principais doenças endemicas do brasil

DOENÇAS ENDÊMICAS NO BRASIL

As doenças endêmicas preocupa, a saúde pública há quase um século, graças ao avanço das investigações científicas e da medicina, essas doenças puderam ser controladas.

Por definição, Endemia é uma enfermidade, geralmente infecciosa que reina constantemente um certo país ou região por influência de causa local. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001, p.06).

As principais doenças endêmicas do Brasil, são: a malária; a leishmaniose; a esquistossomose; a febre amarela; a dengue;  o tracoma; a doença de Chagas; a Hanseníase; a tuberculose; a cólera e a gripe A.

No final do século XIX e início do século XX, a saúde pública, visando encontrar soluções para o controle dessas endemias, utilizou o conceito dessas doenças infecciosas o que resultou em uma nova disciplina científica, a microbiologia, que descobriu uma significativa quantidade de vetores que causavam as doenças endêmicas. Nessa época a saúde pública brasileira costumava tomar medidas quanto ao meio ambiente em que as pessoas viviam, preocupavam-se muito com a localização dos cemitérios e hospitais, com a drenagem de terrenos e até com pessoas que apresentassem distúrbios mentais ou leprosos.

A  partir do início do século XX ocorreram vários estudos sobre as doenças endêmicas, nesse período foi descoberto pelo cientista brasileiro Carlos Chagas o vetor Trypanossoma cruzi causador da doença de chagas. Nesse período também houve o controle do vetor Aedes aegypti, o que diminuiu os casos de febre amarela. Na década de 30, a erradicação do vetor Aedes aegypti aliada com a vacina fez com que a febre amarela desaparecesse, voltando novamente na década de 80.

A peste bubônica chegou ao Brasil no ano de 1899 e foi mais preocupante do que a febre amarela, o que fez com que encontrassem rapidamente formas de controlar a doença. O vetor da peste bubônica é uma espécie de pulga chamada Xenopsylla cheopis, graças ao empenho de investigação científica foi possível controlar a doença.

Em 1950 e 1960 a fundação Rockefeller teve uma grande participação na formação do pensamento sanitário brasileiro. Os três primeiros médicos a receberem bolsa de estudos foram: Carlos Chagas, Geraldo H de Paula Souza e Francisco Borges Vieira.

Segundo Silva (2003)

Esse foi um período de intensa atividade e de grandes avanços. A parceria   com a fundação Rockefeller foi reforçada devido a duas importantes   circunstâncias: o retorno das epidemias de febre amarela urbana, com a   epidemia de 1928 – 29 no Rio de Janeiro e a detecção do Anopheles gambiae no Rio Grande do Norte.

Nos anos 501 e 60 as agências de controle de endemias foram fortemente apoiadas pelo governo norte-americano com o objetivo de controlar as epidemias.

As ações de controle de endemias foram perdendo sua importância na lógica oficial, ainda que fossem mantidas, não mais com a prioridade dada no início da década de 1950. Tanto foi que o Aedes aegypti , erradicado em 1955, voltou ao país por diversas vezes, mas sempre eliminado, até que em 1973 se constata a reinfestação do país, não mais sendo alcançada a erradicação. (SILVA, 2003)

As doenças endêmicas são assim chamadas quando atingem uma determinada área geográfica e apresenta um padrão de ocorrência relativamente estável com elevada incidência ou prevalência.

As grandes endemias constituem hoje um dos maiores desafios à saúde pública, uma vez que atingem principalmente pessoas menos favorecidas, entre as doenças endêmicas citadas a maioria delas são oriundas da pobreza, isto é, de condições precárias de vida, a falta de saneamento básico é um dos principais fatores que contribuem para o aparecimento de algumas doenças, tais como: a malária, a cólera, a hanseníase , etc.

