Confira aqui notícias da UBT de Pindamonhangaba !!!

 

Irmãos trovadores na festa de Nova Friburgo

 Os irmãos João e José Ouverney

 

Os irmãos trovadores João Paulo e José Ouverney participam esta semana (dias 6, 7 e 8) da festa de premiação dos Jogos Florais de Nova Friburgo, o maior e mais antigo concurso de trovas do Brasil. A família Ouverne, de origem suíça,  é fundadora da cidade serrana do Rio de Janeiro fdo município em 1818.

José Ouverney vai receber o título de Magnífico Trovador, título mais alto da trova no país, concedida em Nova Friburgo a quem fica por três vezes seguidas entre os vencedores. Ele foi vencedor em 2006, 2007 e 2008.

João Paulo Ouverney teve duas trovas publicadas no livro Celebridades, lançado por Sérgio Madureira, produtor de novelas da TV Globo. Elas homenageiam os artistas Luigi Baricelli e Daniela Escobar, cujas fotos estão sendo publicadas no livro com as trovas e o nome do autor estampado em suas camisetas. José Ouverney já possui trovas no mesmo livro.

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JOSÉ OUVERNEY É MAGNÍFICO TROVADOR

O poeta agora faz parte da “Tropa de Elite” da trova brasileira

< xml="true" ns="urn:schemas-microsoft-com:office:office" prefix="o" namespace=""> José Ouverney, "Magnífico Trovador" de Pindamonhangaba

O poeta de Pindamonhangaba, José Ouverney, conquistou no último dia 3 de abril o mais alto título da trova brasileira: o de Magnífico Trovador, após vencer (1º lugar) os Jogos Florais de Nova Friburgo (RJ) na categoria lírico/filosófica sobre o tema “Escolha”.

Agora existem, desde a realização do I Jogos Florais de Nova Friburgo em 1960, só 17 Magníficos Trovadores (englobando as categorias Lirismo e Humor) vivos no Brasil, sendo nove do Estado de São Paulo – quatro da capital e um de Santos. Do Vale do Paraíba, Ouverney é o primeiro a conquistar o ambicionado título que o classifica entre a “Tropa de Elite da Trova Brasileira”.

Para se tornar Magnífico Trovador, o poeta deve ficar entre os vencedores (1º ao 10º lugar) por três anos consecutivos na categoria lírica/filosóficas, e do 1º ao 5º na categoria humorística, uma façanha muito difícil. Ouverney foi vencedor em 2001, 2003, 2004, 2006 e 2007, portanto é a quarta vez que disputou – desta vez com êxito - o título.

O poeta já havia conquistado o título de “Notável Trovador” < xml="true" ns="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" prefix="st1" namespace="">em Pouso Alegre (MG) em 2005, com três trovas premiadas entre as vencedoras no mesmo ano. O concurso dessa cidade é o segundo mais difícil (só perde para Nova Friburgo) do Brasil, e o título de “Notável Trovador” também é disputadíssimo entre as grandes “feras” do gênero.

A União Brasileira de Trovadores (UBT) de Porto Alegre realiza anualmente o Troféu Lilinha Fernandes, somando os pontos dos melhores trovadores classificados em nível nacional, e classifica os 10 melhores do país. Pois José Ouverney já ficou entre os melhores quatro vezes: em 2002 (8º lugar), 2003 (3º lugar), 2004 (2º lugar) e 2006 (4º lugar). Outra grande glória para ele e para Pindamonhangaba.

Além de ótimo trovador, José é um grande batalhador pela trova: fundou a Delegacia de UBT de Jambeiro e de 2001 a 2004 promoveu concursos de trovas regionais e estaduais, inclusive lançou o Projeto Trova na Escola com a participação de centenas de alunos e professores. Devido a esse trabalho, recebeu mais um título que muito o emocionou: o de Cidadão Jambeirense, em 2004.

Tudo sobre a trova (concursos em aberto, resultados, orientações práticas, etc) é divulgado por José Ouverney semanalmente para todo o país na coluna Falando de Trova do jornal Tribuna do Norte, na comunidade Sou Trovador do Orkut, e no site criado por ele: www.falandodetrova.com.br

E por curiosa ironia do destino, o sobrenome OUVERNEY é descendente de imigrantes suíços que participaram da colonização de Nova Friburgo em 1818 (o tema foi mostrado em reportagem da TV Globo recentemente, na série 200 anos da vinda da família real ao Brasil).

