Para os pais






Sexualidade infantil refere-se ao sentimento, comportamento e desenvolvimento sexual das crianças.

A educação sexual acontece primordialmente no contexto da família onde a criança está inserida. Muitos pais preferem nem tocar no assunto. Outros super estimulam as crianças, achando engraçadinho ver crianças de 1, 2, 3 anos beijarem na boca, ao som de frenéticas risadinhas, ou indagações do tipo: "Quem é seu namorado?" As meninas vestem micro saias, ou micro shorts, os meninos são empurrados a desejar modelos como Tiazinha, Carla Perez, Feiticeira, etc. 

A geração anterior era muitas vezes punida e repreendida caso mencionasse ou quisesse saber alguma coisa a respeito de sexualidade. A atual é bombardeada pela estimulação precoce à erotização. 

Há os que acreditam que só estão lidando com a sexualidade a partir do momento em que ela é falada, seja através de informações ou explicações a respeito. Mas onde inicia então esta relação? Quando a mãe e o pai cuidam do bebê, brincam com este, na maneira como se relacionam com ele, ao mesmo tempo em que o casal vive uma relação afetiva, gratificante ou não, quando os limites de cada papel e relação ficam bem definidos e marcados, quando a criança pode concluir que amar é ou não possível, está recebendo educação sexual. 

Quando se pensa em educação sexual na infância, automaticamente tem que se pensar, também, em desenvolvimento emocional, isto é, tem que se levar em conta o nível de maturidade e as necessidades emocionais da criança. 

É importante que as questões da criança tenham espaço para serem colocadas e respondidas com clareza, simplicidade, na medida em que esta curiosidade vai se dando. Ás vezes, alguns pais querem se livrar logo do assunto e na ansiedade disparam a falar além da necessidade da criança, na tentativa muitas vezes frustrada de que nunca mais vão precisar falar sobre o assunto. 

Quando uma criança pergunta por exemplo, como o bebê foi parar na barriga da mãe não quer dizer que ela queira ou aguente saber detalhes com relação ao ato sexual dos pais. Responder a criança de maneira simples, clara e objetiva satisfaz sua curiosidade. A satisfação dessas curiosidades contribui para que o desejo de saber seja impulsionado ao longo da vida, enquanto que a não satisfação ou o excesso de informações gera ansiedade e tensão.

