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A "Gripe da Aves",   infelizmente continua a influenciar, atitudes alarmistas sem qualquer razão fundamentada. Os pássaros criados em cativeiro e confinados a recintos fechados sem contacto com aves selvagens, não apresentam qualquer perigo ou risco de contágio. A proibição de Exposições não se compreende, quando é permitida a caça de aves cinegéticas e migratórias. Os casos de "Gripe das Aves" começam todos em aves selvagens. Será que os caçadores são menos susceptíveis ao contágio que os criadores de aves em cativeiro?

A doença continua a alastrar pela Europa, as autoridades portuguesas já decretaram a obrigatoriedade de declaração de aves de capoeira e outras. Em caso de pandemia numa zona todas as aves serão abatidas num raio de 3 km, sendo proibida toda a circulação de aves. Não tenhamos dúvidas que os criadores registados nas Federações serão os primeiros a serem visitados. Não admira que  no Jornal de Notícias de 26 de Fevereiro numa notícia com o título "Já há avicultores a abandonar aves". O medo é de tal ordem que alguns criadores já soltam as suas  aves. Lembro que é proibido e punido por lei soltar aves exóticas. A crise está instalada !

Apesar de ser uma actividade amadora, muitas empresas industriais, lojas grossistas, lojas de venda de sementes, acessórios, alimentos e complementos alimentares dependem deste sector.  A crise vai se alargar a esta actividade. O futuro é incerto e a doença ainda não chegou a Portugal até a data 27-02-2007.

A criação de aves sempre comportou riscos de contágio de zoonoses (doenças de animais que são transmissíveis ao homem). Ainda não vi ou ouvi ninguém com responsabilidades e conhecimento, alertar todos aqueles que convivem diariamente com aves. A Higiene e Segurança de manejo e e manutenção de aves em cativeiro infelizmente está ausente. As boas práticas são desconhecidas ou ignoradas pela maior parte dos criadores e comerciantes de aves.

A Pandemia (doença que afecta milhares de pessoas) vem longe. A zoonoze já chegou ! E ninguém se importa, poucos são os que conhecem os perigos e avaliam os riscos do contágio de doenças de animais transmissíveis ao Homem.

Criar pássaros sempre  foi uma actividade de risco, agora o risco não é maior, só que a probabilidade de adoecer com a GRIPE AVIARIA foi ampliada pelo alarme de PANDEMIA da comunicação social. 

Dizem "0 vírus vai chegar ao Homem". Temos de aprender a viver, com mais uma nova doença, no meio de outras transmissíveis que já existem e matam milhares de pessoas. Atrasar não significa vencer a doença, apenas ganhamos tempo para criar uma solução terapêutica e dominar o medo. A crise vai passar, não tenhamos dúvidas...

Artigo da responsabilidade de Armando Moreira

              Mais Fotos do Campeonato Ornitológico Espanhol 2007                              

 

 

Tops de Sites

 

Exposições Ornitológicas 2012

Estas informações vão sendo regularmente actualizadas conforme os    clubes marquem os respectivos concursos.   
 
 
A FOP anuncia que o 67º Campeonato Nacional de Ornitologia se realiza nos dias 14 a 16 de Dezembro de 2012 em Vila Franca de Xira-organização essa entregue aos Clube Ornitológico de Vialonga,Clube Ornitológico de Peniche e Clube Ornitológico de Setúbal.
                                        
                      
                                                  

 

 

 

1º Campeonato Luso-Espanhol

Almendralejo 2007

-Disputou-se no passado mês de Novembro,em Almendralejo/Espanha,o 1º Campeonato Luso-Espanhol Ornitológico.Infelizmente resultou em decepção,uma vez que a aderência ao mesmo por parte dos criadores Portugueses e Espanhóis foi fraca,talvez devido à falta de divulgação pelo menos em Portugal,e também devido a vários Campeonatos importantes que se efectuaram nessa altura em ambos os países.A participação Portuguesa resumiu-se praticamente aos Psitacídeos,nomeadamente Roseicolors e Personatas,onde conquistaram vários lugares no pódio.A participação de "nuestros Hermanos" também foi fraca.No total talvez tenham estado a concurso cerca de 200 a 300 aves e nem mesmo a exposição adjacente ao recinto do campeonato,foi melhor,pois esteve bastante fraca em relação ao ano de 2006.Esperemos que para o ano seja bem melhor.

