Comunicações

ORDEM PARA APRESENTAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES

Comunicações sala 01

 

1.      O AMOR E A DONZELA INEXPUGNÁVEL EM A ESCRAVA ISAURA DE BERNARDO GUIMARÃES

 

Jhenifer de Oliveira (Letras/Unemat)

 

2. O ALIENISTA O ÚNICO ALIENADO

Vanessa Coimbra da Costa

Instituto Superior de Educaçao do Vale do Juruena

Orientador. Rafael Guimarães. Doutorando (PPG-LET UFRGS)

3. O COLOQUIAL COMO ESTILO: "LIÇÃO DE SER"

DE LOURENÇO DIAFÉRIA

Bruna Marcelo Freitas (UNEMAT)

Orientador: Prof. Dr. Dante Gatto

 

4. A IMPORTÂNCIA DO NARRADOR NA COMPOSIÇÃO DA OBRA DOM CASMURRO, DE MACHADO DE ASSIS

Adriana Margarida de Almeida

UFMT/ICHS/CUR

Orientadora: Profª. Drª. Márcia Rejany Mendonça

5. UM E

TUDO COMPARATIVO ENTRE AS PERSONAGENS CAPITU E ANA

Daniely Maria Oliveira Barboza

 

6. VELHA CHÁCARA A SAUDADE

 

Almirene Francisca Bomfim (Letras/ Unemat)

Celita Ferreira de Jesus (Letras/Unemat)

Cristiane Rodrigues Neves Francisco (Letras/Unemat)

Rosiane da Silva Barros (Letras/Unemat)

Orientadora: Professora Jocineide Catarina Maciel de souza

 

 

 

Comunicações sala 02

 

1. AMOR X PRECONCEITO: A INTERFERÊNCIA DOS VALORES SOCIAIS NAS RELAÇÕES ENTRE NEGROS E BRANCOS

Sebastiana Rodrigues da Cruz MenegucI (PPGEL/UNEMAT)

 

2. A OPÇÃO ESTÉTICA EM A PATA DA GAZELA DE JOSÉ DE ALENCAR

Magali Cristiane Ferreira Novais

Orientador: Prof. Dr. Dante Gatto

3. REINVENÇÃO PATERNA: “JÁ NÃO SE FAZEM PAIS COMO ANTIGAMENTE”

DE LOURENÇO DIAFÉRIA

Elisângela Pereira de Lima

Orientadora: Prof. Drª. Rosana Rodrigues da Silva

PPGEL – UNEMAT – TANGARÁ DA SERRA

 

 

4. LYGIA FAGUNDES TELLES: A OUTRA FACE DE EDGAR ALLAN POE NA CONTEMPORANEIDADE

Edinaldo Flauzino de Matos (PPGEL/UNEMAT)

 

5. DAS MULHERES E DAS MARIAS: ENTRE UMAS E OUTRAS EM NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM DE JORGE AMADO

Maria Cleunice Fantinati da Silva

(MeEL - Programa de Mestrado em Estudos de Linguagem - UFMT)

 

  

 

 Comunicações sala 03

 

1. FORMAÇÃO DE PROFESSORES E EDUCAÇÃO ESPECIAL: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO POR MEIO DO GÊNERO DISCURSIVO NARRATIVA

NEGREIROS, Cláudia Landin (UNEMAT/UFRGS)

2. A INTEGRAÇÃO DOS SABERES TÉCNICO-CIENTÍFICOS COM OS SABERES PEDAGÓGICOS: A VISÃO DO PROFESSOR LICENCIADO – ESTUDO REALIZADO NO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO ARAGUAIA – UFMT

Daniel Leite Almeida

UFMT - Campus Universitário do Araguaia

Orientadora: Maria Claudino da Silva Brito

3. O CURSO DE LETRAS E A ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL.

Geni Mendes(UNEMAT

4. CONCEPÇÕES DE ALUNOS DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO ACERCA DO TEMA TRANSVERSAL SAÚDE: UM ENFOQUE DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

Miryeli Mello Ribeiro (Farmácia, UNIC)

Orientadora: Fabiana Aparecida da Silva (Farmácia, UNIC)

5. O PAPEL DOS PROFISSIONAIS BIÓLOGOS NA SOCIEDADE: AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E CONCEPÇÕES DOS ACADÊMICOS DO PRIMEIRO SEMESTRE DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Fabiana Aparecida da Silva (Unemat- Campus de Tangará da Serra)

6. AS INTERFACES DO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM: CONCEPÇÕES DE ALUNOS DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO ACERCA DE MICRORGANISMOS

Keila Siqueira Vila Lopes (Farmácia, UNIC)

Orientadora: Fabiana Aparecida da Silva (Farmácia, UNIC)

 

 

Comunicações sala 04

1. LITERATURA MATO-GROSSENSE COM ACLYSE DE MATTOS E AS INFLUÊNCIAS DAS POESIAS MARGINAIS E CONCRETAS EM SUAS OBRAS

Aneilza Santos Duarte

2. UM OLHAR SOBRE O IMAGINÁRIO INFANTIL EM A MENINA AVOADA, DE MANOEL DE BARROS E UMA MANEIRA SIMPLES DE VOAR, DE IVENS CUIABANO SCAFF

Carolina Tito Camarço (UNEMAT/PPGEL)

 

3. ROMANCE DE FOLHETIM NO LIVRO “O FILHO DE PESCADOR”, DE TEIXEIRA E SOUZA

Patrícia Quintino da Silva (UNEMAT)

4. O LUGAR DE MANUSCRITO HOLANDÊS DE CAVALCANTI PROENÇA NA TEORIA DO ROMANCE BRASILEIRO MATO-GROSSENSE

Mirian Cristina da Silva schio (UNEMA)

5. NÚCLEO INTERDISCIPLINAR EM LITERATURA, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE WLADEMIR DIAS-PINO: HISTÓRICO, PESQUISA E PERCEPÇÕES

Walnice Aparecida Matos Vilalva (UNEMAT)

Marines da Rosa (UNEMAT)

Dante Gatto (UNEMAT)

6. UM OLHAR INTERDISCIPLINAR NO ÂMBITO ESCOLAR.

Alessandra Cristina Da Silva

Alice Michelli Bezerra Costa

Clarice Ferreira Da Silva

Patrícia Almeida Da Silva

 

 

 

Comunicações sala 05

1. VOZ FEMININA MOÇAMBICANA: UMA LEITURA DE PAULINA CHIZIANE

Luciana Alberto Nascimento(PPGEL/UNEMAT)

 

2. A LITERATURA MOÇAMBICANA: FATORES HISTÓRICOS E SOCIOCULTURAIS

Neila Salete Gheller Froehlich

Orientador: Dr. Agnaldo Rodrigues da Silva

Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT/PPGEL

3. UMA LEITURA CRÍTICA DO PERSONAGEM HOMER SIMPSONS ATRAVÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO E DA TEORIA DA FORMAÇÃO

Álvaro Mendes de Melo

(UNEMAT – Campus de Tangará da Serra)

4. O TRAPACEIRO, O BUFÃO E O BOBO EM AUTO DA COMPADECIDA, DE ARIANO SUASSUNA

Reila Márcia Borges Rodrigues

5. O NACIONALISMO ESTÉTICO EM IRACEMA DE JOSÉ DE ALENCAR E PIEDADE DE JOSÉ DE MESQUITA

Dimas Evangelista Barbosa Junior (UNEMAT)

6. VOZES QUE RESSOAM NA LITERATURA MATO GROSSENSE: DIFERENTES DIÁLOGOS EM VOZES DO SONETO DE ARLINDA MORBECK

Ana Lidia de Souza

Jaine pereira do nascimento

Crislaine marcela de Jesus

(Acadêmicas do III Semestre do Curso de letras da UNEMAT/TGA)

Orientadora: Profª Jocineide Catarina Maciel de Souza

 

  

Comunicações sala 06

  1. O CORDEL SOB UM OLHAR LINGUÍSTICO E LITERÁRIO

Cleidiane Ramos dos Santos (III SEM/LETRAS/UNEMAT)

Letícia da Silva (III SEM/LETRAS/UNEMAT)

Maiana Lopes da Silva (III SEM/LETRAS/UNEMAT)

Orientadora: Profª Jocineide Catarina Maciel de Souza (UNEMAT)

 

2. GÊNEROS DISCURSIVOS DO LIVRO DIDÁTICO: UMA ANÁLISE PRELIMINAR

Maria de Lourdes Balabuch

UFMT - Bolsista PIBIC - FAPEMAT

3. WEBLOG COMO INPUT LINGUÍSTICO À AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM POR MEIO DA WEB           

Robério Pereira Barreto

4. A INFLUÊNCIA DO MSN NA ESCRITA

Sirlene de Araújo Miranda (UNEMAT- Tangará da Serra)

5. ENEM 2010: COMO OS GÊNEROS DISCURSIVOS SE APRESENTAM NA PROVA

Thabatha Ferreira dos Santos

UNEMAT/ Letras (8º semestre)

6. EFEITOS DE SENTIDO E ETHÉ DE IDENTIFIÇÃO

NO DISCURSO POLÍTICO

Paula Camila Mesti

(UNEMAT – Campus de Tangará da Serra)

  

 

 

Comunicações sala 07

1. SEGREGAÇÃO RACIAL

Demerval Pires Gaspar (Juína/UNEMAT)

2. ETNOLINGUÍSTICA: SEMELHANÇAS E DIFEREÇAS TUPI E MACRO-JÊ.

Mileide Terres de Oliveira

Faculdades do Vale do Juruena

Orientador: Nilton Soares de Souza Neto

Faculdade Paraíso

 

3. LIBRAS - A IMPORTÂNCIA EM APRENDER LÍNGUA DE SINAIS

Lucimar Moreira Aguiar *

Faculdades do Vale do Juruena

Curso de Letras

orientadora: Marília Vieira de Araújo

Faculdade Paraíso

4. O ENSINO BILÍNGÜE EM ESCOLAS INDÍGENAS NO BRASIL

Jucicléia do Nascimento Silva *

Faculdades do Vale do Juruela

Curso de Letras

orientador: Nilton Soares de Souza Neto

 

5. O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA: UMA VISÃO INTERDISCIPLINAR

Érica SILVA

Érica GONÇALVES

Flavio CARLOS

Sindoval de Oliveira SOUZA

(UNEMAT – Campus de Tangará da Serra)

6. UM OLHAR INTERDISCIPLINAR SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Adreele da Cruz Almeida/ Juliana Garcia Chaves

Beatriz Alves dos Santos/ Weslayne da Silva

Liliane C. Soares

Comunicações sala 08

1. UMA PROPOSTA ALTERNATIVA PARA O ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA: A MULHER NA POLÍTICA LATINOAMERICANA

Beatriz A. dos Santos

Deolina Borges

Celestina Faria de Almeida

Marildete Barnabé

Patrícia Almeida

Vanubia C Henrichsen Projeto Pibid (Unemat)

2. Àgnes e Natàlia: patriarcalismo e emancipação EM La Hora Violeta de Montserrat Roig

Daniele Cristina da Silva

Romair Alves de Oliveira MeEL / UFMT.

3. LITERATURA HISPANOAMERICANA

Academicas: Débora Aparecida Blanco Gonsales - 3° semestre

Francisca Janaina Freire Rodrigues- 6°semestre

Jessica Iraci Rodrigues Ribas - 3° semestre

4. NOVA CONCEPÇÃO DE OBSERVAÇÕES DOS ALUNOS DO PROJETO PIBID NAS ESCOLAS ANTENOR SOARES E JOANA D’ ARC

Ayumi Ermita (UNEMAT – CUTS)

Flavio Rosa (UNEMAT- CUTS)

Michele Vargas Maldonado (UINEMAT – CUTS)

Roney Ramon Barreto (UNEMAT – CUTS)

ORIENTADORA Prof. Me. Flavia Krauss (UNEMAT - CUTS)

5. LEITURA E PESQUISA NA PRÁTICA DOCENTE: LEVANTAMENTO INICIAL

Maria Miranda Lopes (UFMT/CUIABÁ)

6. UMA VISÃO INTERDISCIPLINAR SOBRE O MITO DA CRIAÇÃO SEGUNDO GRAMÁTICA NORMATIVA

Adaême P. Duarte

Daniele F. da Silva

Dayane P.de F. Rocha

Rosimery P. S. Oliveira

Orientação: Profa. Dra. Elizete D. Hunhoff (Letras/UNEMAT)

 

 

Comunicações sala 09

01. UM OLHAR INTERDISCIPLINAR SOBRE O POEMA “ENTARDECER” DE ACLYSE DE MATTOS

Talita Bená de Oliveira;

Wélica Cristina Duarte de Oliveira;

Renata Pereira da Cunha;

Jéssica Fernandes Soares

Orientador: Profº. Dr. Dante Gatto

2. UM OLHAR SOBRE A FIGURA FEMININA NO CONTO “MARIANA”

Roselei Vericimo de Bolba

3. PRIMEIROS OLHARES ANTROPOLÓGICOS SOBRE O BRASIL

Eraldo José Padovani

Lisandra Carolina Da Cunha

Patricia Casagrande

 

