pai, que sabe o que é melhor para vós. Depois de procurardes emendar-vos daquilo que está mal, ficai em paz, porque, se a vossa doença não for final, nem for para partilhar com ela dos sofrimentos de Jesus, vós sereis curados. Tende atenção à confiança que deveis ter, ao amor com que deveis encarar todo o sofrimento.
Não desespereis, mesmo que tenhais que esperar.
Todo o sofrimento vos é muito útil, se o souberdes aproveitar inteligentemente, se souberdes ver mais além que os limitados horizontes que vos cercam, se souberdes olhar para o Céu, onde vossa Mãe vos espera. Esperai vós por Mim com paciência.
Aproveitai o tempo que vos é dado para crescer no Amor de Deus, e para diminuir nos vossos próprios conceitos.
Se soubésseis como é precioso o tempo que desperdiçais! Meus filhos, desperdiçar o tempo é agir como crianças que deitassem fora ouro aos punhados. É ouro cada minuto que tendes.
Se é um minuto com dor, é ouro enfeitado com pedras preciosas.
Aproveitai-o.
Oferecei-o ao Senhor como prova do vosso amor, e recebereis o Amor d'Ele em troca. Ouvi o segredo que vossa Mãe tem para vós: Aproveitai o vosso tempo.
Usai-o com inteligência, pois dele depende o grande negócio da salvação das vossas almas.
Usai-o com prudência e sereis vós a lucrar.
Perguntai-Me todos os dias o que deveis fazer, e Eu ajudar-vos-ei a dirigir bem essa difícil empresa.
Filhinhos, receio sempre a vossa fraqueza.
Apoiai-vos em Mim, que Eu por-vos-ei a salvo, trazer-vos-ei finalmente, para a felicidade, quando o vosso tempo terminar.
Até lá, trabalhai, com os olhos em Mim, como Eu tenho sempre os olhos em vós".

"Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas".


"Com estas palavras, meus filhos, falei de algo muito importante.
Quero hoje que presteis atenção a este ponto, para que vejais quanto tendes falhado em matéria tão grave. Reparai que vos digo: Rezai, rezai muito.
Rezar muito não é rezar de vez em quando.
Rezar muito, não é rezar uma vez por dia.
Rezar muito, não é rezar qualquer coisa, a correr.
Rezar muito é isso mesmo que o nome indica: é rezar muito. Não digais que não podeis fazer isto que vos peço.
Não digais que não tendes tempo, porque vós tendes muito tempo que desperdiçais com coisas sem importância, com divertimentos vãos, com coisas que a nada levam e que, se as não tivésseis, não vos fariam falta alguma. Tendes tempo disponível.
Todos vós o tendes, mas não estais acostumados a aproveitá-lo, e deixais que passe sem o utilizardes.
Dizei-Me: Em que ocupais o tempo das vossas idas e vindas?
Em pensamentos que não sabeis depois descrever, talvez em conversas desnecessárias, em coisas para passar o tempo. Sabeis, meus filhos, que enquanto estais assim distraídos, se perdem almas?
Oh, meus filhos, será que isto não vos aflige, vós que vos afligis tanto, quando presenciais ou até quando sabeis de algum grande desastre, de algum acidente com perda de vidas?
Meus filhos, a queda no inferno é pior que qualquer desastre, que qualquer catástrofe que possa acontecer no mundo, mesmo que fosse a sua completa destruição. Se tendes em vós um mínimo de sensibilidade, haveis de vos afligir, por saberdes que irmãos vossos se perdem para sempre, optam pela desgraça eterna, como loucos, que nunca mais poderão sair dessa desgraça, porque atingem a impossibilidade de mudar de querer. A sua desgraça será quererem ser sempre desgraçados, preferirem o ódio eterno ao Amor Eterno, antes quererem, pelo motivo desse mesmo ódio, o eterno sofrimento, a curvarem-se perante Deus, a aceitar o perdão que Ele, certamente, daria, se elas quisessem.
Meus filhos, vós não podeis sequer entender como isto é, na realidade do seu horror, porque não suportaríeis entender plenamente tal coisa.
Será suficiente se vos sentirdes preocupados, aflitos, com esta ideia, a ideia de que muitos se perdem, enquanto vós perdeis tempo, enquanto vós gozais. Que essa preocupação, essa aflição de verdes irmãos vossos, a perderem-se, vos faça rezar por eles, rezar muito, rezar sempre, aproveitando para isso todas as oportunidades, pois todas as horas são horas para morrer alguém, e não sabeis se algum irmão se perderá porque vós não fizestes, pelo vosso lado, esforço de oração para romper a sua teimosia orgulhosa.
Um dia, no Céu, vereis quantas almas vos agradecerão, agora já humildes, as orações que fizestes por elas, mesmo sem as conhecerdes, e que lhes permitiu vencer, no último instante, o orgulho que as cegava e as punha em tão grave perigo. Mas é preciso que vos diga, meus filhos, que, para certas almas muito obstinadas, rezar não basta.
É preciso que façais sacrifícios por elas, os sacrifícios que elas não fazem, os sacrifícios que lhes ganharão o Céu, que são o passaporte de entrada para almas que recusam tratar dos documentos de pureza e humildade que as identificarão.
É preciso que sejais vós a tratar disso para elas.
Algumas, por certo, conheceis.
Talvez até as tenhais na vossa família.
Outras, são para vós desconhecidas, mas, perto ou longe, meus filhos, há sempre alguém que precisa de vós, da vossa oração, do vosso sacrifício.
Tomai a peito esta missão que vos dei em Fátima.
Se nesse tempo ela era importante, muito mais o é agora, nestes anos de impiedade, de indiferença religiosa, nestes anos em que se vive para o mundo e em que se faz gala da imoralidade. O Meu pedido vem directamente para agora.
Não é pedido de anos passados, a que já não seja preciso atender.
Mais do que nunca, é preciso que atendais este Meu pedido, porque agora as almas correm perigo muito maior. Fiz este pedido com tristeza, como Mãe que sofre por ver a desgraça de tantos filhos, e não poder fazer mais por eles.
Agora peço-vos, com uma tristeza maior, pois vejo o pouco caso que fizestes do que vos disse, e porque vejo um número cada vez maior de almas em perigo de perdição eterna. Atendei a vossa Mãe.
Fazei o que puderdes pelos vossos irmãos.
Não percais tempo, meus filhos.
Tendes tão pouco! Muito menos têm alguns irmãos vossos que precisam urgentemente da vossa oração e do vosso sacrifício.
Muitos precisam agora, neste momento.
Vede a importância de todos os momentos.
Vede a grande responsabilidade que ponho nas vossas mãos: a ajuda na boa opção dos vossos irmãos.
Muito depende de vós. Orai, meus filhos.
Começai a rezar, agora, já neste momento e no outro e em todos os que puderdes, e não logo, quando tiverdes mais tempo ou mais disposição.
Habituai-vos a amar esses irmãos desconhecidos, que são muito amados por Jesus.
Sim, todos são muito amados, mesmo aqueles que O não amam, que O recusam. Jesus ficar-vos-á eternamente grato por cada alma que ajudardes a salvar.
Mostrai-Lhe amor, ajudando com as vossas orações e sacrifícios a salvar os filhos tão amados, por quem Ele morreu, e O recusam. Meus filhos, conto convosco.
Não Me desiludais.
Sempre que rezais pelos vossos irmãos, abençoo-vos.
Sempre que vos sacrificais por eles, beijo-vos.
Rodeio-vos com os Meus cuidados, com o Meu Amor, e tudo farei por vós, para vos ajudar na vossa tarefa. Confiai em Mim.
Eu quero confiar em vós".

 

Quinta Aparição: 13 de setembro de 1917
Nossa Senhora:
Continuem a reza o terço, para alcançarem o fim da guerra.
Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo.
Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda.
Trazei-a só durante o dia.

Lúcia: Têm-me pedido para lhe pedir muitas coisas: A cura de alguns doentes, de um surdo mudo.
Nossa Senhora:
Sim, alguns curarei, outros não.
Em Outubro farei o milagre para que todos acreditem.

Comentários da Virgem Maria:
Continuem a rezar o terço para alcançarem o fim da guerra.


