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Somel Serip

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Cópia de Postagem Realizada por Erivaldo Carvalho

26 de Maio de 2009 - 01:57.

         É bastante pacífica e difundida a tese de que a reforma política no Brasil não sai porque deputados federais e senadores não teriam interesse em mexer em algo potencialmente prejudicial a eles. Uma vez eleitos com as regras atuais, por que nossos diletos representantes iriam alterá-las? Obviamente, essa percepção pesa muito na hora da articulação e não deve ser desprezada. Mas isso não é tudo. É ingênuo avaliar que a proposta não anda única e exclusivamente pela pequenez de espírito público da banda parlamentar da classe. Com pouquíssimas exceções, muito pontuais, o Palácio do Planalto controla a agenda do Congresso Nacional.
       Quando tem motivações concretas, o Governo faz valer sua força sobre aliados, líderes e bancadas. E quando não tem porque ou vê alguma ameaça no ar, apenas finge interesse.
        É o caso da reforma política. Um pacto tácito entre Executivo e Legislativo ameaça enterrar o pacote de mudanças. Explica-se. A sucessão do presidente Lula é hoje a prioridade das prioridades na base governista. A orientação no Governo é evitar quaisquer temas que possam significar desagregação. Isso poderia provocar estremecimento nas costuras de alianças. E as medidas da reforma não são consenso entre as forças políticas que dão sustentação a tais projetos. Pelo contrário.
        
Criou-se, então, um impasse. Como resolver? Simples. Não resolve. Deixa (quase) tudo como está.  





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