4. A DIALÉTICA DO AMOR EM “INOCÊNCIA”

Evelin Tereza Gomes Ferreira

(Letras/UNEMAT)

5. MOACIR “FILHO DA DOR”- CONSTRUÇÃO DE UM NOVO MUNDO.

Priscila Quintino Da Silva (UNEMAT)

6. A TRAGÉDIA NO "AMOR" DE CLARICE LISPECTOR

Elaine Cristina Da Silva

 

 

 

Comunicações sala 10

1. LUCINDA PERSONA: FACE PICTURAL, FACE POÉTICA

CÉLIA MARIA DOMINGUES DA ROCHA REIS (MEEL/UFMT)

RENATO CARDOSO DE MORAES (MEEL/UFMT)

2. DUAS REALIZAÇÕES ESTÉTICAS DO ROMANCE BRASILEIRO: "VIDAS SECAS" E "ERA UM POAIEIRO”

Cláudio Márcio da Silva (PPGEL/UNEMAT)

3. A SEXUALIDADE NO POEMA DE GREGÓRIO DE MATOS

CLAUDECY BONIFACIO AGAPITO/UNEMAT

VALDIRENE MOTTES DA SILVA/UNEMAT

 

4. MANOEL DE BARROS BRINCANDO COM AS PALAVRAS: E O PRAZER NO ATO DA LEITURA

Guiomar Ferreira Neris Gonçalves (EGRESSA/UNEMAT)

Jocineide Catarina Maciel de Souza (PROFª/UNEMAT)

5. UM ESTUDO INTERDISCIPLINAR DO MITO “CUPIDO E PSIQUÉ”

Angelita Rodrigues da Silva

Demilson Moreira Rodrigues

Maria Madalena da Silva Dias

Simone Aparecida de Matos

(UNEMAT/ Letras /4º Semestre)

Orientadora: Profª. Drª Elizete Dall’ Comune Hunhoff

6. O DISCURSO DE SUSTENTABILIDADE DA EMPRESA NATURA E SUA REPRODUÇÃO NA MÍDIA

Tatiane Farias Alves

(8º semestre/Letras)

 

 

 

 

Limite para envio do trabalho completo p/ publicação na coletânea do evento: 26 de Junho de 2011.

OBS: A PUBLICAÇÃO DA COLETÂNEA ESTÁ PREVISTA PARA O PRÓXIMO SEMESTRE 2011. DEVIDO A IMPORTÂNCIA DO EVENTO DE CARATER INTERNACIONAL, ENVOLVENDO PRODUÇÕES A NIVEL DE GRADUAÇÃO E PÓS GRADUAÇÃO, ORGANIZAREMOS UMA COLETÂNEA COM OS ARTIGOS COMPLETOS.

INFORMAMOS QUE OS TEXTOS TAMBÉM SERÃO SUBMETIDOS A APROVAÇÃO DA COMISSÃO CIENTÍFICA, OU SEJA, OS RESUMOS APROVADOS PARA AS COMUNICAÇÕES NÃO GARANTEM A PUBLICAÇÃO DOS ARTIGOS NA COLETÂNEA.

 

1. O AMOR E A DONZELA INEXPUGNÁVEL EM A ESCRAVA ISAURA DE BERNARDO GUIMARÃES

 

Jhenifer de Oliveira (Letras/Unemat)

 

Partindo da análise do Romance A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães, o presente estudo visa identificar os aspectos relevantes com relação ao amor e à donzela inexpugnável, observando como Isaura defende sua pureza lutando contra os assédios de Leôncio, e como o mesmo age libertinamente para conquistar o seu tão almejado amor. Objetiva-se discutir a complexidade do amor, bem como o papel da donzela, sendo ela uma escrava. Tal romance escrito no ano de 1875, em plena campanha abolicionista, é um libelo antiescravagista, pois abarca o sofrimento e, sobretudo, as situações intoleráveis em que viviam os escravos. Todavia, seu fundamental propósito é o excesso de idealização romântica. Sua narrativa não é a história de um amor, mas dos sofrimentos do amor, uma vez que tange as desventuras de uma escrava branca, educada e nobre, vítima de um senhor cruel e dissoluto. A perspectiva de amor é de suma importância para a interpretação da obra, haja vista que o amor é o ponto crucial do romantismo, período literário ao qual pertence o romance. Mediante a temática em questão, tomamos como foco para fundamentação as concepções de romantismo, principalmente de Alfredo Bosi, e as teorias em torno da análise do discurso (AD) de Foucault, fazendo uma abordagem restrita e significativa no que se refere à influência do sistema patriarcal na construção da protagonista Isaura e do antagonista Leôncio, tendo em vista evidenciar o papel secundário da mulher neste sistema.

 

Palavras chave: A escrava Isaura, análise do discurso, sistema patriarcal, romance e romantismo.

 

2. O ALIENISTA O ÚNICO ALIENADO

Vanessa Coimbra da Costa

Instituto Superior de Educaçao do Vale do Juruena

Orientador. Rafael Guimarães. Doutorando (PPG-LET UFRGS)

Em um período histórico marcado pelo pensamento positivista, pelo cientificismo e pela objetividade, o conto realista de Machado de Assis, O Alienista publicado primeiramente em Papéis Avulsos (1882), vem para questionar o valor e o grau de importância dado à biologia, à física, à química, ou seja, às ciências em geral. Segundo o Dicionário Aurélio, a semântica do vocábulo alienista é “especialista em doenças mentais”, porém o conto nos traz a história do Dr. Simão Bacamarte, um conceituado médico que tem por objeto de obsessão a ciência. Seu envolvimento com os preceitos da ciência era tamanho que optou por se casar com uma mulher sem atributos físicos, para que não perdesse seu precioso tempo lhe observando a beleza, alem do que para o objetivo de ter um filho ela era perfeita: reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem... Isto era suficiente, todavia após meses de casados e com a decepção de não ter o tão sonhado e planejado filho, dedica – se com veemência à ciência, especificamente às doenças mentais. Simão Bacamarte verifica que os doentes mentais, não tinham um lugar adequado para serem tratados e viviam soltos pelas ruas ou trancados - o louco nesta época era considerado perante a religião como seres pecadores – por isso, cria a casa de orates e se aprofunda nos estudos. Ao observar os doentes mentais que lá eram abrigados, inicia uma análise intentando identificar o que é normal e o que é loucura, e após inúmeras internações e “desinternações” dos moradores da cidade em que mora (Itaguaí) Bacamarte questiona – se: a demência estava nas demais pessoas ou em si mesmo? Sem deixar de lado a objetividade, característica principal do Realismo, Machado de Assis com ironia e sarcasmo – características irremediavelmente machadianas - transmite-nos as incertezas, as angústias e subjetividades humanas, mesmo de pessoas instruídas como o Dr. Bacamarte que tem por princípio o racional, neste caso, sua religião é a ciência. Contudo Simão Bacamarte morre tentando distinguir sanidade de insanidade.

 Palavras-chaves: alienista, loucos

 

3. O COLOQUIAL COMO ESTILO: "LIÇÃO DE SER"

DE LOURENÇO DIAFÉRIA

 

Bruna Marcelo Freitas (UNEMAT)

Orientador: Prof. Dr. Dante Gatto

 

Em 1977, Lourenço Diaféria passa por uma turbulência em sua vida devido a uma crônica que publicou, no Folha da Manhã, intitulada “Herói. Morto. Nós.” Nesta crônica, o autor se reportara a um acidente que ocorrera no zôo de Brasília naquele mesmo ano: um garoto caíra no poço das ariranhas, que o atacaram furiosamente. Um sargento do Exército saltou no local, salvando o menino e fazendo-se vítima do contra-ataque dos animais. Uma morte horrível teve o sargento neste incidente e Diaféria exaltaria esse gesto heróico atacando o patrono do exército Duque de Caxias. O cronista foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, processado e condenado a oito meses de prisão, que cumpriu em casa. Não por acaso, em 1977, Lourenço Diaféria escreve a crônica “Lição de ser”, que integra a obra “Para gostar de ler” e faz uma crítica à ditadura que presenciou e da qual foi vítima. O presente estudo tem como finalidade apresentar uma abordagem analítica da crônica “Lição de ser” de Lourenço Diaféria, de modo a confrontar o nosso olhar analítico com as características e especificidades desse gênero literário propriamente dito, com o intuito de construir os (des)caminhos rumo à interpretação da crônica selecionada e de elencar o coloquial como estilo do cronista. Para tanto, adotamos como suporte as teorias de Gaston Bachelard, Antonio Cândido, Afrânio Coutinho, entre outros.

 

Palavras-chave: coloquial; crônica; “Lição de ser”; Lourenço Diaféria.

 

4. A IMPORTÂNCIA DO NARRADOR NA COMPOSIÇÃO DA OBRA DOM CASMURRO, DE MACHADO DE ASSIS

 

Adriana Margarida de Almeida

UFMT/ICHS/CUR

Orientadora: Profª. Drª. Márcia Rejany Mendonça

 

Neste trabalho, intitulado A importância do narrador na composição da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, a proposta principal é mostrar a dimensão que a voz do narrador em primeira pessoa assume para a construção de uma narrativa densa. Um dos fatores que contribui para essa densidade é o discurso utilizado pelo narrador-personagem. Este, ao empregar a primeira pessoa, demonstra que tem a intenção de persuadir o leitor, pois manifesta certa ânsia em provar a (sua) verdade dos fatos. Neste sentido, o presente estudo tem como base o seguinte questionamento: como o ser ficcional de Dom Casmurro, representado pelo narrador-personagem, consegue direcionar as percepções dos leitores em relação à obra? Principalmente por utilizar a memória como base para contar sua história, que na respectiva obra assume papel importante. Afinal, é esse narrador-personagem que será os olhos do leitor. Sendo assim, gostaríamos de destacar que o principal objetivo desse trabalho é analisar a figura do narrador observando algumas das estratégias das quais ele se utiliza para compor a obra Dom Casmurro. Por isso, não questionaremos se Capitu traiu ou não Bentinho. Existem inúmeras críticas que tratam desse aspecto. Além disso, podemos salientar que o romance não fornece provas confiáveis. Afinal, é contado a partir da perspectiva de Dom Casmurro. Assim sendo, o leitor terá acesso aos fatos através das impressões desse narrador. Desse modo, a sua compreensão tende a limitar-se ao ponto de vista de um narrador que participa da história.

 

Palavras-chave: Narrador, Intenção, Leitor.

 

 

5. VELHA CHÁCARA A SAUDADE

 

Almirene Francisca Bomfim (Letras/ Unemat)

                                                      Celita Ferreira de Jesus (Letras/Unemat)

                                   Cristiane Rodrigues Neves Francisco (Letras/Unemat)

                                                     Rosiane da Silva Barros (Letras/Unemat)

Orientadora:  Professora  Jocineide Catarina Maciel de souza

 

Este trabalho, de cunho interdisciplinar, tem por objetivo fazer uma análise do poema “Velha Chácara”, de Manuel Bandeira (1944). Para tanto, teremos como suporte teórico conceitos advindos de dois campos do saber: a literatura e a linguística. Essa comunicação apresentará uma análise do poema nos aspectos sonoros, lexicais, semânticos e sintáticos. Nesse poema, enfocaremos o saudosismo do eu lírico presente na poesia, ressaltando que Manoel Bandeira prima por alguns poemas cujos temas realçam o saudosismo. Delimitaremos a questão diacrônica no estudo da expressão “tábua rasa” no sentido de explicitar a historicidade na formação destas palavras, a fim de mostrar a sua importância no entendimento do poema. Contemplando, assim, alguns aspectos das disciplinas de diacronia, fonética, lingüística e teoria literária, sendo uma pesquisa bibliográfica. A análise também tem o propósito de ampliar nosso conhecimento acerca da temática, bem como poderá auxiliar outros acadêmicos do curso de Letras a compreender a importância da análise de poemas nas disciplinas estudadas.

Palavras-chave: Manuel Bandeira; Literatura; Linguística.

 

 

1. AMOR X PRECONCEITO: A INTERFERÊNCIA DOS VALORES SOCIAIS NAS RELAÇÕES ENTRE NEGROS E BRANCOS

SEBASTIANA RODRIGUES DA CRUZ MENEGUCI (PPGEL/UNEMAT)

Ao ler o livro de Azevedo, exuberante pela crueza naturalista, pode-se sentir a dor desesperada de um homem cujo único desvio de caráter foi ter nascido mulato. Raimundo, homem culto e rico, formado na Europa e acostumado às liberdades e refinamentos que somente a vida instruída pode trazer, descobre, ao retornar à pátria, a impossibilidade de realizar uma paixão pelas amarras irremediáveis que as correntes sociais criaram diante da comprovação de sua ascendência negra: ele era filho de uma escrava! Raimundo tem, então, que suportar o peso da intolerância de uma sociedade em que o valor maior do ser humano era nascer branco... E nada do que fizesse ou alegasse faria mudar o preconceito entranhado naquelas pessoas. Diante de tão irremediável destino, resta ao autor entregar seu protagonista aos desígnios deterministas da marca naturalista. É nessa atmosfera abafada, tanto do ponto de vista climático quanto do convívio social, que são apresentadas as personagens. Até os cães se envolvem no ambiente de letargia preguiçosa. O mau cheiro retratado por Aluisio domina o ambiente. Homens e animais se misturam, portanto, no universo bestializado e asfixiante de São Luís do Maranhão. A grosseria do ambiente envolve as ações das personagens. A descrição de Dias, um dos momentos mais claramente naturalistas do romance, não deixa dúvidas quanto ao aspecto repugnante do caixeiro. As personagens caricaturais dominam o romance. O Realismo-naturalismo vai abusar das caricaturas para ressaltar o lado apodrecido das personagens e da sociedade retratada.