 

Seu pai, Gumercindo Nicolau Ouverney, nasceu em Lumiar (Nova Friburgo) em 1919 e veio com cinco anos para Pindamonhangaba, e sempre falava com orgulho de sua descendência.

Nova Friburgo é o berço da trova brasleira, hoje considerada a “Meca” deste movimento literário no país, e berço também da família Ouverney no Brasil, família que tem mais três trovadores vencedores de inúmeros concursos: João Paulo e Maria de Lourdes (irmãos de José) e Paulo César Ouverney (primo, de Juiz de Fora – MG).

O Dr. José Valdez de Castro Moura, presidente da UBT seção Pindamonhangaba, disse: “Nossa UBT foi fundada em 1992 e de lá para cá só deus bons frutos, surgiram trovadores premiadíssimos, realizamos todo ano nosso concurso nacional também com milhares de alunos, e agora Pindamonhangaba entra definitivamente para a história com essa conquista de incalculável valor feita pelo nosso querido José Ouverney. Parabéns a ele por elevar o nome de nossa cidade ao lugar mais alto existente no podium da trova nacional”.

 

FINALMENTE A CONQUISTA DO TÍTULO DE MAGNÍFICO

 

Para conquistar este título, o trovador ficou entre os vencedores de Nova Friburgo nos três últimos anos, com as seguintes trovas:

 

Em 2006, no tema "Fronteira", 6º lugar:

 

Fugir, poeta, não queiras,

do que a vida preceitua:

teu destino é abrir fronteiras

e deixar que o sonho flua!

 

Em 2007, no tema "Mensagem", 3º lugar:

 

Expulsando a maquiagem,

a lágrima veio, pura,

e pousou sobre a mensagem,

no lugar da assinatura!...

 

E em 2008, no tema "Escolha", fechando com chave de ouro, 1º lugar:

 

Duas culpas, um pecado

e um remorso a nos doer:

você - que escolheu errado;

eu - que nem pude escolher...

...............................................................................................

Sites – www.falandodetrova.com.br

http://ubtpinda.googlepages.com/

www.jornaldacidade@terra.com.br

www.pindavale.com.br

 

Orkut – Comunidades: Sou Trovador (José Ouverney)

UBT e Academia de Letras Pindamonhangaba (João Paulo Ouverney)

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TODOS OS MAGNÍFICOS TROVADORES DESDE 1960

 

EM LIRISMO (ordem alfabética)

 

Aloísio Alves da Costa

Anis Murad

Antonio Carlos T. Pinto

Alcy Ribeiro Souto Maior

Arlindo Tadeu Hagen

Carlos Guimarães, Carolina Ramos

Colbert Rangel Coelho

Durval Mendonça

Edgar Barcelos Cerqueira

Edmar Japiassú Maia

Elton Carvalho

Helvécio Barros

Izo Goldman

João Freire Filho

João Rangel Coelho

José Maria M. de Araújo

José Tavares de Lima

Joubert Araújo da Silva

Lucy Sother A. da Rocha

Luna Fernandes

Luiz Otávio

Maria Nascimento Santos Carvalho

Marilúcia Resende, Otávio Venturelli

Pedro Ornelas

Romeu Gonçalves da Silva

Sérgio Ferreira da Silva

Vasques Filho, Waldir Neves

Edna Valente Ferracini

e JOSÉ OUVERNEY

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EM HUMORISMO (ordem alfabética)

 

Antonio Carlos Teixeira Pinto

Campos Sales

Carlos Guimarães

Edmar Japiassú Maia

José Maria Machado de Araújo

José Tavares de Lima

Joubert Araújo Silva

Luiz Pizzotti Frazão

Ney Damasceno

Pedro Ornelas

Sérgio Ferreira da Silva

Therezinha Diegues Brizola

Vasques Filho e Waldir Neves

................................................................

