A Leptina

 
O HORMÔNIO DA OBESIDADE


Tem gente que, mesmo vivendo sob dieta, está sempre gordo; outros, comem muito,
mas nunca engordam (dizem que são "
magros de ruim"). A obesidade, entretanto, é
um mal que afeta grande parte da população e é diretamente responsável por várias
doenças fatais.

Gordura acumulada é reserva de energia ? 

Gordura corporal em excesso pode agir como um veneno, liberando substâncias que
contribuem para a diabetes, doença cardíaca, hipertensão, derrame e outras doenças,
incluindo alguns tipos de câncer. 
A obesidade e duas doenças ligadas a ela, doença
cardíaca
e hipertensão, estão na lista da Organização Mundial de Saúde entre as 10
maiores doenças de risco para a saúde global

O tecido adiposo é a nossa reserva de energia. Ele fornece “combustível” para que o músculo
possa se contrair, utilizando a gordura liberada pelo tecido adiposo.  É o que chamamos de
“queima de gordura”, ou em linguagem médica o gasto energético. A comunidade médica que
lida com o problema do excesso de peso está muito interessada em que haja maior gasto
energético para propiciar maior “queima” de gordura. O esquema é bastante simples: quanto
mais gastarmos energia acumulada e diminuirmos a ingestão de calorias, maior será a perda
ponderal.

Existem medicamentos que aumentam o gasto energético, mas com alguns efeitos colaterais
inconvenientes. A ciência tem procurado descobrir medicamento que seja bastante eficiente
no aumento do gasto energético, mas que não atrapalhe os outros sistemas ou órgãos. Esses
produtos (em estudo) são muito semelhantes aos hormônios da glândula tiroide e já estão sendo
empregados em pesquisas com pacientes.

ADIPONECTINA
Uma das moléculas mais importantes fabricadas pelas células adiposas é um hormônio chamado
de adiponectina,que faz com que o corpo se torne mais sensível a insulina. Quando a pessoa se
torna obesa, suas células gordurosas fabricam menos adiponectina, o porque disto ainda não está
claro. Baixos níveis de adiponectina estão associados com diabetes e doença cardíaca.

COMO AGE A LEPTINA ? 
( RESPONSÁVEL PELO BALANÇO ENERGÉTICO DO CORPO )
 

Células adiposas em ambos os sexos produzem a LEPTINA. LEPTINA se dirige ao cérebro
onde atua em área especial chamada hipotálamo, avisando que já existe um excesso de
gordura acumulada e que o indivíduo deve moderar a ingestão de comida. 
Esse circuito bioquímico entre a gordura acumulada e o cérebro funciona muito bem para
aqueles felizes seres  humanos que são, por natureza, sempre magros.No gordinho parece
que a 
LEPTINA não consegue ter muito sucesso no sentido de comunicar-se com o cérebro,  
induzindo menor ingestão de calorias. Isso se deve à ausência ou defeito no receptor de
LEPTINA no hipotálamo.

Como é a distribuição de gordura no corpo ? 
ADIPOCITOS (adipo = gordura, em grego) - Os adipocitos, no corpo humano, são totalmente
diferentes quanto a sua distribuição, localização, variando de acordo com o sexo feminino ou masculino. 

>>>  feminino - é bem característica, localiza-se no abdômen inferior, nas áreas laterais das coxas (culotes)
e nos glúteos. Essa disposição de gordura envolvendo toda a bacia do corpo feminino tem como finalidade a
proteção de uma eventual gravidez, pois forma um “colchão protetor” em torno do útero.
>>> masculino - a gordura, quando excessiva, se acumula no abdômen. Aí encontramos dois tipos de
células gordurosas. Uma facilmente palpável que é a gordura subcutânea e outra que se encontra entre as
alças intestinais, formando cordõesde células adiposas - chamadas de gordura visceral.

Esta gordura visceral é a mais perigosa ? 
Sim, pois produz colesterol e lipoproteínas que irão formar placas de gordura dentro das artérias coronárias.
É consenso unânime entre cardiologistas e endocrinologistas que o acúmulo de gordura abdominal do tipo
masculino é aquela que oferece maior risco de futuro problema coronariano, ou seja, o infarto do miocárdio.
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A LEPTINA

O reconhecimento de que as células de gordura estão longe de serem inertes apareceu em 1995 com a
descoberta da 
LEPTINA, hormônio que sinaliza ao cérebro quanto de gordura o corpo possui, desta forma o
cérebro pode ajustar a ingesta alimentar e o metabolismo permitindo que o armazenamento de gordura seja
mantido em certos níveis. Quanto maior a quantidade de gordura que a pessoa possui, maior será o nível de 

LEPTINA. Embora inicialmente os pesquisadores pensassem que a LEPTINA poderia ser utilizada para o
tratamento da obesidade, eles rapidamente descobriram que a
maioria dos obesos é resistente aos efeitos
da 
LEPTINA.

