TERRA DE IMACULADA

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Por que "Terra de Imaculada"?


Há quinze anos chegávamos a Campinas, vindos da cidade de Aguaí, SP. E, nesta chegada começamos nossa caminhada na Paróquia Bom Pastor, do bairro São Bernardo, que estava agregada à Paróquia Imaculada, também do bairro São Bernardo (De certa forma, fomos recebidos pelo Bom Pastor, filho da Imaculada). Em pouco tempo, participávamos da Primeira Etapa do ECC - Encontro de Casais com Cristo e, logo em seguida, das duas outras etapas. Mas, esta Primeira Etapa marcou nossa caminhada. Foi nesta Terra de Imaculada que nossa Caminhada cristã (minha e de minha família) acabou sendo traçada e definida. Ao elaborar este site, que teve sua "gestação" na plataforma "ning", senti a necessidade de homenagear esta cidade que nos acolheu com tanto carinho e amizade. A imagem acima é a que adorna o Altar de Nossa Catedral, E retrata a Virgem Imaculada, A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO*. Por isso, o título escolhido foi Terra de Imaculada, pois como Maria recebe, acolhe e abraça todos os seus filhos, assim nos sentimos quando aqui chegamos: recebidos, acolhidos e abraçados.  

Aliás, creio que sob inspiração divina, disse Dom Bruno sobre Campinas:

“Temos um passado alicerçado na Palavra de Deus, na Doutrina dos Apóstolos, na Oração e na Partilha, que nos faz viver intensamente o presente. São mais de cem anos em missão neste chão, sob a proteção da Imaculada, nossa Padroeira, para a glória de Deus Pai.”

Dom Bruno Gamberini, saudoso Arcebispo Metropolitano de Campinas. 

A seguir, apresentamos um breve histórico da vida religiosa desta linda e maravilhosa cidade, com material extraído de Wikipedia:

Breve Histórico


Catedral Metropolitana de Campinas

A vida religiosa de Campinas se inicia em 1739, quando foi fundado, por Barreto Leme, o bairro de Mato Grosso, a beira do Caminho dosGoiases. Os moradores se deslocavam para a paróquia de Jundiaí - onde existia uma matriz em estilo barroco, datada de 1651 e dedicada à Nossa Senhora do Desterro, e que foi remodelada por Ramos de Azevedo em 1886, dando origem à Catedral Nossa Senhora do Desterro, em estilo neogótico - para assistir à missa. Trinta e três anos após, já havia 360 moradores no povoado e estes encaminharam uma petição ao Vigário Capitular do bispado de São Paulo, pleiteando a construção de uma capela. Apesar de a petição ter sido impugnada pelo vigário de Jundiaí, os moradores erigiram a primeira capela, construída em taipa e coberta de telhas, a "matriz velha" (hoje, após várias reformas, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo).

Com mudanças na direção da diocese de São Paulo, em 1774 foi nomeado o primeiro vigário da nova paróquia, que mandou construir uma capela de taipa, coberta de sapé, onde hoje se localiza o Monumento-Túmulo de Carlos Gomes, dedicando-a a Nossa Senhora da Conceição. Desta maneira, em 14 de julho de 1774 é inaugurada a paróquia da Conceição na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso de Jundiaí, com missa cantada, levantamento da pia batismal e benzimento da matriz provisória. A freguesia é elevada à categoria de vila em 1797 e tem seu nome mudado para Vila de São Carlos.

Em 1807, a Câmara da Vila determina o início da construção de uma nova igreja, sendo os imensos alicerces, típicos da construção em taipa de pilão, construídos pelos escravos e abençoados pelo vigário. O primeiro administrador das obras foi Felipe Teixeira Néri. Durante 38 anos as taipas foram sendo piladas, financiadas por contribuições, loterias e até um novo imposto provincial, a Lei Provincial nº 3, de 9 de março de 1854. A luta pela independência, a Revolução Liberal de 1842 e outros fatores contribuíram para a lentidão das obras e as taipas só foram concluídas em 1845, podendo a capela-mor, a sacristia e a nave central ser cobertas naquele ano. Em 1847, devido à visita de D. Pedro II - que havia elevado a Vila de São Carlos à condição de cidade, com o nome de Campinas, em 1842 - a Igreja do Rosário é tornada matriz provisória, pois a matriz nova ainda não tinha condições de uso e a Matriz Velha jazia abandonada e decrépita.

