* ROMÃ *


As propriedades medicinais da romã, até há pouco tempo, eram conhecidas apenas pelos interessados em mitologia ou em medicina
chinesa antiga. De acordo com o herbário chinês, o suco de romã aumenta a longevidade. No Brasil, atualmente, um chá à base de casca
de romã está sendo utilizado pelos seguidores da medicina alternativa como antibiótico natural. 

A romã é rica em ácidos fenólicos e também em flavonoides, compostos antioxidantes que lhe dão a cor avermelhada. As suas propriedades
antioxidantes fazem deste fruto um poderoso protetor contra o câncer e outras doenças. É rica em vitaminas A e E, potássio, ácido fólico e
polifenóis, entre os quais se destacam as punicalaginas, principais responsáveis pelas propriedades antioxidantes do sumo, intervenientes
na redução de processos inflamatórios (responsáveis pelo envelhecimento celular e pelo aparecimento de doenças coronárias e de alguns
tipos de câncer). 


A romanzeira é conhecida por aumentar a longevidade e ajuda em casos de disenteria, eliminação de toxinas, faringite, gengivite, infecções
vaginais por fungos, inflamações da garganta, laringite, pele cansada e sem brilho, sangramento de gengiva, sapinho, verminoses, rouquidão,
afecções da boca, garganta e gengivas, prevenção de aftas. 


Como consumir 
Apesar dos efeitos benéficos, a romã deve ser evitada por quem tem diverticulite (inflamação no intestino grosso). Como possui sementes, 
elas não são digeridas e chegam inteiras ao organismo, podendo agravar ou facilitar o surgimento de crises inflamatórias. Em vez de consumir 
a fruta na sua forma natural, o ideal é que esses pacientes optem pelo suco. Vale lembrar que os estudos não são conclusivos no que diz
respeito à quantidade de consumo da fruta. A sugestão é incluir a romã como parte de uma dieta saudável, associada a bons hábitos de vida.
A safra da romã ocorre de fevereiro e abril, quando é possível encontrar mais oferta da fruta.

Benefícios
A romã é tônica, diurética, antiespasmódica e tenífuga, produzindo excelentes resultados no tratamento de garganta e gengiva, cólicas
intestinais e diarréia. Costuma-se empregar as folhas para lavagem dos olhos. É excelente contra vermes.
Segundo cientistas israelenses, a romã tem qualidades terapêuticas e pode ser usada no tratamento de vária doenças. O suco, a polpa e a
casca da romã contêm propriedades que, além de reduzir o colesterol, retardam o envelhecimento e podem levar à cura do câncer e da aids.

Pesquisas mostram que o suco da fruta contém um poderoso antioxidante, um tipo de flavonóide mais eficiente na prevenção
de problemas cardíacos do que o existente no tomate e no vinho tinto.O médico e pesquisador Michael Aviram diz que muitos
pacientes de alto risco, sérios candidatos a implantes de ponte de safena, conseguiram evitar a cirurgia apenas com o suco
de romã.


A romã é um antibiótico natural e, por ser antioxidante, seu suco reduz o colesterol, retarda o envelhecimento, previne os problemas cardíacos, a
osteoporose e auxilia no tratamento, quando já se tem, ou reforça a defesa imunológica, defendendo-nos de tumores e doenças degenerativas.
A medicina popular relata o uso da romã no tratamento de diversas doenças. O chá feito com as folhas é usado para lavagem dos olhos e o chá
da casca do fruto é usado para infecção de garganta, diarréia e disenteria crônica. Estudos fitoquímicos descritos na literatura mostram que a
casca do fruto é rica em taninos elágicos e derivados de ácido gálico, flavonóides, glicosilados, antocianinas, glicosídeos e ácidos graxos. 
A casca da raiz da romãzeira é rica em alcalóides; o pericarpo apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus e Clostridium
perfingeda, além de ter propriedades cicatrizantes.

COMO USAR
Contra vermes
Leve ao fogo três colheres de sopa da casca, do caule ou da raiz com um copo de água. Quando ferver, abafe e deixe amornar. Beba um copo
do chá três vezes ao dia. No dia seguinte, em jejum, tome um laxante, que pode ser uma colher de chá de sulfato de magnésio (sal de epson
ou sal-amargo) diluída em um copo de água morna. Isso vai ajudar na eliminação dos vermes.

Para garganta inflamada
Faça o chá como indicado acima e, quando estiver morno, adicione uma colher de chá de sal e outra de vinagre e gargareje três vezes ao dia.
Repita o processo até a cura total.