Sexualidade Infantil
“Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não
afastará dele” Provérbios 22:06
*Educar: É ensinar desde o nascimento a criança a ter controle, a cuidar
de si mesma, no início fazendo pela criança e depois de acordo com a fase
de seu desenvolvimento permitir que ela mesma faça.
*Educar a criança talvez não seja tão difícil como educar-se a si próprio,
ou seja, o adulto para ter um resultado mais positivo, precisa ter controle
sobre sua vida; ou ainda, como ensinar a criança a não mentir, a não falar
palavrão, a comer de forma saudável, a ser organizado, a ser responsável,
se o adulto não o faz. Nunca é tarde!
*Todo comportamento do ser humano é aprendido, portanto o a
sexualidade também faz parte do comportamento e precisa ser aprendida,
educada.
“Educar vai além do adquirir informação e conhecimento; tem a ver com
maturidade; Uma coisa é você saber, outra coisa é saber usar a
informação com sabedoria. E a diferença entre uma e outra é a formação,
é a responsabilidade.
A mídia faz algo semelhante transmite informação, mas não educa...”
Rosely Sayão.
*Portanto, para educar uma criança o adulto precisa adquirir
conhecimento, ser “referencial”, colocar em pratica e melhor ainda
trabalhar com a prevenção, não esperar que acontecer para trabalhar com
a causa.
*Adulto é um auxiliar do Senhor na formação de uma criança.
* A criança é um sujeito físico, espiritual, emocional e sexual.
*Educação sexual não deve somente informar, mas também compreender
as angústias das fases da vida.
*Esse é um tema que envolve sentimentos e desejos e, portanto, não pode ser
abordado só com explicações sobre o funcionamento do aparelho reprodutor e
palestras médicas. A orientação sexual deve ser feita com afeto, transmissão de
valores, atitudes, comportamentos, com objetivo de preparar a pessoa para a
vida, para que possa ter controle sobre sua vida, responsabilizar pelas
conseqüências de seus atos.
Suporte à Família
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*O constrangimento dos pais em tratar do assunto aumenta a falta de
informação dos filhos e faz com que a escola se torne o principal espaço
de educação sexual, porém o ideal é que se comece dentro de casa.
*Pais e professores muitas vezes estão confusos quanto aos papeis na
educação da criança, nessa divisão de responsabilidade.
*Família é a primeira escola da vida.
*A família tem que educar para que seu filho aprenda a ser humano.
Porque a criança não nasce ser humano.
*A família é o lugar onde se vive o afeto. (Amor e ódio), relacionamento.
* Na família as crianças aprendem as tradições, os princípios, a moral.
*Família e escola devem educar, devem ajudar a construir nos pequenos
uma visão sem mitos nem preconceitos.
*Desde bebês, sentimos prazer em tocar o próprio corpo e descobrir as
diferentes sensações que ele nos proporciona. Fingir que as crianças não
passam por esse processo é negar a realidade.
*A sexualidade faz parte da vida das pessoas desde que nascem.
*Sexualidade é algo que nos dá prazer, que obtemos através dos nossos
órgãos do sentido, como uma comida de nossa preferência, ver uma linda
paisagem, ouvir uma boa música, ser beijado e abraçado por quem
amamos, e o sexo também é uma forma de obter prazer, mas não a única
etc.
*Admitir a sexualidade do filho e saber que ele está pensando em sexo já é
um bom caminho. Negar isso é fechar as portas para o diálogo
(principalmente do adolescente).
*Conversar é sempre o melhor jeito de explicar para seu filho, a
importância de ser bem informado em questões de sexualidade.
*Não devemos requerer das crianças atitudes e comportamento de adultos.
Eles não têm a malícia que temos.
*Se uma criança não tem desde cedo um esclarecimento sobre assuntos
ligados a sexo, não compartilha seus medos e anseios com seus pais, se
eles não derem apoio nas suas descobertas, certamente será um
adolescente coberto de dúvidas buscando em lugares não saudáveis, de
forma deturpada, como por exemplo: em algumas revistas, amigos não
preparados etc.
*Verifique se os programas de TV que ele vê são adequados para a idade.
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*Se os valores passados por determinado programa não forem os
mesmos da família, e se a criança já tem assistido, assista junto com ela e
explique por que tais comportamentos são reprováveis.
*Analise o que você suporta ou não dentro de casa. É direito dos pais
"controlar” o comportamento dos filhos.
*Tenha disponibilidade para ouvir seu filho e construir as regras com ele.
*Cuidar das crianças é cuidar da família; ensiná-los é ensinar à família.
Mas devemos fazer isso com cuidado, com carinho, com a atenção que
Jesus tinha pelos pequenos.
*Na escola que a criança deve aprender, democraticamente, o social.
*Não devem fazer comentários preconceituosos.
*As regras devem ser discutidas com todos os professores e funcionários
para que as mensagens sobre limites sejam coerentes. O esclarecimento
dos limites faz parte da orientação sexual.
*Deixe claro para os alunos o que é permitido e o que é proibido,
