Faça sua parte!

Dica do 7

Nota

Sugestão

Paula Fernandes e as Testemunhas de Jeová - polêmica


  

Outras fontes: Aqui

Paula Fernandes responde no seu Twitter.

Meu posicionamento com relação as ações destes religiosos do Facebook.

Certamente consigo discernir entre os fanáticos e os sensatos e entendo que a opinião da maioria não corresponde a destes poucos insensatos do Facebook. Paula Fernandes deve ser respeitada na sua profissão de fé pois somos um país onde podemos escolher no que crer. Não devemos defender nada que fira nossos princípios, mas igualmente não devemos criticar o trabalho profissional de uma pessoa avaliando-a com base em sua religião. Isso é o mais puro preconceito e discriminação.  Se tudo que é produzido por pessoas que não compartilham sua fé deve ser rejeitado então certamente deveriam como disse Paulo, "sair do mundo".  1 Coríntios 5:9-10
O mínimo que se esperaria das Testemunhas de Jeová seria uma nota oficial com pedido de desculpa pelo constrangimento e por quaisquer tipos de prejuízos advindos desta péssima propaganda que fere a liberdade de expressão e de religião.  E eles fizeram isso conforme verá abaixo.
De minha parte, expresso o desejo de que ela tenha paciência com os tais.



Paula Fernandes e a polêmica em torno de sua profissão de fé.


Vamos analisar neste artigo o que revela o comportamento das pessoas que discriminaram o trabalho profissional de Paula Fernandes em vista de sua profissão de fé.
Vamos destacar como este tipo de posicionamento é incoerente e não lógico na avaliação de um profissional quando de fato seu trabalho não se choca com as Escrituras.
Vamos mostrar que mesmo indo contra o que diz as Escrituras, ainda assim não nos dá motivos para agirmos como juízes condenando tais pessoas como sendo malignas.

Convidamos você a ler o artigo e racionar a base das Escrituras.

Todos nós que somos aderentes das Escrituras reconhecemos que a música pode sim ser usada de uma forma que traga ou não glória a Deus, como se pode ver do relato que consta em Êxodo 32:1-35, onde Moisés se depara com música dedicada ao Deus verdadeiro, sendo esta música no entanto atribuído a uma imagem e representação falsa deste mesmo Deus.  As Escrituras nos mostram que tal coisa desagradou a Deus que disse que o povo havia se desviado do caminho.

Será que com base nesta passagem, podemos classificar toda música de profana e indigna de ser respeitada?
E a música de Paula Fernandes, seria ela obra de espíritos demoníacos?

Naturalmente que todos nós cristãos ou professores de outra religião quando realizamos algo em nossa vida o fazemos levando em consideração a nossa posição religiosa, se é que levamos a sério nossa profissão de fé.
Quando compramos, vendemos, conversamos, procuramos emprego, enfim; todas estas e outras atividades que realizamos são direta ou indiretamente afetadas pela nossa profissão de fé, pois elas moldam as nossas decisões.

Acreditamos sinceramente que nossas crenças não afetam a qualidade de nossas obras, pois uma vez que sabemos o que se espera de nós e admitimos a realização de uma função, compreendemos que nossa profissão de fé não interfere nos resultados finais de nosso trabalho, pelos menos não se de fato formos profissionais.

Por exemplo:

Uma testemunha de Jeová não admite que sejam feitas transfusões de sangue em si mesmo, pois entende que tal ação médica viola o que ela compreende como sendo a orientação de se abster de sangue.
Neste caso, se tal pessoa trabalhar num hemocentro, ela não pode deixar que suas interpretações ou crenças interfiram na forma como desempenhará sua função como auxiliar dos médicos que precisarão de sangue para as transfusões.

Seria um tanto discriminatório se um paciente mencionasse que não desejaria receber nenhum auxilio vindo de uma testemunha de Jeová neste particular por achar que ela poderia se deixar influenciar pelas suas crenças e causar danos a paciente.  Certamente que todo profissional sabe distinguir sua fé do trabalho que realiza, e entende até onde sua opinião ou crença pode interferir nas suas ações e decisões em relação a outras pessoas.

