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BREVE APRESENTAÇÃO

Antes de iniciarmos o capítulo relativo aos discos que o mundo conhece com o logotipo Yes e o capítulo que analisa todos os músicos que fizeram e fazem parte deste conjunto, para facilitar a leitura, organizei toda a produção do quinteto em seis ciclos ou fases. Tudo o que o Yes conseguiu produzir até o presente momento está registrado nestas seis fases que têm início em 1969 e vão a até o disco Talk.
 
Para uma maior visão, é substancial classificarmos as seis fases percorridas pelo grupo da seguinte forma:
 
Primeira fase (1969-1970) - É o período de imaturidade. Este período lacônico é marcado pelos dois primeiros trabalhos: Yes (1969) e Time And A Word (1970). Trata-se de uma fase ainda de procura e experiência.
 
Segunda fase (1971-1974) - Este segundo e luminoso período é o que de melhor o Yes conseguiu produzir durante toda sua existência. Ele tem uma característica única pois pode ser subdividido, e é nesta subdivisão que nasce a magnífica trilogia constituída pelos três importantes discos que são Close To The Edge (1972), Tales From Topographic Oceans (1973) e Relayer (1974), que em conjunto formam um profundo mergulho dentro do pensamento progressivo dado pelo grupo. O que caracteriza a trilogia são as três suítes criadas nesta época. São elas: "Close to the edge" (dezoito minutos e cinquenta segundos de duração), "Tales from topographic oceans" (uma hora, vinte e um minutos de quatroze segundos) e a belicosa "The gates of delirium" (vinte e um minutos e cinquenta e cinco segundos). São quatro anos marcados por uma rigorosa e cerebral produção que só parou de crescer no final de 1974. Tudo começa no Yes-Album (1971), depura-se no sentido de alcançar uma escrita mais erudita no Fragile (1971), conquista formas mais sofisticadas e o domínio da composição de largo fôlego em Close To The Edge, assume uma tonalidade de epopéia na ambiciosa suíte "Tales from topographic oceans" e passa a ter uma linguagem mais sintética e formal no Relayer e, principalmente, na suíte "The gates of delirium". Nestes quatro anos de vitórias devastadoras, o mundo conheceu, respeitou e eternizou o Yes. Foi este Yes da segunda grande fase que conquistou o mundo.
 
Terceira fase (1975-1976) - É o período dos discos solos. Também pode ser classificado como fase neutra, porque o Yes como grupo não existiu. O que ocorreu foi uma produção individual que supriu a produção característica com a marca Yes. Foi o melhor momento para conhecermos a individualidade musical de todos eles. Foram cinco trabalhos lançados neste período: Beginnings de Steve Howe (novembro de 75), Fish Out Of Water de Chris Squire (dezembro de 75), The Story Of I de Patrick Moraz (abril de 76), Ramshackled de Alan White (abril de 76) e Olias Of Sunhillow de Jon Anderson (junho de 76).
 
Quarta fase  (1977-1978) - Trata-se de uma fase marcada pela simplificação da linguagem. Este retorno para criar músicas com formas mais simples tem início, ainda timidamente, em Going For The One (1977) e acelera para uma evidente simplificação da linguagem no trabalho do ano seguinte, Tormato.
 
Quinta fase (1980) - É a mais inespressiva de todas as fases. O único trabalho produzido nessa época é o solitário Drama. Este quinto período caracteriza-se por um tardio retorno à já velha linguagem progressiva, sem alcançar, entretanto, o mesmo grau de elaboração. Uma das provas desta tentativa de reconquistar algo de seu glorioso passado é o retorno do artista plástico Roger Dean, que volta a pintar as capas dos discos. Uma outra prova é a composição de obras de maior fôlego que são "Machine Messiah" e o carro chefe "Into the lens". A tentativa de encontrar uma saída para o grupo é evidente, mas os caminhos ainda estão nublados. O Drama também pode ser visto como uma procura sem sucesso da linguagem neo progressiva que somente seria alcançada três anos depois, na sexta e última fase.
 
Sexta fase (1983-1994) - Aqui o Yes reencontra sua linguagem natural e ao mesmo tempo renovada. É quando o quinteto se organiza esteticamente e descobre novos caminhos para continuar, de maneira plena, seu trabalho de criação. O que predomina, em abundância, é o rock, mas existe uma considerável movimentação erudita que não pode de maneira alguma ser substimada. É o período em que as canções retornam a uma duração menor e o perfil popular é bem mais evidente. É o Yes andando por caminhos que podemos classificar de neo progressivo. Trata-se de uma período de estabilidade.
 
 
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