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Biografia

Ano

Vida familiar

Vida política

Vida artística

1802

Nasce Victor Marie Hugo, em Besançon. Após Abel (1798) e Eugène (1800), é o terceiro e último filho de Léopold Hugo e de Sophie Trébucher. O pai é republicano, soldado da Revolução e do Império; a mãe é monarquista. Desacordo conjugal crescente e irremediável do casal.

 

 

1804

Sophie Trébucher se separa de seu marido Léopold Hugo e se instala em Paris com os filhos.

 

 

1807 - 1808

Viagem à Itália de Sophie e dos filhos para reencontrar Léopold, nomeado governador da província de Avellino. Após 4 meses em Nápoles, retorno de Sophie e seus filhos a Paris.

 

 

1809 - 1811

Período feliz na casa e nos jardins das Feuillantines, um antigo convento onde Sophie se intalou com os filhos.

 

 

1811

Estadia de Sophie e dos filhos na Espanha; Léopold é nomeado general em Madri.

 

 

1812

Retorno de Sophie, Eugène e Victor a Feuillantines; Léopold mantém Abel junto a ele.
Fuzilamento de Lahorie, amante da mãe de Hugo e também seu padrinho.

 

Primeiros textos conhecidos de Victor Hugo: L’Enfer sur terre; Le château du diable.

1814

Léopold dá início ao processo de divórcio.

 

 

1815

Eugène e Hugo são postos na pensão Cordier por Léopold.

 

 

1816

 

 

Com 14 anos, Hugo escreve em um caderno: “Je veux être Chateaubriand ou rien” (Eu quero ser chateaubriand ou nada).

Término da tragédia Irtamène.

1817

 

 

Redação da ópera cômica A.Q.C.H.E.B.

1818

A separação do casal Hugo é promulgada a favor de Sophie. Eugène e Victor deixam a pensão e reencontram a mãe. Inscrição de Hugo na Faculdade de Direito. Primeiros sinais do desequilíbrio mental de Eugène.

 

Conclusão do melodrama em 3 atos Inez de Castro.

1819

Hugo se apaixona por Adèle Fourcher, sua amiga de infância de Feuillantines.

 

Os irmãos Hugo fundam o jornal “Le conservateur littéraire”, cujo título é uma homenagem a Chateaubriand, que dirige o Le Conservateur desde 1818. É neste jornal que ele publicará a primeira versão de Bug-Jargal. Prêmio Lys d’or no concurso da Academia dos Jeux floraux da cidade de Toulouse para o poema Ode, por ocasião do reestabelecimento da estátua de Henri IV em Paris. Essa rara distinção vale a Hugo, em 1820, o título de Maître ès Jeux.

1820

Sophie se opõe ao idílio do filho Victor e Adèle.

 

Publicação do romance Bur-Jargal (1ª versão)

1821

Morte de Sophie Trébucher.

 

 

1822

Casamento de Victor Hugo e Adèle Foucher, com quem ele terá 4 filhos. Eugène, irmão de Hugo, que também era apaixonado por Adèle, tem uma crise de demência na noite de núpcias do casal e é internado no hospício no final do mesmo ano.

Louis XVIII concede uma pensão a Hugo pela sua primeira coletânea de poesias.

Publicação da sua primeira coletânea de poesias, Odes et Poésies Diverses.

O melodrama Inez de Castro (escrito em 1819) é interditado pela censura.

1823

Nascimento e morte de Léopold-Victor, primeiro filho do casal Hugo. Grave crise furiosa de Eugène, que será internado. Hugo se reaproxima de seu pai.

Louis XVIII renova a pensão acordada a Hugo em 1822.

Publicação do romance Han d’Islande (influenciado pelo romance “noir” e por Walter Scott).  Hugo participa do Jornal La Muse française.

1824

Nascimento da filha Léopoldine.

 

Publicação de Nouvelles Odes (poesia).

1825

Viagem à Reims e primeira viagem aos Alpes, que inaugura a prática hugoana da viagem: uma lenta exploração das fronteiras naturais da França e dos países limítrofes.

Hugo vai à sagração do rei Charles X, em Reims, acompanhado de Nodier.

A viagem aos Alpes dá lugar ao texto Fragment d’un Voyage aux Alpes.

1826

Nascimento de seu filho Charles

 

Publicação de Odes et Ballades (poesia) e do romance Bug-Jargal (2ª versão)

1827

 

 

Hugo dirige um grupo de jovens escritores – Le Cénacle – e publica sua 1ª peça em verso, Cromwell, confirmando suas ideias liberais através de seu prefácio.

