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  • Eidi Cleiton Sampaio Olivio

Dicas do Animal Friend.com.br


Aqui estão as melhores dicas para cuidar bem de seu bichinho, seja ele qual for!
Mais abaixo, lá no fim da pagina, o animalfriend.com.br disponibiliza pra você uma ficha de recomendação de cuidados pra você deixar com alguém que vai tomar conta de seu amigo enquanto você viaja.

Gripe canina

Com a chegada do inverno, campanhas de vacinação estimulam a população a se prevenir contra a gripe. Mas muitos donos de animais de estimação se esquecem de que tal cuidado deve ser estendido também aos pets. Conhecida também como tosse dos canis, a gripe canina é facilmente tratada, mas pode trazer complicações para saúde dos cães caso não seja rapidamente identificada, podendo, inclusive, evoluir para pneumonia.

A época de maior incidência da gripe canina é o inverno. Tal qual a gripe humana a tosse dos canis é transmitida pelo o ar ou contato com animais infectados e a temperatura baixa e o ar seco facilitam a sua transmissão. A doença não é transmitida para humanos ou para outras espécies de animais.

O principal sintoma da doença é uma tosse seca. Muitas vezes, para o proprietário esta tosse vai dar a impressão de um engasgo. O animal pode ficar bastante prostrado, apresentar secreção nos olhos e nariz além de febre. Em um estágio mais avançado a doença pode evoluir para um quadro de pneumonia.

Os animais mais acometidos são aqueles que não possuem vacina contra gripe, filhotes em geral e animais que convivem ou estão sendo mantidos com muitos outros cães como, por exemplo, e canis e hotéis. Já raças braquicefálicas, ou seja, com focinho curto como o Boxer, Shitzu e o Bulldog, são mais suscetíveis a apresentarem complicações da gripe canina em decorrência à anatomia do seu trato respiratório.

O tratamento envolve muitas vezes o uso de antibióticos, vitaminas e em alguns casos, tratamento ambulatorial com internação.

A única forma de prevenção são as vacinas contra gripe. Mas medidas profiláticas são bem-vindas, como evitar contato com animais doentes, ou estadia em locais de alto risco, como feiras com muitos filhotes. É muito importante que os donos se conscientizem de que o filhote só está apto a sair de casa quando estiver com sua vacinação completa. Uma boa alimentação também é importante, bem como adequadas condições de saúde e higiene. A gripe canina é uma virose simples e autolimitante, ou seja, se o sistema imunológico do cão estiver fortalecido, ele deve se recuperar em 4 ou 5 dias, como na gripe humana. Mas se sua imunidade estiver comprometida, podem surgir complicações em decorrência da doença.

É importante ressaltar que os animais devem ser sempre tratados pelo veterinário. Muitas vezes o proprietário pode querer medicar o animal em casa e não sabe que muitos remédios usados em humanos podem não ser os mais adequados, e acabam piorando o quadro dos animais. Além disso, em gatos e aves existem viroses que também se assimilam aos sintomas da gripe. No entanto, não são os mesmos agentes causadores da gripe do cão e cada espécie deve ser tratada de acordo com as suas particularidades.

Dra. Vanessa Mollica Caetano Teixeira
Médica veterinária
Especialista em clínica e cirurgia – UFV
Mestre em cirurgia – Unesp

Fonte: www.petshopauqmia.com.br








Como Cuidar de Calopsita

Cuidados com Calopsitas:
Calopsitas são fantásticas como bichinhos de estimação, elas são alegres, fáceis de cuidar e muito resistentes a doenças, tem um baixo custo e uma baixa manutenção, além das Calopsitas macho cantarem muito bem.
São as companheiras ideais para quem gostaria de ter uma Cacatua, Arara ou um Papagaio más não pode pagar por uma ave de grande porte legalizada. Além de serem muito mais silenciosas.
Requerem uma gaiola de tamanho médio, ou seja, precisa ser largo o suficiente para que possam abrir suas belas asas e alta o suficiente para que as penas de seus belos e alongados rabos não se quebrem ou se sujem. No restante elas são muito fáceis de cuidar e amansar.
Elas aprendem facilmente a assoviar pequena musicas e, próximas às aves cantoras elas podem aprender a cantar lindamente! As Calopsitas tem um comportamento muito similar aos grandes pistacídeos. (pássaros da família dos papagaios) e são infinitamente menos ruidosos.
A variedade de cores é surpreendente e sendo bastante dóceis, são perfeitas para que seja domesticável bastando apenas que ele seja ainda jovem.
Seu tamanho é de excelente adaptabilidade, de manusear e são dotadas de excelente personalidade, alegres e sempre dispostas a lhe fazer companhia. Dão-se muito bem com os cães.
Criar uma calopsita bebê, também pode ser bastante fácil hoje em dia por existirem inúmeras papas para filhotes que garantem a nutrição e o crescimento sadio de um bebê. Elas costumam viver de 12 a 15 anos aproximadamente, desde que sejam bem alimentadas, e não fiquem expostas ao tempo: proteja-os do frio, sol forte e chuva.
Seu tamanho é de cerca de 30cm.
Elas geralmente têm uma bela crista amarela e adorável círculos laranja abaixo dos olhos. Sua sexagem poder ser feita após os 5 ou 7 meses de idade.
Somente os machos têm habilidade para cantar e este atributo pode ajudar na sexagem da aves antes dos 5 meses de idade, pois nesta idade elas já começam os primeiros acordes.
Precisam de atenção se cansam da rotina, elas se comunicam com o dono que reconhecerá cada som que ela emitir como decorrer do tempo.

O corte das asas:
Para garantir que não vão voar ou se perder em ambientes abertos, é recomendável aparar as penas das asas, o número de acidentes domésticos grande, os maiores riscos são panelas ferventes destampadas, ventiladores de teto, vaso sanitário aberto, pois podem cair dentro e se afogar.
O aparo da penas das asas deve ser feito por alguém que saiba a maneira correta. Ao sair com o pássaro manso na rua deve se ter em mente os inúmeros riscos.
Pode acontecer do pássaro se assustar e acidentar-se por atropelamento ou voar até uma casa que tenha cães ou gatos. Se as asas não forem aparadas elas correm o risco de voarem e se perder, sem saber voltar.

Alimentação:
São pássaros extremamente fáceis de tratar em termos de necessidades nutricionais, comem de tudo.
Adoram sementes de todos os tipos (com ressalvas ao girassol que atualmente tem sido efetivamente reduzido da alimentação de todos os pássaros por oferecer grande quantidade de gordura), adoram verduras, vegetais, frutas (com restrições apenas para abacate, alface, sementes de maçã e alimentos humanos que não podem ser dados a eles) castanhas (sem sal em pouquíssima quantidade), calopsitas adoram também milho verde, natural ou cozido.
Veterinários e criadores recomendam as atuais excelentes “rações peletizadas” que podem com facilidade até substituir grande parte de sua alimentação.
Rações especializadas aumentam em variedade e quantidade a cada dia, o que facilita a vida do proprietário do pássaro, especialmente em uma viajem de curta duração.
Pois estes alimentos não se deterioram e são igualmente saudáveis.





Peixe Beta: Fácil de cuidar!

Por Camila Carnicelli - Médica veterinária

Conhecido também como “peixe de briga”.

O Beta, também conhecido como "peixe de briga" pertence à família dos Anabantídeos.

É um peixe originário da Tailândia, e seu nome vem de uma tribo de índios chamados bettah.

Os machos da espécie são muito violentos e não podem conviver com outro macho no mesmo aquário por isso são chamados de peixes de briga.

Em seu habitat natural, os Betas vivem em águas paradas e mal oxigenadas. O Beta, diferente de outros peixes que respiram submersos através das brânquias, consegue retirar oxigênio da atmosfera graças à presença de um órgão auxiliar chamado labirinto. Os aquários específicos para se criar o beta são chamados de betários e medem aproximadamente 15x12x12cm. Este tipo de aquário não necessita de nenhum equipamento, por isso o custo de aquisição e manutenção de um aquário de Beta é muito baixo.

Deve-se trocar parcialmente a água do aquário de um Beta a cada 10 dias, podendo ser água mineral ou filtrada, sempre à temperatura ambiente.

A alimentação dos Betas deve ser através de ração específica encontrada em lojas especializadas e oferecida duas a três vezes ao dia em uma quantidade que o animal consiga comer em minutos. O que sobrar deve ser retirado do aquário.

Os Betas são peixes resistentes que podem viver vários anos desde que você siga estes cuidados:

• Procure deixar o aquário em um local com luz, sem raios de sol direto para evitar que a água fique muito quente;

• Evite deixar o seu peixe em locais com cheiros fortes como tinta, gordura ou em locais muito frios.

• Retire do aquário o excesso de alimento não ingerido. Lembre-se que este aquário não tem filtro.

• Não esqueça de trocar parte da água do seu Betário a cada 10 dias.

• Nunca coloque dois machos no mesmo aquário, pois eles brigarão e provavelmente os dois morrerão.

• Evite variações de temperatura. A temperatura do Betário deve ficar em 25º C. No inverno, uma lâmpada pode ajudar a manter esta temperatura.





Como lidar com o cão hiperativo

Revista Cães &; Cia, n. 305, outubro de 2004

Cães hiperativos. Quem tem sabe o trabalho que um cão hiperativo pode dar. Alguns cães se comportam de maneira agitada grande parte do tempo, dificultando bastante o convívio normal ou desejado para um animal de companhia. Por que isso ocorre e o que pode ser feito é o que Alexandre Rossi explica nesta coluna

Como identificar um cão hiperativo
Cada cão possui um determinado nível de atividade que pode variar bastante de raça para raça e de indivíduo para indivíduo. Não existe uma linha divisória clara entre cães normais e cães hiperativos, portanto alguns cães podem ser considerados normais por alguns especialistas e hiperativos por outros.

Os cães claramente hiperativos exibem continuamente um comportamento acelerado, tornando o convívio um tanto quanto difícil. Muitas vezes os proprietários se sentem sufocados pelo fato de o animal não parar quieto ou não parar de querer chamar a atenção buscando objetos, destruindo móveis, choramingando e latindo. Infelizmente tais cães costumam acabar trancados dentro de um canil ou separados fisicamente do convívio familiar, solução um tanto quanto cruel.

A hiperatividade pode começar cedo
Um cão já pode demonstrar hiperatividade nos primeiros meses de vida. Sem querer, muitas pessoas acabam escolhendo o filhote hiperativo, pois é esse que geralmente vai correndo e fazendo festa para cada visita que aparece. Muitas pessoas dizem que elas é que foram escolhidas pelo filhote, geralmente se referindo a esse comportamento - "Ele me escolheu! Veio correndo na minha direção e não parou de me lamber e nem de abanar o rabo!!"

Esperanças frustradas
É comum que proprietários de um cão hiperativo acreditem que ele seja agitado por ser ainda jovem e que vai se acalmar, mas com o tempo percebem que continua do mesmo jeito apesar de já ter se tornado adulto.

Principalmente no caso de cães machos, existe um mito de que o cão precisa cruzar para se acalmar. Tal informação não procede, e isso é confirmado por pesquisas científicas. Portanto não perca tempo procurando um parceiro sexual para seu animal com essa finalidade.

Seleção genética
Muitas raças que existem hoje foram selecionadas para o trabalho. Cães sempre dispostos a executar atividade física, incansáveis e hiperativos, eram, freqüentemente, selecionados. Isso resultou em cães ótimos para o trabalho, mas ativos demais para a função exclusiva de companhia.

Alergia alimentar
Alguns cães podem ter um excesso energético devido a alergias alimentares. O diagnóstico é feito através de alterações alimentares utilizando dietas hipoalergênicas, comerciais ou caseiras, por cerca de dois meses.

Distúrbio de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Cães com distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade costumam ter dificuldade de se concentrar apenas em um estímulo, dando a impressão de estar prestando atenção em tudo ao mesmo tempo. De maneira semelhante ao que ocorre com crianças com o mesmo diagnóstico, o tratamento pode ser feito com anfetaminas, que, nesses casos, em vez de aumentar a atividade, como seria o esperado em um indivíduo que não sorfra desse mal, tende a reduzi-la a níveis normais.

Outras causas
O hipertiroidismo e o aumento dos níveis de estrógeno também podem ser as causas de hiperatividade. Exames de sangue podem ser úteis para o diagnóstico do problema.

O que fazer
Evite escolher o filhote mais agitado da ninhada, pois o filhote pode já estar demonstrando um comportamento hiperativo. Além de observar os filhotes, experimente fazer um carinho relaxante (massagear calmamente o animal enquanto fala com ele) e observar seu comportamento. Alguns poderão relaxar e curtir o carinho, enquanto que outros podem ficar cada vez mais excitados. Os que ficarem mais agitados têm uma maior chance de ser hiperativos.

Controle é essencial
Cães bastante ativos precisam ser muito bem educados, já que podem, em pouco tempo, destruir objetos da casa, incomodar as visitas, etc. Se o cão não o respeitar, procure auxílio de um adestrador.

Bastante atividade física
Cães com pouca atividade física podem demonstrar agitação e inquietação, por isso procure levar seu cão para fazer exercícios através de caminhadas e brincadeiras.

Permita comportamentos que dão vazão à ansiedade dele
Alguns cães aprendem a controlar a ansiedade por meio de alguns comportamentos, como o de mastigar algum objeto enquanto recebem carinho. Esses animais, assim que avistam alguém, procuram imediatamente um brinquedo para ficar mordendo. Essa pode ser uma solução saudável encontrada por eles mesmos para uma ansiedade excessiva.




O AnimalFriend.com.br te ensina como deixar o seu animal cheiroso e elegante.

Ter a companhia de um animal de estimação é muito agradável, abaixo algumas dicas para deixar o seu bichinho de estimação, seja ele cachorro ou gato, cheiroso, saudável e elegante:

Não existe uma regra para o banho, isso depende da raça do seu bichinho de estimação e do lugar onde ele vive. Os especialistas, recomendam banhos com intervalos de sete a dez dias no período do verão, com água fria, e banhos de quinze em quinze dias no inverno, com água morna.

Animais que possuem pelos longos necessitam de banhos com uma freqüência maior, na questão dos filhotes, os intervalos de banhos podem ser maiores.

Para os gatos, os banhos podem ter intervalos de vinte a trinta dias, visto que se lambem muito, propiciando a própria limpeza.

Procure usar um shampoo próprio ao tipo de pelo do animal, ou um shampoo neutro, mas somente shampoo veterinário. Não use o shampoo para pessoas, o que pode causar alergias no seu animal de estimação.

Para secar, use uma toalha para retirar todo o excesso de água, usando a seguir um secador de cabelos, com temperatura morna.

Para não ficar com aquele mau cheiro, o animal deve ficar bem sequinho.

A seguir escove os pelos, mesmo quando não tomar banho, o animal deve ser escovado, pelo menos uma vez na semana.

Procure manter as unhas do seu animal sempre aparadas, tendo cuidado quando for aparar para evitar infecções.

Limpe as orelhas do animal uma vez por semana, usando um cotonete enrolado com pano macio, não use objetos com pontas, que possam ferir seu bichinho de estimação.




 

7 do AnimalFriend.com.br dicas para proteger seu bicho dos rojões

Muitos animais têm medo do barulho de rojões. Saiba o que fazer para deixar seu amigo mais calminho nessas horas.

Daniella Gallotto

Os animais entram em pânico quando os rojões e fogos de artifício começam a estourar. Cães e gatos ouvem bem melhor que os humanos. Por isso, o barulho é um incômodo para eles, alerta o veterinário Marcelo Quinzani. 


7 dicas para proteger seu animal do barulho dos rojões

1. Evite fugas
 
A primeira coisa a fazer nas noites de festa é fechar bem as portas e as janelas. No desespero, cães e gatos tentam fugir.
 

2. Crie um refúgio
 
Coloque seu bicho em um lugar onde ele se sinta seguro. Se puder se antecipar aos fogos, monte um refúgio com água, comida, casinha e brinquedos. Mantenha a luz acesa e, se ele estiver acostumado, deixe TV e rádio ligados. Converse um pouco e faça carinho.
 

3. Jamais ofereça a comida da ceia
 
Cuidado redobrado nas comemorações de fim do ano. Pode até ser que o peru esteja divino e a maionese seja light... Mas nada de dar ao seu bicho a comida da ceia de Natal ou de réveillon! Problemas de digestão, somados ao pânico que ele sente dos rojões, podem levá-lo à morte! Alimente-o com a ração de costume e ofereça água. Evite até dar os biscoitinhos dele.
 

4. Solte a coleira
 
Não deixe seu cachorro ou gato na coleira. Muitos animais, quando presos, morrem por enforcamento, no desespero de fugir dos fogos e rojões. Se precisar isolá-lo, deixe-o fechado num quartinho.
 

5. Acalme-o
 
Homeopatia, florais e acupuntura podem diminuir o medo e a ansiedade do seu animal. Mas esses tratamentos devem ser feitos ao longo do ano. Em casos graves, o veterinário pode aplicar um sedativo.
 

6. Deixe o bicho no canto dele
 
Se ele se esconder deixe-o no cantinho que ele escolheu. Provavelmente ele se sente seguro ali.
 

7. Não faça carinho
 
Ele entenderá o gesto como aprovação e vai achar que é certo ter medo do barulho. Fique ao lado dele sem paparicá-lo.

 

SEU BICHINHO SUMIU? DAMOS 10 DICAS PARA ENCONTRAR UM ANIMAL DE ESTIMAÇÃO PERDIDO

Se o seu amado animal de estimação some de casa, isso pode ser uma experiência traumática para ambos, mas tome uma iniciativa imediatamente, porque quanto mais você esperar, mais difícil se torna a chance de encontrá-lo.

01. Espalhe panfletos e cartazes: arme-se com os folhetos, fitas, grampeadores e tachas e caia em campo. Faça cartazes e panfletos chamativos, com cores vivas, e use de preferência a fotografia mais atual de seu pet. Exponha seus panfletos imediatamente dentro de uma boa distância aonde ele desapareceu. Coloque em cafés, vitrines de lojas, pet shops, clínicas veterinárias, condomínios, igrejas e locais frequentados. Embora não seja exatamente correto, sugerimos que coloque em postes de energia, principalmente nas esquinas. Inclua no anúncio o bairro que o animal sumiu, e quando ele foi visto pela última vez, bem como seu número de telefone e uma descrição bem feita do cão.


02. Crie uma rede de contatos e divulgue pela internet afora;

 

03. Tente fazer mais contato com as pessoas que circulam pelo bairro (vizinhos, carteiros...), espalhe a notícia. Isso mudará a percepção de todos em relação ao animal.

 

04. Entre em contato com Centro de Controle de Zoonoses e faça uma descrição precisa. Tente fazer com que eles lhe contactem, caso apareça um animal parecido com o seu.


05. Procure divulgar em veículos de comunicação, como TVS, rádios e jornais impressos.


06. Procure ONGS locais, blogs, abrigos e protetores independentes. Eles sempre ajudarão na divulgação.


07. Circule pelo do bairro. Caminhe, ou dirija devagar na sua área sempre que puder. Chame sempre o nome do seu animal e, preste sempre atenção depois. Isso pode parecer loucura, mas seu animal pode estar ferido, assustado ou preso, incapaz de chegar até você. Ouvir a sua voz pode incentivar seu animal de estimação a lhe responder.

 

08. Faça contato com várias clínicas veterinárias, tanto em sua área e áreas adjacentes. Um animal pode estar ferido, e sendo resgatado pode ser levado para uma clínica mais distante.


09. Em seu anuncio ofereça recompensa financeira, pois é um estímulo a mais para algumas pessoas.

 

10. Não se desespere, pense positivo. Não desista da sua pesquisa - mesmo quando tiver pouca esperança. E quando obter sucesso, certifique-se de informar a todos os lugares que você contatou, para remover os panfletos.



Planeje sua viagem com seu animal de estimação

O primeiro passo para levar os animais de estimação em viagens é obter as autorizações da companhia aérea

Viajar é muito bom. Seja com a família, com os amigos ou mesmo sozinho, desbravar cidades, países, conhecer novas culturas, visitar praias, monumentos, restaurantes, museus, entre outras atrações, criam recordações que serão sempre eternas. Mas deixar alguém querido fora de uma viagem sempre deixa um gosto, digamos, "amargo" de um período especial. Então, por que não levar até seu animal de estimação? "O Bob é meu companheiro, o levo para onde for", conta a advogada Francini Susin, de 29 anos, que sempre viaja com seu cachorro Bob, um schnauzer. "Já fui para diversos lugares, como São Paulo, Rio de Janeiro, Milão, Lisboa...", completa. 

>> Você leva seu animal de estimação nas viagens?

Para viajar com seu animal de estimação, você deve seguir alguns passos. Quando decidir a cidade que for visitar, procure por um hotel que aceite cães e gatos. Apesar de cada vez mais estabelecimentos deste tipo permitirem a presença de animais, ainda não são todos que têm esta liberação. Após a verificação do hotel, é hora de comprar a passagem.
 

A Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, tem em seu estatuto uma regulamentação para que os animais domésticos possam embarcar. O primeiro passo para levar seu "amigo" é obter a autorização da companhia aérea (consulte estas informações via telefone ou no site das mesmas). O pedido de transporte de animais domésticos deve ser feito com antecedência à companhia aérea.

Este período varia de acordo com a empresa, mas você terá maior facilidade para conseguir a autorização para embarcar com seu bicho se pedir com mais antecedência possível, além de ter tempo para providenciar as adequações necessárias para levar seu animal. Com a autorização da companhia aérea, você deve obter um atestado de sanidade de seu cão ou gato, que pode ser fornecido pela Secretaria de Agricultura Estadual, pelo Departamento de Defesa Animal ou por um médico veterinário. No atestado também deve constar que o animal recebeu a vacina antirrábica, além de conter a data de aplicação, número do lote, fabricante, data de fabricação e validade do produto.

Após seguir estes passos - ter autorização da companhia aérea, adequação com as normas da empresa e obter o atestado de sanidade do animal -, você já pode viajar pelo Brasil com seu "amigo". Mas se a intenção é viajar para o exterior, o processo inicial é igual ao descrito para uma viagem nacional. Porém, há outros trâmites a serem feitos, que variam de país a país. Por exemplo, se for entrar com um animal na União Europeia (exceto Reino Unido), além de verificar as normas da companhia aérea, há uma regulamentação mais exigente.

Quem viveu esta situação foi a turismóloga Iris de Jesus Lopes, 37 anos. No final de 2008, Iris deixou o Brasil para viver em Portugal, levando consigo seus três gatos. "Foi um processo trabalhoso, mas que vale muito a pena", disse. Os gatos precisaram passar por diversos procedimentos. Entre eles, foi preciso implantar um microchip de identificação de padrão europeu, realizar um teste de titulação de anticorpos contra a raiva e ficar em quarentena de 90 dias dentro do Brasil.
 

Após tudo isso, Íris pode tirar o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), que é emitido pelo Ministério da Agricultura Brasileiro. "Enfim, minha viagem estava liberada! Fui eu e meus gatinhos", comentou Íris. Na dúvida, se informe no consulado do país de destino ou com seu agente de viagens sobre o que deve ser feito para que seu animal tenha permissão para viajar. 

Sobre os países
Alguns países não permitem a entrada de bichos provenientes do Brasil, como a Austrália e Nova Zelândia. Já outros países, como a Coreia do Sul, só libera o ingresso de animais após um período de quarentena realizado por lá. No retorno ao Brasil (não importa para qual país você irá viajar), é necessário tirar o International Health Certificate (em português, Certificado de Saúde Internacional) de seu animal. Este documento tem validade de dez dias e deve estar vigente na data de chegada ao Brasil. 

Companhias aérea tem direito...
De aceitar ou não o transporte do animal! 
- Dependendo do porte do animal ou raça, deve-se usar focinheira durante a permanência no aeroporto.
- Em caso de passageiros deficientes visuais, cães guias, devidamente documentados, são transportados na cabine, junto de seu dono.
 
- Não consta mais nos registros da Anac a obrigatoriedade de apresentar o GTA - Guia de Trânsito Animal - para cães e gatos em território brasileiro.
 
- Certifique-se na companhia aérea e no hotel escolhido a possibilidade de levar seu animal.





Nomes Bonitos para Cachorro

A hora de colocar o nome em um animalzinho é sempre especial. Nesta hora, duvidas surgem de todos os cantos. Que nome irei colocar? Será que esse esta bom? Será que tem outro nome melhor? Então, pensando nisso, o animalfriend.com.br separou uma lista de algumas sugestões de nomes bonitos para cachorro, onde você pode escolher um e quem sabe colocar no seu novo animalzinho.

Uma dica que podemos da que é muito importante é que o nome do seu animal seja curto. Nomes longos são mais difíceis para que seu animal aprenda. Os cachorros associam os nomes menores bem mais rápido do que nomes longos.

Abaixo confiram uma lista de Nomes Bonitos para Cachorro:

Max

Tobi

Tody

Fred

Aya

Nala

Bilu

Bidu

Astra

Bob

Doris

Bóris

Lara

Billy

Bia

Neve

Oscar

Nestor

Rex

Apolo

Zero

Mike

Zeus

Chico

Pipoca

Mel

Lua

Luly





5 dicas para manter seu bicho longe das plantas

Por Carol Costa

Quem gosta de bigodes ou focinhos sabe bem que eles não costumam combinar com as plantas. Gatos transformam jardins em caixa de areia e cachorros reviram vasos e escavam aquele canteiro que você levou meses para arrumar.

Apos 20 anos tendo de dividir minhas plantas com cães e gatos endiabrados, aprendi alguns macetes para que eles deixem meus brotos e flores em paz. Aqui vão:

Eduque-o com spray
Não se assuste, não tem nada a ver com o abominável spray de pimenta usado em defesa pessoal! Se você tem um cachorro ou gato que insiste em mordiscar uma planta, deixe uma garrafinha com água sempre de prontidão. Quando pegar o espertinho no pulo, dê uma borrifada na cara dele. Com o tempo, ele irá associar a reprimenda ao "petisco" e abandonará o mau-hábito.

Borrife cravo-da-índia
Pegue um bom punhado de cravos-da-índia, coloque numa garrafa de 1 litro de água e deixe apurar por uns dois dias. Aí, use para borrifar nas plantas que você quer proteger. É uma ótima solução para quem tem poucos vasos, porque cães e gatos não gostam do cheiro. Pasta de arruda diluída em água tem o mesmo efeito.

Espalhe garrafas com água
Essa é boa para gatos: encha com água várias garrafas PET transparentes, tampe-as e espalhe-as pelo canteiro. Os bichanos se incomodam ao ver a própria imagem refletida nas garrafas. Se preferir, use pequenos espelhos, que também afastam os passarinhos da sua horta.

Enfeite com canela em pau
Para nós, a casca de canela é bonita e aromática, mas, para cães e gatos, tem um fedor horrível. Você pode usá-la para dar acabamento em um vaso, substituindo a casca de pinus ou o pedrisco branco. Como a canela em pau é meio carinha para ser usada em grande quantidade, obtenha o mesmo resultado com a versão em pó.

Faça uma barricada
Se é guerra que eles querem, é guerra que terão: espete palitos de churrasco no vaso atacado, com as pontas inclinadas para fora, como se fosse uma barricada. Você também pode proteger o vaso com uma telinha de galinheiro, que impede mordidas e arranhões. Não fica bonito, mas funciona que é uma beleza




Dicas para a convivência entre seu bebê e seu bichinho de estimação

O segredo para a boa convivência entre seu bebê e seu animalzinho de estimação é tentar, na medida do possível, manter um ambiente harmonioso em seu lar.
Durante os primeiros meses após o nascimento do bebê, os cuidados com ele não vão deixar sobrar tempo para você dar atenção a seu gato ou cachorro, e possivelmente você se sentirá em falta com ele. Seja como for, não abandone por completo o hábito de acariciar e dar carinho ao seu bichinho. Eles são seres instintivos, que entendem muito bem quando são tratados com cuidado.
Contudo, seria bom que você e seu companheiro chegassem a um acordo antes da chegada de seu bebê. Desse modo, com mais tempo, vocês poderão planejar como será a vida do gato ou cachorro e pensar em um plano para começar a realizar mudanças antes mesmo do nascimento de seu filho. Desse jeito, aos poucos, será menos estressante para todos. Caso contrário, a chegada o bebê não só trará muita felicidade e alegria, mas também muitas perguntas sobre como lidar com a nova situação de seu animal doméstico. Por exemplo: E agora, como fazemos para que nosso cachorro não sinta ciúme, respeite nosso filho e esteja à vontade como sempre? Que faremos com o gato? É preferível pensar antecipadamente, para o benefício de toda a família. Uma bicho de estimação é um ser que dá amor e muitas alegrias e, se tudo for feito direitinho, ele será um companheiro fiel e um amigo leal de seu pequeno.
Quando seu bebê já estiver em casa, também é recomendável que você nunca permita a ele se aproximar do cachorro se este estiver comendo ou, se por acaso, se tratar de uma fêmea que está amamentando seus filhotes. O contato nessas circunstâncias pode ser arriscado.
No caso de um gato, não permita que seu filho se aproxime da caixinha onde o felino realiza suas necessidades. Uma vez por semana, no mínimo, você deve trocar essa caixinha.




Como cuidar do seu coelho

Em primeiro lugar, você precisa lembrar-se que os coelhos são animais silvestres, portanto não são como gatinhos ou cachorros. Eles não gostam muito de ficar no colo por muito tempo, gostam de correr e ser livres.

Na natureza eles são presas e não predadores, o que faz deles um alvo de cães e gatos. Por esse motivo, cuidado com as companhias do seu coelho, eles não sabem se defender.

 

Dieta:

Ração: é a base de sua alimentação no ambiente doméstico. Deve ser colocada em boa quantidade, mas não excessivamente, para durar vários dias, pois ela pode molhar e começar a fermentar, e isso não é bom para seu coelho.

Vegetais: eles adoram cenoura, e você pode oferecer brócolis, chicória, almeirão, couve, alface, hortelã, salsinha. Normalmente as folhas devem ser dadas uma vez por semana apenas.

Frutas: pode dar fatias de maça (nunca a semente já que é tóxica) e fatias de banana.

Evite: Açucar, espinafre, couve-flor, batata e outros alimentos que pertencem a nossa dieta, não deixe ele roer plantas e flores de vaso.

Água: deve ser colocada em quantidade, e deve estar disponível todo o tempos. Existem locais apropriados para água e comida, mas se estes forem colocados dentro da gaiola, observe que seja um recepiente de barro e pesado, para evitar que eles tombem ou roam.

Se você tiver que trocar a marca da ração que está sendo utilizada, não faça isso repentinamente, vá misturando as rações gradativamente antes de trocar totalmente.

 

Hábitos:

Em casa são normalmente mantidos em gaiolas, mas deixe algum tipo de forração dentro da mesma, como um pano ou papelão já que os coelhos podem desenvolver lesões nas patinhas por pisar na grade. Também podem desenvolver micoses nas patas se estas ficarem em contato com sua urina permanentemente.

Normamente o coelho acostuma a fazer xixi em outro lugar da casa, deve-se limpar com vinagre branco diluído em água, para não ficar com seu cheiro, evitando que ele volte a reconhecer o mesmo lugar e repetir a dose.

Seu coelho vai adorar passar algum tempo solto, brincando e pulando e você vai ter diversão certa se ficar olhando suas proezas.

Cuidado: Não se esqueça, o coelho é um roedor e como tal adora roer, atenção com: carpete e tapetes; fios elétricos, de telefone e antena; batentes de porta e armários, pés de cadeira e mesa, além de sapatos e outros artigos de couro. Pode ser usado pimenta tabasco para afastá-lo de certos lugares, já que eles não gostam muito do seu sabor.

Normalmente eles não mordem, apenas se muito acuados e assustados. Podem arranhar se estiverem no colo e quiserem sair, mas nunca atacam.

 

Brinquedos:

Eles adoram morder papelão, papel, principalmente caixinha abertas (ex: caixas de remédio), madeira, objetos de borracha mais rigída (para que ele não mastigue e engula...), chocalhos.

 

Cuidados:

NUNCA carregue seu coelho pela orelhas.

- Devem ter seu pelo escovado semanalmente com uma escova firme porém macia.

- As unhas devem ser cortadas a cada 6 semanas, por você ou pelo veterinário. Cortar na parte branca (a porção vermelha, mais interna contém sangue) com alicate tipo TRIM.