O tecido adiposo é crivado de células do sistema imune chamadas de macrófagos, as quais liberam
substancias que
causam inflamação, e hoje se pensa que estas substâncias possuem um papel importante
nas doenças cardíacas. As células gordurosas produzem hormônios adicionais que afetam a sensibilidade do
corpo a insulina e estão altamente
ligadas ao desenvolvimento da diabetes tipo 2.
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A INSULINA E A DIABETES

A insulina auxilia a glicose a entrar nas células,mas cerca de metade das pessoas obesas se tornam resistente
a insulina, o que significa que suas células não respondem a insulina. Quanto mais peso elas ganham, mais
resistente à insulina
elas se tornam. A resistência a insulina é a primeira etapa no desenvolvimento da
diabetes e freqüentemente é acompanhada por pressão sanguínea elevada e altos níveis de gordura
e açúcar no sangue.

Açúcar causa diabetes ?
Não! A maioria dos estudos não conseguiram demonstrar esta relação, pois, embora o diabetes seja popularmente
conhecido como um "excesso de açúcar no sangue", comer açúcar tem tido menores efeitos do que o ganho de peso, 

este sim o grande vilão da saúde. É lógico, açúcar em excesso pode nos fazer engordar? Claro que sim, e aí está
o principal perigo.

Os tipos principais de diabetes são o tipo 1 e o tipo 2

O diabetes tipo 1 resulta primariamente da destruição das células pancreáticas. Corresponde a 5% a 10% do total
de casos. A forma é comumente observada em crianças e adolescentes, porém pode ocorrer também em adultos.
Entre os elementos que podem levar o sistema imunológico a agir dessa forma são os anticorpos, o leite de vaca,
os genes, e os radicais livres de oxigênio.

O diabetes tipo 2 resulta, em geral, de graus variáveis de resistência à insulina (ou seja, o organismo produz o
hormônio mas não consegue utilizá-lo) ou deficiência relativa de secreção de insulina. É fato que a inflamação gerada
por vários mecanismos (alergias, excesso de toxinas, gluten, leite, álcool e claro, açúcar) pode gerar alterações nos
receptores celulares fazendo com que os mesmos não reconheçam os hormônios. Por isto, obviamente, a dieta de
qualquer pessoa, deve ser balanceada, sem quantidades grandes destes alimentos inflamatórios.

O diagnóstico do DIABETES tipo 2, na maioria dos casos, é feito a partir dos 40 anos de idade, embora possa ocorrer
mais cedo. Abrange 85% a 90% do total de casos. A maioria dos pacientes tem excesso de peso e mantêm uma dieta
altamente calórica e são sedentários. Ou seja, o açúcar não está liberado na dieta. O consumo máximo diário é de 10%
da dieta já que existe uma relação entre o excesso do mesmo e o ganho de peso e, níveis elevados de gordura corporal
interferem na ação da insulina o que, aí sim, pode levar ao diabetes.

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As células adiposas secretam vários hormônios e produtos químicos

Dados muito recentes de pesquisas médicas indicam que as células adiposas formam um sistema de secreção de
várias substâncias, ligadas à coagulação do sangue, à manutenção do peso, à interligação entre o tecido adiposo
e o cérebro, além de hormônios.
Um exemplo é o fato de que as células adiposas femininas na época da menopausa passam a formar um hormônio
feminino chamado estrona (que é muito semelhante ao estradiol, clássico hormônio feminino). A produção de estrona
pelo tecido adiposo irá aliviar os sintomas desagradáveis da menopausa feminina, aliviando os fenômenos de sudorese
noturna e calores.

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O tecido adiposo marrom é um gastador ?

Somente os indivíduos de peso normal têm um sistema adiposo marrom altamente competente, enquanto que
os gordinhos possuem poucas células deste maravilhoso queimador de gordura.
Como o tecido adiposo marrom é uma excelente e eficiente máquina de “queimar gordura”, os gordinhos estão
em grande desvantagem em relação aos indivíduos magros, pois esses têm uma arma muito poderosa para
transformar gordura em calor e, desta forma, manter o peso.
As células do tecido adiposo marrom possuem um “maquinário celular” preparado para gerar energia armazenada.
No caso de ser acionado, o maquinário se modifica para que essa dissipação de calor seja a mais eficiente possível.
Nesse processo, entram em cena os hormônios da tiroide e a formação de uma proteína especial que dirige a energia
obtida da gordura corporal para gerar calor. O processo é tão eficiente que um porcentual enorme da gordura
acumulada no corpo é conduzido para a geração de calor. Isso significa um gasto energético excepcional, que
se for associado à ingestão calórica diminuída levará a uma perda natural do peso.

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EXPLICANDO A OBESIDADE

Obesidade é decorrente de vários fatores presentes na pessoa que, combinados, resultam em uma série
de alterações no funcionamento do cérebro e dos hormônios, no aproveitamento dos alimentos pelas
células, na produção de gorduras e substâncias e em muito mais processos fisiológicos do que nós
somos capazes de imaginar.

Nos obesos, o papel de algumas substâncias é crucial na perda de peso – ou no fracasso da dieta
e dos exercícios. Uma delas é o NPY ( neoropeptídeo Y ), um neutrotransmissor que indica aumento
de apetite. Outro é a grelina, um hormônio produzido pelo estômago que, no cérebro, aumenta a fome.
Nos obesos, a grelina costuma aparecer em quantidades menores que o normal. Acredita-se que isso
acontece como uma reação do organismo na tentativa de se proteger da obesidade. Já a leptina, outro
hormônio envolvido na regulação do apetite ( ingestão alimentar ) e do balanço energético, costuma estar
aumentada nos obesos. Ela é produzida pelas células adiposas, muito abundantes nessas pessoas.