"Meus filhos, o Meu Coração de Mãe vem hoje falar-vos mais uma vez da eficácia do terço para acabarem as guerras, tanto as guerras entre países, como as guerras entre vós, e ainda as guerras que tendes de suportar convosco mesmo, com o vosso carácter, com o vosso temperamento.
Quero falar-vos também da eficácia do terço, para afastar as guerras que o vosso inimigo vos faz e que, por vezes, tanto vos perturbam.
Meus filhos, vós percebeis muito pouco de guerras.
As estratégias militares são muito complicadas e os segredos de guerra bem guardados.
Mas se é difícil entenderdes de guerras, das guerras que deflagram pelo mundo aqui e ali, muito mais difícil são de entender as vossas guerras com os irmãos, porque cada um de vós pensa ter razão e, afinal, normalmente, cada um apenas tem meia razão.
Mais difíceis ainda são as guerras íntimas que tendes que travar com as vossas tendências, que, muitas vezes, não conseguis dominar, e se tornam aliadas do vosso inimigo, nas guerras que ele trava contra vós.
Estas são arquitectadas por uma inteligência superior à inteligência de qualquer de vós.
Quanto mais as tentais entender, quanto mais as discutis, mais nelas vos enredais e mais dificuldade tendes de vencer, porque o vosso inteligente inimigo sabe aliciar-vos com gostos de acordo com as vossas tendências, sabe encher-vos de razões, contra as razoes dos vossos irmãos, sabe entristecer-vos e enervar-vos tanto que percais a vontade de rezar, tanto que só vos apeteça consolar-vos com qualquer coisa.
Essa coisa, se não for pecado, pelo menos será um amolecimento, uma perda de tempo, um afastamento d'Aquele a quem vos deveis unir em primeiro lugar, para conseguirdes vencer.
E contra tudo isto que o terço é a arma simples, a arma segura e terrível, que o vosso inimigo teme, porque ela dá a vitória a quem a empunha, mesmo que seja com mão trémula.
Meus filhos, o terço alcança todas as graças, vence todas as guerras.
E com o terço que vencereis e que alcançareis o fim das guerras, as exteriores e as interiores, tantas vezes tão difíceis, que, vós próprios, já não sabeis o que fazer nessas circunstancias.
Quando a tentação vos assedia, pegai no terço; quando a tristeza vos ronda, pegai no terço; quando vos sentis enervados, indecisos, confusos, pegai no terço.
Pegai no terço sempre que não sintais valor nem vontade alguma para o bem.
Pegai no terço sempre que não vos apetecer rezar, quando estiverdes aborrecidos, com vontade de largar tudo.
Vereis então como essa vossa guerra se pacifica, como o vosso caminho se ilumina, como a vossa tristeza diminui, até se esvair.
Meus filhos, quando ouvirdes falar de guerras em qualquer lado, quando vos falarem de desventuras ou as presenciardes, pegai no terço e rezai por essas pessoas, para que a paz desça sobre elas, para que sejam salvas desse mal, do mal que as guerras trazem.
Não penseis que podeis vencer as vossas dificuldades sozinhos.
Só conseguis enredar-vos em complicações, nervos e tristeza.
Quando algum problema vos ameaçar, fugi logo para junto de Mim, de terço na mão, porque, muitas vezes, isso que vos aflige é estratégia do vosso inimigo para vos afastar da oração.
Se lhe fazeis a vontade, ele vence.
Não façais o que ele quer.
Nessas alturas rezai mais e ele afastar-se-á, ao ver frustrados os seus planos que afinal, vos levam a uma maior oração. É pela oração, só pela oração que vencereis.
Este é o Meu ensinamento de hoje para vós.
Esta é a arma que vos dou, a arma infalível, que qualquer um pode manejar: a oração, o terço. Deposito o Meu terço nas vossas mãos, filhinhos, usai-o.
Dou-vo-lo com amor.
Usai-o e rezai-o com amor.
Mostrai nele e por ele, amor, amor que Eu terei a felicidade de ir aumentando, na proporção em que o rezardes".

Em Outubro vira Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo.


"Meus filhos, tenho-vos procurado para vos cobrir de bênçãos.
Aproveito todas as vossas disposições boas para vos abençoar, porque vós precisais muito de ser abençoados. A bênção tem efeitos benéficos sobre vós, meus filhos.
Por isso, deveis procurar receber uma bênção sempre que puderdes.
Mesmo que continueis a sentir-vos iguais, com a bênção sois reforçados com o poder do Senhor contra todo o poder das trevas, que tudo faz para vos desencorajar e vos fazer cair nas redes que, por todo o lado, vos estende.
Procurai receber, muitas vezes a bênção do Santíssimo Sacramento.
E a mais poderosa bênção, aquela que mais vos enche de forças, de graças, de luzes.
Mas há outras bênçãos.
E sempre bom, sempre útil a bênção de um sacerdote.
Não a desprezeis, mesmo que tenhais com esse sacerdote muita confiança, mesmo que ele seja da vossa família, e que, por vezes, vos esqueçais do que ele é.
Vós próprios podeis abençoar-vos uns aos outros.
Há em todos vós, meus filhos, uma força de amor, uma força de caridade, que, posta em movimento, vai movimentar o poder do Senhor.
Quando abençoais um irmão vosso, com verdadeira intenção de o fazer, com desejo de que ele seja abençoado, movimentais a bênção poderosa de Jesus, que se compraz em abençoar e abençoa, com agrado, todos aqueles sobre os quais vós estendeis a prece da bênção.
Esse vosso irmão fica fortalecido, protegido, rodeado por uma maior força de amor, que vós chamastes sobre ele. Deveis muitas vezes abençoar os vossos irmãos, principalmente aqueles que vedes com alguma necessidade, aqueles que vedes enfraquecidos por tentações, por problemas, com dificuldades de decisão, tristes ou doentes.
Este é um dever de caridade que tendes para com eles, e que, muitas vezes, a maior parte das vezes, sempre ou quase sempre, descurais.
Alguns de vós nunca o fizeram, por desconhecerem como abençoar é importante.
A partir de agora, meus filhos, utiliza em favor dos vossos irmãos, mais esta arma que vos confio.
Vós próprios, quando não tiverdes quem vos abençoe, ajoelhai-vos e pedi-Me a bênção.
Vereis que vos sentireis melhor, com mais forças para resistir à tristeza, a tentação, à dúvida.
E, mesmo que a provação pela qual estejais passando, pela Vontade do Senhor, não vos permita sentir diferenças, podeis ter a certeza de que elas existem quando sois abençoados. Meus filhos, o mundo precisa também de ser abençoado.
Pedi ao Senhor que o abençoe.
Pedi muitas vezes, com fé, com amor, com esperança e confiança firme de que Ele o abençoa, porque ama todos os filhos que o habitam, e porque o criou e deseja muito torná-lo naquilo que foi antes de o pecado o começar a destruir.
Filhinhos, nesse dia viemos, efectivamente, abençoar o mundo, e o mundo veio a conhecer o resultado da bênção, com o fim da guerra, que em breve se verificou.
Sem a bênção do Céu, continuaria a revolver-se sangrentamente.
Depois dessa guerra, outras surgiram, pela vontade livre dos homens, que não pedem para ser abençoados, fortalecidos e libertos dos poderes do mal e, assim, os deixam enredar em si cada vez mais.
Pedi, meus filhos, muitas vezes, ao Senhor que venha abençoar o mundo e assim o livre das guerras e de todo o mal que faz sofrer tanto criaturas inocentes.
Não esqueçais o valor da bênção.
Utilizai-a.
Distribuí-a por todo o mundo, para que o pecado seja vencido mais depressa, para que a luz dissipe as trevas e todos vejam, claramente e sem dúvidas, quem é Aquele que devem adorar. Meus filhos, Eu vos abençoo agora.
Parai um momento e recebei a Minha bênção, que vos traz a luz e a força de Jesus.
Ele vos guarda no Seu Amor, dá-vos a Sua graça, a Sua força, a Sua luz, a Sua paz".

Deus está satisfeito com os vossos sacrifícios. Mas não quer que durmais com a corda.


