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20/12/2012 - ÚLTIMOS DIAS ANTES DO NATAL - Advento

postado em 19 de dez de 2012 20:32 por Antonio Gazato Neto

Oração do dia

Senhor Deus, ao anúncio do anjo, a virgem imaculada acolheu vosso Verbo inefável e, como habitação da divindade, foi inundada pela luz do Espírito Santo. Concedei que, a seu exemplo, abracemos humildemente a vossa vontade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

1ª Leitura - Is 7,10-14

Eis que uma virgem conceberá.

Leitura do Livro do Profeta Isaías7,10-14

Naqueles dias, 10o Senhor falou com Acaz, dizendo: 11“Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”.12Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. 13Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? 14Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel”. - Palavra do Senhor. 

- Graças a Deus.

 

Salmo - Sl 23 (24), 1-2. 3-4ab. 5-6 (R. 7c.10b)

R. O Senhor vai entrar, é o Rei glorioso!

1Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,* o mundo inteiro com os seres que o povoam; 2porque ele a tornou firme sobre os mares,* e sobre as águas a mantém inabalável. R. 

3'Quem subirá até o monte do Senhor,* quem ficará em sua santa habitação?' 4a'Quem tem mãos puras e inocente coração,*  4bquem não dirige sua mente para o crime. R. 

5sobre este desce a bênção do Senhor* e a recompensa de seu Deus e Salvador'. 6'É assim a geração dos que o procuram,* e do Deus de Israel buscam a face'. R.

 

Evangelho - Lc 1,26-38

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Eis que conceberás e darás à luz um filho.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38

26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. - Palavra da Salvação. 

- Glória a vós, Senhor.

 

Reflexão:

 Maria recebe do anjo a noticia de que seria a mãe do Messias. Como poderia acontecer isso se ela não conhece homem? Fazendo uma relação com o Evangelho de ontem, percebemos que mulheres estéreis geraram filhos por obra divina, e filhos que atuaram decisivamente na história da salvação. Maria não podia ter filhos, mas isso era fruto de sua vontade, de sua consagração virginal. E nesta "esterilidade", Deus age. E sem a atuação de um homem, mas do próprio Espírito Santo, Maria gera no seu ventre virginal aquele que é o Senhor da história e que vai mudar radicalmente a vida das pessoas.

 

Sobre as oferendas

Aceitai, ó Deus, nós vos pedimos, este singular sacrifício que vos oferecemos para que, pela participação neste sacramento, recebamos os bens desejados que a fé nos faz esperar. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Antífona da comunhão: O anjo disse à Maria: “Eis que conceberás e darás á luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus” (Lc 1,31)

Depois da comunhão

Guardai, ó Deus, sob a vossa proteção, aqueles que alimentastes com o pão celestial, para que eles encontrem em vossos sacramentos a fonte da verdadeira paz. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA


A saudação do anjo Gabriel surpreendeu Maria. Quem era ela senão uma humilde habitante de Nazaré, cidade sem importância das montanhas da Galiléia? Mulher sem maiores pretensões do que a de ser fiel a Deus; uma virgem já prometida em casamento a José, mas sem viver conjugalmente com ele, conforme as tradições de seu povo? Afinal, que méritos tinha para ser uma “agraciada”, “plena da graça” divina? 

Maria estava longe de compreender o projeto de Deus a seu respeito. Sua humildade de mulher simples do interior não lhe permitia pensar grandes coisas a respeito de si mesma. Quiçá tenha sido este o motivo por que fora escolhida por Deus para ser mãe do Messias. Livre de toda forma de orgulho e autossuficiência, Maria podia abrir seu coração para receber a graça de Deus que haveria de torná-la templo do Espírito Santo. Ela tornou-se objeto da atenção divina, no seu anseio de salvar a humanidade. Deus queria contar com alguma pessoa disposta a se tornar “escrava do Senhor”, e permitir que a vontade divina acontecesse em sua vida, sem objeções. Foi para Maria que se voltaram os olhares de Deus!

Tudo quanto o anjo comunicara a Maria era grande demais para o seu entendimento, e superava sua capacidade de pô-lo em prática. Abriu-se para ela uma perspectiva nova, ao lhe ser prometida a assistência do Espírito Santo. Este seria a força que lhe permitiria levar a bom termo a missão divina que lhe fora comunicada pelo anjo.

Oração
Pai, plenifica-me com tua graça, como fizeste com Maria, de forma que eu possa ser fiel como ela ao teu desígnio de salvação para a humanidade.

(Comentário do Evangelho  feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE).

Fonte: DOM TOTAL

 

Cumpramos a vontade de Deus todos os dias da nossa vida

Lucas mostra, no texto da anunciação do anjo à Maria, o cumprimento da promessa feita por Deus a Davi. Além disso, com referência a Jacó, pretende-se ver em Jesus a realização de todas as promessas.

Mateus recorda-se de que Jesus está na linha davídica através de José, ao passo que, no diálogo entre Maria e o anjo, descobre-se o cumprimento pleno da profecia de Isaías: “Uma virgem, permanecendo intacta, dará à luz um filho” (Is 7,14). A realização das promessas em Jesus Cristo é obra exclusiva de Deus, e não do homem.

A resposta pronta de Maria: “Eis a serva do Senhor”, revela a humildade da criatura humana diante da onipotência de Deus. É o humilde reconhecimento da verdade, da distância entre Criador e criatura, da vontade determinante que exige e cria em soberana liberdade e a vontade de uma pessoa humana, cuja liberdade consiste aqui em adaptar-se à santa vontade de Deus, para tudo conduzir na direção do Senhor.