EXPLICANDO O NPY
A maioria dos indivíduos obesos apresentam níveis elevados de leptina. A deficiência de leptina (mutação
no gene da leptina) ou a resistência à ação da leptina (mutação no gene do receptor de leptina) resulta
em aumento do neuropeptídeo Y no hipotálamo (NPY). O NPY, que atua aumentando o apetite, causa
também hipersecreção de insulina e de glicocorticóides, com secreção subseqüente de leptina. Quando
a leptina é ineficaz para reduzir a produção de NPY, um círculo vicioso se estabelecerá, originando um
fenótipo marcado pela deposição de gordura ou obesidade, dependendo da ingestão alimentar

EFEITO REBOTE
Quando o corpo gordo percebe que está perdendo peso, dá um jeito de reverter a perda e recuperar tudo
de novo, aumentando o apetite e às fazendo estragos piores. Há hormônios envolvidos na obesidade que
atrapalham mesmo, reduzindo o metabolismo e aumentando a produção de gordura.

Por que eles fazem isso?
Parte do pesadelo é explicado por uma teoria muito repetida por gente da área. Batizada de Thrifty Gene
Theory (algo como a teoria do gene econômico), a tese formulada pelo geneticista James Neel em 1962
diz que o corpo dos seres humanos de hoje não quer emagrecer por causa de uma programação metabólica
que vem do tempo das cavernas. Aquela era uma época em que era preciso caminhar muito para encontrar
frutos nas árvores e lutar contra animais selvagens para comer. Ninguém sabia quando iria comer de novo.
Estocar energia, portanto, era uma vantagem para a sobrevivência. Haveria então um gene responsável por
impedir que o corpo perdesse muito peso nos períodos de escassez.
E essa vantagem se tornou evolutiva: os indivíduos que sobreviveram com estoque de energia em forma de
gordura corporal transmitiram o gene da estocagem de energia aos seus descendentes.
Transmitido intacto por nossos ancestrais às atuais gerações, no entanto, o tal gene econômico seria um dos
responsáveis pela obesidade nos dias de hoje. Apesar de termos comida abundante ao nosso dispor no
supermercado e nos restaurantes, diariamente, o corpo continua acreditando que precisa estocar energia para
os tempos de fome.
Pelo menos é o que diz a teoria. Ela parece fazer sentido para todo mundo que já tentou de tudo para emagrecer
e não conseguiu – ou conseguiu mas engordou tudo de novo. Quando reduz a ingestão de comida ou começa a
queimar gordura na malhação, a hipótese é que esse corpo programado entende que está na hora de entrar em
ação para se salvar da inanição. E dá início ao efeito rebote: por meio de hormônios, aumenta o apetite, reduz o
metabolismo e joga fora todo o esforço do gordinho que finalmente entrou na academia.

FORÇA DOS 6 MESES -  O CORPO SE ADAPTA COM O TEMPO
Depois dos primeiros seis meses, com a continuidade do programa de exercícios e disciplina na dieta - o NPY
( Neoropeptídeo Y ) começa a cair, mesmo quando o peso entrou num platô. A resistência à insulina também só
diminuiu de forma significativa após 06 meses.O longo prazo é capaz de promover uma regulação neuroendócrina
da ingestão de comida e do balanço energético.

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Tireoide

Fabrica T3 e T4, hormônios todo-poderosos no comando do metabolismo. Uma de suas principais tarefas é a queima de
calorias para gerar energia. Se a glândula trabalha a passo de tartaruga, distúrbio conhecido como hipotireoidismo, fica
difícil manter os estoques de gordura regulados e você acaba ganhando peso. Suspeite do problema se, além de engordar,
você sentir sonolência, indisposição, cansaço, depressão, pele seca. O tratamento é simples, à base de reposição dos
hormônios T3 e T4, sempre sob orientação médica.


A culpa desse hormônios( T3 e T4) no ganho de peso
Eles só estão por trás de 5% dos casos de obesidade. “Os maiores vilões do excesso de peso são os erros de
alimentação, a falta de atividade física e a genética”, frisa a endocrinologista Claudia Cozer, diretora da Associação
Brasileira para Estudos da Obesidade.
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VOLTANDO A FALAR SOBRE CELULAS GORDUROSAS.......

Um adulto magro possui cerca de 40 bilhões de células gordurosas, uma pessoa obesa possui cerca de duas a três
vezes este número, e obesos possuem células gordurosas maiores do que as pessoas magras. Mesmo sendo ruim, o
corpo pode sempre fabricar mais destas células e comparando-as com outras células, estas possuem uma vida
extremamente longa. Como se acreditava no passado, não é verdade que a quota de células adiposas de uma pessoa
é fixada para sempre em algum momento da adolescência. Adultos não criam novas células de gordura como as crianças
criam, mais isto acontece.