Para gripe
Aos primeiros sintomas da gripe, mastigue pedaços da casca verde ou seca. Isso reforça o sistema imunológico e faz o corpo se livrar logo
do vírus.

Para os olhos
Com o sumo das sementes da romã também é feito um colírio indicado nos casos de glaucoma e catarata.

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 Utilidades medicinais
 
O chá feito com as folhas de romã é usado na medicina contra irritação nos olhos, e o chá produzido com as cascas dos frutos, 
para tratamento, na forma de gargarejo, de infecções de garganta. Esse mesmo chá é utilizado no combate às helmintoses 
As cascas das raízes da romãzeira contêm de 0,6% a 0,7% de alcaloides. Os mais importantes são a peletierina e a pseudopeletierina. 
Esses alcaloides são os responsáveis pelas propriedades tenífugas da romã. 
O pericarpo da fruta tem atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus, Clostridium perfinges e contra o vírus Herpes simplex II, 
responsável pela manifestação do herpes genital. 
As cascas do fruto são ricas em taninos elágicos e derivados de ácido gálico, flavonoides glicosilados, antocianinas, entre outros compostos. 

> Angina da garganta – xarope do suco de romã. Extrair o suco de romã, misturar com mel meio a meio e deixar cozer por uma hora.
Tomar uma colher de sopa de três em três horas.
> Carbúnculo – cataplasmas com as folhas frescas trituradas. Renovar frequentemente. 
> Doenças da garganta – proceder como indicado em angina da garganta. Gargarejo com o decocto das flores secas e pulverizadas.
> Gargarejo com o suco da romã. 
Teníase – tomar um copo pequeno de decocto da casca antes de dormir. 

Protege o coração e abaixa o nível de colesterol. A casca da raiz é usada nas verminoses, como solitária. Para o fruto é usado no caso
de bolhas, cólica intestinal, corrimento (leucorreia), diarreia, difteria, digestão difícil, disenteria, furúnculo, enfermidades na garganta,
dores de garganta, gastrite, gengivite, gonorreia, hemorragia uterina, pus, menstruações difíceis, rouquidão, sapinho.

O fruto é consumido fresco e o suco feito com as sementes é utilizado na fabricação do xarope granadina, usado em condimentos e licores.
Como a casca contém 30% de tanino, pode ser usada para curtir couro. Tem propriedades terapêuticas e é usada na medicina popular.

A romã é uma fruta antioxidante, mineralizante e refrescante. O consumo de suco de romã ajuda a combater o câncer de próstata e a reduzir
as células da doença, segundo um estudo publicado na revista Clinical Cancer Research. A romã é rica em vitamina A, ajudando a manter a
pele bonita e saudável e melhorando a visão.

Segundo especialistas, a ingestão frequente de sumo de romã reduz até 30% os riscos de ocorrência de enfarte. A fruta possui propriedades
úteis no combate a doenças cardíacas e ao envelhecimento. Sua casca fervida em água serve para gargarejo em casos de infecções na garganta.

As sementes de romã, contidas no interior dos pequenos bagos vermelhos, apresentam propriedades fitoestrogénicas úteis na regulação de
algumas alterações hormonais e no alívio dos sintomas associados à menopausa.

Devido às propriedades antimicrobianas, o seu extrato está sendo utilizado por alguns ginecologistas no tratamento de casos de leucorreia e
até mesmo no combate ao vírus do herpes genital.

Romã vermelha e amarela
Podemos encontrar dois tipos de romã, a vermelha e a amarela. Apesar de ambas serem originárias do Vale do São Francisco, a primeira é
uma variedade canadense, enquanto a segunda é nacional. Analisando-se visualmente a fruta, percebe-se na vermelha menor quantidade de
sementes, casca mais fina e o mesocarpo (parte carnosa entre a casca e as sementes) maior. Já a amarela tem maior quantidade de sementes,
apresenta casca mais grossa e mesocarpo mais fino. O formato dos lóculos (“bolsas”, onde estão armazenadas as sementes) também é diferente.
No sabor, parece não haver diferença
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CÂNCER DE PRÓSTATA

Os homens têm que se preocupar com o câncer de próstata, que tem alto índice de incidência e grau alto de gravidade.