Com o “faça-se em mim”, Maria dá a resposta única e final no projeto divino-humano para que os projetos dos homens se tornem divinizados. Esta frase de Maria é, ao mesmo tempo, disposição passiva e adesão ativa. Dá-se, neste instante, a adesão singela e pura à vontade de Deus claramente conhecida.

Exatamente nesta evidência é que está a grandeza. O que é determinante para Maria não é o seu próprio desejo, sua própria vontade, mas a Palavra de Deus. Como seria bom se todos nós cooperássemos com Ele neste projeto de fazer da vontade de Deus a nossa vontade, dos projetos d’Ele, os nossos projetos.

Acolhamos o convite de fazermos tudo para que o Senhor opere em nós o que quiser, a fim de que cumpramos a vontade d’Ele todos os dias da nossa vida.

Peçamos juntos: “Senhor, fazei conhecer os seus projetos sobre nós, porque queremos ser fiéis à sua vontade. Amém”.

Padre Bantu Mendonça

Fonte: CANÇÃO NOVA – HOMILIA DIÁRIA

 

Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.

Hoje contemplamos, mais uma vez, esta cena extraordinária da Anunciação. Deus, sempre fiel a suas promessas, por meio do anjo Gabriel, diz a Maria que tem sido escolhida para trazer o Salvador ao mundo. Assim como o Senhor costuma agir, o maior acontecimento da Humanidade —o Criador e Senhor de todas as coisas se tornou homem como nós—, acontece do jeito mais simples: uma moça, num povoado pequeno de Galiléia, sem espetáculo.

A maneira é simples, o acontecimento é excepcional. Como também são grandes as virtudes da Virgem Maria: cheia de graça, o Senhor está com Ela, humilde, simples, disposta a fazer a vontade de Deus, generosa. Deus tem planos para ela, para você e para mim, mas Ele espera a colaboração livre e amorosa de cada um para cumpri-los. Maria nos dá um exemplo disso: «Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). Não é só um sim à mensagem do anjo; é colocar-se nas mãos do Pai-Deus, abandonar-se confiadamente na sua providência, é dizer sim e deixar agir ao Senhor agora e em todas as circunstâncias da vida. 

Da resposta de Maria, como também da nossa resposta ao que Deus nos pede- escreve São Josemaria- «não esqueças, dependem muitas coisas grandes».

Estamos nos preparando para celebrar o Natal. A melhor maneira de fazê-lo é ficar perto de Maria, contemplando a sua vida e procurando imitar suas virtudes para poder receber ao Senhor com um coração bem disposto: —O que espera Deus de mim, agora, hoje, no meu trabalho, com as pessoas que tenho contato, na relação com Ele? São situações pequenas do dia a dia, mas depende da resposta que demos!

Rev. D. Jordi PASCUAL

Fonte: EVANGELI.NET

 

A Anunciação do Senhor

No anúncio do nascimento de Jesus, Maria encontra-se em oração. O arcanjo Gabriel, que significa “fortaleza de Deus”, aparece-lhe e diz-lhe: “Alegra-te, cheia de graça”.  A Tradição, desde os primeiros anos da Igreja, tem sublinhado o paralelo entre a Virgem Maria e Eva, “mãe de todos os viventes”, entre o “fiat”, o “faça-se” da Anunciação, e a desobediência, causa decisiva do “Pecado Original”.

Tal paralelismo, acentuado pela Tradição antiga, também pelos comentadores contemporâneos, mostra que, longe de ser artificial, oferece ao acontecimento um alcance absolutamente universal. Observa S. Beda: “Como Eva trouxe no seio toda a humanidade condenada ao pecado, agora Maria traz no seu seio o novo Adão que, com a sua graça, dará vida a uma nova humanidade”. O texto bíblico descreve esse momento ao dizer: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma virgem desposada com um homem que se chamava José”. Segundo o costume judaico, o termo desposada indica um matrimônio real, ainda não consumado: realidade não menos fundamental, e que será destacado desde a origem da Igreja. Escreve S. Ambrósio: “A Escritura tem razão ao especificar as duas coisas: que ela era desposada e virgem: virgem, para que se saiba que não teve relações com um homem”. S. Jerônimo, meditando sobre este texto, destaca: “É uma esposa prometida e uma virgem que permanecerá, tal como, mesmo depois do nascimento de Jesus”.

Houve uma origem com o casal Adão e Eva. No princípio da nova criação, também há uma mulher e um homem. José é indicado como sendo “da linhagem”, mas também “da casa de Davi”, fato que atesta o cumprimento das profecias e proclama que Jesus é o Messias esperado e anunciado pelos profetas. A declaração torna-se ainda mais vigorosa ao se dizer: “O anjo Gabriel foi enviado por Deus”. A forma passiva do verbo mostra que a iniciativa vem do alto, acima do anjo Gabriel, ela procede do Deus Altíssimo. O anjo é enviado por ele para anunciar a concepção virginal daquele que é o “Enviado do Pai”, o Messias Salvador.

A saudação inicial: “Ave, cheia de graça”, não deixa de ter todo um sentido espiritual. Se Maria é efetivamente “cumulada de graça”, o anjo assinala que tal dom não provém dela mesma, mas sim de Deus e de sua suprema benevolência para com a humilde Virgem. Pelo poder transformante do olhar criador de Deus, ela é concebida sem pecado original. Ela é a Imaculada Conceição. Enfim, a forma verbal grega, perfeito passivo, mostra que essa graça lhe foi definitivamente concedida. Quem nascerá dela é o “Filho do Altíssimo” e o seu “Reino não terá fim”.

Fonte: PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DOS AFLITOS

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