* Mucuna Pruriens *

Nomes pelo mundo: Velvet bean (Austrália, United States e África do Sul), pica-pica (Venezuela), frijol terciopelo (Latin America),
Bengal bean (Índia) e mucuna preta(Brasil).

Esta erva tem sido comprovada em testes médicos para ter propriedades anabólicas (promovendo o aumento da testosterona) e
estimulantes do hormônio do crescimento.
Os elevados níveis de l-dopa nas sementes de mucuna são convertidas para a dopamina, que permite a liberação de testosterona
pela glândula pituitária. L-dopa e dopamina também atuam como inibidores da prolactina. Altos níveis de prolactina no corpo são
responsável por 70-80% das falhas de ereção nos homens.

ATIVOS:
Mucunina e mucunadine são os principais constituíntes. Seus componentes de princípio são L-DOPA e os alcalóides bioativos mucunine,
mucunadina, mucuadinina, prurienina e nicotina como também b-sitosterol, glutationa, lecina, óleos, ácidos venólico e gálico. O L-Dopa é
um precursor neurotransmissor, uma droga efetiva para alívio na doença de Parkinson. A semente é um profilático contra oligosperma e é
útil no aumento da contagem de esperma, ovulação em mulheres, etc.

DESCRIÇÃO: 
Planta proveniente da Índia, reconhecida pelas suas propriedades afrodisíacas.
Estimula também a deposição de proteínas nos músculos e aumenta a força e a massa muscular. Aumenta os níveis de L-Dopa, um
inibidor da somatostatina. 
O seu extrato é também conhecido por estimular o estado de alerta e melhorar a coordenação.

INDICAÇÕE/BENEFÍCIOS:
1. Para doença de Parkinson (contém L-dopa natural). 
2. Para impotência e disfunção erétil. 
3. Como afrodisíaco e para aumentar a testosterona. 
4. Como anabólico e androgênio, fortalecendo os músculos e ajudando a estimular o hormônio do crescimento. 
5. Ajudando na perda de peso.

Medicina Ayurveda
O uso da erva M.pruriens na medicina ayurvedica vêm de épocas de mais de 4500 anos atrás. M.pruriens tem um perfil bioquímico fascinante,
contendo uma grande quantidade de ingredientes ativos como a nicotina, serotonina e L-dopa (ou dihidroxifenilalanina) - o precursor principal
do neurotransmissor dopamina, isolado por cientistas índios em 1936. 
Quando a dopamina produzida pelos neurônios são afetados pela doença de Parkinson, resulta em tremores incontroláveis, rigidez dos
músculos, dificuldades para falar, escrever e se equilibrar e lentidão de movimentos. A deficiência sub-clínica de dopamina é responsável pelo
sentimento de depressão e falta de desejo sexual.

A Dopamina é considerado o neurotransmissor "feelgood", produzido pelo cérebro quando se quer "estar contente" ou der ao corpo uma
"recompensa". É também um intermediário na produção de norepineprina (ou noradrenalina, o neurotransmissor que nos desperta do sono)
e é efetivo a estimular a produção do hormônio de crescimento (HgH).

• Em um estudo comparativo com animal na doença de Parkinson na qual quantidades iguais de princípio ativo eram usadas, Mucuna pruriens
extrato foi mostrado para ser duas a três vezes mais efetiva que o L-dopa sintético. Isto sugere que seja o perfil bioquímico da erva como um
todo, e não só o princípio ativo, que é responsável por aumentar sua efetividade significativamente tratando sintomas da doença. Estudos
humanos também mostraram benefícios neurológicos importantes para M.pruriens, e ao contrário do L-dopa sintético - tolerância excelente e
quase nenhum efeito colateral. 

• É provável que quando se toma um extrato da erva juntamente com Tribulus Terrestris aumenta a quantidade de L-dopa que alcança o cérebro.
Tribulus contém um inibidor moderado de monoamina oxidase, uma enzima degradante da dopamina. Este modo natural de melhorar os efeitos
de M.pruriens foi reconhecido por médicos Ayurvedicos durante mais de 1000 anos. 