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A malária é também conhecida como paludismo, é uma doença potencialmente grave, ocasionada por parasitas do gênero Plasmodium, é transmitida pela picada do vetor Anopheles darlingi. A malária em nível mundial é a mais séria e impactante das doenças transmissíveis, colocando em risco 40% da população dos trópicos, já no Brasil, Marques e Cardenas apud Dias (1998) afirmam que: “Com mais de 450 mil casos anuais em 1996, deve-se considerar distintamente as áreas amazônicas (mais de 99% dos casos) e não amazônica.” Quanto ao controle da doença no Brasil, pode-se afirmar que nos anos 50 houve a erradicação das transmissões dos casos infectantes graças á modelos de campanhas curtas e perfeitas. Na atualidade Marques e Cardenas, apud Dias (1998) afirmam: Hoje a complexidade ecológica e social do paludismo amazônico desafia técnicos e governos. Pequena e dispersa população, falta de saneamento, de paredes a borrifar, de pessoal capacitado e disponível de continuidade operacional, de transporte ágil e, muitas vezes, de insumos básicos, dificultam o tradicional programa, lado a lado com a escassez de pessoal técnico e a dispersão político-administrativa. Numa outra escala, as prioridades de controle tem que seguir os critérios epidemiológicos e sociais, o que é grande problema quando pela extensão da endemia e dos recursos envolvidos – interesses particulares pesadíssimos podem vir a prevalecer através de lobbies e pressões. Escalonando as atividades e racionalizando recursos, a incidência da malária tem se reduzido lenta e gradualmente nos últimos anos no Brasil, mercê também de mobilização humana, como, por exemplo, a desativação recente de garimpos em Mato Grosso. Além da redução global da incidência, hoje no Brasil se nota melhora do quadro epidemiológico, pela redução da proporção majoritária da malária falciparum, de 54,2% em 1986, para 28,5% em 1996. No ano de 2000, surgiu o Plano de Intensificação das Ações de Controle da Malária na Região Amazônica em conseqüência disso houve uma reduçãi de 40% dos casos de malária, diminuição em 70% do número de internbações e 36,5% no número de óbitos pela doença. 3.2 LEISHMANIOSE CUTÂNEA A leishmaniose é uma doença causada por parasita do gênero leishmania, os quais se espalham através da picada de mosquitos flebotomíneos, mais conhecido no Brasil como mosquito palha. Existem dois três de básicos de leishmaniose: a cutânea, a visceral e a mucocutânea. Quanto ao tratamento da leishmaniose, Dias (1998) afirma: O diagnóstico e o tratamento são relativamente simples, sendo exeqüíveis na maior parte do país, já a prevenção é complexa, principalmente quando residências e campos de trabalho (situações de vida e de trabalho) se alocam em encostas de morros e matas que são habitats prediletos do flebotomíneo. A leishmaniose cutânea (LTA) é uma doença infecciosa, não contagiosa de evolução crônica que acomete as estruturas da pele e cartilaginosas da nasofaringe de forma localizada e difusa, é considerada um grave problema de saúde pública. Segundo Basano e Camargo (2004) (…) No Brasil, Cerqueira em 1885. Observava a existência da moléstia da pele, identificando-a clinicamente como botão de Biskra. Em 1895, na Itália, Breda, descreveu a moléstia em italianos provenientes de São Paulo. Entretanto no Brasil, a natureza leishmaniótica das lesões cutâneas e nasofarígeas só foi confirmada, pela primeira vez, em 1909, por Lindenberg, que encontrou formas de leishmania trópica da leishmaniose do Velho Mundo, em lesões cutâneas de indivíduos que trabalhavam nas matas do interior do Estado de São Paulo. No Brasil, a leishmaniose cutânea é uma das afecções dermatológicas que precisa de muita atenção devido á sua magnitude, assim como pelo risco de ocorrência de deformidades que pode causar no ser humano. A doença ocorre em ambos os sexos e todas as faixas etárias, entretanto na média do país, predomina os maiores de 10 anos, representando 9% dos casos e o sexo masculino 74%. A úlcera (ferida) típica de leishmaniose cutânea costuma localizar-se em áreas expostas da pele, tem formato arredondado ou ovalado com fundo avermelhado e com granulações grosseiras. 
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