- Não deve se dar banho, pois as orelhas não podem molhar, caso precise limpá-lo, use água morna com vinagre branco bem diluído e passe com um paninho macio.

 

Saúde:

A urina pode variar de cor amarelo até vermelho. Se o coelho estiver comendo bem, não se alarme.

O principal sinal de doença é a falta de apetite.

Eles podem ter alguns parasitas intestinais. Atenção para diarréia ou presença de muco nas fezes, normalmente bem secas.

NUNCA dê um antibiótico chamado Amoxil para seu coelho.

Se ele for solto em jardim, cuidado com o uso de inseticida e fertilizantes.

O coelho pode viver de 5 a 12 anos e a sua maturidade sexual é aos 3 a 4 meses.

Em caso de dúvida, leve seu coelho ao veterinário, ele saberá o que fazer por ele.

 

Disciplina:

Se seu coelho fizer algo de errado não bata nele, ele não entenderá, e isso só o fará sofrer. Bata palmas alto e diga 'NÃO'. Ele não gosta de sons altos e/ou estridentes.

Tenho certeza que ele pode proporcionar muita alegria.



Como ensinar o cachorro a não subir nos móveis

Você sente que seu cachorro tomou conta dos móveis na sua casa? Você não tem mais sossego quando quer deitar no sofá calmamente para assistir televisão ou quando quer dormir na sua cama?

 Por Maria Alves

Cada pessoa trata seus animais do seu próprio jeito, e eu acredito que lugar de cachorro é no chão. Quando o cachorro está acostumado a ficar no chão, você pode sentar-se com ele no chão quando quer brincar, fazer carinho, abraçar, etc. Mas quando você quer seu sossego no sofá ou na cama, ele vai saber que ali é o seu lugar, não o dele.

Então vamos lá:

1) Para estabelecer essa regra, primeiro de tudo você tem que ser consistente. Se você quer ensinar seu cachorro que ele não pode subir no sofá ou na cama, você nunca mais pode deixá-lo subir nos móveis.

Se você não quer que ele suba na cama, mas de vez em quando você deixa ele subir, ele nunca vai entender quando pode e quando não pode. Portanto, é muito importante que você e todos de sua família sigam sempre as mesmas regras, senão não há como ele aprender.

2) A idéia aqui é bem simples. Você quer ensinar ao cachorro que é muito mais legal sair da cama do que subir nela. Você quer que ele entenda que sair da cama e ficar no chão é o que deixa você feliz e, portanto, ele vai querer sair da cama para fazer você feliz.

3) Para começar, pegue alguns petiscos: uma bolachinha, uns pedaços de salsicha ou de frango, algo que ele gosta. Quando ele estiver na cama (ou sofá) você fica em pé uns dois passos ao lado da cama, aponta para o chão e fala o comando “Desce!”. Nas primeiras vezes ele não vai saber o que isso significa, então mostre que você tem um petisco nesta mão que está apontando pro chão.

Assim que ele descer, dê-lhe o petisco, faça bastante carinho e o elogie. Você está mostrando que, quando ele desce da cama, você lhe dá atenção, carinho e petisco. É o comportamento de descer da cama que deixa você feliz.

4) Fale o comando apenas uma vez. Você não quer que ele aprenda que o comando tem que ser repetido para valer. Fale “Desce!”, aponte para o chão, não olhe mais para ele, não lhe dê nenhuma atenção até que ele desça. Se ele não descer, agache-se, dê dois tapinhas no chão e mostre o petisco novamente (sem olhar pra ele e lhe dar atenção).

5) Repita esse exercício com  frequência até ele aprender o comando “Desce!”e não o deixe mais subir nos móveis.

Por fim, crie um lugar para ele ficar quando você está assistindo TV. Por exemplo, coloque na sala um tapetinho ou um paninho que ele gosta, assim ele também vai ter o lugar dele para deitar e relaxar.

Para saber mais  acesse:http://www.adestramentodecaes.com/299/como-ensinar-o-cachorro-a-nao-subir-nos-moveis/



Como ensinar cães e gatos a conviverem juntos

Fonte: ronronar.com

Frases como “parecem o cão e o gato” dão a ideia que os dois, juntos e a viver debaixo do mesmo tecto, não é uma boa ideia. Sim, é verdade que somos animais completamente distintos em termos de aspecto, hábitos e personalidades, no entanto, é possível vivermos em harmonia! Eis algumas dicas para uma convivência pacífica entre felinos e caninos!

Se um gatinho e um cãozinho forem criados juntos desde muito novos, o mais certo é que aprendam a tolerarem-se logo desde o início e até podem crescer e serem grandes amigos, brincando e dormindo a sesta juntos. No entanto, se o seu felino ou canino já for um elemento da família e à qual pretende juntar um cão ou gato novo, então algumas precauções especiais terão de ser tomadas para garantir que não hajam feridos, que a sua casa se mantenha intacta e que você não desista dos seus animais de estimação para o resto da vida!  

Passo 1: É certo e sabido que nós felinos podemos perfeitamente coexistir com um cão desde que tenhamos tempo suficiente para nos habituar à sua presença, ao seu odor, ao seu ladrar, às suas brincadeiras (por vezes muito agressivas para o meu gosto, mas adiante!), até porque nós não somos nenhum “gato-vai-com-todos”! Traduzido para linguagem de animais de estimação, isto quer dizer que a primeira introdução terá de ser feita com o gato e o cão ao mesmo nível – sim quero vê-lo olhos nos olhos! Certifique-se que cada um de nós esteja no colo de um dos donos, porque isso dá-nos um sentido de segurança, fundamental para este primeiro encontro! Vamos tentar ser fortes (eu pelo menos vou!), mas se a dada altura sentir que um ou ambos está muito assustado ou agressivo, o melhor é retirar-me do local e tentar novamente mais tarde. Não force a situação, será pior a longo prazo!

Passo 2: Nunca deve juntar os dois e deixar que se apresentem sozinhos… não me responsabilizo pelo que possa acontecer! Para além das inevitáveis arranhadelas, mordidelas, sessões de bufar e de uivar ou (nem quero pensar!) lesões bem mais graves, uma interacção não supervisionada por adultos pode traumatizar-me para a vida e não só em relação aos cães! A gata da nossa vizinha nunca mais foi a mesma depois da chegada do Rex, aliás, as introduções foram tão mal feitas que ela passou a ter medo dos cães, dos donos e até da sua própria sombra! A verdade é que nunca mais a vi…diz-se por aí que ela não voltou a sair da lavandaria…coitada!

Passo 3: Por tudo aquilo que já leu até aqui, mais vale investir em várias sessões diárias, de alguns minutos cada, para nos familiarizarmos e até nos começarmos a sentir confortáveis na presença um do outro. Até lá, certifique-se que cada um tenha o seu próprio espaço e mantenha-nos confinados a esses locais da casa durante os primeiros dias (com visitas regulares vossas claro!). No meu caso, vou poder habituar-me ao som e aos cheiros do meu colega e em segurança! Depois desse curto “sequestro” (não se preocupe, eu compreendo, é para o meu bem!), coloque a trela no cão e abra a porta do local onde eu tenho estado. Deixe-nos observar um ao outro, mas nada de correrias ou brincadeiras. Sempre que o cão começar a exaltar-se, ordene-o para se “sentar” e estar “quieto” – é mais fácil para nós felinos nos habituarmos à presença de um cão se este estiver tranquilo. Se nos portarmos bem (mesmo que eu fique a observá-lo escondido debaixo da cama!), pode e deve recompensar-nos com elogios e/ou uma guloseima.

Passo 4: Segue-se uma troca de lugares, ou seja, confine o cão durante algum tempo ao quarto onde eu tenho estado e deixe-me explorar o resto da casa. Assim, o cão vai poder familiarizar-se melhor com o meu cheiro e eu vou poder espalhar o meu eau de perfume pelas zonas aonde ainda não esteve. 

Passo 5: Durante as próximas semanas comece a juntar-nos no mesmo espaço, mas mantenha o cão na trela sempre que estiver na minha presença e certifique-se que eu tenha sempre uma rota de fuga, em caso de necessidade! Enquanto estivermos juntos na mesma divisão, chame o cão para fazer alguns exercícios de treino, com direito a guloseima e tudo (estão a ver como quero ser amigo dele!).

Passo 6: Volte a confinar-me ao quarto, repetindo o passo 5 até o cão prestar mais atenção a si do que a mim, ou seja, até ele obedecer ao dono mesmo comigo próximo dele. Mantenha-o sempre com a trela e observe-o. Se o cão focar a sua atenção em mim ou dirigir-se na minha direcção, chame-o a atenção, ordenando-o a vir até si ou para se “sentar” ou dê-lhe um brinquedo para distrai-lo. Quando conseguir isto, estará pronto para o passo seguinte.  

Passo 7: Peça a alguém para segurar no cão ou colocar-lhe a trela e entre na divisão comigo no seu colo: não desafie o cão, não me assuste a mim, apenas mostre ao seu canino que eu também sou seu! Insista nas sessões de familiarização (sempre supervisionadas!), deixando-nos aproximar, afastar e cheirar…mas sem nunca forçar! Antes pelo contrário, recompense-nos sempre que nos portarmos bem na companhia do outro. A sério que funciona, não é só por causa das guloseimas!

Passo 8: Vá aumentando o tempo que cão e gato passam juntos, mantendo o cão na sua trela até ao dia em que eu, ao entrar na sala onde ele se encontra, não o distraio, nem provoco qualquer reacção. Mesmo assim, mantenha-nos debaixo de olho e atento aos diferentes sinais que emitimos e que por vezes podem ser mal-interpretados: um cão que se deita de costas está a render-se ou a desafiar uma sessão de brincadeira; nós felinos quando estamos de costas não é bom sinal – estamos em estado defensivo e prontos para arranhar e morder se for preciso, por isso, saem da frente! Se um cão estiver à minha volta a ladrar, não se preocupe…preocupe-se se ele estiver silencioso e a aproximar-se lentamente! Vou fugir! E por falar em fugir… mais vale manter-nos separados do que proporcionar uma “caça ao gato” e depois não permiti-la! Por mais meigo que seja um cãozinho, se ele vir algo peludo a passar por ele a correr no sentido contrário, ele vai atrás com o objectivo de “atacar”! Faz parte do instinto canino. Ora, se ele for travado, ficará frustrado, o que pode fazer aumentar a sua agressividade para comigo! E não queremos isso, pois não? Meowwww….

Passo 9: Não desista e tenha muita paciência! Domesticar-nos para viver em harmonia pode demorar dias, semanas ou até meses, mas valerá a pena quando nos vir aos dois enroscados a dormir a sesta! Mas se não chegarmos a viver esses momentos de grande amizade não fique triste, nós não ficamos! O que interessa é vivermos em harmonia e não em guerra! Vai perceber por si só a altura em que pode deixar-nos sozinhos e sem correr perigo de vida: o cão já nem se cansa para me aborrecer e eu já não me escondo debaixo da cama e estou perfeitamente à vontade onde quer que ele esteja. Mas, só quero deixar uma coisa muito clara – os cães não sabem brincar! São uns verdadeiros brutos, mas enfim… nós damos um desconto! Não podemos ser todos perfeitos, pois não? A relação cão-gato é muito simples: primeiro rejeitamos, depois toleramos e no fim procuramos! Prrrrrrrrrrrrrr…..


 

Remédios caseiros para cães

por Consultant Dr. William Fortney - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução
    
 

 remédios para cães­ 
  
  
Há muita coisa que você pode fazer pelo seu cão com os primeiros socorros caseiros. Não queira rivalizar com o veterinário em experiência - e nem tente. Algumas vezes, um cão doente precisa ir ao veterinário. Mas, um conhecimento amplo das doenças de cães e seus sintomas mais comuns tornará você um melhor dono de cão e pode significar uma vida mais longa e feliz para seu cachorro. Neste artigo, veremos vários tópicos relativos a cuidados com cães.

Como cuidar de um cão doente 
Sempre que seu cão precisar de tratamento, sua recuperação será mais rápida se ele receber muito cuidado e carinho. Depende de você garantir que ele tenha descanso, coma direito, tome todos os remédios e não se agite muito.

Prepare uma cama confortável para ele em uma área sossegada. Pode ser em um dormitório, na lavanderia ou num banheiro pouco usado. Se você tiver crianças em casa, não deixe que elas aborreçam muito o cão. Elas podem ir vê-lo, uma de cada vez, durante alguns minutos a cada dia, mas sem brigas ou sons altos até que o cão melhore.

Sirva um alimento aquecido  ou chame a atenção dele com algo que cheire bem, como caldo de frango, de carne ou ovos mexidos, o que fará com que melhore o apetite do cão. Assegure-se de consultar o veterinário antes de complementar sua dieta, para assegurar que não esteja oferecendo nada que não deva. O cão também precisará de muita água fresca. Disponibilize para ele água suficiente.

Siga estritamente as instruções do veterinário quando ele começar a se exercitar. Se seu cão estiver se recuperando de uma cirurgia, especialmente de osso fraturado, é importante que ele não se exceda. É difícil manter um bom cão quieto, mas se você quiser que ele se recupere de maneira apropriada, você terá que ser firme.

Finalmente, mesmo que ele pareça estar bem, não pare de dar todos os remédios prescritos, pelo tempo determinado pelo veterinário.

Antes que você leve seu cão para casa, peça ao veterinário ou a um técnico para mostrar como dar o remédio de maneira apropriada.

Ministrando remédios para cães

Se você já for dono de um cão há algum tempo, sabe o que fazer quando ele engolir o remédio, pois nem sempre é fácil. São poucos os cães que tomam remédios de boa vontade, de modo que aqui vão algumas dicas úteis para dar remédios para seu cão em casa.

Pílulas - se você tiver sorte, seu cão pode ser um desses que tomam pílulas sem qualquer objeção. Para outros, pode ser mais fácil que outra pessoa imobilize o cão enquanto você dá o remédio a ele. Entretanto, com prática, a maioria dos donos pode aperfeiçoar a técnica o suficiente para dar pílulas a ele sem precisar de ajuda.

Assegure-se de que você tenha a pílula pronta antes de começar. Segure firmemente a cabeça do cão com uma mão ou, se ele for pequeno, prenda-o firmemente entre seus joelhos enquanto se ajoelha no chão. Se você estiver tratando de um filhote ou cão de raça pequena, pode ser mais fácil enrolá-lo em uma toalha de modo a imobilizá-lo ou colocá-lo em uma mesa ou balcão.

Usando os dedos indicador e médio, abra suavemente a boca do cão e coloque a pílula o mais fundo que puder. Feche a boca do cão e levante sua garganta para que a pílula desça.

Outra maneira de dar pílulas é inclinar a cabeça do cão com a uma das mãos. Com a outra mão, segure a pílula entre o polegar e o indicador e use o dedo médio para abrir a boca. Coloque a pílula no fundo da boca e use o indicador para empurrar a pílula pela língua. Para forçá-lo a engolir, mantenha sua boca fechada e esfregue ou assopre em seu nariz.

Se tudo isso falhar, disfarce a pílula, enfiando-a em algo macio e gostoso. A menos que o cão seja realmente esperto ou cauteloso quanto ao que põe na boca, a pílula será engolida sem que ele perceba. Como alguns remédios que precisam ser dados com o estômago vazio, que interagem com certos alimentos ou não devem ser mastigados por engano, pergunte ao veterinário se está certo dar a pílula dessa maneira.

Medicamentos líquidos - mais uma vez, deixe o remédio pronto: se necessário, agite o frasco, meça a dose e encha o dosador. Pegue o cão. Segure-o da mesma maneira que você faria para dar pílulas. Mantendo a cabeça inclinada para cima, abra a boca do cão e com o conta-gotas dentro da boca, mantenha ela fechada e goteje o medicamento. Ele engolirá automaticamente quando o líquido alcançar a parte de trás da boca. Assegure-se de que ele tenha engolido antes de soltar sua boca. Somente para ter certeza, esfregue ou assopre o nariz.

Medicamentos para o ouvido - observe bem o cão. Segure suas orelhas de maneira suave, mas firme e incline ligeiramente a cabeça para o lado oposto. Pingue a dosagem correta na orelha e dobre a orelha suavemente para baixo ou junte-as e esfregue a cartilagem na base da orelha para que o medicamento escorra pelo canal auditivo. Isso também ajuda a manter a maior parte do medicamento na orelha do cão se ele chacoalhar a cabeça depois disso.

Colírios - tenha tudo pronto e meça a dosagem apropriada. Imobilize o cão de maneira suave, mas firme. É especialmente importante manter sua cabeça imobilizada de modo que o medicamento atinja o olho. Segure o conta-gotas com uma das mãos, incline a cabeça do cão e aponte as gotas para a parte interna do olho, diretamente no globo ocular. Não encoste a ponta do conta-gotas no olho. Para garantir que o medicamento seja distribuído de maneira uniforme pelo olho, feche e abra as pálpebras.

Ungüentos - algumas vezes, são prescritos ungüentos para olhos e ouvidos. Para aplicar o ungüento nos olhos, segure firmemente a cabeça do cão e abra suavemente a pálpebra inferior, expondo a parte interna da pálpebra. Coloque o ungüento dentro da pálpebra inferior. Tome cuidado para não administrar diretamente no globo ocular. Você também pode puxar a pálpebra superior para trás e colocar o ungüento na córnea do olho. Para garantir que o medicamento seja distribuído de maneira uniforme pelo olho, feche e abra as pálpebras do cão. Para aplicar ungüento em orelhas, siga as mesmas instruções que para medicamentos para os ouvidos.

Mostramos os principais tópicos quanto aos cuidados com seu cão em casa, incluindo remédios para a maioria das doenças caninas mais comuns. Você ficará mais confiante quanto à capacidade de cuidar de seu cão.
Kit doméstico para primeiros socorros veterinários

Kits de primeiros socorros estão disponíveis em lojas e também podem ser pedidos através de catalógos. Você também pode montar um você mesmo, com itens que tenha em casa. Deixe o kit onde possa ser facilmente encontrado e inclua o cartão de visita do veterinário, junto com o número de telefone e instruções para se chegar à clínica veterinária mais próxima. Examine o kit de vez em quando para garantir que todos os suprimentos estejam em ordem e que tudo esteja dento do prazo de validade. Os seguintes itens compõem um kit básico de primeiros socorros:

carvão ativado (disponível em farmácias) par absorver venenos; 
esparadrapo para prender bandagens; 
ungüento ou pó antibacteriano para limpeza de ferimentos; 
agente antidiarréico (pergunte a dose apropriada para controlar a diarréia de seu cão); 
tesoura de ponta redonda para tosar pêlo de ferimentos e cortar as bandagens; 
bolas e hastes de algodão; 
compressas e rolos de gaze para bandagens; 
água oxigenada (a 3%) para limpeza de ferimentos; 
laxante ou antiácido; 
geléia lubrificante ou de parafina para lubrificar o termômetro; 
seringas sem agulha para ministrar medicações líquidas; 
talas de gesso para membros fraturados; 
conta-gotas plástico para administrar medicações líquidas ou colírios; 
termômetro; 
álcool; 
xarope de ipecacuanha para induzir o vômito; 
pinças; 
alicate de ponta fina para remover espinhos de ouriço ou outros itens presos na boca ou na garganta; 
guardanapos higiênicos para ajudar a estancar sangramentos; 
toalhas.


Cães com ferimento nas patas

Depois de um longo dia andando, seus pés doem. Acredite, cães também machucam os pés, especialmente cães que adoram correr e brincar. Apesar das patas serem resistentes, elas são suscetíveis a arranhões, queimaduras e muito mais. Cães com queimaduras solares 
Se o seu cão gosta de se expor ao sol, você precisa se assegurar de que ele não tome sol em excesso. Cães são suscetíveis à queimadura solar, especialmente em áreas de pele mais fina, como as pontas das orelhas ou a extremidade do septo nasal. Cães com pelagem branca ou clara, são bastante propensos a queimaduras solares.

Um cão com queimaduras mostra sinais de pele avermelhada, que descasca e empola. O resultado é uma pele dolorida. Da mesma forma que em pessoas, a exposição excessiva ao sol também pode causar câncer de pele em cães.

O que fazer

Proteja seu cão, limitando o tempo que ele fica exposto ao sol, usando óxido de zinco ao redor do focinho ou aplicando protetor solar (não deixe ele lamber o protetor). Há protetores solares para cães, disponíveis em lojas de animais.

Para reduzir a dor de queimaduras solares, umedeça a área afetada com um frasco d'água. A água fria aliviará o desconforto. Compressas frias são outra forma de aliviar a dor. Umedeça uma toalha pequena e a coloque sobre a área afetada. Molhe a toalha quando ela começar a ficar morna.

Quando ir ao veterinário

Normalmente, uma queimadura solar não exige uma consulta com o veterinário. Entretanto, se a pele estiver com fissuras ou o cão sentir muita dor, é aconselhável.

 

Cães com queimaduras solares

Até os cães estão sujeitos a queimaduras solares, especialmente aqueles com pelagem curta que ficam ao sol com o abdômen exposto. Nós simplesmente aplicamos uma camada de protetor solar para nos protegermos do sol e o mesmo pode ser feito com cães. Mas assegure-se de que ele não lamba a loção. Há maneiras de remediar queimaduras solares em cães e de impedir que ocorram enfermidades. Cães com ferimentos nas patas
As solas das patas dos cães são firmes e grossas, já que por natureza, foram projetadas para resistir a superfícies ásperas. Mas, ainda assim, são suscetíveis a ferimentos, queimaduras e arranhões. Solas de patas doloridas são um efeito de um longo dia de caminhada ou de andar em ruas aquecidas pelo sol.

O que fazer

Se as patas de seu cão ficarem sensíveis, você pode aliviar um pouco com uma camada espessa de pasta de resina de pinho e de argila. Aplique a mistura na área afetada, para aliviar e curar. Após um passeio ao ar livre, examine sempre as patas de seu cão, à procura de cortes e arranhões. Se seu cão tiver corrido por uma área enlameada, lave suas patas com água e sabão e seque-as bem.

Quando ir ao veterinário

Normalmente, patas doloridas não precisam de uma consulta com o veterinário, a menos que você perceba que seu cão esteja mancando ou que tenha uma ferida na pata.
 

Como evitar que o gato demarque o território

Publicado 11 junho, 2008 r Artigos 14 Comentários
Tags:demarcação, gatos, território

Veja as dicas de Alexandre Rossi para manter afastadas do gato as motivações que levam à demarcação.

Os gatos, como diversos outros animais, podem urinar e defecar para fazer demarcação do território e, assim, atrair parceiros sexuais, afastar competidores e reconhecer mais facilmente objetos e áreas novas. Essa prática, funcional para os gatos em determinadas circunstâncias, costuma produzir cheiro bastante desagradável para os humanos. Mas, felizmente, é possível evitar a demarcação adotando algumas técnicas.

Reconhecimento da demarcação
Ao contrário do que faz quando deseja simplesmente se aliviar, o gato não enterra as fezes e a urina ao demarcar. Para propagar melhor a sua sinalização, ele lança a urina de modo a espalhar bem o odor. Posiciona-se de costas para o alvo e lança um jato direcionado para trás – de um jeito que parece sair do ânus – atingindo facilmente as superfícies, tanto horizontais como verticais. A demarcação com fezes também ocorre, embora seja mais rara. O gato defeca sobre o local no qual deseja deixar a marca dele.

Efeito da castração
Pesquisas demonstram que cerca de 90% dos problemas de demarcação podem ser solucionados com a simples castração. Depois dela, diminui significativamente a concentração de hormônios sexuais no gato e as conseqüentes demarcações para atrair o sexo oposto e para afastar indivíduos do mesmo sexo.

Controle do território
Os gatos são obcecados pelo controle do território. Precisam conhecer cada pedacinho do espaço que lhes pertence. Por isso, quando o ambiente onde vivem é modificado, costumam ficar ansiosos. Sentem necessidade de analisar cuidadosamente o que possa significar perigo para eles – objetos, pessoas, animais e espaços desconhecidos.
Tudo o que é novidade, depois de demarcado, se torna mais facilmente reconhecível em futuras aproximações. Por isso, é comum gatos urinarem em bolsas e malas de visitas, em cortinas e sofás novos, etc.

Introdução de objetos dentro de casa, ou seja, no território do gato
Você pode ajudar a tornar menos assustadores para o felino os objetos recém-introduzidos na casa e, desse modo, evitar despertar nele o desejo de demarcá-los. Por exemplo, ao chegar um sofá novo, transfira para ele alguns cheiros conhecidos. Esfregue no móvel as suas mãos ou outra parte do corpo. Atraia o gato até a novidade – se precisar de ajuda, recorra a petiscos ou catnip, a erva do gato – e faça-o ter contato com o objeto de modo que o odor dele também fique impregnado ali.

A importância da boa sociabilização
Para tornar o gato mais confiante cada vez que estiver diante de uma nova situação, procure acostumá-lo desde filhote a ter contato com diversas pessoas, locais e objetos. Gatos pouco sociabilizados podem achar necessário demarcar sofás, janelas, revistas, etc., sempre que uma visita humana “invadir” o território deles.
Quando bem sociabilizado, o gato tende a aceitar com mais tranqüilidade as mudanças e novidades que ocorrem no hábitat. Ou seja, tem menos necessidade de fazer demarcação cada vez que passa por uma situação nova.

Cuidado com a presença de outros gatos
O gato pode sentir que o território dele está ameaçado ao perceber nos arredores a presença de outro gato. A visita de um exemplar vindo da rua é capaz de fazer o gato da casa se desesperar e urinar por toda parte. Ver um outro gato pela janela às vezes basta para ativar a demarcação. Mas olhar pelas janelas costuma ser um bom entretenimento para o felino – o bloqueio dessa possibilidade só deve ser adotado em último caso.

Como lidar com novos territórios
Estar num local desconhecido pode ser bastante assustador para o gato. Por isso, introduza-o aos poucos num novo espaço. Inicialmente, mantenha-o em cômodo pequeno, com água, comida e caixa sanitária, e vá “apresentando” gradativamente cada nova área. Ele estará pronto para iniciar uma nova inspeção quando demonstrar estar bem ambientado ao que já viu, ou seja, quando estiver comendo, descansando, urinando e defecando normalmente.

Hábitos antigos
Alguns gatos adquirem o hábito de demarcar periodicamente determinados objetos ou locais. Nesse caso, podemos dificultar o acesso aos alvos ou tentar torná-los desagradáveis para o gato. Fita adesiva de dupla face colada sobre uma superfície na qual o gato se apóia pode ser o suficiente para fazê-lo perder o interesse pelo local. Outra técnica é revestir com plástico um objeto habitualmente demarcado. Se a urina, ao ser espirrada, bater no plástico e respingar no gato, ele provavelmente ficará incomodado a ponto de abandonar o hábito.

Revista Cães & Cia, n. 307, dezembro de 2004

Alexandre Rossi é zootecnista, especialista em comportamento de animais e autor do livro Adestramento Inteligente.

 

Como cuidar de pássaros

A manutenção do criadouro deve ser feita de uma maneira cuidadosa e organizada. Nos primeiros dias você tem um pouco de trabalho, mas, com a prática, tudo ficará mais fácil e rápido.  

 

Alimentação  

Deve ser feita de preferência na parte da manhã como: frutas, verduras e grãos. Cada espécie tem uma alimentação específica. Antes de  escolher consulte um especialista.  

Água    

Deve ser trocada todos os dias. A água parada muito tempo num bebedouro fica suja e permite o aparecimento de germes e fungos que fazem mal à saúde dos pássaros.

Coloque banheiras duas ou três vezes por semana e se possível retire-as logo após o banho para que as aves não bebam água suja. Na época da reprodução será necessário colocar as banheiras no lugar todos os dias, porque as fêmeas necessitam tomar banho para umedecer os ovos. 

Limpeza e higiene  

A manutenção do criadouro deve ser feita de uma maneira cuidadosa e organizada. Nos primeiros dias você tem um pouco de trabalho, mas, com a prática, tudo ficará mais fácil e rápido.

Comedouros: quando utilizados para alimentos secos devem ser lavados periodicamente porque podem acumular poeira e restos de sementes e rações, assim ocorre a formação de bolor. Os comedouros utilizados para colocar frutas, têm de ser lavados todas as vezes que o alimento for trocado.

Bebedouros
 Tem que ter muito cuidado, pois a água pode ser uma fonte muito perigosa de doenças e por isso a limpeza dos bebedouros deve ser feita diariamente. Limpe utilizando uma escova passando por todos os cantos dos bebedouros e lave-os sob água corrente.

Dica: Os bebedouros de Beija-flores e nectarídeos merecem uma atenção especial. Se não for feita uma limpeza escrupulosa, a solução açucarada fermenta, propiciando o aparecimento de fungos que atacam especialmente a língua dos Beija-flores. 

 

Como cuidar de seus peixes

Montar um aquário de água doce em casa não é simplesmente comprar um, encher e "jogar" os peixes dentro. Alguns cuidados devem ser tomados para evitar que os peixes fiquem infelizes, doentes ou morram!

Como escolher o aquário
O modelo do aquário é muito importante. Os melhores são retangulares, porque:

·         A superfície em contato com o ar é maior, e assim a água fica com mais oxigênio (sim, os peixes respiram oxigênio, só que eles tiram o oxigênio da água).

·         Você vê melhor dentro do aquário (os redondos causam distorções na imagem e o peixe pode ficar meio neurótico...).

·         Facilita colocar os equipamentos e fazer a limpeza.

Para o tamanho, leve em consideração o espaço que você tem em casa, o tamanho dos peixes e o número de animais que estarão no aquário. A quantidade ideal de peixes pode ser calculada assim: cada 1 litro de água comporta 1 centímetro de peixe. Ou seja, se o seu aquário tem 80 litros, o ideal é ter 80 centímetros de peixe. Se o cálculo para o seu peixe for difícil, leve esse problema aos seus pais ou ao seu professor de matemática.

Seu aquário não deve ficar num lugar que receba luz direta do sol. Isso pode fazer aparecerem algas (o que é mau) e você acabará tendo que limpar o aquário um monte de vezes.

Como montar o aquário
Para montar um aquário legal, primeiro você deve colocar o cascalho, que é vendido em pet shops. Não ponha qualquer pedra ou areia, pois elas podem fazer mal aos peixinhos. Coloque uns 10 centímetros de cascalho no fundo e uns 4 cm na parte da frente - ou seja, o chão de cascalho vai ficar inclinado, "descendo". Em seguida, coloque plantas e enfeites, mas cuidado para não entupir o aquário. Se aconselhe com uma pet shop de confiança.

Depois disso, coloque uma lâmpada fluorescente (em geral elas vêm direto encaixadas nas tampas dos aquários). Isso é importante para os peixes e para as plantas do aquário. Você também tem que instalar um filtro, que vai ajudar a oxigenar a água.

O filtro de placas de fundo, ou "filtro biológico", é muito bom. Ele é ligado a um compressor de ar (as bombinhas), que fica do lado de fora e funciona ligado à tomada.

Só depois disso você põe a água. Use água da torneira, mas trate-a com produtos químicos especiais (veja na pet shop) antes de colocar os peixes dentro. Em muitas cidades, a água que sai da torneira já vem com cloro, o que é ótimo (dizem) para a nossa saúde, mas muito ruim para os peixinhos.

Pronto. Uma vez tratada a água, é hora de colocar, com muito cuidado, os seus peixes dentro do aquário.

Como por os peixes no aquário
Na hora de povoar o aquário, uma regra importantíssima não pode ser desrespeitada: nunca solte os peixes sem que antes eles passem por uma fase de aclimatação. Os peixes são animais ectotérmicos, ou seja, não conseguem manter a temperatura de seu corpo constante e "absorvem" a temperatura do ambiente onde estão. Por isso é preciso um período de adaptação, para não haver um choque térmico (que pode matar os peixinhos).

Como fazer isso? Muito simples: deixe o saco plástico, fechado como saiu da loja, flutuar na água do aquário por cerca de 15 minutos. Após este tempo abra a embalagem, coloque um pouco de água do aquário e aguarde mais alguns minutos. Só depois disso liberte os peixes para a água do aquário com o auxílio de um pequeno puçá (a água da embalagem não deve ser colocada no aquário).

Espécies mais comuns:

·         Paulistinha

·         Acará

·         Guppy

·         Molinésia

·         Neon

·         Limpa-Vidro

Cuidado ao misturar as espécies de peixes, você pode por 20 peixes e em uma semana só ter um, porque esse um comeu todos os outros!

