Comunicação entre Golfinhos e Homens

 pesquisadores trabalham em uma forma clara e compreensível de se comunicar com estes mamíferos

 

    

Existe um esforço mundial, na tentativa de desenvolver uma comunicação em comum com os golfinhos. Trabalho que vem sendo desenvolvido por pesquisadores dos Eua, Havaí e Austrália, entre outros países que estão a frente nesta área. 

 Para este empreendimento se tem usado de tecnologia de ponta, como computadores adaptados para a água, com tela touch screen, para que os golfinhos possam tocar diretamente a tela do computador, também de hidrofones e material de áudio e gravação de longo alcance. Os pesquisadores do Havaí costumam dizer que para os golfinhos tentarem se comunicar com a gente, necessitam de grande esforço e paciência, pois necessitam reduzir a velocidade de sua comunicação e procurar adaptá-la ao nosso padrão de escuta, enquanto nós os seres humanos só conseguimos atingir a sua alta frequência comunicativa através de computadores.

Os sons emitidos pelos golfinhos são de alta frequência, na maior parte inaudíveis para os nossos ouvidos. O que nós podemos  escutar é apenas uma pequena parte de sua comunicação.   

É um trabalho permanente, de estudo e dedicação a fim de dar uma voz aos seres dos oceanos, nos primeiros passos de reconhecer os mamíferos marinhos como uma Nação. 

The Cetacean Nation

http://www.dolphintale.com/TheCetaceanNation.html

 

  Mais um importante passo é dado no sentido de nos comunicarmos com os golfinhos

 

Em um importante passo para decifrar a linguagem dos golfinhos, pesquisadores da Inglaterra e Estados Unidos obtiveram imagens de alta definição do formato produzido na água, do som que os golfinhos fazem.

A chave para esta técnica é o Cymascope, um novo instrumento capaz de revelar estruturas detalhadas relativas ao som, permitindo que sua arquitetura seja estudada graficamente.

Usando gravações de áudio de alta definição dos sons emitidos pelos golfinhos, o time de pesquisa liderado pelo Engenheiro Acústico John Stuart Reid e o pesquisador de golfinhos baseado na Flórida, Jack Kassewitz, obtiveram a primeira imagem, pela primeira vez, da impressão do som dos golfinhos na água.

O "CymaGlhyphs" resultante é um padrão reprodutível, com o qual se espera formar a base do dicionário da língua falada pelos golfinhos, cada padrão representando uma "palavra gráfica".

 

                Esquerda: Cymaglyph da voz de um golfinho adulto      Direita: Cymaglyph de um bebê golfinho chamando a mãe

  Devido a alta complexidade da linguagem dos golfinhos, a análise do seu sistema de comunicação sempre foi muito difícil. As análises anteriores levavam em conta apenas frequência e amplitude. O Cymascope captura esta impressão do som no próprio ambiente do golfinho, a água, revelando complexos detalhes visuais.

As teorias no campo de pesquisa dos cetáceos atestam que eles se desenvolveram com a capacidade de traduzir informações dimensionais com base em seu sistema de localização por eco, um sonar.

 O Cymaglyph, de alguma forma então, se assemelha ao que estas criaturas percebem como retorno de seus próprios sons na água, inclusive dos demais golfinhos.

Reid diz que a técnica de tradução é similar a usada na decifração dos hieróglifos egípcios. "Jean-Francois Champollion and Thomas Young usaram a Pedra de Rosetta para poder descobrir os elementos chaves que permitiram a decifração. Os CymaGlyphs produzidos pelo CymaScope podem ser comparados a Pedra Rosetta. Agora os silvos, trem de cliques e assobios poderão ser convertidos em Cymaglyphs ofertando uma poderosa ferramenta de tradução do significado de cada um deles.

 cymaglyph da vocalização de um golfinho bebê

Kassewitz diz que existem fortes evidências que os golfinhos tem a habilidade de ver o som, assim como nós humanos usamos as máquinas de ultra-som para ver os fetos no ventre de suas mães.

Ele ainda acredita que as pessoas no mundo adorariam ter a oportunidade de falar com um golfinho e que os golfinhos adorariam falar conosco sobre auto-preservação. Durante suas muitas interações com eles na água, ele teve a impressão de que eles estavam muito determinados a se comunicar com ele.

matéria completa no site:
http://www.speakdolphin.com/research.cfm

 

 

  abaixo estão dois sites que tratam da comunicação entre golfinhos e seres humanos

o primeiro é do Instituto de Estudos dos Cetáceos,  e o segundo é do Fala Golfinho 

 The Cetacean Studies Institute

http://www.dolphintale.com/CSI.html

 

Speak Dolphin