 

MAGNÍFICOS TROVADORES AINDA VIVOS – LIRISMO E HUMORISMO

 

1 - Aloísio Alves da Costa – Fortaleza (CE)

2 - Antonio Carlos Teixeira Pinto – Brasília (DF)

3 - Campos Salles – São Paulo (SP)

4 - Izo Goldman – São Paulo (SP)

5 - Carolina Ramos – Santos (SP)

6 - José Tavares de Lima – Juiz de Fora (MG)

7 - Arlindo Tadeu Hagen – Belo Horizonte (MG)

8 - Edmar Japiassú Maia – Rio de Janeiro (RJ)

9 - Marilúcia Rezende – São Paulo (SP)

10 - Octávio Venturelli – Nova Friburgo (RJ)

11 - Sérgio Ferreira da Silva – São Paulo (SP)

12 - Therezinha Diegues Brisolla ( São Paulo (SP)

13 - Pedro Ornellas – São Paulo (SP)

14 - João Freire Filho – Rio de Janeiro  (RJ)

15 - Maria Nascimento – Rio de Janeiro (RJ)

16 - Edna Ferracini – São Paulo (SP)

17 - JOSÉ OUVERNEY – PINDAMONHANGABA - (SP)

 

 

Contatos:

José Ouverney

Telefone - (12) 3642 – 7735

E-mail – joseouverney@yahoo.com.br

 

João Paulo Ouverney:

Telefones - (12) 3642 – 9678 / 3642 – 1944 e 9146-2262

 

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Site da UBT Pindamonhangaba

 

Olá...

Se você deseja saber tudo sobre a Trova (como surgiu, trovas famosas, manuais de orientação, concursos em aberto, como enviar para concursos, resultados de concursos, fotos de eventos e de trovadores, Hino dos Trovadores, trovas psicografadas, Magníficos Trovadores, e muito mais) acesse o site da UBT Pindamonhangaba. Envie colaborações, sugestões, trovas e fotos que serão publicadas. Grato pela atenção.

João Paulo Ouverney - Vice-presidente da UBT Pindamonhangaba

http://ubtpinda.googlepages.com/

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Pinda vence mais um

concurso nacional de Trovas

 Trovador Pindamonhangabense, João Paulo Ouverney vence em concurso nacional

O vice-presidente da UBT (União Brasileira de Trovadores – seção Pindamonhangaba), João Paulo Ouverney,  foi Vencedor nos XV Jogos Florais de Curitiba – 2008, um dos concursos de trovas mais concorridos do país. João Paulo, que também é jornalista e Assessor de Comunicação da AA Ferroviária, agora já contabiliza três premiações nacionais só este ano e 167 no total. O tema em Curitiba foi “Pipoca” – humorístico. A festa de premiação será nos dias 20, 21 e 22 de julho, com hospedagem e refeições por conta da UBT Curitiba, cujo presidente é o trovador Maurício Norberto Friedrich. A trova vencedora de Ouverney é a seguinte:

 

Sou carro velho, cansado...

A vela, a faísca nega...

Às vezes, mesmo empurrado,

só “pipoca”... mas não pega!

 

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O TROVADOR E A TROVA

Thalma Tavares

 

O objetivo neste pequeno ensaio, que dedico aos novos irmãos Trovadores, não é tanto dizer trovas, quanto falar da Trova e daquele que a faz.

 

Se fôssemos buscar nos tratados a definição da palavra TROVADOR, certamente eles nos levariam de volta à Idade Média onde a figura daquele cavalheiro medieval pouco tem a haver com este cidadão de hoje, tão comum quanto qualquer de nós, mas que possui o dom poético de fazer Trovas. Daquele medieval cavalheiro, o Trovador de hoje herdou mais o nome do que o status e a condição. Ao nome acrescentou o seu talento pessoal, a sua capacidade criadora. Mas o seu relacionamento com a Trova, diferentemente daquele, não se resume apenas ao ato de compô-las e dizê-las publicamente. Os Trovadores de agora pensam, sentem e amam ao compasso da Trova. E quem nos confirma isto é LUIZ OTÁVIO quando nos diz:

 

            “Tirem-me tudo o que tenho,

            neguem-me todo o valor!...

            Numa glória só me empenho:

            - a de humilde Trovador!”

 

            Mas CAROLINA RAMOS também confirma nossa opinião com esta linda Trova:

 

            “Trovador, quando padece

            ao enfrentar duras provas,

            guarda a angústia numa prece

            e reza... fazendo Trovas.”