Como alimentar os peixes
Alimente seus peixes com a ração indicada para o tipo deles. Não ponha alimentos vivos ou coisas que você come, nunca. Eles podem fazer mal e contaminar a água.

Também ponha sempre a quantidade indicada no potinho, nem mais, nem menos. Muita ração vai fazer a água ficar turva e dificultar a oxigenação. Os peixes devem conseguir comer tudo em até 5 minutos. Se levarem mais tempo, é porque tem comida demais na água.
 
 

Tartarugas

Tartarugas

Iluminação

A exposição destes répteis à luz solar é fundamental, pois os raios ultravioletas que ativam a vitamina D3, responsável pela assimilação do cálcio, importante para a formação do esqueleto e carapaça. Estes banhos de sol fazem com que as tartaruguinhas se alimentem melhor, fiquem mais ativas e resistentes. Também são importantes para prevenir fungos e ajudar na cicatrização de pequenos ferimentos. A luz solar não deve atravessar os vidros de janelas, pois assim os raios ficam sem a mínima importância e qualidade.

Se não houver como estes répteis tomem sol periodicamente é necessária uma iluminação artificial, feita por uma lâmpada especial para répteis que forneça a radiação ultravioleta e uma de lâmpada de 40w para o aquecimento. A temperatura do ambiente tem que ficar entre 25 a 30°C, com essa temperatura as tartarugas comerão normalmente. A quantidade de radiação ultravioleta emitida por estas lâmpadas diminui com o uso, portanto elas devem ser substituídas anualmente.

Existe também para aquecer sua tartaruguinha pedras com termostato, que quando ligadas á energia aquecem-se, essas são encontradas em lojas de animais.

Terrário Externo

Essas tartaruguinhas podem ser criadas em lagos de jardim ou terrários externos, devidamente protegidos com cercas, para evitar fugas destas e a invasão de predadores. Estes lagos devem ter uma parte seca e outra malhada.

Existem lagos de todo tipo, tamanho, forma e material. São vistos lagos revestidos com lona, de alvenaria e apenas escavados no solo. Na decoração pode-se usar troncos submersos, pedras, cascalho (não recomendável, pois as tartarugas podem engolir esses), e etc.

Um laguinho de jardim deve ter uma parte com água e outra sem. A parte com água pode ter o comprimento da tartaruga (se sua tartaruga têm 5cm à profundidade deve ser de 5cm). Quando a tartaruguinha estiver maior (10cm), pode-se aumentar à profundidade, saindo assim dessa regra.

Em lagos é importante haver uma parte seca, uma ilha, que pode ser de pedras, areia ou como preferir. O que importa é se a tartaruga sentir necessidade de sair da água, para descansar ou por qualquer motivo, ela possa subir sem nenhuma dificuldade. Pode-se fazer uma parte mais funda e outra mais baixa, bastando então cavar profundo em um lugar de seu lago, assim sua tartaruguinha pode optar aonde prefere ficar. Acompanhe um modelo de terrário externo, bem prático, barato e de fácil limpeza:

Material:
- Uma bacia grande com 30cm de fundura;
- Pedras de rio (arredondadas);
- Uma pedra bem grande (29cm) e meio reta em cima;
- Cerca, ripas de madeira, pregos e martelo.

Procedimento:

1- Escolha um bom lugar que tenha sombra e sol ao mesmo tempo para fazer seu lago;
2- Peça permissão e ajuda para seus pais, para cavar um buraco no solo de seu jardim;
3- O buraco deve ter o tamanho exato da bacia;
4- Depois do buraco pronto, encaixe a bacia dentro do buraco;
5- Cerque totalmente o laguinho como em galinheiros, com grades, para a proteção de sua tartaruguinha. Deixe um bom pedaço de terra para a tartaruguinha possa andar e descansar;
6- Cuide da paisagem de seu laguinho. Preste bem atenção nos matos ou plantas contidos dentro da cerca (se houver grama ou mato), pois estes se forem venenosos, podem matar ou provocar diarréia em sua tartaruguinha. Ponha as pedras já lavadas dentro da bacia. Informe-se de plantas que não farão mal à sua tartaruga se a caso ela come-las, para plantar ao redor do laguinho;
7- Agora é só colocar a água e a sua tartaruguinha.

Obs.: Você pode mudar as características deste terrário externo, pondo assim de seu gosto e levar em conta o tamanho de suas tartarugas. Por exemplo, trocando o tamanho da bacia e das pedras.

Se você deseja peixinhos no lago, recomendo não deixarem eles junto com as tartarugas, pois certamente elas irão comer eles, ou então eles morreram por causa da temperatura da água das tartarugas. Se você quiser de todo modo criar peixinhos faça uma divisão no lago: um lado peixes, outro tartaruguinhas.

Nos lagos de jardim não precisamos preocupar com os banhos de sol das tartaruguinhas, já que elas mesmas regulam o tempo de sol que elas precisam, mas para isso é necessária uma sombra no lago.

Tartarugas Domésticas

Um pouco sobre as Tartarugas...

As tartarugas pertencem á classe dos repteis.As tartarugas aquáticas passam grande parte do seu tempo dentro de água, deslocando-se bastante bem nesse meio. Por outro lado as tartarugas terrestres passam a maior parte do tempo em terra e são bastante lentas.Todas as tartarugas são ovíparas e põem os seus ovos em terra, o número de ovos que põem varia segundo a espécie e pode ir de 1 a 50 ovos. Para que as tartarugas reproduzam em cativeiro é necessário entrarem num estado de hibernação e isso só acontece se forem criadas condições artificiais para que tal aconteça.A esperança média de vida para estes animais varia muito consoante a espécie. Para a tartaruga de orelhas vermelhas (Chrysemys s. elegans) é de 7 anos.Estes animais são poiquilotérmicos, ou seja a sua temperatura corporal está em relação directa com a temperatura ambiente, ou seja, depende dela, esta é a razão pela qual a origem destes animais é predominantemente de países tropicais ou subtropicais e não de países frios a temperados.

 

 

Erros a evitar....

 

 

Existem alguns erros que devem ser evitados pelos proprietários de tartarugas tais como:

 

- Colocar um destes animais num quarto ou espaço aberto, pois para além de poderem apanhar uma pneumonia, este acto pode contribuir para que ocorram acidentes que possam partir ou ferir a carapaça.

 

- Expôr as tartarugas durante muito tempo a um sol directo, deve existir moderação neste acto, pois elas só suportam temperaturas até aos 41ºC.

 

 

Algumas sugestões...

 

 

Em relação á profundidade do seu tanque este deve ter no mínimo a largura do maior animal do efectivo, ou seja a água deve cobrir no mínimo a tartaruga maior do tanque, a água deve ter uma temperatura de 25 a 35ºC, mantida no inverno com a ajuda de um termostato.As tartarugas domésticas não tem necessidade de passarem por um período de hibernação, podem contudo passar por um período de menor actividade, não sendo este facto prejudicial para a sua saúde.

 

 

 

Alimentação das Tartarugas...

 

 

As tartarugas de orelhas vermelhas (mais comuns) devem ser alimentadas com ração completa e adequada para esta espécie e nunca apenas com camarão seco. Este camarão pode ser dado como complemento da alimentação em conjunto com outros alimentos tais como: carne, peixe fresco e vegetais.

 

Para além disso pode também ser administrado um suplemento vitaminico especial para tartaruga.

 

 

Distinção entre sexos...

 

 

No macho as unhas são mais compridas, e a cauda é mais grossa e comprida que na fêmea, o plastron (zona ventral) é nos machos mais côncavo que nas fêmeas, nestas este é recto. Nas fêmeas podemos encontrar a cloaca (orificio genital através do qual passam os ovos), na base da cauda.Outras formas mais especificas para determinar o sexo é através do doseamento de hormonas sexuais no sangue ou através de endoscopia.

 
 

Remédios caseiros para cães

Remédios caseiros para cães

por Consultant Dr. William Fortney - traduzido por HowStuffWorks Brasil

 

 Introdução

Há muita coisa que você pode fazer pelo seu cão com os primeiros socorros caseiros. Não queira rivalizar com o veterinário em experiência - e nem tente. Algumas vezes, um cão doente precisa ir ao veterinário. Mas, um conhecimento amplo das doenças de cães e seus sintomas mais comuns tornará você um melhor dono de cão e pode significar uma vida mais longa e feliz para seu cachorro. Neste artigo, veremos vários tópicos relativos a cuidados com cães.

Avaliação da saúde de seu cão 

Por diversas razões, é útil saber avaliar a saúde de seu cão. Seu cão doente deve ser levado ao veterinário? Ou é algo que pode ser feito em casa? Nesta seção, oferecemos uma lista básica de exames que você pode fazer em seu cão e que vão ajudá-lo a reconhecer as enfermidades mais comuns e como tratá-las ou quando levar ao veterinário. Por exemplo, ensinaremos como examinar os olhos, as orelhas e a boca do cão. Todos os donos de cães devem se familiarizar com estas informações.

Cães com pulgas 

Pulgas são um problema comum em cães e é fácil de saber o porquê. Elas pulam facilmente de um cão para outro. E é aí que começa o problema. Pulgas são sugadoras de sangue, de modo que podem ser prejudiciais para a pele dos cães. Em alguns casos, as pulgas podem causar infecções bacterianas nocivas. Saber como tratar de um cão com pulgas é de fundamental importância. Esta página oferece algumas informações sobre pulgas, incluindo como livrar seu cão das pulgas sem apelar para produtos químicos.

Cães afetados pelo capim rabo-de-raposa

A rabo-de-raposa é um tipo de capim que tem cerdas aguçadas no topo. A rabo-de-raposa pode facilmente grudar na pelagem de um cão e então perfurar a pele do animal. Esses ferimentos podem provocar infecções perigosas. O que fazer? Após seu cão ter feito um passeio externo, examine a pelagem. Se encontrar uma rabo-de-raposa, retire imediatamente. Se você não conseguir removê-la, leve o cão ao veterinário. Siga nossas instruções para lidar com essa ameaça espinhenta.

Cães com sarna

A sarna designa uma ampla gama de ácaros que podem infestar a pelagem de seu cão e provocar danos. A melhor maneira de tratar a sarna é evitá-la totalmente. Isso pode ser feito com banhos e escovações freqüentes. Algumas vezes, os ácaros da sarna se instalam na pele de seu cão, não importa o que você faça. Esta seção explica como livrar seu cão da sarna.

Cães com excesso de peso

A obesidade é um problema de saúde para seres humanosm e para os cães não é diferente. Os cães também podem engordar, especialmente cães idosos que se movimentam menos. Nesta seção, explicaremos como descobrir se seu cão está acima do peso. Caso esteja, damos algumas dicas sobre como exercitá-lo regularmente e como resistir ao impulso de dar comida em excesso. Os conselhos desta seção podem ajudar a assegurar que seu cão terá uma vida mais feliz, mais saudável e mais longa.

●Cães afetados por espinhos de ouriço

É pouco provável que em um cãozinho de estimação sejam encontrados ouriços, mas cães com muita atividade externa podem ter. E alguns cães nunca aprendem como evitar ouriços, mesmo depois de uma experiência dolorosa. Se o seu cão não consegue ficar longe dos ouriços, você precisa aprender como removê-los. Veja como extrair espinhos de ouriço ou reconhecer quando é hora de levar o cão para tratamento veterinário.

Cães com ferimento nas patas 

Depois de um longo dia andando, seus pés doem. Acredite, cães também machucam os pés, especialmente cães que adoram correr e brincar. Apesar das patas serem resistentes, elas são suscetíveis a arranhões, queimaduras e muito mais. Veja como tratar de seu cão se essa situação acontecer.

Cães com queimaduras solares

Até os cães estão sujeitos a queimaduras solares, especialmente aqueles com pelagem curta que ficam ao sol com o abdômen exposto. Nós simplesmente aplicamos uma camada de protetor solar para nos protegermos do sol e o mesmo pode ser feito com cães. Mas assegure-se de que ele não lamba a loção. Há maneiras de remediar queimaduras solares em cães e de impedir que ocorram enfermidades. Saiba como nessa seção.

Cães afetados por vermes 

Os vermes são prejudiciais ao seu cão. Ainda que diferentes tipos de vermes exijam diferentes tipos de tratamento, geralmente a doença pode ser tratada com remédios. Leia esta seção para conhecer os detalhes sobre como reconhecer e tratar verminoses em cães.

Como cuidar de um cão doente

Não importa a doença, você fará de tudo para acelerar a recuperação de seu cão. Há muita coisa que você pode fazer em casa. Nem sempre é necessário levar seu cão ao veterinário quando ele estiver abatido. Damos instruções para recuperar a saúde de seu cão em sua própria casa.

 

Avaliação da saúde de seu cão

Ainda que um exame geral deva ser feito por um veterinário, ter a capacidade de executar exames em seu cão é muito importante. Permite que você se familiarize com o corpo de seu cão, de modo que perceberá instantaneamente quando algo não está bem. A sessão regular de cuidados é um ótimo momento para fazer um exame nele. A atenção extra com o asseio é algo que ele apreciará e é uma boa oportunidade para passar um tempo com ele. Considere as dicas abaixo.

Pele e pulgas - comece procurando pele seca, caspa, pulgas e sujeira de pulgas. Para examinar a sujeira de pulgas, escove a pelagem do seu cão sobre um pedaço de papel branco ou de uma toalha velha de cor clara. Se você perceber pequenas manchas pretas, umedeça-as com uma gota de água ou lambuze com um chumaço de algodão úmido. Elas ficarão vermelhas se forem sujeira de pulga. As pulgas podem ser retiradas com um pente de dentes finos. Mergulhe o pente em uma vasilha de água com sabão; o sabão as prende e impede que saltem e a água as afoga. Se você perceber sinais de qualquer um desses problemas, consulte o veterinário. O veterinário pode aconselhá-lo sobre os melhores produtos ou tratamentos para cães.

À medida que você penteia ou escova seu cão, preste atenção às reações dele. Ele gosta da sensação de sua pelagem ser escovada ou se esquiva quando você toca em certos pontos? Examine a área à procura de feridas. Se você descobrir alguma área que pareça dolorosa, observe sua aparência. A protuberância é dura ou macia? Macia ou áspera? Passe esta informação para seu veterinário.

Olhos, orelhas e boca - os olhos devem estar brilhantes e claros, sem vermelhidão ou secreções. Olhos lacrimejando podem indicar problemas. Além de examinar as orelhas do cão (devem estar secas, sem secreções), examine também se exala algum cheiro. Pode parecer estranho, mas odor desagradável na orelha pode ser sinal de infecção oculta no canal auditivo. Quando estiver limpando os dentes do cão, examine a boca. As gengivas devem ser de um rosado saudável e não pálidas ou vermelhas.

Patas - finalmente, examine as patas de seu cão. As unhas precisam ser lixadas? Unhas longas podem se quebrar e dificultam a caminhada. Se ficarem muito longas, seu cão pode até mancar. Termine o exame com uma massagem relaxante. É uma boa maneira de fortalecer os vínculos entre você e seu cão.

Faça anotações de seus exames caseiros, de modo que você saiba o que é normal para seu cão. Observe-o se alimentando, dormindo, seus hábitos de evacuação, bem como os níveis de atividade. Observando diariamente sua saúde, você perceberá imediatamente se algo se alterou e esses registros podem ser valiosos para seu veterinário diagnosticar quaisquer problemas.

Pulgas adoram cães. Na próxima parte, falaremos sobre remédios caseiros contra pulgas.

Cães com pulgas

Não há dúvidas: pulgas podem ser o tormento da vida de um cão e seu dono. Essas criaturinhas possuem seis pernas diminutas e não têm asas, mas ainda assim podem alcançar cães altos em um único salto. Os cientistas já identificaram quase 2 mil espécies de pulgas, mas ironicamente, é a Ctenocephalides felis - a pulga de gato - que mais aflige os cães.

Cães com pulgas são um grande problema. As pulgas são sugadoras de sangue e onde você achar uma, pode ter certeza de que achará muito mais. Alguns cães são muito sensíveis à saliva de pulgas: uma única picada pode ser o suficiente para iniciar uma insuportável coceira causada por dermatite alérgica a pulgas (FAD). Em casos severos, a coceira e os arranhões fazem com que a pele do cão se espesse e perca pêlos. A pele nua é ainda mais vulnerável a infecções bacterianas.

Felizmente, há uma grande variedade de produtos aprovados e fáceis de se achar para matar ou repelir pulgas. Boratos fazem com que pulgas adultas, ovos e larvas percam umidade e se ressequem. Reguladores de crescimento de insetos impedem que pulgas imaturas se tornem adultas e se reproduzam. Há também As novas armas na guerra contra as pulgas incluem o Lufenuron, o ingrediente ativo da pílula de controle de pulgas desenvolvido recentemente que interfere na capacidade de chocar do ovo. Diversos produtos, incluindo Frontline, K9 Advantix, Advantage e Revolution, matam pulgas adultas por contato e têm efeito duradouro. Entre em contato com seu veterinário para obter mais informações sobre esses produtos.

Não importa o produto de controle de pulgas que você escolher, sempre leia e siga as instruções de maneira precisa. Todos os produtos contra pulga (natural ou sintético) são venenos e, se usados de maneira incorreta, podem ser perigosos.

O que fazer
Mesmo com os novos e seguros produtos de controle de pulgas de efeito duradouro, você ainda precisa seguir estritamente algumas regras básicas para acabar com elas.

Cuidados em casa
é realmente necessário tratar todos os gatos e cães de sua casa e seguir rigorosamente o tratamento, o acompanhamento e um futuro tratamento preventivo. Polvilhe pó à base de borato nos carpetes e pulverize o quintal também. O ideal é que, no exterior da casa, você use um produto de controle de pulgas que tenha efeito duradouro e que contenha reguladores de crescimento. Áreas úmidas e sombrias são os locais preferidos pelas pulgas para se reproduzir e habitar, de forma que é bom retirar todas as folhas, pedaços de madeira e lixo sob as árvores, arbustos e plantas. Se não for possível borrifar o produto em todo o quintal, então se concentre nas áreas que seus cães freqüentam: ao redor do canil, ao longo da cerca, sob a varanda e assim por diante.

Empresas profissionais de controle de pestes podem fazer esse serviço para você. Mas antes de fechar o contrato, obtenha informações por escrito dos compostos e do método de aplicação que as empresas usam. Leve a lista até seu veterinário.

Leve seu cão para um banho de imersão - na realidade, a melhor coisa a se fazer com um cão que tenha pulgas, enquanto a casa está sendo desinsetizada, é levá-lo até o veterinário para um banho de imersão com medicamentos ou algum outro tratamento contra pulgas. Essa também é uma boa idéia para um programa efetivo de controle de pulgas. O seu veterinário pode dar ao seu cão Lufenuron para, que é ministrado mensalmente, como uma pílula. Em áreas mais quentes, os cães recebem pílulas de Lufenuron para o ano todo. Em áreas mais frias, em que o inverno é suficiente para matar as pulgas, as pílulas somente são ministradas do início da primavera até quase o final do outono. No entanto, converse com seu veterinário sobre as opções. Pode ser que algum tratamento tópico funcione melhor para o seu cão. Os tratamentos tópicos afetam as pulgas nos locais onde elas vivem: na parte externa do corpo dos cães.

Trate os pontos de concentração - cães com dermatite alérgica causada por pulgas, freqüentemente desenvolvem pontos de concentração (áreas da pele úmidas e infestadas). Para reduzir os pontos de concentração, misture uma parte de óleo de melaleuca (óleo de árvore de chá) e uma parte de água. Coloque a solução em um borrifador e use sempre que seu cão estiver se coçando.

 

Quando ir ao veterinário
Baba intensa e tremedeira são os sinais mais prováveis de envenenamento químico. Se você perceber esses sintomas em seu cão (durante um programa de controle de pulgas ou não) leve-o imediatamente ao veterinário. Sem tratamento, o envenenamento químico pode levar a convulsões, colapso e até mesmo à morte.

Na próxima parte, vamos falar sobre remédios caseiros contra rabo-de-raposa

 

 

 

 

Formas naturais para livrar seu cão das pulgas

Se você se sentir inseguro em usar produtos químicos em seu cão ou em sua casa, existem tratamentos naturais contra pulgas, feitos à base de plantas, vitaminas ou ervas. A adição de alho ou levedura de cerveja à comida de cães é tida como eficaz para impedir que as pulgas infestem animais. Como ambos são produtos alimentícios comuns e não causam problemas para cães, na realidade não há nada a perder fazendo uma experiência. Colares de ervas e pós contra pulgas também são populares e facilmente encontrados.

Eucalipto, erva-doce, alecrim, arruda, losna e língua de vaca parecem funcionar como repelentes de pulgas. Para preparar seu próprio pó de ervas contra pulgas, combine quantidades iguais dessas ervas e misture-as bem. Polvilhe uma pequena quantidade desse pó nos pêlos de seu cão e faça uma massagem, assegurando que se espalhe até a pele. Você também pode usar uma gota ou duas de óleo de essência de eucalipto e alecrim em uma compressa ou coleira coberta com tecido.

Porém, da mesma forma que em qualquer coleira contra pulgas, examine o animal à procura de sinais de perda de pêlos ou irritação da pele em volta do pescoço e tome cuidado para que o cão não mastigue a coleira. Você também pode comprar coleiras antipulgas já prontas em lojas de animais de estimação ou lojas de alimentos naturais.

 

Cães afetados pelo capim rabo-de-raposa

A rabo-de-raposa (Setaria Faberi) é um tipo de capim muito comum, com uma cerda de ponta delgada e provida de espinhos. Quando as cerdas se prendem na pelagem de um cão, as pontas com farpas podem perfurar a pele dele, irritando cada vez mais à medida que o cão se movimenta. 

Freqüentemente, é encontrado entre os dedos dos cães, mas os cães mais curiosos podem ter uma experiência dolorosa do capim rabo-de-raposa espetado no focinho. Obviamente, cães que passam muito tempo em ambientes externos, especialmente cães usados em atividades esportivas ou a trabalho, são os mais propensos a estar em contato com o capim rabo-de-raposa. 

Certamente, as cerdas do capim ferem os cães, mas o que mais preocupa é o fato de que as bactérias podem penetrar, com a cerda, no ferimento e no corpo do cão. As infecções resultantes podem ser muito sérias, particularmente aquelas que ocorrem no tórax.

O que fazer
A melhor estratégia é evitar contato com o capim rabo-de-raposa. Se você não puder evitar que isso ocorra, examine seu cão detalhadamente e mantenha sua pelagem curta. Após aventuras fora de casa, inspecione cuidadosamente toda a pelagem de seu cão, incluindo entre os dedos das patas. Se você encontrar mesmo a menor farpa, remova-a assim que possível para impedir que ela penetre mais fundo.

Quando ir ao veterinário
Se o seu cão estiver com farpas do capim rabo-de-raposa e você não puder remover com facilidade, leve-o ao veterinário. Quanto mais você esperar, mais as farpas irão penetra. Por isso, não hesite. Pode ser necessário remover cirurgicamente e o veterinário pode prescrever tratamento com antibióticos para debelar qualquer infecção.

Sarna pode ser tão desagradável para os cães quanto o rabo-de-raposa. Na próxima parte, informaremos alguns remédios caseiros para sarna.

Cães com sarna

A sarna é causada por uma infestação de ácaros de sarna. Seu nome latino,Demodex canis, deu origem a outros nomes formais para essa afecção: demodécia.

A maioria dos cães saudáveis sempre carrega uma pequena população de Demodex mites. A demodécia pode ser localizada, o que significa que se estabeleceu somente em uma área do corpo do cão ou pode ser generalizada, espalhando-se por todo o corpo. A demodécia localizada é mais comum e freqüentemente melhora de maneira espontânea. Por outro lado, a demodécia generalizada, que felizmente é muito rara, exige que o cão tome banhos de imersão uma ou duas vezes por semana, entre seis e oito semanas. Normalmente, o cão precisa ser depilado para que o banho seja mais eficiente.

Acredita-se que a demodécia seja, ao menos em parte, genética e cães que possuam essa característica devem ser esterilizados, de modo que não passem a característica adiante. As raças que tendem a ser mais afetadas pela demodécia são a Afghan, Pit Bull Terrier, Staffordshire Terrier Americana, Terrier de Boston, Boxer, Buldogue, Chihuahua, Shar-Pei, Collie, Dálmata, Doberman, Pastor Alemão, Dinamarquês, Pastor Inglês e Buldogue miniatura (pug).

Outro tipo de acaro de sarna, o Sarcoptes Scabei (var. canis), é a causa da sarna sarcóptica, mais conhecida como escabiose. Esses ácaros abrigam-se na camada mais externa da pele e põem ovos. Os ovos são chocados, as larvas amadurecem e o ácaro adulto recomeça o ciclo. A escabiose é altamente contagiosa e é uma das afecções mais comuns e que podem ser transmitidas de cães para pessoas por meio do contato direto.

O que fazer
A melhor estratégia para o tratamento da sarna é a prevenção. Escovações e banhos regulares ajudarão a remover crostas e pele descamada provocada pela sarna e podem ajudar a manter seu cão livre dessa doença. Se seu cão tiver sido infestado por ácaros de sarna, lave totalmente sua cama ou outras áreas em que ele dorme. Não tente qualquer outro tratamento caseiro até que você tenha levado seu cão ao veterinário.

Quando ir ao veterinário
Os sinais de demodécia localizada são perda de pêlos e crostas de pele e  pele avermelhada ao redor do focinho ou patas dianteiras. A demodécia generalizada apresenta sinais similares, porém mais espalhados e severos. Para diagnosticar a demodécia, seu veterinário raspará suavemente parte da camada superficial da pele do cão e examinará o material sob o microscópio para ver se há ácaros. Se necessário, o veterinário prescreverá um banho e antibiótico para evitar qualquer infecção secundária provocada por arranhões. Infelizmente, a demodécia é persistente e não há garantia de recuperação, especialmente em cães mais idosos.

Os sinais de escabiose são perda de pêlo, pequenos inchaços avermelhados e coceira intensa. Como a sarna demodética, a escabiose é diagnosticada através de raspagem da pele e tratada com um banho semanal que seu veterinário prescreverá. Se seu cão tiver escabiose, você precisará isolá-lo até que o tratamento se complete e limpar totalmente tudo o que tiver entrado em contato com ele. Os ácaros da sarna sarcóptica são extremamente persistentes, de modo que outros cães da casa também devem ser tratados, mesmo que não apresentem sinais.

Agora vamos ver outro problema que pode afetar um cão: a obesidade.

 

 

Cães com excesso de peso

Todos sabemos o excesso de peso não é saudável para seres humanos, contribuindo para problemas de saúde como doenças cardíacas e diabete. O mesmo ocorre com cães. Cães obesos têm maior probabilidade de desenvolver doenças como a diabete, problemas de articulações, infecções, doenças de pele e até certos tipos de câncer.

Certamente, a melhor coisa que você pode fazer por seu cão é não deixá-lo engordar. Limite a ingestão de alimentos ao estritamente necessário para manter o peso corporal normal, não deixe alimento à disposição para o cão ficar mordiscando, elimine as refeições fora do horário e assegure-se de que ele faça exercício suficiente e corretamente. O excesso de saltos e corridas pode danificar o desenvolvimento dos ossos de um cãozinho em crescimento.

Para determinar se seu cão está com excesso de peso, examine a cintura, a parte mais fina logo após as costelas. Faça um teste prático: você pode perceber as costelas dele? Elas não devem aparecer, mas você deve ser capaz de encontrá-las por baixo da camada de pele e músculos. Se a única coisa que você conseguir perceber forem camadas de gordura, é o momento de falar com o veterinário e desenvolver uma dieta e um plano de exercício.

Um exame no veterinário garantirá que seu cão não tenha problemas de saúde que impeçam exercícios regulares e uma mudança na alimentação e nos exercícios atuais. Seu veterinário também o aconselhará quanto à taxa de perda de peso mais segura, pois a perda exagerada de peso também pode ser perigosa. Monitore o progresso de seu cão com pesagem semanais, no consultório do veterinário ou em casa.

Como cães obesos também ficam deformados, um programa de exercícios deve ser iniciado lentamente. Inicie com caminhadas curtas e vá aumentando o percurso. Assim que seu cão tiver perdido parte do peso e adquirir resistência, você pode intercalar períodos de caminhada e corrida. Use o bom senso quando exercitar seu cão. Saia no início da manhã ou no início da noite, quando estiver mais fresco e pare assim que seu cão apresentar sinais de exaustão, como ficar ofegante ou não querer continuar. Seu sistema natural de refrigeração é melhor do que o dos cães (você pode suar; eles não), o que significa que você pode se exercitar pesadamente por períodos mais longos sem gerar excesso de calor. Alguns cães podem morrer tentando acompanhar seus donos em uma corrida longa.

Ofereça alimento somente nos horários de refeições. Se você não conseguir resistir a dar guloseimas, ofereça pedaços de frutas ou vegetais. Elas têm poucas calorias e os cães adoram.

A obesidade costuma acometer cães que fiquem sempre de casa, mas nossa próxima enfermidade, os espinhos de ouriço, tem a ver com seu cão fazendo atividades externas

Cães afetados por espinhos de ouriço

Você pode achar que um focinho cheio de espinhos é o suficiente para fazer com que muitos cães contenham a curiosidade, mas alguns cães nunca aprendem. Se seu cão aparecer cheio de espinhos, leve-o ao veterinário. Mas se tiver apenas alguns, você mesmo pode tentar removê-los.

O que fazer
Coloque um par de luvas de borracha, pegue um alicate de ponta, uma boa dose de coragem e um auxiliar forte para ajudar a conter o cão. O procedimento não é nada agradável e não existe meio-termo. Simplesmente prenda cada espinho perto do ponto em que se cravou na pele e puxe direto. Evite quebrar os espinhos; a remoção ficará mais difícil e qualquer pedaço de espinho que permanecer no focinho pode dar início a uma infecção. Assim que tiver removido os espinhos do focinho do cão, aplique um anti-séptico tópico na área afetada.

Quando ir ao veterinário
Se você não tiver confiança para puxar os espinhos, leve o animal ao veterinário. Se o cão estiver com muitos espinhos ou se estiverem fincados profundamente ou em locais dolorosos (dentro da boca, por exemplo) é provável que seja necessário sedá-lo ou até mesmo anestesiá-lo.

Na próxima parte, ensinaremos como tratar patas machucadas em cães.

Cães com ferimentos nas patas

As solas das patas dos cães são firmes e grossas, já que por natureza, foram projetadas para resistir a superfícies ásperas. Mas, ainda assim, são suscetíveis a ferimentos, queimaduras e arranhões. Solas de patas doloridas são um efeito de um longo dia de caminhada ou de andar em ruas aquecidas pelo sol.

O que fazer
Se as patas de seu cão ficarem sensíveis, você pode aliviar um pouco com uma camada espessa de pasta de resina de pinho e de argila. Aplique a mistura na área afetada, para aliviar e curar. Após um passeio ao ar livre, examine sempre as patas de seu cão, à procura de cortes e arranhões. Se seu cão tiver corrido por uma área enlameada, lave suas patas com água e sabão e seque-as bem.

Quando ir ao veterinário
Normalmente, patas doloridas não precisam de uma consulta com o veterinário, a menos que você perceba que seu cão esteja mancando ou que tenha uma ferida na pata.

Na próxima parte, vamos saber como prevenir e como agir em caso de queimaduras de sol. 

Cães com queimaduras solares

Se o seu cão gosta de se expor ao sol, você precisa se assegurar de que ele não tome sol em excesso. Cães são suscetíveis à queimadura solar, especialmente em áreas de pele mais fina, como as pontas das orelhas ou a extremidade do septo nasal. Cães com pelagem branca ou clara, são bastante propensos a queimaduras solares.

Um cão com queimaduras mostra sinais de pele avermelhada, que descasca e empola. O resultado é uma pele dolorida. Da mesma forma que em pessoas, a exposição excessiva ao sol também pode causar câncer de pele em cães.

O que fazer
Proteja seu cão, limitando o tempo que ele fica exposto ao sol, usando óxido de zinco ao redor do focinho ou aplicando protetor solar (não deixe ele lamber o protetor). Há protetores solares para cães, disponíveis em lojas de animais.

Para reduzir a dor de queimaduras solares, umedeça a área afetada com um frasco d'água. A água fria aliviará o desconforto. Compressas frias são outra forma de aliviar a dor. Umedeça uma toalha pequena e a coloque sobre a área afetada. Molhe a toalha quando ela começar a ficar morna.