explicando os motivos.
*Para não expor ninguém, o ideal é levantar dúvidas sem personalizar.
*Perguntas sobre a conduta pessoal dos alunos são constrangedoras, pois
pode parecer que você quer policiar as atitudes deles. Mantenha a
discussão genérica.
Para pais e escola:
*A postura ao tratar do assunto é muito importante, por isso devemos
prestar atenção nos seguintes detalhes:
*Qualquer dúvida, por mais simples que pareça, é relevante e pertinente.
*Ouvir, mais do que falar, é a melhor conduta, saber o que querem saber e
o que já sabem? O que você acha disso?
*Quanto menor a criança as explicações devem ser menos detalhadas,
explique o básico na linguagem dela.
*Fale sempre a verdade, não dar respostas irreais ou imaginárias, por
exemplo, dizer que a cegonha que o trouxe, é melhor dizer vou pensar e
depois respondo..Porém não finjam que “esqueceram” para não responder.
*Responda de forma natural, não como se aquilo fosse sujo ou pecado,
cuidando com o tom de voz, a segurança nas informações.
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*Responda de forma clara, não é necessário ir além do que foi
perguntado, não adianta falar para uma criança de 03 anos sobre
espermatozóides ou óvulos.
*A criança precisa se sentir segura e protegida para falar e não temer a
castigos.
*Experiências de imitar os adultos podem levar a descobertas quando
feitas em clima de brincadeira. Mas atenção: se a criança mostrar
agressividade ou medo no contato físico, ela pode estar sendo vítima de
abuso sexual. Mostre-se aberto a escutá-la para ter mais informações e
procure a coordenação pedagógica ou a direção caso seja necessário.
Algumas dúvidas comuns dos pais e professores:
*Se a criança estiver brincando com o órgão sexual do amiguinho ou
do irmão?
Por volta dos 2 ou 3 anos, depois que a criança já aprendeu a andar e a
falar, a curiosidade (inclusive a sexual) vem à tona. É normal que, além de
ver, ela queira tocar. Não há erotização nesse contato e ele não deve ser
interpretado como desvio de comportamento.
Os pais ou professores não precisam permitir, podem mudar de foco, ou
tentar distrair a atenção da criança da brincadeira, mas sem fazer alarde. A
criança pequena, quando brinca com o órgão sexual de outra criança pode
ser pura curiosidade se não for uma criança que sofre ou sofreu abuso
sexual.
*Agora cuidado não permitir que crianças maiores (principalmente
adolescentes ou adultos) brinquem com os órgãos sexuais de seu filho ou
filha, pois já tem outra conotação sobre a sexualidade.
*O que fazer com o menino com mania de usar roupas e brinquedos
da irmã, ou de meninas?
A idéia é não estimular e “ensinar a criança a ter controle”. Isso é da
sua irmã, você pode brincar com suas coisas ou brinquedos, que são muito
legais também.
*Pais e mães devem tomar banho com filhos e filhas, todos juntos?
Até os 2 anos, pode até ser. Mas devem gradativamente mudar o
comportamento, cortar, até para a criança aprender a respeitar a própria
privacidade. Senão a criança pode achar que tirar as calças em público,
por exemplo, é normal e pode sofrer com o estranhamento das pessoas.
*Quando pequenos os meninos e meninas começam a descobrir as
características do próprio corpo. Por que os garotos têm "pipi” e as
meninas, "xoxota"? E eles investigam mesmo. Procure falar o nome correto
dos órgãos sexuais.
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*Os pais devem responder com precisão todas as perguntas dos filhos
sobre sexo, independentemente da idade deles?
Depende da idade. Crianças muito pequenas se contentam com a
explicação de que vieram de sementinhas, por exemplo. Para os mais
velhos, é importante dizer que “Sexualidade é cumplicidade e amor”. Se
não souberem, podem pesquisar juntos.
*Dormir na cama dos pais é indicado?
É necessário firmeza neste sentido, a cama dos pais pode ser o lugar
perfeito para gostosas brincadeiras antes de dormir ou pela manhã, mas
não é saudável que o filho tome o lugar dos pais ausente a cama, pois
erotiza a criança de forma inadequada, elas fazem fantasias que não são
benéficas ao desenvolvimento emocional. È importante dar a noção de
privacidade aos filhos. Se a criança sentir medo é preferível que um dos
pais vá até a cama dela e tranqüilize, voltando à sua cama em seguida.
*Como evitar a supeexposição inadequada do sexo e que assim a
criança se sexualize precocemente?
Os pais precisam ter de forma clara o tipo de orientação que desejam para
seus filhos, e que lhes ofereçam outras opções de entretenimento. Buscar
programas interessantes que estejam de acordo com a faixa etária, cds
infantis, roupas e brinquedos de acordo com a idade da criança, não
estimular a criança para um amadurecimento precoce, permitir que
tenham brincadeiras infantis.
Cuidado! As próprias escolas e pais podem estar estimulando essa
precocidade, abortando a infância destas crianças. Através de festas
infantis ou mesmo apresentação com cds de adultos como, ficar com
comentários do tipo: esse é teu namoradinho (a), até achar engraçadinho