1828

Nascimento de seu filho François-Victor. Morte do pai de Hugo, Léopold Hugo.

 

Fracasso da peça Amy Robsart no teatro Odéon.

1829

Aos 27 anos Hugo conhece uma notoriedade considerável, figurando como líder da juventude romântica.

 

Publicação da antologia poética Les Orientales, da peça Marion de Lorme e do romance Le Dernier Jour d’un Condamné.

1830

Nascimento de sua filha Adèle.
Início do relacionamento entre Sainte-Beuve, padrinho da filha Adèle, e a esposa de Victor Hugo.

 

Première do drama Hernani na Comédie Française. Noite em que se confrontarão os defensores do drama romântico e os defensores do teatro clássico, protagonistas do célebre episódio da história literária conhecido como “La Bataille d’Hernani.” Hugo torna-se porta-voz do romantismo, ao lado de Gérard de Nerval e de Théophile Gautier, contra os partidários da tradição clássica.

1831

 

 

Publicação de Notre-Dame de Paris (primeiro romance histórico), Feuilles d’automne (antologia de poemas) e Marion de Lorme (à qual se sucedem diversos dramas românticos).

1832

 

Hugo intenta um processo contra a interdição de sua peça Le Roi s’amuse, que ele perde. Mas, pela primeira vez, ele se pronuncia em público.

Publicação e encenação da peça  Le Roi s’amuse; uma representação em 22 de novembro, imediatamente seguida da interdição da peça pela censura.

1833

Encontro com Juliette Drouet, atriz que interpreta a Princesse Negroni na peça Lucrèce Borgia) – início de um amor que durará mais de 50 anos, até a morte de Juliette.

 

Publicação e encenação de Lucrèce Borgia e Marie Tudor. Editorial e artigos na revista Europe littéraire.

1834

Sainte-Beuve é cada vez mais hostil a Hugo.

Em Roma, um decreto põe Notre-Dame de Paris no Index.

Publicação de Étude sur Mirabeau, do ensaio Littérature et philosophie mêlées e do romance Claude Gueux.

1835

Hugo prestes a duelar com Sainte-Beuve.

 

Publicação da peça Angelo, tyran de Padoue; e da antologia Les Chants du Crépuscule.

1836

Declínio da relação entre Adèle e Sainte-Beuve.

Sucessivos fracassos de Hugo na tentativa de se eleger à Académie française.

A ópera La Esméralda, de Louis Bertin, sobre um livreto de Victor Hugo, é apresentada pela primeira vez no teatro da Académie de musique.

1837

O irmão de Hugo, Eugène, morre no asilo em que havia sido internado, e cujo título de visconde é passado a Hugo. Grave enfermidade da pequena Adèle.

Hugo é promovido à oficial da Légion d’honneur.

 Publicação da antologia Les Voix intérieures.

1838

 

Hugo é nomeado membro do novo Comitê Histórico de Artes e Monumentos.

Publicação de Ruy Blas (considerada sua obra-prima romântica).

1839

 

Hugo obtém junto ao rei Louis-Philippe a graça para o condenado Armand Barbès. Novo fracasso junto a Académie française.

 

1840

 

 

Publicação da antologia Les rayons et les ombres.

1841

 

Hugo é finalmente eleito para a Académie française

 

1842

 

 

Publicação da antologia poética Le Rhin e da narrativa de viagem Lettres à um ami.

1843

Morte acidental de Léopoldine e Charles Vacquerie, recém-casados, afogados no rio Sena, perto de Villequier, em 4 de setembro. Hugo, então em viagem com Juliette aos Pirineus, descobre a tragédia apenas em 9 de setembro, através dos jornais.

 

Publicação e apresentação da peça Les Burgraves, que fracassa (marco do fim do drama romântico).

1844

Hugo se torna amante de Léonie Biard.

Encontros de Hugo com o rei Louis-Philippe

 

1845

Hugo e Biard são surpreendidos em flagrante delito de adultério. Hugo é pair de France, mas Léonie é presa e transferida a um convento, onde é mantida por 6 meses.

Victor Hugo é nomeado Pair de France por Louis-Philippe; início de uma carreira política marcada pelas ideias de humanismo.

Nova edição (volume inédito) da antologia Le Rhin

1846

Relação com a atriz Alice Ozy. Seu irmão Charles é acometido de febre tifoide. Morte da filha de Juliette Drouet, Claire Pradier.