Quando ir ao veterinário
Normalmente, uma queimadura solar não exige uma consulta com o veterinário. Entretanto, se a pele estiver com fissuras ou o cão sentir muita dor, é aconselhável.

Vermes são outra enfermidade comum em cães. Na próxima parte, aprenderemos como tratar um cão infestado por vermes.

Cães afetados por vermes

Cães pode ser afetados por vários tipos de vermes e parasitas similares. Nesta parte, explicaremos em detalhes, os tipos mais comuns.

Coccidiose
Não é realmente um verme, mas um organismo microscópico unicelular. Este parasita não é muito comum em cães, mas pode atacar filhotinhos, particularmente quando em condições de higiene precária. A doença é transmitida através de água ou alimento contaminado. As fêmeas de coccídeos põem ovos no trato intestinal dos cães, que são levados para o ambiente nas fezes. Os coccídeos podem permanecer dormentes, não provocando sintomas, mas podem ser ativados por algum tipo de tensão. Assim que entram em ação, esses protozoários provocam diarréia, fraqueza, falta de apetite, anemia e desidratação. Provavelmente, seu veterinário tratará a coccídeos com drogas à base de sulfa e antibióticos. Boas condições de higiene são importantes para a contenção e prevenção da coccidiose. Recolha as fezes imediatamente, assegurando que não haja oportunidade para que a água ou os alimentos sejam contaminados por ela. Se for diagnosticada a presença de coccídeos em seu cão, é necessária uma limpeza completa da área em que ele vive, usando desinfetantes fortes ou água fervente.

Giárdia
Este é outro parasita e pode afetar cães e seres humanos. Freqüentemente, esse protozoário é transmitido pela água contaminada. Os sinais de infecção por giárdia são diarréia (que pode ser sanguinolenta ou viscosa) e, algumas vezes, distúrbios brandos no estômago. Seu veterinário tratará a giárdia com drogas antiprotozoários. Proteja seu cão não deixando que ele beba água de nascentes, rios ou lagos, não importa o quão limpa possa parecer.

Filarídeos
Antigamente, restritos a áreas mais quentes e úmidas e relacionadoa a cães que passam muito tempo em florestas, atualmente os filarídeos estão em todos os locais do país.

O ciclo de vida dos filarídeos, Dirofilaria immitis, começa com uma picada de mosquito que transmite a larva do filarídeo. A larva penetra na pele, passando por diversos estágios de desenvolvimento e, eventualmente, percorre a corrente sanguínea até o hemisfério direito do coração. Lá eles permanecem e se transformam em vermes maduros. Se não detectada, a população de vermes adultos pode crescer, criando uma massa que bloqueia o fluxo de sangue, reduz a eficiência do coração e, eventualmente, provoca falha no coração.

Quando os vermes adultos se reproduzem, geram microfilárias. São os descendentes que entram na circulação sanguínea e são pequenos o suficiente para serem sugados por um mosquito que pique o cão infectado. De 10 e 48 dias, a microfilária se desenvolve como larva infecciosa. Na próxima vez que o mosquito picar um cão, essa larva de filarídeo é passada adiante e reinicia o ciclo.

Os cães infestados com filarídeos podem passar anos sem apresentar sintomas. Eventualmente, quando esses vermes começam a causar problemas para o cão, um dos primeiros sinais é uma tosse profunda e baixa que piora com exercícios. À medida que o ciclo progride, o cão fica letárgico, perde peso e, algumas vezes, tosse sangue. Nos últimos estágios da filariose, o cão tem problemas para respirar, seu tórax fica abaulado e desenvolve falha cardíaca congestiva. Sem tratamento, ele morrerá.

Felizmente, um teste de sangue rotineiro pode detectar a filariose antes mesmo que apareçam os sinais. E a filariose pode ser facilmente prevenida. Todos os cães devem ser examinados quanto à filariose (seu veterinário pode informá-lo quando e qual a freqüência). Para a maioria dos cães, o teste será negativo, mas mesmo assim o veterinário pode receitar um remédio preventivo contra filarídeos. O dietilcarbamazine (DEC, que é vendido com nomes de marcas como Filaribits) mata a larva infecciosa . Ele deve ser administrado diariamente durante a estação de mosquitos, para garantir que nenhuma larva sobreviva e se transforme em vermes adultos.

Se for diagnosticada filariose em seu cão, o tratamento depende do estágio em que está a doença. Se ocorrer falha cardíaca ou do fígado ou danos aos rins, esses problemas devem ser tratados em primeiro lugar. O tratamento no caso de filariose totalmente desenvolvida é muito estressante e o cão deve estar nas melhores condições possíveis, para que sobreviva. Os cuidados de acompanhamento também são importantes. Cerca de seis semanas após o tratamento inicial, o cão em recuperação recebe outro medicamento para matar as microfilárias geradas por vermes adultos. Uma amostra de sangue é examinada para assegurar que todas as microfilárias desapareceram. Se ainda der positivo, é ministrado tratamento adicional até que o cão esteja totalmente livre desses vermes.

Ancilóstomo
Ancilóstomos são encontrados com mais freqüência em áreas quentes e úmidas do campo, mas também pode aparecer em outros lugares. Esses vermes, dos quais o mais comum é conhecido como Ancylostoma caninum, geralmente afetam mais os filhotes. Normalmente, eles são transmitidos pelo leite da mãe ou até mesmo pela pele e fixam residência no intestino delgado do filhote. Assim que chegam à barriga do cão, eles se fixam à parede do intestino, sugando tecido e sangue. Isso provoca um dos clássicos sintomas da infestação por ancilóstomo: fezes escuras ou sanguinolentas. Em casos sérios de ancilostomíase, os cães sofrem de anemia severa.

Igual a outros vermes intestinais, os ancilóstomos são diagnosticados num exame de amostra de fezes sob um microscópio. Se forem encontrados ovos de ancilóstomos, provavelmente seu veterinário prescreverá medicação para matar os vermes adultos. Em áreas do país em que os ancilóstomos são muito comuns, um cão saudável com uma infestação branda pode não ser tratado, já que provavelmente ele será reinfestado logo a seguir. A melhor prevenção contra ancilóstomos é cuidar bem de seu cão. Quanto mais tempo fezes infestadas ficarem sem ser colhidas, maior a probabilidade de qualquer ovo de ancilóstomo se transformar em larva e seguir o caminho até a pele do seu cão.

Ascarídeos
Os ascarídeos (Toxocara canis) são comuns em cães, especialmente em filhotes. Os ovos de ascarídeos são encontrados no solo, onde podem sobreviver por anos. O cão aspira os ovos ao farejar os arredores no solo ou pegando algo com a boca. Os ovos são chocados como larvas, penetram na corrente sanguínea até os pulmões e daí até a traquéia, de onde são aspirados novamente, voltando para o intestino e se transformando em vermes adultos. As larvas de ascarídeos também podem ser transmitidas da mãe para os filhotes pela placenta (na realidade, os filhotes já nascem com ascarídeos) ou através do leite da mãe.

Cães adultos podem ter ascarídeos sem apresentar sintomas. Mas filhotes já infestados podem vomitar, ter diarréia e perder peso. Eles ficam com uma perceptível barriga arredondada (maior do que a usual "barriga de filhote"), a pelagem fica sem brilho e eles não crescem como os demais filhotes. Um cão pode transmitir alguns vermes nas fezes. Esses vermes se parecem com filamentos de macarrão parafuso.

Criadores e vendedores responsáveis examinam seus cães e filhotes à procura de ascarídeos e outros parasitas e ministram a medicação para acabar com os hóspedes indesejados. Como qualquer outro tipo de verme, uma boa higiene é importante para a prevenção.

Solitária
As pulgas são os vetores mais comuns das solitárias, ainda que estas também possam ser transmitidas através de pequenos roedores ou carne crua. Por isso, nunca alimente seu cão com carne crua ou mal cozida ou restos de animais. Se seu cão tiver recebido tratamento contra pulgas, há uma boa chance de que ele também tenha solitárias. A cabeça, ou ganchos da solitária (a mais comum em cães é chamada de Dipylidium caninum) se prende ao intestino e começa a produzir uma série de segmentos chatos cheios de ovos, o que faz com que um único verme possa ter entre alguns centímetros e vários metros. A forma mais comum de diagnosticar a solitária é descobrir esses segmentos, que se parecem com grãos de arroz, nas fezes, presos no pêlo ao redor do ânus dos cães.

Como os ovos são expelidos em segmentos, um exame de fezes pode facilmente falhar em diagnosticar uma infestação por solitária. É sua responsabilidade ficar de olho nos próprios segmentos e em outros possíveis sintomas, para informar ao veterinário. Observe também se o cão apresenta problemas digestivos e se fica arrastando o traseiro pelo chão, o que pode ser uma resposta à irritação provocada pelas solitárias, mas também pode ser um sinal de glândula anal afetada. O veterinário pode remediar essa situação facilmente, com medicamentos apropriados. Assim que se detecta a solitária (ou se suspeita), o tratamento é simples e efetivo.

 

Tricurídeo
Os tricurídeos (Trichuris vulpes) são assim chamados porque o perfil sugere um pequeno chicote. Os cães são infestados com ovos de tricurídeos no ambiente em que vivem. Seus ovos são chocados no trato intestinal, onde os vermes se prendem às paredes do intestino grosso e começam a produzir ovos continuamente. Uma infestação severa pode causar diarréia, anemia ou perda de peso.

O tratamento é feito com medicação simples, normalmente com doses repetidas para atingir quaisquer vermes que tenham se prendido recentemente, antes que possam infestar o cão novamente. Como os ovos são expelidos nas fezes do cão infectado, a prevenção é uma simples questão de bom senso: mantenha seu cão afastado das fezes de outros cães e recolha as fezes do seu cão imediatamente. Exames fecais regulares (duas vezes por ano é suficiente) detectarão muito facilmente um caso de vermes.

Na próxima parte, vamos saber como tratar de um cão doente.

Como cuidar de um cão doente

Sempre que seu cão precisar de tratamento, sua recuperação será mais rápida se ele receber muito cuidado e carinho. Depende de você garantir que ele tenha descanso, coma direito, tome todos os remédios e não se agite muito.

Prepare uma cama confortável para ele em uma área sossegada. Pode ser em um dormitório, na lavanderia ou num banheiro pouco usado. Se você tiver crianças em casa, não deixe que elas aborreçam muito o cão. Elas podem ir vê-lo, uma de cada vez, durante alguns minutos a cada dia, mas sem brigas ou sons altos até que o cão melhore.

Sirva um alimento aquecido  ou chame a atenção dele com algo que cheire bem, como caldo de frango, de carne ou ovos mexidos, o que fará com que melhore o apetite do cão. Assegure-se de consultar o veterinário antes de complementar sua dieta, para assegurar que não esteja oferecendo nada que não deva. O cão também precisará de muita água fresca. Disponibilize para ele água suficiente.

Siga estritamente as instruções do veterinário quando ele começar a se exercitar. Se seu cão estiver se recuperando de uma cirurgia, especialmente de osso fraturado, é importante que ele não se exceda. É difícil manter um bom cão quieto, mas se você quiser que ele se recupere de maneira apropriada, você terá que ser firme.

Finalmente, mesmo que ele pareça estar bem, não pare de dar todos os remédios prescritos, pelo tempo determinado pelo veterinário. 

Antes que você leve seu cão para casa, peça ao veterinário ou a um técnico para mostrar como dar o remédio de maneira apropriada. 

 

Ministrando remédios para cães
Se você já for dono de um cão há algum tempo, sabe o que fazer quando ele engolir o remédio, pois nem sempre é fácil. São poucos os cães que tomam remédios de boa vontade, de modo que aqui vão algumas dicas úteis para dar remédios para seu cão em casa.

Pílulas - se você tiver sorte, seu cão pode ser um desses que tomam pílulas sem qualquer objeção. Para outros, pode ser mais fácil que outra pessoa imobilize o cão enquanto você dá o remédio a ele. Entretanto, com prática, a maioria dos donos pode aperfeiçoar a técnica o suficiente para dar pílulas a ele sem precisar de ajuda.

Assegure-se de que você tenha a pílula pronta antes de começar. Segure firmemente a cabeça do cão com uma mão ou, se ele for pequeno, prenda-o firmemente entre seus joelhos enquanto se ajoelha no chão. Se você estiver tratando de um filhote ou cão de raça pequena, pode ser mais fácil enrolá-lo em uma toalha de modo a imobilizá-lo ou colocá-lo em uma mesa ou balcão. 

Usando os dedos indicador e médio, abra suavemente a boca do cão e coloque a pílula o mais fundo que puder. Feche a boca do cão e levante sua garganta para que a pílula desça.

Outra maneira de dar pílulas é inclinar a cabeça do cão com a uma das mãos. Com a outra mão, segure a pílula entre o polegar e o indicador e use o dedo médio para abrir a boca. Coloque a pílula no fundo da boca e use o indicador para empurrar a pílula pela língua. Para forçá-lo a engolir, mantenha sua boca fechada e esfregue ou assopre em seu nariz.

Se tudo isso falhar, disfarce a pílula, enfiando-a em algo macio e gostoso. A menos que o cão seja realmente esperto ou cauteloso quanto ao que põe na boca, a pílula será engolida sem que ele perceba. Como alguns remédios que precisam ser dados com o estômago vazio, que interagem com certos alimentos ou não devem ser mastigados por engano, pergunte ao veterinário se está certo dar a pílula dessa maneira.

Medicamentos líquidos - mais uma vez, deixe o remédio pronto: se necessário, agite o frasco, meça a dose e encha o dosador. Pegue o cão. Segure-o da mesma maneira que você faria para dar pílulas. Mantendo a cabeça inclinada para cima, abra a boca do cão e com o conta-gotas dentro da boca, mantenha ela fechada e goteje o medicamento. Ele engolirá automaticamente quando o líquido alcançar a parte de trás da boca. Assegure-se de que ele tenha engolido antes de soltar sua boca. Somente para ter certeza, esfregue ou assopre o nariz.

Medicamentos para o ouvido - observe bem o cão. Segure suas orelhas de maneira suave, mas firme e incline ligeiramente a cabeça para o lado oposto. Pingue a dosagem correta na orelha e dobre a orelha suavemente para baixo ou junte-as e esfregue a cartilagem na base da orelha para que o medicamento escorra pelo canal auditivo. Isso também ajuda a manter a maior parte do medicamento na orelha do cão se ele chacoalhar a cabeça depois disso.

Colírios - tenha tudo pronto e meça a dosagem apropriada. Imobilize o cão de maneira suave, mas firme. É especialmente importante manter sua cabeça imobilizada de modo que o medicamento atinja o olho. Segure o conta-gotas com uma das mãos, incline a cabeça do cão e aponte as gotas para a parte interna do olho, diretamente no globo ocular. Não encoste a ponta do conta-gotas no olho. Para garantir que o medicamento seja distribuído de maneira uniforme pelo olho, feche e abra as pálpebras.

Ungüentos - algumas vezes, são prescritos ungüentos para olhos e ouvidos. Para aplicar o ungüento nos olhos, segure firmemente a cabeça do cão e abra suavemente a pálpebra inferior, expondo a parte interna da pálpebra. Coloque o ungüento dentro da pálpebra inferior. Tome cuidado para não administrar diretamente no globo ocular. Você também pode puxar a pálpebra superior para trás e colocar o ungüento na córnea do olho. Para garantir que o medicamento seja distribuído de maneira uniforme pelo olho, feche e abra as pálpebras do cão. Para aplicar ungüento em orelhas, siga as mesmas instruções que para medicamentos para os ouvidos.

Mostramos os principais tópicos quanto aos cuidados com seu cão em casa, incluindo remédios para a maioria das doenças caninas mais comuns. Você ficará mais confiante quanto à capacidade de cuidar de seu cão.

 

Kit doméstico para primeiros socorros veterinários

Kits de primeiros socorros estão disponíveis em lojas e também podem ser pedidos através de catálogos. Você também pode montar um você mesmo, com itens que tenha em casa. Deixe o kit onde possa ser facilmente encontrado e inclua o cartão de visita do veterinário, junto com o número de telefone e instruções para se chegar à clínica veterinária mais próxima. Examine o kit de vez em quando para garantir que todos os suprimentos estejam em ordem e que tudo esteja dento do prazo de validade. Os seguintes itens compõem um kit básico de primeiros socorros:

·         carvão ativado (disponível em farmácias) par absorver venenos;

·         esparadrapo para prender bandagens;

·         Ungüento ou pó antibacteriano para limpeza de ferimentos;

·         agente antidiarréico (pergunte a dose apropriada para controlar a diarréia de seu cão);

·         tesoura de ponta redonda para tosar pêlo de ferimentos e cortar as bandagens;

·         bolas e hastes de algodão;

·         compressas e rolos de gaze para bandagens;

·         água oxigenada (a 3%) para limpeza de ferimentos;

·         laxante ou antiácido;

·         geléia lubrificante ou de parafina para lubrificar o termômetro;

·         seringas sem agulha para ministrar medicações líquidas;

·         talas de gesso para membros fraturados;

·         conta-gotas plástico para administrar medicações líquidas ou colírios;

·         termômetro;

·         álcool;

·         xarope de ipecacuanha para induzir o vômito;

·         pinças;

·         alicate de ponta fina para remover espinhos de ouriço ou outros itens presos na boca ou na garganta;

·         guardanapos higiênicos para ajudar a estancar sangramentos;

·         toalhas

 

 

Como cuidar de um cão

Introdução

Em troca de todo o amor e satisfação que os cachorros dão às suas famílias, eles precisam de vários tipos de cuidados. Muita dessa atenção precisa ser dada várias vezes ao dia, mas não é coisa para assustar - isso vai se tornar parte de sua rotina. Quanto melhores forem os cuidados dispensados ao cachorro, melhor para ambos. Neste artigo, trataremos dos aspectos essenciais dos cuidados com os cães, como os citados abaixo.

  • Dicas para dar um nome
    Batizar seu amigo é uma tarefa prazerosa, mas é bom pensar bem antes. Ambos terão que conviver por toda a vida com o nome que você escolheu. Há várias maneiras de sugerir nomes apropriados para cães, incluindo aparência, herança, características especiais e comportamento. Vamos falar de todas elas nesta seção. Vamos também sugerir alguns nomes para cachorros - e mostrar os erros que devem ser evitados.
  • Materiais
    Pense em quantos objetos pessoais você tem e quantos deles são indispensáveis à sua saúde e alegria. Os cães precisam de menos acessórios do que nós, mas os objetos não deixam de ser menos vitais. Selecionando os itens apropriados, você pode melhorar a saúde do seu cachorro. Se você já se aventurou em um pet shop, sabe o quanto pode ser confuso pegar apenas uma coleira ou guia. Falaremos de todos os itens básicos, como comida e acessórios de beleza e higiene. Também abordaremos os objetos especiais, como a caixa de transporte.
  • Alimentação
    Nada é mais vital para a saúde do seu cão do que a alimentação apropriada. Cachorros são vorazes - essa é uma parte de seu charme; cabe a você saber o que é saudável. Você também precisa saber o que pode fazer mal, apesar da vontade que o cão tem de experimentar. Aqui estão todos os detalhes, incluindo várias receitas caseiras para comidas deliciosas, nutritivas e econômicas. Além disso, responderemos à questão de sempre: "por que cães comem plantas"? Dicas para adestrar filhotes
    Um filhotinho pode amolecer seu coração, mas também pode fazer muita sujeira. Quanto mais cedo seu cachorrinho se acostumar a fazer suas necessidades fisiológicas fora de casa e no horário, melhor para todos. É interessante notar que é mais fácil fazer isso correlacionando com os horários de alimentação. Entretanto, há mais o que ensinar além do adestramento doméstico. Você tem que saber o modo correto de disciplinar bondosamente seu novo cão quando ele se comporta mal. Todos os detalhes dessa etapa crucial na vida de seu cão estão nesta seção.
  • Cuidados de beleza e higiene e dicas para o banho
    Os cães se sujam e não se mantêm naturalmente tão limpos quanto gostaríamos para que convivam conosco em nossas casas. Como você é o dono, os cuidados de beleza e higiene no banho são de sua responsabilidade. Entretanto, há mais cuidados para seu cão do que um simples banho. Você ainda tem que cuidar das unhas, dentes, olhos e ouvidos. Nesta seção trataremos de estratégias para deixar seu totó limpo e todos felizes. Também diremos quando é tempo de jogar a toalha e procurar ajuda profissional.
  • Deixando a casa segura
    Deixar sua casa segura para seu cão pode ser tão desafiador quanto adaptá-la para as crianças ou para situações alérgicas. A propósito, você sabe quais tipos de planta doméstica são venenosas para cães? Você pode ficar surpreso ao saber que suas guloseimas favoritas podem fazer muito mal para o estômago de seu cão. Para a saúde e alegria de todos, é vital fazer com que a casa fique segura para o animal e, ainda, adestrar seu totó para que respeite a casa. Nesta seção, daremos conselhos indispensáveis para um bom relacionamento entre seu bicho de estimação e sua residência.
  • Deixando o jardim seguro
    A maioria dos cachorros gosta de passar um tempo no jardim, mas esse lugar agradável tem seus desafios e perigos. Primeiro, você precisa do tipo certo de cerca para evitar que seu cão circule pela vizinhança, onde ele poderá ser machucado ou ferir alguém. Veremos a opção das cercas invisíveis e dos enforcadores. Todos precisam de um lar e nisso se inclui seu cão. Diremos como projetar e construir a casinha de cachorro perfeita. Aprenda como manter seu cachorro contente e seguro - sem pôr em risco seu jardim.
  • Dicas de identificação
    Quando seu cão está perdido, nada mais importa. Seguir alguns passos simples assim que seu cão chega em casa pela primeira vez pode evitar sofrimentos depois. A etiqueta de identificação correta pode trazer seu bicho de volta em questão de horas. Discutiremos os melhores métodos de fornecer identificação para seu animal. Também falaremos sobre opções de que talvez você nunca tenha ouvido falar. Você sabia que alguns donos tatuam em seus cachorros informações vitais de identificação? O que você acha sobre implantes de microchip? Independentemente do método que você escolha, diremos como registrar a identificação de seu animal.

Antes que você possa realmente conhecer seu cachorro, tem que lhe dar um nome.

 

Dicas para dar nome

Uma das partes mais divertidas de ter um cachorro é escolher seu nome, mas você deve saber como facilitar a identificação do animal, no caso de ele se perder. Aqui estão dicas sobre a escolha do nome e a identificação de seu cachorro.

O que há em um nome?

Uma das maneiras mais importantes de se comunicar com seu cão é através do nome dele. Quando ele escuta o nome, pode pular para chamar a atenção e ficar pronto para ter bons momentos, mesmo que seja apenas a hora da refeição. A escolha do nome correto é uma parte especial de ser dono de um cão. Então, pense cuidadosamente em suas escolhas. Aqui estão algumas coisas a se considerar, para que você fique no caminho certo.

As aparências - Manchinha, Foguinho, Pinguinho ou Preto são todos nomes testados e aprovados. A vantagem é que são descritivos, tornando fácil identificar seu cão se ele se perder. A desvantagem é que há vários cachorros com esses nomes. Você pode querer ser mais criativo, para que seu amigo se destaque da multidão. Um cachorro grande, de pernas compridas, com o pêlo malhado (um greyhound, por exemplo) pode ser chamado de Tigre ou de Savana - em referência às savanas africanas, que poderiam ter produzido um animal com esse padrão de pêlo listrado.

A herança - investigar a história da raça é uma boa maneira de achar um nome perfeito. Raças escocesas, como west highland white terrier, terrier escocês ou cairn terrier, podem receber o nome de Murray ou Stuart. Safári é apropriado para um basenji, raça de cães que não latem, originária da África. Tundra é um nome muito usado para raças do Norte, como malamutes do Alasca e samoiedas.

A raça - os beagles, os bloodhounds e os basset hounds seguirão seus faros até o fim do mundo. Sniffer (farejador) é um bom nome para esses cães, bem como Sherlock ou Cigano. Vários terriers recebem o nome de Digger (escavador) e é fácil saber a razão. Esses cães foram criados para caçar animais que vivem em tocas embaixo da terra. Por causa disso, hoje são propensos a escavar os jardins.

As características especiais - os border collies são considerados a raça mais inteligente. Então, que tal dar a seu cão um nome que faça jus à inteligência dele, como  Einstein ou Newton, por exemplo?

O nome de registro -
os criadores muitas vezes dão para a ninhada um tema ou nomes começando com uma mesma letra. Uma ninhada com o tema de música country americana pode ter filhotinhos chamados Nashville's Yoakam, Nashville's Dolly, Nashville's Reba e Nashville's Waylon. Os nomes de registro podem incluir o nome do canil ou do pai e da mãe.
Dessa forma, você pode ter Cloverhill's Indian Summer, Craigwood Higgins of Switchbark ou Magnolia's Prince of Thieves. Apesar de esses nomes aparecerem nos documentos de registro, obviamente não são uma boa escolha para usar no cotidiano. O criador ou proprietário dá um apelido ou nome de chamado. Craigwood Higgins of Switchbark provavelmente pode ser Woody para os amigos.

Seus passatempos e interesses - se você é fã de esportes, há muitos nomes excelentes, não importa se seu jogo é futebol, basquete, tênis ou atletismo. Muito cachorro por aí homenageia Pelé. Dar um nome a um boxer é muito fácil. Que tal Frazier, Ali ou Sugar Ray? Para um buldogue? Churchill.

Seus livros, filmes e programas de TV favoritos -
várias cadelas têm o nome de Lassie, em homenagem à collie famosa nos livros, nos filmes e na TV. Laika, a cadela cosmonauta, também inspirou muita gente.  No entanto, você não tem que dar a seu animal de estimação o nome de outro cão de um filme ou programa de TV. Pegue o nome de um de seus personagens favoritos e coloque em seu cão.

Dicas úteis - evite nomes que rimam com a palavra não, como Fofão ou Amigão. Você não vai querer confundir seu filhote quando estiver fazendo o adestramento. Evite nomes longos e difíceis. Worcestershire pode parecer imponente, mas quando sair de sua boca, a atenção de seu cão já estará voltada para outra coisa. Por fim, esteja certo de que o nome de seu cão não causará constrangimento quando precisar ser chamado na frente dos vizinhos.

Agora veremos as tarefas diárias envolvidas nos cuidados com o cão. Explicaremos como torná-las úteis e prazerosas para você e para seu bicho de estimação.

Materiais

Você gastou meses pensando em ter um cachorro, pesquisou e encontrou o bicho ideal. Agora o dia finalmente chegou: você vai levar para casa o totó de seus sonhos. Hum, talvez ainda falte alguma coisa - antes de levar o cãozinho para casa, é preciso ter os itens listados aqui:

Coleira e etiqueta - encomende uma etiqueta com seu nome e número de telefone gravados semanas antes de levar o cãozinho para casa. Prenda-a na fivela da coleira e coloque ambas em seu cachorrinho antes de sair do criador ou do abrigo de animais. Enquanto o filhote cresce, verifique se a coleira não está apertada demais. O ideal é que você consiga colocar dois dedos entre ela e o pescoço do animal. As coleiras podem ser feitas de couro ou nylon, ambos materiais duráveis. Entretanto, cãezinhos adoram mastigar e o couro tem cheiro e textura agradáveis. Se esse material for sua escolha, espere até seu filhote passar da fase de nascimento dos dentes.

Se você tem um filhote ou está adestrando seu cão, vai precisar de uma coleira de adestramento, também conhecida como enforcador. Elas são um dispositivo de adestramento para ensinar que seu cão não deve puxar você enquanto passeiam. Isso só deve ser usado para adestrar seu cão e não substitui uma coleira convencional. A não ser que você esteja perto para supervisionar, nunca deixe nenhum tipo de coleira em um cão preso, pois isso pode esganá-lo ou provocar uma asfixia letal. Pelo mesmo motivo, nunca deixe um enforcador, seja de nylon ou metal, em um cachorro sem vigilância.

Caixa de transporte -
todos estamos acostumados com a imagem clássica de um cão com a cabeça para fora do carro, com as orelhas batendo ao vento e a língua de fora. Entretanto, um carro em movimento não é lugar para um cão de qualquer idade se movimentar livremente. Você precisará de um canil portátil para colocar seu amigo durante o passeio até o novo lar dele, bem como para futuras visitas ao veterinário e ao salão de beleza.

Escolha uma caixa de transporte robusta para acomodar confortavelmente seu cão e mantê-lo seguro em caso de acidente. Caixas para transporte aéreo são leves, duráveis e fáceis de limpar. São adequadas para viagens aéreas, caso seu cão vá fazer passeios pelo mundo e também podem ser usadas no carro, tendo a alça presa com o cinto de segurança. As caixas aramadas são bem ventiladas e podem ser dobradas quando não estão em uso. Elas podem ser cobertas, para dar privacidade e proteção. Os transportadores do tipo bolsa de tecido são confortáveis e fáceis de carregar. O topo com zíper e os fechos nas extremidades fazem com que seja fácil colocar o animal e removê-lo. As bolsas são duráveis e fáceis de limpar. Na maioria das empresas aéreas, esse tipo de transportador é aceitável para cães que viajarão na cabine, mas as bolsas não podem ser usadas na área de bagagem. Independentemente do estilo escolhido, assegure-se de que os trincos são robustos, e as bordas, macias. Tenha certeza de que todos os parafusos, porcas e trincos estão firmes. Não desleixe na qualidade só para economizar uns trocados, pois não vale a pena arriscar a vida e a segurança de seu cachorro.

Guia - aprender a andar com uma guia é uma das primeiras lições de etiqueta canina. Compre uma leve e bem fabricada. As guias de couro são bonitas e duráveis, mas o óleo da pele pode manchá-las e os filhotes adoram roê-las. As feitas de nylon são leves, coloridas e fortes. As correntes são praticamente indestrutíveis, mas são mais pesadas do que as outras, além de ser barulhentas. Uma guia retrátil dá ao filhote a ilusão de liberdade, mas permite que você a enrole quando necessário.

Comida - um cão saudável precisa de combustível adequado. As necessidades nutricionais mudam durante a vida. Um filhote precisa de um equilíbrio nutricional que é diferente do de um cão adulto ou idoso. Então, converse com seu veterinário, criador ou dono do abrigo para obter recomendações da comida certa para seu cão. Compre ração completa e equilibrada. O ideal é que o rótulo expresse que o fabricante fez testes para garantir o valor nutricional do alimento.

Antes de levar o cão para casa, descubra qual foi a última vez em que ele comeu, com que freqüência tem sido alimentado e o que ele está acostumado a comer. Se você planeja usar um alimento diferente, introduza-o aos poucos, por mais de duas ou três semanas, misturando a ração nova com a antiga. Uma mudança radical na dieta pode causar vômitos ou diarréia.

Vasilhas - as vasilhas para água e comida estão disponíveis em uma grande variedade de materiais. Cada um tem suas vantagens e desvantagens. Tigelas de metal são práticas, duram por anos e são fáceis de limpar. Entretanto, se você usa comida enlatada que precisa ser refrigerada, não pode usar a vasilha para requentar a refeição no microondas. Também são muito leves, facilitando derramamentos. As vasilhas de cerâmica são decorativas, podem ser personalizadas e geralmente vão à máquina de lavar louça e ao microondas. Elas são pesadas, evitam derramamentos e inclinações, mas podem ser quebradas. Algumas tigelas de cerâmica feitas fora dos Estados Unidos têm altas quantidades de chumbo e não devem ser usadas por pessoas ou animais. As vasilhas de plástico são leves, coloridas, baratas, fáceis de limpar e podem ir à máquina de lavar louça e ao microondas. No entanto, os odores dos alimentos aderem ao plástico e alguns cães adoram mastigar esse material.

Itens de beleza - os itens básicos de que você vai precisar são um pente para pulgas, uma escova de cerdas impermeáveis, de pinos ou luva polidora (dependendo da pelagem do seu cão) e de um cortador de unhas. Uma escova e uma pasta de dentes ou solução de limpeza também são soluções prudentes.

Kit de primeiros-socorros - você pode comprar pronto ou montar um. Um kit completo precisa ter um termômetro retal, gaze, tesoura, esparadrapo, pinça, pomada antibiótica, uma seringa sem agulha para medicamentos líquidos, cotonetes e bolas de algodão, água oxigenada ou xarope para induzir o vômito e tabletes de carvão ativado para absorver veneno. Outros itens úteis são um cobertor e uma toalha, um saco ou bolsa plástica para servir de bolsa de gelo e luvas de borracha. Também é uma boa idéia incluir no kit o telefone do veterinário, o telefone do hospital de emergência para animais e um livreto de primeiros socorros.