Estudos mostram que substâncias presentes na romã têm efeito protetor contra o câncer e as doenças cardiovasculares.
A fruta é fonte de fitoquímicos, substâncias encontradas em plantas e responsáveis pelo efeito preventivo contra essas doenças.
O alimento tem papel antiproliferativo e anti-inflamatório, contribuindo, principalmente, para que o câncer de próstata não desenvolva
novos focos de tumor (metástase) nos ossos.
A romã inibe o desenvolvimento da doença e induz a morte das células cancerígenas na próstata, também conhecidas como PC-3.
Por esse motivo, o consumo da fruta consegue diminuir os níveis das enzimas PSA no sangue, que funcionam como sinalizadoras de
tumores. Além do câncer, a romã tem papel antioxidante, prevenindo contra danos neurológicos e reduzindo as taxas de colesterol no
organismo. Sendo assim, a fruta também funciona como uma aliada à saúde do coração.
Quando a pessoa respira, produz radicais livres. No entanto, o excesso dessas substâncias no organismo causa danos às células
corporais, dando origem ao processo de envelhecimento precoce e ao aparecimento do câncer e de doenças cardiovasculares.
A única forma de retardar esses males é por meio do aumento do consumo de antioxidantes, como os presentes na romã. Essas
substâncias conseguem inativar os radicais livres, protegendo o corpo contra as doenças.
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Suco de romã pode frear metástase de câncer de próstata
Componentes químicos do suco da romã também poderiam ser usados em outros tipos de câncer 
Pesquisadores da Universidade Riverside, da Califórnia, identificaram componentes no suco de romã que podem inibir os movimento 
de células cancerosas e a metástase do câncer de próstata.
A descoberta, diz Manuela Martins-Green, uma das pesquisadoras, pode ainda ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer. 
Quando o câncer de próstata reaparece no paciente depois de tratamentos como cirurgia e/ou radiação, geralmente o próximo passo
é a supressão do hormônio masculino testosterona, um tratamento que inibe o crescimento das células cancerosas, pois elas precisam
do hormônio para crescer. Mas, com o tempo, o câncer desenvolve formas de resistir também a esse tratamento, se transforma em um
câncer muito agressivo e sua metástase ataca a medula óssea, pulmões, nódulos linfáticos e geralmente resulta na morte do paciente.

O laboratório americano aplicou o suco de romã em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório que já eram resistentes à
testosterona – quanto mais resistente à testosterona uma célula cancerosa é, maior é a sua tendência à metástase.
Os pesquisadores então descobriram que as células tratadas com o suco de romã que não morreram com o tratamento mostraram
uma maior adesão, o que significa que menos células se separavam, e também queda na movimentação dessas células.
Em seguida os pesquisadores identificaram os grupos ativos de ingrediente no suco de romã que tiveram impacto molecular na adesão
das células e na migração de células cancerosas no câncer de próstata já em estado de metástase. 
“Depois de identificá-los, agora podemos modificar os componentes inibidores do câncer no suco de romã para melhorar suas funções
e fazer com que eles sejam mais eficazes na prevenção da metástase do câncer de próstata, levando a terapias com remédios mais
eficazes”, disse Manuela Martins-Green. 

“Devido (ao fato de) os genes e proteínas envolvidas no movimento das células de câncer de próstata serem essencialmente os mesmos
que os envolvidos no movimento de células em outros tipos de câncer, os mesmos componentes modificados do suco poderão ter um
impacto muito mais amplo no tratamento do câncer”, afirmou.
Manuela Martins-Green explicou ainda que uma proteína importante produzida na medula óssea leva as células cancerosas a se mover
para a medula, onde elas poderão formar novos tumores. 
“Mostramos que o suco de romã inibe a função dessa proteína e, assim, esse suco tem o potencial de evitar a metástase das células do
câncer de próstata para a medula”, disse. 
Os próximos planos da pesquisadora são fazer testes adicionais em um organismo vivo com câncer de próstata em fase de metástase
para determinar se os mesmos componentes que foram eficazes nas células cultivadas em laboratório poderão evitar a metástase
sem efeitos colaterais.

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Estudo com o Romã / Sua relação com o aumento de Testosterona

Homens e mulheres que beberam um copo (250 ml) diário de suco da fruta por 15 dias tiveram um aumento no hormônio testosterona,
que aumenta o desejo sexual em ambos os sexos. As informações são do Daily Mail.

O estudo, realizado por pesquisadores da Queen Margaret University, em Edimburgo, envolveu 58 voluntários (homens e mulheres)
com idades entre 21 e 64. Os níveis de testosterona aumentaram (após 02 semanas) entre 16% e 30% entre os sujeitos, enquanto
a pressão arterial despencou. As emoções positivas aumentaram e os sentimentos negativos diminuíram.

