ADJUNTO NELON


A CALÚNIA

Quando fazemos uma imputação falsa, lesiva à reputação de alguém, estamos cometendo o grave erro da calúnia, que difere da difamação e da maledicência por serem estas baseadas, de modo geral, na verdade, enquanto a calúnia é calcada no simples desejo de atingir indivíduos ou grupos sociais com base totalmente forjada pelo objetivo de prejudicá-los, atribuindo falsamente a alguém uma ação definida como crime.

Como fruto de estados doentios do espírito, gera vibrações de baixo padrão e, por isso, não podemos nos deixar levar por perturbações que o caluniador pretenda causar em nós, mantendo o padrão elevado de nossas vibrações e vivendo de modo a contrariar o motivo da calúnia.

Lembremo-nos de que qualquer um de nós pode ser alvo de um caluniador, que age por força de sentimentos rancorosos, frutos de situações transcendentais que os levam a quadros enganosos, momentos de reajustes que devemos superar com humildade e amor, sem revidar com ódio ou violência.

Como existe sempre um lado bom nas coisas ruins, vamos lembrar de que uma calúnia pode ser um instrumento para nosso aperfeiçoamento, chamando a atenção para um nosso erro, real ou possível, que podemos reparar em tempo.

A calúnia pode ser fator de desequilíbrio em nossa vida se nos nivelarmos a quem nos calunia, e, assim, absorvermos suas vibrações e modificarmos nossa conduta, agindo conforme pretende o caluniador.

Somente a árvore que dá bons frutos é apedrejada por quem quer saboreá-los. Não respondendo a quem nos calunia e mantendo nossa consciência tranquila, nosso equilíbrio, seguiremos, tranquilos, nossa jornada.

Já nos dizia o velho ditado árabe: “Os cães ladram, mas a caravana passa...”


Comments