Numa cidade onde existem hospitais Católicos, Adventistas e ligados a outras denominações, não podemos desperceber que estes tiveram sua origem em organizações religiosas que reuniram esforços para implantar tais serviços visando ajudar as pessoas.  Não se pode igualmente negar que tais instituições contam com a ajuda de suas divindades na opinião de seus idealizadores, sejam estas divindades trinitárias ou não.
Os serviços disponibilizados nestes locais não visam a doutrinação, de modo que seria incoerente um religioso mencionar que visto tal instituição estar ligada ou ter origem numa denominação que diverge de minhas crenças me faz ter de rejeitar como aceitável seus serviços prestados.

Quando você vai a um restaurante, loja ou qualquer outra instituição ou prestadora de serviços você não sabe se tais pessoas são ou não de determinada religião, e de fato todas são ou possuem fé em algo que, não necessariamente é a sua profissão de fé.
Não saber não te faz menos inocente se de fato é o conhecimento do fato que deve ser levado em consideração, pode no máximo coloca-lo como agindo por ignorância, mas não como inocente.

Vejamos no caso das Testemunhas de Jeová.

Para as Testemunhas de Jeová, todas as religiões são espíritas, o que para elas significa que as forças espirituais que regem tais cultos ou oficios religiosos são movidos por forças angélicas do mau, sendo estes; os demônios.
Elas interpretam das Escrituras que existe um império religioso chamado de Babilônia, da qual elas e somente elas não fazem parte.  A base desta interpretação é o texto de Apocalipse capítulo 17 e 18.
Interessante é que segundo as Escrituras, conforme se pode ler na Tradução do Novo Mundo, todas as organizações religiosas são espíritas. Óbvio, menos elas, as Testemunhas de Jeová.

"E jamais brilhará de novo em ti a luz de lâmpada, e jamais se ouvirá de novo em ti a voz de noivo e de noiva; porque os teus comerciantes viajantes eram os dignitários da terra, pois todas as nações foram desencaminhadas pelas tuas práticas espíritas. Sim, nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.”   Apocalipse 18:23-24

A palavra grega aqui empregada é φαρμακείᾳ que significa "farmácia ou drogaria".
O que significa isso?

No passado nas religiões pagãs, era comum o uso de drogas e alucinógenos por parte das religiões para fazer ligação entre eles e a divindade, potencializando assim a conexão entre elas e seus deuses. Tais drogas eram utilizadas visando ser facilitador ou catalisador para toda sorte de frenesi e revelações vindas do além. Era também um meio pelo qual tais líderes pagãos prendiam as pessoas num estado mental retardado e não lúcido, podendo assim exercer total influências sobre as ações e comportamentos de seus seguidores.

Deus nas Escrituras usa em Apocalipse esta simbologia para exemplificar e descrever qual tem sido o poder controlador usado por este império religioso; o poder de manter as pessoas presas num estado mental retardado influenciando assim as ações de seus seguidores.  De modo que para Deus, todos estes religiosos estão drogando a humanidade com uma espécie de toxina da qual se tornaram dependentes.  Romanos 1:28

Podemos notar que diante desta declaração das Escrituras e da posição das Testemunhas de Jeová com relação as demais religiões, só podemos entender que todas as religiões são espíritas para elas, esta é de fato a única conclusão lógica baseada no texto bíblico.  Destacamos novamente que todas as religiões menos elas segundo a interpretação da Torre de Vigia.

Interessante é que se a música de uma pessoa foi desqualificada pelo simples fato de sua profissão de fé ser diferente deste ou aquele grupo religioso, então nenhum tipo de serviço poderia ser aceito por pessoas deste grupo religioso uma vez que todos os que não aderem a sua fé são parte de Babilônia a grande e portanto, espíritas.

Alguns poderiam mencionar que não se trata da mesma coisa uma vez que os serviços oferecidos por instituições não são religiosos.  

Perguntamos: E Paula Fernandes estaria disponibilizando algum tipo de serviço religioso?