 

            No limite dos quatro versos de uma Trova, os Trovadores empreendem viagens maravilhosas ao nosso desconhecido mundo interior e a todos os imagináveis mundos da fantasia humana. Faz da Trova uma profissão de fé, um eloqüente atestado de suas crenças, de suas convicções, assim como faz SARA MARIANY KANTER nesta Trova:

 

            “Por ser poeta acredito

            em dias menos sombrios;

            Meu sonho, quase infinito,

            cabe em meus bolsos vazios.”

 

            Enquanto lá fora os poderosos se digladiam semeando a descrença, a violência, o ódio e o ceticismo no coração das criaturas, os Trovadores seguem destilando amor, acreditando no semelhante, sonhando e colocando o coração bem acima das torpezas humanas. E neste contexto insere-se perfeitamente esta Trova de nosso irmão da UBT-Belém do Pará, ANTÔNIO JURACY SIQUEIRA:

           

            “Canta Trovador! Teu canto

            alvissareiro e fecundo

            é uma canção de acalanto

            ninando as mágoas do mundo!”

 

De fato, “ninar as mágoas do mundo” é atributo sublime e só poderia ser dado aos poetas. E assim dizendo, o autor os elege consoladores das queixas universais. Mas, para reforçar a idéia de Antônio Juracy, temos esta outra Trova de LUIZ OTÁVIO:

 

“Bendigo a Deus ter me dado

a sorte de Trovador.

Pois o mal quando é cantado,

diminui o seu rigor...”

 

Para o bom Trovador, em termos de criatividade, a Trova é sempre uma expectativa do inusitado e ele, Trovador, o intérprete das esperanças da humanidade, o paladino do amor, da paz, da justiça e da fraternidade. É também, quando necessário, o crítico, o cronista do cotidiano, o  humorista  alegre  e  refinado,  o  observador  arguto. E  trovas  existem  aos  milhares que nos mostram toda essa gama de virtudes. São incontáveis e passaríamos aqui um tempo enorme dizendo apenas diminuta parcela de um todo difícil de registrar. Nos limitaremos, pois, a dar apenas uma ligeira mostra do gênio dessa estirpe iluminada chamada TROVADORES.

 

Iniciaremos a mostra com uma observação triste de ABGAIL RIZZINI, nesta sua Trova do tema Esperança:

 

            “Olhar triste, é o da criança,

            que olha a vitrina, e em segredo,

            chora a morte da esperança

            ante o preço de um brinquedo!”

 

            Uma Trova de infância na saudade de NEY DAMASCENO:

 

            “Num velocípede antigo

            que tem quase a minha idade,

            passeia a infância comigo

            pelas ruas da saudade”

 

            Um alerta de CÉLIO GRUNEVALD nesta Trova do tema Justiça:

 

            “Quando a Justiça nos choca

            e a verdade é inconsistente,

            há sempre um sino que toca

            na consciência da gente...”

 

            Uma exaltação à Liberdade nesta vibrante Trova de WALDIR NEVES:

 

            “A glória dos homens brilha

            com fulgor de eternidade,

            toda vez que uma Bastilha

            tomba aos pés da Liberdade!”

 

            Uma dissertação sobre o amor e a morte nesta Trova de CLEÓMENES CAMPOS:

 

            “O amor e a morte, a rigor,

            são faces da mesma sorte:

            no fim da palavra amor

            começa a palavra morte!”

 

            Eis aqui uma Trova onde a ambigüidade de sentidos, inteligentemente arquitetada por CLÓVIS MAIA, enriquece o gênero humorístico:

 

            “Quando a Dinha está acamada

            eu agradeço à vizinha

            que passa a noite acordada

            e faz tudo pela Dinha...”

 

            Uma Trova em que o saudoso JOSÉ MARIA MACHADO DE ARAUJO evoca, lírica e tristemente, a lembrança materna e se confessa publicamente:

 

            “Minha mãe chorou mais pranto

            que a mãe de Nosso Senhor.

            A Virgem chorou um Santo;

            Minha mãe – um pecador!”

 

Uma constatação do mais puro lirismo nesta Trova de despedida de JOUBERT DE ARAUJO SILVA:

(3)

 

            “De  todas as despedidas,

            esta é a mais triste, suponho:

            - duas almas comovidas

            chorando a morte de um sonho!”