• Tomando Mucuna pruriens extrato padronizado em L-dopa estimula a secreção de hormônio de crescimento (Hgh) pela glândula pituitária.
O Hormônio de crescimento é indubitavelmente o hormônio anti-envelhecimento mais poderoso: encoraja a massa muscular e desencoraja a gordura
de corpo, melhora a força e nivela a energia, aumenta o senso de bem-estar e tem uma influência positiva em muitos outros aspectos de saúde. 

• M.Pruriens também é usado na medicina ayurvedica, para: restabelecer a libido (junto com Tribulus Terrestris) aumentar os níveis de testosterona
(como mostrado em um estudo controlado) e dopamina; em casos de esterilidade masculina e feminina (aumentando a contagem de esperma e
encorajando a ovulação), melhorar a agilidade mental, coordenação motora e tratar condições de apatia.

MECANISMO DE AÇÃO:

Estudos clínicos e pré-clínicos mostram que Mucuna pruriens tem grande importância no tratamento da doença de Parkinson. Foram tratados
sessenta pacientes com a doença de Parkinson com Mucuna pruriens em um estudo aberto durante 12 semanas. Estatisticamente, houve
reduções significantes na doença de Hoehn e de Parkinson unificado mostrando taxas de contagem do início ao término do tratamento.
Mucuna pruriens também mostrou estimular a testosterone-enantato induzido pela atividade androgênica observada em um grupo de indivíduos
tratados. Estudos também mostraram que as sementes de M.pruriens podem provocar um aumento significante na contagem de espermatozóides,
vesículas seminais e próstata dos ratos albinos tratados. Estudos farmacológicos mostraram sua utilidade como estimulante de SNC, anti-hipertensivo,
estimulante sexual e mais.

EFEITOS COLATERAIS:

Doses elevadas de Mucuna pruriens pode causar superestimulação, aumento da temperatura corpórea e insônia.

CONTRAINDICAÇÕES: ( LEIA COM TOTAL ATENÇÃO - POR FAVOR......)

• A semente pode causar problemas de nascimento e estimular a atividade uterina. Deve ser evitado por mulheres
durante a gravidez. 

• Mucuna pruriens mostrou ter a habilidade de reduzir o açúcar do sangue. Aqueles com hipoglicemia ou diabetes
devem usar somente sob
supervisão médica. 
É contra indicado em combinação com inibidores M.A.O (Monoamina oxidase)Níveis aumentados ou diminuídos
de atividade da monoamina oxidase em indivíduos já foram relacionados a uma série de distúrbios neuropsiquiátricos
como fobias, depressão, distúrbio de déficit de atenção, abuso de drogas e comportamento violento.
• Mucuna pruriens possui atividade androgênica, aumentando os níveis de testosterona; pessoas com síndromes
andrógenas excessivas devem evitar o uso.
Mucuna pruriens inibe a prolactina. Caso você tenha uma condição médica resultando em níveis inadequados de
prolactina no corpo, não use  a menos que sob supervisão médica.
A semente contém alta quantidade de L-dopa. Levodopa é o medicamento usado para tratar doença de Parkinson.
Pessoas com doença de Parkinson devem apenas usar sob supervisão médica ou um indivíduo qualificado.

DOSAGEM:
Dose recomendada: 400 mg uma vez ao dia ou em doses divididas, duas vezes ao dia, ou conforme recomendação médica.
Cada 400 mg deve conter em média 15% de L-dopa padronizado.
400mg de Mucuna e 15% L-dopa ( RECOMENDADO PARA MUSCULAÇÃO )
100mg de Mucuna e 60% L-dopa  (RECOMENDADO PARA QUEM ESTA EM DEPRESSÃO )

TRATAMENTO PARA 1 MÊS:
Mucuna Pruriens 200mg 120Cáps.............................................................. 2X DIA
Mucuna Pruriens 400mg 60Cáps................................................................ 1X DIA
200mg Mucuna Pruriens  + 250mg  Tribullus Terrestris 120Caps..................  2X DIA

INTERAÇÕES:
• Pode potencializar medicamentos androgênicos. 
• Pode potencializar a insulina e medicamentos anti-diabetes. 
• Potencializa medicamentos com levodopa.

