Pneumatologia

Pneumatologia é a disciplina que reflete e estuda sobre o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Do grego “pneuma”, que no hebraico é “ruach” e no latim “spiritus”, o termo é traduzido por "sopro", “soprar”, “respirar”, “fôlego”, etc. Então, pneuma + logia, resultou em Pneumatologia. Na direita abaixo, temos a explicação mais detalhada sobre a Pneumatologia. à Esquerda, material sobre a disciplina, iniciando pela Encíclica pela Encíclica do Papa João Paulo II, que trata sobre o Espírito Santo na vida da Igreja e do mundo.    

Pneumatologia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Pneumatologia é o estudo de seres espirituais e phenomena, especialmente as interações entre os humanos e Deus.

Pneuma é a palavra grega para " respiração", que metaforicamente descreve um ser de espírito ou influência.

Em Teologia Cristã

Em Teologia Cristã, pneumatologia se refere ao estudo do Espírito Santo. Na doutrina Cristã popular, o Espírito Santo é a terceira pessoa de Deus na Trindade. Algumas formas de Cristianismo negam que o Espírito Santo seja pessoal, embora assegurando que pode, em algumas ocasiões, influenciar as pessoas. No Evangelho de João, pneuma é unido a renascimento em água e espírito que foram sugeridos para ser o batismo.

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Primeiramente, cabe ressaltar que, esta aula é complementar a todo o conteúdo da apostila, portanto, não deixem de lê-la. Por outro lado, aos leitores deste blog, tento postar em um formato para que a questão não fique restrita somente aos alunos.

O assunto da aula, como indica o título, é pneumatologia, cujo significado tradicional tem sido o de “doutrina do Espírito”, ou “discurso acerca do Espírito”. No grego, a palavra utilizada é “pneuma”, no hebraico, “ruach”, e no latim, “spiritus”. Tais palavras são traduzidas muitas vezes por “soprar”, “respirar”, “fôlego”, etc . Não encherei esta postagem com muitas citações bíblicas, senão a leitura ficará muito cansativa. Nesta primeira aula, conversamos um pouco acerca do panoram histórico sobre esta questão no cristianismo antigo.

Conforme conversamos, no Novo Testamento o Espírito, em não poucas passagens, é citado em “pé de igualdade” com o Pai, e o Filho, em diversas passagens clássicas, como a de Mateus 28.19 (“...batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo). Também em algumas das chamadas bênçãos apostólicas, como a de 2 Corintios 13.13 ( “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito...”). Podemos ver a atuação conjunta do Pai, Filho e Espírito Santo no batismo de Jesus, em Mateus 3.16-17, quando se o Espírito desce sobre Jesus, e se ouve uma voz do céu. Muitas outras passagens podem ser mencionadas.

É importante citar estas passagens para percebermos que a dita “fórmula trinitária” faz parte do cristianismo em seu nascedouro. Os documentos que temos no Novo Testamento, em sua grande maioria, concordam todos os estudiosos, é o que temos de mais antigo na literatura cristã primitiva. Portanto, a fórmula “Pai, Filho e Espírito Santo”, de modo algum foi criada em determinado momento posterior, e depois projetada ao passado sobre os cristãos primitivos. Os modernos exegetas e estudiosos do N. T. entendem que as epístolas paulinas são o que de mais antigo temos (como por exemplo, Kümmell), e muitas destas, já trazem o Espírito, atuando em consonância com o Filho e o Pai.

Assim também acontece na literatura cristã primitiva, notadamente nas obras produzidas no período que costumamos chamar de período Patrístico. Por exemplo, se pegarmos uma obra intitulada “Didaquê dos Doze Apóstolos”, que é provavelmente do início do sec. II, temos também a citação trinitária mencionada: “Quanto ao batismo, procedam assim: Depois de ditas todas estas coisas, batizem em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Didaque 7.1).

Inácio de Antioquia, bispo martirizado em 107 d. C., também menciona com grande esplendor, a atuação Trinitária na obra de salvação dos cristãos: “... sois as pedras do templo de Deus Pai, levantadas até o alto pela alavanca que é Jesus Cristo, que é a cruz, usando a corda, que é o Espírito Santo” (aos Efésios, 9.1). “De fato, nosso Deus Jesus Cristo, segundo a economia de Deus, foi levado ao seio de Maria, da descendência de Davi e do Espírito Santo”. (Efésios 18.2).

Muitos outros exemplos de pessoas que citavam com abundância a atuação do Pai, Filho e Espírito Santo podem ser mencionadas, como Clemente de Roma, Justino Mártir, Hipólito de Roma, entre muitos outros. Entretanto, procuramos dar ênfase ao pensamento de Tertuliano (155 – 222), o grande teólogo de Cartago, norte da África. Ao que tudo indica, ele foi o primeiro a utilizar o termo “Trinitas”, em uma obra intitulada “contra Práxeas”; e também, o mencionado teólogo foi o primeiro a utilizar o termo “substantia”, querendo dizer que, os Três, Pai, Filho e Espírito Santo, têm a mesma substância, por isso, são o mesmo Deus.

Algo que, conforme dito em aula, precisamos ponderar, é o seguinte: a mentalidade teológica dos hebreus nos parece um tanto quanto diferente da mentalidade grega. Para o hebreu, Deus era “experiência”, era “ocorrência”. Não se chegou a Deus pela razão, mas sim pela revelação, pela inserção do divino na história dos hebreus. Na mentalidade ocidental, grega, muito mais ligada a razão, parece que foi surgindo a necessidade de se conceituar precisamente as questões referentes a teologia (que, diga-se de passagem, é uma palavra grega). Isto porque, enquanto o hebreu chegou ao monoteísmo pela experiência (os “nomes de Deus”, como “Deus é a nossa bandeira”, o nosso “escudo”, o “meu Pastor”, etc, são frutos da experiência prática daquele povo), os gregos chegam ao monoteísmo pela razão, daí a necessidade de conceitos precisos acerca da divindade. E é nesse contexto que irá se desenvolver a teologia cristã (lembrem-se que o próprio N.T. é todo escrito em grego). Cumpre esclarecer que o Novo Testamento cita abundantemente a atuação do Pai, Filho e Espírito Santo, entretanto, não traz explicações claras de como eles se relacionam entre si, de como se dá esta unidade na diversidade, de como podem ser três pessoas e um só Deus, etc. Quem irá fazer isso, serão os teólogos antigos, sendo Tertuliano, neste aspecto, talvez o primeiro a tentar elaborar uma teoria a respeito. A idéia de Tertuliano, “uma só substância” se torna tão importante, que posteriormente, será aceita por toda a cristandade, sendo incorporada inclusive no Credo Niceno-Constantinapolitano.

Fonte: http://vcrista.blogspot.com/2009/02/pneumatologia-breves-reflexoes.html

Material sobre Pneumatologia. Clique no título e acesse.

Encíclica Dominum et vivificantem, Do Papa João Paulo II, sobre o Espírito Santo na Vida da Igreja e do Mundo