18/12/2012 - Dois espelhos para a humanidade.

postado em 17 de dez de 2012 21:10 por Antonio Gazato Neto   [ 9 de jan de 2013 19:37 atualizado‎(s)‎ ]


Na Primeira Aliança (Antigo Testamento), a Abraão, ao pai das nações, Deus lhe pede o sacrifício do filho único de seu casamento, daquele que, pela própria palavra de Deus, estava destinado a ser a semente do Povo de Deus. Sem hesitar, Abraão leva seu filho para o altar do sacrifício e, no último instante, Deus suspende a ordem, por entender que Abraão havia demonstrado, de forma insofismável, a sua fé.

Na Segunda Aliança (Novo Testamento), Deus pede ao varão José que assuma o que seria para os judeus a maior infâmia: um filho de sua noiva que não foi gerado por ele. Após uma normal resistência, José, na fé, consegue discernimento para entender o Plano de Deus e a sua condição de novo Abraão: Pai do novo Povo de Deus.  

Duas histórias similares, mas com um ponto fundamental em comum: A FÉ DESTES DOIS HOMENS.

E foi esta fé que fez a diferença em ambos os casos. Em José temos o homem justo diante de Deus, alguém que não se move pela lógica humana, mas sim pela fé, alguém que é capaz de desfazer seus planos para aceitar em sua vida a vontade de Deus, tornando-se disponível para colaborar com o reino. O Deus que tudo PODE porque é onipotente, pede ao homem para colaborar com a sua obra e o seu maravilhoso projeto, e o que esse faz é pouco, mas sem a sua participação a obra não chegaria à sua conclusão. Ao assumir aquele filho como seu, perante o sistema religioso da época, José tornou possível o cumprimento das promessas, de que da descendência de Davi, nascesse o Messias, como havia dito o profeta Isaias.

Abraão e José: Dois espelhos para a humanidade. Sirvam-nos de exemplo

 

Com a colaboração da meditação de José da Cruz 
Diácono permanente da Paróquia Nossa Senhora Consolata- Votorantim

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