Estrogênio

Função


       IMPERADOR DO SEXO ( para mulheres) 
       O estrógeno protege o 
organismo contra o mal de Alzheimer, a osteoporose e as doenças cardíacas. Além disso,
     mantém o tônus da pele e favorece a produção de colágeno, reduz o estresse e aumenta a lubrificação vaginal, 
     mantendo o impulso sexual ativo. O estradiol (E2), fabricado principalmente nos ovários e liberado na primeira fase do  
     ciclo menstrual, tem como objetivo temperar o comportamento feminino com uma dose de sensualidade: sob sua
     influência, a mulher se expõe mais e adquire uma postura sedutora. O estrógeno produz bom humor, clareza de
     espírito,  disposição e vigilância, além de ajudar a equilibrar o apetite, atuando no metabolismo das proteínas,
     gorduras e carboidratos.
     A produção desse hormônio começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais
     sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa.

     Menopausa é a parada de funcionamento dos ovários, ou seja, os ovários deixam de produzir  os hormônios estrógeno
     e progesterona e de eliminar óvulos, conseqüentemente a mulher deixa de menstruar  ( fase chamada de
amenorréia -
     que vem acompanhada de baixos níveis de estradiol (estrogêneo) e altos níveis do Hormônio Folículo Estimulante (FSH)
     e do Hormônio Luteinizante (LH).


      O estrogênio é responsável pela:

      >>> textura da pele feminina ( falta causa diminuição do brilho e elasticidade da pele)
      >>> distribuição de gordura ( sua falta causa aumento da gordura corpórea para partes caracteristicamente 
             mais masculinas, ou seja, na barriga) ;
      >>> equilíbrio entre as gorduras no sangue ( O 
estrógeno também é relacionado ao equilíbrio entre as gorduras 
             no sangue, colesterol e hdl-colesterol). Estudos mostram que as mulheres na menopausa têm uma chance
             muito maior de sofrerem ataques cardíacos ou doenças cardio-vasculares.
      >>> fixação do cálcio nos ossos ( Após a menopausa, grande parte das mulheres passa a perder o cálcio dos ossos,
             doença chamada osteoporose, responsável por fraturas e por grande perda na qualidade de vida da mulher).
      >>> O 
estrógeno tem outros efeitos muito importantes no revestimento interno do útero, o endométrio, no
             ciclo menstrual
                       
      Tipos de estrógenos:
      >> estradiol; ( envolvido na menstruação )
      >> estrona;
      >> estriol;  
      >>
androstenediona; (envolvido na menopausa )         
       
      A partir da puberdade, o estrogênio passa a ter importante função no ciclo menstrual. 
      Durante a fase de crescimento, a quantidade de estrógeno produzida no organismo influencia o desenvolvimento dos
      ossos e a textura da pele, afetando a aparência da mulher. Nas mulheres com maior índice de estrógenos, os rostos
      tendem a ter traços femininos “clássicos” — como olhos e lábios grandes e narizes e maxilares menores. Por isso,
      as mulheres com alto nível do hormônio estrogênio normalmente são consideradas mais bonitas.

      Síntese e secreção
      O estrogênio é produzido pelo folículo ovariano em maturação. 
      Esse hormônio é fabricado pelos ovários e liberado na primeira fase do ciclo menstrual.
      Os estrógenos estradiol e estrona são também produzidos no homem, normalmente são derivados da testosterona
      e androstenediona.
 
      Produção
no Ciclo menstrual

      No ciclo menstrual, o estrógeno é produzido nas primeiras semanas, inibindo as secreções da pituitária  
      anterior, inibindo a secreção do hormônio folículo estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH), e após o 10º dia 
      do ciclo permite a atividade, principalmente de LH, o que promove a ovulação, por volta do 14º dia do ciclo. O nível 
      de estrogênio cai logo após isso e a menstruação se inicia, por volta do 28º dia, em decorrência de uma nova queda 
      de produção de LH e FSH. Após a menstruação, a pituitária volta a secretar FSH e LH, começando um novo ciclo
      menstrual. 
              
      Produção na Gestação
      Durante a gestação sua produção é aumentada. Os estrógenos (estradiol, estrona e estriol) estimulam
      o crescimento do miométrio uterino de forma contínua, preparando-o para o parto. Também estimulam o crescimento
      das glândulas mamárias, causa relaxamento dos ligamentos pélvicos, sínfise púbica e ossos pélvicos para melhor
      acomodar o útero em expansão, além de estimular a produção de progesterona. Até a segunda semana de gestação
      o corpo lúteo aumenta a secreção de estrogênio e também de progesterona.

                       
      Produção em baixas quantidades 
      Quando em baixas quantidades ou com disfunção em seus receptores, o comportamento feminino fica mais
       “masculinizado”. A diminuição de estrógenos faz com que a mulher se sinta depressiva, com medo, apreensiva,
       irritada, insegura e pessimista.