Além disso, os caras descobriram que o suco diminui a sensação de medo, tristeza, culpa, timidez e eleva a autoconfiança — o que
também ajuda MUITO na hora de um sexo bem feito.

Para os homens, o nível de testosterona afeta características como barba, uma voz e apetite sexual. As mulheres também produzem
o hormônio, que aumenta o desejo por sexo e reforça ossos e músculos. O alto nível de testosterona pode ajudar a melhorar o humor
e memória e até mesmo aliviar o estresse.

Pesquisas anteriores sobre o suco de romã encontraram antioxidantes que podem ajudar a evitar doenças cardíacas e ajudar a
circulação sanguínea. A fruta também ajuda a combater as várias formas de câncer, alivia os sintomas da osteoartrite, problemas de
estômago e conjuntivite.

Atividades biológicas in vitro e in vivo de Punica granatum L. (romã)
A Punica granatum L. é uma erva da família Punicaceae, popularmente conhecida no Brasil como “romã”.

http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3927

RESUMO
A Punica granatum (romã) pertence à família Punicaceae, é um arbusto ou pequena árvore nativa da Ásia e tem sido usada como adstringente, hemostática, antidiabética, anti-helmíntica e antidiarréica. É popularmente conhecida no Brasil como “romã” e seus frutos são usados no tratamento de infecções de garganta, rouquidão e febre. Pode também ser utilizada como anti-séptico e antiviral em processos inflamatórios da mucosa oral e contra herpes genital. Além disso, a casca do caule é também usada como vermífugo. O fruto (pericarpo) é rico em taninos hidrolisáveis, como a punicalagina, punicalina e ácido elágico. Também contém antocianosídeos, como 3-glucosídeos e 3-5, digluconosídeos de delfinidina, cianidina e pelargonidina. Além disso, contém ácidos orgânicos, incluindo ácido ascórbico e cítrico.

As propriedades farmacológicas da Punica granatum L. têm sido descritas extensivamente, resultando na sua indicação para usos diversos, incluindo: imunomodulação, arteriosclerose, infecção bacteriana, infecção fúngica, infecção parasitária e doença periodontal. Testes preliminares de toxicidade realizado em roedores têm demonstrado que a romã apresenta baixa toxicidade em altas doses.

Atividades biológicas de Punica granatum L.
No Brasil a romã e suas partes (folhas, casca de caule e frutos) são usadas no tratamento de infecções de garganta, rouquidão e febre, como anti-séptico e antiviral em processos inflamatórios da mucosa oral e contra herpes genital. Por sua vez, o suco se apresenta benéfico no tratamento da lepra. Além disso, a casca do caule é também usada como vermífugo.

Dentre os constituintes presentes no fruto da Punica granatum L. estão os alcalóides (peletierina, metilpeletierina, pseudopeletierina e isopeletierina), manita, vários fenóis, ácido elágico e ácido gálico. A casca da romã contém, aproximadamente, 20% de taninos, incluindo punicalina, punicalagina, granatinas A e B, galagildilactona, casuarinina, pedunculagina, telimagrandina I e corilagina(4). Foram isolados de P. granatum, dois novos ácidos elágicos ramnosídeos, ácido metilelágico-3-O ramnopiranosídeo 4-O-aL e ácido dimetilelágico 3,4’-O ramnopiranosídeo 4 -O-aL.  Os efeitos benéficos para a saúde atribuídos aos frutos e vegetais são devido, pelo menos em parte, à sua atividade antioxidante, resultante principalmente da presença de polifenóis na planta. O extrato da casca da romã é rico em polifenóis, os quais têm apresentado um forte efeito anti-séptico e também atividade antibacteriana contra gram-negativas e gram-positivas.

Atividade biológica de P. granatum in vitro
Estudos demonstram que a Punica granatum se mostra efetiva na inibição do crescimento de bactérias gram-positivas, mas especificamente de Staphylococcus aureus(7,8). Infecções causadas por estes microrganismos causam diversas patologias nos sistemas orgânicos, havendo um aumento significante da resistência destas linhagens bacterianas aos antibióticos convencionais. Foi realizada uma avaliação do efeito do extrato de P. granatum sobre o crescimento de linhagens de Staphylococcus aureus FRI 722, bem como sobre a produção de enterotoxinas. A concentração do extrato a 1% (v/v) foi eficaz para eliminar o crescimento bacteriano, enquanto que para a inibição da produção de enterotoxinas a concentração foi de 0,05% (v/v).