 

XLII Campeonato Ornitológico de Espanha

Sevilha-Dos Hermanas

 

-Durante cerca de duas semanas e com término no passado domingo,dia 9 de Dezembro,disputou-se mais um campeonato Espanhol de Ornitologia.Com cerca de 25 000 a 30 000 aves a concurso,o Campeonato foi mais uma vez um êxito.As únicas falhas encontradas foram a falta de lavabos para os visitantes,que tinham de se deslocar aos cafés próximos.O campeonato disputou-se na vila de "Dos Hermanas",próximo de Sevilha,no recinto de exposições que parecia estar ao abandono,não fosse o pavilhão principal onde se disputou o campeonato.Mais à frente deixo algumas fotos para poderem apreciar.Em relação à exposição de produtos e aves que se encontrava em anexo numa tenda gigante,a presença de expositores encheu por completo o espaço.É sempre nestas exposições que se podem efectuar bons negócios,principalmente no que se refere a produtos para aves,uma vez que os preços praticados para a venda das mesmas,são altissimos.Tenho também a dizer que as aves de factor vermelho que se encontravam tanto a concorrer no campeonato,como para venda na exposição,apresentavam na sua grande maioria uma cor laranja e não predominantemente vermelha como seria normal.Penso que tal se deve ao tipo de iluminação artificial que os Espanhóis proporcionam às suas aves.

Algo que mexe sempre comigo e me irrita ao mesmo tempo é o facto de em Espanha não ser proibido ter aves silvestres Europeias,como é o caso em Portugal e em outros países da Europa,como a França.Com essa facilidade os Espanhóis estão muito à frente em termos de criação de aves silvestres e de mestiços,pois não têm de fazer as coisas às escondidas,como é o caso dos criadores Portugueses.Irei deixar algumas fotos de mestiços que deixam qualquer pessoa que goste de aves,completamente apaixonadas pelos espécimes que se encontravam a concurso.Mestiços de Dom-Fafe com Pintassilgo;Mestiços de Pintassilgo com Negrito da Colômbia;variadissimas mutações de Pintassilgo,Lugre,Verdelhão,Chamariz,Dom-Fafe,etc.De bradar aos céus!!!!!

 

Aqui estão as fotos para se deliciarem

 

 

Sobre:Gripe das Aves

Registo de Aves e realização de exposições e concursos, parecer da DGV em conjunto com FONP e COM-P.

Divulgamos parte do Ofício G003/06 emitido pela Federação Ornitológica Nacional Portuguesa.

Passamos a transcrever:

 «Vimos pela presente informa-los que a direcção da FONP, em conjunto com a Direcção da FPO e COM-P, na sequência dos contactos efectuados anteriormente, foram recebidas na passada semana pelo Sr. Subdirector Geral de Veterinária. Nessa reunião foram abordados vários pontos com interesse para a nossa actividade de criação de aves de companhia.

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Relativamente ao Registo de Aves, enquadrado na campanha de protecção contra a gripe aviaria, foi possível concluir que só é obrigatório aos nossos criadores registarem as aves, desde que estas aves estejam no exterior ou em contacto com o exterior Assim, mesmo que os criadores participem em exposições oficiais (que são sempre realizadas em recintos fechados) não estão obrigados a esse registo.

Relativamente à realização de exposições e concursos oficiais, a situação é exactamente igual à do ano passado: as exposições podem realizar-se, desde que autorizadas pela entidade veterinária municipal, uma vez verificadas as condições de bio-segurança já conhecidas.