 

            Outra Trova de despedida na inteligente e fatalista conclusão do saudoso CARLOS GUIMARÃES:

 

            “De despedidas, apenas,

            compõe-se, afinal, a vida:

            - mil despedidas pequenas

            e uma Grande despedida!”

 

            O Trovador DIAS MONTEIRO, extasiado ante a beleza noturna do firmamento, nos faz uma ousada afirmação poética nesta Trova repleta de lirismo:

 

            “Duvidar ninguém se atreve,

            de que as estrelas que eu fito

            são Trovas que Deus escreve

            no livro azul do Infinito!...”

 

            E, por fim, do tema Tempestade, uma Trova < xml="true" ns="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" prefix="st1" namespace="">em que CIPRIANO FERREIRA GOMES nos mostra o seu poder de criatividade na beleza desta comparação inusitada a qual se dá o nome de “ACHADO”:

 

            “Tempestade!... E o mar erguido

            é um cavalo em movimento

            que tendo o dorso ferido,

            desfere coices no vento!...”

 

            Habituado a trovar sobre qualquer tema, o bom Trovador desconhece assuntos que a Trova não consiga abordar de modo sutil e convincente, para não dizer inteligente e original. É o caso de palavras  e temas considerados esdrúxulos e antipoéticos. CAROLINA RAMOS nos dá o exemplo, utilizando numa Trova a palavra CEBOLA que muitos consideram poeticamente inaceitável. Provando o contrário, ela fez de improviso, durante uma reunião da UBT-São Paulo, a seguinte Trova lírica:

 

            “Na feirinha da amizade,

            de produtos desiguais,

            a CEBOLA da saudade

            já me fez chorar demais.”

 

            E eis aqui, também, como o Trovador IZO GOLDMAN, vencendo um desafio, encontrou saída para rimar numa Trova a palavra CINZA com a sua única rima natural:

 

 

            “Papai do Céu ta RANZINZA!

            - diz meu netinho assustado:

            Pintou todinho de CINZA

            o lindo céu azulado!”

 

 E vejam o que fez o príncipe LUIZ OTÁVIO com as palavras RADAR e BISTURI nestas duas Trovas:

 

           “O coração de mãe tem

            um RADAR de tal pujança,

            que vê melhor, vê além

            do que a própria vista alcança.”

 

            “O trem, cansado e sedento,

            subindo a nublada serra,

            é um BISTURI barulhento

            rasgando o seio da terra...”

 

            Mais do que um simples exercício intelectual ou um passatempo, como querem alguns, a Trova é um sentimento, é um estado de amor e muitas vezes uma bênção, porque acaba sempre por preencher lacunas existenciais na vida daqueles que a cultivam no seu cotidiano.

            E vale a pena a gente citar outras Trovas inteligentes que eu chamaria de produto do senso de oportunidade e que fazem parte também das chamadas Trovas Circunstanciais:

            Vejamos, por exemplo, como o Trovador ARLINDO TADEU HAGEN soube aproveitar com oportunismo e bom senso, a perfeita identidade de seus ideais com os ideais de um amigo, construindo uma Trova singela, significativa e convincente:

 

            “Existe tanta união,

            entre os meus sonhos e os teus,

            que só não és meu irmão

            por um descuido de Deus.”

 

            CONCHITA MOUTINHO DE ALMEIDA, saudosa Trovadora da UBT-São Paulo, referindo-se à sua alma de sonhadora e por extensão à alma de seus irmãos Trovadores, soube explorar com inteligência a dualidade quixotesca da natureza humana, enfocando as antíteses: sonho e realidade, corpo e espírito;  nesta Trova que nos enviou numa carta:

 

            “De sonhar jamais se cansa

            - este é o seu supremo dote –

            meu corpo de Sancho Pança

            tem alma de D.Quixote!”

 

            E de novo citamos WALDIR NEVES, para uma outra mostra de senso de oportunidade. Ele obteve menção honrosa no Concurso Paralelo aos XXXV Florais de Nova Friburgo, em homenagem à saudosíssima NYDIA IAGGI MARTINS, com esta Trova:

 

            “De esposa e mãe, nos misteres,

            de alma e corpo ela se deu

            e foi “todas as mulheres”

            na mulher que prometeu.”

 

            WALDIR soube aproveitar com oportunidade o “achado” primoroso desta conhecidíssima Trova de NYDIA:

 

            “No dia em que tu quiseres

            ser meu senhor e meu rei,

            serei todas as mulheres

            na mulher que te darei!”