"Meus queridos filhos, quando é que vos poderei dizer o que disse a estas crianças, que Deus está satisfeito com os vossos sacrifícios? Qual de vós se sacrifica o que deve para colaborar na obra da conversão dos seus irmãos, para a sua própria conversão?
Meus filhos, vos sentis-vos mais motivados para aquilo que vos agrada, que fala aos vossos sentidos.
É o que enche os vossos olhos, os vossos ouvidos, o vosso paladar, aquilo que lisonjeia, de qualquer forma, a vossa vaidade! Meus queridos, como Eu gostaria de vos fazer entender que a satisfação dos sentidos não vos conduz a nada de útil e pode conduzir ao pecado! Como Eu gostaria de vos mostrar o valor da mortificação, não por si própria, mas com finalidade de purificação e conversão, com finalidade apostólica. A dificuldade que tendes em compreendê-lo e pô-lo em prática reside na vossa falta de visão no que toca à Vida Eterna, na inconsciência em que viveis no turbilhão para onde o mundo vos arrasta.
Estas crianças compreenderam o que era perder-se uma alma.
Compreenderam-no dentro das suas limitações de crianças, do lugar e do tempo em que viveram.
Mas o que entenderam chegou para se darem totalmente à missão de tudo fazerem pela conversão dos pecadores.
Que fazeis vós neste sentido? Sabeis que pertenceis ao Corpo Místico de Cristo, mas sabei-lo verdadeiramente ou só em teoria? Como é que vos sentis motivados para este trabalho? Que fazeis para que se convertam aqueles que jazem nas trevas do pecado?
Meus filhos, vos todos sois pecadores.
Não penseis que isto é missão que dou a santos para converter pecadores.
Pecadores não são só aqueles que vedes ou sabeis fazerem grandes pecados, não são só aqueles que estão afastados do Meu Filho.
Pecadores sois vós também.
Oh, meus filhinhos, como Eu queria que compreendêsseis isto, que assumísseis a vossa posição de pecadores diariamente perdoados, de pecadores que se chegam constantemente, com confiança de crianças à Fonte do perdão, de pecadores que não se sentem com direito a nada, senão à Misericórdia, ao Amor infinito, de pecadores que empregassem todos os cuidados e todos os meios para se converterem cada vez mais, e para converterem os seus irmãos!
Sabeis, meus filhos, que um sacrifício que façais com amor pode salvar um irmão vosso? Sim, muitos de vós o sabem.
Já tem sido dito.
Mas quantos de vós o praticam? E se praticam, com que frequência o fazem? Se o fazem com alguma frequência, como é que o escondem?
Examinai-vos bem e vede se sois capazes de sofrer em silêncio, sem fazer cara de vítimas, sem dar a entender que sofreis, perfumando a vossa cabeça, como diz Jesus.
Perfumar a cabeça é usar o perfume do sorriso, da boa palavra, da atitude de disponibilidade, que leve o vosso próximo a pensar que isso não vos custa nada, ou até a nem reparar em vós.
Esse e o sacrifício que agrada a Jesus, como ele próprio o diz nos Evangelhos. Meus filhos, normalmente não vos são pedidos sacrifícios extraordinários.
Muitos de vós nem sequer teriam possibilidades físicas para tal.
Mas é pedido a todos o sacrifício do dever diário, feito com boa cara, principalmente aquele que mais vos custa e aquele que costumais omitir ou adiar.
Também vos é pedido que vos priveis de algumas coisas desnecessárias, que vos priveis de alguns gastos, poucos ou muitos, à medida que disso vos fordes lembrando.
Quando vos lembrais de que podereis privar-vos de qualquer coisa, tomai atenção, porque, se isso vos foi lembrado é porque, provavelmente, tal vos é pedido.
Se for coisa de que vos possais privar, sem prejuízo da vossa saúde ou da paz doméstica, não precisais de entrar em diálogo com os vossos apetites, porque eles vos derrotarão, certamente, aliciando-vos com as suas razões.
Nessa altura fazei o que o Senhor vos pede, com paz, com amor, e guardai-o no segredo do vosso coração, onde Deus o vê, e que, afinal, é o único que vos interessa que veja, porque é o único que vos pode premiar.
Estas crianças, no seu ardente desejo de mortificação, tornavam-se imprudentes, deitando-se com a apertada corda à cintura, o que, com as dores que lhes causava, as impedia de dormir.
Foi preciso o Meu Amor vigilante, para acabar com o que lhes fazia mal à saúde. Convosco haverá também este perigo? Não creio, meus filhos, porque vós tendes até dificuldade em sofrer aquilo que vos acontece diariamente.
De qualquer forma, sabei que não vos são pedidas mortificações extraordinárias, se não cumpris aquilo que o vosso dever impõe, se não aceitais com amor aquilo que o Senhor vos envia.
Se quereis entregar-vos a outras penitencias, mas omitis o vosso dever e reclamais de alguma dor física, de alguma falta de atenção, de gratidão de alguém, se contais a meio mundo o que sofreis, o que vos fizeram, se não sabeis oferecer e calar, amar e sorrir, então estais em erro.
Quando puserdes em prática isto que vos ensino, então Jesus ficará satisfeito convosco, e ir-vos-á pedindo outras coisas, como se faz a pessoas com as quais temos confiança, com as quais podemos contar.
Gostaria de contar convosco, com a vossa vida de oração e sacrifício.
Quereis dar-Me aquilo que sofreis no dia-a-dia? Dai-mo com sorrisos.
Eu gosto de vos ver sorrir, porque o sorriso mostra que se dá de boa vontade, que se dá com amor. É esse amor sacrificado que vos peço, amor que quero tornar semelhante ao Meu Amor de Mãe de todos vós. Queridos filhos, amar é dar, é dar-se.
Dai-vos todos ao Meu Amor e ao Meu serviço, que é o serviço do Senhor, o serviço da salvação de todos os seus filhos. Os vossos irmãos precisam de vós.
Vós precisais de treino espiritual, treino que só a mortificação dá à alma, como a ginástica o da ao corpo. Vinde comigo, encher de sorrisos o vosso dia.
Tapai com o sorriso todo o aborrecimento, toda a irritação, e sereis como atletas que se preparam para competição.
A competição dura o que durar a vossa vida.
Correi para chegar a meta, onde Eu vos espero, onde vos abraçarei e levarei para a eterna felicidade que quero compartilhar convosco".

Trazei-a só durante o dia.


"Mandei estas crianças usarem a corda só durante o dia, porque, usa-la durante a noite, se tornava excessivo e prejudicial para a sua saúde.
Foi o seu excesso de zelo, o desejo de sacrifício, pela conversão dos pecadores, que eles sabiam em grave perigo de cair no inferno, que eles tinham visto, que Me fez corrigir-lhes aquilo que era demasiado. A vós também quero corrigir excessos, mas já não de mortificação, como a estas crianças.
A vós quero corrigir os excessos de vaidade, de luxo, de prazer, de comodismo, de gastos, de auto comiseração, de ressentimentos, de trabalhos, de futilidades, de irritação, de imoralidade, de ambição e tantos outros que vos tenho apontado. A qual de vós poderei dizer "basta", em matéria de sacrifício?
Meus filhos, quanto tendes que aprender com estas crianças serranas, ignorantes de tudo o que vós achais importante, ignorantes em letras, em artes, em ciências, em coisas do mundo, mas cheios, a transbordar de amor a Deus e aos irmãos!
É isso, justamente, que vos falta, meus filhos: Amor. Vede bem, examinai as vossas consciências.
Reparai que todas as vossas faltas são faltas de amor.
Filhos, se vós amásseis, por certo não faríeis isso de que vos acusais.
Se tivésseis mais uns graus de amor ao Senhor, evitaríeis os pecados em que cais.
Eles deixariam até de ter para vós tanto atractivo, porque vos sentiríeis permanentemente atraídos pelo rosto de incomparável beleza do vosso Mestre. Se amásseis mais Jesus, derramaríeis o Seu Amor sobre os irmãos, mesmo à custa de algum sofrimento, pois também foi com sofrimento que Ele derramou o Seu Amor, em Sangue, sobre vós. Se amásseis os vossos irmãos, não lhes faríeis o que lhes fazeis, não falaríeis dos seus defeitos, cercá-los-íeis de respeito, de ternura. Vou pôr o Meu dedo sobre a vossa ferida, essa ferida infectada que transportais e não vedes.
Meus filhos, tudo isso acontece porque vos amais a vós próprios mais que a qualquer outra pessoa, mais até do que amais Jesus. O vosso egoísmo é a fenda que vos faz sofrer quando alguma coisa não corre à medida dos vossos desejos, quando tendes, por qualquer motivo, de vos privar de alguma coisa, quando sofreis alguma falta de atenção, quando deixais a oração, o tempo de estar com Jesus, para fazer alguma coisa que agrada mais aos vossos sentidos.
Meus filhos, deixai-Me tratar essa ferida de egoísmo, tão grande e tão feia.
Não deixeis que ela aumente, à medida que os anos vão passando e vos torne em pessoas cada vez com menos paciência e mais desejosas de comodidades.
Sim, meus filhos, a ferida do egoísmo tende sempre a aumentar se não tratais dela, e vós tendes muito pouco jeito para isso.
Alguns de vós tentam, até com boa vontade, mas reparam, com desgosto, que não conseguem vencer esse mal.
Colocai-vos sob a Minha direcção.
Como estas crianças, obedecei-Me.
Fazei o que Eu vos digo para fazer, deixai o que Eu digo para não fazer, e vereis como a ferida do egoísmo se irá curando, e aprendereis a amar como nunca amastes.
Amar é tudo o que tendes que fazer para vencer a luta pelo Céu, a luta que tendes que travar por vós e pelos que não querem lutar, mas que tendes obrigação de ajudar, porque são vossos irmãos, porque são como crianças doentes, incapazes de ver, de ouvir, de fazer alguma coisa de verdadeiramente útil para a eternidade que os espera.
Enchei os vossos corações com a palavra eternidade.
Deixai-a ecoar em vós e vereis como a vida do mundo é fútil, e como tendes perdido tempo com aquilo que passa tão rapidamente, que não pode acompanhar-vos.
Sim, no fim da vossa viagem, chegareis sós com o amor que tiverdes no coração.
Só o amor conta, realmente, para a vida verdadeira, para a vida que não acaba, para a qual caminhais, e também para esta vida de passagem, para que seja feita com paz e alegria. Onde ireis buscar esse amor? Meus filhos, não podeis comprá-lo, mas podeis pedi-lo, pois Jesus tem no Seu Coração um reservatório infinito de amor.
Só Ele vo-lo pode dar, e vós deveis pedir-Lho sem cessar, porque enquanto durar a vossa vida o amor é sempre susceptível de crescer. Desejai amor.
Desejai aumentar em amor, incessantemente.
Aprendei meus filhos, a aspirar por amor com toda a alma, a chegar-vos para Jesus muitas vezes ao dia, sempre que vos lembrardes, e pedir-Lhe que vos encha de amor.
E o pedido que Lhe podeis fazer para vos que mais Lhe agrada e que, sem dúvida, satisfará. Pedi-me também a Mim que vos ajude a chegar-vos para Jesus, porque vós tendes sempre a tendência para fugir, como crianças com desejo de brincar. Andai pela Minha mão, e Eu conduzir-vos-ei com segurança.
Meus filhos, é o Meu Coração cheio de Amor que vos procura. Procurai-Me.
Não vos fugirei. Vinde a Mim.
A todos acolherei e ensinarei a progredir no caminho do amor".