dar beijos na boca, dar presentinhos para o namoradinho (a), vestimentas
de adultos. Perigoso porque pode chegar à adolescência e você não dar
conta de controlar mais. Previna!
*O aprendizado de palavrões pode acontecer principalmente com
crianças a partir de cinco anos o que fazer?
Primeiramente ser exemplo, não falando é claro. Esclarecer seu significado
ajuda a criança a deixá-lo de lado. Ensinar a criança que não é preciso
imitar comportamentos inadequados. Isso ajudara futuramente ela não se
sentir tentada a fazer algo que não seja de sua vontade, como fazer uso de
cigarros, drogas e outros. Se seu filho diz que quer fumar ou beber. Não é
legal dizer que ele é criança e não pode fazer isso, isto quer dizer que
quando adulto poderá fazer, mas acrescentar que alguns adultos fazem,
mas não é saudável também.
*Como conter o desejo sexual?
Depende da idade. Você precisa educar a criança desde pequeno. Os
pais geralmente querem que a criança se auto-eduque.
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Educar dá trabalho e canseira, mas vale a pena não é tempo perdido, mas
é investimento garantido. Por exemplo: “você vai a um restaurante, num
domingo, e tem esperar por uma mesa, esperar para ser servida e esperar
pela conta. O almoço dura três horas! E o que acontece? As crianças
começam a subir, a derrubar, tudo que é natural que elas façam. Aí os pais
dizem: "Filho, não faça isso, não faça aquilo." Não é assim que se contém
o comportamento. É falar e trazer para o colo, segurar. Não tem outro jeito.
Agora eles esperam que os filhos ajam como adultos, ou seja, escutem e
obedeçam. E depois os moleques não conseguem segurar os impulsos
sexuais. É porque não aprenderam...” Rosely Sayão.
*Como fazer para que a sexualidade não seja vista apenas como
genitalidade?
Isso acontece muito na mídia. O sexo é desvinculado do amor, é algo visto
como prazer momentâneo, não pensa nas conseqüências. Sexo
irresponsável. Para mudar é preciso desde cedo ensinar a criança a ter
controle sobre sua vida, cuidar de- si- mesmo. E principalmente amando a
criança, pois amor não se ensina, se aprende fazendo. Aí a pessoa vai
valorizar esse sentimento. O problema não é somente a mídia mas
“Ausência dos pais”.
Se os pais se relacionam com os filhos com amor, se a escola tem
respeito por esse sentimento, eles vão buscar escolhas saudáveis. Rosely
Sayão.
*Os pais ou professores pegam filhos ou crianças de 4/5 anos
brincando de se beijar, um sobre o outro?
Devem impedir? Não devem estimular. Provavelmente, as crianças estão
imitando uma cena que já viram ou então agindo por instinto. De maneira
alguma os pais devem bater. Para desfazer a situação, podem chamar a
atenção das crianças para outra brincadeira. E depois, a sós, podem
conversar com o filho ou aluno, dizer que sabem que ele estava brincando
com o coleguinha, mas que esse tipo de brincadeira tem hora e idade, tem
seu tempo, que só se faz essa brincadeira quando se é adulto.
Podem explicar para a criança que ela está na idade de brincar de outras
coisas, muito legais e divertidas, como de bola, de videogame, de boneca
etc.. Que seus pais brincaram muito de jogar bola, queimada, etc e que
eles devem aproveitar muito esse momento. Mais tarde brincarão de outras
coisas.
*Procure sempre saber onde os pequenos viram o comportamento que
estão imitando e o que eles sabem a respeito.
*Trate a imitação como uma atitude normal para a idade e aproveite para
falar sobre sexualidade.
*Se a criança mostrar-se muito erotizada, chame os pais para tentar
entender os motivos dessas atitudes.
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Abuso contra criança pode ser:
* negligência - não assegurar comida, casa, segurança e educação.
* agressão física- (tapas, sacolejões, maus tratos, ossos quebrados e
queimaduras, etc..) * agressão verbal - (brigas constantes, chamar a
criança ou se referir a ela por nomes depreciativos como inútil, idiota, etc..)
* abuso sexual - como exploração sexual, prostituição infantil, pornografia
ou o abuso "caseiro" por parte de parentes, como tios, pais, padrastos ou
ainda vizinhos, amigos etc.
*Sexualidade faz parte de cada ser humano, independente da idade.
*Consulte livros sobre o desenvolvimento infantil, pediatra, psicólogos ou
outros profissionais, para saber mais sobre o desenvolvimento da criança e
que comportamentos sexuais são normais e comuns em cada faixa etária.
*Pesquisa feita por entidades que trabalham em parceria com o Ministério
da Justiça indica que a cada oito minutos uma criança brasileira é vítima de
abuso, ou seja, 60mil crianças por ano são vítimas de abuso no Brasil:
80% dos casos são contra meninas;
82% são crianças entre 2 e 10 anos;
90% dos casos a criança é abusada por alguém que conhece e ama; pela
ordem, o pai biológico, o padrasto, tios, avôs e irmãos;
60% (estimativa) dos casos envolvem pessoas das classes média e média
alta.
*O que é abuso sexual contra crianças?
*Tocar os genitais de uma criança para prazer sexual ou outra razão
desnecessária;
*Fazer uma criança tocar os genitais de outra pessoa;