 

            Vejam como DURVAL MENDONÇA, soube fugir do lugar comum nesta trova do tema “Farol”:

            “Noite escura!... De repente,

            dois faróis surgem na estrada...

            E a escuridão sai da frente

            como quem foge, assustada.”

 

(5)

 

            O Trovador PEDRO ORNELLAS, satirizando uma situação crítica, venceu um concurso relâmpago da UBT-São Paulo, tema “Fumaça”, com esta ótima Trova humorística:

 

            “A situação tá tão feia,

            minha grana tão escassa,

            que o vizinho “churrasqueia”

            e eu passo o pão na fumaça.”

 

            O Trovador fluminense VILMAR LASSENCE, foi vencedor de um concurso com uma das mais belas trovas do tema “Luz”. Ei-la:

 

“Da mais funda escuridão,

pergunta um cego: - O que é Luz?

E alguém, por definição,

lhe põe nas mãos uma cruz.”

 

A origem da Trova perde-se na Idade Média. Serviu aos troveiros e trovadores provençais para comporem e cantarem, na língua d’oc e língua d’oil, as suas cantigas d’amigo, cantigas d’escarneo ou de maldizer. A Trova nem sempre teve a mesma forma. Ao longo do tempo, desde a França até a Península Ibérica, ela sofreu várias modificações até transformar-se na deliciosa “Quadrinha Popular Portuguesa” que, por sua vez, deu origem à Trova como hoje a conhecemos e como é praticada nos concursos da UBT e, atalmente, através da Internet. Tudo graças ao idealismo do fundador da UBT,  LUIZ OTÁVIO, o Príncipe dos Trovadores Brasileiros.

 

Para que a Trova continuasse como arte aprimorada, como veículo dos mais elevados sentimentos do homem, foi necessário o apoio e o patrocínio de entidades associativas, beneficentes, culturais e governamentais que, ao lado da UBT, têm contribuído para a sua divulgação em todo o país e no exterior, através de concursos e jogos florais que hoje somam mais de quarenta eventos anuais, considerando-se os realizados através da Internet. Não obstante esse apoio, a UBT e a Trova são ainda órfãs do interesse das entidades culturais do país e sobrevivem como fontes de cultura, graças à boa vontade, ao amor que alguns Trovadores, abnegados idealistas, têm pelo movimento trovadoresco.

 

Assim, meus irmãos,  o TROVADOR E A TROVA, apesar de todos os percalços que têm encontrado no curso dos acontecimentos, neste país que ainda não firmou idealmente suas raízes culturais e não aprendeu a valorizar a cultura, a Trova vem cumprindo o seu papel; vem alimentando os nossos sonhos, alavancando as nossas esperanças, reavivando a nossa fé e a nossa crença num mundo melhor. E enquanto houver no coração das pessoas sensíveis um espaço para a poesia, aí a Trova terá encontrado sua morada e jamais perderá o seu encanto.

 

E, com esta certeza, eu posso lhes confiar um segredo:

 

Se o destino desaprova

minha ilusão desmedida,

eu ponho ilusões na Trova

e sigo iludindo a vida...

 

Obrigado a todos. – Thalma Tavares – 12/02/2008

 

(Minipalestra escrita em 1994 especialmente para solenidades de encerramento de concursos. Proferida em Juiz de Fora, Amparo, Ribeirão Preto (em duas ocasiões) e São Paulo. Alterada na data acima 12/02/08)

 

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TROFEU LILINHA FERNANDES 2006

UBT de Porto Alegre - RS

 

Destaques do Ano 2006

 

TROFÉU LILINHA FERNANDES

 

ANTONIO AUGUSTO DE ASSIS.................1830

IZO GOLDMAN..........................................1650

EDMAR JAPIASSU MAIA...........................1640

JOSÉ OUVERNEY.....................................1620

VANDA FAGUNDES QUEIRÓS...................1380

CAMPOS SALLES....................................1260

ÉLEN DE NOVAIS FELIX...........................1250

THEREZINHA DIEGUEZ BRISOLLA.............1170

MARINA BRUNA........................................1160

RENATA PACCOLA....................................1100

 

Em destaque o Pindamonhangabense José Ouverney 4º Colocado