Palavras chave: Raimundo, preconceito, Realismo-naturalismo.

 

 

2. A OPÇÃO ESTÉTICA EM A PATA DA GAZELA DE JOSÉ DE ALENCAR

Magali Cristiane Ferreira Novais

Orientador: Prof. Dr. Dante Gatto

Está comunicação pretende demonstrar como José de Alencar (1829-1877), apresentando perspectivas dispares (romantismo e realismo) desenvolveu sua escolha estética. O objeto deste estudo será o romance A Pata da Gazela (1870) em que há um cuidadoso tratamento metonímico às situações e aos personagens. O romance apresenta um enredo simples que envolve o triângulo amoroso Amélia (objeto de desejo), Leopoldo, idealista e platônico, representante de opções consagradas pela estética romântica e Horácio, pragmático e pessimista, já produto dos novos tempos que se anunciam, de crítica aos valores burgueses. O suporte teórico são os estudos desenvolvidos em torno dos respectivos períodos literários, notadamente a História da Literatura Ocidental de Arnold Hauser e Teoria Literária de Victor Manoel de Aguiar e Silva.

Palavras-chave: romantismo; realismo; amor

  

 

3. REINVENÇÃO PATERNA: “JÁ NÃO SE FAZEM PAIS COMO ANTIGAMENTE”

DE LOURENÇO DIAFÉRIA

 

Elisângela Pereira de Lima

Orientadora: Prof. Drª. Rosana Rodrigues da Silva

PPGEL – UNEMAT – TANGARÁ DA SERRA

 

Este estudo apresenta uma abordagem analítica da crônica “Já não se fazem pais como antigamente”, de Lourenço Diaféria. A análise discute uma temática contemporânea acerca da estrutura familiar, do perfil da mulher na sociedade moderna e das mudanças causadas pela expansão das máquinas. A análise observa ainda, aspectos pertinentes a este estilo literário, cujas características se evidenciam nesta crônica, como o vínculo com realidade, o uso de uma linguagem coloquial com uma narrativa informal e a leveza. A crônica expõe, por meio de uma escolha particular de imagens, linguagem e caracterizações de personagens, espaço e tempo, instantes de captação da realidade que, transpostos à narrativa, além de evidenciarem o estilo do autor, denunciam questões de efervescência no Brasil na década de 70. Trata-se de uma crônica cuja construção verbal e imagética conduz o leitor a percepções várias, transportando-o para o excêntrico espaço da literatura que o arremessa da realidade à ficção e da ficção à realidade. Destarte, a crônica de Diaféria aparece como um reflexo contundente de uma realidade específica e traz no seu bojo, um fato peculiar com aspectos corriqueiros da vida cotidiana, sem aparente relevo, mas que transportados à ficção ganham novas acepções e sugerem uma releitura da realidade. Os teóricos Antônio Cândido e Afrânio Coutinho, entre outros, consolidam o aporte teórico deste estudo.

 

Palavras-chave: Literatura; temática contemporânea; estrutura familiar; crônica; Lourenço Diaféria.

 

 

 

 

4. LYGIA FAGUNDES TELLES: A OUTRA FACE DE EDGAR ALLAN POE NA CONTEMPORANEIDADE

Edinaldo Flauzino de Matos (PPGEL/UNEMAT)

No exercício deste trabalho destacaremos o importante lugar que ocupam Edgar Allan Poe e Lygia Fagundes Telles em meio à crítica literária pela brilhante técnica de criar histórias tão coesas, repletas de alegorias. Os dramas narrados são simbólicos e desvelam as profundezas da psique humana. Nossa proposta é apresentar os diálogos entre os contos “O Barril de Amontillado” e “Venha ver o pôr-do-sol”, exemplo fidedigno de intertextualidade entre a autora Lygia Fagundes Telles com Edgar Allan Poe. Ambos os contos têm a vingança como tema e estruturam-se por meio dos diálogos das personagens. A premeditação, a dissimulação e a crueldade da vingança são elementos comuns aos contos em leitura. O cenário e a reação das vítimas são proporcionalmente semelhantes.

Palavras-chave: O Barril de Amontillado; Venha ver o pôr-do-sol; fantástico, crime, vingança, sublime, grotesco.  

 

5. DAS MULHERES E DAS MARIAS: ENTRE UMAS E OUTRAS EM NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM DE JORGE AMADO

Maria Cleunice Fantinati da Silva

(MeEL - Programa de Mestrado em Estudos de Linguagem - UFMT)

 

Este estudo tem por objetivo apresentar algumas personagens femininas que permeiam Navegação de Cabotagem – apontamentos para um livro de memórias que jamais escreverei, publicado em 1992. Navegação de Cabotagem é um livro de memórias que reúne, sem rígida organização cronológica, as lembranças do escritor brasileiro Jorge Amado. Dentre as 1.211 personagens reais que povoam Navegação de cabotagem encontram-se muitas mulheres, algumas pessoas simples e outras famosas e bem conhecidas. Entretanto, outras mulheres são chamadas por um único nome: “Maria”. As abordagens sobre os diferentes papéis sociais, a supremacia masculina e suas contradições foram fundamentadas com Heleieth I. B. Saffioti. O trabalho foi elaborado metodologicamente através de pesquisas bibliográficas que se iniciaram com a leitura da obra Navegação de Cabotagem (1992). Em seguida foram selecionados alguns apontamentos nos quais permeiam personagens femininas que tiveram seus nomes preservados e apontamentos em que outras mulheres perderam suas identidades, tornando-se todas “Marias”. Na segunda etapa da pesquisa buscou-se por um suporte teórico para analisar os apontamentos selecionados. Navegando juntamente com Mulheres e “Marias”, pode-se entender que elas possuem seus mundos distintos. Enquanto as Mulheres têm seu espaço definido na obra e suas identidades preservadas, as “Marias” se anulam e se igualam no papel de prestar aos homens favores sexuais. Na verdade, tanto as Mulheres quanto as “Marias” estão obedecendo aos padrões instituídos pela sociedade brasileira: ou são as oficiais ou são as outras. Portanto, na obra Navegação de cabotagem do escritor Jorge Amado, Mulheres e “Marias” vivem em mundos diferentes e não se reconhecem, porque as “Marias” são anuladas na participação social. Na construção do patriarcado, a mulher deve obediência ao homem e, na obra analisada, percebe-se também, que não importa que sejam Mulheres ou “Marias”, pois nos padrões instituídos pela sociedade brasileira todas as mulheres têm seu papel definido pela supremacia masculina que exige a construção social da subordinação feminina.

 

 

 

Palavras-chave: Memórias; Personagens; Identidades.

 

1. FORMAÇÃO DE PROFESSORES E EDUCAÇÃO ESPECIAL: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO POR MEIO DO GÊNERO DISCURSIVO NARRATIVA

 

 

NEGREIROS, Cláudia Landin (UNEMAT/UFRGS)

 

 

O presente trabalho apresenta uma experiência de formação continuada embasada na teoria dos Gêneros do Discurso (Bakhtin, 1979/2003), como objeto de ensino em sala de aula. Trata-se da síntese de uma oficina de formação de professores na qual abordamos o gênero Narrativa. Nessa proposta de formação, envolvendo professores que atuam na Educação Especial (APAE) de um município no interior do Estado de Mato Grosso, enfocamos a oralidade e a sua contribuição na escrita. Dessa forma, com o intuito de apresentar o ensino de língua materna por meio dos gêneros discursivos, procuramos nos alinhar com a proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN, ou seja, uma proposta pautada na teoria de Bakhtin sobre os Gêneros do Discurso. Os PCN (Brasil, 1998) sugerem que o texto seja a unidade de ensino e que os gêneros sejam o objeto de ensino em sala de aula. A partir disso, elegemos tal teoria para ministrar essa oficina. Os resultados apresentados pelos participantes sinalizaram para uma aceitação favorável ao uso dessa teoria na prática pedagógica. Entretanto, deve-se tomar certo cuidado ao se trabalhar determinados textos em salas de aula da Educação Especial.

 

 

Palavras-chave: Gêneros Discursivos – Narrativas – Educação Especial 

 

2. A INTEGRAÇÃO DOS SABERES TÉCNICO-CIENTÍFICOS COM OS SABERES PEDAGÓGICOS: A VISÃO DO PROFESSOR LICENCIADO – ESTUDO REALIZADO NO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO ARAGUAIA – UFMT

 

Daniel Leite Almeida

UFMT - Campus Universitário do Araguaia

Orientadora: Maria Claudino da Silva Brito

 

 

Este trabalho de pesquisa foi realizado na Universidade Federal de Mato Grosso – Campus Universitário do Araguaia – Barra do Garças – MT com três professores universitários da instituição que cursaram licenciatura. Nosso principal objetivo foi levantar discussões acerca do processo de formação do profissional docente, especificamente o docente universitário. A pesquisa, de cunho qualitativo, teve como instrumentos de coleta de dados as entrevistas gravadas em áudio e as conversas informais, considerando as orientações da etnografia. Procuramos compreender como o professor vê a sua postura didática dentro da sala de aula e qual a sua preocupação no dia-a-dia profissional com as questões pedagógicas. Todos os entrevistados mostraram-se inteiramente preocupados em refletir sobre a sua atuação, falaram do processo contínuo que envolve a formação profissional de um Educador, comentaram as dificuldades de relacionar as teorias pedagógicas com a prática efetiva, conceituaram Educação e distinguiram o Professor do Educador. Falaram também sobre a importância da Didática na sala de aula; para eles o professor precisa ter domínio da arte de ensinar para que se obtenha um processo de ensino eficaz. Este trabalho conclui, entre outras questões, que o professor, como profissional, precisa compreender a complexidade do processo educacional e refletir sobre sua própria atuação não somente como professor, mas como Educador. Isso inclui, entre várias questões, a necessidade de uma formação permanente que estimule a reflexão sobre os saberes necessários para  o bom desempenho de sua prática.

 

Palavras-chave: formação do professor, ensino superior, atuação profissional.

 

 

 

3. CONCEPÇÕES DE ALUNOS DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO ACERCA DO TEMA TRANSVERSAL SAÚDE: UM ENFOQUE DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

 

Miryeli Mello Ribeiro (Farmácia, UNIC)

Orientadora: Fabiana Aparecida da Silva (Farmácia, UNIC)

 

O estudo das representações sociais investiga como se constituem os sistemas de referência que as pessoas, inconscientemente, utilizam para classificar e interpretar os acontecimentos do cotidiano. Com o objetivo de identificar as concepções acerca do tema transversal “saúde” entre alunos da educação básica, a pesquisa foi desenvolvida com alunos do 3º ano do ensino médio, de duas escolas estaduais, município de Tangará da Serra, MT. Os alunos responderam a pergunta “diga cinco palavras que vem a sua mente quando você ouve ou lê saúde”. Foi atribuído um valor (peso) para cada palavra citada conforme a ordem de evocação, assim a primeira palavra teve peso 5 e as demais palavras respectivamente peso 4, 3, 2 e 1. Em seguida agruparam-se as palavras em categorias de acordo com a similaridade. A frequência (F) e peso (P) das palavras que compõe cada categoria foram somadas determinando assim os valores de F e P por categoria. Dos 219 alunos participantes 57,99% são do sexo feminino, a idade variou entre 15 e 20 anos. Os dados agregados resultaram em 11 categorias, sendo elas: C1 “qualidade de vida”(F312, P993), C2 “cuidados” (F218, P687), C3 “ambiente” (F99, P290), C4 “profissionais” (F82, P239), C5 “sensações”(F77, P232), C6 “não responderam” (F73, P124), C7 “sintomas” (F67, P202), C8 “saúde pública” (65, P215), C9 “palavras desconectas” (F18, P57), C10 “ausência de saúde” (F8, P28) e C11 “atitude” (F3, P6). Nos PCNs para o ensino médio a saúde é vista como um estado que não se restringe à ausência de doenças, ela é relacionada com as condições de vida das populações, como a renda, educação, trabalho, habitação, saneamento, transporte, lazer, alimentação, longevidade, liberdade de expressão e participação democrática. De modo geral, as palavras que compõe as categorias refletem que os alunos possuem as concepções esperadas pelos PCNs, como: “bem estar”, “peso certo”, “prosperidade”, “trabalho” e “casa”. Palavras como “descaso”, “mau atendimento” e “insatisfação” mostram a criticidade dos alunos em relação à saúde pública. Considera-se que desenvolver o tema saúde no âmbito escolar deve ser um processo contínuo. A ação pedagógica através da interdisciplinaridade aponta para a construção de uma escola participativa e decisiva na formação do sujeito social.

 

Palavras-chave: Qualidade de Vida; Educação Básica; Interdisciplinaridade.