 Avaliações in vitro demonstraram que frações do extrato bruto de sementes e casca de P. granatum sobre células humanas cancerígenas (pulmão) exercem efeitos antiproliferativos.

O potencial antimicrobiano do extrato etanólico de Punica granatum foi avaliado in vitro sobre amostras de Staphylococcus aureus de origem humana ambulatorial. Avaliou-se, ainda, o perfil de sensibilidade dessas cepas, diante dos antimicrobianos usados rotineiramente na clínica médica, como também a detecção da produção de alguns fatores de virulência (coagulase, hemolisina e lipase). Neste experimento todas as cepas de S. aureus eram fermentadoras do manitol e hemolíticas, sendo que dez (58,8%) apresentaram atividade lipolítica no Ágar tween-cálcio. Todas as cepas se mostraram sensíveis à vancomicina, tetraciclina e oxacilina, enquanto 11 (64,7%) apresentaram resistência à penicilina e à ampicilina. Observou-se sensibilidade diminuída à clindamicina e à eritromicina em dez (58,8%) das cepas. Concluiu-se que a concentração inibitória mínima do extrato etanólico de P. granatum foi obtida na concentração de 10%, a qual foi capaz de inibir 100% das cepas analisadas.

 Foram avaliadas as propriedades antimicrobianas de 172 plantas comumente usadas pela população de Porto Rico contra Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Os resultados mostraram que os extratos metanólicos de Citrus aurantifolia (Rutaceae), Citrus aurantium (Rutaceae), Punica granatum (Punicaceae), Phyllanthus acidus (Euphorbiaceae) e Tamarindus indica (Caesalpiniaceae) possuem elevada atividade antibacteriana in vitro contra as bactérias testadas.

Os polifenóis presentes no suco de romã podem inibir a oxidação do LDL (lipoproteína de baixa densidade) e a formação celular de macrófagos e arteriosclerose. Foi demonstrado que os polifenóis de romã podem proteger o LDL contra a oxidação celular mediada via dois modelos, interação direta de polifenóis com a lipoproteína e/ou como efeito indireto através da acumulação de polifenóis em macrófagos arteriais. O estudo concluiu que a acumulação de polifenóis de romã em macrófagos arteriais reduziu a oxidação do LDL e que em uma dieta suplementada com suco de romã promoveu uma inibição significativa de lesões arterioscleróticas, possivelmente devido ao seu efeito antioxidativo e antiaterogênico(13).

 As frações ricas em antioxidantes extraídas de cascas de romã e sementes (Punica granatum), usando etil acetato, metanol e água foram testadas quanto ao seu poder antioxidante usando vários modelos in vitro. O extrato metanólico da casca de romã apresentou a melhor atividade antioxidante. Devido a isso, os autores abrem o precedente para estudos futuros explorando a possível aplicação dos extratos para a preservação de produtos alimentares, bem como seu uso como suplemento vitamínico. Em outro estudo se comprovou que as anticianidinas (delfinidina, cianidina e pelargonidina) presentes no extrato de romã (Punica granatum L.) apresentam atividade antioxidante.

Extratos aquosos e etanólicos de várias espécies de plantas medicinais usadas na Tailândia para o tratamento de infecções gastrointestinais foram avaliados e comprovaram que os extratos aquoso e etanólico de Quercus infectoria e extrato aquoso de Punica granatum foram altamente efetivos contra a linhagem enteroemorrágica de Escherichia coli (ECEH) O157:H7. Estas plantas podem ser uma alternativa no tratamento de infecções por E. coli O157:H7 .

 Atividade biológica de P. granatum in vivo
A ação quimiopreventiva do óleo de romã para o câncer de pele foi comprovada em uma pesquisa utilizando ratos com tumores de pele. O óleo mostrou um decréscimo significante na incidência de tumores, sendo considerado um efetivo agente quimiopreventivo contra o câncer de pele.

O óleo de sementes de P. granatum tem demonstrado a capacidade de suprimir a proliferação de diferentes tipos de células tumorais, de reduzir a carcinogênese da pele em camundongos e a carcinogênese em culturas orgânicas de células da mama de camundongos. Dentre os constituintes deste óleo se destacam os ácidos graxos, considerados importantes na prevenção de doenças cardiovasculares devido à redução do colesterol.