*Colocar objetos ou partes do corpo dentro da vulva, vagina, boca ou ânus
da criança para prazer sexual ou outra razão desnecessária;
*Mostrar pornografia para uma criança;
*Mostrar os genitais a uma criança;
*Fotografar criança em poses sexuais;
*Encorajar crianças a assistirem atos sexuais ao vivo ou em filme;
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*Observar (voyerismo) crianças se vestindo ou usando o banheiro, em
geral sem o conhecimento da criança.
Como identificar que uma criança pode estar sendo vítima de abuso
sexual?
Alguns destes sintomas ou comportamentos podem aparecer em
momentos estressantes da vida de uma criança, como divórcio, morte de
membro da família, ou por problemas na escola. Cada sinal em separado
não quer dizer que a criança possa estar sofrendo abuso, mas se você
observar vários deles ao mesmo tempo, é uma indicação de que você deve
se preocupar e se informar sobre como agir.
*Pesadelos, problemas para dormir, medo do escuro e outros distúrbios do
sono;
*Medo excessivo de "monstros";
*Perda de apetite ou problemas ao comer ou engolir;
*Mudanças súbitas de humor: raiva, medo, introspecção...;
*Medo de pessoas ou lugares (demonstrando relutância em ficar sozinho
com determinada pessoa ou mudança de humor na presença de
determinada pessoa);
*Problemas estomacais freqüentes sem razão identificável;
*Regressão de comportamento (ex. fazer xixi na cama ou usar chupetas
depois da idade em que isso normalmente acontece);
*Atividades sexuais com brinquedos ou outras crianças ou pedir a amigos
e irmãos para se comportar sexualmente;
*Nomes novos para partes íntimas do corpo;
*Recusar-se a falar sobre um "segredo" que tem com um adulto ou criança
mais velha;
*Ter dinheiro inesperadamente;
*Se cortar ou queimar propositadamente, quando adolescente;
*Machucados, vermelhidão, sangramento ou dor inexplicáveis nos genitais,
ânus ou boca; Corrimentos ou fluidos leitosos na área genital.
Sinais de alerta
Os seguintes comportamentos em adultos ou adolescentes podem indicar
que são molestadores:
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*Recusa-se a deixar que a criança estabeleça seus próprios limites;
*Insiste em abraçar, pegar, beijar, brincar, fazer cócegas ou segurar uma
criança mesmo que ela não queira;
*Insiste em ficar - ou dá um jeito de ficar - sozinho com criança, sem
interrupções;
*Passa a maior parte do seu tempo livre com crianças e demonstra pouco
interesse em ficar com pessoas da sua própria faixa etária;
*Se oferece frequentemente para tomar conta de uma ou mais crianças de
graça;
*Compra presentes caros para crianças ou lhes dá dinheiro sem razão
aparente;
*Frequentemente entra no banheiro quando crianças ou adolescentes o
estão usando;
*Permite consistentemente que crianças ou adolescentes se saiam sem
punição por atos impróprios;
*Conversa sobre atividades sexual de crianças ou adolescentes; fala sobre
fantasias sexuais com crianças ou adolescentes.
*Foi vítima de abuso sexual quando criança e não quer lidar com isso (se
recusa a falar, fazer terapia, tratamento, etc..);
*Olha pornografia infantil ou junto com crianças;
*Pede ao seu parceiro sexual que se vista como criança com freqüência;
*Frequentemente tem uma criança como "amigo especial";
*Faz piada sobre partes do corpo da criança ou chama a criança por
nomes sexuais, como "garanhão", "vadia", etc..
A maioria das informações acima foram tiradas do site Stop It Now,
americano.
No caso de você desconfiar de que uma criança esteja sendo abusada
sexualmente, vítima de maus tratos ou de negligência, a recomendação é
que seja feita uma denúncia ao Conselho Tutelar da Criança e Adolescente
da sua cidade ou ao Sistema Nacional de Combate à Exploração Sexual
Infanto-Juvenil: 0800-990500
Para prevenir:
As principais recomendações são que:
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* Não force a beijar alguém, ou permanecer no colo de quem não se sinta
confortável.
*Os órgãos genitais da criança só deve ser tocado por adultos para higiene
ou motivo de saúde, não deve ser tocado por motivo de brincadeira.
* a partir de um ano e meio, a criança comece a receber noções sobre o
seu corpo;
*a partir dos 3 anos, os pais expliquem quais são os órgãos sexuais e
ensinem aos filhos a reagir a qualquer tentativa de abuso
*Não permitir que crianças pequenas brinquem com crianças maiores na
ausência de adultos.
*Sempre se ouça o que a criança tem a dizer, por mais absurdo que seja.
Mantenha um diálogo aberto e franco com seus filhos, com as crianças.
*No caso da criança dizer que está sofrendo abuso, não fazer drama ou
escândalo, não duvidar. Reassegurar a criança que não é culpa dela, nem
é errado ela dizer isso a você e procurar resolver a situação o mais rápido
possível.
*investir na auto-estima das crianças (elogios, afirmação do seu valor, dar
atenção, respeitar, etc..)
*prestar atenção no comportamento de adultos que a rodeiam.
*Buscar orientação de profissionais, ou pessoas de sua confiança para
ajudar.
(Enelvira Pereira Dutra)

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