Se a pessoa continua comendo em excesso, as células gordurosas existentes continuam crescendo e crescendo,
parecendo como se estivessem a ponto de explodir, mas existe um limite de tamanho. Quando elas atingem
um certo limite elas não se dividem, mas ao invés disto elas enviam um sinal para que as células imaturas
mais próximas comecem a se dividir produzindo assim mais células gordurosas.

É conhecido ha algumas décadas que alguns tipos de obesidade são piores que outras. A forma do corpo é importante.
Pessoas que possuem o corpo em forma de “maçã”, carregando excesso de gordura no abdômen, são mais propensas
a diabetes e doenças cardíacas do que as pessoas que possuem o corpo no formato de “pêra”, e que têm seus depósitos
de gordura concentrados nos quadris, coxas e nádegas. A tendência de uma pessoa armazenar gordura em uma região
ou outra do corpo é provavelmente genética, dizem os pesquisadores, pensando-se numa visão prática todo mundo irá
desenvolver um abdômen avantajado conforme o aumento de peso. Mulheres possuem tendência ao formato pêra mas
elas também redistribuem e condensam gordura na menopausa. 

Mesmo um abdômen com gordura moderada - um abdômen protuberante em uma pessoa diferentemente magricela –
podem aumentar o risco de hipertensão, diabetes e doença cardíaca. Pessoas magras ou fora do peso que estão na
verdade sob o risco da gordura abdominal podem ser falsamente tranqüilizadas por terem leitura normal de um medidor
de obesidade muito comum, o índice de massa corporal, ou I.M.C. O problema é que este índice, baseia-se na altura e
no peso, e não leva em conta a forma do corpo. - A forma correta seria medir a cintura - medida da cintura é melhor
prognóstico, com uma zona de perigo em torno de algo maior do que 102 cm para os homens e 88.9 cm para as mulheres.

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Porque um abdômen grande é mais perigoso do que um quadril grande?

Muitos pesquisadores pensam que a grande culpada é a gordura visceral, o que significa depósitos de gordura dentro
do abdômen, ao contrário da gordura subcutânea, sob a pele. Uma pessoa com o corpo no formato de maça com
certeza possui gordura visceral, assim como gordura subcutânea na área abdominal. Não está claro porque a gordura
visceral é perigosa; pode ser que ela seja mais ativa metabolicamente e espalhe mais substâncias tóxicas.
Adicionalmente, sua secreção vai diretamente para o fígado e pode interferir com as suas funções, que incluem a
ajuda no controle da glicose e do colesterol sanguíneo.

Um estudo publicado o mês passado no New England Journal of Medicine deu suporte a teoria de que a gordura
visceral é uma ameaça maior do que a gordura subcutânea. Os médicos descobriram que a lipoaspiração, a qual
remove somente a gordura subcutânea, não possui efeito benéfico algum na saúde, mesmo quando os cirurgiões
aspiram 9 kilos de gordura abdominal subcutânea. Mas a pessoa que perde peso através de dietas e exercícios
pode estar certa de que sentirá mudanças significantes na pressão sanguínea, colesterol e resistência à insulina.

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FALANDO SOBRE COLESTEROL.......

Os alimentos ricos em gordura saturada (carne vermelha - aqui entram carnes gordurosas e de embutidos,
como mortadela, presunto e salsicha , queijos amarelos, gema de ovos, doces e frituras) são os maiores
responsáveis por altos índices de colesterol. 


Quando há muito colesterol no sangue, ele se acumula nas paredes das artérias, o que faz com que elas fiquem

estreitas e o fluxo sanguíneo para o coração seja bloqueado ou reduzido. O sangue é responsável por carregar
oxigênio para o coração e, se uma quantidade suficiente não consegue chegar lá, você pode ter dores no peito.
Se o suprimento de sangue para uma parte do coração for totalmente bloqueado, a consequência é um enfarte. 

LDL, o famoso mau colesterol, que tem baixos níveis proteicos, e o HDL, com grande quantidade de proteína, é
conhecido como bom colesterol por ser responsável por eliminar o excesso de LDL do sangue. O problema
denominado de colesterol alto surge quando as taxas de LDL (colesterol mau) estão mais altas do que deveriam,
e a gordura começa a se acumular. 

As taxas podem ser medidas com exames de sangue e seus valores mínimo e máximo variam de acordo com o
estilo de vida que a pessoa leva (sedentária ou praticante de exercícios) e com o peso que apresenta.

Colesterol alto provoca sintomas? 
O colesterol alto por si só não acarreta nenhum sintoma. Por isso, muitas pessoas nem imaginam que estão
com esse problema. Portanto, é preciso descobrir qual o nível do seu colesterol consultando um médico e
fazendo exames de sangue periódicos. Se estiver alto, baixá-lo é essencial, pois reduzirá o risco de
desenvolver uma doença do coração. O índice ideal de colesterol total é de até 200 mg/dl, sendo que o LDL
precisa ser menor do que 160 e o HDL acima de 40 para homens e 50 para as mulheres. Esse valor é padrão
para adultos saudáveis e, se você tem diabetes ou possui mais de dois fatores de risco (fumante, hipertenso,
obeso ou tem histórico familiar), só o médico poderá lhe dizer qual é o seu índice ideal. Doenças relacionadas
aos vasos sanguíneos (no coração, nas pernas e até no cérebro) são o efeito colateral mais comum dos altos
níveis de LDL, podendo atingir pernas, coração e até mesmo o cérebro. 