Sim, alguns curarei...


"Amados filhos, já vos falei tantas vezes sobre cura! Já sabeis por que é que tantas vezes adoeceis.
Meus filhos, no Paraíso não havia doenças, porque não havia pecado.
O homem era belo e feliz.
Com o pecado, foi buscar para si tudo aquilo de que veio a queixar-se, magoado. Todos esses males que vos pesam, eu quisera tirar de cima de vós.
Meus filhos, quisera ver-vos belos e fortes! Sim, alguns curarei, mas quanto desejaria curar-vos todos! Porquê só alguns filhos? Porque só alguns Me dão liberdade para o fazer.
Outros, apesar de dizerem que querem ser curados, atam as Minhas mãos, antes que Eu as levante para abençoar.
Atam-nas com os seus pecados pessoais e com toda a resistência aos meus conselhos, resistência essa que escondem no coração. Estas almas pedem muito para ser curadas, mas nada fazem de concreto para isso.
Não mudam de opiniões, não mudam de forma de ver, não mudam de vida. Quantos parecem até muito cumpridores.
A seus olhos e aos olhos dos irmãos são almas muito cumpridoras, muito piedosas, pois correm de igreja em igreja, de um a outro exercício de piedade.
Mas como estão realmente os seus corações? Por dentro Eu não vejo piedade, não vejo amor.
Vejo rancores, teimosias, apegos, principalmente apegos ao "eu", às ideias, às opiniões pessoais, aquilo que sabem, àquilo que querem.
Outros, pela sua saúde ou vida profissional, não podem andar nestas corridas, ditas de piedade, mas clamam por cura e, tantas vezes, dizem que não são ouvidos.
Pois não, meus filhos, não podeis ser ouvidos porque as vozes dos vossos vícios, das vossas zangas, das vossas futilidades, das ambições, falam mais alto que vós.
Fazei calar essas vozes.
Tornai-vos mansos, conciliadores modestos, almas orantes, e então o vosso pedido chegará ao Céu. Alguns parecem ter-se convertido, mas o Senhor sabe que a sua emenda não é verdadeira.
E como uma moeda de troca para se curarem. Meus filhos, não vos esqueçais de que Deus vê os vossos corações e sabe sempre os motivos por que fazeis seja o que for.
Tudo o que fazeis com duplas intenções não tem valor.
Sois como aqueles judeus que foram a Betânia ver Jesus, mas também para ver Lazaro, para satisfazer a sua curiosidade, e depois trataram de cogitar planos para matar os dois. As duplas intenções são falsas e o Senhor desvia delas o Seu rosto.
Duplas intenções conduzem a pecado exterior ou interior, pois, mesmo parecendo que estais fazendo uma ação boa, estais apenas procurando os vossos interesses e, assim, desterrais Deus daquilo que fazeis. E vós, minhas filhas, achais que gosto de vos ver a fazer os vossos pedidos dessa forma mundana, que ofende a presença do Senhor ? Por que trazeis essas modas para as igrejas e até para os Meus Santuários? Isso não é forma de se pedir coisa alguma.
Apresentar-vos assim é o mesmo que dizer que vos sentis muito bem como estais, que sabeis o que quereis, que não quereis agradar-Me, e que pouco vos importam as Minhas opiniões sobre o assunto.
É assim que quereis curar-vos e pedir a cura para os outros? Não sabeis, realmente, pedir como deveis, pedir com humildade, com perseverança. Muitas vezes, cansais-vos de pedir, quando Eu queria ver-vos a pedir mais, com mais fidelidade, maior emenda da vossa vida.
Por vezes estais quase a ser atendidos, quando vos cansais e voltais à vida antiga de futilidade e pecado.
Meus queridos filhos, sim, alguns curarei, aqueles que pedirem como deve ser, e procurarem viver de acordo com os Meus conselhos de Mãe, que vê mais do que vós, que vê o que fazeis de perigoso, com a desculpa de que agora é assim e de que todos o fazem.
Pois fazem, meus filhos, mas fazem mal, e vós, se quereis salvar-vos, se quereis curar-vos, não os deveis imitar. São as vossas almas que quero curar primeiro.
Só depois curarei os vossos corpos.
Não queirais o contrário, porque estareis a laborar em erro.
Os vossos corpos são importantes, mas cuidado, por causa dele não descuideis a vossa alma, porque o lugar por onde a encaminhardes agora, é onde ela ficará depois. E vede, meus filhos, quanto mais imperfeições acumulardes, mais difícil se tornará para vós a purificação, mais doloroso será limpar-vos dessas faltas, das quais agora costumais sorrir. Olho com tristeza para alguns de vós, olho com esperança para outros.
Mas, carregados de tristeza ou de esperança, os Meus olhares de Mãe são sempre olhares de amor. Correspondei ao Meu Amor.
Procurai emendar-vos diariamente daquilo que vos aponto, para vosso bem.
O que vos digo é serio, muito sério.
Pensai nisso e vede o que tendes de modificar.
Não receeis, Eu dar-vos-ei força. Vamos, meus filhos, animo.
Ponde mãos à obra, que Eu estarei convosco, e dar-vos-ei a vitória...
vitória para a qual deveis tender, com a qual vos deveis preocupar, porque e a realização de toda a vossa vida. Também quero dizer-vos que há mais pessoas que sofrem por outros motivos.
Já vos falei dos sofrimentos necessários, dos sofrimentos purificadores, apostólicos, dos sofrimentos que muitos sentem, como participantes do Corpo Místico de Meu Filho. O sofrimento é, e será sempre, para vós um mistério, que em vão tentais decifrar.
O sofrimento é um dos mistérios que tereis que aceitar com fé, com esperança e com caridade.
O sofrimento e a cruz que vos guia no exercício das virtudes teologais, que é o caminho que conduz a perfeita união com Deus, com mais segurança e melhor que quaisquer dons de oração que possais receber, ate qualquer dom extraordinário que julgueis possuir.
Há sofrimento em muitas pessoas, que o aceitam, e vivem em conformidade com a Vontade do Senhor, há o sofrimento dos velhinhos, há o sofrimento das crianças, há o sofrimento da Minha vida e há o sofrimento de dimensões infinitas que esmagaram o Corpo e a Alma do Meu Filho.
Porque tanto sofrimento? Por que sofreis tanto? Por que sofrem os inocentes? Meus filhos, quem era mais inocente que Jesus? Apesar de nenhum de vós se poder considerar inocente, o sofrimento não é, por força, sempre consequência do pecado actual.
É consequência do pecado original que vos lançou numa situação de miséria, de incapacidades e carências.
É uma consequência da Redenção, que vos leva a colaborar com Jesus, mais perto ou mais longe. Meus filhos, é necessário que todos vós aceiteis a Vontade de Deus a vosso respeito, e essa Vontade Santíssima nem sempre vê as coisas conforme os vossos desejos, mas conforme o plano da Redenção.
É por isso que alguns de vós curarei sim, mas não o farei a todos, porque, para Mim, a Vontade do Senhor é o único guia de tudo o que faço. Desejo muito que ela seja para vós também o guia pelo qual guiais os vossos desejos e as vossas acções. Podeis sempre pedir a cura.
Deveis mesmo faze-lo, pois, quando pedis com humildade e aceitação, sobre vós, ou desce a cura, ou desce uma bênção de santificação para vós ou para o próximo. Esta é a minha lição hoje.
Amai aquilo que o Senhor vos dá, mesmo que não seja do vosso agrado.
Uni-vos a Ele através do exercício das virtudes teologais, e estareis a colaborar com Ele na salvação do mundo".

... A outros não.