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 O Sr. Subdirector geral comprometeu-se ainda a emitir um oficio a todos os veterinários municipais, chamando a atenção para esta possibilidade, e referindo a especificidade das nossas exposições. Deste modo todos os veterinários municipais serão alertados para que devem autorizar as exposições realizadas nos moldes habituais pelos nossos clubes. Esta situação não deverá sofrer alterações, sempre e quando não surjam casos confirmados de gripe aviaria no território nacional.

A Direcção da FONP manter-se-á em contacto com a DGV para a articulação da informação disponível. »

Para uma informação mais detalhada e actualizada aconselhamos a visita ao site da FONP.

 

A ORNITOLOGIA PORTUGUESA

E O CANÁRIO ARLEQUIM PORTUGUÊS

 A Ornitologia Portuguesa conta no nosso País, criadores ornitológicos, que julgam em suas conciências poder descansar á sombra do que aprenderam nos anos a que chamam a sua prática, e outros ambicionam e querem o progresso da Ornitologia Portuguesa, com o pensamento apontado ao futuro e como único meio, de bem poderem desempenhar os seus deveres para com a Ornitologia. Não sei se os primeiros são muitos ou pouco numerosos, não os conto; mas sei que são pertinentes nas suas falsas convicções, e que podem contagiar os segundos pelas seduções do ócio: é necessário pois convencê-los com a verdade, ou vencê-los no seu erro e estimular estes na virtude dos seus nobres sentimentos e honradas aspirações.

 Os que podem e querem progredir, os que consideram a criação de uma nova raça de canários como uma honra, é preciso que trabalhem pondo a sua vontade e consciência acima das dificuldades; os que não podem ou não querem progredir, os que consideram que os iniciadores de uma nova raça de canários como um simples modo de vida, esses é preciso que se resignem ante o poder e vontade que desconhecem, e que não embarguem o passo aos que caminham. Nos grandes projectos e ideias, os seus iniciadores raras vezes lhes vêem o triunfo, e na maior parte dos casos, são vitimas da sua fé; só mais tarde, proclamados por outros, em nome dos verdadeiros iniciadores daqueles que os adoptaram, conseguem obter a sua apoteose. É que o erro infiltra-se mais facilmente em certos cérebros, do que a verdade. Não obstante, se os iniciadores morrem, os bons princípios sobrevivem e vingam.

 Sendo o canário oriundo das Ilhas Canárias mas também das ilhas portuguesas dos Açores e da Madeira, parece  que Portugal devia ter sido um pioneiro na criação de raças. Porquê este marasmo? Não é fácil encontrar uma resposta. Mas fica-nos sempre a sensação da nossa incapacidade, a frustração de que não somos capazes de realizar  ou de criar ideias novas. Por isso nos habituamos a procurar os produtos estrangeiros e a pôr de lado os produtos nacionais. Por outro lado, e talvez devido a esta situação, somos muito desconfiados em relação aos produtos portugueses e se alguém se propõe fazer algo de novo há logo uma data de críticos encartados que, por baixo de um sorriso encapotado, se armam em doutores da lei, sempre prontos a criticar, embora não se disponham a  fazer. Não fazem, nem deixam fazer, como é costume dizer-se. Inveja? Nem isso. É apenas a mesquinhez da nossa tradição.Esta é, sem dúvida, a maior e principal raiz da nossa incapacidade. É evidente que sem um trabalho de equipa não é possível criar uma raça. Só o trabalho de conjunto permite lançar um novo tipo de canários. Portanto, se não houver entre ajuda , nada feito.Mas antes de tudo é preciso ter a ideia, criar um standard próprio. Pois bem, isto já está feito. Já surgiu um canário português

  O julgamento apressado dos que não têm hábito de observar de raiz das coisas, leva a pensar que este canário, por apresentar uma grande variedade de cores, é uma mistura, não uma raça original. Ao contrário do que poderá pensar-se, o Arlequim Português não resulta de uma mistura de raças. O que se passa é exactamente o contrário. Senão, vejamos:

 O canário original das ilhas dos Açores, Madeira e Canárias é verde. Foi nesse estado que os portugueses o introduziram na Europa no Séc. XIV. Com o passar do tempo, devido a mutações, à acção da alimentação e da falta de exposição à luz, surgiram malhas claras que, mais tarde, foram seleccionadas até, se atingir o canário totalmente amarelo. Porém, os criadores portugueses mantiveram até aos nossos dias a criação do canário variegado, ao contrário do que se passou no resto da Europa em que as directivas internacionais baniram estas aves dos concursos. Entretanto, surgiu também a mutação que originou a poupa e se manteve entre nós, aparecendo nas feiras, sob a forma de canário variegado. Não se trata de um Poupa Alemão, cujo estalão obriga a que a ave seja de uma única cor e apresenta uma poupa diferente. Em todos os locais de venda de pássaros, como nas feiras, vêem-se destes canários. É, portanto, apenas uma variação do canário variegado português ancestral. Foi a partir destas aves, mais pequenas do que as outras raças existentes porque foram criadas a partir desta, que foi seleccionado o Arlequim Português com a forma e a coloração que hoje apresenta.Como todas as raças de canários existentes, desde o Border, em Inglaterra, ao Raça Espanhola, em Espanha, o Arlequim Português pode ser visto em todo o País na sua forma genuína, cabendo ao Presidente do Clube do Canário Arlequim Português, o mérito de ter sabido observar o que se passava à sua volta, estabelecer o estalão, cultivar esta raça portuguesa.Há quem pense que a raça foi fabricada, que o Presidente do CCAP se vangloria de ter criado uma raça. Nada mais errado! Como ele afirma, não é uma raça pessoal, mas de todo o País e por isso lhe deu o nome de Arlequim Português. Só que há portugueses que parece terem vergonha de ter nascido em Portugal. O facto de surgirem aqui e ali nas feiras só prova que é uma verdadeira raça ancestral e divulgada no nosso País. Infelizmente, em muitos casos, são os estrangeiros que usufruem daquilo que nós fazemos e desde os Descobrimentos, que serviram mais os estrangeiros do que nós próprios, até eventos e descobertas científicas.  Muitas vezes, os portugueses fazem mas nem têm consciência do valor que criaram. Por isso, se vir um Arlequim Português numa feira, não se admire. Se no seu criadouro surgir um Arlequim Português assuma. Só que precisa de ter cuidado visto que, não sendo de criação seleccionada, pode vir a ter surpresas desagradáveis na geração seguinte. Lembre-se que só ao fim de 13 anos de selecção genética, o Presidente do CCAP o trouxe para aprovação pelo Colégio de Juizes (Que o aprovou por parecer de 28Jun99). As regras estabelecidas e divulgadas pelo Nº 2 da Revista Ornitófila O ARLEQUIM  (Orgão oficial do CCAP) elucidam como deve acasalar estes pássaros. Por outro lado, estude bem as características definidas para o estalão da ave, não vá estar a criar aves que não são perfeitas, contribuindo para o descrédito da raça. Em caso de dúvida, escreva-nos através da Revista do Arlequim.

 É aceitável que os vários criadores se dediquem ou gostem de raças diferentes. Os gostos não se discutem. Mas esteja atento às próximas exposições nacionais onde o Arlequim Português vai ser apresentado e julgado: verá uma bela ave e, ainda por cima de origem portuguesa. Não se arrependerá!

Portugal pode sair do marasmo ornitológico em que tem vivido nas últimas décadas e reaver o seu antigo prestígio. A realização da Exposição Mundial no nosso País no ano 2001 e o lançamento do Arlequim Português são, sem dúvida, dois importantes feitos que honram a Ornitologia Portuguesa.

 Sou dos que crêem no trabalho de equipa, dos que acreditam nas virtudes do saber ouvir e dos que procuram reger-se pelos ditames do companheirismo, a bem do futuro da Ornitologia Portuguesa.

 Daniel Gonçalves – Presidente do CCAP