Qual é o tratamento? 
O principal objetivo é baixar o nível de LDL e elevar o HDL
Para manter seu colesterol no valor ideal, uma alimentação balanceada, evitando gorduras saturadas e não
abusando do açúcar, é indispensável. Além da pré-disposição genética, uma dieta inadequada e a falta de
exercícios físicos descontrolam o colesterol.

Para diminuir o colesterol, o mais importante é ter uma dieta saudável, praticar atividade física regularmente
e manter o peso ideal. Algumas pessoas podem também precisar de medicação. Nesse caso, as estatinas
ainda são a melhor pedida. Elas bloqueiam a síntese de colesterol no fígado e, com isso, disparam a demanda
dessa substância. O resultado é um aumento dos receptores de LDL, que acabam tirando o colesterol ruim de circulação. 

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Haveria uma causa genética para a obesidade?

Apresento um artigo de 3 estudantes de pós graduação do departamento de Bioquímica da UNICAMP: Daniele Araújo
José Antônio da Silva, eLeonardo Fernandes Fraceto, sobre a "Leptina, o hormônio da obesidade".

leptina é um hormônio protéico - específico produzido e secretado pelo tecido adiposo, que funciona como um "adipostato",
referindo-se à Teoria Lipostática, que prediz que
 a composição e o peso corporais em humanos são determinados
por interações entre fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais 
e da resposta a um sinal periférico
produzido 
em quantidades proporcionais ao tecido adiposo no organismo.

A existência desse 
fator circulante, que aumenta com os estoques de energia e age no cérebro para inibir a ingestão
de alimentos e as reservas no tecido adiposo, foi descoberta após 
mutações genéticas (Figura 1) denominadas
por 
obese (ob) e diabetes (db). 


Baseado nesses estudos foi sugerido que a mutação ob estava relacionada à produção de um fator circulante e a
db com
a resposta a esse mesmo fator. Assim, o fator circulante, produto do gene ob, foi chamado leptina (do grego
leptos que significa magro), porque este mostrou ser capaz de diminuir o peso corporal e a massa de tecido adiposo
quando injetado em camundongos.

A descoberta da leptina tem ajudado a esclarecer o papel dos adipócitos como sistema endócrino e de que modo ocorre
a sinalização para a ingestão ou não de alimentos, bem como, a regulação do metabolismo energético. Assim,
 a
coordenação do balanço energético e do peso corporal envolve uma regulação entre a ingestão de alimentos e gasto de
energia
 em resposta a sinais agudos (insulina, catecolaminas como a adrenalina) e rônicos (gravidez, desnutrição,
inflamações, caquexia e 
leptina).

leptina é sintetizada como um peptídeo de 167 aminoácidos (aa), transportada para a circulação sanguínea com
apenas 146 aa e uma massa molecular de 14-16 kDa. A cristalografia revela quatro hélices com estruturas semelhantes
às das citoquinas, tais como as interleucinas (
Figura 2).


SÍNTESE E REGULAÇÃO

LEPTINA é produzida principalmente no tecido adiposo, embora também possa ser encontrada (em poucas
quantidades) no epitélio intestinal, placenta (funcionando com um fator de crescimento para o feto, por sinalizar o estado
nutricional da mãe), leite materno, músculo esquelético, gástrico e cérebro.

É codificada por um gene que tem três exons e dois íntrons(Figura 3). A região promotora tem elementos como :

>> TATA box,
>> C/EBP (região de ligação à proteínas),
>> GRE (elemento responsivo a glicocorticóides)
>> CREB (elemento de  ligação à proteínas responsivo ao AMPc). 

A transcrição e a tradução ocorrem no tecido adiposo, placenta e trato gastrintestinal, onde a razão de produção é
diretamente relacionada à massa de tecido adiposo. Em um indivíduo com peso corporal normal, a 
LEPTINA está mais
correlacionada com a massa de gordura absoluta do que com o índice de massa corpórea (BMI) ou percentagem de
gordura corporal.

Os níveis de leptina circulantes parecem estar diretamente relacionados com a quantidade de RNAm para leptina no 
tecido adiposo. Além disso, vários fatores metabólicos e endócrinos contribuem para regular a transcrição dos 
genes da leptina em adipócitos. Por exemplo, ocorre diminuição de leptina em resposta a baixos níveis de insulina
havendo uma relação diretamente proporcional entre as concentrações desses hormônios.

Glicocorticóides (como o cortisol), infecções agudas e citoquinas inflamatórias; aumentam os níveis de LEPTINA
mas, baixas temperaturas, estimulação adrenérgica, hormônio do crescimento (GH), hormônios tireoidianos, melatonina,
fumo têm a propriedade de diminuir os níveis de LEPTINA, como observado na Tabela 1.



