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Canário Silvestre

 

-O Canário Silvestre(Serinus Canarius) é originário das Ilhas Canárias,dos Açores e da Madeira,e é a espécie mais importante por ter dado origem às diferentes raças de canários domésticos.

São aves de pequena dimensão,com aproximadamente 12 a 15 cm.Têm uma plumagem colorida e variada com tons amarelos e verdes cinza.O bico é forte,curto e cónico,adaptado a descascar as sementes que constituem o seu principal alimento.As asas são longas,terminando em ponta,e a cauda levemente bifurcada.

Os Canários habitam preferencialmente as regiões ricas em vegetação arbústica ou rasteira e com abundância de água,de clima pouco variado e seco.

Formam grandes bandos à procura de alimento,que ao chegar da Primavera,se começam a desfazer por os machos iniciarem o periodo de acasalamento,
procurando as fêmeas com o seu espectacular canto.

Constituido o par,segue-se a construção do ninho,em arbustos ou árvores baixas,à base de pedaços de ervas,raízes finas,folhas secas,sendo o interior acabado com pêlos ou material macio.

O número de ovos de cada postura varia entre os três e os seis ovos e a sua incubação dura treze a catorze dias,tendo inicio,normalmente,
ao terceiro ovo da postura.

Os filhos abandonam o ninho por volta dos dezassete dias e a sua independência total verifica-se uma a duas semanas mais tarde,após o periodo de aprendizagem da alimentação.

Os pequenos passarinhos vão-se reunindo em grupos a que se vão juntando também os casais que terminam a última postura,acabando assim uma época de criação,um ciclo de reprodução.

Os criadores mais experimentados utilizam o canário silvestre para melhorar certas raças,cruzando-o com o canário doméstico,sendo mais fácil a hibridação entre o macho silvestre e a fêmea doméstica.

A criação selectiva dos canários em cativeiro modificou em certos aspectos as caracteristicas do canário silvestre.Assim,a dimensão de algumas raças domésticas chega a atingir os 22 cm e a configuração corpórea é bem diferenciada nalguns casos.

Em relação ao canto há uma certa semelhança entre os canários silvestre e doméstico,embora o primeiro emita sons mais fortes e,por vezes,agudos e metálicos.

A duração média de vida de um canário é de  oito a dez anos,embora sejam registados exemplos de canários que viveram vinte anos. 

Excertos retirados do livro"Guia moderno da Canaricultura"

 

 

 

Embora seja um amante de todas as aves,os canários são sem dúvida o tipo de aves onde me sinto mais à vontade.

 

Actualmente dedico-me apenas à criação de canários Gloster.
                                                                                            

Não me dedico aprofundadamente a mais nenhuma raça de canários,porque penso que ao trabalhar com mais raças,iria diluir toda a minha concentração e tempo,sem nunca conseguir apurar realmente nenhuma das raças.

Com isto não quero dizer que não as aprecie,muito pelo contrário.Adoro ver em exposições ou em instalações de outros criadores,as restantes raças de canários.
 
Existem 2 tipos de Canários Gloster:Os Gloster Corona e os Gloster Consorte.

Os Gloster Corona chamam-se assim porque possuem uma poupa(coroa).Nestas aves o objectivo é que o exemplar tenha a coroa o mais perfeita possivel.

Os Gloster Consorte não possuem coroa.

Um conselho importante:nunca acasalar 2 Glosters Corona entre si.

                              

Os Glosters são aves de pequeno porte,com um comprimento de 11/12cm.Tão ou mais importante que o comprimento,é tentar obter aves robustas e arredondadas.Por exemplo,se tivermos um macho Gloster corona com pouco peito,teremos de arranjar uma fêmea Gloster consorte com um peito robusto,para irmos tirar descendentes completos.

Outro conselho é nunca juntar 2 aves com plumagem nevada.O aconselhável é juntar uma ave com plumagem intensa e outra com plumagem nevada,pois assim irá obter-se aves com uma qualidade de penas melhor.       