O potencial terapêutico das plantas, Punica granatum, Cajanus cajan, Cicer arietinum, Phaseolus mungo, Phaseolus vulgaris, Aegle marmelose, Mangifera indica, Morus alba, Musa sapientum, Psidium guajava, Syzigium cumini, Vitis vinifera, Allium cepa, Annona squamosa, Beta vulgaris, Cucurbita pepo, Ipomoea batatus, Momordica charantia, Allium sativum, Brassica juncea, Cuminum cyminum, Curcuma, Murraya koeingii e Trigonella foenum graecum, comumente consumidas na Índia, foi avaliado no diabetes mellitus. A P. granatum foi testada na forma de extrato aquoso e etanólico, sendo administrada por via oral em ratos diabéticos. Todas as plantas neste estudo demonstraram, em níveis variados, propriedades benéficas como redução da glicose sangüínea e diminuição dos fatores de riscos nas doenças cardiovasculares e renais através de vários mecanismos, incluindo a redução dos radicais livres.

Frações aquosas preparadas da casca do fruto e o óleo de sementes de P. granatum foram avaliadas quanto aos efeitos sobre a função de queratinócitos na epiderme e de fibroblastos na derme humana. Este estudo revelou que o mesmo óleo de sementes que estimulou a proliferação de queratinócitos não exerceu nenhum efeito na função dos fibrobastos. Em contraste, o extrato aquoso tem um potente efeito sobre a derme, estimulando a produção de fibroblastos e a síntese de colágeno, sem no entanto estimular a produção de queratinócitos.

Outras atividades biológicas são também atribuídas a P. granatum. Assim, a atividade hipoglicêmica de extratos de semente de Punica granatum Linn. (família Punicaceae) foi observada em ratos com diabetes induzida pela estreptozotocina (STZ). Os resultados do estudo comprovaram que o extrato promoveu uma redução significante nos níveis de glicose sangüínea.

 O extrato de cascas de romã (Punica granatum) possui significante atividade antioxidante em vários modelos in vitro. Realizando um estudo in vivo, avaliaram o efeito hepatoprotetor do extrato da casca da romã contra os efeitos tóxicos de CCl4 (tetracloreto de carbono), analisando cortes histopatológicos de fígado. Os autores observaram que o extrato de romã apresentou um efeito protetor, restaurando a arquitetura hepática normal.

 Estudos acerca do potencial terapêutico adjuvante e quimioprotetor de P. granatum, identificaram que os polifenóis de P. granatum são ativos bloqueadores endógenos na biossíntese do estrógeno, causando inibição da atividade da enzima aromatase em 60% a 80%, bem como da hidroxesteróide-17 beta-desidrogenase, comprovando sua ação terapêutica em pacientes com câncer de mama. Como exemplo prático, o extrato da casca de romã possui uma significante atividade antioxidante em vários modelos in vitro e in vivo.

 Um gel de P. granatum foi utilizado no tratamento da candidose associada com a estomatite protética, observaram a eficácia de P. granatum como agente antifúngico tópico para leveduras do gênero Candida. Outros estudos, ao avaliarem o efeito do extrato de P. granatum no tratamento periodontal, concluíram que os sinais clínicos da periodontite crônica foram significantemente reduzidos após o tratamento.

Pesquisas foram realizadas para a avaliação de extratos de P. granatum na promoção da diferenciação em células leucêmicas humanas HL-60 promielocíticas. Frações de polifenóis de P. granatum ricas em flavonóides exercem ação antiproliferativa, antiinvasiva, antieicosanóide e pró-apoptótica em células cancerígenas de mama e próstata e atividade antiangiogênica in vitro e in vivo. Os extratos proporcionaram efeitos inibitórios sobre a proliferação de células HL-60(34).

Em uma análise da ação do óleo de sementes de romã, contendo 70% cis (c) 9 - trans (t) 11, c13-18:3 como conjugados de ácidos linoléicos (CAL), foi demonstrado que o óleo de romã pode suprimir a carcinogênese química induzida pelo azoximetano (AMO) em ratos, devido ao aumento de CAL.

O óleo e o extrato de P.granatum são considerados fitomedicamentos, utilizados por mulheres na menopausa como uma possível alternativa ou suplemento na terapia de reposição hormonal. A romã contém estrógenos (estradiol, estrona e estriol) e apresenta atividade estrogênica em ratos. A avaliação do efeito do extrato de romã na síndrome menopausal experimental em ratos ovariectomizados demonstrou que a romã é clinicamente efetiva no estado de depressão e da perda óssea na síndrome menopausal.


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