Doenças associadas ao processo de envelhecimento


O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. É, pois, desejável que constitua uma oportunidade para viver de forma saudável, autónoma e independente, o maior tempo possível.

O envelhecimento deve ser pensado ao longo da vida. O ideal é, desde cedo, ter uma atitude preventiva e promotora da saúde e da autonomia na velhice.

A prática de actividade física moderada e regular, uma alimentação saudável, não fumar, o consumo moderado de álcool e a participação na sociedade são factores que contribuem para a qualidade de vida em todas as idades e, em particular, no processo de envelhecimento.

O sistema de saúde dispõe, numa perspectiva individual, de uma rede de prestação de cuidados de saúde (com serviços integrados, centrados em equipas multidisciplinares e com recursos humanos devidamente formados), com uma componente de recuperação global e de acompanhamento das pessoas idosas, designadamente através da rede de cuidados continuados, que, por sua vez, integram cuidados de longa duração.

Uma boa saúde é essencial para que as pessoas mais idosas possam manter uma qualidade de vida aceitável e possam continuar a assegurar os seus contributos na sociedade. Pessoas idosas activas e saudáveis, para além de se manterem autónomas, constituem um importante recurso para as suas famílias, comunidades e até para a economia do país.

Porém, nem sempre é possível viver o envelhecimento em plena saúde. A maioria das pessoas chega a idosa com doenças crónicas e não transmissíveis. As patologias incapacitantes mais frequentes nas pessoas idosas são as fracturas, incontinência, perturbações do sono, perturbações ligadas à sexualidade, perturbações de memória, demência (nomeadamente doença de Alzheimer, doença de Parkinson), problemas auditivos, visuais, de comunicação e da fala.

Mas isso não significa, necessariamente, que se tornem incapazes de lidar com a sua evolução ou que não possam prevenir o aparecimento de complicações.

O que são doenças geriátricas?

Algumas doenças, denominadas, por vezes, de síndromas ou doenças geriátricas, apresentam-se quase exclusivamente em adultos de idade avançada.

Também se incluem nas perturbações geriátricas aquelas que afectam os indivíduos de todas as idades, mas que na velhice são mais frequentes ou mais graves ou que causam sintomas ou complicações diferentes.

A geriatria é a especialidade médica que se ocupa das pessoas de idade avançada e das doenças de que sofrem.

Não há uma idade específica que determine a velhice, contudo, para efeitos de estudos, estatísticas, etc. consideram-se pessoas idosas as que têm mais de 65 anos, por ser a idade habitual da reforma. 




Alzheimer

 O que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro (morte das células cerebrais e consequente atrofia do cérebro), progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes. 

Os doentes de Alzheimer tornam-se incapazes de realizar a mais pequena tarefa, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados.

É uma doença muito relacionada com a idade, afectando as pessoas com mais de 50 anos. A estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos.

Qual é a causa da doença de Alzheimer?

A causa da doença de Alzheimer ainda não está determinada.

No entanto, é aceite pela comunidade científica que se trata de uma doença geneticamente determinada, embora não seja necessariamente hereditária. Isto é, não implica que se transmita entre familiares, nomeadamente de pais para filhos.

Como se faz o diagnóstico?

Não há nenhum exame que permita diagnosticar, de modo inquestionável, a doença. A única forma de o fazer é examinando o tecido cerebral obtido por uma biopsia ou necrópsia.

Assim, o diagnóstico da doença de Alzheimer faz-se pela exclusão de outras causas de demência, pela análise do historial do paciente, por análises ao sangue, tomografia ou ressonância, entre outros exames.

Existem também alguns marcadores, identificados a partir de exame ao sangue, cujos resultados podem indicar probabilidades de o paciente vir a ter a doença de Alzheimer.

Quais são os sintomas da doença de Alzheimer?

Ao princípio observam-se pequenos esquecimentos, perdas de memória, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta. Acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho.

À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as actividades elementares do quotidiano, como alimentação, higiene, vestuário, etc.

Qual é o tratamento adequado?

A doença de Alzheimer não tem cura e, no seu tratamento, há que atender a duas variáveis:

  • Ao tratamento dos aspectos comportamentais. Nesta vertente, além da medicação, convém também contar com orientação de diferentes profissionais de saúde;
  • Ao tratamento dos desequilíbrios químicos que ocorrem no cérebro. Há medicação que ajuda a corrigir esses desequilíbrios e que é mais eficaz na fase inicial da doença, mas, infelizmente, tem efeito temporário. Por enquanto, não há ainda medicação que impeça a doença de continuar a progredir.
 


Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer

A APFADA elaborou uma lista de dez sinais de alerta ou sintomas comuns da doença.

1. Perda de memória

É normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde.

Uma pessoa com a doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.

2. Dificuldade em executar as tarefas domésticas

As pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembram de as servir no final da refeição.