Primeiros discursos de Hugo na Chambre des pairs.

Publicação da coletânea de textos intitulada Océan.

1848

Criação do jornal l’Événement, dirigido por seus filhos, Vacquerie e Meurice

Com a abolição da Pariato na França, Hugo é nomeado dirigente da circuncisão administrativa do 8º arrondissement de Paris.  Eleito deputado de direita na Assembleia, no momento das barricadas de junho de 1848, constitui, juntamente com outros deputados, uma comissão com o objetivo de informar os insurgidos das decisões da Assembleia. Hugo vai às barricadas e ultrapassa suas funções para tentar convencer os insurgidos a cessar fogo. Em julho, ele intervém a favor de numerosos presos políticos ameaçados de execução ou de deportação.

 

1849

 

Eleito para a Assembleia legislativa, Hugo pronuncia o discurso sobre a miséria. A partir de julho, Hugo vota com a esquerda. É eleito presidente do Congresso Internacional da Paz.

 

1850

 

Discurso sobre a liberdade de ensino, o que o distancia definitivamente da direita francesa; momento chave da conversão de Hugo à República. Discurso contra o projeto de lei de deportação e a favor do sufrágio universal.

 

1851

O filho Charles escreve um artigo contra a pena de morte e é condenado a 6 meses de prisão. Léonie envia a Juliette as cartas de amor de Victor Hugo e pede que ela se afaste. Hugo se opõe à ação da amante e obtém o perdão de Juliette.

Hugo é um dos 7 membros do comitê de resistência ao golpe de Estado de Louis-Napoléon Bonaparte, em 2 de dezembro. Hugo escapa da detenção e, sob um falso nome, foge para Bruxelas, ajudado por Juliette.

Início da redação de Histoire d’un crime.

1852

 

Em Bruxelas, Victor Hugo figura na lista dos banidos. Seu filho Charles, saído da prisão, vai ao seu encontro e, pouco depois, François-Victor.

Ameaçado de expulsão, ele vai ao encontro da sra. Hugo na ilha de Jersey, onde instala-se com sua família, em Marine-Terrace.  Juliette instala-se em St-Hélier.

Publicação de Napoléon le Petit.

1853

François-Victor começa a tradução de todas as obras de Shakespeare, cuja nenhuma versão completa existia ainda em francês. Hugo interessa-se pelo espiritismo, quando Mme. de Girardin inicia seus hóspedes na prática das “tables parlantes”.

 

Publicação da antologia Châtiments.

1854

Durante uma sessão das “Tables”, “a morte” aconselha Hugo a repartir suas publicações póstumas, como uma série de renascimentos.  A senhora Hugo começa a escrever as memórias do marido.

Victor Hugo tenta, em vão, salvar o assassino Tapner, que será enforcado em Guernesey.

Hugo escreve La Forêt mouillée, a mais antiga das peças teatrais escritas durante o exílio. Publicação póstuma no volume intitulado Théâtre en liberte (1886). Inicia a redação de La Fin de Satan (iniciada em 1854 e interrompida em abril de 1860). Publicação póstuma de La Fin de Satan, em 1886.

1855

Morte do conde Abel Hugo, irmão de Hugo. Fim das « tables tournantes », após um ataque de demência de um dos participantes.

Expulso de Jersey por ter defendido os redatores do jornal L’Homme, culpados de terem reproduzido uma carta aberta, considerada um ataque à rainha Vitória. Hugo se instala então na ilha de Guernesey, com sua família e com Juliette.      

 

1856

Grave doença de Adèle, filha de Hugo. Aquisição de Hauteville-House e mudança da família Hugo em novembro.

 

Publicação da coletânea Les Contemplations. Hugo começa a escrever Dieu, epopeia divina inacabada. Publicado sob título póstumo, em 1891, de Dieu. Início de uma intensa produção pictórica.

1857

Instalação de Juliette em La fallue, em frente à casa de Hugo, e de onde ela pode vê-lo de sua própria varanda.

 

Hugo escreve a Flaubert e Baudelaire sobre sua admiração de suas obras.

1858

Após ásperas discussões com o marido, a senhora Hugo vai para Paris com a filha Adèle, onde permanecem por alguns meses. Ela reata com Sainte-Beuve. François-Victor publica a tradução do tomo I das Obras de Shakespeare. Victor Hugo sofre gravemente com um carbúnculo.