"Outros não, porquê? Por que é que não posso fazer o bem que desejo a todos os meus filhos? Não sou Eu a Rainha do Céu e da terra? Não tenho Eu todo o poder junto do Coração de Jesus? Certamente, mas não posso fazer-vos o bem a força.
Não posso fazer-vos o bem que vós não quereis que Eu vos faça. Quereis que vos ajude, dizeis vós.
Não, meus filhos, não quereis, porque, se quisésseis, não Me atáveis as mãos dessa maneira.
Que diríeis de um doente que atasse o seu operador e lhe pedisse que o operasse mesmo assim? Que quereis que vos faça, se vós sois aqueles que se afastam, na vossa vida diária, se não procurais a Minha companhia, se preferis mil distrações?
Não é verdade que, quantas vezes para alguns de vós, frequentemente para outros, sempre ou quase sempre para alguns outros, chegais ao fim do dia sem um pensamento para Jesus ou para Mim, que deixastes passar as horas de maneira estéril, sem saberdes bem em quê? Sim, alguns, muito poucos, amam-Me, procuram a Minha companhia.
Outros, não. Para esses outros olho com pena e, sem cessar, multiplico as Minhas chamadas, através de acontecimentos, de pessoas, de leituras, de inspirações.
Com alguns resulta.
Com outros, não. Meus filhos, quantos de vós fingem ser meus amigos, meus devotos, e não são.
Quantos de vós fingem ser meus filhos, mas são filhos que não Me amam, que só fingem amar-Me, para manter uma fachada que os vossos irmãos possam ver! Quantos de vós Me amam, meus filhos? Quantos de vós amam, realmente, Jesus? Não Me refiro às palavras que dizeis, e que podem até ser verdadeiras num momento de emoção espiritual, que confundis, frequentemente com fervor.
Refiro-Me ao que fazeis, ao amor próprio que amimais, a que dais comodidades de vontades satisfeitas, mesmo que as comodidades em que vivais sejam poucas, por qualquer motivo.
Sabei que, mesmo que a vossa vida não seja de facilidades e o trabalho seja muito, vós sabeis sempre contentar o amor próprio, mesmo que seja só em pensamento.
Quantas vezes cercais o amor próprio de pensamentos que lhe são agradáveis, porque não lhe podeis dar outra coisa! Quantas vezes vos satisfazeis com aquilo de que gostais, com prejuízo do vosso dever ou do vosso tempo de oração! Quantas vezes acariciais o amor pr6prio com vaidades que poderíeis dispensar, com comidas fora de horas, gulodices e outras, só em estilo de consolação.
Quantas vezes não fazeis oração, porque querias ler uma revista, ver um programa! Vede, meus filhos, como fazeis tantas vezes parte do grupo que diz que quer, mas não quer, desses outros a quem não posso socorrer, porque, quando a graça lhes seria concedida, se encontram conversando com o amor próprio, amimando-o, consolando-o.
Meus filhos, tenho muita pena de não poder fazer mais por vós.
Queria fazer tanto, dar-vos tanto! Por que é que não quereis? Por que é que preferis desperdiçar o pouco tempo que tendes para trabalhar pelo Reino de Deus em vós e nos vossos irmãos, o pouco tempo que tendes para vos santificardes?
Quantos de vós, meus filhos, terão que passar na purificação, depois da morte, mais tempo do que aquele que passais na Terra! Oh, filhos amados, vede como o tempo urge! Fostes colocados no mundo, não para vos servirdes, mas para servir.
Viestes ao mundo com uma missão, a missão de vos santificardes e de ajudardes na santificação dos vossos irmãos.
Se não a cumpris, falhais naquilo que o Senhor quer de vós.
Quanto tempo tendes ainda? Não sabeis.
Ponde mãos à obra, deixai que Eu vos ajude.
Quero fazer em vós grandes coisas.
Quero fazer em vós milagres.
Quero converter-vos, curar-vos, salvar-vos.
Deixai que eu actue.
Não vos recuseis, não fujais para outros lados.
A qualquer momento virei ter convosco e, se vos encontrar receptivos, derramarei sobre vós tesouros de graças. Queridos filhos, penso muito em vós, muito mais do que vós pensais em Mim.
Pensai também vós um pouco na vossa Mãe.
Pensai em Mim, que Me dareis com isso grande satisfação.
Pensai nas belezas com que Deus Me adornou, na graça transbordante com que Me revestiu.
Pensai na Minha vida, naquilo que fiz, que disse, que sofri.
Pensai no que vos tenho dito em tantas manifestações, pelo mundo e, especificamente, em Fátima. E, quando pensardes em Mim, pensai também em imitar-Me naquilo que puderdes, e pensai em fazer o que vos digo nos Evangelhos e nas outras vezes que vos tenho falado. Procurai ser filhos dedicados, verdadeiros filhos atentos verdadeiros filhos da Serva do Senhor, para comigo O servirdes, para serdes do grupo daqueles que O glorificam, e sobre os quais Ele derrama as Suas bênçãos.
Comigo, na Minha companhia, servi, com humildade, e podereis cantar comigo no fim da vossa vida: "O Senhor fez em Mim maravilhas"! Sim, o Senhor fará em vós maravilhas, na medida em que vós quiserdes, na medida em que O deixardes faze-las.
Sois fracos? Tornar-vos-á fortes.
Sois pecadores? Tornar-vos-á santos.
Sim, o Senhor fará tudo em vos, como fez tudo em Mim, se Lhe corresponderdes com humildade. Largai, meus filhos, essas coisas inúteis, e dedicai-vos ao que, verdadeiramente, vos é útil, necessário, indispensável.
Não o descuideis! Ficai comigo, que Eu vos ensinarei a estar atentos ao vosso caminho.
Ficai comigo, e colocar-vos-eis sob a Minha proteção, no pequeno grupo que levo com cuidado, e que prometo entregar, fielmente, seguramente, a Jesus, já nesta vida e, depois, sem demoras, dar-lhe entrada na Casa do Pai".

Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem.


"Meus filhos, prometi este milagre para que crêsseis, porque Eu queria que crêsseis nestas crianças, que acreditásseis que Eu lhes aparecia e lhes transmitia palavras de Mãe, à qual é preciso obedecer, se quereis ser felizes, ser santos, se quereis livrar-vos de muitos perigos. Este milagre era necessário para vosso benefício, para que acreditásseis e aproveitásseis destas Minhas vindas maternais.
Vede que não foi feito para alimentar a curiosidade que todos vós tendes em grande escala. Muitos milagres úteis poderiam ser feitos, e não são, para que a vossa curiosidade não cresça ainda mais e vos torneis criaturas descrentes, de tão saciadas, fartas de prodígios, saturadas e cépticas do valor do esforço pessoal na vida de todos os dias, vendo as coisas que são de Deus como algo vulgar e pouco importante.
Meus filhos, é isso mesmo que vós pretendeis com a curiosidade, que vos leva a correr à menor noticia, tantas vezes falsa, de prodígios e milagres, que vos faz procurar pessoas, pelas quais sois, frequentemente enganados. Meus filhos, aprendei que, até aqueles que julgais santos, se podem enganar.
Não corrais atrás das criaturas, pois arriscais-vos a cansar a vossa alma e a não atingir proveito algum.
Quando andais correndo atrás de pessoas, quando mergulhais insaciavelmente em revelações que vos surgem de muitos lados, correis o perigo de cair num fanatismo estéril, um prazer enganador, de quem come doces e mais doces, que enganam, iludem a fome, mas nao alimentam. Quereis revelações, meus filhos? Abri a Bíblia.
Aí as tendes sempre que quiserdes, e nunca as esgotareis.
Saciai, nessa fonte inesgotável, toda a vossa sede de conhecimento, pois, aí, não correis o perigo de tal se transformar em mera curiosidade, pouco sã. É certo que, através dos tempos, tem havido revelações privadas.
Também tem havido muita mentira, com o nome de revelações.
Como sabeis distinguir umas das outras? Em primeiro lugar, elas não podem nunca estar em contradição com as Sagradas Escrituras ou com a Igreja.
Depois, há que diferençar entre revelações necessárias, úteis, para o vosso aperfeiçoamento, e aquelas que visam alimentar a curiosidade de cada um, fazer medo, criar pânico.
Tendes revelações comprovadas com milagres, ou não comprovadas.
Vede que o maior milagre que responde pelas revelações, são a pureza de vida e obediência à Igreja da pessoa ou pessoas envolvidas, porque, meus filhos, não é fácil levar, no vosso mundo, uma vida pura, mortificada e, principalmente, obediente, mesmo quando posta à prova.
Meus filhos, porque é que procurais, de preferência, tudo aquilo que vos cheire a revelação? Olhai bem para o vosso fundo e vede que estais sempre desejosos daquilo que é novo, que é diferente, daquilo que parece milagre. Jesus não fez em Nazaré muitos milagres, por causa da descrença dos habitantes.
Hoje não faz muitos milagres por causa do fanatismo das massas que, facilmente, fazem cair no ridículo aquilo que deve ser tido no maior respeito, e se digladiam por Paulo, por Cefas ou por Apolo, sem se importarem com a Igreja, sem compreenderem que não são as pessoas que são importantes, que o que é importante é pertencerdes à Igreja de Cristo, pois ela é a Arca salvadora que Jesus vos deixou.
Não abrais fendas nesta Arca, com a vossa arrogância, com o vosso pretenso saber, com o vosso amor exagerado as criaturas que vos dizem aquilo que gostais de ouvir.
Calafetai-a, antes, com a vossa obediência. Sabei também, meus filhos, que não importa que na Igreja haja pessoas que vos desagradem por qualquer motivo ou opinião.
Importa a Igreja em si em bloco, e esse bloco sois todos vos.
Se vos afastais dela, sereis membros deslocados num corpo, que enchem esse corpo de dores. Não vos afasteis com as vossas opiniões arrogantes.
Quando vos sentirdes tentados a mostrar que sabeis mais ou melhor do que aqueles que têm por missão ensinar-vos, lembrai-vos de que a arrogância vos faz deslocar no Corpo Místico, e que isso não se fará sem dor. Não queirais aumentar a dor neste Corpo que já sofre tanto.
Sede humildes dentro da Igreja.
Tratai de obedecer, pois a Salvação faz-se por meio da obediência, uma vez que foi pela desobediência que o pecado entrou no mundo. Usai um juízo muito são para verdes em que é que deveis acreditar. Quando quero dar-vos a entender qualquer coisa em revelação privada, mostro-o sempre bem.
Por isso, porque a Mensagem de Fátima era muito importante para vós, principalmente para os tempos que agora viveis, prometi e fiz o milagre de Outubro, mas muito maiores milagres realizei nas almas, principalmente naquelas três crianças, cujas vidas era necessário que fossem conhecidas, para melhor comprovação da Minha ação de Mãe. Esta ação de Mãe ainda continua a manter-se junto de vós, porque vos quero ajudar nesta época em que viveis, perturbados e confusos com muitas coisas. Filhinhos, não vos deixeis perturbar e não entreis em questões uns com os outros.
Principalmente, nunca coloqueis em dúvida o Magistério da Igreja.
O mesmo seria se crianças pequenas deixassem a casa dos pais e vivessem sozinhas no mundo. Perturbação e questões é aquilo em que o vosso inimigo vos quer lançar.
Não façais o seu jogo.
Vivei em paz.
Deixai a busca do milagre, do maravilhoso, da revelação.
Bem vos basta, em cada dia, fazer o vosso trabalho e manter a vossa oração. Se vierdes junto de Mim, tereis, para tal, a Minha ajuda.
Eu vos levarei a Jesus, e não parareis nas criaturas. Meus filhos, o mundo vive perturbado, mas vós não vos deixeis perturbar com ideias ou com noticias.
Refugiai-vos junto de Mim, como fazem as crianças com sua mãe.
Eu vos darei a tranquilidade, o Amor e a Paz de Jesus.