"Nem bem as taipas da Matriz Nova ficaram prontas, as autoridades locais receberam o aviso de que Campinas constava no itinerário da excursão que o imperador D. Pedro II faria à província de São Paulo. Os campineiros entraram em pânico. O protocolo exigia uma visita do imperador à matriz local. Mas que matriz? A solução foi a instalação provisória da Matriz da Conceição na Igreja do Rosário, edificada em 1817 e ainda não concluída. O templo foi rebocado e caiado às pressas e virou Matriz para receber a comitiva imperial, que, por sinal, atrasou dois meses. A Matriz da Conceição ficou ainda por alguns anos na Igreja do Rosário, até a conclusão da Matriz Nova, que só aconteceria 60 anos depois, em 8 de dezembro de 1883, data dedicada à padroeira de Campinas."[1]

Em 1848 assumiu a condução das obras o doutor Antônio Joaquim de Sampaio Peixoto. Foi Antônio Francisco Lisboa, conhecido pelo apelido de "Baía", que no ano de 1853 pagou as despesas de viagem e trouxe da então província da Bahia um grupo de entalhadores, comandados porVitoriano dos Anjos Figueiroa e mais três oficiais, para se encarregarem da ornamentação interna da "matriz nova" de Nossa Senhora da Conceição. Já em Campinas, Vitoriano era tratado por "professor de entalhe". Valendo-se desta prerrogativa, formou aqui um corpo deaprendizes, dos quais podemos citar Antônio Dias Leite, José Antunes de Assunção e Laudíssimo Augusto Melo,que era deficiente auditivo e tido pelos contemporâneos como muito habilidoso.[2]

Vitoriano foi o responsável pelos entalhes do altar-mor, das tribunas, dos púlpitos, da varanda do coro e até mesmo pela condução das obras até 1862, quando foi dispensado pelo novo administrador, Antônio Carlos de Sampaio Peixoto, o "Sampainho". Sampainho, auxiliado pelos arquitetos Job Justino de Alcântara, Antônio de Pádua Castro e o doutor Bittencourt da Silva, em 1862, organizou um novo grupo de entalhadores, chefiados por Bernardino de Sena Reis e Almeida, que era fluminense. Concluiu-se a ornamentação da nave central e em 1865 os dois altares dos cantos e os quatro laterais, bem como as capelas, tudo em cedro, abundante nas matas ao redor da cidade.

Os sinos começaram a ser instalados em 1870:

"Todos os dias, em intervalos de 15, 30 e 60 minutos, os sinos da Catedral Metropolitana, anunciam o correr do tempo. Todos eles têm nomes. O mais antigo é o Baía. Com suas três toneladas de aço, chegou ao topo da Catedral em 1870, conduzido por cordas e dezenas de homens, numa luta coordenada por Antônio Francisco Guimarães, o Baía, o homem que doou aquele que seria o mais ilustre sino da cidade, batizado com o apelido do doador.(...)Baía, português residente em Campinas desde 1819 e integrante da Irmandade do Santíssimo Sacramento, havia feito a doação do sino em 1847, mas como a Matriz Nova não estava pronta, ele ficara instalado na Matriz Velha. A vinda para a Matriz Nova fora feita sob uma condição, exigência da Irmandade: o sino só seria badalado em procissão de Corpus Christi, saídas do Santíssimo e enterro de irmão. Resultado: o sino Baía ficou silencioso durante 13 anos, até a inauguração da Catedral, em 1883.(...)Os sinos da Catedral badalam todos os dias do ano, desde 1883. Acionados pelo mecanismo do relógio fabricado em 1880, eles, agora, só badalam durante o dia. Os moradores da região central da cidade pediram silêncio à noite. Mas a partir das 6h eles sinalizam que o dia está começando."[3]