Brinquedos - se você não dá brinquedos para que seu cão queime a energia ilimitada, ele vai achar alguns: seus sapatos, seus livros ou até mesmo seu iPod. Para canalizar a energia na direção certa, forneça brinquedos que exercitem não apenas o corpo do cão, mas também o cérebro. Um brinquedo robusto para mastigar, feito de borracha dura, satisfará a necessidade de mastigar e aliviará a dor que surge quando os novos dentes estão nascendo. O barulho de um brinquedo estridente é infalível para prender a atenção do cão. Apenas certifique-se de que o chocalho de dentro não pode ser descolado e engolido. Um bicho de pano é o brinquedo escolhido por muitos cães. Alguns se enroscam com ele, outros o agitam e jogam no ar. Sempre escolha um brinquedo bem feito, sem olhos de botão, sinos, fitas ou outros acessórios que podem facilmente serem mastigados e engolidos. Por fim, nunca dê nenhum brinquedo parecido com algo que você não queira ver estragado, como, por exemplo, um sapato velho. É praticamente impossível que ele faça a distinção entre o calçado que você quer que ele mastigue e os sapatos do seu closet.

Cama - seu cãozinho vai adorar ter um lugar para se enroscar e tirar uma soneca depois de brincar. Há uma infinidade de camas não apenas para cada bicho, mas também para cada decoração: das do tipo travesseiro às poltronas personalizáveis, das de paislei às de manta. Escolha uma cama bem feita e lavável a máquina. As de vime são clássicas, mas lembre-se: um filhote é um mastigador e pode facilmente destruí-la.

Vamos abordar o elemento mais importante dos cuidados com o cão: a alimentação.

Dicas de alimentação

Um dos motivos principais de os cães serem bastante adaptáveis é a capacidade de sobreviver com uma variedade grande de alimentos. Enquanto os gatos necessitam de nutrientes encontrados apenas em uma dieta com base na carne, o sistema digestivo de um cão pode tirar nutrientes de quase tudo o que é comestível. É por isso que cães não necessitam de tanta proteína como os gatos. Mesmo assim, os cachorros são carnívoros por natureza, o que faz da proteína da carne parte importante de suas refeições. Uma dieta equilibrada é dividida em 6 partes: proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e água.

Água da vida

A água fresca e limpa é mais importante para seu cachorro do que qualquer outro nutriente. Cerca de 70% do corpo de um cão é constituído por água, que é vital para as funções celulares e para a lubrificação dos tecidos. Os cachorros podem sobreviver por muitos dias sem comida, mas a falta de água os mata rapidamente. Quando está quente lá fora ou se seu bicho está doente, especialmente se está vomitando ou tem diarréia, a água é ainda mais importante.

Se você bebe água mineral ou filtrada por causa da qualidade da água de torneira da sua região, você deve proteger a saúde de seu cão. Dê água mineral ou invista em um filtro de boa qualidade para sua torneira.

Se você está levando o cão em uma viagem, não deixe sua casa sem água mineral ou um galão ou dois da água que ele está acostumado a beber. Uma mudança na água pode causar uma indisposição. Misture a água de seu cão com a nova por uns dias, até que o sistema digestivo dele se ajuste.

Se seu cão começa a beber mais água do que o usual e urina com mais freqüência, isso pode ser uma sinal de aviso para vários problemas sérios de saúde, incluindo diabetes e doenças renais. Leve seu cão direto ao veterinário para fazer um check-up.

Comprando comida: qual é a melhor?

Os fabricantes de comida para animais gastam milhões pesquisando as necessidades nutricionais dos cães e cozinhando alimentos saborosos (e que as pessoas vão comprar). Escolher uma ração que ofereça nutrição completa e equilibrada é o primeiro passo para a boa saúde, mas há outros fatores a se considerar: gosto, digestibilidade, calorias e preço.

Qualquer ração que comprar terá no rótulo: completa e equilibrada. Isso significa que o alimento tem a quantidade correta de nutrientes de que um cão precisa para brincar e trabalhar duro. Entretanto, você sabe quando uma comida está realmente adequada para seu animal? Como todas as outras indústrias, os fabricantes de comida para bichos de estimação têm regras e regulamentos a cumprir. A Association of American Feed Control Officials, dos EUA,  (Associação Americana dos Oficiais de Controle de Alimentação) diz aos fabricantes o tipo e a quantidade dos nutrientes que devem ser encontrados na comida. Eles têm que provar que seus produtos são compatíveis com esses padrões. Sendo assim, fazem testes ou análise química dos alimentos. Os testes alimentares são a melhor maneira de determinar se uma dieta realmente supre as necessidades nutricionais dos cães. Procure pelas palavras "testes alimentares", "protocolos da AAFCO para testes alimentares" ou "estudos alimentares da AAFCO" para se certificar de que a ração foi testada.

As empresas que fazem os testes têm que conferir se foram seguidas as diretrizes da AAFCO e se suas declarações de nutrição são apoiadas pelos resultados dos exames.

Teste do gosto - é muito importante que seu cão goste da ração. Entretanto, só porque a comida é gostosa não significa que seja boa para seu cão. Leia cuidadosamente os rótulos para se assegurar de que a comida de que seu cão gosta também é boa.

Tome cuidado com o estômago - digestibilidade significa que a quantidade de nutrientes do alimento pode realmente ser usada pelo organismo. Uma ração de pouca digestibilidade pode causar gases em excesso, fezes moles ou grandes e diarréia. Por outro lado, uma ração de alta digestibilidade fornece a mesma quantidade de nutrientes em uma porção pequena. Isso significa menos desperdício, resultando em fezes pequenas e firmes.

Para determinar a digestibilidade, examine o rótulo para verificar fontes de proteína de alta qualidade, como carne vermelha ou de frango, queijo e ovos. Os rótulos não contêm informações sobre digestibilidade, mas você pode escrever ou ligar para a empresa para ter os números. Procure por comidas com pelo menos 75 a 80% de matéria seca.

Contando calorias - os cãezinhos em crescimento necessitam de alimentação cheia de calorias e nutrientes. Quando chegam à idade adulta, a mesma dieta vai fazê-los ganhar muito peso. Leia cuidadosamente os rótulos para ver se a ração é adequada para filhotes, cães adultos ou cães idosos. Alguns rótulos mostram a porcentagem de calorias fornecidas pelos carboidratos, gorduras e proteínas.

Dinheiro acima da importância -
geralmente há uma relação direta entre o preço de uma comida e a qualidade de seus ingredientes. Embora uma ração premium tenha um preço bastante elevado, o alto valor nutricional faz com que você precise dar menos alimento para que seu cão supra suas necessidades nutricionais. Você também pode descobrir que o custo por porção é comparável ao das rações genéricas. O bom suporte nutricional desse tipo de alimentação dá gastos menores, gerando mais economia.

A reputação do fabricante é algo que você deve considerar no preço da comida. Uma empresa que se preocupa com seus consumidores, mostra isso fabricando um produto de qualidade, fornecendo legivelmente seu endereço e número de telefone e ficando aberta a perguntas sobre o alimento. É fácil perceber que pagar um pouco mais em um alimento de alta qualidade compensa no fim das contas.

Lendo o rótulo

Você já leu os ingredientes escritos em um pacote de comida para cães? Algumas coisas são bastante familiares, mas você pode se deparar com algumas palavras científicas de 17 letras, parecidas com um trava-línguas, que só um pesquisador químico entende. Um bom dono quer saber o que há na comida de seu cão, mas decifrar esses rótulos pode ser muito frustrante.

Pela lei, os fabricantes devem rotular a ração com o nome, uma lista de ingredientes, uma análise garantida das porcentagens de proteína, gordura e fibra brutas, além da umidade e adequação nutricional. Aqui está um guia rápido para entender o que há em um rótulo.

  • Os ingredientes estão listados por peso, em ordem decrescente. Se o primeiro ingrediente for cordeiro, seguido de arroz, você sabe que a fonte principal de proteína vem do cordeiro. Entretanto, fique atento a um ingrediente (trigo, por exemplo) listado várias vezes, de formas diferentes, como farinha, flocos, farelo fino ou grosso. Ao dividir a categoria geral do trigo nessas quatro formas diferentes, elas podem aparecer mais longe uma da outra do que se elas estivessem combinadas e listadas em um único ingrediente.

    É claro que mesmo se você comprar a mesma marca todas as vezes, os ingredientes podem mudar de lote para lote. Os fabricantes mudam os componentes dependendo do preço ou da disponibilidade. Então, confira os rótulos de tempos em tempos para ver se a fórmula mudou. Essas mudanças não são necessariamente um problema nutricional, mas modificações na dieta podem causar problemas para os cães.
  • O painel de análise garantido lhe dirá se os nutrientes da comida estão entre as porcentagens máxima e mínima, mas não exatamente as quantidades. Uma marca de ração pode conter bem menos do que a quantidade máxima estabelecida em um rótulo ou bem mais do que o mínimo.
  • Uma declaração de adequação nutricional diz se um alimento é ideal para aumento, manutenção ou perda de peso; se fornece nutrição completa e equilibrada; se exames e formulações foram usados para testar o valor nutricional da ração.

Comida seca x comida enlatada

A comida enlatada se parece mais com algo que comeríamos do que com aqueles nacos de ração seca. Os enlatados se parecem com carne moída ou guisado e os cães certamente adoram comer. A comida enlatada é melhor para os cães do que a seca? Não necessariamente.

Estudos mostram que ambas as comidas podem ser nutricionalmente completas. No entanto, cada uma tem suas vantagens e desvantagens. Contanto que a comida supra as necessidades nutricionais de seu cão, apenas considere os benefícios e os problemas com relação a idade, a saúde, seu bolso e as preferências do animal.

A comida seca ajuda a prevenir o aparecimento de tártaro e placas nos dentes. Esse tipo de comida também pode ser deixada à disposição, sem estragar. Geralmente é mais pobre em gordura e mais rica em carboidratos do que a enlatada. Se seu cão tende a ganhar peso com facilidade, a comida seca pode ser a melhor opção.

Por outro lado, você pode se preocupar se seu cão está entediado com uma dieta somente de comida seca. A enlatada é saborosa e a maioria dos cães a aprecia. Se você escovar os dentes do animal regularmente, a fim de remover a placa e o tártaro, uma dieta baseada em enlatados pode ser uma boa. É claro que você também pode misturar os tipos, para que seu bicho tenha o melhor de ambas.

Alimentar com sobras de comida: sim ou não?

Não há nada de errado em dar ao cão ocasionalmente sobras da comida que você está comendo , contanto que seja realmente ocasional. Como dieta regular, não é saudável. Por outro lado, se você realmente gosta de cozinhar e gostaria de preparar a comida de seu cão em casa, aqui está uma receita saborosa que vai suprir todas as necessidades nutricionais.

Cuidado: certifique-se com seu veterinário antes de dar ao cão qualquer comida feita em casa. Essa é uma dieta básica para cães sem alergia alimentar. Ajuste as porções dependendo do apetite de seu animal, quantidade de atividade física, necessidade de energia e perda ou ganho de peso. Mude gradualmente a alimentação para prevenir problemas estomacais.

Misture os seguintes ingredientes em uma tigela grande:

680 g de carne moída (frango, peru, cordeiro) tostada e com a maior parte da gordura escorrida
1 batata média, amassada e cozida
2 xícaras de arroz integral cozido
1/2 xícara de farinha de aveia cozida
1/2 xícara de cevada cozida e amassada
1/2 xícara de cenoura ralada crua
1/2 xícara de vegetais crus, picados em pedaços bem pequenos (brócolis, espinafre, ervilhas)
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de alho moído

Armazene a comida caseira no refrigerador em uma tigela hermeticamente fechada ou divida em porções diárias e guarde-as no freezer, descongelando uma ou duas por vez. Você pode manter a comida por mais de sete dias na geladeira.

Ao servir, adicione:

  • iogurte
  • um suplemento multivitamínico/mineral para cães
  • suplemento fitoterápico (dependendo da necessidade)

Reproduzido com a permissão de The Consumer's Guide to Dog Food por Liz Palika

Iogurte gostoso

Os cães amam iogurte e também é bom para eles. Se seu cão teve que tomar um antibiótico, dar-lhe iogurte natural ajudará a recuperar a flora bacteriana do sistema digestivo. Adicionar uma pequena quantidade de iogurte à comida de um cão com gases pode ajudar a aliviar o sofrimento.

Evite comidas cruas

Você pode pensar que coisas como carne crua e ovos seriam mais "naturais" para a dieta de um cão. Afinal, seus primos, os lobos e o coiote, comem alimentos crus. No entanto, a domesticação fez o sistema digestivo dos cães ficar um pouco mais sensível. Carne vermelha e de aves e ovos crus podem conter bactérias, como a salmonela, que podem fazer seu cão ficar muito doente. Sendo assim, é melhor servir essas comidas cozidas. Além do mais, o ovo cru interfere na absorção de biotina, uma das vitaminas do complexo B. Para prevenir doenças causadas por alimentos crus, mantenha a tampa do lixo bem fechada, não alimente seu cão com pedacinhos de carne vermelha ou de aves crua enquanto as está preparando. Também esqueça-se da velha tradição de misturar um ovo cru na comida do animal, para que a pelagem fique com um brilho saudável. Se você mora na costa do Noroeste Pacífico, não deixe que seu cão se alimente dos peixes que ele acha na praia. Um parasita comum nos salmões pode causar uma doença fatal.

Os sinais de contaminação por salmonela ou por outra bactéria são quase iguais aos das pessoas: perda de apetite e de peso, falta de energia, febre, vômitos e diarréia. Se seu cão está com algum desses sintomas, leve-o imediatamente ao veterinário. A salmonela pode ser transmitida dos cães para as pessoas. Então, se seu cão estiver infectado, lave suas mãos cuidadosamente após manipulá-lo ou qualquer coisa que ele usa, como vasilhas ou brinquedos.

Agora as coisas ficam um pouco mais difíceis, mas é para isso que estamos aqui. Na próxima seção veremos a maneira certa de adestrar seu filhote em casa.

Banquete caseiro

Não há nada como uma guloseima caseira para satisfazer seu cão faminto. Aqui estão algumas receitas fáceis para testar.

Nota: esteja certo de que você verificou com o veterinário se pode dar ao cão os petiscos caseiros.

Os biscoitos caninos favoritos da Queenie
    4 xícaras de farinha de trigo integral
    1 xícara de farinha de milho
    
3/4
de xícara de óleo
    1
1/3
de xícara de água
Pré-aqueça o forno a 176ºC. Misture todos os ingredientes e enrole a massa em uma superfície com farinha. Corte com forminhas de biscoito em formato de osso. Asse em uma fôrma levemente untada por 40 min. Deixe esfriar em uma prateleira aramada.

Delícia de dieta do cãozinho
    1 frango inteiro 
    
1/2
xícara de mel
    1 xícara de cereal crocante de arroz
Remova a gordura do frango. Ferva até a carne se desprender dos ossos. Retire-os e triture a carne. Adicione o mel e mexa bem. Adicione o cereal e dê a forma desejada, como por exemplo, um grande osso. Resfrie e sirva.

Receitas reproduzidas com a permissão de Treasured Recipes por Joan Dillon e Marlene Johnson.

Dicas para adestramento de filhotes

Filhotes de cachorro e bebês têm muito em comum: ambos necessitam de cuidado constante, precisam ser pegos no colo e também necessitam de horários regulares. A vantagem que um cachorrinho tem sobre um bebê é que ensinar boas maneiras leva muito menos tempo, se você fizer da maneira correta.

Hora do rango - uma parte importante do adestramento de um filhote - ou de um cachorro adulto - é o horário da alimentação. Como o adestramento mexe no controle de tudo o que vem do cão, faz sentido começar a regular tudo.
Quando você leva seu cão para casa, ele pode ter de 7 a 10 semanas de vida. Um filhote cresce rápido; um cachorro de porte médio vai de um filhote de 900 g a um adulto de 9 kg em 6 ou 8 meses. Por isso, precisa comer 3 refeições diárias. Não é de se surpreender que a dieta precisa fornecer duas vezes mais energia do que a de um cão adulto. Isso significa que os filhotes só devem ser alimentados com rações de alta qualidade, especialmente formuladas para cães em crescimento. Eles devem ter uma alimentação consistente e horários de exercícios, que se encaixem nas necessidades do animal e nas de sua família.

Não é uma boa idéia alimentar seu cão livremente, deixando comida o tempo todo. Isso não só faz o adestramento se tornar impossível, como também pode deixar seu cão gordo. Um filhote roliço pode parecer bonitinho, mas estará mais propenso a problemas no esqueleto durante o crescimento, especialmente se for de raças maiores. Então, pergunte ao veterinário de quanta comida o filhote precisa por dia e divida-a em três porções. Se seu filhote de chihuahua precisa de uma xícara de ração por dia, dê-lhe três refeições de 1/3 de xícara.

Adestramento do banheiro - aqui está uma agenda modelo para adestrar um filhote. Ela também se aplica bem a cães mais velhos.

  • Às 6 horas da manhã, leve o filhote para fora do canil e carregue-o até o lado de fora, para evacuar. Leve-o para dentro outra vez, dê 1/3 de sua comida diária, aguarde 20 min e leve-o para fora outra vez. Elogie-o quando fizer as necessidades e coloque-o para dentro em pouco tempo. Coloque-o no canil para que descanse sem perturbações, enquanto a família se prepara para trabalhar e ir à escola. A última pessoa a sair deve colocar o filhote para fazer as necessidades mais uma vez.
  • A próxima vez deve ser em torno de meio-dia. Um cãozinho não desenvolve o controle completo da bexiga antes dos seis meses. Então, é absolutamente necessário que um cão jovem faça um passeio nesse horário. É também um bom horário para a segunda refeição. Se você não puder estar em casa, veja se consegue um vizinho ou uma babá para fazer isso. Repita o ritual da manhã: tire seu cão do canil, elogie-o pela eliminação, dê-lhe comida e faça outra jornada 20 min após a refeição.
  • Na hora do jantar, quando todos estão em casa, repita a rotina da tarde. Esse também pode ser um bom horário para uma caminhada com a guia. Deixe o cão se divertir com a família durante a noite, mas esteja certo de que ele está sempre sob supervisão. Lembre-se de que brincar, comer ou beber vai estimular o reflexo de eliminar. Sendo assim, certifique-se de levar o cão para fora depois de qualquer uma dessas atividades. Leve-o para fora mais uma vez antes de dormir. Então, coloque-o no canil.

Quebrando a rotina - uma vez que você começou a formar os hábitos de banheiro do seu cão, você precisará concentrar-se em outro aspecto importante do adestramento: fazer com que seu cachorro respeite seus pertences. Mais uma vez, você quer criar um ambiente que faça o sucesso fácil e o fracasso difícil.

Primeiro, use o bom senso: coloque de lado tudo o que você não quer que seu cão mastigue. Nunca lhe dê roupas ou sapatos para brincar, a não ser que você queira que seu guarda-roupa vire alvo de brincadeiras. Seu cão não sabe distinguir entre o que pode ser usado e o que está fora dos limites.

Faça um rodízio dos brinquedos, de modo que o cão não enjoe deles -
 coloque os objetos quebráveis onde não puderem ser derrubados por esbarrões acidentais ou golpeados por um rabinho abanando. Quando você não puder supervisionar o filhote, sempre prenda-o no canil ou confine-o em uma área segura, como a cozinha ou a lavanderia.

Corrija os comportamentos indesejáveis de modo rápido, claro e sucinto - sempre reforce positivamente o comportamento adequado, com elogios e carinhos. Em geral, você deve reagir ao mau comportamento com uma dessas três maneiras: ignorando, interrompendo ou redirecionando.

Ignorar seu cão é uma repreensão social e deixa-o saber que seu comportamento não é aceitável em grupos educados. Dê um gelo em seu cão como parte de uma correção imediata em um comportamento inadequado, mas mantenha isso por 10 a 15 min. Mais do que isso, seu cão já se esquecerá do que aconteceu.

Interromper o comportamento ajuda a parar com o hábito e encoraja o cão a tentar outra estratégia. A interrupção funciona melhor quando é inesperada. Caso contrário, pode se incluir como parte do ciclo de comportamentos indesejados. Se seu cão late todo dia para o carteiro às 14 h, e a sua reação é ir até a caixa postal e pegar sua correspondência, depois de alguns dias seu cão esperará que você faça isso e continuará latindo. A idéia é arrumar interrupções para que o cão não saiba quando está chegando. Desse jeito, a correção se torna associada ao comportamento e não a você.

O redirecionamento é uma técnica mais avançada e só deverá ser usada quando seu cão aprendeu o vocabulário básico de comandos como "senta", "deita", "saia", 'espere", "deixe isso" e "solta". Quando seu cão gravar esses comandos, você pode usá-los para acabar com comportamentos indesejáveis. Então, quando seu cão começar a pular, você pode dizer "senta" ou "saia". Quando ele olhar para seu sapato como um brinquedo, você pode dizer para largá-lo. Se já estiver na boca, diga "solte". O que é maravilhoso no redirecionamento e em um cão adestrado para ser obediente é que a punição quase nunca é necessária. Você dá o comando, o cão responde e você o elogia. É uma situação em que ambos ganham: o comportamento indesejável pára.

Agora vamos para a parte dos cuidados com o cão que faz a vida ficar mais agradável para todos: beleza e banho. Ambos serão abordados na próxima seção.

Os benefícios do adestramento

Um canil é um investimento excelente. É durável e versátil, serve como ajuda no adestramento, é um modo seguro de transporte, uma cama, um lugar de refúgio quando o Rex estiver exausto ou sobrecarregado. Esse equipamento dura para o resto da vida. Não importa onde o canil estiver: no quarto, no carro, no hotel, à mostra, é um pedacinho de lar. Você sabe que esse é um instinto importante dos cães. Eles gostam muito de se enroscar em um lugar pequeno e aconchegante, onde podem se sentir quentinhos e seguros. A etiqueta canina também exige que toda a parte de banheiro seja feita fora da toca, o que explica por que o canil é tão importante no adestramento caseiro.

No início, você pode ficar desconfortável com a idéia de pôr seu cão em um canil, mas para ele não é uma prisão, é um lugar seguro. O canil é um modo confiável de ajudar que um filhote evite acidentes perigosos ou destrutivos, como mastigar fios elétricos ou urinar em seu novo tapete. Até que o adestramento e as boas maneiras de um cãozinho sejam confiáveis, ele deve ser alegremente colocado em sua toca nos momentos em que você não pode supervisionar. Isso inclui a hora de dormir, em que ele deve ser colocado em um cômodo em que há pessoas dormindo.

Nota: um filhote só deve ficar preso por mais de 4 h de uma vez no período da noite. Cães adultos podem ficar presos por 8h, mas nada mais do que isso. Lembre-se de que o canil é a toca de seu cão, seu porto seguro, seu abrigo particular da tempestade. Deve estar sempre aberta e sempre deve estar em um lugar em que pode ser achada. Nunca pode ser usada como punição.

Dicas de beleza e banho

Bons hábitos de higiene pessoal nos fazem ficar mais felizes e saudáveis. Isso também vale para o cão: limpo, pêlo bem cuidado, unhas cortadas, olhos e dentes limpos vão mantê-lo se sentindo mais confortável e com a aparência e cheiro melhores. Para manter seu cão da melhor maneira, você precisará saber algumas habilidades de beleza, bem como quando é a hora de procurar um profissional.

Cuidados com a pelagem

Sem escovar ou pentear regulares, o pêlo de seu cão pode formar nós. Eles podem puxar e causar inflamações à pele sensível do cão, além de serem doloridos para remover. Mesmo os cães de pelagem curta e baixa precisam de escovação regular, para distribuir o óleo da pele e remover pêlos mortos. Com isso em mente, todos os donos de cães devem ter alguns acessórios de beleza à mão.

Um pente de pulgas com dentes finos dura para o resto da vida de seu cão. Também use esse pente para remover pêlos mortos e soltos. Se a pelagem de seu cão está muito embaraçada, não use um pente, pois você acabará machucando-o.

A escovação regular mantém a pele saudável, estimulando o fluxo sangüíneo e distribuindo os óleos naturais. Se seu cão tem pelagem curta, uma escovação semanal dá conta do recado. Entretanto, uma raça de pelagem grossa, longa ou desgrenhada, como um afghan ou old english sheepdog, pode exigir cuidados diários. Uma escova de cerdas de borracha pode prevenir a formação de nós e uma escova de couro curtido ou luva de borracha podem remover os pêlos soltos rápida e facilmente. Para melhores resultados, esteja certo de que você está penteando no sentido para baixo em relação à pele.

Use uma escova de cerdas naturais em cães de pêlo curto. Esse tipo de escova também pode ser usada em raças como husky e collie, que têm "pelagem dupla": uma pelagem macia por baixo e uma pelagem externa resistente. Uma escova de pinos de aço é melhor para cães de pelagem longa, como maltês, shih tzu e yorkshire. Alguns cães, como poodles, bichons frises, kerry blue terriers têm a pelagem cacheada ou ondulada, precisando do uso de uma escova de borracha com cerdas curvadas. Para aqueles com pêlos lisos, escorridos, sedosos e finos, como setters ou spaniels, a escova de pinos ou de cerdas de borracha são boas escolhas. Pergunte ao criador se a pelagem do cachorro requer um tipo de escova ou pente especial, especialmente se você quiser levar o animal para exposições.

Antes de começar a escovar, umedeça a pelagem de seu cão com um condicionador em spray. Isso ajuda a escova a se movimentar suavemente no pêlo e diminui a eletricidade e os fios partidos.
Para remover nós, coloque um pouco de óleo para bebê ou líquido desembaraçante em cada um. Após vários minutos, tente desprender e separar os fios do nó, usando os dedos ou o dente final de um pente. Escove cuidadosamente cada uma das partes desprendidas, indo devagar para não machucar seu cão. Em casos mais sérios, a pelagem inteira terá que ser cortada.

Você deve reparar que a pele e os pêlos de seu cão ficam mais secos durante o inverno e que a pelagem fica estalando com a eletricidade estática toda vez que você o acaricia ou escova. Todos na casa se sentirão melhor se você colocar um umidificador nas épocas mais quentes. Após o banho, trate a pele de seu cachorro com um condicionador especial. Uma leve camada de vaselina também pode ajudar a aliviar almofadas dos pés secas e quebradiças.

Pedicure

Não negligencie a rotina de cuidados com os pés dos cães, ele é suscetível a picadas ou machucados causados por vidros ou por outros objetos afiados, bem como arranhões e esfolamentos causados por calçadas de cimento e cascalho. Examine os pés de seu cão de tempos em tempos para ter certeza de que ele não pegou nenhum grude de rabo-de-raposa (tipo de capim) ou videira. Se carrapichos ficarem grudados na pata, remova-os com tesouras. Limpe os pequenos cortes e passe pomada ou creme antibiótico. Busque tratamento veterinário para cortes mais sérios.

Pequenos cortes ou doenças de pele podem causar infecção nas glândulas sudoríparas entre os dedos os pés, um problema comum em bull terriers, dobermans e pequineses. Mergulhar os pés sofridos em um escalda-pés com água morna e sal aliviará a dor. Uma infecção mais grave ou persistente precisa de cuidados veterinários, antibióticos ou outro tratamento reforçado.

Se o seu cão pisar em algo grudento, amacie colocando margarina, manteiga de amendoim ou banha nos pés. Então, tire o objeto aos poucos. Coloque gelo no chiclete para fazê-lo ficar frágil e fácil de remover. Você também pode tentar mergulhar o pé em uma mistura de água morna com sal e azeite ou óleo mineral.

Para cães que vivem em regiões com gelo e neve no inverno, o sal das estradas e os produtos para derreter gelo podem irritar as almofadas dos pés. Lavar e secar os pés da Muffy antes de sair reduz essa situação dolorosa e previne que ela engula sal quando lamber os pés doendo. As botinhas são uma outra opção, apesar de alguns donos acharem-nas humilhantes. Os cães que gastam muito tempo no gelo e na neve também podem formar bolinhas de gelo entre os dedos dos pés. Isso pode ser prevenido usando um spray de silicone antes de o cão pôr a cabeça para fora de casa.

Cortar as unhas de um cão exige prática e perseverança. Manter as unhas de seu cãozinho propriamente cortadas significa menos estragos no seu carpete e pisos, além de uma menor chance de dor por causa de unhas agarradas, quebradas ou encravadas. Quanto mais cedo você começar a acostumar seu cão a ter as unhas cortadas, mais fácil será ao longo da vida, especialmente se seu cão ainda é um filhote. Use cortadores de unha especialmente feitos para cães. Para melhores resultados, espere que ele esteja relaxado ou adormecido. Corte onde as unhas curvam, do outro lado da área sensível e rosada conhecida como sabugo. É fácil evitar esse lugar se as unhas de seu cão são claras, mas unhas escuras necessitam de mais precisão. Se você cortar muito a unha e atingir o sabugo, use um bastão ou pó adstringente para fazer parar o sangramento. Mergulhar a unha no amido de milho também ajuda a estancar, ou então, mantenha uma barra de sabão próxima quando você estiver cortando as unhas de seu cão. Se você atingir o sabugo, apenas esfregue a unha pela barra de sabão para parar de sangrar. Corte as unhas de seu cão a cada duas semanas ou quando necessário. Elas precisam ser cortadas se tocam o chão quando o cão está parado em uma superfície rígida ou se fazem barulho de cliques quando ele anda.

Cuidados com os dentes

Embora os cães geralmente não tenham cáries, eles são propícios a doenças de gengiva por causa da formação de tártaro. Ele é um subproduto da placa, que é um resíduo macio e pegajoso que fica nos dentes após comer. Quando a placa endurece, faz as gengivas ficarem vermelhas, inflamadas e doloridas. Isso é chamado de gengivite. As doenças gengivais são um dos problemas mais comuns que os veterinários encontram nos cães. Além de causar mau hálito, se a doença periodontal ficar muito ruim, pode interferir na mastigação e até mesmo afetar órgãos internos, causando infecções bacterianas nos rins e no coração.

A boa higiene dental não pode começar muito atrasada. Se você começa a cuidar dos dentes de seu cão enquanto ele é um filhote, você pode reduzir bastante a chance de ele desenvolver doenças periodontais. Para escovar os dentes, use uma escova pequena e macia ou então uma escova de dedo com pasta de dente ou solução de limpeza feita para bichos de estimação. A pasta de dente para pessoas faz muita espuma e os aditivos podem irritar o estômago de seu cão. Você também pode embrulhar gaze em torno do seu dedo e esfregar suavemente os dentes de seu cão com uma pasta. Para fazê-la em casa, misture bicarbonato de sódio com um pouco de sal e água. Aplique-a com uma escova de dentes ou gaze. Não use essa receita se seu cachorro faz dieta com restrição de sódio.

O ideal é que você escove os dentes do cão todos os dias, mas pelo menos uma escovação semanal ajudará. A formação de tártaro tem que ser removida pelo veterinário, com o cão sob anestesia. Sendo assim, o esforço extra da escovação regular vai salvar você e seu cão de muito mais esforço e despesas mais à frente.

Ouvidos

Os ouvidos de seu cão são delicados e sensíveis, instrumentos bem afinados que o permitem captar sons bem longe da freqüência auditiva humana. Considerando o quanto as pessoas são exigentes em relação a seus equipamentos de som, você pensa que todos entenderiam como é importante cuidar do "sistema de som" de alta qualidade de um cão. As infecções causadas por corpos estranhos podem danificar seriamente essas criações maravilhosas. Entretanto, apenas alguns minutos por semana para examinar e limpar os ouvidos de seu animal vai ajudá-los a ficar sãos e salvos.

O ouvido externo, também chamado de pavilhão auditivo, é o mais vulnerável a ferimentos e infecções, uma vez que está exposto a objetos estranhos e sujeira. Manter o ouvido externo limpo é a primeira providência de defesa contra problemas. Comece examinando as orelhas diariamente. As saudáveis são rosadas na parte de dentro, sem cheiro ruim ou secreções aparentes. Depois, procure por objetos estranhos. Se seu cão passa muito tempo do lado de fora, especialmente em mato alto ou áreas com madeira, ele pode pegar rabos-de-raposa ou carrapatos em suas orelhas. Remova os corpos estranhos com seus dedos e então limpe as orelhas do cão com óleo mineral. Nunca use sabão e água, pois a água ensaboada pode causar uma infecção auditiva. Se um corpo estranho estiver incrustado na orelha ou se você não está seguro de retirá-lo, deixe que o veterinário faça isso. O melhor meio de remover é agarrá-lo firmemente no nível da pele com uma pinça e puxá-lo de uma só vez com uma pressão suave e forte.

