A dislexia na escola António Arroio
 
A dislexia pode estar associada a um estilo de funcionamento cognitivo próprio, com dificuldades na leitura e na escrita e capacidades nas áreas de pensamento visual, raciocínio espacial e criatividade. Assim, é natural que nesta escola artística muitos alunos tenham dislexia em graus variados, apresentando dificuldades mais ou menos acentuadas com a leitura e com a escrita e um padrão próprio de capacidades e pontos fortes.
 
Alguns alunos entram na escola já com um diagnóstico de dislexia, situação que pode ter sido detectada no 1º ciclo ou em algum momento do ensino básico. Mas fomos também constatando que alguns, face à exigência maior do ensino secundário, manifestam dificuldades sem nunca terem sido referenciados antes. Talvez porque foram progredindo graças ao seu esforço e às suas capacidades noutras áreas ou com ajuda de familiares ou de explicadores, as suas dificuldades passaram indetectadas.
 
Esta escola desenvolve desde há alguns anos um projecto de apoio a alunos com dislexia, envolvendo um despiste sistemático e apoios aos alunos que deles necessitam (*). No 10º ano todos os alunos realizam um teste de despiste de dislexia. Os alunos que neste despiste apresentam sinais de dislexia são sujeitos a uma avaliação para confirmar ou não a existência desta dificuldade com a leitura e a escrita. Essa avaliação envolve entrevista com o aluno e com os pais e, caso não apresente um relatório de avaliação anterior, são feitas diversas provas que visam identificar pontos fortes e fracos e um perfil de aprendizagem.
 
Para os alunos que manifestem dificuldades mais acentuadas é proposto um plano educativo que pode incluir propostas de aula de apoio para reeducação de leitura e escrita, adaptações nos critérios de avaliação das diversas disciplinas, programas de desenvolvimento de método de estudo ou outras medidas que se considerem necessárias e de acordo com os recursos da escola.
 
Pretendemos com estas medidas dar aos alunos o apoio de que necessitam para serem bem sucedidos, tirarem partido das suas capacidades e ganharem confiança nas suas competências académicas.
 
Cada aluno tem um conjunto único de talentos e de dificuldades que tanto o próprio como os professores podem aprender a conhecer melhor para que  a aprendizagem seja mais satisfatória e produtiva.

 

       (*) Trabalho desenvolvido em colaboração com a Professora Arlette Verhaeghe, Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa

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