FATOS DA LEPTNA

1) Há também o 
efeito do sexo, pois com a mesma quantidade de gordura corporal ( mesmo Índice de Massa Corporal - IMC) mulheres  secretam duas vezes mais leptina que homens.As mulheres necessitam de uma maior liberação de leptina por pulso para manterem o seu peso corporal. Isso, pode significar que as mulheres sejam mais resistentes às ações da leptina que os homens. 
2) A leptina tem sua expressão mais pronunciada na gordura subcutânea, comparativamente à gordura visceral.
3) Indivíduos obesos geralmente têm uma concentração elevada de leptina, e por isso tem sido abordada a hipótese da resistência a esse hormônio. A diminuição da freqüência e amplitude dos pulsos diurnos de leptina em obesos e a diferença nas concentrações de leptina do líquido cefalorraquidiano entre sujeitos obesos e magros colaboram com essa discussão.
As prováveis explicações para a resistência giram em torno de alterações nos receptores solúveis, no receptor hipotalâmico ou ainda na resposta do NPY. 
4) LEPTINA humana tem uma meia-vida de aproximadamente 25 minutos e é a mesma em indivíduos obesos e com peso corporal normal. Essa meia-vida curta na circulação é determinada pelo clearence renal mediado por f
iltração glomerular.
5) Ainda com relação a mecanismos periféricos de ação da leptina, foi detectada a ativação das vias STATs (e, portanto, a sinalização da leptina) em células intestinais, epiteliais, endoteliais, plaquetas e células T do sistema imunológico. Existem ainda receptores curtos de leptina nos rins, nos hepatócitos e nas células beta do pâncreas, embora ainda não esteja plenamente compreendido como ocorre a sinalização nesses diferentes tecidos.

Ingestão de alimentos x gasto de energia
                                          
                             Ação central da leptina no balanço energético.
                             MB= Metabolismo Basal;
                             NY= Neuropeptídeo Y;
                             AgRP= proteína relacionada a agouti;
                             POMC= proteína derivada da propriomelanocortina;
                             a-MSH= peptídeos de melanocortina;
                             CART= peptídeo derivado da cocaína


Leptina, dieta e balanço energético
O papel da leptina como hormônio antiobesidade é essencialmente derivado de suas ações como diminuidor do apetite 
e estimulador do gasto de energia. 
A ingestão energética está relacionada com as concentrações de leptina não somente de forma aguda, mas também de forma crônica. A privação de alimentos por 12–48 h diminui a expressão desse hormônio De forma crônica, 10% de redução no peso corporal significam cerca de 50% de queda na leptina circulante, e por outro lado um aumento de 10% no peso corporal pode elevar a leptina em até 300%. Cabe destacar que as modificações nas concentrações de leptina ocorrem
de forma inversamente proporcional à concentração de seu receptor solúvel, o que pode comprovar que esse receptor realmente interfira na biodisponibilidade da leptina.

A leptina é considerada um sinal adipostático ao cérebro sobre o balanço energético. Nesse sentido, a leptina age no hipotálamo, principalmente no núcleo arqueado, que é provido de duas populações de neurônios: os orexígenos (subpopulação 1), que basicamente secretam o neuropeptídeo Y e o AgRP (agouti related protein); e os anorexígenos (subpopulação 2), que secretam o CART (transcrito regulado por cocaína e anfetamina) e o a-MSH (peptídeo de melanocortina), derivado do POMC (propriomelanocortina).

A propriedade inibidora do apetite deve-se ao mecanismo de sinalização desta no hipotálamo, estimulando a síntese de
neuropeptídeos anorexigênicos como:
>> POMC (Proopiomelanocortina), 
>> a-MSH (Hormônio Estimulante de a-Melanócitos), 
>> CRH (Hormônio Liberador de Corticotropina);
>> CART (Transcrito Regulado por Cocaína e Anfetamina) que diminuem a ingestão de alimentos pela sensação de saciedade. 

Os neuropeptídeos anorexigênicos, por sua vez, inibem a síntese de neuropeptídeo Y (NPY), que estimula a ingestão de alimentos, inibe a termogênese (liberação de energia na forma de calor sem produção de ATP) e é diminuido por altos 
níveis séricos de insulina, promovendo aumento da lipogênese, síntese proteica e armazenamento de glicose.
Uma série de sinais em resposta à ingestão ou à privação de alimentos é capaz de se ligar a receptores nessas duas populações de neurônios, de forma a regular a ingestão de alimentos e/ou o gasto energético. A leptina exerce diferentes respostas nessas sub-regiões hipotalâmicas . A ligação da leptina ao Ob-Rb nos neurônios orexígenos inibe a atividade
dessas células e reduz a liberação de NPY e AgRP. Por outro lado, a leptina estimula a atividade dos neurônios anorexígenos, aumentando a liberação de a-MSH e CART. Dessa forma, situações que aumentam a concentração
plasmática de leptina levam à inibição dos neurônios NPY/AgRP e à estimulação dos neurônios a-MSH/CART, causando diminuição da ingestão alimentar. Já situações em que ocorre diminuição na concentração de leptina, os neurônios anorexígenos não estão suficientemente estimulados e os neurônios orexígenos deixam de ser inibidos, levando
ao aumento da ingestão alimentar .