Se uma de suas músicas pode ter uma letra aparentemente repreensível significa que todas as suas músicas possuem?  É todo o seu trabalho sem valor ao ponto de um grupo de pessoas ter de se posicionar num ar de santidade e como imaculados ao incentivar a destruição de seus DVDs e CDs?

Muitas destas pessoas até mesmo mencionaram estar "baixando" tais músicas da internet, ou seja; criticam a moça pelo seu trabalho profissional, o qual eles de forma desonesta estavam utilizando-se até então.
Todos sabemos que a pirataria é algo repulsivo para o cristão, então como podem ao mesmo condenar um trabalho de uma pessoa que age na legalidade enquanto estes mesmo estão a agir ilegalmente?


"Por isso és inescusável, ó homem, quem quer que sejas, se julgares; pois, nas coisas em que julgas outro, condenas a ti mesmo, visto que tu, que julgas, praticas as mesmas coisas"  Romanos 2:1

"Tu, pois, que ensinas outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas: “Não furtes”, furtas?" Romanos 2:21

Será que isso ao olhos de Deus é um detalhe de menor importância?

"Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, é também injusto no muito"
Lucas 16:10


Não estou aqui defendendo a religião ou profissão de fé de Paula Fernandes, pois eu não compartilho de sua visão sobre os modos de se servir a Deus. Mas isso não significa que seu trabalho é ruim e que não deve ser reconhecido pela qualidade quando de fato se mostra de qualidade.  Ademais, todos nós estamos em busca de conhecimento e perfeiçoamento de nossa fé, de modo que ninguém possui todo conhecimento acerca da verdade.  As próprias Testemunhas de Jeová bem como muitos outros religiosos hoje se apavorariam de crenças que suas organizações religiosas nutriam e utilizavam em suas pregações e publicações alguns anos atrás.

Será que isso já não seria motivo suficiente para respeitar as nossas limitações e as dos outros?

Se para as Testemunhas de Jeová a crença pessoal de uma pessoa, crença esta que obviamente as motiva nas suas decisões diárias devem ser a base da aceitação ou não de seus serviços prestados, quando estes não se mostrarem serviços religiosos; então certamente não se pode aceitar nenhum tipo de serviço que não seja de pessoas da mesma profissão de fé que elas, pois todos estes sendo espíritas segundo as Testemunhas de Jeová, logo tudo o que vem delas forçosamente vem de espíritas, de modo que as Testemunhas de Jeová devem fazer como o apóstolo Paulo disse:

"Eu vos escrevi na minha carta que cesseis de manter convivência com fornicadores, não [querendo dizer] inteiramente com os fornicadores deste mundo, ou [com] os gananciosos e os extorsores, ou [com] os idólatras. Senão teríeis realmente de sair do mundo."  1 Coríntios 5:9-10

Paulo aqui não diz que os cristãos devem evitar fornicadores, gananciosos, extorsores e idólatras que não tenham a mesma profissão de fé que eles, antes; que este devem evitar aqueles que sendo parte da sua fraternidade cristã, agissem desta forma, ou seja; que estivessem lá dentro da congregação, associado e agindo desta forma. Paulo até mesmo menciona que se você quiser evitar tudo que é do mundo de forma extremista, você deve sair do planeta Terra.
Para verificar esta verdade basta ler o contexto deste mesmo versículo.

Assim meus caros leitores, esta atitude extremista de alguns, de julgarem tudo que não seja produzido por pessoas  de sua religião ou que não esteja em conformidade com as exigências de sua religião como sendo lixo e imprestável é um tanto quanto discriminatório, pois atribui ao trabalho de uma pessoa um valor que de fato não está necessariamente associado ao seu produto ou serviços prestados.

No caso de Paula Fernandes, não há razão lógica para colocar todas as suas músicas como algo que não deva ser aceitável.

Veja o caso de outros seguimentos religiosos.

Existem muitos grupos e indivíduos de organizações cristãs que criam músicas que segundo os mesmos, veio por inspiração de Deus. O meio gospel está cheio destas músicas.  