Após a conclusão do interior, teve início o processo de construção da fachada, havendo cinco mudanças de projeto: o primeiro tinha características barrocas com duas torres (e, neste sentido, seria perfeitamente integrado ao estilo adotado no interior do templo), do Dr. Bittencourt, mas não pôde ser executado pois não havia cantaria disponível na região, sendo adaptado por José Maria Cantarino; o segundo,neoclássico, de Charles Romieu, previa uma única torre assentada sobre quatro colunas de pedra, cal e tijolos, mas foi suspenso devido aos acidentes ocorridos na construção (1865) que levaram ao soterramento de quatro funcionários e uma criança; o terceiro, escolhido como resultado de um concurso público, de José Maria Villaronga (Villaronga, Faria & Cia), previa uma fachada neogótica (1871) mas houve desentendimentos entre os administradores e não chegou sequer a ser iniciado; em 1876 foi contratado o engenheiro italiano Cristóvão Bonini, para mudanças na planta e conclusão da obra, mas foi exonerado pela Câmara em 1879, havendo o quinto projeto, o qual recuperou o estilo neoclássico e foi implementado pelo campineiro Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1880). Este último, foi o responsável geral pela conclusão das obras e dotou o templo inclusive de canos embutidos para a iluminação a gás, uma novidade na época.

Inaugurada em 1883, a catedral recebeu novas ornamentações na fachada durante a grande reforma de 1923 (como os medalhões com as datas comemorativas da diocese, as guirlandas e as estátuas dos quatro evangelistas e dos quatro anjos do apocalipse), quando também as telhascoloniais foram trocadas por francesas e a abóbada sobre o altar-mor foi levantada alguns metros, ficando na mesma altura do restante da igreja. Foi também nesta época que o zimbório foi trocado por uma cúpula em gomos, encimada pela imagem de Nossa Senhora.

Informações adicionais

Catedral Metropolitana de Campinas à noite.

A igreja começou a ser construída em 1807. Sua construção durou mais de seis décadas, com alguns acidentes fatais. A técnica da construção é a da taipa de pilão. O seu interior, em estilo barroco baiano (sem douração) conta com um requintado trabalho de talha de madeira, realizado pelos entalhadores Vitoriano dos Anjos Figueiroa[4] e Bernardino de Sena Reis e Almeida. No projeto como um todo, inclusas as fachadas em estilo neoclássico, houve a participação de vários arquitetos, dentre os quais Francisco de Paula Ramos de Azevedo, que concluiu as obras. A Catedral Metropolitana de Campinas é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC). O edifício é tido como o maior no mundo construído em taipa de pilão, com seus 4.000 m²,[5] e também um dos mais altos.

"A nova igreja, que demoraria 76 anos para ser construída, viria a ser a Catedral Metropolitana de Campinas, o maior edifício em taipa de pilão – cascalho e saibro socados - do mundo e que passa por intenso trabalho de restauro, a maior parte feita sob a rubrica de “questões emergenciais de conservação e segurança da edificação e dos usuários”. O prédio, de quatro mil metros quadrados de área construída por mão-de-obra escrava e que recebe diariamente três mil pessoas, está sendo recuperado de um longo processo de degradação que lhe comprometeu, entre outras áreas, os telhados e grande parte do forro, todo em pinho de riga."[6]

Endereço da Catedral: Praça José Bonifácio, s/n - Centro

Outras vistas de nossa Catedral Metropolitana




Brasão da Arquidiocese de Campinas






          Altar-mor da Catedral Metropolitana de Campinas


Fonte de texto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_Metropolitana_de_Campinas

As imagens foram obtidas no site da Catedral Metropolitana de Campinas e no site da Arquidiocese

Obs.: A imagem que adorna o cabeçalho desta página é de Maria Imaculada, que está no altar-mor de nossa Catedral.

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Cúria Metropolitana de Campinas

A Cúria é o órgão administrativo da Santa Sé, constituído pelas autoridades que coordenam e organizam o funcionamento da Igreja Católica Romana. É geralmente visto como o governo da Igreja. Curia no latim medieval significa "corte" no sentido de "corte real". Em Campinas, a administração da Arquidiocese está a cargo da Cúria Metropolitana de Campinas, atualmente nas mãos de Dom Bruno Gamberini, nosso Arcebispo.

Dom Bruno e seu Brasão Episcopal

Arcebispo Metropolitano de Campinas

Dom Bruno Gamberini nasceu em Matão, SP, no dia 16 de julho de 1950, festa de Nossa Senhora do Carmo e Ano Santo do Dogma da Assunção. É filho do Sr. Armando Gamberini (falecido em 1987) e da Sra. Tirsi Castellani Gamberini, terceiro filho entre um irmão e três irmãs. Foi batizado, crismado e recebeu a Primeira Eucaristia na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão.