REFERÊNCIAS:
•Agharkar, S.P. 1991. Medicinal plants of Bombay presidency. p. 1–2. Scientific Publ. Jodhpur. India.
•Caius, J.F. 1989. The medicinal and poisonous legumes of India. p. 70–71. Scientific Publ., Jodhpur, India. 
•Chandra, S. 1993. Jadi-Butiyan. Sadhana Pocket Books, Delhi. 
•Farooqi, A.A., M.M. Khan, and M. Asundhara. 1999. Production technology of medicinal and aromatic crops. p. 26–28.
Natural Remedies Pvt. Ltd., Bangalore, India 
•Lindley, J. 1985. Flora medica. Ajay Book Service, New Delhi.Oudhia, P. 2001a. Record of Aphis craccivora Koch (Hemiptera: Aphididae)
on medicinal crop Mucuna pruriens L. Chhattisgarh (India). Insect Environ. 7(1):24.
•Oudhia, P. 2001b. My experiences with world’s top ten Indian medicinal plants : Glimpses of research at farmer’s field in Chhattisgarh (India).
In: Abstract Workshop- cum-Seminar on Sustainable Agriculture for 21st Century, IGAU, Raipur, India. 20–21 Jan. 
•Oudhia, P. and R.S. Tripathi. 2001. The possibilities of commercial cultivation of rare medicinal plants in Chhattisgarh (India). In: Abstract.
VII National Science Conference, Bhartiya Krishi Anusandhan Samittee, Directorate of Cropping System Research, Meerut (India), 12–14 April.
Pandey, G. 1998. Chamatkari Jadi-Butiyan. Bhasha Bhavan, Mathura, India.
•Pandey, U. 1999. Chamatkari Paudhe. Bhagwati Pocket Books, Agra, India. 
•Ramnath, V. 1992. Vanoshadhi Shatak. Serve-Seva – Sangh – Prakashan, Varanasi, India.
•Rastogi, R.P. and B.N. Mehrotra. 1991a. Compendium of Indian medicinal plants. Vol. I. (1960–69). Central Drug Research Institute, Lucknow
and Publications and Information Directorate, New Delhi.
• Rastogi, R.P. and B.N. Mehrotra. 1991b. Compendium of Indian medicinal plants. Vol. I (1970–1979).Central Drug Research, Institute, Lucknow
and Publications and Information Directorate, New Delhi.
•Sastry, C.S.T. and Y.Y. Kavathekar. 1990. Plants for reclamation of wastelands. Publications and Information Directorate, New Delhi. p. 317–318.
•Shalini, K. 1997. Vedic leguminous plants. Classical Publ. Co., New Delhi.
•Shashtry, R.K. 1995. Bhartiya Jabi-butiyon tatha vrikcho ke chamatkar. Dehati Pustak Bhandar, Delhi.
•Singh, B.M., V.K. Srivastava, M.A. Kidwai, V. Gupta, and R. Gupta, 1995. Aloe, psoralea and mucuna. p. 515–525. In: K. L. Chadha and Rajendra
Gupta. (eds.), Advances in horticulture Vol. 11. Medicinal and aromatic plants, 1995. Malhotra Publ, House, New Delhi.
•Singh, U., A.M. Wadhwani, and B.M. Johri. 1996. Dictionary of economic plants in India. Indian Council of Agricultural Research, New Delhi. p. 45–146.
•Upadhyay, R.K. 2000. Upyogi Jadi – Butiyan. Randhir Prakashan, Haridwar, India. 
•Verma, D.M., N.P. Balakrishnan, and R.D. Dixit. 1993. Flora of Madhya Pradesh. Botanical Survey of India. p. 190–191. Lucknow, India.
•Warrier, P.K., V.P.K. Nambiar, and C. Ramankutty. 1996. Indian medicinal plants Vol. 4. p. 68–72. Orient Longman, Chennai, India.


Comments