Dê para as orelhas de seu cão uma limpeza completa mensalmente, conforme necessário. As orelhas pendentes geralmente precisam de mais atenção do que as em pé. Umedeça uma bola de algodão ou de roupa com óleo mineral, azeite ou hamamélis e limpe com cuidado o interior das orelhas. Não use cotonete, pois é fácil danificar acidentalmente os delicados mecanismos da orelha interna. Algumas raças, como os terriers e poodles, têm pêlos que crescem dentro da orelha. Eles precisam ser puxados para prevenir o acúmulo de cera e sujeira. Peça a um arrumador ou a um criador para lhe mostrar como puxar os pêlos.

Fique sempre atento aos primeiros sinais de alerta de uma infecção de ouvido, que não é um problema tão incomum nos cães. Se o seu agita a cabeça constantemente, tem orelhas doloridas ou vermelhas ou se elas estão com mau cheiro ou têm secreções, leve o cão ao veterinário. A maioria das infecções desse tipo é causada pela falta de circulação de ar e ocorrem mais comumente em raças de orelhas pendentes ou peludas. O ambiente úmido, quente e escuro é o lugar perfeito para que as bactérias e fungos cresçam. Captando os primeiros sinais, a infecção de ouvido do seu cão estará logo sob controle, prevenindo complicações mais sérias, que podem levar à perda de audição.

As orelhas dos cães são alvos perfeitos para mosquitos. As picadas recorrentes podem causar dermatite, que deixa as orelhas com crostas e propensas ao sangramento. Para manter seu cachorro livre de coceiras, aplique um repelente de insetos seguro para animais nas orelhas dele, antes de sair.

Se o seu cão agita freqüentemente a cabeça e as patas perto das orelhas, mas não há sinais de infecção, ele pode estar incomodado com ácaros da sarna de ouvido. Eles invadem o canal auditivo e alimentam-se de fragmentos de pele. Um sinal que denuncia a sarna são os fragmentos escuros, que se parecem muito com grãos de café. Os ácaros de ouvido são muito comuns em filhotes e em cães jovens. Isso porque esses ácaros se espalham facilmente e os filhotinhos gastam muito tempo um em cima do outro, enquanto brincam e dormem. Se você tem outros cães e gatos em casa e um deles começa a ter sarna de ouvido é melhor fazer o tratamento em todos eles. A maioria dos remédios seguros e eficientes está disponível somente com seu veterinário. Então, não espere para entrar em contato.

É claro que a velha e boa prevenção é a coisa mais importante que você pode fazer pela boa saúde da orelha de seu cão. Mantenha-as limpas, secas e livres de objetos e substâncias estranhas. Coloque bolas de algodão nos ouvidos do cachorro durante o banho (se ele aceitar) para manter a água fora do canal auditivo. Seque as orelhas quando o banho terminar. A maioria dos cães ama nadar, então esteja certo de que suas orelhas estão limpas e secas após um mergulho. Quando se fala em cuidados do ouvido, um pouco de prevenção vale mais a pena do que uma grande cura.

Olhos

Verifique os olhos de seu cão diariamente e limpe qualquer substância seca dos cantos usando uma bola de algodão umedecida. Veja se os olhos estão vermelhos, lacrimejantes ou com secreção. Os problemas dos olhos que não desaparecem em 24 h devem ser tratados por um veterinário. Os problemas de olhos que afetam os cães são lacrimejamento excessivo, geralmente causado por alergias, infecções, machucados ou irritação; conjuntivite, inflamação da conjuntiva, membrana que contorna a pálpebra, e objetos estranhos.

O lacrimejamento é comum em raças pequenas, como os poodles. Se os olhos de seu cão parecem lacrimejar excessivamente, deixe que seu veterinário dê uma olhada, para determinar qual é o problema e como tratá-lo. Entretanto, em alguns cães as lágrimas não parecem ter causa aparente.

Mesmo o lacrimejamento normal pode causar manchas escuras embaixo dos olhos, especialmente em cães com pelagem branca ou clara. Para manter essas manchas sob controle, lave a área embaixo dos olhos freqüentemente, usando água morna e algodão. Certifique-se de ter aparado cuidadosamente os pêlos manchados. Não use sabão perto dos olhos, pois pode causar uma úlcera na córnea.

Uma quantidade anormal de secreção no canto dos olhos ou uma aparência avermelhada na conjuntiva são sinais de conjuntivite. Essa doença é comum em cães que colocam a cabeça para fora da janela do carro ou passam grande tempo do lado de fora, quando o tempo está ventando ou com muita oeira. Em casos mais brandos, cura-se sozinho. Se o problema persistir, leve seu cão ao veterinário para se tratar.

Os cães passam a pata nos olhos para limpá-los, embora a maioria dele não seja tão meticulosa quanto os gatos. No entanto, se o cão estiver passando a pata continuamente nos olhos ou entortando-os, ele pode estar com um corpo estanho. Examine-os em um cômodo bem iluminado, para que você não deixe passar. Para ter uma visão melhor, puxe para baixo a pálpebra inferior e para cima a superior. Se apenas um olho parece ter sido afetado, compare-o ao outro para ver como diferem. Se você não conseguir achar nada ou não conseguir remover o objeto, leve o cão para tratamento no veterinário.

Dando banho

Os cães não precisam de banho com freqüência - só quando estão sujos ou fedorentos. No entanto, é uma boa idéia acostumar seu cão ao processo do banho enquanto ainda é jovem e aberto a novas experiências. Se você apresenta a hora do banho como uma atividade divertida e confortável, será fácil executá-la quando ele crescer e pesar 50 kg.

Mais uma vez, siga o lema dos escoteiros: "sempre alerta". Você deixou tudo de que precisa em um local de fácil alcance antes de você começar com a água? Escova, bolas de algodão, xampu e toalhas. Também coloque uma esteira de borracha na parte de baixo do tanque ou da banheira para que seu cão não escorregue e deslize. Então, encha-a com água morna, não quente.

Agora é hora de colocar o cão. Escove-o criteriosamente, da pele para fora, para remover embaraços e pêlo solto. Os embaraços e os nós se tornam piores quando molhados. Sendo assim, esteja certo de que os removeu antes. Coloque bolas de algodão confortavelmente, mas não profundamente, nas orelhas do cão, para evitar a entrada de água e sabão.

Coloque seu cão na água, segurando-o com cuidado, mas firme. Molhe-o da cabeça para baixo, estando certo de que a água não atinge os olhos e os ouvidos. Não mergulhe o cão. Aplique um xampu especialmente formulado para cães. Nunca o seu xampu, pois o pêlo do cachorro cobre o corpo todo, não só a cabeça. Sendo assim, a dose dos ingredientes pode ser demais para ele. Agora, cubra com espuma, fazendo o xampu descer e atingir a pele. Se você está banhando um filhote com um xampu anti-pulgas, verifique se é adequado para cães da idade dele. Sempre leia e siga cuidadosamente as instruções da embalagem. Evite que o xampu caia nos olhos e nos ouvidos.

Continue falando com seu cão durante o banho, acalmando-o e dizendo como ele é um bom menino, mesmo que ele esteja tentando sair da banheira. Enxágue-o completamente, de novo usando água morna. Tenha um cuidado especial para não cair xampu nos olhos e orelhas dele quando enxaguar a cabeça. Tire o cão da banheira, diga que ele é um bom menino e seque-o com uma toalha, até que fique úmido. Se está quente e com sol, você pode deixar o cão se secar sozinho em um canil, cercado ou em qualquer área delimitada e ventilada. Continue esfregando-o com uma toalha seca para acelerar o processo. Se a secagem ao sol não é possível, secadores para animais de estimação estão disponíveis à venda para o uso em casa. Do contrário, você pode usar um secador de cabelos comum (se seu cão não ficar assustado com ele) em uma velocidade baixa e temperatura morna, para acabar de secá-lo. Nunca use um secador no modo quente ou rápido e evite colocar o equipamento muito perto do cão. Mantenha o animal em uma área morna, livre de ventanias, especialmente se o tempo estiver frio, úmido ou com vento.

Para manter seu cão limpo e cheiroso após o banho, escove-o regularmente: a cada semana para cães de pêlo curto e diariamente para cães de pelagem longa ou pesada. A escovação remove os pêlos mortos, sujeiras, parasitas e distribui o óleo da pele para manter a pelagem do cão brilhosa e bonita. Se você faz o banho e a escovação serem processos agradáveis, especialmente com filhotinhos, será muito mais fácil no futuro.

O toque profissional: quando procurar um arrumador

Idas regulares a um arrumador profissional são a alternativa mais apropriada para o dono ocupado. Alguns cães precisam de muita manutenção e, de qualquer forma, não importa quanto de tempo vago você tenha: pode ser melhor que um arrumador profissional cuide de pelagens longas, grossas ou pesadas. Outros donos gostam de fazer o trabalho pesado e mantêm sua interação com o cão apenas por divertimento e aprendizagem. Um arrumador profissional também pode achar manchas incomuns, inchaços, protuberâncias ou até mesmo machucados que você pode não ter visto embaixo de todo aquele pêlo.

Um cão cuja pelagem está cheia de nós ou imunda precisa de cuidado profissional. Retirá-los é um processo delicado, que leva muito tempo, e os erros podem resultar em machucados. Em casos mais graves, os cães têm que ser completamente tosados. O toque profissional também é obrigatório para exposições caninas. As condições para o banho são bastante rígidas: a pelagem dos terriers deve preferivelmente ser arrancada na tosa, por exemplo. O trabalho de um amador não colocará o cão em sua melhor forma.

Agora vamos para outro tipo de cuidado: fazer a sua casa segura para o cão, o que inclui manter seus pertences longe da curiosidade dele. Na próxima seção, trataremos de todos os elementos para deixar seu lar seguro.

Deixando a casa segura

Um cão curioso pode sofrer os mesmos perigos que um bebê ou uma criança pequena. Algumas vezes, até mais. O nariz sensível de um cão pode farejar tudo o que for intrigante e potencialmente perigoso: itens fora de alcance, em lugares escondidos, que uma criança de dois anos nunca encontraria.

Os filhotes são especialmente vulneráveis por causa de sua curiosidade natural, falta de adestramento e experiência, tamanho pequeno e corpo ainda em desenvolvimento. Antes de você levar um cão ou um filhote, olhe pela sua casa e pelo seu território procurando por perigos em potencial: plantas, pílulas e venenos são os mais típicos. Certifique-se de que estão em lugar seguro, longe do alcance do cão, sempre sinalizando onde estavam. Um bom lugar para começar são as plantas domésticas e as do jardim. Várias delas são venenosas para os cães. Para proteger seu cão, você pode colocá-las fora de alcance (em uma cesta pendurada, por exemplo), atrás de uma barreira a prova de cães ou supervisionar o animal de perto quando ele estiver em volta delas. Aqui estão mais algumas dicas.

Plantas venenosas

Já falamos sobre como os cães adoram comer plantas e grama. Se você é habilidoso com vegetais provavelmente tem várias plantas ornamentais dentro e ao redor da casa. Como você cuidou delas para mostrá-las e não para tentar comê-las, você nunca deve ter pensado se são venenosas ou não. As folhas e caules de algumas contêm substâncias que podem ser irritantes e até mesmo tóxicas para os animais que as mastigam. As plantas caseiras que podem ser nocivas se engolidas incluem comigo-ninguém-pode, filodendro, caládio e inhame. Várias plantas de jardim, bem como flores, arbustos e árvores também são perigosos para os cachorros.

Os bulbos de algumas flores como os narcisos, junquilhos, jacintos e íris são venenosos, bem como azaléias, holly berries, hortênsias, ligustro, alfenas, espirradeira, hera, jasmim e glicínia. Com certeza, os cogumelos que crescem no jardim podem ser fatais. Se o seu cão é do tipo curioso, tome cuidado redobrado com as plantas que você tem.

Outros perigos

Depois, procure pelas pílulas ou venenos que podem estar acessíveis ao filhote. Remédios que sempre temos em casa, como aspirina, paracetamol, ibuprofeno, medicamentos contra gripe e tosse, fórmulas para emagrecer e até mesmo chocolate e macadâmias podem fazer seu cão ficar doente ou até mesmo morrer. Alguns venenos são mais óbvios: iscas para caracóis, venenos para formiga e para roedores, inseticidas e herbicidas. Outros, principalmente os detergentes e solventes, podem não parecer uma ameaça, mas são atrativos para os cães e extremamente perigosos. Ainda há uma grande quantidade de cães que morrem intoxicados por substâncias anticongelantes.

O chocolate tem dois componentes tóxicos para os cães: teobromina e cafeína. O chocolate culinário está entre os mais puros e, por isso, entre os mais perigosos. Apenas 85 g de chocolate podem matar um cão de 9 kg. Embora o chocolate ao leite seja menos tóxico, em virtude dos ingredientes adicionados, torna-se mais perigoso, pois o leite e o açúcar são mais palatáveis.

Os sinais de envenenamento por chocolate são coração acelerado, tremores musculares, vômitos e ataques. Sem tratamento, o cão pode entrar em coma e morrer. Então, mantenha qualquer coisa com chocolate longe do alcance das patas, especialmente em dias em que é comum presentear com chocolates, como Páscoa.

Quem poderia pensar que as deliciosas nozes de macadâmia poderiam ser venenosas para alguns cães? Elas podem. Embora seja raro, isso pode acontecer. Como o chocolate, o grau de toxicidade varia com a quantidade de nozes ingeridas. Os sintomas comuns são fraqueza, depressão, vômitos, cambaleios, tremores e febre. A maioria dos sintomas aparece em menos de 12 h após a ingestão. Chame seu veterinário imediatamente se você vir seu cão comendo nozes de macadâmia ou se você suspeita que ele as tenha comido.

Deixe o número do seu veterinário perto do telefone e tenha em mãos um bom livro sobre primeiros-socorros a animais. Tenha um que contenha uma lista abrangente de venenos comuns e o que fazer se seu cão ingeri-los. Se você sabe o que o cão comeu, leve a embalagem ao veterinário. Se seu filhote está vomitando, mas você não sabe o que ele comeu, leve uma amostra do vômito para ajudar o veterinário a fazer um diagnóstico.

Agora vamos considerar como fazer de seu jardim um lugar seguro para seu cão, a exemplo de sua casa. Isso será abordado na próxima seção.

Deixando o jardim seguro

Agora que seu jardim está embelezado com vegetais, plantas e flores seguros para cães há alguns toques de que você precisa para fazer um lar completo: um cercado forte com um portão que fecha bem e dá fácil acesso à sombra, abrigo e água fresca.

Cercas e portões


Independente do tipo de cercado que você escolher, esteja certo que é robusto, sem chances de seu cão escapar. Ele não deve conseguir pulá-lo, cavar embaixo ou espremer-se por um buraco. Se seu cão é um cavador, você pode fazê-lo desistir da idéia, forrando o chão abaixo da cerca com concreto. Alguns donos preferem que a casa esteja com a visão aberta e decidem colocar uma daqueles sistemas de cercas eletrônicas. Se você está pensando em seguir esse caminho, lembre-se de que embora esse tipo de cerca possa conter seu cão, não vai impedir a entrada de outros cães e intrusos.

Alguns cães também escapam, por tentativa e erro ou apenas por acidente. Se eles passam rapidamente pela área de choque ou de vibração ultrassônica que esses sistemas têm para manter o cão em sua propriedade, não há nada que vá fazê-lo parar. Se você tem algum tipo de cercado antiquado mas confiável, não vai adiantar em nada se você não tiver um portão com uma boa manutenção. O portão deve estar parafusado, de modo que você feche e tranque automaticamente quando você entra e sai do jardim.

Guarda da casa


Encontrar o local para colocar a casa do cachorro depende da localização. O lugar ideal tem sombra durante o verão e oferece proteção no inverno. Se você mora em um lugar cujo clima é úmido, coloque a casinha em uma grande área, com boa drenagem. É claro que uma casa de cachorro precisa ter um chão, para que ele não precise dormir na grama fria e úmida. Levantar um pouco a casa em relação ao chão oferece isolamento extra. Algumas foram projetadas com chão alto. Você pode querer cercar a área elevada com tábuas ou colocar feno embaixo, de modo que o vento não assobie abaixo da casinha.

Se você está planejando manter seu cão em uma casa, não o deixe lá dentro por mais de 8 ou 9 horas por dia. Mesmo assim, isso só deve ser feito enquanto você está no trabalho ou fica fora durante o dia. Verifique também com seu veterinário qual a temperatura mais confortável para seu cão do lado de fora. O que é adequado para um, pode ser diferente para outro, já que o nível de conforto dependerá da raça, saúde e idade.

Sem dúvida, ter um pátio para deixar o cão para fora é uma conveniência maravilhosa, especialmente em noites frias e chuvosas. Entretanto, você precisa ter certeza de que ele tem acesso constante à agua fresca. Os detritos podem se acumular muito rápido, causando problemas com odor, insetos e parasitas.

Casas pré-fabricadas e modernas são projetadas para o conforto dos cães e para fácil manutenção. Mesmo que seu cão gaste a maior parte do tempo dentro da casa da família, uma casinha de cachorro lhe dará um lugar para morar quando estiver do lado de fora e oferece abrigo contra o sol, chuva e neve. É claro que não é qualquer casa que serve. Considere o tamanho, formato e a localização antes de comprar. Você deve a seu cão um lugar confortável, seguro, limpo e convidativo para ele se abrigar quando estiver do lado de fora.

Seu cão deve conseguir ficar de pé, andar de um lado para o outro e deitar confortavelmente na casa. Uma casinha aconchegante retém o calor, ajudando o seu cão a se manter aquecido no inverno. Se você está comprando um abrigo para um filhote que vai crescer até ficar do tamanho de um pônei, compre-a para o tamanho que ele ficará quando adulto e forneça bastante forro. Você também pode bloquear uma parte da casinha até que ele cresça.

Escolha uma casa com um telhado inclinado ou tendente, para que a chuva e a neve não se acumule. Um telhado removível ou aparafusado facilita a limpeza do interior da casinha. Se a casa precisa ser montada, deve ser fácil de montar e desmontar, com trincos robustos fáceis de abrir e fechar.

O caminho da porta deve ficar protegido por um toldo ou por uma camada de lona, para se ter proteção da chuva e do vento. Uma entrada fora do centro pode ajudar seu cão a se enroscar em um canto longe de ventos frios. Esteja certo de que o caminho da porta é alto o suficiente para que o cão ande sem precisar se inclinar. O telhado deve estar alto para que ele consiga ficar de pé com a cabeça levantada.

Se você comprar ou fizer uma casinha de madeira, certifique-se de que o acabamento final foi dado com tinta atóxica, especialmente se seu cão gosta de mastigar. Os exteriores da madeira devem ser lisos, para que seu cão não tenha farpas nas patas ou arranhe a pele na superfície ou em pregos. Lixe qualquer borda áspera ou afiada. Como um deque de madeira, uma casinha pode receber tratamento de impermeabilização, para proteger de danos causados pela água.

Delimite a casa com uma almofada, cobertor, palha ou feno. Uma esteira ou almofada de plástico é durável e fácil de limpar. O cobertor é macio e pode ser colocado dentro da máquina de lavar roupas. A palha e o feno são baratos e podem facilmente ser repostos, mas podem espetar ou abrigar insetos.

O forro de uma casa deve ser limpo ou trocado regularmente. Seque as esteiras de plástico e lave os cobertores ou colchas com água quente para remover os odores e matar parasitas, como pulgas e seus ovos. Recoloque a palha ou feno regularmente, para que o ambiente permaneça sempre limpo e cheiroso. Durante a época das pulgas, limpe o forro e o interior da casa semanalmente, com um spray ou pó de piretrina. Lembre-se: uma vez que você adquiriu um abrigo para seu cão, deve manter esse local limpo e bem arrumado, para o conforto de seu animal.

A seguir trataremos de uma parte crucial de ser dono de um cão: fornecer a ele uma identificação adequada. Isso pode evitar um desgosto algum dia.

Dicas de identificação

Uma das responsabilidade de ser pai ou mãe é estar certo de que seu filho sabe seu endereço e número de telefone. Os pais pacientemente lembram para a criança que, se ficarem perdidas, devem procurar por um policial e dizer-lhe onde mora. Uma identificação boa, permanente e facilmente reconhecida, completada com seu endereço atualizado e número de telefone, é a melhor maneira de assegurar que os filhos de quatro patas sempre achem o caminho seguro para casa.

Há três tipos de identificação que preenchem os requisitos: etiquetas, tatuagens e microchips. Cada um tem suas vantagens e desvantagens, mas nenhum desses métodos oferece proteção total. Entretanto, se usados juntos fornecem uma grande chance de um reencontro feliz com um cão perdido.

Etiquetas de identificação - a
clássica coleira de identificação é um modo simples e barato de o cão carregar o nome do dono e o telefone. Entretanto, essa forma de identificação tem suas desvantagens. A coleira pode ser removida propositalmente por uma pessoa inescrupulosa. As etiquetas também precisam ser atualizadas quando o endereço ou telefone mudam. As etiquetas com informações desatualizadas não são de grande ajuda. Acima de tudo, as etiquetas tilintando em uma coleira podem ter um barulho irritante, especialmente no meio da noite.

Ainda assim, uma coleira e uma etiqueta são o primeiro fator de defesa contra a perda. Use uma coleira achatada com fivela ou uma redonda, com fivela em forma de D, para colocar etiquetas. Nunca use um enforcador, exceto em sessões supervisionadas de adestramento. É muito fácil esbarrar em cercas, arbustos ou outros itens e estrangular um cão sem supervisão.

Tente escolher uma coleira e uma etiqueta diferentes, para que faça parte da descrição única de seu cão. Há muitos labradores pretos no mundo, mas o seu se destacará se tiver uma etiqueta verde-limão em forma de osso, presa em uma coleira rosa-neon. A etiqueta deve estar gravada com seu nome e seus telefones de dia e da noite. Alguns especialistas não aconselham que se inclua o nome do cão, uma vez que qualquer pessoa que veja isso consiga roubá-lo de modo mais fácil. Deixar o nome do cão na etiqueta também ajuda se alguém encontrar o animal e quiser afirmar que é o dono. Certamente se você conhece o cão pelo nome e o suposto dono não, fica claro quem está dizendo a verdade.

Há outras opções para uma etiqueta de identificação além da clássica de metal. Ela pode enferrujar, a não ser que seja feita de aço inoxidável. As etiquetas plásticas são robustas e não fazem barulho como as de metal, mas também podem desbotar e tornarem-se quebradiças com o passar do tempo. Placas de identificação de metal gravado podem ser colocadas diretamente nas coleiras planas e algumas de nylon podem ter seu número de telefone tecidos ou impressos diretamente nela. Um pequeno barril de identificação de metal ou de plástico colocado em uma coleira é uma variação diferente. Esses dispositivos que chamam a atenção desenroscam para mostrar uma tira de papel em que você pode colocar não só seu nome e telefone, mas também informações médicas sobre seu cão.

Se você está se mudando ou viajando com seu cão, compre uma etiqueta temporária, em que possa escrever seu novo número de telefone ou de um amigo. As etiquetas temporárias estão amplamente disponíveis nos consultórios veterinários, abrigos, lojas de materiais para bichos de estimação e lojas de produtos de beleza. Entretanto, o ideal é que você providencie uma etiqueta de identificação gravada, não só listando seu novo endereço e número de telefone, mas também um nome de contato e um telefone de alguém da sua antiga vizinhança. Se o seu cão se perde pelo caminho, as pessoas podem não encontrar você imediatamente no novo endereço. Algumas sociedades humanitárias têm um sistema de registro de etiqueta de identificação permanente. Essa etiqueta de aço inoxidável fica gravada com o nome da sociedade, o telefone e um número de registro. Contanto que você avise para a sociedade quando seu endereço ou telefone mudarem, a etiqueta estará sempre atualizada, não importa aonde você vá.

Tatuagens - uma tatuagem também é uma forma visível de identificação, mas diferentemente de uma etiqueta, é permanente. Os funcionários de laboratórios de pesquisas e de abrigos de animais sabem procurar por tatuagens e a lei federal não permite que laboratórios usem cães tatuados. Um adesivo ou um sinal em seu carro, cerca ou o seu canil notificando que seu bicho de estimação é tatuado pode ajudar a afastar ladrões profissionais de cães.

A maioria das tatuagens caninas estão localizadas na barriga e na parte interior da coxa. As tatuagens permanecem bastante legíveis quando o cão alcança a idade adulta. Evite tatuar dentro da orelha do cão, como é feito em greyhounds de corrida. Os ladrões têm cortado as orelhas tatuadas para evitar a identificação.

A tatuagem pode ser feita em um consultório veterinário e o cão pode estar anestesiado ou por uma pessoa qualificada em um clube ou em outra organização. O procedimento não é doloroso, mas é barulhento e demorado. Então, se seu cão se contorce ou é agressivo, ele pode precisar de anestesia.

Embora a tatuagem seja uma marca de identificação permanente, ela precisa ser registrada para ter utilidade. Senão, quem achar o cão não terá meios de entrar em contato com você. O centro de registro pode determinar um código a ser tatuado no cão ou você pode usar um número que permanecerá o mesmo pelo resto da vida, como o seu número da previdência social. Números de telefone e datas de nascimento não são uma boa escolha, pois podem mudar freqüentemente ou serem compartilhadas com um grande número de pessoas.

A maior desvantagem de uma tatuagem é que nem todo mundo sabe que tem que contactar um centro de registro ou então não pode ficar claro imediatamente em que centro seu cão está registrado. No entanto, as tatuagens e as etiquetas podem ser usadas em combinação, com o cão utilizando uma etiqueta ostentando um número de telefone de um centro de registro. Assim como a etiqueta permanente da sociedade humanitária, é crucial que o registro da tatuagem saiba das suas trocas de endereço e telefone.

Implantes de microchip -
isso parece filme de ficção científica, mas vários cães e gatos com chip implantado reencontraram seus donos através desse método confiável de identificação permanente. O chip é geralmente colocado sob a pele da nuca, em um procedimento similar a uma vacinação. É virtualmente indolor e um único implante dura para o resto da vida.

Os microchips só estão disponíveis em consultórios veterinários e em abrigos de animais. O equipamento é minúsculo, não necessita de bateria e não é maior do que um grão de arroz. Cada um é programado com um código numérico único e inalterável e alguma informação identificando o fabricante. Os registros do microchip mantêm suas informações pessoais em um arquivo, listado com o número do código do chip. Os códigos numéricos também fazem referência cruzada com um hospital de animais ou com uma sociedade humanitária que implantou o chip. É um backup importante, caso você se mude e esqueça-se de mudar seu novo endereço no registro. Depois de implantar um chip, o veterinário o escaneia para confirmar o código. Depois, escaneia novamente após o implante, para ter certeza de que tudo está funcionando corretamente.

Um microchip manda um sinal apenas quando é ativado por um digitalizador. O scanner decodifica o sinal e mostra um código de identificação em uma tela de cristal líquido. As organizações veterinárias e humanitárias recomendam os microchips como uma maneira segura e eficiente de identificar bichos perdidos e de assegurar seu retorno. Esse tipo de identificação pode salvar as vidas de milhares de cães que morreriam em abrigos, sem serem reconhecidos ou retirados. Assim como as tatuagens, os registros nacionais são o melhor modo de se assegurar que você e seu cão se reencontrarão, contanto que o registro tenha seu endereço atualizado e número de telefone.

Registrando a identificação

Alistar seu cão tatuado ou com implante de microchip com um registro nacional dá a você o acesso ao banco de dados dos registros e aos serviços, que muitas vezes incluem notificação 24 horas, uma etiqueta com o registro do número de telefone e uma indicação que o cão está tatuado ou com um chip. Freqüentemente os registros também trabalham com uma rede de abrigos para animais pelo país. Entretanto, vários abrigos e laboratórios rotineiramente examinam os cães vagabundos que recebem, procurando por microchips. Mesmo que você ainda não tenha alistado seu cão com um registro, eles podem achar o proprietário, investigando o código e achando o veterinário que fez o implante.

Proteja-se de uma perda definitiva, assegurando-se de que ele está bem identificado. Ele nunca deve escapar de seus olhos atentos e você ficará orgulhoso do que fez.

Um cão pode ser uma boa fonte de amor e companhia em seu lar. Além de tudo o que ele dá para você, precisa de retribuição em forma de cuidados. Cuide de seu cão e ele cuidará de você.
Este texto foi desenvolvido 

por Dr. William Fortney - traduzido por HowStuffWorks Brasil

 
 

Como cuidar de um gato.

Como cuidar de gatos

por H. Whiteley - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução

Você provavelmente já ouviu dizer que os gatos têm sete vidas. Isso talvez seja verdade, mas uma coisa é certa - o seu gato pode ter uma vida longa e saudável se receber os cuidados adequados. Muitas coisas precisam ser levadas em conta quando se cuida de gatos, e nós abordaremos todas elas nas seguintes seções:

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    Escolher o gato certo pode ser uma decisão difícil. Os gatos podem viver até 20 anos, e uma simples adoção pode representar um grande compromisso. Nesta seção, mostraremos como encontrar o gato perfeito. Analisaremos os prós e os contras entre um gato adulto e um filhote. Além disso, mostraremos qual é o melhor lugar para se encontrar um novo gato: um abrigo, um amigo ou um gato de rua. Também ajudaremos a encontrar o gato certo para o seu estilo de vida, para que você possa ter o gato com o perfil desejado.
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  • Outra decisão difícil de se tomar quando se resolve ter um gato é escolher entre um gato que fica sempre dentro de casa, isto é, um gato preso, e um gato que vai à rua, ou seja, um gato solto. Nesta seção, falaremos primeiro se os gatos precisam ou não ir à rua. Há alguma vantagem em deixar o seu gato passear pela vizinhança? Claro, há muito mais perigos na rua do que dentro de casa. Além disso, se você tomar a decisão de deixar o gato ir à rua, mostraremos a maneira mais segura de introduzi-lo à vastidão do mundo.
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    Nesta seção, faremos uma comparação dos benefícios entre comida industrializada e comida caseira para os gatos. Comida caseira para gatos tem a vantagem de lhe dar a paz de espírito de saber exatamente o que o seu gato vai comer. Contudo, na maioria dos casos, você provavelmente pode confiar nas fórmulas médicas e científicas dos grandes fabricantes de alimentos para gatos. Apresentaremos uma análise dos diversos tipos de alimentos industrializados para gatos, como por exemplo, ração ou alimentos "úmidos". Trataremos dos prós e dos contras de cada tipo e qual a melhor opção.
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    Os gatos são considerados animais muito limpos e, de modo geral, isso é verdade.  Contudo, isso não significa que eles não precisam de cuidados higiênicos regulares. Nesta seção, abordaremos os cuidados adequados com a higiene e a aparência de seu gato. Primeiro, falaremos sobre os benefícios entre cuidar de um gato de pêlo curto e um de pêlo longo. Em seguida, examinaremos se você deve ou não procurar os serviços de um profissional. Por fim, mostraremos como cuidar da aparência e da higiene do gato em casa, como prepará-lo e quando você deve parar.
  • Dicas para dar banho em gatos

    Em geral, os gatos não precisam de banho. Exceto os cuidados ocasionais com a higiene e a aparência, a maioria dos gatos é capaz de se limpar sozinho. Há alguns motivos para você ter que dar um banho em seu gato. Por exemplo, se ele tiver pulgas ou for pulverizado com algo desagradável. Nesta seção, mostraremos o modo adequado de dar banho no seu gato. Apresentaremos todas as etapas, desde o preparo de todos os equipamentos que você necessita para secar o pêlo do gato e deixá-lo macio.
  • Como deixar sua casa segura para os gatos

    A sua casa pode ser um verdadeiro treino de obstáculos para o seu gato. Embora o seu gato talvez consiga viver alegremente em sua casa durante anos sem sofrer nenhum acidente, isso não significa que não há perigos à espreita em cada canto. Nesta seção, mostraremos todos os riscos potenciais que se disfarçam como objetos domésticos comuns. Além disso, mostraremos como você pode tornar a sua casa segura para o gato e o que fazer se ele ingerir algo venenoso.
  • Brinquedos de gatos

    A maioria dos donos de gatos adora observar seu animal brincar com os diversos brinquedos que compra para ele. Contudo, alguns desses brinquedos podem ser perigosos. Novelos de lã ou linha, por exemplo, um item famoso entre os brinquedos para gatos há anos, podem causar lesões gravíssimas. Nesta seção, mostraremos quais são os brinquedos seguros para o seu gatinho e quais podem representar perigo.
  • Consultas ao veterinário e vacinas

    Talvez a medida mais importante que se pode tomar para cuidar de gatos é encontrar um veterinário competente e confiável. Nesta seção, apresentaremos um processo passo-a-passo para encontrar o veterinário perfeito para você e para o seu gato. Informaremos sobre as várias organizações que podem recomendar veterinários. Além disso, ensinaremos o que você deve fazer antes da primeira visita ao veterinário. Por fim, abordaremos as vacinas para os felinos e se elas são necessárias para o seu gato.