 

 

4. O PAPEL DOS PROFISSIONAIS BIÓLOGOS NA SOCIEDADE: AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E CONCEPÇÕES DOS ACADÊMICOS DO PRIMEIRO SEMESTRE DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

 

Fabiana Aparecida da Silva (Unemat- Campus de Tangará da Serra)

 

O objetivo desta pesquisa foi diagnosticar as concepções dos acadêmicos do primeiro semestre do curso de Ciências Biológicas acerca do papel do profissional biólogo na sociedade. A pesquisa foi realizada na segunda semana de aula, como uma forma de avaliação diagnóstica, ou seja, forneceu subsídios para orientação docente durante o desenvolvimento da disciplina Profissão do Biólogo. Cada acadêmico recebeu uma ficha com a seguinte pergunta: “Qual é, em sua opinião, o papel dos profissionais das Ciências Biológicas na nossa sociedade?”. As questões foram entregues ao professor sem identificação do acadêmico. Os dados foram analisados pelo método da análise do conteúdo (AC). A biologia é reconhecida como uma ciência destinada ao estudo dos seres vivos, suas peculiaridades, estrutura, funcionamento e principalmente, ecologia. Esta visão restrita não contribui com a formação (habilitação) e informação (formação de opinião). Isso pode ser observado nas respostas dos acadêmicos, que em sua maioria chegam a faculdade com uma visão restrita permeada na educação básica e sociedade em geral, como por exemplo: “defender e preservar o meio”, “proteger, estudar, pesquisar o meio ambiente para obter mais informações sobre o mundo no qual vivemos”. Algumas opiniões já destacam uma visão mais ampla, como “... conscientização da sociedade para vivermos em harmonia, visto que esses profissionais estudam a vida nas suas diferentes formas” e “tem nas mãos variados papéis: na questão de saúde, meio ambiente envolvendo mamíferos, répteis, anfíbios, para ser estudado”. Os dados resultaram em treze grupos com suas respectivas citações: “Proteger o meio ambiente -14”, “Pesquisa -12”, “Fazer descobertas - 8”, “Recuperar o meio ambiente/solucionar problemas - 7”, “Transmitir conhecimento - 3”, “Atuar em Escolas - 3”, “Saúde - 2”, “Conscientizar as pessoas - 2”Papel Social - 1”, “Viver em Harmonia - 1”, “Função dos seres vivos (plantas e animais) - 1”, “Vida humana - 1” e “Mudança de atitude - 1”. Esse diagnóstico no início do semestre é importante para que o docente possa direcionar a formação do profissional biólogo levando a compreensão do fenômeno humano em sua dimensão biológica e étnica, fundamental para o convívio democrático.

 

 

Palavras-chave: Meio ambiente; Biólogo; Formação Acadêmica.

 

5. AS INTERFACES DO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM: CONCEPÇÕES DE ALUNOS DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO ACERCA DE MICRORGANISMOS

 

Keila Siqueira Vila Lopes (Farmácia, UNIC)

Orientadora: Fabiana Aparecida da Silva (Farmácia, UNIC)

 

O objetivo deste estudo foi identificar as concepções de alguns alunos sobre microrganismos. Foram pesquisados 219 alunos, de duas escolas estaduais no município de Tangará da Serra, MT. Os dados foram obtidos por meio de evocações livres. Os alunos responderam ao seguinte questionamento: “diga cinco palavras que vem a sua mente quando você ouve ou lê microrganismos”. Foi atribuído um valor (peso) para cada palavra citada conforme a ordem de evocação, assim a primeira palavra teve peso 5 e as demais palavras respectivamente peso 4, 3, 2 e 1. Posteriormente agrupou-se as palavras em categorias de acordo com a similaridade. Cada categoria recebeu um título e fez-se a somatória das palavras, obtendo a frequência (F) e peso (P), resultando em dez categorias, sendo elas: C1 seres vivos” (F239, P826), C2 “características estruturais” (F104, P381), C3 doenças” (F83, P289), C4 não responderam” (F203, P457), C5 habitat/veículo transmissão” (F39, P104), C6 ciência/pesquisa” (F39, P99), C7 percepção” (F44, P63), C8 profilaxia/tratamento” (F24, P59), C9 sintomas” (F16, P42), C10 motivos causadores de doenças” (F17, P43). Observou-se que na categoria C1 a palavra mais citada foi bactéria (F88, P354), refletindo que este microrganismo foi o mais lembrado pelos alunos. Já na C7 encontraram-se conceitos distorcidos em palavras como “bichinho” e “esquisito”, o mesmo foi observado para as categorias C2, C5 e C10. Na C4 alguns alunos (F193, P407) não responderam pelo menos uma das cinco palavras solicitadas, talvez por falta de conhecimento do tema. No 3º ano do ensino médio, espera-se que o aluno tenha obtido o conceito de microrganismo e saiba diferenciá-lo de outros seres vivos. Conforme os PCNEM, aprender biologia na escola básica permite ampliar o entendimento sobre o mundo vivo. Os resultados indicam que a maioria dos alunos possuem concepções confusas acerca dos microrganismos. Assim, nota-se a necessidade de refletir sobre os métodos de ensino dos conteúdos de ciências e biologia, propiciando condições para que o aluno compreenda a vida de forma integrada, reconheça e diferencie as características entre os seres vivos.

 Palavras-chave: Alunos; Microrganismo; Ensino-Médio.


 

1. LITERATURA MATO-GROSSENSE COM ACLYSE DE MATTOS E AS INFLUÊNCIAS DAS POESIAS MARGINAIS E CONCRETAS EM SUAS OBRAS

   Aneilza Santos Duarte

A literatura revela um dos estilos mais belos de expressão dos sentimentos e pensamentos, com harmonia e criatividade. A literatura mato-grossense é dotada de vasta riqueza, porém desconhecida por muitos estudantes e educadores, tanto do ensino fundamental e médio, quanto do ensino superior. Esta pesquisa tem como objetivo a investigação de algumas obras que compõem o trabalho do autor Aclyse de Mattos, para posterior divulgação nos meios estudantis. Norteou esta investigação o método de análise crítica, em dois momentos distintos: Primeiro, sobre a poesia e a crítica literária pós-modernista ocorrida a partir de 1930, sendo uma das mais copiosas – com destaque para textos escritos por autores que nasceram em Mato Grosso ou que nele residem (ou tenham residido), contribuindo para o enriquecimento cultural de nosso Estado, afirma Hilda Magalhães. Posteriormente, o trabalho enfatizou os textos de um dos principais autores mato-grossenses, Aclyse de Mattos, enfocando as influências das poesias marginais e concretas em suas obras. Dentre a vasta obra deste autor, destacam-se, nesta pesquisa, os poemas, “A Garça”, “O lance dos dados”, “Os amantes no fórum” e “O fim do ladrão”. O trabalho não se pretende conclusivo, deixando a porta aberta para complementação, ou novos pesquisadores que se proponham divulgar autores mato-grossenses.

. PALAVRAS-CHAVE: Literatura mato-grossense –Aclyse-  concretismo/marginal.

 

2. UM OLHAR SOBRE O IMAGINÁRIO INFANTIL EM A MENINA AVOADA, DE MANOEL DE BARROS E UMA MANEIRA SIMPLES DE VOAR, DE IVENS CUIABANO SCAFF

 

Carolina Tito Camarço (UNEMAT/PPGEL)

 

O tempo da infância sempre é descrita e vista como o tempo do ideal, o tempo das descobertas, o contato íntimo com a natureza, onde as coisas mais simples são destacadas. Este trabalho tem como objetivo, no viés da literatura comparada, buscar diálogos existentes entre a prosa poética A menina avoada, pertencente ao livro Exercício de ser criança (1999), de Manoel de Barros e a narrativa Uma maneira simples de voar (2006), de Ivens Cuiabano Scaff, livros que fazem parte da literatura infanto-juvenil. Apesar de possuírem tanto tramas e personagens distintos, eles entrelaçam em um ponto muito importante, ambas tratam do imaginário infantil. As histórias predominam o espaço rural, o quintal, este espaço como reinterpretação do mundo, um grande espaço que abriga a imaginação e os devaneios das personagens. Habitar esse espaço, na perspectiva do imaginário, é viver novas experiências. Em ambas as obras têm a presença da imaginação, da liberdade e da criatividade da criança como elementos essenciais no processo de conhecer o mundo e de recriá-lo. Barros e Scaff combinam imagens relacionadas ao pensamento mágico, em ações situadas no âmbito do maravilhoso, comunicando uma realidade através de comparações, símbolos e criando um universo lúdico.

 

 

Palavras-Chave: Imaginário, Literatura infanto-juvenil, Manoel de Barros, Ivens Cuiabano Scaff.

 

3. ROMANCE DE FOLHETIM NO LIVRO “O FILHO DE PESCADOR”, DE TEIXEIRA E SOUZA

Patrícia Quintino da Silva (UNEMAT)

A proposta deste trabalho é analisar alguns trechos do livro “O Filho do Pescador”, de Teixeira e Souza (1843), a partir do romance de folhetim, que foi um dos grandes modelos influenciadores desta obra. O referido livro é uma obra de ficção em prosa, nitidamente influenciada pelos folhetins franceses que haviam se tornado modismo em vários jornais brasileiros. O modelo de romance de folhetim surgiu na França no século XVIII, chegou ao Brasil na primeira metade do século XIX, tornando-se um gênero que começou a fazer parte da vida dos brasileiros. A partir deste modelo coube-nos conhecer o que foi o romance de ficção, que possui ao mesmo tempo uma relação com a realidade e com a ficção, buscando, de alguma forma, a conscientização do leitor. Teixeira e Souza utilizou em “O Filho do Pescador” o modelo folhetinesco, em que pequenos trechos da narrativa eram publicados nos jornais diariamente, dando, assim, uma sequência à história.  Com relação ao romance de ficção, o autor não apelava ao leitor; mas intensificava a sua mensagem, a fim de trazer experiências de vida e ensinamentos moralizantes, aproximando-se ao real. Atentos a essa questão, procuramos compreender a relação que há entre a ficção e a realidade a partir da verossimilhança e de pressupostos teóricos advindos de Mikhail Bakhtin, tais como a ficção como algo inacabado, a verdadeira realidade, a transposição da realidade, entre outros.

Palavras-chave: Literatura; Romance de folhetim e de ficção; Teixeira e Souza.

 

4. O LUGAR DE  MANUSCRITO HOLANDÊS DE CAVALCANTI PROENÇA NA TEORIA DO ROMANCE BRASILEIRO MATO-GROSSENSE

Mirian Cristina da Silva schio (UNEMA)

Propõe-se nesse trabalho uma análise do romance Manuscrito holandês de Manuel Cavalcanti Proença a partir de um estudo comparado com Macunaíma herói sem nenhum caráter de Mario de Andrade. Tal estudo visa encontrar, em meio à intertextualidade, características que apontem para a criação do novo na obra de Proença, uma vez que o diálogo entre obras literárias não cerceia, pelo contrário, motiva uma nova identidade. Além disso, as particularidades na obra de Proença observadas neste estudo serão de suma importância para classificá-la dentro da teoria do romance brasileiro mato-grossense.  

Palavras chave: Manuscrito Holandês, Macunaíma, intertextualidade

5. NÚCLEO INTERDISCIPLINAR EM LITERATURA, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE WLADEMIR DIAS-PINO: HISTÓRICO, PESQUISA E PERCEPÇÕES

Walnice Aparecida Matos Vilalva (UNEMAT)

Marines da Rosa (UNEMAT)

Dante Gatto (UNEMAT)

 

O Núcleo Estudos da Literatura de Mato Grosso Wlademir Dias-Pino foi criado pela Resolução n.180/2007 – CONEPE, em 07 de dezembro de 2007. Surgiu do grupo de pesquisa Estudos da Literatura de Mato Grosso, cadastrado no CNPq. Grupo e Núcleo eram compostos por professores do Departamento de Letras do Campus Universitário de Tangará da Serra – onde estão lotados seus líderes (Walnice Aparecida Matos Vilalva e Dante Gatto) – e dos demais campi. Em 2010, o Núcleo tornou-se interdisciplinar, tomando como meta congregar pesquisadores (docentes, acadêmicos e técnicos) e implementar, abrigar e consolidar linhas, projetos e grupos de pesquisa, articulando pesquisa, ensino e extensão, em torno da literatura, educação e sociedade e não mais apenas a literatura de Mato Grosso. A socióloga Marinês da Rosa assumiu a coordenação do Núcleo Interdisciplinar em Literatura, Educação e Sociedade Wlademir Dias-Pino (Núcleo Wlademir Dias-Pino), nesta ocasião e abrigou seu grupo de pesquisa Relações de Gênero e Gerações. No que se refere aos estudos literários, o objetivo específico será pesquisar questões contemporâneas da esfera da literatura, notadamente, consolidar o cânone literário mato-grossense, revitalizar a crítica, refletindo a revisão canônica sem fronteiras, inaugurando horizontes para repensar tal perspectiva de estudo, considerando esteticamente o regionalismo e absorvendo as demais experiências periféricas brasileiras com suas historiografias. No que se refere à sociologia a pretensão consiste em analisar as construções de gênero e geração no espaço rural e urbano em novos territórios, instituídos a partir da colonização da década de 70. Por fim, o Núcleo desenvolve pesquisa e extensão com a educação, considerando a interface do ensino superior e a educação básica. Os projetos do Núcleo articulam-se nestes sentidos, como dissemos, promovendo a interdisciplinaridade pelo viés da linguagem. Pretende-se, pois, apresentar as pesquisas em andamento.