Seria portanto admissível ao cristão toda e qualquer música destes grupos uma vez que atribuem a Deus sua fonte inspiradora?

Certamente que não, pois o meio pelo qual se deve avaliar uma música é pela sua qualidade e pela letra, observando se está está de acordo com as crenças cristãs ou não.
Estando de acordo e não possuindo nada que esteja em conflito com as Sagradas Escrituras, podemos escutar todas as músicas sem ficarmos preocupados com seus idealizadores.

Se eu vou a um local onde procuro produtos ou serviços profissionais, não quero saber se aquela loja é dedicada a uma divindade ou deus diferente do meu. Não quero saber se aquela loja tem por donos pessoas desta ou daquela religião, isso é decisão pessoal de cada um que eu devo respeitar por amor. Quando procuro por serviços específicos eu os procura para encontrar aqueles que podem me fornecer tais serviços de forma profissional e com qualidade, não se tais serviços estão de acordo com minhas perspectivas religiosas.

Imagine a seguinte situação:

Eu saio para comprar um saia ou sapato. Entrando na loja observo que existem imagens de santos católicos ou imagens de personalidades espíritas. Deve isso influenciar-me a ponto de eu desistir de comprar em tal lugar?
De forma alguma, pois eu não estou vindo a um centro religioso, mas sim fui comprar um mercadoria que em nada tem que ver com religião. Ser o dono do estabelecimento católico ou espírita ou testemunha de Jeová é puramente acidental e não tem nenhuma relevância com o produto procurado.

Na escolha de música é a mesma coisa. Posso comprar dvds e cds de quaisquer pessoas sejam elas de que religião forem, a menos que tais músicas de fato se mostrarem com letras cuja mensagem patrocine quaisquer ensinos e informações que contradizem as Escrituras, mas isso é uma questão de avaliação de cada música e não de julgar todas as músicas impróprias.  Existem cristãos que quando fazem encontros sociais com opções de dança e música com integrantes de sua denominação religiosa, antes, se assentam e fazem uma escolha seletiva de músicas de grupos musicais e de musicas de cantores de carreira solo.  Fazem isso pois sabem que tais músicos possuem músicas admissíveis e algumas que são repreensíveis.  Mas isso não faz de todas as suas músicas algo imprestável.
E estes não se tornam menos profissionais ou suas músicas ruins e de baixa qualidades após tais escolhas seletivas por serem de uma religião diferente da minha e da sua.

Se todos nós formos sábios e coerentes jamais cairemos no fanatismo e na atitude arrogante de nos acharmos puritanos, melhores, impecáveis e menos falhos que os outros. Fazendo escolhas sábias, demonstraremos autodomínio e não cairemos nestas falácias que resultaram na exposição humilhante de pessoas que diziam Testemunhas de Jeová e que de fato parecem não ser.

Ter uma opinião diferente jamais nos deve levar a caluniar pessoas. Comportamento é algo que deve ser respeitado, mesmo que eu não concordo com tais. Assim como Jesus me ensinou, eu devo agir.



“Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também 
tendes de fazer do mesmo modo a eles; isto, de fato, é o 
que a Lei e os Profetas querem dizer."  Mateus 7:12


Veja abaixo uma entrevista feita pelo site Conexão Jornalismo onde um ancião das Testemunhas de Jeová e superintendente expressa repulsa a atitude dos que se manifestaram contra o trabalho de Paula Fernandes, até mesmo declarando que as Testemunhas de Jeová admiram a boa música como arte, e isso dentro do contexto Paula Fernandes, e a acrescenta que tais pessoas provavelmente nem são Testemunhas de Jeová.
Em outras palavras, podemos dizer que tal ancião reprova a atitude infantil destes supostos cristãos que deram origem a esta tremenda corrente discriminatória tola e infantil.


A parte onde o ancião fala está aos 27:04 segundos, desejando, vá até o tempo especifico.
  

 





Leia posteriormente estes artigos:    Artigo 1     Artigo 2    Artigo 3











Comments