 

Como escolher um gato

Antes de ter um gato, descubra que tipo você deseja: gato adulto ou filhote; pêlo curto ou longo; de raça ou vira-lata; macho ou fêmea; gato malhado, pintado, ou de uma cor só.

Se você morre de amores por um determinado tamanho, idade, sexo, raça ou aparência de gato, faça mais pesquisas antes de começar a procura. Você pode se surpreender ao constatar que o tipo que você adora não se adapta ao seu estilo de vida. Por exemplo, se você gosta de sossego em casa, um siamês não é o mais indicado. Todos sabem que eles são "faladores". Do mesmo modo, um gato persa é belíssimo, mas a menos que você se comprometa a cuidar de sua aparência diariamente (ou a pagar um profissional especializado toda semana), um belo gato de pêlo curto seria mais aconselhável. Você viaja muito? Então, você precisa de um gato mais adulto - no mínimo com oito meses de idade. Dois gatos são ainda melhor porque podem fazer companhia um ao outro enquanto você estiver fora.

Adulto ou filhote?

Todo mundo adora filhotes. Eles são engraçadinhos, divertidos, fofinhos e carinhosos - não resta a menor dúvida. Mas não cometa o erro de pensar que eles são "bebês". Quando o filhote está pronto para se afastar da mãe e viver em outra casa, ele pode caminhar, correr, saltar e escalar como o felino equivalente a uma criança de 10 anos. Além disso, se você pegar um filhote hoje, em apenas alguns meses você terá um gato adulto - um animal que viverá em média 12 a 15 anos.

Se você tiver tempo, espaço e energia para criar um filhote, não pense duas vezes - é uma experiência maravilhosa. Mas lembre-se que os filhotes são caros e exigem muita atenção. Precisam de cuidados veterinários rotineiros, doses de reforço das vacinas e esterilização. A maioria dos filhotes é passiva e carinhosa nos primeiros dias de vida, mas precisam de socialização e treinamento para continuarem assim; e mesmo com isso, não saberemos como será sua personalidade adulta até eles crescerem.

Por fim, bebês e filhotes de gato não combinam muito bem. É bom imaginar que um bebê de 1 ano e um gatinho de dez semanas possam "crescer juntos", mas não é exatamente assim que acontece. Em seis meses, essa pequena bola de pêlo que seu filho pode carregar terá se transformado em um gato adulto com mais de 5kg e o seu bebê de 3 anos terá três anos e meio.

Escolher o gato certo

Sem dúvida, não há perigo de escassez de gatos nos Estados Unidos - há gatos para Deus e todo mundo. Na maioria das regiões do país, basta abrir a porta ao nascer do sol e antes de terminarmos o café da manhã um gato terá entrado em nossa casa.

Na verdade, o número de gatos existentes nos coloca frente a um dilema. Como escolher o gato certo? Será que ele é saudável? E os problemas ocultos de saúde ou de comportamento? O que acontece com o gato se as coisas não derem certo em sua casa?

Ter um gato não é como comprar um cortador de grama ou um secador de cabelo; gatos não vêm com certificado de garantia. Cada um é diferente, o que significa que cada gato traz problemas e alegrias singulares. Mesmo assim, referências sobre gatos devem ajudá-lo a tomar uma decisão. Embora as referências não possam prometer que o gato nunca ficará doente, elas podem tomar medidas para dar ao gato as melhores chances possíveis de manter a saúde. Entre as boas referências para encontrar o gato certo para você estão:

Amigos e vizinhos -
 é bem provável que alguém que você conhece tem um gato ou filhotes que precisam de um lar. Muitas vezes, pegar o gato do vizinho ou amigo é a melhor solução para todos, sobretudo se for um filhote da ninhada da gata do vizinho ou o animal de estimação da família de um amigo alérgico. O seu relacionamento pessoal com a referência geralmente significa que você saberá tudo sobre o gato. Dois ou três alertas sobre aceitar o gato de um amigo ou vizinho: ele não recebe os mesmos cuidados veterinários de um gato de rua ou de um doméstico. Além disso, lembre-se do velho ditado: "amigos, amigos, negócios à parte".


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Ao tirar um gato da rua e levá-lo para casa  você terá

não só uma ótima  companhia, mas também
poderá salvar uma vida

Abrigos para animais - todo ano, milhões de gatos sem lar acabam sendo saccrificados. Adotar gatos de abrigos abre espaço para outros gatos e é um modo menos oneroso de se conseguir um animal de estimação esterilizado e vacinado. Prepare-se para passar por questionários e entrevistas, sendo que algumas delas são bastante pessoais e indiscretas. Não pense que o problema é você - eles têm bons motivos para agir assim. Além disso, verifique as instalações do abrigo e as condições físicas dos animais disponíveis para adoção. Visto que eles vivem juntos uns com os outros, doenças, vermes e pulgas podem ser um problema.


Criadores - se deseja um gato de raça, esse é o caminho a seguir. Os bons criadores sabem muito sobre gatos e sobre a raça que eles criam em especial. Além disso, não vendem os gatos para qualquer pessoa. Tome cuidado com "pechinchas" de gatos de raça e "criadores de fundo de quintal" (pessoas que criam animais apenas visando o lucro). Um criador honesto está interessado em manter animais de alta qualidade, informações minuciosas e produzir só uma ou duas ninhadas por fêmea fértil ao ano. Peça informações sobre criadores nas associações nacionais de criadores.

Gatos de rua - às vezes, você nem precisa preocupar-se em encontrar o gato certo, porque ele vem ao seu encontro. Muitas pessoas juram que esses são os melhores gatos que se pode ter. Não há taxas nem entrevistas de adoção quando você pega um gato de rua, e é bem provável que você esteja salvando uma vida. Por outro lado, você terá que cobrir o custo de vacinas, vermífugos, esterilização e outros procedimentos. Muitos gatos de rua têm outros problemas de saúde que talvez não apareçam logo no início e seu tratamento pode ficar oneroso. Às vezes, sociedades locais de proteção aos animais ajudam com o tratamento veterinário inicial ou um hospital veterinário regional pode oferecer valores reduzidos para tratar gatos abandonados, mas não conte com isso.

Outra decisão difícil de se tomar quando se resolve ter um gato é escolher entre um gato preso e um gato solto. Abaixo, leia as implicações de cada decisão.

 

Optar por um gato preso ou um gato solto

Talvez o miado de um gato querendo entrar em casa nos cause pena. Quando se trata da porta da frente, muitos de nós acreditam que nosso gato não ficará satisfeito enquanto ele não sair de casa. Mas, mesmo assim, a maioria age do mesmo jeito quando quer entrar em casa (ou, na verdade, quando querem passar por qualquer porta). Os gatos querem mesmo sair de casa? Eles precisam disso? E mesmo se a resposta para ambas as perguntas for "sim", é essa a melhor opção para os gatos?


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Há muitos prós e contras em deixar o seu gato explorar o mundo lá fora

Os gatos precisam sair de casa como os cães?

O principal motivo para sairmos com nosso cão é para que façam suas necessidades fisiológicas, acompanhada pelo exercício físico. Apenas os menores cães conseguem sobreviver correndo dentro de casa. Os cães caçam em matilhas, o que significa que trabalham em conjunto para cansar a presa. A caça pode durar o dia todo, ou seja, os cães têm um instinto natural para correr...correr...e correr. É preciso muito espaço livre para esse tipo de comportamento. Os gatos, por outro lado, são "caçadores de emboscada". Eles costumam correr muito por períodos relativamente curtos. Um corredor de comprimento razoável dá espaço suficiente para isso. Esse comportamento combinado ao instinto de enterrar as fezes (é por isso que os gatos se acostumam a usar uma caixa de areia) contribuem para que não haja motivo suficiente para levar o gato à rua.

É natural o gato ir à rua?

Claro, ar fresco e luz do sol são bons para todos - pessoas ou gatos. Mas será que a vida ao ar livre realmente é mais "natural" para o seu gato? Claro, os ancestrais selvagens dos gatos viviam à solta, mas isso foi há alguns milhares de anos e várias centenas de gerações atrás. Para completar, esses ancestrais habitavam as regiões áridas do Oriente Médio - bem diferentes do clima e do ambiente dos Estados Unidos hoje. Depois que os gatos foram domesticados, eles deixaram de ser totalmente "naturais"; depois de retirados de seu habitat original, eles tiveram que se esforçar para adaptar os instintos apurados durante dezenas de milhares de anos vivendo em desertos às novas circunstâncias. Eles nunca conseguiram se adaptar a algumas dessas circunstâncias - o frio cortante do inverno do meio-oeste, cães e animais selvagens que os transformam de caçadores em caçados e caminhões e carros velozes - para citar apenas algumas.

A vida ao ar livre não é assim tão boa

O que espera por seu gato do lado de fora da porta de entrada da casa? Claro, há árvores e grama e todas as paisagens, sons, aromas e alegrias da natureza - coisas boas para todos nós aproveitarmos. Mas também há animais perigosos, pessoas cruéis, tráfego, doenças e autoridades do controle de zoonoses (que poderão estar em seu direito legal de apanhar e prender o seu gato se ele estiver fora de casa). O único modo confiável de manter o seu gato protegido de todos esses riscos fatais é mantê-lo dentro de casa.

A verdade seja dita, gatos do campo não têm necessariamente mais segurança ao ar livre do que os gatos urbanos. Claro, há muito mais chance de ser atingido por um carro ou atacado por um cão de rua na cidade. Mas no campo, temos alguns predadores que correm mais, mais rapidamente e com mais astúcia do que um cão urbano feroz. Nós também temos vias menos iluminadas, tornando gatos de rua mais difíceis de ser vistos - e mais fáceis de serem atropelados - além de mais tipos de insetos transmissores de doenças, por exemplo os carrapatos.

Uma série de doenças felinas graves e fatais dissemina-se apenas com o contato com gatos infectados - ou com regiões onde há gatos infectados. O vírus da imunodeficiência felina (FIV), que causa uma perturbação no sistema imunológico do gato, é transmitido, sobretudo, por mordidas de gatos infectados. E o vírus da leucemia felina (FeLV) geralmente requer contato direto prolongado com um gato infectado, por exemplo, o compartilhamento de caixas de areia ou de vasilhas de água e de alimentos, além do fato de que um animal acaba lambendo o outro, uma limpeza mútua. Muitas vezes, os riscos de doença são pequenos ou desprezíveis para gatos presos, significativamente maiores para gatos soltos ou gatos que vivem presos e soltos. Donos de gatos - sobretudo aqueles que têm filhos pequenos - devem saber que gatos que vão às ruas têm maior probabilidade de contrair doenças e parasitas que podem contaminar o homem, desde probleminhas como pulgas até doenças mais graves como a doença de Lyme, transmitida pelo carrapato e a perigosíssima raiva.

Sair com segurança

Só porque é mais seguro para o seu gato viver dentro de casa e não vagar pelas ruas, isso não significa que ele nunca poderá ver a luz do dia, exceto pela janela. Uma correia (sem coleira) é um modo razoavelmente seguro para você e para o gato saírem e tomar ar fresco e um pouco de sol. Mas alguns gatos nunca vão se acostumar a saírem presos a uma correia. A experiência regular desde a fase de filhote ajuda, e alguns gatos treinados até mesmo pedem para sair. Obviamente, mesmo com a correia, o gato corre o risco de pegar pulgas - e de encontrar gatos e cães soltos na vizinhança.

Construir uma passarela para gatos não é tão complicado quanto parece. As passarelas precisam ser fechadas de todos os lados (até mesmo na parte superior), com ancoragem firme e construção sólida. As telas devem ser as mais resistentes do mercado e as laterais devem estender-se alguns centímetros abaixo da superfície do solo para impedir que os gatos cavem buracos para sair - ou que outros animais cavem buracos para entrar. Se a passarela não for anexa à sua casa com uma portinhola (gateira) ou outro vão que leve ao interior da casa, é necessário acrescentar algum tipo de abrigo aquecido e à prova d'água para que o gato possa usar em caso de condições climáticas adversas.

É importantíssimo que a passarela ou outro abrigo similar ao ar livre sejam fechados na parte superior. Gatos têm grande habilidade para escalar e saltar, e mesmo um muro de 2 a 3 metros não os intimida, sobretudo se houver telas às quais eles possam se agarrar. O teto e as laterais da passarela também oferecem outro tipo de segurança - eles impedem a entrada de outras coisas. Aberturas no teto ou nas laterais permitem a entrada de animais perigosos ou violentos, pessoas e coisas em uma área da qual o gato talvez não consiga escapar.


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A segurança é um problema para os gatos soltos, que vão às ruas

Gatos soltos entram em brigas barulhentas com outros gatos à noite, comem ou arrancam as plantas dos vizinhos, matam pássaros (mas também podem ajudar a controlar a população de roedores da região), e enterram seus dejetos nos jardins alheios. Embora algumas pessoas - e alguns donos de gatos - considerem esses problemas insignificantes, muitas outras os consideram gravíssimos. Se o seu gato entrar em uma briga, as conseqüências serão piores do que o fato de acordar os vizinhos com os miados e berros. Os arranhões superficiais na face ou no dorso do animal não são tão problemáticos. Mas ele também pode ter ferimentos provocados por mordidas que se fecham rapidamente, com sujeira e germes em seu interior, e que criam um abcesso doloroso vários dias depois. As mordidas durante as brigas também são a forma principal de disseminação do vírus da imunodeficiência felina. Gatos não esterilizados que vagueiam pelas ruas também contribuem para o aumento da população felina, um problema que lota os abrigos e resulta em milhões de animais "sacrificados" anualmente.

Agora que você já escolheu o gato perfeito, é hora de aprender a cuidar dele. Abaixo daremos dicas para alimentar o seu gato.

 

Dicas para alimentar gatos

"Você é o que você come" faz parte do senso comum e é tão verdadeiro para o seu gato quanto para você. Dê ao seu gato uma alimentação de qualidade e você provavelmente terá um gato saudável.

O setor de alimentos para animais de estimação é um grande negócio - e com razão. Há mais de 100 milhões de cães e gatos vivendo em lares americanos, e mais outro número que só Deus sabe em abrigos e canis em todo o país. Além do mais, há milhares de pessoas que alimentam cães e gatos de rua. Se imaginarmos que um só gato pode consumir 45 Kg ou mais de ração em um ano, estamos falando de centenas de milhões de dólares gastos anualmente, apenas para alimentar o animalzinho.

A exemplo dos alimentos humanos, há algumas guloseimas felinas que são boas para os gatos e outras coisas que não passam de alimentos calóricos, sem valor nutritivo. Um item da lista dos alimentos não muito saudáveis consumido de vez em quando não causa nenhum dano permanente, mas não permita que isso se torne parte da alimentação regular do animal.


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O seu gato precisa de nutrição adequada tanto quanto você

Os gatos podem ser vegetarianos?

Os ancestrais selvagens do gato doméstico moderno eram predadores - um instinto que o seu gato ainda tem. Se o Mimi lhe traz presentes como camundongos ou pássaros mortos ou se ele brinca com um pedaço de gaze, ele está expressando um impulso natural e forte de perseguir e matar a presa. Se você duvida que o seu gato é um carnívoro (e predador) nato, basta dar uma boa olhada nos dentes do bichinho na próxima vez que ele bocejar. As presas não são para comer brotos de alfafa.

A verdade é que o gato é carnívoro, ele não sobrevive como vegetariano. Há certos nutrientes encontrados apenas em proteínas animais e o seu gato precisa delas. Um desses nutrientes é um aminoácido chamado taurina. Sem taurina, os gatos ficam cegos e acabam com o coração aumentado, que provavelmente os matará antes da hora. E, ao contrário dos cães, os gatos precisam de uma fonte diária de vitamina A e um ácido graxo chamado ácido araquidônico, encontrado apenas em tecido animal. É por isso que nunca devemos dar aos gatos ração para cães. A ração para cães não tem a quantidade suficiente dos nutrientes certos para gatos. Por quilo, pode ser menos oneroso dar ração de cães aos gatos, mas isso custaria a saúde do animal, a visão ou, até mesmo, a vida.

Obviamente, isso não significa que você deve dar ao seu gato carne crua ou deixá-lo dependente da caça como única fonte de alimento. Há centenas de anos os gatos deixaram de viver na selva; por isso, suas habilidades de caçador estão bem enferrujadas. Além disso, gatos que caçam ou comem carne crua ou mal cozida podem contrair várias doenças - até mesmo algumas que podem ser transmitidas ao homem.

Comer as margaridas

Se for verde e nascer da terra, é bem provável que os gatos tentarão comê-la. Essa distorção vegetariana na personalidade carnívora do gato é preocupante se as plantas em questão forem plantas de estimação - ou, ainda pior, se elas forem venenosas para o gato.

Muitos donos de gatos consideram o fato deles ingerirem plantas como um problema de comportamento - e será se o animal ingerir plantas que não queremos. Algumas pessoas acham que o gato que ingere plantas não está consumindo os tipos certos de alimentos. Elas têm razão - mas apenas no sentido de que o que o gato mais precisa em sua alimentação é de...plantas.

Os especialistas têm alguns comentários a fazer sobre o motivo dos gatos comerem plantas. Pode ser para obter alguns nutrientes essenciais, para ajudar a digestão ou como emético para expelir pela boca pêlos ou outros itens não alimentícios ingeridos pelo animal. Não importa o motivo, ingerir vegetação é um comportamento instintivo em gatos; não é possível impedi-lo. Por isso, a melhor coisa a fazer é aprender a conviver com esse comportamento.

Plante um "jardim felino" - podemos encontrar kits semiprontos em pet shops e catálogos, mas uma opção mais econômica é fazermos tudo sozinhos. Se você for habilidoso, poderá construir um recipiente bonito com madeira ou usar algum outro disponível. Não importa o que você faça, plante o jardim do gato em um recipiente que não vire nem se mova com facilidade. Tudo que você precisa é apenas quatro ou cinco polegadas de terra vegetal e algumas sementes. Boas opções são grama ou Nepeta cataria (popularmente conhecida como erva-de-gato ou maconha de gato). Talvez seja bom deixar o jardim longe dos gatos enquanto a "plantação" estiver crescendo, mas assim que os brotos alcançarem alguns centímetros de altura, deixe que os bichanos comam as plantas à vontade.

Deixe as suas plantas decorativas longe do alcance dos gatos -
 os gatos têm habilidade incrível para escalar e saltar. Por isso, colocar as plantas em prateleiras ou suportes provavelmente não resolverá muito. Consolos de lareiras e parapeitos de janelas são locais fáceis para acrobatas felinos aterrissarem. Dependure plantas no teto, coloque-as atrás de barreiras à prova de gatos (em um jardim de inverno fechado com portas de vidro, por exemplo) ou em localizações que o gato não possa alcançar mesmo se saltar, escalar ou rastejar.

Proteja as suas plantas - se não for possível tirá-las do alcance do gato, tente criar um escudo protetor ao redor delas. Colocar tela, identificadores de plantas ou mesmo naftalina no solo ao redor da planta pode protegê-la de patas curiosas, mas essas barreiras não têm uma aparência muito agradável. Tente colocar um pouco de barba-de-velho em torno da base da planta. Às vezes, pulverizar angostura nas folhas impede o gato de mastigá-las. Outras vezes, contudo, colocar uma substância de gosto ruim na planta prejudica mais a planta do que os dentes do gato.

Petiscos para o gato e "comida de gente"

Um gato bem alimentado, assim como o homem, não precisa de petiscos entre as refeições. Petiscos muito freqüentes causarão o mesmo efeito no gato que causam em nós: ganho de peso indesejado e dieta não balanceada.

Obviamente, é difícil resistir à tentação de dar ao bichano uma guloseima vez ou outra - e não há problema nenhum em ceder a essa tentação, desde que haja um período de tempo suficientemente longo entre uma vez ou outra. Essa freqüência depende do gato e do tipo de guloseima que você lhe dá. Se o gato ingere a quantidade recomendada de ração de qualidade diariamente e não está acima do peso, então você provavelmente não lhe dá guloseimas em excesso. Se, por outro lado, o gato come alimentos saborosos, mas não muito nutritivos e está mais gordo ou recusa o jantar, é hora de mudar a estratégia.

Guloseimas industrializadas para gatos costumam não ter grande valor nutritivo. Seu principal objetivo é o mesmo das guloseimas para o homem: ser saborosas - muito saborosas - e mais nada. Guloseimas para gatos classificadas como "gourmet" costumam ter menos corantes e substâncias artificiais, mas mesmo assim não devem ser dadas ao bichano como parte regular de sua dieta. A vantagem das guloseimas "gourmet" é o custo: elas têm preço tão elevado que os donos de gatos não exageram na quantidade dada aos bichanos!

Uma pergunta feita aos veterinários o tempo todo é: "Posso dar comida de gente ao meu gato?" Há muito pouco do cardápio que as pessoas comem que os gatos não deveriam comer (ou não comem); portanto, isso não é realmente um problema (os donos de gatos devem tomar cuidado ao alimentá-los com laticínios. Embora os gatos adorem os derivados do leite, muitos não digerem muito bem e ficam nauseados). Mais uma vez, a questão é o equilíbrio nutricional. A exemplo do que acontece com a comida feita em casa, alimentar o gato com sobras de refeições ou usá-las para lanches não dá ao animal a quantidade certa dos nutrientes.

Porém, comida de gente pode ser um dos lanches mais saudáveis para gatos. Se você der ao bichano ovos mexidos ou um pouco de macarrão, ao menos você sabe o que esses alimentos contêm. E você ficará surpreso com o que o gato come. Os donos de gatos contam que seu animal de estimação pede petiscos previsíveis como peixe e frango, bem como imprevisíveis, entre os quais tomates e melão.

Água, água e mais água


O gato precisa de cerca de 60 ml de água por quilo de peso corporal diariamente. Esse volume não parece grande, mas está correto: um gato de porte médio precisa de dois litros de água toda semana.

Obviamente, os gatos obtêm a água necessária bebendo-a. Mas há outra fonte de água importante para os bichanos: o alimento que eles consomem. Quanto mais água houver nos alimentos dos gatos, menos ele precisa beber. Comida enlatada para gatos é mais cara porque você compra água junto com o alimento (até 75% da ração úmida é composta por água) e paga mais pela embalagem. A ração seca tem muito menos água (talvez 10% do peso), o que significa que o gato cuja dieta consiste em apenas ração seca tem que beber muito mais água.

A desidratação (quantidade insuficiente de água no organismo) é um problema grave para qualquer ser vivo, e os gatos são particularmente propensos a ela. O gato pode passar dias sem alimentação, perder até 40% do peso corporal e ainda assim sobreviver. Mas uma perda de água corporal de apenas 10 a 15% pode matá-lo. Outros líquidos - por exemplo, o leite, se não provocar náusea no bichano - são ótima fonte de água, mas nada é melhor do que a própria água. Verifique se o gato tem bastante água limpa e fresca disponível o tempo todo.

Abaixo concluiremos nossa análise de alimentos para gatos com informações sobre alimentos industrializados e alimentos caseiros.

 

Alimentos industrializados e alimentos caseiros para gatos

A melhor coisa a respeito de uma refeição caseira é que você decide o que ela contém. Se você é do tipo que gosta de carne e batatas, então costuma preparar um belo filé minhon acompanhado por uma safra de bons vinhos tintos. Por outro lado, se você prefere saladas, poderá apanhar o jantar fresquinho na horta. Está tentado reduzir o sal e o colesterol? Quando você cozinha, a decisão é sua.


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No mínimo 26% da dieta de
um gato adulto deve ser composta por proteínas

Porém, a menos que você seja nutricionista, cabe aos especialistas - os grandes fabricantes de alimentos para animais de estimação - preparar a principal porção da dieta do seu bichano. É complicado saber as quantidades certas e balancear os alimentos. A maioria dos alimentos pode ser agrupada em uma ou mais de três categorias de nutrição: proteínas, gorduras e carboidratos. Vários animais (entre os quais o homem) precisam de porções distintas de proteínas, gorduras e carboidratos na dieta (essa é outra razão pela qual alimentos para cães não são bons para gatos - cães e gatos precisam de porcentagens diferentes de gorduras e proteínas para manterem a saúde). Além disso, essas necessidades mudam no decorrer da vida do animal. O filhote tem necessidades nutricionais distintas do gato adulto, e ambos têm necessidades distintas de um gato velho. A maioria dos fabricantes de alimentos para animais de estimação têm fórmulas especiais para os vários níveis de atividade e faixas etárias e há uma linha completa de dietas de prescrição para gatos com diversos problemas de saúde.

Todos nós já vimos um gato vir correndo ao som de um abridor de lata - não há dúvida de que o bichano adora comida enlatada. Mas será que os alimentos enlatados para gatos são melhores do que alimentos secos? Não necessariamente. Cada tipo de alimento tem vantagens e desvantagens. O fator mais importante é se o alimento atende às necessidades nutricionais de seu gato. Obviamente, o seu orçamento e a preferência do bichano também influenciam no tipo de alimento escolhido. Os alimentos industrializados para gatos apresentam-se em três formas gerais:

  • Alimentos secos para gatos são também denominados "ração" - é exatamente o que o nome indica: bolinhas ou grãos crocantes de alimentos. Alimentos secos para animais de estimação podem ser armazenados por muito tempo (em uma lata à prova de roedores, se você tiver problemas com camundongos em casa), não têm cheiro e os pacotes podem ser mantidos à temperatura ambiente durante várias semanas sem estragar.
  • Alimentos enlatados ou "úmidos" para gatos têm uma vida de prateleira razoavelmente longa se a embalagem não for violada - contudo, depois de aberta a lata, o alimento não dura muito tempo. Alimentos úmidos para gatos têm um odor pungente e costumam ser difíceis de manusear. Se você dá esse tipo de alimento ao seu gato, o que sobrar deve ser jogado no lixo depois de 15 a 20 minutos - é um meio de cultura para bactérias que podem deixar o gato doente. Sobras de latas recém-abertas podem ser refrigeradas em recipientes hermeticamente fechados durante um ou dois dias, no máximo.
  • Alimentos semi-úmidos para gatos também consistem em grãos, mas não são crocantes como os alimentos secos - eles costumam ser embalados em latas ou em sacos de alumínio com capacidade para uma refeição e são altamente industrializados. Alguns desses alimentos têm formas interessantes e cores distintas. Esses alimentos embalados em recipientes que podem ser fechados novamente costumam manter a qualidade à temperatura ambiente.

Cada um desses tipos de alimentos têm seus pontos fortes e fracos. Por exemplo, alimentos secos são convenientes, econômicos e mantêm a qualidade o dia todo. Por outro lado, o modo como alguns dele são formulados encoraja a formação de cálculos na bexiga. Os ricos aromas dos alimentos enlatados tentam até mesmo o gato mais exigente, mas a ração crocante ajuda a prevenir a formação da placa bacteriana nos dentes. Os semi-úmidos combinam a praticidade dos secos com o paladar dos enlatados, mas podem conter grande teor de corantes e substâncias artificiais.

Todos os alimentos de marca para gatos cobrem as necessidades nutricionais básicas do animal médio. Mas se você estiver preocupado com a qualidade geral das caixas, sacos e latas de alimentos para gatos na seção de produtos para animais de estimação no supermercado de sua cidade, talvez você queira optar por um dos alimentos de marca especial, geralmente encontrados em lojas de animais de estimação ou em clínicas veterinárias.

Dar ao gato alimentos industrializados garante o consumo dos nutrientes necessários. Ao mesmo tempo, um complemento feito em casa para a dieta regular do gato é positivo se você escolher alimentos adequados para o animal. Não há nada errado em querer tirar o máximo proveito de um frango e cozinhar a moela para o gato, a menos que isso se torne a parte principal da dieta do bichano. Os miúdos (rins, moela e até mesmo fígado) são bons para o gato se consumidos com moderação, mas estão vinculados a problemas de saúde se o animal consumi-los em grande quantidade. Do mesmo modo, todo gato na face da Terra adora leite e queijo, mas a maioria tem dificuldade em digeri-los.

Abaixo abordaremos outro aspecto importantíssimo para quem tem gatos - os cuidados com a aparência e a higiene.

O que há nos alimentos para gatos?

Consumidores atentos lêem rótulos - e esse é um bom lugar para começar a descobrir o que o seu gato come quando você compra alimentos próprios para o bichano.

Muitos donos de animais de estimação comparam as informações sobre nutrição de diversas marcas e percebem que uma marca de menor preço tem os mesmo nutrientes que uma marca de preço elevado. O que isso significa é que esses dois alimentos são iguais no laboratório. Por exemplo, couro velho para sapatos pode ter o mesmo teor de proteínas que peito de frango magro. Mas é claro que você e o gato preferem o frango. Portanto, o que precisamos saber é como os diversos nutrientes atuam no gato.

A questão mais relevante não é a quantidade de um determinado nutriente existente em uma lata de ração para gatos, mas quanto o sistema digestivo do animal pode assimilar. Alimentos de baixo custo costumam ser feitos de ingredientes de baixo custo, que talvez o seu gato não digere muito bem. Só porque o gato engole tudo de uma vez e mia pedindo mais não quer dizer que o alimento seja bom para ele (pense em crianças e alimentos saborosos com baixo valor nutritivo).

A moral da história é que alimentos especiais e de marca para animais de estimação são fabricados por empresas que fazem muitas pesquisas sobre a nutrição desses animais. Essas empresas estão sempre melhorando os alimentos para ficarem em dia com as informações mais recentes, e elas usam ingredientes de alta qualidade com nutrientes que os gatos podem aproveitar. Esses produtos podem custar um pouco mais, mas valem a pena

 

 

Dicas para cuidar do pêlo dos gatos

Você já procurou saber por que alguns gatos estão sempre bonitos e com o pêlo brilhante e outros não? Embora seja verdade que alguns gatos nascem com "pêlo bom", os cuidados com a aparência têm um papel importantíssimo também. Contudo, os gatos são animais meticulosos. Eles costumam cuidar de si mesmos muito bem, sempre lambendo o pêlo para mantê-lo limpo e no lugar certo. Mas qualquer gato pode passar de fofinho a sujinho sem a ajuda dos amigos humanos.

Gatos de pêlo longo e curto


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Gatos de pêlo longo têm muito mais complicações

com a aparência do que os de pêlo curto

O pêlo magnífico de um persa campeão é uma verdadeira obra de arte. Mas é melhor você acreditar que foram necessárias muitas horas de cuidados regulares para conseguir essa aparência - e mantê-la assim. Todos sabem que quanto mais pêlo houver para cuidar, mais trabalhoso será. Quanto mais fofo for o pêlo do gato, maior a probabilidade de ele embaraçar. Esses emaranhados espessos de pêlo podem ser doloridos e até ferir a pele do gato se o nó for muito grande. O pêlo embaraçado é constrangedor para o gato também, porque a única maneira de se livrar do problema é raspá-lo. Nada parece mais desconfortável do que um gato com o pêlo raspado.

Não que gatos de pêlo curto não precisem de cuidados regulares, nem que nunca embaraçam - isso acontece sim. A questão é que o pêlo mais curto e mais grosso requer menos manutenção do que o pêlo longo e sedoso. Um gato de pêlo curto atento à própria rotina de cuidados com a aparência pode compensar um dono que seja um pouco preguiçoso quando o assunto é escova e pente. Mas os cuidados regulares com a aparência ainda são essenciais tanto para os de pêlo longo quanto os de pêlo curto. Toda vez que o bichano está ocupado com a rotina de banho contorcionista, ele engole pêlos. Quanto mais pêlo ele tem (e quanto mais o animal cuida de si mesmo), mais pêlo ele engole. O animal não faz digestão dos pêlos e eles podem acumular-se no estômago e nos intestinos do gato e formar bolas de pêlos. Seu efeito colateral menos perigoso, mas mesmo assim desagradável, é o gato expeli-los ao tossir - geralmente em momentos ou em lugares que você preferiria que isso não acontecesse. Uma observação mais séria, contudo, é que a grande quantidade de pêlo engolido pode, na verdade, obstruir os intestinos do gato, sendo necessária uma operação para salvar a vida dele. A questão principal, como dizem por aí, é investir alguns reais em uma escova e pente - e usá-los.