 

Quando se tem um bom espécime Gloster corona,terá que ter-se o cuidado de arranjar um bom exemplar Gloster consorte.Uma dica:para se saber se os Glosters consorte terão boa qualidade a nivel de cabeça,existe um pequeno exercicio que se poderá efectuar;colocar o dedo indicador na parte detrás da nuca da ave e arrastar as penas para a frente em direção ao bico.

Se as penas chegarem ou ultrapassarem a ponta do bico,essa ave será excelente para juntar a um Gloster corona com uma boa coroa.

                                                                

Por fim deixo um espaço ao nosso canário:o Canário Português Arlequim.É um canário variegado que pode possuir ou não poupa.O canário silvestre foi trazido para Portugal no século XV e desde aí evoluiu para o que hoje conhecemos como arlequim Português.É um canário que hoje em dia já é criado por muitos criadores portuguesese que já começa a ser conhecido e criado internacionalmente.Desde 2010 que já participa nos campeonatos mundiais.Daqui faço um especial pedido:uma vez que é a única raça de canário tipicamente português,peço a todos os criadores que obtenham pelo menos um casal desta raça,para que o Arlequim possa ter a cada dia que passa,mais força e projecção,tanto a nivel nacional,como internacional.

   

 

 

Observações:
 
Posturas da época de 2012

Ninhada de Glosters

2º e 3º ninhadas de Gloster

Ninhada de Canários de Macho Satiné X Femea Gloster.

 

 POSTURAS DA ÉPOCA DE 2009

 

 

 

 

História

O primeiro documento conhecido que faz referência aos canários é o livro publicado em 1555,do autor Konrad Gessner,que lhes chama pássaros do acúcar,pensando que se alimentariam exclusivamente das folhas e colmos daquela planta.

Os primeiros conhecimentos sobre pássaros em liberdade devem-se ao naturalista Bolle.

Numa primeira fase o monopólio do comércio de canários pertenceu aos espanhóis.Primeiro como mercadoria trazida das ilhas canárias e,mais tarde,produto da sua reprodução em cativeiro.

Seguiram-se os italianos,que se teriam dedicado à criação e comércio de canários,com grande empenhamento.

Os navegadores holandeses tiveram uma influência extraordinária na difusão do canário na europa,pois nas suas viagens transportavam para familiares e amigos estas bonitas aves,que em pouco tempo se propagaram nos países baixos,ainda durante o século XV.Nessa altura só pessoas abastadas possuiam canários ou outras aves,pois os seus preços atingiam quantias fabulosas.

Em Inglaterra,a Rainha Elizabeth teria recebido com grande satisfação um grupo de canários que lhe fora oferecido por Walter Ralleigh,aquando do seu regresso a Inglaterra e,ordenou que se fizesse a sua criação no palácio real.A soberana também mostrou simpatia pela reprodução de canários,ao mandar colocar nos seus exemplares anilhas de ouro gravadas com o cunho real.

Em França o rei Luis XI por volta de 1480,mantinha canários nos seus aposentos reais.

No século XVII e prolongando-se até fim do do século XIX,os alemães foram as pessoas que mais se dedicaram à criação e exportação de canários,
seleccionando a raça de canto.

A introdução do canário na Alemanha,deu-se pelo norte de Itália e ainda pelos Países Baixos.Os criadores proliferavam por toda a parte entre a população das mais diversas camadas sociais.

A Bélgica tem a sua ligação à história da canaricultura,com a origem,selecção e difusão de um canário de raça de canto,denominado Malinois.Mais tarde criaram o Bossu Belga que é o pai da grande maioria das raças de canários de grande porte.

Em Portugal o canário existe desde que se descobriu e se iniciou a exportação do canário silvestre.Temos mesmo um canário tipicamente português,o canário Arlequim.É um canário variegado que desde há muito tempo se vê nas feiras.Infelizmente é uma raça pouco divulgada.

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