Palavras chave: Palavras-chave: Núcleo, literatura, sociedade, educação, interdisciplinaridade.

 

1. VOZ FEMININA MOÇAMBICANA: UMA LEITURA DE PAULINA CHIZIANE

Luciana Alberto Nascimento(PPGEL/UNEMAT)

Nos mais recentes estudos sobre o sujeito do pós-colonialismo encontramos Gayatri C. Spivak, autora do famoso ensaio "Can the Subaltern Speak?” (Pode o subalterno falar?) que comunga artefatos teóricos com Said e Bhabha. Spivak, intelectual e diaspórica indiana, neste ensaio trata da possibilidade de fala do sujeito subalterno e ressalta a posição da mulher subalterna como um espaço ainda mais agravado. O sujeito subalterno feminino não pode ser ouvido ou lido, pois, segundo a autora, o subalterno não pode falar. Para esta discussão, tomemos como objeto de análise a obra Niketiche: uma história de poligamia da escritora moçambicana Paulina Chiziane. Nosso objetivo neste artigo é propor uma discussão em torno do complexo debate sobre o lócus enunciativo do sujeito subalterno, mais especificamente da representação deste lugar na visão da mulher e como funciona tal relação tendo como base as relações de poder existente na vida social contemporânea.  Spivak ressalta que o subalterno carece de um representante por sua própria condição de silenciado. Rami, personagem central da obra e narradora, conquista um espaço de enunciação para assegurar um lugar de discurso. A voz desta mulher ecoa como as várias vozes de tantas outras silenciadas. A legitimidade da mulher passa a ser dada por outra pessoa, de um lugar público, lugar de poder. O exame partirá dos seguintes questionamentos: o discurso de poder sustentado pelo argumento de que o subalterno constrói sua alteridade segundo seu lugar periférico sob o olhar do colonizador é pertinente? O sujeito periférico de fato não tem voz? Com os conceitos de hibridismo, culturas múltiplas há espaço para discutir centro e periferia, hegemonia e subalternidade? Conclui-se que a condição de subalternidade é o silêncio. A conquista deste espaço de enunciação assegura o lugar de discurso significativo, privilegiado. Quando uma mulher diz de um lugar de poder, seu discurso é legitimizado. Paulina Chiziane ao representar a classe subalterna, dá consciência deliberativa soberana de co-participação das discussões. Assim, a partir desta leitura analisamos que a autora moçambicana é um sujeito subalterno que fala, pois apresenta a capacidade de se subjetivar e representar-se, mas não é ouvida e que Rami, mesmo representando um lócus enunciativo na narrativa nos ajuda a afirmar o silenciamento da mulher.

Palavras chave: mulher-subalterno-voz- moçambique

 

2. A LITERATURA MOÇAMBICANA: FATORES HISTÓRICOS E SOCIOCULTURAIS

Neila Salete Gheller Froehlich

Orientador: Dr. Agnaldo Rodrigues da Silva

Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT/PPGEL

 

Este trabalho procura analisar por meio de um olhar crítico, algumas dominantes literárias feitas em Moçambique, com a finalidade de refletir acerca dos aspectos sócio-culturais e históricos que influenciaram nos projetos literários de autores significativos da literatura moçambicana, especialmente na ficção de Mia Couto, cujos textos tendem a manifestar-se como consequência das alterações ocorridas no país, após tantos anos de guerra e violência das imposições culturais, frutos da colonização européia. Nesse sentido, este trabalho lança um olhar em direção à ficção moçambicana contemporânea, em busca de um breve perfil da produção de alguns de seus principais escritores. Destacam-se alguns aspectos que aproximam as obras dos escritores, como também os que os singularizam no panorama literário de Moçambique. Há uma atenção especial para o modo de como os escritores moçambicanos escrevem sobre a condição humana a partir das perspectivas de seu continente. Isso significa um compromisso maior com uma causa maior que é o sofrimento humano de seu país. Significa também, lançar questionamentos a propósito do papel que a literatura ocupa na sociedade através dos modelos nacionais, influenciados, principalmente, pela história cultural, social e política de Moçambique que parece apontar para um estágio imprescindível na superação da dependência e revela através da imaginação poética de seus autores e escritores, uma transformação na consciência política e cultural, assim como, revela a força e a maturidade dessa ficção.

 

Palavras-Chave: História e cultura, Literatura, Moçambique.

 

3. VOZES QUE RESSOAM NA LITERATURA MATO GROSSENSE: DIFERENTES DIÁLOGOS EM VOZES DO SONETO DE ARLINDA MORBECK

Ana Lidia de Souza

Jaine pereira do nascimento

Crislaine marcela de Jesus

(Acadêmicas do III Semestre do Curso de letras da UNEMAT/TGA)

Orientadora: Profª Jocineide Catarina Maciel de Souza

Este trabalho tem por objetivo analisar os aspectos estruturais do poema “vozes do soneto” do livro Vozes femininas (2008) nosso objetivo é despertar um olhar para a literatura Mato grossense, visto que essa obra nos permite discutir vários aspectos da cultura mato-grossense, bem como levantar algumas questões pertinentes aos estudos diacrônicos, fonéticos e linguísticos presentes na obra. No campo diacrônico nos deteremos em estudar a origem das palavras que compõem o titulo do poema, como também explorá-lo na transcrição fonética. No desenvolvimento dessa análise abordaremos a relação entre significado e significante, pois o texto trata de uma metapoesia. O objetivo é apresentar algumas especificidades contidas nesse poema que é composto por versos decassílabos e alexandrinos e tem a estrutura dos sonetos clássicos formados por dois quartetos e dois tercetos.

Palavras chave: literatura mato grossense

4. O NACIONALISMO ESTÉTICO EM IRACEMA DE JOSÉ DE ALENCAR E PIEDADE DE JOSÉ DE MESQUITA

Dimas Evangelista Barbosa Junior (UNEMAT)

O patriotismo é algo universal, mas o seu culto se dá através do particular. Esta particularidade é o que nos detemos a ver nas obras Iracema de José de Alencar e Piedade de José de Mesquita. A primeira obra é possuidora de grande fortuna crítica. Conhecida como a lenda da criação do estado do Ceará (“Canto da Jandaia”), sua característica mais marcante é ao julgamento que o narrador tem de assumir a que a própria etnia, no caso a brasileira, é de raça miscigenada e que essa miscigenação foi a do índio (mulher) com o português (homem). Esta obra está localizada temporalmente e esteticamente no Romantismo, período que alguns teóricos consideram edificar o nascimento da Literatura brasileira. A segunda obra é de origem mato-grossense, datada em 1937, a mais de uma década do advento da Semana de arte moderna. Pesquisei as bibliografias que me esclarecessem sobre a periodização literária, principalmente no que diz respeito às tipologias que encobrem o tempo em que foram produzidas as obras que abordo. Respeitando o fato de que nem sempre as obras, que são produzidas num certo período da história, tendem a seguir as características literárias deste, pois pude perceber que a estética, apresentada pela obra “Piedade”, usa de linguagem e temas bem tradicionais e que não condizem com a escola literária que predominava em outros domínios no Brasil, naquela respectiva época. A percepção de um suposto “atraso”, nesta obra mato-grossense, condiciona à ela uma certa anacronia. Porém, com estudos sociológicos referentes às condições do meio de produção da obra como a vida intelectual do autor, sua produção literária e influência política em Mato Grosso, fortalecemos a idéia de haver consciência por parte de José de Mesquita, no que se diz respeito ao Modernismo que vigorava nas metrópoles brasileiras. Devido a essa constatação, associamos as escolhas estéticas, feita pelo narrador de Piedade, à um intuito maior de conservação de uma arte tradicional, mais ligada à religião cristã/católica do que à liberdade (interpretada como libertinagem) inovadora modernista.

Palavras chave: Nacionalismo; Romance; Literatura matogrossence

5. O CORDEL SOB UM OLHAR LINGUÍSTICO E LITERÁRIO

Cleidiane Ramos dos Santos (III SEM/LETRAS/UNEMAT)

Letícia da Silva (III SEM/LETRAS/UNEMAT)

Maiana Lopes da Silva (III SEM/LETRAS/UNEMAT)

Orientadora: Profª Jocineide Catarina Maciel de Souza (UNEMAT)

Nesta comunicação, demonstraremos, por meio de um cordel de João Martins de Athayde (“As Proezas de João Grilo”), como uma fórmula narrativa pode ser eficaz no sentido de propiciar a interação com o leitor, afastando-o do estado de tibieza, e em especial no processo de formação de leitor que, como sabemos, encontra-se em defasagem. O objeto dessa pesquisa é um texto que privilegia a construção popular da língua fugindo às normas estabelecidas pela língua padrão. Diante disso, esta comunicação propõe-se analisar e discutir o cordel em seus aspectos sintáticos, semânticos, diacrônicos e lingüísticos, além de refletir a importância do prazer no ato da leitura. A literatura de cordel tem uma grande influência na Literatura brasileira, esse fator será abordado no desenvolvimento dessa análise. O cordel reúne dois universos atemporais: a corte e o sertão. São universos que têm símbolos e rituais muito próprios. Atualmente, temos o incentivo da mídia com a novela “Cordel Encantado”, que aborda alguns aspectos dessa literatura trazendo-o a várias classes sociais. O cordel é um gênero mais abordado e conhecido na região nordeste do Brasil.

Palavras-chaves: cordel; sincronia-diacronia; literatura.


 

1. UMA LEITURA CRÍTICA DO PERSONAGEM HOMER SIMPSONS ATRAVÉS DA ANÁLISE DO DISCURSO E DA TEORIA DA FORMAÇÃO

 

Álvaro Mendes de Melo

(UNEMAT – Campus de Tangará da Serra)

 

Considerando que um dado objeto a ser analisado é válido enquanto instigue a pesquisa e a reflexão, e que os estudos acadêmicos deveriam ultrapassar o âmbito já canonizado pela crítica aventurando-se em levar os métodos científicos a objetos que historicamente estão à margem da academia, como os da cultura popular e, recentemente, dos meios midiáticos, propomos, neste estudo, que o seriado de televisão “Os Simpsons”, possa ser analisado à luz da Análise do Discurso. Defendemos, ainda, que conceitos como ideologia e materialismo dialético, quando relacionados a alguns personagens desta série televisiva, podem suscitar reflexões acadêmicas válidas, bem como corroborar para a formação de críticas sociais. Nossa proposta é de perceber no discurso do personagem Homer a ideologia que o conforma e o funda, observando as contradições do sistema a que o personagem pertence e as suas conseqüências imediatas no seu cotidiano. Ao que concerne as possíveis consequências no devir da classe social representada por Homer, utilizaremos as reflexões levantadas por Humberto Maturana sobre a origem do humano, em que o teórico defende que as mudanças que possam ocorrer no sistema afetarão o sujeito e a sua posteridade.
 
Palavras chaves: Os Simpsons, Análise do Discurso, crítica social.

 

 

2. GÊNEROS DISCURSIVOS DO LIVRO DIDÁTICO: UMA ANÁLISE PRELIMINAR

 

Maria de Lourdes Balabuch

UFMT - Bolsista PIBIC - FAPEMAT

 

Desde a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs (1998), o ensino de leitura e escrita deve(ria) ser realizado na vertente da teoria enunciativo-discursiva. Essa exigência se aplica também aos materiais didáticos adotados para esse ensino. Considerando essa constatação, o objetivo desta comunicação é analisar alguns aspectos de uma unidade em um livro didático de Língua Portuguesa utilizado em uma escola particular de Cuiabá. Essa análise leva em conta os fundamentos da teoria enunciativo-discursiva de Mikhail Bakhtin (1979; 2003) focalizando atividades de leitura e de produção textual. Nessa perspectiva, as propostas devem conter perguntas que levem o aluno a refletir a partir do conhecimento de diferentes gêneros do discurso que circulam socialmente. É papel da escola promover o desenvolvimento  tanto da competência linguística do aluno quanto da sua capacidade de reflexão, de crítica e de ação na vida social. Ao analisarmos o material didático, percebemos seu distanciamento dos critérios estabelecidos pelos PCNs (1998), que sugerem a utilização de alguns gêneros como referência, a partir da qual o trabalho com os textos – unidade básica de ensino – precisará se organizar, projetando a seleção de conteúdos para a prática de análise linguística. Apesar de os documentos oficiais apresentarem uma tabela de gêneros que consideram apropriadas, reconhecem não ser uma relação exaustiva, por isso, sugerem que outras escolhas podem ser feitas em função do projeto da escola, do trabalho em desenvolvimento e das necessidades específicas do grupo de alunos. Essa abertura se deve ao reconhecimento de que o livro didático tem limitação temporal e geográfica, pois os gêneros ultrapassam o que são nesses materiais. A análise mostrou que a superficialidade das questões propostas na unidade em análise não contribui para o processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. Os exercícios têm notadamente uma visão tradicional, concebendo a leitura somente como decodificação, deixando, portanto, de propor uma interação no processo de leitura e escrita, abordando apenas a competência linguística, pelo viés apenas gramatical. Para a análise foram utilizados, além dos PCN (1998), os pressupostos de Bunzen e Rojo (2005), (Geraldi (2002), Rojo (2004; 2009), Petroni (2008; 2009), dentre outros autores.