 

Sexta Aparição: 13 de outubro de 1917
Nossa Senhora: Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem sempre a rezar o terço todos os dias.
A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas.»

Lúcia: Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores.
Nossa Senhora: Uns sim, outros não.
E preciso que se emendem, que peçam perdão pelos seus pecados.
Não ofendam mais a Nosso Senhor, que já está muito ofendido.

Comentários da Virgem Maria:

Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra; que sou a Senhora do Rosário que continuem a rezar o terço todos os dias.
"Esta Minha ultima aparição foi pelas palavras que Eu disse, o resumo de todas as outras.
Aqui recapitulei, em despedida, aquilo que, de importante, tinha dito, aquilo que, realmente, no seu interior, consistia a Minha mensagem para vós. Tinha pedido o terço em todas as aparições.
Nesta ultima, como remate de todas, volto a pedi-lo, para ver se compreendeis, pela Minha insistência, a sua importância.
Compreendeis agora, meus filhos, quanto Eu o quero? Compreendeis que, se eu o quero, não é para vos cansar, é porque ele é de uma importância capital para vós? Por que é que deixais as vossas ocupações sobreporem-se à vossa união com Deus? Se Lhe tirais o tempo que Lhe deveis dar, não tendes verdadeira união com Ele, tendes apenas união com os vossos interesses, para a qual vos servis da capa de todas as desculpas que imaginais e, com as quais, vos enganais a vós próprios. Meus filhos, não vivais de enganos.
Vivei de realidades, as realidades para as quais vim a Fátima chamar a vossa atenção, sempre tão dispersa. Disse-vos, finalmente, quem sou, apesar de todos os que realmente Me amavam já o saberem, pois, os verdadeiros filhos, conhecem sempre a sua Mãe. Vós sabeis que sou Rainha, Rainha do Céu, Rainha da Terra.
Como tal, posso ter os títulos daquilo que Me pertence, tantos títulos, quantos os poderes que o Senhor Me concedeu.
Em Fátima preferi o titulo de Senhora do Rosário, para reforçar em vós o conhecimento de Mãe e Rainha do Rosário, porque o Rosário é uma coroa que Eu tenho e que ponho nas mãos dos meus filhos. As Minhas coroas de Rainha são jóias e são armas, porque aquilo que é Meu, é arma contra o meu e vosso inimigo. Em Fátima vim mostrar-vos o valor desta arma poderosa, e vim dizer-vos que esta arma é uma coroa que tiro da Minha cabeça, e vos entrego, com a confiança de uma Mãe que da uma jóia a um filho, na esperança de que ele a utilize bem. Não desprezeis, não malbarateis esta riqueza.
Não a fecheis numa gaveta, porque a riqueza da vossa Mãe é para usar, para gastar em altos negócios, para por a render sem demoras, sem preguiças. Com o interesse, o cuidado, a diligência com que as pessoas, as empresas de altas finanças gerem os seus dinheiros, e os empregam de forma a que rendam cada vez mais, procedei vós também com este tesouro. Reparai que, se eles passarem um dia útil sem negociar, sem movimentar os seus capitais, outros descobrem a oportunidade e lhes passam à frente, causando-lhes altos prejuízos. O mesmo acontece convosco, quando passais um dia sem mover este capital, sem descobrir negocio a fazer com ele, forma de o fazer render, coisas a adquirir. O vosso grande negocio são as almas.
Se vos descuidais, o vosso inimigo apanha-vos aquilo que podíeis adquirir para Jesus. Vede, meus filhos, a responsabilidade que vos dou com o tesouro que vos entrego ao entregar-vos o Meu Rosário, as rosas celestes, de valor incalculável para vós, e que, tantas vezes, desperdiçais, negligenciais, passais distraidamente pelos dedos, como não teríeis coragem de fazer à vossa caneta, se estivésseis tratando de negócios terrenos.
Ainda não percebestes, meus filhos, que aquilo para que caminhais é a vossa única razao de estar na Terra, e que tudo o que fazeis aqui se subordina a isso, que, por isso, deve ser feito com diligência e amor? Vede se entendeis que estais na Terra em caminhada para o Céu, que tudo aquilo que vos acontece, os deveres que tendes, são, pela Vontade de Deus, os instrumentos da vossa santificação.
Por isso, deveis aceitá-los com amor, fazê-los com amor.
Mas não deveis escravizar-vos a eles, viver em função deles e para eles.
Em favor dos deveres que tendes, não sacrifiqueis os deveres que tendes para com Deus.
Não aumenteis os vossos deveres, a ponto de vos tirarem o tempo para o vosso Criador, pois d'Ele vindes, e só para Ele caminhais.
Se perdeis o caminho, não O encontrareis, sereis eternamente infelizes.
As coisas de que agora vos ocupais com tanto afinco, não vos acompanharão para além da Terra. Rezai, meus filhos.
Vós tendes que rezar, precisais muito de rezar, mesmo aqueles, entre vós, que já rezam, ou pensam que rezam.
Aceitai as Minhas palavras, todos vós.
Rezai mais.
Não retrocedais no caminho da oração.
Avançai sempre. Rezai mais ... sempre mais".

A guerra vai acabar e os militares voltarão, em breve, para as suas casas.


"Prometi que a guerra ia acabar, e efectivamente acabou, porque Eu cumpro o que prometo.
Aquela guerra ia acabar, porque as orações e a penitência que aquelas crianças faziam, e que levavam outros a fazer, eram como chuva lançada sobre o fogo. Se todos vós rezásseis mais, com mais amor, mais intenção, as guerras do vosso mundo terminariam igualmente.
Mas, porque não rezais, os ódios acumulam-se em privado e em público, nas vossas casas, nos vossos empregos, até entre pessoas que não se conhecem.
Há ódio nas famílias, nos locais de trabalho e até em lugares de oração.
Esse ódio, acrescentado à ambição daqueles que têm o poder, faz estalar as guerras privadas e as guerras entre os povos. Tenho muito poucos filhos que rezam verdadeiramente, e que vivem como rezam e o que rezam.
Muitos de vós dizem que rezam, mas apenas dizem palavras, que não acompanham nem com a mente, nem com o coração, nem com a vida. Já Jesus vos disse: "De que vos serve dizer Senhor, Senhor, se não fazeis a Vontade de vosso Pai que está nos Céus?" Se, ao menos, o vosso "Senhor, Senhor", fosse para implorar misericórdia para vós, pelos vossos pecados, ainda vos valia, mas normalmente rezais, porque vos sentis bem a rezar, ou porque considerais uma obrigação, que até vos é grata. Sim, meus filhos, rezar é uma obrigação que tendes, mas a primeira obrigação é projectardes a oração na vossa vida, e cumprirdes nela a Vontade de Deus. Não rezais bem, se deixais que em vós cresçam pensamentos de ressentimento contra o vosso próximo. Não rezais bem se deixais florescer a vaidade na vossa vida, vaidade pelo que fazeis, pelo que rezais, pelo que tendes, pelo que vestis.
Não rezais bem se vos apresentais vestidos de forma imodesta, expondo o vosso corpo aos olhares cobiçosos de qualquer.
Nunca rezareis bem se não rezardes com humildade, se não souberdes reconhecer os vossos erros, se vos tornais factores de quedas, de pecados, de maus pensamentos do vosso próximo.
É por isso que muita oração fica sem efeito, porque fica afogada no vosso pecado, no vosso orgulho, no vosso ressentimento, na vossa vaidade, na vossa imodéstia.
Com tanto peso em cima, meus filhos, a vossa oração não pode subir. Há, realmente, muito pouco quem reze, e cuja oração suba e realize a tomada daquilo que pretende junto do Altíssimo.
A oração, feita com pureza e humildade, sobe e apossa-se daquilo que quer.
A oração que fazeis, carregada com os pecados com que pactuais livremente, com os quais até, muitas vezes, fazeis gala, cai no chão.
E uma oração pesada, que não tem força para subir.
Por isso, não conseguis o que quereis, o que pedis. Meus filhos, prestai atenção! Se quereis a paz, tereis a paz, mas tereis, em primeiro lugar, que pedir, com as vossas almas pacificadas de maus desejos, de ambições, do próprio querer, que tão bem sabeis impor a tudo e a todos.
Tereis que rezar com humildade, reconhecer que sois fracos, limitados, que sabeis pouco ou nada, mesmo daquilo que julgais saber.
Só rezando com alma de criança chegareis com sucesso ao Coração do Pai. Quantas vezes vós pensais que sabeis coisas, e tentais impô-las ao vosso próximo.
Meus filhos, tudo o que sabeis nada é.
Não queirais saber nada, senão aquilo que Jesus vos ensina.
É só para Jesus que Eu vos aponto, meus filhos.
É só para Ele que vos guio, porque Ele é a vossa salvação e a vossa recompensa final. Se soubésseis o que é estar com Jesus no Céu, largaríeis imediatamente todas as vossas vaidades e pontos de vista, para vos virardes unicamente para Ele, para procurardes estar com Ele e levar para Ele o maior numero de almas que vos fosse possível, por amor dEle, que as quer, e por amor delas, porque lhes desejaríeis dar todo o bem. E justamente esse o motivo que Me fez vir a Fátima.
Vim por amor de Jesus, a Quem desejo dar-vos.
Vim por vosso amor, para que não vos percais nos caminhos, cada vez mais difíceis, do vosso mundo. Meus filhos, não vos prometo facilidades.
Eu própria não as tive.
Prometo-vos acompanhar-vos, guiar-vos, ensinar-vos a viver e a rezar.
Prometo-vos a paz.
Prometo-vos o Céu.
Prometo-vos Jesus".