O doente de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição ou esquecer-se de que já comeu.

3. Problemas de linguagem

Toda a gente tem, por vezes, dificuldade em encontrar a palavra certa.

Porém, um doente de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.

4. Perda da noção do tempo e desorientação

É normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos.

Porém, uma pessoa com a doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa.

5. Discernimento fraco ou diminuído

As pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos.

Um doente de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático e não ir mesmo ao médico ou, então, vestir-se inadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.

6. Problemas relacionados com o pensamento abstracto

Por vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos.

Mas, alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas o doente de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.

7. Trocar o lugar das coisas

Qualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves.

Um doente de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico ou um relógio de pulso no açucareiro.

8. Alterações de humor ou comportamento

Toda a gente fica triste ou mal-humorada de vez em quando.

Alguém com a doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.

9. Alterações na personalidade

A personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade.

Porém, um doente com Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.

10. Perda de iniciativa

É normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia-a-dia ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera a capacidade de iniciativa.

Um doente de Alzheimer pode tornar-se muito passivo e necessitar de estímulos e incitamento para participar.

Adaptado de http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+degenerativas/dezsinaisdealertadadoencadealzheimer.htm

Recomendações para quem cuida do doente de Alzheimer

Se tem um doente de Alzheimer a seu cargo, estas orientações podem facilitar a sua vida e a do doente. Comunicar, alimentar-se, vestir-se e cuidar da higiene pessoal são algumas das acções rotineiras que, aos poucos e poucos, o doente de Alzheimer vai deixar de conseguir realizar. Aqui ficam algumas sugestões para quem cuida de doentes de Alzheimer. Para bem do doente e do 
próprio cuidador.

Como se comunica com o doente de Alzheimer?

É normal o doente não encontrar as palavras que precisa para se expressar ou não compreender os termos que ouve.
Como deve reagir:
Esteja próximo e olhe bem para o seu doente, olhos nos olhos, quando conversam;
Permaneça calmo e quieto. Fale clara e pausadamente, num tom de voz nem demasiado alto nem demasiado baixo;
Evite ruídos (rádio, televisão ou conversas próximas);
Se for possível, segure na mão do doente ou ponha a sua mão no ombro dele. Demonstre-lhe carinho e apoio.
Em todas as fases da doença, é necessário manter uma atitude carinhosa e tranquilizadora, mesmo quando o doente parece não reagir às nossas tentativas de comunicação e às nossas expressões de afecto.
Lembre-se, também, que é preciso verificar se a pessoa doente tem problemas de visão, audiçãoou outros problemas de saúde, designadamente de saúde oral, necessidade de usar óculos ou de ajustamento das próteses dentárias ou auditivas.

Vaguear, deambular e andar sem rumo é um perigo. O que fazer para o minimizar?

Andar sem saber para onde e com que objectivo é característico dos doentes de Alzheimer, a partir de uma determinada fase. E é um perigo enorme.
Eis algumas sugestões para minimizar esse perigo:
O doente deve trazer sempre algo que o identifique, por exemplo, uma pulseira com o nome, morada e telefone;
Previna os vizinhos e comerciantes próximos do estado do doente. Estes podem ajudá-lo em qualquer momento caso se perca e peça informações;
Em casa, feche as portas de saída para a rua, para evitar que o doente vá para o exterior sem que dê por isso;
Tenha uma fotografia actualizada do doente, para o caso deste se perder e precisar de pedir informações;
Se o doente quiser sair de casa, não deve impedi-lo de o fazer. É preferível acompanhá-lo ou vigiá-lo à distância e, depois, distraí-lo e convencê-lo a voltar a casa;
Pode ser necessário pedir aconselhamento ao médico assistente.

O que fazer quando o doente persiste em conduzir?

Esteja preparado. No período inicial o doente vai tentar conduzir e, provavelmente, entrar em todos os carros de cor parecida com o dele.
Fale calmamente com o doente, lembrando-lhe que pode surgir algo de inesperado e que os seus reflexos talvez não ajudem. Sublinhe que o doente se sentiria muito infeliz se fosse culpado de um acidente;
Se não resultar, não deixe as chaves do carro num local acessível e que escape ao seu controlo. Esconda as chaves do carro (perderam-se) ou simule uma avaria;
Tente convencer a pessoa a utilizar os transportes públicos.

Como ajudar a manter a higiene do doente?