A propriedade de alterar o gasto de energia
A leptina estimulam as ações da norepinefrina (NOR) e a lipólise no tecido adiposo, levando à termogênese. Por estimulação do sistema nervoso simpático, a leptina causa aumento na liberação de NOR que age em adipócitos por sinalização via AMP cíclico e proteína quinase A (PKA), estimulando a transcrição do gene para proteínas desacopladoras da fosforilação oxidativa (UCPs). As UCPs formam canais que permitem a entrada de prótons na matriz mitocondrial sem passar através do complexo ATP sintase, permitindo a oxidação contínua de ácidos graxos sem síntese de ATP, com dissipação de energia
na forma de calor.Isto leva a um aumento no gasto de energia no tecido adiposo, com estímulo da lipólise. 

O mecanismo da Leptina
A leptina pode ainda ser um sinal que alerta ao cérebro que as reservas de gordura já possibilitam o início da puberdade, da manutenção do ciclo menstrual e da habilidade de reprodução. Em meninas, a leptina se relaciona inversamente com a
idade da menarca. A partir de aproximadamente 10 anos de idade, as concentrações de leptina diminuem nos meninos à medida que se elevam as concentrações de testosterona, e se eleva nas meninas proporcionalmente ao aumento do estradiol. 
No que diz respeito a leptina e maturação sexual, também é importante destacar a presença do seu receptor solúvel. Em meninas, na medida em que a idade evolui, aumenta a concentração de leptina livre e diminui a concentração de seus receptores solúveis. Em meninos, essa proporção é inversa. Ainda, a diminuição nos receptores solúveis em mulheres e o aumento desses em homens são proporcionais às concentrações de estradiol e testosterona, respectivamente.

A Leptina como mecanismo central de regulação hormonal
Sabe-se que a leptina é capaz de influenciar praticamente todos os eixos hormonais. Para desempenhar essa ação, a
leptina regula a atividade dos diversos neurônios hipotalâmicos que secretam os fatores hipofisiotróficos. Não há evidências conclusivas de que os neurônios que sintetizam esses fatores co-expressem o Ob-Rb, o que indica que seja necessário um controle indireto da leptina na modulação endócrina do organismo. Esse controle possivelmente ocorre pela regulação de
sub-populações de neurônios em algumas regiões do hipotálamo que expressam o Ob-Rb, como o núcleo arqueado.
O estímulo pela leptina de alguns neurônios específicos causa aumento da atividade simpática, resultando em elevação 
do gasto energético em tecidos periféricos, principalmente no tecido adiposo marrom e no tecido adiposo branco. 

Nos tecido adiposo branco, no fígado e no músculo esquelético a leptina provavelmente estimula a oxidação de ácidos graxos, e impede a sua esterificação. 

>> No fígado, a leptina é capaz de inibir o gene da SCD-1 (stearoil-CoA-desaturase). A SCD-1 pode ser considerada uma enzima limitante na biossíntese de ácidos graxos monoinsaturados, a partir de ácidos graxos saturados. A repressão da expressão gênica desta enzima pela leptina favorece a oxidação de ácidos graxos e inibe a síntese de triacilgliceróis no fígado. 
>> No músculo esquelético, foi demonstrado que o tratamento com leptina estimulou a oxidação de ácidos graxos, especificamente pela ativação da AMPK (proteína quinase ativada pelo AMP). Quando estimulada, a AMPK inibe a ACC (acetil coA carboxilase) a partir da fosforilação de um resíduo de treonina nessa enzima. A inibição dessa enzima diminui,
por sua vez, a síntese de malonil- CoA, que seria a primeira etapa da síntese de ácidos graxos. A inibição da síntese de malonil CoA facilita a ação da carnitina acil-transferase I, enzima envolvida no processo de transporte de ácidos para a mitocôndria, com posterior oxidação.
Essa capacidade de oxidar ácidos graxos no músculo esquelético é também atribuída ao aumento da expressão do gene FAT/CD36 (que expressa a translocase de ácidos graxos, localizada na membrana celular).

Regular as concentrações de Leptina
Existem evidências de que o zinco pode influenciar este hormônio, até porque esse mineral é co-fator para a expressão do gene ob. As concentrações de leptina diminuem em resposta a restrição de zinco e aumentam posteriormente a um período de suplementação.

Resistência a Leptina 
Mecanismo para desenvolvimento dessa resistência seria a expressão aumentada do SOCS-3 (supressor de sinalização de citocinas). Este é um mecanismo intracelular que, após a ligação da leptina com seu receptor hipotalâmico, de certa forma regularia a continuidade dessa ligação, similar a um mecanismo de feedback.

Ausência ou inadequada sinalização de Leptina
Na ausência ou na sinalização inadequada de leptina (que ocorreria em situações como envelhecimento e obesidade) ocorre um aumento dos ácidos graxos circulantes. Alguns autores postulam que não ocorra resistência, e sim que seja atingida
uma capacidade máxima de saturação ao mecanismo de controle da leptina, e que este hormônio tenha como papel mais importante os mecanismos que sinalizam deficiência energética, e não o controle da obesidade.