         Atuação
       O estrógeno induz as células de muitos locais do organismo, a proliferar, isto é, a aumentar em número.
       Por exemplo, a musculatura lisa do útero, aumenta tanto que o órgão, após a puberdade, chega a duplicar
       ou, mesmo, a triplicar de tamanho. O estrogênio também provoca o aumento da vagina e o desenvolvimento dos
       lábios que a circundam, faz o púbis se cobrir de pêlos, os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma
       ovóide, em vez de afunilada como no homem; provoca o desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus
       elementos glandulares, e, finalmente, leva o tecido adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas como os quadris
       e coxas, dando-lhes o arredondamento típico do sexo. Em resumo, todas as características que distinguem a mulher
       do homem são devido ao estrogênio e a razão básica para o desenvolvimento dessas características é o estímulo
       à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do corpo.
       O estrógeno também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a puberdade, mas promove
       rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos que crescem se "extingam" dentro de poucos anos,
       de forma que o crescimento, então, pára. A mulher, nessa fase, cresce mais rapidamente que o homem, mas pára
       após os primeiros anos da puberdade; já o homem tem um crescimento menos rápido, porém mais prolongado,
       de modo que ele assume uma estatura maior que a da mulher, e, nesse ponto, também se diferenciam os dois sexos
                       
         Aumento natural 
         D
á para estimular a produção do hormônio incluindo na dieta alimentos derivados de soja -ricos em fitoestrógenos,
       pratica regular de exercícios físicos e bom sexo.
 

.      Efeitos da falta do estrogênio
       Fisiologicamente, a redução progressiva do estrogênio, que acontece na Menopausa, promove efeitos
       profundos no organismo todo. Em alguns casos a conseqüência dessa deficiência de estrogênio, em longo prazo,
       propicia sintomas desagradáveis e, algumas vezes, sérias doenças.

       Efeitos da falta de estrogênio
      
>>> ressecamento vaginal ( falta de estrógenio que causa a secura vaginal, que acaba por afetar as relações
             sexuais ao tranformá-las em algo desagradável e doloroso;
       >>> irritabilidade e a depressão (
O estrogênio está associado a sentimentos de baixa auto-estima)
       >>> estudos recentes têm associado a falta de estrógeno ao Mal de Alzheimer.
       >>> A falta de estrogênio causa as ondas de calor ou fogachos em aproximadamente 75 a 80 % das mulhere;
       >>> dor de cabeça, por causa dos vasos dilatarem e o aumento de seu diâmetro provoca dor de cabeça
       >>> interfere nos hormônios da tiróide ;
       >>> desequilibrio da gordura do sangue - aumento do 
colesterol e triglicérides;
       >>
> aumenta os coágulos no sangue ;
       >>> enfraquece o controle do açúcar no sangue (surgimento de pré-diabete) ;
       >>> perda de zinco de retenção de cobre
;
       >>> reduz o nível de oxigénio em todas as células - VO2  ;
       >>> aumenta os riscos de cancro do endométrio;
       >>> aumenta riscos de cancro de mama
;
       >>> restringe um pouco a função dos osteoclastos;
       >>> reduz o tônus vascular;
       >>> aumenta riscos de doença na vesícula biliar
;
       >>> aumenta o risco de doenças auto-imunes;
       >>> Insónia, que pode ser decorrente das ondas de calor que interrompem o sono;
       >>> Aumento de rugas, por mudanças na formação da pele;
       >>> reduz o libido sexual
;
       >>> diminuição da atenção e memória ;
              Estudos recentes revelam que o declínio da memória após a menopausa se associa à deficiência de estrogênio,
              a qual promove a diminuição da síntese do neurotransmissor acetilcolina e do fluxo sanguíneo cerebral.

       >>> aumenta a possibilidade da ocorrencia de arteriosclerose e suas conseqüências, tais como ataques cardíacos,
              doenças cardio-vasculares e demência.;
              O tratamento de reposição hormonal é o mais apropriado na prevenção do risco de doenças cárdio-vasculares,  
              entre elas o infarto e o derrame. O tratamento hormonal pode reduzir as mortes por doenças cárdio-vasculares
              em aproximadamente 35%.
       >>> provoca a Osteoporose;
              A perda de cálcio que ocorre com mais intensidade nos primeiros cinco anos da Menopausa descalcifica os 
             ossos e causa a osteoporose. A conseqüência mais direta da osteoporose é relacionada à fraturas de ossos 
             e entre essas fraturas, as mais graves são das vértebras (na coluna) e de bacia. As mulheres magras da raça
             branca apresentam maior risco. As mulheres tabagistas, as que consomem quantidades excessivas de álcool, 
             as que fazem uso de corticosteróides, as que consomem pouco cálcio e as que têm um estilo de vida sedentário] 

