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AVC Transitório

Evaluación Mediante TC, SPECT y QEEG de Pacientes con Lesiones Isquémicas Cerebrales durante las Fases Aguda, Subaguda y Crónica – J J Sáchez-Chávez, E Barroso, L Cubero, J González-González, M Farach. Rev Neurol, 27(156):213-223, 1998.

RESUMO: o SPECT, o EEGQ e a TAC fornecem informação com significado fisiopatológico diferente; os seus resultados variam ao longo do tempo e de acordo com o território vascular envolvido. Neste estudo propusemo-nos a estudar como varia a sensibilidade e a relação com a clínica da SPECT, do EEGQ, e da TAC nas fases aguda, subaguda e crônica, de acordo com o território vascular envolvido, assim com o analisar os diversos aspectos fisiopatológicos dos AVC isquêmicos. Realizou-se um estudo com TAC, EEG, SPECT99mTc-HMPAO durante as fases aguda (0-5 dias), subaguda (6-15 dias) e crônica (de 16 dias a 1 ano) em 36 doentes. . A diminuição ipsilateral do FSC dependeu do tempo (p=0,0061), sendo pouco freqüente durante  as duas primeiras semanas. O EEG foi o estudo mais sensível na primeira fase, a sua sensibilidade não esteve relacionada com o território vascular envolvido, mas, antes, dependeu do tempo (p=0,0011), diminuindo na fase crônica. A atividade lenta foi geralmente ipsilateral. A TAC de crânio revelou-se como o estudo menos sensível. Depois das 24 horas e até a segunda semana, há geralmente um aumento do FSCr ipsilateral. A perfusão  de luxo poderia explicar o efeito fogging na TAC simples de crânio. A atividade lenta do EEG representa a alteração do metabolismo do oxigênio. A interpretação da variação do FSC e do EEG permite delimitar entre a baixa perfusão de tipo oligoêmica da isquêmica, assim como a hiperemia reativa do aumento do FSC devido à necrose tecidual.

 

Alteraciones Funcionales Cerebrales Tempranas en Pacientes con Hipertensión Arterial no Complicada – M E De Quesada-Martínez, M Blanco-García,. L Díaz-De Quesada. Rev Neurol, 40(4):199-209, 2005.

RESUMO: pretende-se detectar a presença de alterações na atividade elétrica cerebral, que podem utilizar-se como marcadores biológicos iniciais em pacientes com fatores de risco para desenvolver encefalopatias vasculares. Estudaram-se 84 pacientes  hipertensos sem complicações, com idade média de4 49 anos, através de um exame físico neurológico normal, comparando com um grupo de 35 indivíduos funcionalmente sãos. Os pacientes dividiram-se em hipertensão arterial simples (HTAS, n=24), com pressão arterial diastólica (PAD) entre 90 mmHg e 100 mmHg, hipertensão arterial moderada (HTAM, n=40) com PAD  entre 101 mmHg e 114 mmHg, hipertensão arterial grave (HTAG, n=20) com TAD igual ou maior do que 115 mmHg. A todos os indivíduos foi aplicado um EEG digital com análise quantitativa  (EEGQ). Os pacientes apresentaram paroxismos focais predominantemente frontais e atividade teta polimórfica difusa nessas áreas, principalmente os que tinham HTAS. A desorganização posterior do ritmo alfa, as assimetrias inter-hemisféricas e a atividade teta monomórfica frontal foi maior nos pacientes com HTAG. No EEGQ predominou o aumento de energia absoluta e relativa das faixas lentas e a diminuição de energia das bandas rápidas (alfa e beta). As alterações foram mais freqüentes no hemisfério esquerdo. As características hemodinâmicas próprias do sistema nervoso central e as alterações produzidas pela HTA alteram a organização funcional do córtex cerebral, principalmente nas regiões frontais e linha média, e corresponde às áreas de irrigação da artéria cerebral anterior.

 

Correlation of Quantitative EEG in Acute Ischemic Stroke with 30-day NIHSS Score – Comparison with Diffusion and Perfusion MRI - Simon P Finnigan, Stephen E Rose, Michael Walsh, Mark Griffin, Andrew L Janke, Katie L McMahon, Rowan Gillies, Mark W Strudwick, Catherine M Pettigrew, James Semple, John Brown, Peter Brown, Jonathan B Chalk.  Stroke, 35:899-903, 2004.

RESUMO: Imagens por Ressonância Magnética (IRM) por métodos como ponderação por difusão (IPD) ou por perfusão (IPP) têm sido amplamente estudadas como marcadores confiáveis para acompanhar a evolução de ataque isquêmico cerebral e predizer o resultado clínico. A utilidade da eletroencefalografia quantitativa (EEGQ) como marcador em acidente isquêmico agudo ainda não é estudada de forma continuada. O objetivo do estudo presente foi correlacionar resultados clínicos de pacientes com acidente isquêmico cortical com dados imediatos do EEGQ, do IPD ou do IPP. Os dados do IPP e do IPD foram adquiridos de 11 pacientes dentro de 7 horas a 16 horas após o início dos sintomas. Dados do EEG com 64 canais foram obtidos dentro das duas horas após o exame inicial pela IRM e uma hora antes do segundo exame de Imagem. O índice de modificação de delta agudo (IMDa), uma medida da taxa de modificação da potência de delta no escalpo médio, foi comparado com os escores da escala NIHSSS (National Institute of Health Stroke Scale Scores) em 30 dias, assim como volumes de lesões através da IRM. O IMDa esteve significativamente correlacionado com a escala NIHSSS-30 dias, assim como o foi o volume de anormalidade do tempo transitório médio (TTM) (p=0,80 P<0,01 e p=0,79 P<0,01, respectivamente).Correlações modestas foram obtidas entre o volume de lesão IPD de 15 horas e tanto o IMDa como a escala NIHSSS-30dias (p=0,62 P<0,05 e p=0,73 P<0,05, respectivamente). Nesta pequena amostra a significativa correlação entre a escala NIHSSS-30 dias e os dados do EEGQ imediato (IMDa) foi equivalente àquela entre a primeira  e anormalidade de volume pelo TTM. Ambos foram maiores do que a correlação modesta entre o volume de lesão IPD e a escala NIHSSS-30 dias. Estes primeiros resultados indicam que os dados do EEGQ imediato podem ser usados para acompanhar e predizer a evolução do acidente isquêmico.
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