Uns sim, outros não.


"Sim, meus filhos, uns sim, outros não.
Não poderei tratar todos vós da mesma forma, embora vos ame a todos com mesmo Amor de Mãe. Já Jesus vos disse: "Onde estiverem duas mulheres moendo juntas, uma será tomada e a outra deixada".
Isto é porque os vossos corações são diferentes nos seus quereres e nos seus sentimentos. Não posso tratar da mesma forma um filho que quer e um que não quer, embora, por vezes, o dissimule.
Não posso tratar do mesmo modo um filho que ama e um filho que não ama, embora possa fingir que ama. Não esqueçais que, se com facilidade podeis enganar os vossos irmãos, não podeis, de forma alguma, enganar o vosso Deus, que penetra inteiramente no vosso querer, no vosso sentir, naquilo que fazeis e no que pensais.
É na Sua luz que Eu vejo em vós, e que sei como devo tratar a cada um. Não vos adianta fingir, meus filhos, pelo menos, nada vos adianta diante de Mim, por muito que vos pareça adiantar junto dos vossos irmãos. Gostaria de fazer muito por todos vós! Oh! Quanto Eu gostaria! Por isso vos procuro tanto, para ver se consigo fazer-vos entender aquilo que e realmente importante para vós, se consigo desviar-vos das futilidades do mundo, e levar-vos a modificar, a emendar as vossas vidas. É com dor que vejo que só alguns querem, realmente, fazer aquilo que vos aconselho, que só alguns querem emendar-se e fazem esforços nesse sentido.
É com dor que vejo que tantos preferem ficar nas suas opiniões, naquilo que pensam, naquilo que julgam saber, nas suas vaidades, nos seus processos para alcançar coisas do mundo, até a nível de poder espiritual. Meus filhos, sabei que, se quereis realmente emendar-vos, e, por vossa fraqueza, não o conseguistes ainda, mas sabeis reconhecê-lo e procurais por em prática aquilo que vos ensino, essa vossa fraqueza, para Mim, só conta no aspecto de que terei que vos ajudar ainda mais, pois sois filhos pequeninos e fracos. Sereis contados no grupo daqueles em que Eu poderei, sim, fazer aquelas coisas que Me pedem, porque delas precisam, realmente.
É com muita alegria, muito amor que o farei.
Por vós, arrancarei ate milagres a Jesus.
Sois os meus filhos queridos e, se quereis emendar-vos, nada vos arrancará dos Meus braços de Mãe, que vos apertam e vos defendem, como qualquer mãe faz a seu filho.
Só que Eu não sou qualquer Mãe.
Eu sou a Mãe poderosa, porque Me sirvo do poder de Jesus em vosso proveito.
Se Me recusais, só perdeis, vos próprios. Jesus põe o Seu poder à minha disposição.
Uso-o em proveito dos meus filhos e, quanto mais fracos, mais poder Eu ponho em acção, por vós. Mas se podeis, se sabeis, se quereis, se possuís, não precisais de Mim.
Neste caso, não posso ajudar-vos, porque vós já tendes tudo. Meus pobres filhos, na realidade sois os mais pobres, porque não podeis, não sabeis, não quereis emendar-vos, e não possuis coisa alguma que possa ajudar-vos, na vossa arrogância, na arrogância do vosso querer, do vosso entender, e na arrogância dos vossos gostos.
Sois realmente aqueles por quem eu não posso fazer nada.
Como tenho pena de vós! Como sangra de dor o Meu Amor de Mãe! Procuro-vos, meus filhos, incessantemente.
Não é tarde! E a hora exacta, a vossa hora, a hora de Jesus para vós.
Não a deixeis passar.
Por muito que vos custe, humilhai o vosso querer, o vosso saber.
Aceitai que vos ensine, aceitai a humildade de Jesus pobre, de Jesus pequeno, de Jesus operário, caminhante, sofredor, atraiçoado, trocado, ferido, crucificado. Aceitai crucificar as vossas ideias mundanas.
Aceitai crucificar os vossos quereres, o vosso "eu", as vossas comodidades, vaidades, prazeres. Aceitai ficar junto de Mim, com Jesus Menino, para que, como a Ele, Eu vos ensine a falar, a andar, a viver. Jesus abençoará o vosso esforço, sorrirá para vós e tereis a felicidade de caminhar na vida pela Minha mão, de passar para o lado de cá directamente para os Meus braços, e ser por Mim introduzidos no Céu, onde Ele vos espera e Eu vos espero, com cuidado atento, amoroso, de Mãe que vê mais que as vossas Mães, que pode mais que elas, que ama mais que elas. Do Meu Coração brota para vós todo este Amor.
Não o desperdiceis.
Correspondei porque o tempo passa.
Para muitos de vós já é pouco.
Não sejais descuidados.
Não deixeis que o mundo e o vosso inimigo vos tapem os olhos da vossa alma, que Eu prometo abrir para a luz.
Meus filhos, segui a luz que vos aponto.
A luz indica Jesus, indica o Céu, porque o Céu e Deus, porque Deus é o Céu.
Que posso mais fazer por vos, meus filhos? Tudo farei se mo deixardes fazer, pela vossa vida de aceitação e de humildade.
É na humildade que vos deveis aproximar de Mim.
Espero-vos em pobreza, em humildade, em aceitação, e tudo farei por vós".

É preciso que se emendem, que peçam perdão pelos seus pecados.


"Meus filhos, como está a vossa noção de pecado? Tendes, atualmente, uma mentalidade tão elástica, que se adapta a todas as formas de vida e maneiras de viver, sem que coisa alguma vos admire.
Tudo vos passa despercebido, tão acostumados estais a ver situações pecaminosas, na vida corrente.
Isso tornou-se para vós algo de vulgar, tão vulgar, que já não reparais se é pecado ou não. Sabeis, afinal, o que é pecado? Pecado é tudo aquilo que ofende o Senhor, tudo o que vai contra os Seus Mandamentos e contra os Mandamentos da Igreja. O pecado não deixa de ser pecado porque muitas pessoas o fazem.
Isso não é desculpa para nenhum de vós, e, no entanto, é com essa frase que tentais desculpar as vossas imodéstias, a vossa linguagem desbragada, as vossas omissões, a imoralidade em que tantas vezes viveis. E pecado vosso, todo o pecado que os outros cometem por vossa causa.
Não digais que não tendes responsabilidade naquilo que o vosso próximo faz, porque ele não o faria se vós não dissésseis aquelas coisas, se não olhásseis dessa maneira, se não vestísseis dessa forma, se não fizésseis isso que fazeis.
Actualmente passais uma esponja sobre a palavra pecado.
Procurais ignorá-la, envergonhais-vos dela, como um adulto se envergonharia de acreditar em contos de fadas.
Pensais que não se usa, que é palavra do século passado, de pessoas antiquadas, atrasadas em civilização. Não vedes que, ao perderdes o sentido de pecado, perdeis, vós próprios, o sentido de civilização, e passais a comportar-vos como selvagens uns com os outros. É esse o grande laço, a armadilha em que o vosso inimigo prende muitos dos meus filhos.
Vós também estais lá presos? Se pensais que o pecado não existe, que é um sinal de atraso ou de velhice, estais presos na armadilha, e não conseguireis de lá sair sem fazerdes tudo o que vos aconselho.
Meus filhos, se sois do grupo, para o qual, pecar é roubar, matar, talvez praticar adultério, estais também presos, bem seguros, no laço do inimigo, que consiste, justamente, em vos cegar para não o verdes.
Meus filhos, para muitos de vós, já nem o aborto é pecado, mas apenas uma necessidade social. Como estais mal, meus filhos, mal, principalmente, porque já nem vedes o vosso mal, tão acostumados estais a chafurdar na lama que o mundo vos apresenta. É disso tudo que é preciso emendar-vos.
É disso tudo que é preciso pedir perdão, se quereis seguir pelo caminho do Senhor, se quereis ser ouvidos, atendidos nas vossas orações. Filhinhos, por muitos pecados que tivésseis, se vos quisésseis emendar, se pedísseis perdão, estaríeis no caminho certo.
Mas, o que Me preocupa, a vosso respeito é o descuido com que caminhais, é esse raciocinar, esse pensar que o isto agora já não tem importância, porque os tempos são outros.
Vós, que assim pensais, estais num caminho muito perigoso, escorregadio. Estendo-vos a mão para vos tirar dele.
Aceitai-a, meus filhos, antes que seja tarde demais. Quando tiverdes dúvidas sobre alguma coisa, se está certa ou não, pensai se Eu a faria.
A vossa sã inteligência mostrar-vos-á a resposta.
Se achais que Eu não o faria, não o façais também, pois os filhos, verdadeiramente filhos, imitam as suas mães, e guiam-se pela sua forma de proceder.
Imitai-Me, meus filhos, e estareis no bom caminho, no caminho da virtude, no caminho do Céu. Abençoo os vossos esforços.
Sou a Mãe que vos avisa, vos ajuda, porque vos ama e vos quer levar um dia para casa, para a Casa do Pai, livres de todos os perigos.
Confiai em Mim, e guiar-vos-ei ao caminho certo, que vós não sabeis quanto durará, mas vos levará, sem duvida, à felicidade".