              MENOPAUSA
              A menopausa realmente ocorre no final da última menstruação da mulher. Contudo, este fato somente é
              estabelecido posteriormente, quando a mulher deixa de menstruar por pelo menos 12 meses. A idade média na
              qual a menopausa ocorre é de aproximadamente 50 anos, mas ela pode ocorrer normalmente em mulheres com                 
              até mesmo 40 anos (menopausa prematura). Os ciclos menstruais regulares podem continuar até a menopausa,
              mas, geralmente, a duração e a quantidade do fluxo tendem a variar nas últimas menstruações. 
              A liberação de um óvulo ocorre em um número cada vez menor de ciclos. Com a idade, os ovários 
              tornam-se progressivamente menos responsivos à estimulação dos hormônios luteinizante e folículo-estimulante, 
              os quais são secretados pela hipófise. Conseqüentemente, os ovários secretam quantidades cada vez menores 
              de estrogênio e progesterona e, finalmente, a ovulação (liberação de óvulo) cessa. 

              Uma palavra que se confunde com Menopausa é Climatério. Climatério é o decréscimo progressivo
              da capacidade reprodutiva feminina, portanto, estão no climatério todas as mulheres entre 35 e 65 anos de idade.
              Além da prevenção da osteoporose, o tratamento proposto para a Menopausa e seus eventuais dissabores
              envolve a atenção às alterações emocionais (depressão e ansiedade), da atividade sexual, a prevenção de
              demência, a preservação da estética feminina, etc. O tratamento com hormônios ou com substitutos
              hormonais reduz a  ocorrência de osteoporose e previne fraturas de bacia em 25% e de coluna em 50%. Esse
              tratamento, para ser mais eficaz, deve ser iniciado logo no início da Menopausa.

              Testosterona na mulher ( Reposição deste hormônio )
              A satisfação sexual da mulher na menopausa

              A reposição hormonal é muito questionada sobre seus benefícios e malefícios. Uma coisa é verdade, ela traz
             mais benefícios do que o oposto. Melhora o psiquismo, a auto estima, evita a falta de apetite sexual e melhora o
             trofismo vaginal, que se caracteriza pela involução da vagina que provoca coitos traumáticos e dolorosos tirando
             todo prazer da mulher. Pode deixar de lado a historia que a reposição hormonal engorda - é pura historia de
             pescador. Na realidade, devido à impossibilidade da medicina até o momento não produzir um medicamento com
             dosagens de estrógenos que corresponda à necessidade fisiológica de cada mulher, esse hormônio em dosagens
             excessivas dificulta a metabolização hepática, retendo o excesso de liquido no organismo e diminuindo a vitamina
             B, provocando em alguns casos irritabilidade, tudo isso passível de correção.

             Vamos ao que interessa !!!!!!

              Melhorar a vida sexual na menopausa são uma mescla de estrógenos +  testosterona. 
              A testosterona é um hormônio masculino, que na mulher é semelhante a uma gasolina aditivada, acelera as
             reações do organismo e, na função sexual, traz os mesmos benefícios que os homens desfrutam, porque o clitóris
             é na realidade um pênis em pequena proporção. Esse hormônio também fortalece a musculatura do períneo,
             favorecendo melhores contrações da musculatura vaginal, além disso, dá mais disposição física, melhorando a
             auto estima, enrijecendo os músculos, etc...
             Os hormônios masculinos utilizados são (proprionato e metil) testosterona. A diferença entre eles é que o
             proprionato tem uma ação lenta e mais duradoura, podendo causar masculinização com presença de pêlos, acnes,
             voz grossa. Já a metil-testosterona, que é mais usada pelos ginecologistas, tem um efeito mais rápido e não
             causa efeitos masculinizantes. Como aviso, não procure utilizar esses medicamentos sem serem prescritos por
             médicos, de preferência o ginecologista ou endócrino, desde que sejam feitos exames de dosagens hormonais e
             seja descartada doenças hepáticas.

                         
              Considerações finais sobre o bem-estar da mulher.....
                         
            
 A serotonina é um neurotransmissor produzido no cérebro e intimamente relacionado aos transtornos
             do humor. Regula o sono, a temperatura do corpo e a sensibilidade à dor, além de atuar sobre a libido,
             equilibrando  o desejo sexual (que pode estar muito acima ou abaixo da média). Sua presença no organismo
             estimula o apetite e, em particular, a vontade de comer doces. Em doses altas, pode provocar sudorese, mal-estar
             e taquicardia. Baixos  níveis estão relacionados a alterações do sono ou estados de insônia e depressão. Receita
             natural: a prática regular e prazerosa de atividades físicas e mentais estimula a produção de serotonina, assim
             como o consumo de chocolate, banana e tomate.

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