 

 

1859

 

Enforcamento de John Brown em dezembro, cidadão estadunidense branco, executado por ter dirigido uma revolta de escravos no estado da Virgínia. Hugo escreve uma carta aos EUA (retomada em Actes et Paroles II); ele reproduz um dos seus desenhos do Pendu [datado de 1854, CFL, t. XVII, nº 502], com o epitáfio Pro Christo sicut Christus, “Para o Cristo, como o Cristo” e abaixo “JOHN BROWN. 2, de dezembro de 1859. CHARLESTON”.  O motivo será um episódio central do romance L’Homme qui rit.
 Hugo recusa a anistia oferecida por Napoleão III

Publicação da antologia La Légende des Siècles (1ª série)

1860

 

Victor Hugo faz conhecer seu apoio a Garibaldi.

Desenhos à memória de John Brown, ativista americano anti-escravocrata condenado à morte.

1861

Diversas viagens com Juliette. Hugo consente ao casamento de sua filha com o tenente Pinson, mas o mesmo não a pede em casamento (transtorno mental de Adèle).

 

 

1862

Refeições hebdomadárias com crianças pobres.

 

Publicação do romance Les Misérables; a obra conhece um formidável sucesso, tanto na França quanto na Europa, sendo imediatamente traduzida em oito línguas.

Publicação de um álbum com 12 desenhos, gravados por Paul Chenay e com prefácio de Théophile Gautier

1863

Adèle Hugo (a filha) foge para o Canadá, para encontrar o tenente inglês Pinson, que não se interessa por ela.  Adèle enlouquece; Hugo só a verá nove anos mais tarde.

Novas viagens de Hugo e Juliette.

 

A senhora Hugo publica as memórias do marido em Victor Hugo raconté par un témoin de sa vie.

1864

Hugo compra uma casa para Juliette (Hauteville-Féerie), para onde ela se muda.

 

Publicação do ensaio de crítica e estética William Shakespeare.

1865

Adèle se instala definitivamente em Bruxelas com seus filhos. Charles esposa Alice Lehaene. François-Victor publica seu último tomo da tradução das obras de Shakespeare, com prefácio de Hugo. Viagens de Hugo com Juliette.

 

Publicação da coletânea Les chansons des rues et des bois.

1866

François-Victor descobre e anuncia à mãe que a irmã Adèle está em Barbados.

 

Publicação do romance Les Trabailleurs de la Mer e redação das comédias Mille Francs de réconpenseL’Intervention, com publicações póstumas respectivamente em 1934 e 1951.  

1867

Primeira visita da sra. Hugo a Juliette. Viagem de Hugo com Juliette e Charles. Nascimento de Georges, filho de Charles e primeiro neto de Hugo.

 

 Redação da peça Mangeront-ils?, publicada postumamente na coletânea dramatúrgica Théâtre en liberté, em 1886. Publicação do ensaio Introduction à Paris-Guide, encomendado por Lacroix e por Verboeckhoven para a Exposição universal.  A reapresentação de Hernani em Paris, durante a Exposição universal é um triunfo, mas, por causa da publicação da antologia poética La Voix de Guernesey (poema dedicado a Garibaldi no qual Hugo protesta contra a intervenção francesa na Itália), Napoléon III decide pelo fim das apresentações e interdita a encenação programada de Ruy Blas.

1868

Morte da sra. Hugo, em Bruxelas, em 27 de agosto.  Morte de Georges e nascimento, no mesmo ano, de outro menino que também se  chamará Georges, filho de Charles e Alice.

 

Projeto de publicação do Théâtre en liberté e de La Fin de Satan.

1869

Os irmãos Hugo, juntamente com Paul Meurice, Auguste Vacquerie et Rochefort fundam o jornal francês Rappel. Nascimento de Jeanne, filha de Charles e Alice.

Hugo preside o Congresso da Paz em Lausanne, Suíça.

Publicação do romance L’Homme qui rit. Redação de diferentes peças que serão integradas mais tarde ao projeto do Théâtre en Liberté. Vasta produção artística.

1870

 

Hugo preconiza o não ao plebiscito sobre as reformas na França após 1860.  Em setembro, retorno triunfal de Hugo à Paris, no dia seguinte à proclamação da República, em 5 de setembro. É o fim de 19 anos de exílio. Hugo é recebido por uma multidão.

Hugo deposita os manuscritos de suas obras na Biblioteca Nacional. Hugo faz leituras públicas de poemas e textos diversos.