A relação entre Leptina e Glicose 
Tem sido bastante estudada a relação entre leptina e metabolismo da glicose, uma vez que é identificada uma relação entre leptina e insulina. A leptina interfere nos mecanismos de sinalização intracelular à insulina, por meio de mecanismos identificados como cross-talk, porém não está clara a inter-relação entre esses hormônios. Nas células b do pâncreas, 
alguns autores constataram que a leptina é capaz de inibir a expressão de insulina. Por sua vez, em resposta à alimentação, as concentrações de leptina aumentam com a elevação da insulina, e, no jejum, diminuem após a redução da insulina.

Leptina e exercício físico 
O exercício físico causa uma série de modificações metabólicas no organismo. De forma aguda, pode-se destacar o
aumento do gasto energético necessário para sua realização e a mobilização de substratos energéticos específicos. De forma crônica, considerando a adaptação do organismo ao treinamento, destaca-se a modificação na composição corporal
e a capacidade aumentada de armazenar carboidratos e triacilgliceróis no músculo esquelético. Todas essas modificações estão relacionadas a fatores como idade, sexo, grau de treinamento, além do tipo e da intensidade do exercício.
O exercício fisico aumenta o gasto energético não somente durante a sua execução, mas também no período de recuperação. Além disso, o treinamento físico induz adaptações no organismo que permitem a mobilização maior de nutrientes específicos como ácidos graxos e glicose. A oxidação de substratos energéticos para o exercício, como a  
glicose e os ácidos graxos, altera as concentrações de leptina. Por isso, a redução da concentração desse hormônio em decorrência do exercício pode ser devida a alterações da disponibilidade ou do fluxo de nutrientes nos adipócitos.
Deve haver uma concentração ótima de leptina que torna o exercício benéfico, e abaixo desta concentração, principalmente em mulheres, a sinalização hormonal pode ser alterada.Modificações na composição corporal também estão relacionadas com as alterações na leptina.Alguns estudos demonstraram que a diminuição do tecido adiposo em resposta ao exercício está relacionada a alterações no receptor longo, Ob-Rb.


A influencia da Leptina na Hipertrofia Muscular
Cabe ainda investigar o possível papel da leptina no anabolismo protéico, em exercícios para hipertrofia muscular. Existe
 um importante papel do eixo somatotrófico (GH-IGF-I) nos processos anabólicos musculares, e parece que a leptina é
capaz de influenciar, direta ou indiretamente, esse eixo. O fato de o GH (hormônio de crescimento) ter funções diretas e indiretas torna difícil investigar a relação da leptina com esse eixo. Na obesidade observa-se alta concentração de leptina e baixa concentração de GH; já na restrição alimentar, observa-se aumento do GH e diminuição na concentração de leptina.
No caso dos exercícios resistidos, é possível que a leptina aja diretamente estimulando a síntese de IGF-I no músculo esquelético, independentemente do GH. Também cabe destacar que, como a leptina exerce influência nas concentrações dos hormônios sexuais, estes, por sua vez, podem ter um papel relevante na regulação do metabolismo protéico no organismo, e conseqüentemente nos processos de hipertrofia muscular



SITE DE REFERÊNCIA : http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/arquivo.html

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                                            SUPLEMENTAÇÃO

                 
P/ CONTROLAR A INSULINA E A GLICOSE NO CORPO....

Cromo:
Pertence à categoria dos elementos vitais. Auxilia o organismo a utilizar a insulina, a hormona que transfere o açúcar do sangue (glicose) para as células onde é usado como combustível. Quando existe cromo suficiente, o corpo humano utiliza
a insulina de forma eficiente e mantém níveis sanguíneos normais de glicose. Além disso, o crómio ajuda no
processamento de proteínas para o aumento de massa muscular e na perda de peso como queimador de gorduras. Conforme envelhecemos, retemos menos cromo no organismo. O excesso de gorduras e açúcar na dieta aumenta a excreção e consumo de cromo.

Ácido Alfa Lipóico:
É o único nutriente que demonstrou grande eficácia na redução da glicose. A capacidade do ácido alfa lipóico melhorar a redução da glicose é um efeito muito importante e que pode melhorar a distribuição de outros nutrientes. Imitando a
insulina, este ácido aumenta a captura de glicose, pelas células musculares, em 65%. O estímulo deste transporte de glicose é realizado através da participação do ácido lipóico na insulina. Esta é uma importante função que pode melhorar
a captura
de nutrientes pelas células musculares e circulação de proteínas. Outra indicação do ácido alfa lipóico é o tratamento de lesões neurológicas, incluindo a neuropatia diabética. O ácido alfa lipóico não só protege o sistema nervoso, mas pode também estar envolvido na regeneração dos nervos.

Vanádio:
É um metal essencial à função e desenvolvimento celular. Ajuda a manter equilibrados os níveis de açúcar no sangue através do seu efeito semelhante ao da insulina, no fígado, medula óssea e tecidos adiposos. Melhora a sensibilidade à insulina na diabetes tipo I e II, bem como reduz significativamente os níveis de LDL (mau colesterol), devido ao papel do Vanádio no metabolismo lípido. Bis-glicinato oxo vanádio é um complexo orgânico de fácil absorção.


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