Palavras-chave: Livro didático, gêneros do discurso, leitura, produção textual.  

 

3. EFEITOS DE SENTIDO E ETHÉ DE IDENTIFIÇÃO

NO DISCURSO POLÍTICO

 

Paula Camila Mesti

(UNEMAT – Campus de Tangará da Serra)

 

A contemporaneidade e as transformações ocorridas no discurso político fizeram com que os analistas do discurso adotassem outras posturas teórico-metodológicas, sem, no entanto, esquecer a historicidade e a materialidade lingüística dos discursos. Utilizando como dispositivo teórico as noções basilares da Análise do Discurso, principalmente conceitos que abarcam a noção de ethos, memória discursiva e efeitos de sentido, o presente trabalho tematiza o modo de construção das imagens de si que os sujeitos políticos fazem em seus discursos – ethos. Tendo como corpus de análise as gravações e as transcrições dos Horários Gratuitos de Propaganda Eleitoral na televisão (HGPE) nas eleições de 2008 em Maringá-PR, esta comunicação pretende mostrar as estratégias de persuasão empregadas pelo candidato a prefeito da cidade – Silvio Barros. O papel enunciativo de “locutor-candidato” inscreve-o na cenografia do HGPE, fazendo com que, ao enunciar seu discurso, efeitos de sentido sejam produzidos, mostrando seus gestos e sua maneira de ocupar o espaço da cena enunciativa, isto é, seu ethos. Em termos específicos, objetiva-se analisar as construções do ethé de identificação utilizados no HGPE, verificando como o não verbal legitima e reforça as imagens positivas de si, ocasionando a adesão do telespectador / eleitor a esta imagem construída. Tais análises contribuem para uma reflexão mais crítica a respeito do atual fazer político.

 

Palavras-chave: discurso político, efeitos de sentido, ethos.

 

4. A INFLUÊNCIA DO MSN NA ESCRITA

 

Sirlene de Araújo Miranda (UNEMAT- Tangará da Serra)

 

Atualmente, a internet é um dos principais meios de comunicação entre as pessoas, possibilitando a circulação rápida de informações e conhecimentos. Neste sentido, ela é de grande relevância para a educação, pois possibilita a aquisição imediata de informações que podem ser utilizadas no processo de ensino aprendizagem e nas pesquisas escolares.  Assim, para o desenvolvimento desta pesquisa será analisada a produção escrita para averiguar se há influência do messenger na produção textual dos alunos do 1º ano do Ensino Médio do período matutino de uma  escola Estadual situada no município de Tangará da Serra – MT. Ao final desta pesquisa, pretende-se confirmar o grau de influência e se de fato é o messenger que tem provocado essa variação linguística na produção escrita

 

Palavras-chave: Internet; influência; produção textual.

5. ENEM 2010: COMO OS GÊNEROS DISCURSIVOS SE APRESENTAM NA PROVA

 

Thabatha Ferreira dos Santos

                                                                       UNEMAT/ Letras (8º semestre)

 

Por meio de pesquisa bibliográfica, pretendemos confrontar as orientações dadas aos professores em documentos oficiais do Ministério da Educação (MEC) e a cobrança feita no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), de modo a observar se os materiais apresentam conformidade, haja vista serem advindos do mesmo órgão. Para embasar essa pesquisa, iniciamos com as teorias Bakhtinianas, as quais são o plano de fundo dessa pesquisa; além de Bakhtin, fundamentamo-nos também em Dolz e Schneuwly, sendo estes responsáveis por conceberem os gêneros como ferramenta de ensino. Dessa forma, o trabalho apresenta as seguintes seções: o conceito de gêneros discursivos e suas diferentes definições encontradas hoje; uma rápida contextualização do gênero, desde a sua origem; um estudo das orientações dadas pelo MEC a professores de Língua Portuguesa, fazendo, então, uma abordagem que passa dos PCN aos documentos norteadores mais atuais, os quais são as Orientações Curriculares; e, por fim, trazemos uma compreensão geral do ENEM e a análise de algumas questões do exame aplicado no ano de 2010. Vale ressaltar que o exame analisado nessa pesquisa é o primeiro aplicado pelo MEC depois de toda a reformulação tanto das Orientações Curriculares quanto do ENEM.

 

Palavras-chave: gêneros discursivos, documentos oficiais, ENEM

 

  

1. SEGREGAÇÃO RACIAL

Demerval Pires Gaspar (Juína/UNEMAT)

O fenômeno do esquecimento do uso da língua materna por nações indígenas e o consequente desvinculo desses povos com sua cultura, em parte provocado pela imposição de um conjunto de atitudes sociais que se traduzem em uma forma de segregação a essas gentes, motivou esta pesquisa. Tem ela, por objetivo, provocar reflexões a respeito das bases desse preconceito cultural, dirigido a populações indígenas, em especial as do entorno da cidade de Juína - Mato Grosso. As informações e os resultados argumentados, obtidos em pesquisas bibliográficas e nas análises dos dados de questionários aplicados a indivíduos indígenas em particular aos da etnia Arara, que como sujeitos e grupo de amostragem por meio de suas impressões e opiniões, demonstraram a forma e a abrangência deste preconceito nas etnias indígenas. Este trabalho tem ainda, como objetivo, articular essas impressões, sugerindo uma discussão, onde a Educação por meio da Academia possa voltar suas atenções às bases desse preconceito, ou seja, na formação dos alunos desde os primeiros anos da escola. Dito de outra forma com investimento nas licenciaturas a Academia, com sua capacidade de pesquisa e formação, construindo conceitos de Igualdade, Ética  e Valorização Social entre as culturas, desconstruiria preconceitos instalados no pensamento comum da sociedade. Transformando, a médio e longo prazo, a maneira pela qual são vistas e tratadas essas culturas.

PALAVRAS-CHAVE: Língua, Cultura, Exclusão.

2. ETNOLINGUÍSTICA: SEMELHANÇAS E DIFEREÇAS TUPI E MACRO-JÊ.

Mileide Terres de Oliveira

Faculdades do Vale do Juruena

Orientador: Nilton Soares de Souza Neto

Faculdade Paraíso

 

Resumo: Atualmente no Brasil há cerca de oitenta e uma línguas indígenas, e a classificação etnolinguística dessas línguas é de natureza genética: incluem-se em uma mesma classe, línguas para as quais há evidências de serem provenientes de uma mesma língua ancestral. Estas se distribuem por pouco mais de 40 conjuntos, a que se costuma dar o nome de famílias linguísticas, as quais são reconhecidas como aparentadas geneticamente num nível mais remoto, constituindo um conjunto de conjuntos, a que se chama tronco linguístico. O Brasil possui dois grandes troncos linguísticos: O Tupi e o Macro-Jê. O Tupi-Guarani é um tronco linguístico que compreende dez famílias distribuídas pelo nosso território e se divide em oito subgrupos, e um deles pertence aos tupinambás. Tupinambá é uma língua falada pelos índios da costa atlântica do Brasil, suas características tendem mais Tupi do que ao Guarani, não há sintagmas adjetivos em Tupinambá, mas a adjetivação é feita sistematicamente por composição. Outra característica importante de alguns falantes tupis é a utilização de três pronomes “nós”, um exclusivo e dois inclusivos e o uso de verbos transitivos e intransitivos como argumentos, ou seja, como núcleo dos sintagmas nominais. O tronco linguístico Macro-Jê abrange doze famílias e tem uma peculiaridade hipotética, devido ao seu descobrimento recente e poucas pesquisas relacionadas ao mesmo. Alguns trabalhos ressaltam o alto grau de integração morfológica entre um predicado e o seu primeiro argumento com frequência encontrado nas línguas Jê, como o caso dos kaingángs e o krenaks que apresentam fonemas nasais em contorno, e os panarás que se têm posposições no sintagma verbal. A elaboração deste trabalho visa ao aprofundamento nesses dois troncos linguísticos, com o objetivo de descrever as principais características entre eles e seus pontos em comum, pois se trata de estudos etnolinguísticos importantes para nosso país. Há uma polêmica sobre qual tronco linguístico pertence a língua da etnia rikbaktsa, se ao macro-jê ou tupi. Por isso, pretendemos pesquisar se procede esta polêmica e qual a base empírica que sustenta a polêmica linguística.

Palavras-chave: etnolinguística; rikbaktsa; linguística.

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3. LIBRAS - A IMPORTÂNCIA EM APRENDER LÍNGUA DE SINAIS

 

Lucimar Moreira Aguiar *

Faculdades do Vale do Juruena

Curso de Letras

orientadora: Marília Vieira de Araújo

Faculdade Paraíso

 

 

O presente artigo tem por objetivo analisar e avaliar a importância em aprender língua de sinais nas aldeias indígenas, pois encontramos índios surdos e mudos em algumas tribos, com necessidade de se comunicar com os demais em sua aldeia, refletindo os trabalhos de pesquisa e experiências pedagógicas realizadas com as comunidades indígenas da Amazônia legal. Alguns estudos apontam essa carência, a de uma língua de sinais, principalmente do índio, para com seus familiares, que muitas vezes criam algum gesto para que haja uma comunicação visual. A Língua Brasileira de Sinais é uma segunda língua dos surdos e mudos brasileiros e, como tal, poderá ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela comunicação com essa comunidade. A Língua Brasileira de Sinais, conhecida como LIBRAS, vem sendo de extrema importância para a comunidade escolar, portanto com os povos indígenas esse fator não é diferente, pois eles têm uma relação com os outros povos, promovendo uma relação inter-pessoal e, com isso entendemos a importância do aprendizado de uma língua de sinais, seja na aldeia, em suas escolas indígenas ou até mesmo inclusos em outras comunidades não indígenas, uma vez que as pessoas surdas e mudas vêm freqüentemente buscando seu espaço na sociedade, fazendo com que os órgãos governamentais tomem providências imediatas nos currículos escolares. Não só os surdos precisam aprender a língua de sinais, mas principalmente os ouvintes, assim eles poderão comunicar-se normalmente havendo interação entre ambos. Mas o fato é que mesmo sendo uma língua reconhecida por lei ainda há preconceito. Assim, o objetivo desse trabalho é promover a reflexão sobre o ensino de LIBRAS, tendo em vista que a escola inclusiva exige a qualificação de professores capacitados à língua, mas ainda há extrema precariedade quanto à realização desse aprendizado.

 

Palavras-chave: Língua Brasileira de Sinais, preconceito, educação inclusiva, interação e comunidades indígenas.

 

 

 

4. O ENSINO BILÍNGÜE EM ESCOLAS INDÍGENAS NO BRASIL

 

Jucicléia do Nascimento Silva *

Faculdades do Vale do Juruela

Curso de Letras

orientador: Nilton Soares de Souza Neto

Faculdade Paraíso

 

O trabalho tem como objetivo o ensino bilíngüe em escolas indígenas no Brasil, principalmente no estado do Mato Grosso.Em Mato Grosso temos uma parcela expressiva dessa diversidade étnica e lingüística brasileira. Há, aqui, 384 povos indígenas, falando 34 línguas distintas. Ao todo, estima-se aproximadamente 30.000 indivíduos, um pouco mais de 2% da população do estado. Esses povos se diferem tanto na pluralidade cultural quanto nos diversos estágios de aculturação e de contato com a sociedade não indígena. Há sociedades que mantêm contato há cerca de 300 anos, como é o caso dos Bororo e outras têm contato bem recente, como os Enawenê-nawê, por exemplo. A situação sociolingüística aqui no estado de Mato Grosso também é múltipla e diversa, enquanto há grupos que só se comunicam na sua língua étnica, há outros em que a língua portuguesa é a língua materna do grupo, como no caso dos Arara, Umutina, Guató e Chiquitano. A formação de membros das comunidades indígenas como professores para as escolas localizadas nas aldeias é um desafio, e deve ser uma prioridade, para todo o sistema educacional brasileiro, devendo congregar os esforços de todos: gestores e técnicos governamentais, especialistas, lideranças e comunidades indígenas. É preciso estabelecer uma distinção entre “Educação Indígena” e Educação Escolar Indígena”. Quando fazemos menção à “Educação Indígena”, estamos nos referindo aos processos educativos tradicionais  de cada povo indígena. A partir do contanto com o branco, no entanto, esse conhecimento passou a ser insuficiente para garantir a sobrevivência e o bem–estar dessas sociedades. É preciso agora também conhecer os códigos e os símbolos dos “não-indios”, já que estes e suas ações passaram a povoar o entorno indígena. E é assim que, historicamente, surgiu a “Educação Escolar Indígena”. Nas sociedades indígenas são ações mescladas, incorporadas à rotina do dia a dia, ao trabalho e ao lazer e não estão restritas a nenhum espaço especifico. A escola é todo o espaço físico da comunidade e valoriza-se a aquisição de conhecimentos que sejam uteis para o bem-estar comunitário, alem disso, o ensino não é uma responsabilidade de uma única pessoa, é responsabilidade de todos. Na Educação Indígena, não existe a figura do professor, são vários os professores da criança, desde a mãe ao indivíduo mais velho da tribo, todo mundo é professor e todos são alunos. O modelo de aprendizagem indígena passa pela demonstração, pela observação, pela imitação, pela tentativa e erro. Por uma escola indígena especifica, diferenciada, inter-cultural, bilíngüe e de qualidade, o projeto se propõe a verificar na coordenação de Educação da cidade de Juína como o trabalho de educação indígena vem sendo realizado para atender ao estudo efetivo da língua.