Não ofendam mais a Nosso Senhor, que já está muito ofendido.


" Meus amados filhos, gostaria de fazer-vos penetrar na magoa do Meu Coração, quando pronunciei estas palavras.
Fiz-vos com elas o maior pedido que vos posso fazer, aquele que o meu Coração mais deseja: que deixeis de ofender o Senhor.
Meus filhos, a vossa ignorância religiosa é muito grande.
Deveis, se quereis realmente agradar-Me, procurar instruir-vos nessa matéria.
Deveis estudar os Mandamentos, deveis ler as Sagradas Escrituras, deveis procurar saber o que a Igreja determina no que diz respeito aos Sacramentos, e não aceitar todas e quaisquer ideias modernistas, que se espalham, apoiadas por facilidades que apontam, e acabam por se tornar despercebidas, omitindo um ponto ou outro, para facilitar, e acabando por se transformar em abusos e sacrilégios.
Deveis tomar atenção ao respeito que deveis ao vosso próximo, não o tornando alvo das vossas criticas, sejam quais forem os seus defeitos.
Meus filhos, criticar o próximo desagrada e ofende sempre o Senhor, porque o vosso próximo, mesmo com faltas, com fraquezas, é Seu filho muito querido, que vós deveis ajudar e não criticar. Aconselho-vos, quando virdes defeitos em alguém, e vos apetecer criticar, não o façais, antes, rezeis por essa pessoa.
Muito menos deveis tratá-la com dureza, envergonhá-la, dizer-lhe coisas desagradáveis, mostrar-vos zangados, porque tudo isso ofende o Senhor, mesmo que essa pessoa vos tenha feito sofrer e acheis que tendes razão.
Se tendes deveres de educação, deveis repreender em segredo, com amor, como Eu faço convosco que, apesar de muito Me fazerdes sofrer com as vossas faltas de delicadeza, com os vossos esquecimentos, com os vossos pecados, nunca vos digo palavras duras. Deveis, meus filhos, ter atenção a modéstia de vida, fugir das vaidades, do desejo de possuir, da ambição de mandar, do desejo das honras.
Tudo isso, por muito que agrade à natureza, leva ao pecado e ofende a Deus.
Prestai atenção a modéstia das roupas.
Muitos de vós ofendeis o Senhor pelas roupas que vestis.
Dizer que é moderno não é desculpa, pois nem tudo o que é moderno é bom.
Minhas filhas, é mau, muito mau, que andeis a exibir os vossos corpos, chamando a atenção para as suas formas e, dessa maneira, tornando-vos motivo de tentação para muitos, tentação a que eles, por vezes, acabam por ceder, em pensamentos ou obras. E tudo começou porque olharam para vós.
É vossa responsabilidade, é como que pactuar com aquele que tenta. Dizei-Me, porque é que as modas passam, e a moda que tenta permanece, e torna-se, cada ano, mais provocante? Apenas para se impor, para vos acostumardes, para que ninguém ouse levantar contra ela a sua voz. Mas Eu, meus filhos, que sou vossa Mãe, levanto a Minha voz e desmascaro-a.
Essa moda tentadora, a que vos vindes acostumando, é obra do meu inimigo, do inimigo que vos quer perder, que vos tenta por todos os modos, que agora, com a beleza, quer cegar os vossos olhos. Não façais o seu jogo, minhas filhas! Deixai lá as modas! Vesti decentemente, mas modestamente.
Fugi à exibição dos corpos, mesmo que tal vos pareça bonito.
Lembrai-vos de que caminhais para a eternidade, que não sabeis o tempo que tendes na Terra para a preparar, nem aquele que tereis para vos arrependerdes.
Lembrai-vos de que a felicidade eterna é a coisa mais importante para vós, e que, para a eternidade não levareis modas, mas sim pureza de vida. Meus filhos, é com muita mágoa que vejo entrar corpos despidos nos Meus Santuários.
Essas pessoas que assim se apresentam, nada lá vão fazer senão magoar-Me e ofender o Senhor. Quando falo em corpos despidos, não Me refiro a integralmente despidos.
Sabeis que ainda não chegastes a isso.
Refiro-Me a pedaços de corpo que deviam estar cobertos e não estão.
Achais que, se Eu estivesse agora na Terra, Me vestiria assim? Procurai os Meus olhos e dizei se conseguis imaginar-Me vestida com as vossas modas, de saias curtas, transparências, decotes grandes e roupas cingidas. Minhas filhas, escutai-Me! Não ofendais mais ao Senhor com essa forma de vestir! Prestai também atenção aos locais que costumais frequentar, as companhias que tendes, aos espectáculos que vedes.
Vede que nem todas as companhias são boas, e algumas levam-vos, com a sua conversa a acompanhar as suas ideias.
Muitos têm perdido muito de si desde a pureza até à fé, por causa das companhias que frequentam. Vede bem se os vossos amigos estão do meu lado, porque se não estão, mais vale que vos afasteis deles do que venhais a cair no mesmo buraco. Abri os vossos olhos para as ditas facilidades que vos prometem em certos lugares.
Isso não são facilidades, saída de problemas, são ocasiões de pecado para vós, porque é pecado tudo aquilo que se faz em lugares onde esta o espiritismo ou qualquer forma de magia.
Meus filhos, é vossa Mãe que vos diz, tudo isso é obra do meu inimigo, mesmo que, aparentemente, aí vejais rezar. Tende atenção a religiões paralelas.
Não vos deixeis seduzir pela bondade, pela sabedoria, por alguns dotes mais ou menos vistosos de certas pessoas.
Já Jesus vos disse: "Se vos disserem que Cristo está aqui ou ali, não acrediteis.
Meus filhos, Cristo esta na Sua Igreja, na vossa Igreja.
Amai-a, pois ela é a barca da vossa salvação.
Se saís dela, afundais-vos nas ondas. Se vos parecer que um ou outro marinheiro desta barca não está a proceder bem, isso não é motivo para sair de lá e vos afogardes.
Deixai cada um com os seus defeitos e rezai por todos, principalmente por esses que vos escandalizam. Filhos queridos, vinde a Fátima quando puderdes, mas vinde para rezar, não para passear e fazer compras.
Vinde a Fátima fazer o vosso exame de consciência e prometer-Me mudança de vida. Vinde a Fátima com amor, por amor de Mim, que, do Céu vos olho e Me preocupo convosco. Preocupai-vos com o que vos digo, com o que vos peço, pois causa-Me muita tristeza que ofendais o Senhor. Não sabeis, meus filhos, quanto ele vos ama, e quanto a Sua Santidade é infinita, para assim O ofenderdes.
Arrependei-vos e mudai de vida. Não falo só para aqueles que estão afastados, mas também para aqueles que já estão nos caminhos do Senhor.
Mudai de vida, todos vós, pois todos tendes bastante que mudar, que reformar, num ou noutro ponto.
Vim a Fátima dizer-vos quanto vos amo, pedir-vos que mudeis de vida, que deixeis de ofender a Deus, e apontar-vos as formas de o conseguirdes, de vos salvardes, de serdes felizes. Sou a Mãe que vos ama.
E vós amais-Me? Se Me amais, segui os Meus conselhos, fazei o que vos digo. Do Céu olho para vos constantemente, e vejo o que fazeis.
Não Me contristeis, se Me amais.
Rezai o vosso terço, que Me dais com ele muita alegria.
Procurai viver uma vida simples, ser bons, cumprir a lei de Deus e ser humildes.
Esse e o caminho que Eu segui, é o caminho onde vos espero. O Meu Coração inclina-se para vós.
Inclinai-vos para Mim, porque vos quero abençoar. Meus filhos, Eu vos abençoo.
Os Meus braços estão estendidos para vós.
Lançai-vos neles, e eles vos levarão ao Céu".

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