1871

Morte do filho Charles, em 13 de março, após grave enfermidade pulmonar. Hugo vai a Bruxelas para resolver a sucessão de Charles. Ele é expulso por ter aberto publicamente sua casa aos  proscritos da Commune após a Semana sangrenta. Hugo parte para o Luxemburgo, se instala à Viaden para o verão e volta a Paris em setembro.

Hugo, eleito deputado, renuncia em 8 de março na frente da Assembleia majoritariamente monarquista.

Produção de poemas e desenhos.

1872

Trazida de Barbados, a filha Adèle é internada no sanatório de Saint-Mandé.
Relação entre Hugo e a camareira de Juliette Drouet, Blanche Lanvin. O jornal Le Rappel reaparece após longo período de suspensão.

Em agosto, Hugo parte para Guernesey, para escrever Quatrevingt-treize.

 

Publicação dos ensaios intitulados Actes et Paroles (1870-1872) e da antologia L’Année terrible.

1873

Hugo retorna a Paris em julho; François-Victor (excelente fotógrafo) morre em dezembro, devido a uma tuberculose renal. Juliette ameaça abandonar Hugo, caso ele não rompesse com Blanche. Hugo e Juliette se instalam em Paris. 

 

 

1874

 

Hugo retorna à Academia pela 1ª vez depois de 1851.

Publicação do romance Quatrevingt-treize e do ensaio Mes fils (na origem, introdução à obra de Charles, Les Hommes de l’exil).

1875

Viagem com Juliette a Guernesey. Hugo designa Paul Meurice, Auguste Vacquerie e Ernest Lefèvre para as publicações póstumas de seus inéditos.

Discursos e escritos políticos.

Publicação de Actes et Paroles I – Avant l’éxil e em seguida Actes et Paroles II -  Pendant l’éxil.

1876

 

Eleito senador, Hugo defende a anistia total aos “communards”. É nomeado presidente da União republicana (extrema esquerda do Senado).

Publicação de Actes et paroles III – Depuis l’éxil.

1877

 

Ele recebe a visita do imperador brasileiro D. Pedro II. Discurso no Senado contra a dissolução da Câmara.

Publicação das coletâneas L’Art d’être grand-père, La Légende des Siècles (Nova série) e do pamfleto sobre o golpe de Estado de 1851 Histoire d’un crime (tomo I).

1878

Hugo sofre um edema cerebral na noite de 27 para 28 de junho. Convalescença em Guernesey com Juliette (suas relações estão conturbadas). Hugo passa a escrever passa a escrever menos.

Discurso sobre o centenário de Voltaire.

Publicação da coletânea Le Pape e de Histoire d’un crime (tomo II)

1879

Morte de Léonie d’Aunet (ex-Biard). Estadias de Hugo com os amigos Meurice e Vacquerie. Ele visita os túmulos da filha Léopoldine e da sra. Hugo.

Proposição de anistia depositada por Hugo no Senado.

Publicação do poema La Pitié suprême

1880

 

Discurso no Senado pela anistia.

Publicação de L’Âne e de Religions et Religion.

1881

Homenagem a Hugo do Conselho municipal e dos parisienses pela entrada no seu octogésimo ano de vida. Centenas de milhares de pessoas desfilam diante da casa do poeta. Victor Hugo torna-se o nome da antiga avenida Eylau. Hugo faz seu testamento.

 

Publicação da antologia Les Quatres Vents de l’Esprit

1882

 

Hugo é reeleito senador. Apelo contra o massacre dos judeus na Rússia e a condenação à morte pelos ingleses do egípcio Arabi.

Publicação da peça Torquemada

1833

Morte de Juliette Drouet em 11 de maio. Codicilo ao testamento de Hugo: ele solicita o rabecão dos pobres em seu enterro e recusa que sejam feitas orações por ele em quaisquer igrejas. Viagem à Suíça. Busto de Hugo feito por Rodin.

 

Publicação de L’Archipel de la Manche e La Légende des siècles (série complementar), seguida da edição definitiva.

1884

Criação de Saint-Saëns do Hymne à Victor Hugo; o poeta assiste ao concerto. Na casa do amigo Meurice, Hugo preside o jantar para as crianças.

 

 

1885

Morte de Hugo, em 22 de maio, vítima de um edema pulmonar. Cerimônias fúnebres nacionais são votadas pela Câmara e o Senado. O corpo de Hugo é exposto e velado sob o Arco do Triunfo. Dois milhões de pessoas acompanham o Funeral Nacional; após o qual ele é enterrado no Panteão, em 1º de junho.

 

 

                                                                                                                                                                                        
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