Completou o curso primário no Grupo Escolar Estadual “José Inocêncio da Costa” e na Escola Estadual “Prof. Henrique Morato”, em Matão. Completou o segundo grau e a Filosofia no Seminário Diocesano de São Carlos (1968-1970) e Teologia no Studium Theologicum, filiado à Universidade Lateranense de Roma, em Curitiba, PR (1971-1974). Cursou, ainda, Canto Coral e regência, na Pró-Música de Curitiba.

Foi ordenado Diácono na Catedral de São Carlos em 02 de dezembro de 1973 e Presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão, no dia 11 de dezembro de 1974, por Dom Constantino Amstalden, Bispo da Diocese de São Carlos. Como Padre foi Coordenador de Estudos e Professor de Filosofia (1975-1977) e Reitor da Filosofia (1991-1995); Coordenador Diocesano da Pastoral da Diocese de São Carlos (1978-1979); Pároco de Ribeirão Bonito, SP (1979-1981); Primeiro Juiz Auditor da Câmara do Tribunal Eclesiástico de São Carlos (1980-1984) e depois Notário do Tribunal até 1995; Reitor do Seminário de Teologia de São Carlos em Campinas, SP (1982-1986). Foi Pároco de Itajobi e Marapoama (1987-1989), Vigário Cooperador da Catedral de São Carlos (1983-1995), ajudando nas Igrejas de São Benedito e São Judas Tadeu. Foi nomeado Cônego Honorário do Cabido da Catedral de São Carlos, em 19 de março de 1983.

O Santo Padre, o Papa João Paulo II, nomeou Dom Bruno o 4º Bispo Diocesano de Bragança Paulista em 17 de maio de 1995. Foi ordenado Bispo no dia 16 de julho de 1995, na Catedral de São Carlos Borromeu, em São Carlos, SP, sendo sagrante Dom Constantino Amstalden e Bispos Consagrantes, Dom Antônio Pedro Misiara, 3º Bispo de Bragança, e Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, Bispo Auxiliar de Salvador da Bahia. Tomou posse da Diocese em 20 de agosto de 1995. Seu lema episcopal é Nomen Domini Benedictum - Bendito o nome do Senhor.

Como Bispo é Assessor da Pastoral da Criança no Regional Sul 1 desde 1996; Bispo representante do Sub-Regional Campinas na representativa do Sul 1; Membro do Conselho Pastoral do Sul 1 (1999).

No dia 02 de junho de 2004, o Papa João Paulo II nomeou Dom Bruno Gamberini como 6º Bispo e 4º Arcebispo de Arquidiocese de Campinas. Dom Bruno tomou posse no dia 1º de agosto de 2004, em Missa Solene, às 10h00, na Matriz Nossa Senhora Auxiliadora, no Guanabara, em Campinas, em razão das obras de restauro que estavam sendo feitas na Catedral Metropolitana. Estiveram presentes Dom Gilberto Pereira Lopes, Arcebispo Emérito de Campinas, Dom Lorenzo Baldisseri, Núncio Apostólico, vários Bispos do Brasil, grande número de Presbíteros, Diáconos e Seminaristas, familiares, Prefeitos da região de Campinas, o Exmo. Sr. Vice-Governador do Estado de São Paulo, Dr. Cláudio Lembo, e cerca de 2000 pessoas que acolheram com grande alegria e festa a Dom Bruno.

Dom Bruno tem demonstrado ser, pela sua dedicação, trabalho e amor à Igreja de Jesus Cristo e a seu rebanho, um digno sucessor dos Bispos que fizeram história em Campinas. Sua simpatia e simplicidade são marcantes e têm cativado o povo da Arquidiocese.

Bendito o nome do Senhor!


A Cúria Metropolitana de Campinas esta localizada na Rua Irmã Serafina, 88 - Bosque - CEP 13026-066 Caixa Postal - 550 - CEP 13001-970. Campinas - SP.

Sede da Cúria Metropolitana de Campinas e Centro Pastoral Pio XII

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Maiores informações, detalhes e fotos da história religiosa de Campinas poderão ser acessados no site de nossa Arquidiocese: http://www.arquidiocesecampinas.com/historia/

* Sobre a Nossa Padroeira, acessehttp://www.arquidiocesecampinas.com/historia/a-padroeira/


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