Preciso de um profissional especializado para cuidar do pêlo do meu gato?

Visto que gatos de pêlo longo precisam de cuidados regulares (sendo a melhor opção os cuidados diários), talvez seja melhor analisar o seu orçamento antes de responder a esta pergunta. Mas mesmo se você tiver condições financeiras para levar o gato de pêlos longos toda semana ao profissional especializado, ainda precisará das ferramentas necessárias em casa - e é bom saber como usá-las. Nunca se sabe quando o gato poderá se envolver com alguma coisa que acabará presa ao pêlo ou quando ele precisará de um retoque entre as visitas ao profissional especializado.

As principais vantagens desse profissional são o treinamento, a aptidão e a experiência. Um bom profissional pode fazer o pêlo do seu gato parecer vistoso com rapidez e eficiência - e trauma mínimo. Pêlos embaraçados e nós podem ser resolvidos em casa, mas se você nunca lidou com isso antes, corre o risco de ferir o gato - uma lesão que provavelmente precisará de cuidados veterinários. Provavelmente, é melhor deixar esses problemas com o pêlo para os profissionais.

Mesmo quem aprende a usar uma escova macia e um pente de metal com destreza e habilidade procura um profissional especializado de vez em quando. Pode ser um nó ou emaranhado, durante um período de queda particularmente intensa de pêlos ou apenas o tratamento todo para que o bichano fique com boa aparência.

Ferramentas e dicas para cuidar da aparência dos gatos em casa

Todo dono de gato precisa de alguns itens para cuidar da aparência do animal. Um pente de metal é a ferramenta mais essencial para cuidar do pêlo dos gatos. Pentes resistentes de aço inoxidável com dentes largos e redondos são fáceis de encontrar e têm preço razoável. Uma escova adequada tem cerdas semelhantes a dezenas de minúsculos pregos dobrados. Elas se parecem com as asperezas na língua do gato e têm o mesmo objetivo no cuidado com o pêlo. A maioria dos gatos gosta da sensação da escova e do pente de metal - a menos, é claro, que haja pêlos embaraçados.

Como cortar
as unhas dos gatos

Você pode investir em um cortador de unhas específico para gatos se quiser, mas cortadores comuns, usados pelas pessoas, também funcionam bem. Sente-se no sofá e segure o gato como se estivesse segurando um bebê para amamentá-lo. De leve, aperte o dedo do gato entre o seu polegar e o indicador, deixando a unha visível. Com cuidado, corte a ponta afiada, mas fique apenas na parte clara, em direção à ponta da unha (você tem que enxergar a parte avermelhada; não corte ali ou você causará desconforto e sangramento). Repita o procedimento em cada dedo.

Nenhum gato gosta de cortar as unhas, mas se você acostumá-lo desde filhote, será mais fácil quando ele for adulto. Além disso, procure brincar de vez em quando com as patas e os dedos do gato; caso contrário, ele sempre saberá que você vai cortar suas unhas assim que segurar sua pata.

Você talvez queira também investir em um pente para tirar pulgas, sobretudo se o seu gato costuma ir às ruas, se você vive em uma cidade com clima propício às pulgas o ano todo ou tem outros animais de estimação que saem de casa. Esses pentes são parecidos aos de metal, mas têm dentes finíssimos e bem próximos um do outro. Eles podem ser usados para os cuidados regulares com o pêlo, como "retoque" depois da escova ou do pente de metal. Há luvas especiais que você pode usar, que cobrem toda a mão e lhe permitem trabalhar em uma superfície maior enquanto cuida do bichano.

Eis algumas dicas para cuidar da aparência do gato em casa:

Transforme o momento em pura diversão - a maioria dos gatos adora ser acariciada e gosta da sensação de cuidados leves com o pêlo. É um ótimo comportamento social - gatos que se dão bem uns com os outros ficam cuidando do pêlo alheio por longos períodos de tempo. Quando for hora de cuidar da aparência do bichano, aproxime-se dele calmamente, e intercale as escovadelas no pêlo com carinhos regulares.

Use de contenção -
é bom limitar os movimentos do gato (com cuidado) desde que ele não comece a entrar em pânico, mas lembre-se de se proteger também. Não tente forçar o gato a sentar-se imóvel ou ficar em posição desconfortável por muito tempo. E tome cuidado para não exagerar na intensidade das escovadelas. Pense que você não gosta que puxem seu cabelo, então imagine a sensação de puxarem seu cabelo em todo o corpo.

Saiba quando parar - talvez não seja possível cuidar do pêlo todo do gato em apenas uma sessão. Isso é normal. Se você cuidar do dorso e da cauda e, depois, ele começar a se irritar, desista e tente terminar um ou dois dias depois. É melhor ter meia dúzia de sessões de cinco minutos na semana e um gato contente do que uma batalha de 25 minutos e um gato que corre e se esconde ao ver a escova.

Procure ajuda profissional -
 se o pêlo do gato estiver embaraçado ou com nós - ou se alguma coisa desagradável prendeu-se ao pêlo - entre em contato com o veterinário ou outro profissional especializado. Se o gato não cooperar com os cuidados feitos em casa, marque um horário com um profissional. Aproveite a visita, peça algumas dicas e uma demonstração de técnicas básicas. Esses profissionais gostam de ensinar aos clientes; não há nada mais irritante para eles do que ter de raspar o pêlo do animal constantemente ou lidar com nós e pêlo embaraçado. O gato sofre e há maior probabilidade de o profissional sofrer arranhões ou mordidas.

Contudo, cuidar do pêlo é apenas uma parte da história.Abaixo, veremos algumas dicas para dar banho em gatos.

 

Dicas para dar banho no gato

Exceto para retirar um nó ou realizar algum procedimento médico, praticamente não há outro motivo para raspar o pêlo do gato. Os gatos precisam de uma camada espessa de pêlos - sua remoção pode desequilibrar sua temperatura corporal e expor a pele geralmente protegida. Cortar o pêlo de um gato de pêlo longo para melhorar a aparência e evitar nós e emaranhados é bom, mas o corte deve ser feito por um profissional especializado.

De modo geral, também não é necessário banhar o gato, visto que eles conseguem se manter limpos. Às vezes, no entanto, um banho é necessário para tratar ou controlar pulgas, limpar um felino aventureiro, tratar um problema dermatológico ou retirar algo perigoso do pêlo do gato. Os escrupulosos, inexperientes e indecisos devem deixar que um veterinário ou outro profissional qualificado cuide desses banhos obrigatórios. Para quem quiser tentar em casa, eis alguns ensinamentos básicos sobre o banho.


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Não é preciso dar banho no gato com freqüência,
mas, quando isso é feito, pode ser um desafio

Prepare-se - separe os produtos necessários com antecedência. Você precisa de um bom xampu para animais de estimação (peça ao veterinário que receite xampus medicinais para pulgas ou problemas dermatológicos, não compre qualquer produto na farmácia); uma toalha grande e macia; escova e pente; e um chuveirinho ou um recipiente de plástico para molhar e enxaguar o bichano. É melhor pentear o pêlo do gato antes do banho, se possível, sobretudo se ele tiver pêlos longos. Se você sabe como fazê-lo, é hora de cortar as unhas do gato (observação: você pode proteger os olhos do gato durante o banho com uma pomada oftálmica neutra indicada pelo veterinário).

Prepare o local do banho para todas as etapas -
 use uma pia grande com uma torneira móvel ou a banheira. Encha a pia antes de colocar o gato dentro e veja se a água não está quente ou fria demais. Uma temperatura confortável para as mãos funciona bem para o gato. Você vai se molhar, ficar coberto com espuma de sabão e é provável que um gato irritado e ensaboado pule em você. Por isso, vista roupas adequadas, que possam molhar e protegê-lo de arranhões.

Antes do gato entrar em cena
 - dar banho em gatos costuma ser um trabalho para duas pessoas - uma para segurar o animal e outra para banhá-lo - mas você pode tentar sozinho. De qualquer modo, treine as técnicas de contenção do animal em terra firme, antes do banho. Com a mão, segure o gato com firmeza, mas cuidadosamente, na nuca, pressionando de leve para baixo. Veja se você consegue alcançar as diversas partes do corpo do gato com a outra mão. Calcule quando e como você terá de mudar de mão para segurar o gato durante o banho. Planeje o banho passo-a-passo antes que o gato entre na pia ou na banheira; caso contrário, ele conseguirá fugir se você hesitar ou ficar confuso.

Comece a ensaboar o bichano -
 molhe o gato, da cabeça até o rabo. Aplique o xampu do mesmo modo, faça espuma e enxágüe bem (leia atentamente as instruções no rótulo de xampus medicinais. Alguns precisam de 5 a 15 minutos antes de enxaguar para que façam efeito). É importante enxaguar bem. Os resíduos de sabão podem irritar a pele do gato ou serem engolidos quando o animal lamber o pêlo. O enxágüe também elimina pulgas e outros parasitas imobilizados - mas não mortos - pelo banho.

Enxugar o gato - delicadamente, esprema o excesso de água do pêlo do bichano, enrole-o em uma toalha grande e macia e enxugue-o. Se o gato deixar, você pode desembaraçar o pêlo, se necessário. Caso contrário, espere até que ele esteja seco e calmo. Se você tiver sorte, o gato pode tolerar o som e a sensação de um secador de cabelo. No entanto, não conte com isso - muitos gatos ficam aterrorizados com o aparelho. Isso não é algo para descobrirmos depois do banho. Veja como o gato reage ao secador de cabelo em um dia que ele não tomar banho. Se ele ficar morto de medo, use só a toalha. Talvez, aos poucos, você consiga que ele se acostume ao som e à sensação do aparelho (sobretudo se você lhe der banhos freqüentes quando ele ainda for filhote) - mas talvez você não tenha tanta sorte.

Para manter o gato saudável, é importantíssimo remover perigos potenciais do ambiente. Abaixo, mostraremos como deixar a sua casa segura para os gatos.

 

Como deixar a sua casa segura para os gatos

Todos nós sabemos da necessidade de mantermos substâncias perigosas longe de crianças, e é importante lembrar que devemos ser ainda mais cuidados com os gatos. Todos conhecem o velho ditado sobre o que a curiosidade fez com o gato. Por serem menores, mais ágeis e terem faro mais sensível do que as crianças, os gatos têm maior probabilidade de investigar e de se envolver com coisas perigosas. Para impedir que a curiosidade do seu gato seja fatal, há alguns perigos domésticos que devem ser evitados.


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Cortinas são um convite para os gatos brincarem

Cortinas, venezianas e cabos elétricos - para os olhos do gato, a ponta solta de uma cortina ou cordão de veneziana é um convite à brincadeira - e possivelmente ao desastre. Até mesmo o simples rastejar entre as cortinas ou venezianas e a janela (uma brincadeira preferida dos felinos) pode deixar o bichano em maus lençóis. Gatos que ficam presos em cordões e fios entram em pânico. No mínimo, as venezianas ou o trilho das cortinas cairão ao chão. Na pior das hipóteses, o gato pode asfixiar, sofrer danos internos fatais ou ficar tão excitado que seu coração falha. Para segurança máxima, amarre ou prenda todos os cordões das cortinas, deixando-os longe do alcance dos felinos.

Fios elétricos e telefônicos representam riscos do animal ficar emaranhado, mas costumam ser mais perigosos se o bichano mastigá-los. Talvez seja o sabor ou a textura do revestimento plástico, mas por algum motivo, muitos gatos não resistem à tentação de mordê-los. Não há muito perigo direto em morder fios telefônicos (exceto quando você tenta fazer uma chamada em uma linha que foi danificada pelo gato), porque há pouquíssima corrente passando por eles.

Obviamente, os fios elétricos são um caso à parte. Onde for possível, passe os fios sob tapetes e carpetes ou atrás de móveis que ficam no mesmo plano do piso e da parede. Se for preciso passar um fio onde o gato poderá alcançá-lo, compre canaletas de plástico, encontradas na maioria das lojas de ferragens e de materiais para construção. Para um investimento maior, compre tiras de vinil resistente que, além de proteger os cabos elétricos, também conseguem mantê-los no nível do piso e impedem que animais e pessoas tropecem neles.

De vez em quando, um gato decidido vence todas as barreiras físicas. Revestir os cabos com uma substância de gosto ruim, por exemplo, uma substância amarga, pode resolver o problema. Uma pequena modificação comportamental, usando reforço positivo, também ajuda.

Fluidos de limpeza, anticongelante e outros tóxicos - 
não compramos produtos de limpeza apenas para que nossa casa fique limpa; queremos que ela fique desinfetada e cheirosa, também. Infelizmente, alguns dos produtos que compramos para desinfetar e perfumar as áreas ocupadas pelos animais de estimação são perigosos para os gatos.

Desinfetantes à base de pinho e aqueles que contêm fenol (sendo o desinfetante Lysol o mais conhecido deles) são muito tóxicos para gatos e não devem ser usados em tigelas de alimentos ou nas áreas ocupadas pelos animais de estimação, local de dormir ou caixas de areia. Obviamente, qualquer produto de limpeza pode ser tóxico se ingerido. Por isso, mantenha tudo bem trancado em um armário (um simples trinco não manterá à distância um gato curioso).

Etileno glicol é a substância que faz o anticongelante funcionar. O problema é que ela tem gosto e odor agradáveis. Um número significativo de cães e gatos - e até mesmo de crianças - intoxicam-se com o etileno glicol todo inverno, por isso anticongelantes e outros produtos que contêm etileno glicol devem ser considerados perigosos e nunca devem ficar ao alcance de crianças e animais de estimação.

Os gatos soltos correm o risco adicional de passar por pequenas poças de anticongelante, algo tentador para um gato sedento porque essas poças de líquido saboroso não se congelam em dias frios. Você pode proteger o seu gato (e outros gatos soltos e de rua) limpando imediatamente e lavando qualquer quantidade de anticongelante derramada, ou você pode comprar uma das novas marcas não tóxicas do produto que contêm propileno glicol e não etileno glicol. É importante lembrar também que depois que o seu gato sai de casa, não há garantias de que todos os moradores da região tomarão os mesmos cuidados.

Em geral, tudo que for tóxico para nós será tóxico para o gato também. A regra prática é: se você mantém o produto longe do alcance de crianças, mantenha-o longe do alcance do gato.

Plantas venenosas - 
o fato do gato comer plantas domésticas não é só desagradável - isso pode ser perigoso ou até mesmo fatal para ele.

Tecnicamente, qualquer planta que causa náusea no gato quando ele a ingere é "venenosa" (contudo, quase todos os gatos comem grama ou plantas como purgante. Por isso, o vômito sozinho pode não ser um sinal confiável de intoxicação). Porém, algumas plantas têm graves efeitos. A lista de plantas potencialmente venenosas inclui: abricó (damasco), azálea, botão-de-ouro, caladium, copo-de-leite, mamona, cereja (galhos, folhas, tronco, frutos e caroços), crisântemo, açafrão, narciso (bulbos), loureiro (frutos), azevinho, hortênsia, lírio (folhas, raiz e partes suculentas), hera, lírio-do-vale (folhas, flores, raiz), erva-de-passarinho (sobretudo os frutos), cogumelos, narciso (bulbos), carvalho (bolotas, brotos novos e folhas), espirradeira, pêssego (caroço), filodendro, hera venenosa, batatas ("olhos" e brotos que deles se originam; a parte comestível da batata é segura), alfena, jequiriti (sementes pretas e vermelhas brilhantes),estrela-de-belém (bulbo), Senecio rowleyanus, Rhus diversiloba e ervilha-de-cheiro (semente e vagem).
Dieffenbachia é uma planta de interiores bastante comum, também denominada "comigo-ninguém-pode". O nome comigo-ninguém-pode é perfeito. A ingestão dessa planta pode paralisar a boca do gato, impossibilitando-o de comer e beber. O nome refere-se ao efeito mais forte dessa paralisia nas pessoas: elas não podem falar.

Poinséttias (flores de Natal) pertencem à família da beladona - flores célebres por suas propriedades fatais. Um estudo feito há alguns anos mostrou que as poinséttias - que há muito eram consideradas tóxicas e perigosas para cães e gatos - não causam mais náusea em gatos do que muitas plantas consideradas não venenosas. Contudo é sempre mais seguro manter os gatos longe de qualquer planta.

Janelas, sacadas e telas -
 "síndrome de prédios altos" pode parecer algum tipo de explicação psicológica popular para crimes violentos, mas na verdade descreve uma epidemia que atinge vários gatos todo ano, sobretudo no calor. A "síndrome de prédios altos" é um conjunto de diversas lesões que resultam da queda de uma janela alta.

Curiosamente, há muitas histórias de gatos que sobreviveram depois de caírem de vários andares. Mas há um número muito maior que caiu e não sobreviveu. A parte mais triste é que quase todas essas quedas poderiam ser impedidas.

Toda janela que você pretende abrir precisa ter uma tela. E não basta ser qualquer tela. Uma tela segura para gatos tem que se encaixar perfeitamente na esquadria da janela e permanecer no lugar se receber o impacto de um gato de cinco quilos ou mais. Ao encomendar ou substituir as telas, use um tipo resistente, porque as telas comuns rasgam-se facilmente com as garras ou os dentes de animais. Mesmo uma queda de janelas no segundo ou terceiro andar pode causar lesões graves ou a morte. Por isso, inspecione todas as telas regularmente, sobretudo no final do inverno, em regiões frias do país. As telas podem se deformar, rasgar ou ceder no inverno.

Alguns donos de gatos que moram na cidade acham que deixar o bichano na sacada do apartamento é um modo seguro de ele receber ar fresco e luz do sol. Na verdade, um grande número de gatos com "síndrome de prédios altos" estavam espreitando mariposas, pássaros ou outras coisas irresistíveis em uma sacada, quando um ataque mal cronometrado ou um passo em falso os arremessou sobre a grade de proteção. Nem mesmo uma correia ou corda em uma sacada aberta pode garantir a segurança dos gatos. Um gato em pânico preso pela coleira ou correia pode acabar estrangulado, gravemente ferido ou se soltar e cair.

Ainda que você compre brinquedos para divertir o seu gato, o brinquedo errado pode ser perigoso. Abaixo, mostraremos quais brinquedos são seguros para os gatos.

 

Brinquedos para gatos

É como algo saído de um quadro de Norman Rockwell: um gatinho peludo brincando com um novelo de lã. Aparentemente, o velho Norman nunca teve que sair correndo com o gato para levá-lo ao veterinário fazer uma cirurgia de emergência e retirar vários centímetros de lã emaranhada no trato digestivo do pobre animal. Lã e barbante podem deixar até mesmo os gatos mais desinteressados brincalhões e com os olhos brilhantes, mas nunca devem ser deixados em lugares onde gatos adultos ou filhotes possam pegá-los sozinhos. Além dos perigos de asfixia e obstrução intestinal, o gato que fica emaranhado com barbante ou lã - mesmo durante brincadeiras supervisionadas - pode entrar em pânico e se machucar, até fatalmente. Tome muito cuidado e mantenha linha de costura e fio dental longe do alcance do bichano; eles são muito mais finos e podem se prender nos tecidos da boca, estômago e intestinos do gato.


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Fios de lã podem causar graves problemas de saúde para o gato

Os gatos transformam em brinquedo qualquer coisa brilhante, amassada ou pequena o suficiente para rebater pelo chão. Visto que o bichano não tem mãos, ele tem que apanhar esses brinquedos improvisados com a boca, e assim fica fácil engoli-los (ou se eles não forem fáceis de engolir, acabam causando asfixia). Na melhor das hipóteses, um corpo estranho no sistema digestivo do gato pode desencadear vômito ou diarréia, mas costuma ser muito pior do que isso. Mantenha objetos como clips de papel, alumínio e borrachinhas em local seguro.

Invólucros de celofane para doces e balas são muito perigosos. Os gatos não resistem à textura do celofane. Os invólucros podem derreter no estômago do gato, cobrindo o revestimento e impedindo a absorção de nutrientes.

Como é um brinquedo seguro para os gatos? Eis o que devemos observar:

Um objeto resistente - se o objeto não se quebra quando arremessado, jogado, roído, arranhado, atirado, chutado, lambido e agarrado várias vezes, ele é um bom brinquedo para o bichano. Brinquedos recheados com erva-de-gato incentivam a brincadeira, mas a maioria dos gatos gosta de comer a erva e tentará lamber e mastigar o objeto até alcançar a erva. Esses brinquedos, feitos com tecido leve ou feltro, provavelmente acabam despedaçados - e os pedaços no estômago do gato - dentro de uma semana. A mesma coisa acontece com brinquedos de plástico ou de vinil que podem ser mastigados, quebrados ou desmontados.

Sem peças móveis ou removíveis - camundongos recheados com erva-de-gato e com cauda de lã, lagartas com olhos salientes, enormes "abelhas" de plush com detalhes em feltro colado e bolas de malha plástica contendo sininhos sedutores são quatro dos brinquedos mais conhecidos para gatos. Mas todos têm um problema em comum: peças pequenas e potencialmente perigosas que podem se soltar. Se você consegue puxar uma parte ou um enfeite de um brinquedo de gato, é bem provável que o gato também consiga. Na verdade, experimente fazê-lo em todos os brinquedos do seu gato - é melhor alguns camundongos de erva-de-gato sem cauda do que uma visita urgente à clínica veterinária para tirar a cauda do estômago do gato.

Algo divertido - um brinquedo não é um brinquedo se o seu gato não brincar com ele. Os donos de gatos costumam ficar decepcionados - e quase sempre irritados - ao constatarem que os brinquedos de mais de R$ 200 que eles compram para o bichano são menos interessantes do que um pedaço de papel amassado ou uma simples bola de pingue-pongue. Os gatos gostam de jogos que envolvem o que eles fazem melhor: escalar, correr, saltar, espreitar e atacar. Escolha brinquedos que incentivem esses comportamentos e o seu gato provavelmente vai usá-los. É essa a atração da bola de pingue-pongue - ela rola, salta e desliza quando o gato a ataca, incentivando-o a rebatê-la e persegui-la. Os gatos vêem itens móveis melhor do que objetos parados. Por isso, brinquedos que sacodem, pulam ou giram os fascinam e desencadeiam os reflexos de espreitar e caçar.

Abaixo, abordaremos talvez a parte mais importante dos cuidados com o animal de estimação: escolher um bom veterinário. Escolher um bom veterinário para o seu gato é tão importante quanto escolher um bom médico para você.

 

Consultas ao veterinário e vacinas

Escolher um veterinário para o seu gato é como escolher um médico para você. Você quer alguém com uma boa conduta profissional em quem possa confiar e que lhe seja simpático. Se você tiver necessidades especiais, você também quer um médico que entenda e se lembre dessas necessidades.

Escolher um veterinário


Se esta é a primeira vez que você tem um gato, mudou-se recentemente para uma nova região ou precisa encontrar um novo veterinário, pode tentar as "Clínicas veterinárias" nas páginas amarelas. Todos os veterinários freqüentam a faculdade durante o mesmo número de anos que os médicos e têm que cumprir rígidos padrões para o licenciamento. Por isso, é provável que você encontre um profissional competente dessa maneira. Mas o relacionamento entre você, o seu animal de estimação e o veterinário vai durar muitos anos, e se você se preocupou em encontrar o gato certo, faz sentido procurar o veterinário certo. Essa pode ser a vantagem que os moradores das regiões urbanas têm sobre aqueles que moram na zona rural. Uma cidade pequena talvez tenha só um veterinário, ao passo que uma cidade grande tem dezenas a pequena distância um do outro.


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É preciso encontrar um veterinário que deixe você e o seu gato à vontade

Além das páginas amarelas, eis algumas outras referências para encontrar um bom veterinário:

Pegue indicações de outros "donos de gatos". Amigos, familiares e vizinhos que têm gatos também costumam ter veterinários. Tire vantagem da experiência deles e peça-lhes indicações de profissionais.

Investigue antes de tomar uma decisão

Depois de conseguir informações sobre um veterinário, telefone, apresente-se e veja quando você pode lhe fazer uma visita para ver as instalações da clínica e conhecer os médicos. Faça uma visita rápida, mas completa. Seja minucioso, mas não fique decepcionado se o veterinário e o pessoal da clínica não puderem passar muito tempo com você - eles administram um hospital e têm que cuidar dos pacientes. Se você tem muitas perguntas a fazer e precisa da atenção total do veterinário, a coisa mais educada a fazer é marcar uma consulta - e pagar por ela.

Se você vai à clínica para conhecer o local e o veterinário, eis alguns itens a serem considerados:

  • Antes de falar com o veterinário, determine o que você quer e necessita em um veterinário e no hospital veterinário. Se essas necessidades e desejos englobam preços razoáveis, os equipamentos e técnicas médicas mais recentes, ou a conduta do veterinário, definir as suas prioridades com antecedência ajudará a criar um relacionamento melhor entre veterinário e cliente.
  • Pergunte o horário de funcionamento da clínica, a disponibilidade de atendimento fora do horário de funcionamento e a existência ou não de atendimento emergencial 24 horas.
  • Informe-se sobre os tipos de serviços oferecidos, desde exames clínicos de rotina até cirurgias e acomodações para internação, além de verificar os valores cobrados pelo hospital para cada serviço.
  • Veja se você se sente à vontade com o pessoal que trabalha na clínica também. Funcionários agradáveis e atenciosos lhe dão a certeza de que o seu animal de estimação terá o melhor tratamento possível.

Visite o veterinário

Os gatos vivem, em média, 12 a 15 anos, mas hoje é comum que cheguem a viver mais de 20. No entanto, isso não costuma acontecer sem consultas regulares ao veterinário.

Ser dono de um animal de estimação engloba alguns desafios no que diz respeito a mantê-lo saudável. O mais importante é que o seu gato não fala. Ele não pode lhe dizer quando não está se sentindo bem, se tem opressão no peito, sente ferroadas na caixa de areia ou está com a visão embaçada. Visto que todos esses sinais são importantes alertas precoces de problemas mais graves, seria bom se houvesse um modo de detectá-los.

Embora o veterinário não possa fazer o seu gato falar, ele pode perceber muitos desses alertas precoces de outro modo - alertas que podem detectar problemas antes que eles se compliquem. Mas isso só acontece se você levar o gato para exames regulares.

À medida que os gatos envelhecem, é provável que o veterinário terá mais trabalho durante os exames de rotina. Por exemplo, será preciso colher amostras de sangue (e provavelmente de urina e de fezes, também) para verificar a saúde dos órgãos internos. Além disso, o veterinário pode nos manter informados sobre as necessidades nutricionais mutáveis do gato agora mais velho e cuidar de coisas como a placa bacteriana, a perda de dentes e a doença gengival.

Vacinas para gatos

O que são exatamente vacinas e como elas ajudam a manter os gatos saudáveis? Eis como funciona a maioria das vacinas. Pesquisadores descobrem o germe que causa a doença - por exemplo, o vírus que causa a cinomose de felinos. Depois, eles produzem uma versão inofensiva e não contagiosa do vírus. Essa forma do vírus é usada para vacinar gatos saudáveis. A vacina leva o sistema imune do gato que combate doenças a atacar e destruir o vírus. Essa exposição "prepara" o sistema imune para que, se o mesmo vírus aparecer novamente - mesmo a versão contagiosa e perigosa - ele seja destruído antes que possa causar doenças.

As vacinas protegem o gato de doenças comuns, sobretudo causadas por vírus. Quando um vírus invade o organismo de um animal, nenhum remédio pode matá-lo. Podemos dar ao gato com um vírus coisas como antibióticos e eles não vão curar a doença (ainda que os antibióticos ajudem a tratar ou controlar infecções que poderiam começar em conseqüência do gato estar doente com o vírus). As doenças virais têm que seguir seu curso, depois do qual a vítima quase sempre fica imunizada pelo resto da vida. As vacinas (geralmente com doses de reforço regulares) dão ao gato os benefícios de ficar imunizado sem sofrer a doença.

As vacinas não podem curar as doenças causadas por vírus. Voltando a falar de cinomose dos felinos, se o gato já contraiu essa doença, a vacina não poderá detê-la. Além disso, as vacinas não são capazes de prevenir todas as doenças virais o tempo todo. Nenhuma vacina é 100% eficaz; por isso, de vez em quando o gato que toma todas as vacinas fica doente com alguma coisa contra a qual ele supostamente deveria estar protegido. Algumas doenças, como o FIV, são causadas por vírus que destroem o sistema imune quando entram no organismo do gato pela primeira vez. Nesses casos, a vacina não consegue atuar porque suas ferramentas (o sistema de combate às doenças presente no organismo do gato) foram eliminadas.

Vacine o seu gato com o veterinário ou em um hospital veterinário. No mínimo, os gatos devem estar em dia com a vacina contra a raiva e o combinado de vacinas contra a cianose dos felinos. Essa vacina costuma dar proteção contra a cianose dos felinos (panleucopenia) e doenças comuns das vias respiratórias superiores que causam sintomas semelhantes aos do resfriado ou da gripe no gato (rinotraqueíte viral felina, calicivírus e clamídia). As vacinas podem ser uma injeção subcutânea, intramuscular ou na forma de aerossol aplicada diretamente nas narinas do gato.

Em geral, qualquer gato vacinado pela primeira vez precisa de uma série de vacinas, com espaçamento de algumas semanas. Para os filhotes, essas vacinas começam com sete ou oito semanas de vida e continuam até eles completarem quatro meses. As vacinas contra a raiva são dadas como uma dose administrada inicialmente ao filhote com mais de três meses de idade e aos adultos de qualquer idade. A American Association of Feline Practitioners recomenda que doses de reforço subseqüentes para muitas doenças (dependendo do tipo de vacina usada) sejam dadas um ano depois da série inicial e, depois, a cada três anos. Verifique com o veterinário as recomendações para o esquema de vacinas do seu gato.

Vacinas para outras doenças felinas existem desde meados da década de 80, sobretudo a vacina para o vírus da leucemia felina (FeLV). FeLV (ou FeLeuk, como ela é às vezes conhecida) ataca os glóbulos brancos do gato e pode produzir um tipo de câncer. As pesquisas mostram que a maioria dos gatos exposta ao FeLV não ficam doentes, mas mesmo gatos infectados que parecem saudáveis ainda podem transmitir o vírus a outros gatos. Contudo, depois que o gato adoece com o FeLV, as chances de recuperação são pequenas.

O FeLV é um vírus estranho - ele não sobrevive muito tempo fora do organismo do gato, a menos que permaneça um pouco úmido. Assim, a maneira mais comum de transmissão do FeLV é o contato prolongado entre um gato saudável e outro, infectado - coisas como os cuidados mútuos com o pêlo, compartilhamento de água, comida ou caixas de areia. Isso também significa que a vacina contra o FeLV talvez não seja necessária para o gato que nunca se expôs aos gatos infectados pelo FeLV. Um simples exame de sangue pode determinar se o gato (ou qualquer gato novo que você está pensando em levar para casa) está infectado. Em caso negativo, manter os seus gatos não infectados por FeLV dentro de casa e longe de gatos infectados pelo vírus é provavelmente toda a proteção de que eles necessitam (gatos soltos ou gatos presos e soltos são outra história). Se o seu gato for positivo para FeLV, a vacina também não ajudará. As vacinas não matam o vírus, elas apenas protegem os gatos não infectados de se contaminarem.

O vírus da imunodeficiência felina (FIV) e a peritonite infecciosa felina (FIP) também são doenças felinas fatais causadas por vírus. Há testes laboratoriais para detectá-las, mas o teste usado atualmente para FIP pode dar resultados inconclusivos. Existem vacinas para FIV e FIP, mas ainda não se sabe sua eficácia na prevenção da transmissão da doença. O seu veterinário pode ajudá-lo a saber se o seu gato corre o risco de contrair essas doenças e se os benefícios potenciais de cada vacina superam os riscos.

Apesar de você ter que enfrentar muitos desafios como dono de um animal de estimação, você agora conhece as dicas essenciais de cuidados que cada gato precisa receber para ser feliz e saudável.

Publications International, Ltd.

 
 
 
 
 
 

 

 
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Eidi Cleiton Sampaio Olivio,
28/10/2010 20:09
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