 

Palavras chaves: Ensino-Indígenas- Bilíngüe

 

 

1. UMA PROPOSTA ALTERNATIVA PARA O ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA: A MULHER NA POLÍTICA LATINOAMERICANA                                                                                                                             

 

Beatriz A. dos Santos

                                                                                                                                        Deolina Borges

                                                                                                                 Celestina Faria de Almeida

                                                                                                                                                   Marildete Barnabé

                                                                                                                               Patrícia Almeida

                                                                                                                    Vanubia C Henrichsen

Projeto Pibid (Unemat)

 

RESUMO: O presente estudo iniciou-se com o intuito de analisar as representações sobre as

relações de gênero que circulam na sociedade, de um modo privilegiado nos veículos de comunicação e nos livros didáticos de língua espanhola para brasileiros. Através das análises feitas, surgiu a idéia de realizar um projeto de ensino diferenciado para as escolas públicas dando ênfase à mulheres latino americanas com destaque na política de seu país. Como experiência piloto, nós estamos desenvolvendo esta proposta alternativa para o ensino de LE no CME "Antenor Soares", para uma oitava série do período matutino, onde temos desenvolvido nosso estágio de observação desde maio de 2010.

 

Palavras-chave: Mulheres; Política; Ensino; Língua Espanhola.
 

2. Àgnes e Natàlia: patriarcalismo e emancipação EM La Hora Violeta de Montserrat Roig

 

Daniele Cristina da Silva1

Romair Alves de Oliveira2

1 Acadêmica do Programa de Mestrado em Estudos de Linguagem – MeEL  /UFMT e Professora do IFMT.

daniele.silva @jna.ifmt.edu.br

2 Professor Adjunto da UNEMAT e Professor do Mestrado em Estudos da Linguagem - MeEL / UFMT.

romairoliveira@gmail.com

 

 

Este trabalho tem por objetivo apresentar o papel social de algumas mulheres na obra literária do pós-guerra civil espanhola La Hora Violeta de Montserrat Roig. Nossa sociedade é constituída ideologicamente por papéis sociais designados a homens e a mulheres. Esse quadro começa a mudar entre o final do século XIX e, efetivamente, início do século XX, quando as mulheres iniciam uma luta árdua para ocupar diferentes esferas sociais, até então, permitidas apenas aos homens, como vida social, política e econômica. A fim de discutirmos um pouco acerca desse processo de emancipação presente na obra La Hora Violeta, abordaremos os comportamentos de duas personagens, discutindo acerca dos papéis sociais desempenhados por elas, Natália e Àgnes. Enquanto uma busca sua liberdade, ou seja, sua independência dos papéis históricos e culturais estabelecidos à mulher pelo sistema patriarcal, a outra se encontra presa a esse sistema. Para a realização dessas discussões em relação aos papéis sociais das mulheres, serão utilizadas as teorias de Beauvoir, Safiotti, Scott e Woolf. Torna-se relevante destacar que há na obra certa referência histórica, pois são comuns os relatos sobre o papel social da mulher, a luta pela qual passava esse grupo, os debates entre os teóricos que iniciavam essa discussão no âmbito acadêmico, entre outros aspectos do processo de emancipação da mulher.

Palavras-chaves: Literatura; patriarcalismo; emancipação.

 

 

3. LITERATURA HISPANOAMERICANA

Academicas: Débora Aparecida Blanco Gonsales - 3° semestre

                         Francisca Janaina Freire Rodrigues-   6°semestre

                        Jessica Iraci Rodrigues Ribas -              3° semestre

 

 

Somos bolsistas do Projeto Interinstitucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID, área de Língua Espanhola. Iniciamos nossa pesquisa há dez meses; começamos com o tema Literatura Hispanoamericana. A ideia inicial era trabalhar com  análise dos livros didáticos da língua Espanhola, analisando tanto quantitativa quanto qualitativamente a presença da literatura latinoamericana em tais materiais didáticos. A partir dos resultados alcançados com esta pesquisa, decidimos confeccionar nosso próprio material didático dentro dos moldes cartoneros, visando oferecer um minicurso para alunos do ensino fundamental das escolas públicas com as quais temos convênio, a saber: Antenor Soares e Joana D´arc. Escolhemos como tema gerador para nosso trabalho a obra de dois grandes poetas latinoamericanos: Mario Benedetti e Pablo Neruda. Tudo isso fazemos tendo em vista que, de acordo com os documentos oficiais - PCN e OCN – que nos alertam que a primeira competência a ser trabalhada no ensino de línguas estrangeiras é a competência (inter)pluricultural, pretendemos, a partir de tais obras poéticas fazer com que os alunos se aproximem da língua espanhola através da literatura hispanoamericana.

Palavra chave: Literatura Hispanoamericana

4.NOVA CONCEPÇÃO DE OBSERVAÇÕES DOS ALUNOS DO PROJETO PIBID NAS ESCOLAS ANTENOR SOARES E JOANA D’ ARC

Ayumi Ermita (UNEMAT – CUTS)

Flavio Rosa (UNEMAT- CUTS)

Michele Vargas Maldonado (UINEMAT – CUTS)

Roney Ramon Barreto  (UNEMAT – CUTS)

ORIENTADORA Prof. Me. Flavia Krauss (UNEMAT - CUTS)

 

O objetivo do nosso grupo é trabalhar com as diferentes variantes da língua espanhola, analisando os livros didáticos e fazendo com que haja interação de nós acadêmicos com o tão complexo mundo hispânico. Neste sentido, ao mesmo tempo em que tentamos compreender teoricamente em que consiste o conceito de “variantes lingüísticas” no interior da língua espanhola, analisamos como esta estruturação é feita no interior do livro didático para ensino de língua espanhola para brasileiros e, conjuntamente, nos esforçamos por construir uma proposta alternativa para o trabalho em sala de aula com dita questão. Partimos do pressuposto de que não existe uma forma mais correta dentre as tantas variantes da língua espanhola. Assim, fazendo coro com as Orientações Curriculares Nacionais, também acreditamos que a pergunta “Qual variante ensinar?”, deve ser substituída pela “Como ensinar o espanhol, essa língua tão plural?”. De modo sintético, o objetivo deste grupo de estudo é refletir sobre propostas que esbocem uma possível resposta a esta pergunta.

Palavras chave: língua espanhola, materiais didáticos, variantes lingüísticas

 

 

5. LEITURA E PESQUISA NA PRÁTICA DOCENTE: LEVANTAMENTO INICIAL

Maria Miranda Lopes (UFMT/CUIABÁ)

Segundo os PCN (1998), a linguagem é uma forma de ação interindividual orientada por uma finalidade específica, um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes nos diferentes grupos de uma sociedade, nos distintos momentos em sua história. Portanto, pela proposta desse documento, as atividades de leitura e escrita devem proporcionar situações em que o aluno possa exercitar as práticas sociais de compreensão e produção de textos (oral e escrito) e de análise/reflexão da língua (oral e escrita) em situações linguisticamente significativas, isto é, em que o seu uso ocorre de fato. Nesta comunicação apresentamos parte de uma análise realizada no desenvolvimento do subprojeto “Experiências de leitura e escrita do professor de Língua Portuguesa no ensino básico: impactos sobre a aprendizagem dos alunos”, que integra o projeto Práticas de linguagem no Ensino Básico: a formação inicial e continuada do professor de Língua Portuguesa. É nosso intuito identificar e analisar os hábitos de leitura de alguns professores no ensino básico, com o propósito de determinar o impacto causado por sua experiência de leitura na aprendizagem dos alunos. Para tanto, foi aplicado um questionário com 33 perguntas relacionadas aos dados profissionais, formação, hábitos de leitura e opinião sobre o ensino de literatura, respondido por oito (8) professores do ensino fundamental e médio, de três escolas públicas de Cuiabá. Nesta comunicação analisamos as respostas dadas à questão n° 11 - Que tipo de leitura/pesquisa você mais utiliza para preparar suas aulas? – para verificar como são preparadas as aulas pelos entrevistados. O meio mais utilizado para pesquisa é o livro didático, seguido por internet, revistas e jornais, e por último os livros em geral. Todos os professores responderam que utilizam o livro didático. A maioria afirma que o usa como apoio para as aulas. O livro didático, atualmente, é o material pedagógico mais utilizado no Ensino Fundamental e Médio da rede pública. A internet, nos dias atuais, é uma grande aliada no que se refere à informação, tanto em notícias sobre questões políticas, sociais, econômicas e entretenimento, quanto para aprofundar conhecimentos em áreas de estudo. A análise dos dados coletados será feita com base em Geraldi (1985), Mello (2009), Rojo (2004, 2009), Petroni (2008, 2009), dentre outros autores.

PALAVRAS-CHAVE: leitura/escrita, livro didático, formação docente, ensino-aprendizagem

         

01. UM OLHAR INTERDISCIPLINAR SOBRE O POEMA “ENTARDECER” DE ACLYSE DE MATTOS

Talita Bená de Oliveira;

Wélica Cristina Duarte de Oliveira;

Renata Pereira da Cunha;

Jéssica Fernandes Soares

Orientador: Profº. Dr. Dante Gatto

 

Tomamos como objeto de estudo o poema "Entardecer" de Aclyse de Mattos, poeta contemporâneo, mato-grossense. Aclyse de Mattos possui diversas publicações e sua obra é digna de análises aprofundadas, reconhecendo seu importantíssimo papel na repercussão da literatura mato-grossense. Com essa proposta, iniciamos uma análise da forma e conteúdo, como os aspectos sonoros e as relações estabelecidas com o conteúdo. Há de se conferir atenção, também, à utilização de recursos imagéticos: o acento circunflexo isolado da vogal e, ainda, a imagem instaurando significação. Buscamos ainda a interpretação sob a luz do social, bem como a abordagem da raiz latina de alguns termos selecionados do poema, entendendo que essa investigação revela sua pertinência na medida em que trabalha a origem de cada termo, trazendo à superfície significações importantes na compreensão das sentenças. Tem-se como fundamentação teórica, dentre outros, a moderna teoria literária de Vitor Manoel de Aguiar e Silva e a refinação de aspectos estilísticos como apontados por José Lemos Monteiro em seu livro A estilística. Desta forma, nosso trabalho, no tocante a análise literária, fincará suas bases também em uma possível interpretação das formas imagéticas presentes no poema, embora entendamos que uma analise mais profícua deveria atender ao contexto sócio histórico do poeta. Entretanto, a ausência de corpus enfrentada pode se dar pelo fato da pouca valorização que se dá a poetas autóctones pelas instituições acadêmicas. Não conferindo o devido reconhecimento aos mesmos.

Palavras-chave: Contemporâneo; Forma e conteúdo; recursos imagético; estilistica.

2. UM OLHAR SOBRE A FIGURA FEMININA NO CONTO “MARIANA”

Roselei Vericimo de Bolba

O presente trabalho diz respeito ao projeto monográfico que objetiva analisar a construção sócio-cultural da personagem Mariana na obra: Mariana, Novos Contos da Montanha, de Miguel Torga, relacionada à maternidade e a sexualidade, descrevendo o perfil da personagem; percebendo o papel desempenhado no que se refere à maternidade e sexualidade considerando os aspectos da teoria literária. A metodologia corresponde à pesquisa teórica sustentada pela analise bibliográfica e pelos conceitos: maternidade, mulher e Literatura. A justificativa em aprofundar e solidificar o objeto de estudo deve-se ao fato de ser uma pesquisa relevante nos estudos literários, pois o autor aborda a autocracia feminina, a asserção do papel social bastante humano e dramático, por uma mulher de vida fácil, uma mãe diferente, destemida e objetiva. Portanto, a análise do comportamento feminino movimentará uma importante discussão da sociedade patriarcal na qual estamos inseridos.

Palavras chave: Literatura feminina, maternidade e sexualidade

3. PRIMEIROS OLHARES ANTROPOLÓGICOS SOBRE O BRASIL

Eraldo José Padovani

Lisandra Carolina Da Cunha

Patricia Casagrande

O presente trabalho tem por objetivo entender e analisar a cultura brasileira, baseando-se na obra: “O que faz do brasil, Brasil?” de Roberto DaMatta, que nos apresenta algumas características peculiares da formação cultural do povo brasileiro. De forma bem humorada e por muitas vezes até irônica o autor nos leva a refletir e entender certas atitudes cotidianas, que formam uma teia na construção do Brasil. O autor leva-nos a ter um olhar crítico e tolerante sob diferentes culturas, partindo da realidade de formação do nosso país. A variação cultural. Nesse contexto buscamos também compreender e conhecer os aspectos antropológicos, a identidade de cada ser que monta um pedaço do quebra cabeças de uma nação. Ficando assim, muito nítido o que faz do brasil, Brasil.

