Vacinas e antibióticos : a revolução na medicina

A vida no século passado está ligado com a ideia de calma e cordialidade. Mesmo essa visão não estando errada, havia também ruas enlameadas na chuva, quando não de esgoto correndo ao ar livre. Além dos problemas de higienização, não existiam remédios, circurgia e nem anestésicos, como conhecemos hoje em dia. Durante esse século, a espectativa de vida estava em torno dos 40 anos, contra os 68 de hoje e, até mesmo, um pequeno corte aberto no dedo por uma faca suja poderia levar a um quadro de infecção generalizada, ou, na pior das hipoteses, à morte. Ficar exposto num dia de vento forte poderia significar tuberculose, causada pelo bacilo de Koch, a segunda maior causa de morte na época. Uma criança com paralisia infantil estava predestinada a passar o resto da visa pressa a uma cadeira de rodas, raras vezes complentando 15 anos. Enquanto os médicos assistiam a tudo sem recursos para interferir, mais de 20 milhões de pessoas morreram em todo o mundo vítimas da gripe espanhola.

Depois de progressos na campo sanitário e ao desenvolvimento da medicina e dos padrões nutritivos das pessoas, ficou apenas a lembrança de uma época sofrida pelas doenças. Mesmo estando longe de ser um lugar imaculado, nos últimos 100 anos, o mundo passou por uma fase de

transformação, principalmente, na area da saúde. Dentre as muitas e importantes mudanças, uma que marcou profundamente aconteceu em 1928. Naquele ano, o médico escocês Alexander Fleming descobriu a penicilina. Anos depois, Fleming ganhou o Prêmio Nobel da Medicina de 1945 e criou a revolução batizada como antibiótico.Na década de 40, depois de outros cientistas refinaram o antibiótico,os grandes laboratórios farmacêuticos começaram sua produção em grandes quantidades, tornando possível aquilo que antes era inimaginável. Pneumonia, escarlatinan febre reumçatica, sífilis, tétano, gangrena e outras infecções incuráveis, passaram a ser valentemente combatidas. A tiberculose, a segunda maior causa de morte na época, seria controlada. Esses novos progressos deram tanto entusiasmo e esperança que epidemiologistas chegaram a decretar o fim das doenças contagiosas, o que, infelizmente, não aconteceu pela evolução das bacterias que até hoje desafiam a medicina.

Pode-se dizer, que neste século, a medicina teve tres fases decisivas. A primeira delas foi a cura de doenças devido a penicilina. Tão benéfica e importante quanto a primera, a segunda foi a rotina de prevenção de doenças com as vacinas, vitaminas na manutenção e incremento da saúde. Uma das vacinas mais importantes foi inventada em 1954, pelo microbiologista americano Jonas Salk, para combater a poliomielite. Já a terceira fase da medicina consiste na previsão da doença. Com a ajuda da engenharia genetica, ela começou com a dupla de cientistas James Watson e Francis Crick que decifraram, em 1953, a estrutura do DNA. É possivel saber se o DNA de uma pessoa acusa a predisposição a certos tipos de câncer e, a partir desta constatação, aplicar um tratamento preventivo no paciente. Num futuro não tão distante outras doenças geneticamente programadas para aparecer poderão ser tratadas ainda antes de começar a se manifestar. Acredita-se que, no século 21, com o mapeamento do DNA de um embrião recém-fecundado, será possível curar males como a fibrose cística ou a síndrome de Down.

Quanto mais a ciência avança, mais desafios aparecem. Como exemplo, o fato da duração média da vida, que vem aumentando progresivamente. Embora continuem os avanços científicos e a vida das pessoas dure mais, a ciència enfrenta novas doenças, antes inexistentes. Junto com elas, novas curas passaram a ter que ser descobertas por médicos. Como os males degenerativos, Alzheimer e a artrite reumática, outras doenças nem chegavam a aparecer de forma significativa em indivíduos no começo do século. Morria-se antes. Segundo a Organização das Nações Unidas, ONU, a população com mais de 80 anos irá se multiplicar por seis, fato preocupante, uma vez que não se sabe como tratar o efeito colateral desse avanço. Esse é, entre outros, um dos grandes desafios do próximo século.

No passado, bastava desenvolver a fórmula de um remédio e encerrar a doença que causa milhares de mortes. Hoje, a situação é diferente. As doenças resposaveis pelo maior número de mortes não são contagiosas, e sim as que “não pegam”, como o câncer e as cardiopatias. De acordo com a Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, as principais causas de morte em 2020 serão doenças do coração e depressão crônica. Isso implica em outro tipo de prevenção, no caso mudanças de hábitos cotidianos, e não apenas o fornecimento de medicamentos.