Palavras-chave: cultura, Brasil, povo.

 

 

4. A DIALÉTICA DO AMOR EM “INOCÊNCIA”

 

Evelin Tereza Gomes Ferreira

(Letras/UNEMAT)

 

O presente trabalho aborda sucintamente a dialética do amor na obra “Inocência”, de Visconde de Taunay, que abarca em seu contexto aspectos do período romântico, mediado pelas contradições presentes no romance. Entende-se por dialética a maneira de pensar a realidade em seu constante processo de transformação, sendo que, o que move a mesma é a contradição por meio da tese, da antítese e da síntese, sintetizando aqui a perspectiva de Leandro Konder, apresentada em “O que é dialética?”. Mediante essas transformações, a trama se desenrola de um equilíbrio entre os aspectos ligados à verossimilhança, que é a imitação da realidade, marcados pelo conflito entre o real e a ficção. O romance retrata a história de um povo sertanejo, seu sofrimento e simplicidade. “Inocência” é uma historia de um amor impossível, na qual os principais personagens envolvidos são Cirino, Inocência, Manecão e o pai da moça. Várias peripécias marcam a não realização amorosa entre os personagens. Isso acontece quando Cirino se apaixona por Inocência, que está prometida a Manecão. A moça também se apaixona por Cirino, e esse amor avassalador proporciona aos dois um sentimento de total desespero, fazendo com que prefiram a morte que viver longe um do outro. Como embasamento teórico a respeito do Romantismo, utilizamos os conceitos de Bosi e Cândido, e referente à análise do discurso, Coracini.                

 

Palavras-chaves: Literatura; Dialética; Romantismo.

 

 

 

5. MOACIR “FILHO DA DOR”- CONSTRUÇÃO DE UM NOVO MUNDO.

Priscila Quintino Da Silva (UNEMAT)

Esse trabalho propõe-se a refletir acerca da construção da identidade brasileira como uma nação mista, procurando encontrar traços dessa brasilidade no romance Iracema de José de Alencar (1865). Para tanto, tomaremos como base teórica elementos discursivos e ideológicos, seguindo o dialogismo de Mikhail Bakhtin (1929) e o interdiscurso de Michel Pêcheux (1969). A partir daí, procuramos explicitar o diálogo entre a narrativa indianista alencariana e a questão imemorial da colonização do Brasil como lugar de um já-dito que sempre retorna quando se quer tratar da identidade híbrida brasileira. Na obra de José de Alencar, Iracema, percebemos que em vários momentos ele exalta a beleza, a força, a garra do índio do Brasil, ficando, claro, na obra, esse retorno às origens para que, de certa forma, possa enaltecer o povo brasileiro. Notamos um atravessamento de discursos, de colonização, do descobrimento, de exaltação da raça, e também a questão da identidade brasileira. Esses efeitos, no texto alencariano, são possibilitados porque, segundo Bakhtin, um texto (discurso), por alguns aspectos, mantém relações com outros textos (outros discursos), já que para ele todo texto é atravessado por outro texto, ou outros anteriores. Podemos dizer, dessa forma, que um texto sempre fala o que já foi falado. Relacionado ao conceito de interdiscurso, dizemos que o discurso colonial, presente em Iracema, funciona não como uma originalidade, mas como uma matriz de sentidos que é reverberado para se falar da híbrida brasilidade. Assim, é evidente que através do dialogismo e do interdiscurso presente na obra Iracema, a história da colonização e da mestiçagem do povo brasileiro ganha uma forma diferente, através do gênero romance, no qual Iracema se apaixona por um guerreiro branco-colonizador. A Virgem abandona sua tribo e segue ao lado do seu amor Martim. Desse encontro das personagens Iracema (índia) e Martim (português branco) nasce Moacir (que significa o “filho da Dor”) como significante da mistura do povo brasileiro. Iracema é o símbolo sob o qual se transmite o mito da constituição das raças e o início da sociedade; Moacir é a realidade idealizada da nação.  Nesse sentido, podemos dizer que o discurso literário pode ser um meio viável para construir a imagem de uma nação.

 

Palavras- chave: Iracema-José de Alencar; Romance e Discurso Colonial; Dialogismo e Interdiscurso.

 

 

 

1. LUCINDA PERSONA: FACE PICTURAL, FACE POÉTICA

CÉLIA MARIA DOMINGUES DA ROCHA REIS (MEEL/UFMT)

RENATO CARDOSO DE MORAES (MEEL/UFMT)

 

No contexto de estudos sobre artes plásticas, deparamo-nos com a produção poética de Lucinda Nogueira Persona, cuja obra apresenta muitos recursos plástico-pictóricos, tais como luz, cor, volume, contraste etc, tanto em verso como em prosa. Persona, utilizando-se da paleta infinita da linguagem, das múltiplas texturas verbais, da pluralidade sonora e rítmica da língua, compõe seu arranjo no branco do papel. Daí o empenho de uma pesquisa interartes que objetiva demonstrar as correlações entre literatura e pintura, procurando identificar soluções discursivas, estilísticas, que resultem na plasticidade do literário, nesse fazer artístico singular. Nessa perspectiva, a iniciativa propõe que esses diferentes sistemas de representação, literatura e pintura, encontrem outra vez o espaço comum de um diálogo amplo e aberto. Para o artista plástico, poeta portanto, apropriar-se dos elementos visuais é vivenciar a experiência da expressão, tentativa de condensar num suporte a carga emotiva dos lampejos de suas visões. Nesse estudo do literário no espaço-tempo, ocupou-nos o entendimento de como, pela palavra, pela linguagem, as imagens tomam corpo; apropriam-se dos elementos visuais, desenham-se de pontos, de traços; vingam das sombras; modelam-se sob a luz; cobrem de cor a nudez de sua superfície; como, pelo “signo complexo”, configuram a poesia.

Palavras-chave: literatura; pintura; poesia mato-grossense; Lucinda Persona.

2. DUAS REALIZAÇÕES ESTÉTICAS DO ROMANCE BRASILEIRO: "VIDAS SECAS" E "ERA UM POAIEIRO”

Cláudio Márcio da Silva (PPGEL/UNEMAT)

O presente trabalho busca discutir, na vertente regionalista, duas obras da Literatura Brasileira: uma pertencente ao cânone nacional, a citar “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, e outra ainda pouco conhecida, a citar, “Era um poaieiro”, de Alfredo Marien. O enfoque desta análise prioriza, tão somente, as personagens protagonistas Fabiano e Brasilino, buscando entender como ocorre a configuração destas personagens a partir de suas condições sociais e econômicas. O trabalho também busca analisar, brevemente, o contexto histórico-literário no qual as obras estão inseridas.

Palavras chave: Romance, Regionalismo, personagem, Vidas secas, Era um poaieiro

3. A SEXUALIDADE NO POEMA DE GREGÓRIO DE MATOS

 

CLAUDECY BONIFACIO AGAPITO/UNEMAT

VALDIRENE MOTTES DA SILVA/UNEMAT

 

 

O objetivo deste trabalho é analisar a décima de Gregório de Matos, “TEVE O POETA NOTÍCIA, QUE SEBASTIÃO DA ROCHA PITA SENDO RAPAZ, SE ESTRAGAVA COM BRITES”. Nele, procuramos articular os fundamentos teóricos derivados tanto da Linguística quanto da Literatura, lançando mão de conceitos como: os eixos de seleção e combinação, fundamentos sincrônicos e diacrônicos e construção fonética da palavra PINGUELO, além de explorar a métrica do referido poema. Consideramos ser importante essa análise porque traz contribuições no que tange aos aspectos linguísticos, bem como aborda o contexto sócio-histórico do poeta (Barroco) no que diz respeito às questões de sexualidade de sua época; assuntos que ainda são considerados tabus diante de uma sociedade moralista que não vê o sexo e a sexualidade com naturalidade.                                                                                                           

  

Palavras-chave: Gregório de Matos; Literatura; Linguística; Sexualidade.

 

4.MANOEL DE BARROS BRINCANDO COM AS PALAVRAS: E O PRAZER NO ATO DA LEITURA

Guiomar Ferreira  Neris Gonçalves (EGRESSA/UNEMAT)

Jocineide Catarina Maciel de Souza (PROFª/UNEMAT)

 

A Literatura Brasileira Mato-grossense apresenta vários gêneros oportunizando várias tendências de abordagens e análises, nesse artigo teremos como objeto de estudo a  poesia “lúdica” produzida em Mato Grosso, que “está/é” desconhecida pelos leitores, no município de Tangará da Serra- MT, que foi trabalhada no projeto de estágio no VIII semestre do curso de Letras 2005/2009-2. Consideramos necessária a apresentação, aos alunos do Ensino Fundamental, de alguns autores que possuem excelentes produções regionais, o que demonstra a grandeza literária do estado. Haja vista que desde 1990 existe um projeto de lei[1] que torna obrigatório o ensino dessa literatura em todas as escolas do Estado, sendo fundamentado no Plano Estadual de Educação que visa à implantação gradativa de livros da Literatura Brasileira Mato-grossense nas escolas.  Com o intuito de difundir essa cultura, houve a necessidade de expor elementos regionais e a prática de leitura em voz alta a fim de envolver os alunos na realidade literária da nossa cultura. Optamos pela literatura Mato-grossense por ser algo a ser descoberto e trabalhado nas escolas, pois há uma riqueza de valores históricos e literários, em torno das obras que a compõem. O estágio se dividiu em várias etapas, nas quais foram estudados vários escritores mato-grossenses e abordar-se-á a concepção de leitura que os alunos possuíam e a prática desse processo com a leitura de várias poesias de Manoel de Barros, através de várias metodologias, pode-se perceber que o gosto pela prática da leitura está extremamente relacionado com o modo que se concebe o leitor.

 

 

Palavra chave: Manoel de Barros, Leitura, Poesia.

 

 

5. UM ESTUDO INTERDISCIPLINAR DO MITO “CUPIDO E PSIQUÉ”

Angelita Rodrigues da Silva

Demilson Moreira Rodrigues

Maria Madalena da Silva Dias

Simone Aparecida de Matos

(UNEMAT/ Letras /4º Semestre)

Orientadora: Profª. Drª Elizete Dall’ Comune Hunhoff

 

Pretende-se, neste trabalho, refletir como o processo de ensino interdisciplinar pode se abordado a partir de um tema, tal como o “mito”, e como este tem sido visto pela ótica da Teoria Literária, pela Linguística e até mesmo pelo ensino da Língua Materna, interligando à gramática. O estudo parte do texto “Cupido e Psiqué” e outras fontes bibliográficas sobre o assunto, com o intuito de verificar como um tema como esse, supra citado, pode ser visto por vários campos de estudo. Pretendemos, como resultado deste trabalho, demonstrar como o estudo do mito pode suscitar discussões não apenas em uma disciplina, no caso a Teoria Literária, na qual se estuda o mito como tipo de narrativa, mas também verificar sua ligação com a Linguística e como podemos desmistificar a dificuldade do ensino e da aprendizagem da Língua Materna. Pretende-se, neste trabalho, refletir como o processo de ensino interdisciplinar pode se abordado a partir de um tema, tal como o “mito”, e como este tem sidovisto pela ótica da Teoria Literária, pela Linguística e até mesmo pelo ensino da Língua Materna, interligando à gramática. O estudo parte do texto “Cupido e Psiqué” e outras fontes bibliográficas sobre o assunto, com o intuito de verificar como um tema como esse, supra citado, pode ser visto por vários campos de estudo. Pretendemos, como resultado deste trabalho, demonstrar como o estudo do mito pode suscitar discussões não apenas em uma disciplina, no caso a Teoria Literária, na qual se estuda o mito como tipo de narrativa, mas também verificar sua ligação com a Linguística e como podemos desmistificar a dificuldade do ensino e da aprendizagem da Língua Materna.

Palavras-chave: mito, Teoria Literária; Linguística; gramática; ensino.

 

5. O DISCURSO DE SUSTENTABILIDADE DA EMPRESA NATURA E SUA REPRODUÇÃO NA MÍDIA

Tatiane Farias Alves

(8º semestre/Letras)

 

Este trabalho tem como objetivo fazer uma leitura das marcas do discurso de sustentabilidade da empresa de Cosméticos Natura S.A, e como os meios midiáticos e a ideologia são essenciais para a reprodução desse discurso da empresa. Através do site da Linha Natura Ekos, foi analisada a imagem que a empresa Natura faz de si mesma e de seu consumidor, abordando o jogo de imagens e a forma como a empresa utiliza o discurso de sustentabilidade para conseguir manter uma imagem positiva perante os consumidores. A pesquisa foi fundamentada principalmente em Louis Althusser, Michel Foucault, Claudio Novaes Pinto Coelho, Gustavo da Costa Lima e Erly Euzébio dos Anjos. Discutiremos o conceito de desenvolvimento sustentável o qual vem sendo propagando pela referida empresa e também por políticos, como forma de suavizar anos de exploração desenfreada dos recursos naturais.

Palavras-chave: Natura – imagens – desenvolvimento sustentável