É normal o doente deixar de reconhecer a necessidade de tomar banho, de lavar os dentes, etc. Em suma, recusar cuidar da sua higiene pessoal e da sua higiene oral.
Não faça disso um “bicho de sete cabeças”. Se for possível, aguarde um pouco, pode ser que mude de disposição;
Simplifique a tarefa: tenha sempre em ordem e à mão as coisas que são necessárias, como sabão, sabonete ou espuma, toalhas, etc.;
Se o banho é de imersão, verifique a temperatura da água;
Instale pegas e tapetes que evitem escorregar dentro e fora da banheira. Há bancos e cadeiras adaptáveis à banheira, assim como outros dispositivos de apoio e ajuda que podem ser muito úteis;
Se o doente preferir tomar duche, deixe-o. O melhor é procurar manter a rotina a que a pessoa estava habituada;
Se o doente recusar mesmo tomar banho, então tente a lavagem parcial;
Aplique, se possível, cremes ou pomadas adequadas para evitar escaras.

Como ajudar o doente a vestir-se?

A certa altura o doente vai ficar embaraçado sobre o que vestir ou, eventualmente, recusar-se a vestir.
Para o ajudar:
Simplifique o mais possível a roupa a usar;
Evite laços, botões, fechos de correr (substitua-os por velcro), sapatos com atacadores, etc.;
Prepare as peças de roupa pela ordem que devem ser vestidas;
Procure que a pessoa se conserve bem vestida e elogie o seu bom aspecto;
Enquanto o doente tiver autonomia, deixe-o actuar conforme ainda pode.


Como ajudar o doente a alimentar-se?

Sente o doente com o tronco bem direito e a cabeça firme;
Se necessário, ponha-lhe um grande guardanapo só para comer;
Não tagarele com o doente durante a refeição;
Aguarde que a boca esteja vazia para fazer alguma pergunta;
Dê-lhe tempo para comer tranquilamente e não o contrarie se ele quiser comer à mão;
Dê-lhe bocados pequenos de alimentos sólidos; por vezes, o doente poderá preferir alimentos passados ou batidos;
Faça-o mastigar bem e assegure-se de que a boca permanece fechada durante a mastigação e a deglutição. Verifique se há restos de alimentos na boca;
Pouse-lhe a chávena ou o copo, depois de cada gole, fazendo uma pausa. Note que dar-lhe de beber é muitas vezes difícil;
Deixe-o deglutir uma segunda vez, se alguns alimentos ainda estiverem na boca;
Lave-lhe cuidadosamente a boca depois de cada refeição para evitar que restos de alimentos passem para os pulmões. Com uma gaze húmida, limpe-lhe o interior das faces. Use uma pasta dentífrica infantil; 
Deixe o doente sentado durante 20 minutos após a refeição.

O que fazer quando o doente se mostra agressivo?

Em certas fases da doença é normal que o doente se torne agressivo. Sente-se incapaz de realizar tarefas simples (vestir-se, lavar-se, alimentar-se), reconhece que está a perder a independência, a autonomia e a privacidade, o que é muito frustrante.
A agressividade pode manifestar-se de diversas formas, tais como ameaças verbais, destruição de objectos que estejam próximos ou mesmo violência física.
Como deve reagir:
Se possível, procure compreender o que originou a reacção agressiva. Não deve partir do princípio que o doente o quer agredir ou ofender pessoalmente;
Evite discutir, ralhar ou fazer qualquer coisa que se assemelhe a um castigo. Não force contactos físicos e deixe-lhe bastante espaço livre;
Procure manter-se calmo, não manifeste ansiedade, medo ou susto. Fale calma e tranquilamente e procure desviar a atenção do doente para qualquer outra coisa.
Não tente lidar com tudo sozinho. Pode deprimir-se ou esgotar-se. Procure ajuda e aconselhamento médico se não conseguir lidar com a situação.

Como prevenir que surjam crises de agressividade?
Não seja demasiado exigente com a rotina diária do doente;
Deixe que o doente faça o que ainda lhe é possível fazer, ao seu ritmo, sem pressas e sem exigir a perfeição;
Não critique, antes pelo contrário, elogie (mas não exagere);
Ajude, mas de forma a não parecer estar a dar ordens;
Procure que o doente faça actividades que lhe interessem;
Assegure-se de que o doente faz exercício físico suficiente;
Esteja atento a sinais que possam indiciar crise iminente e procure distrair a atenção do doente.
Ao cuidador

É extremamente difícil cuidar de um doente de Alzheimer. Tem de acompanhar o doente ao longo do tempo, viver um dia-a-dia que se torna progressivamente mais difícil e experimentar sentimentos diversos, muitos deles negativos.
É normal que sinta tristeza pela sensação de que a pouco e pouco vai perdendo alguém que lhe é muito querido.
Sentirá também frustração, pois tem a consciência de que todos os seus cuidados, atenção e carinho não impedem a progressão da doença.
Vai sentir culpa, pela falta de paciência que por vezes tem, pelo sentimento de revolta em relação ao próprio doente, pela situação que vive e por poder admitir a hipótese de procurar um lar.
Poderá também sentir solidão, pelo afastamento gradual da família e dos amigos, pela impossibilidade de deixar o doente, pela falta de convívio.
Todos esses sentimentos negativos não significam que não seja um bom prestador de cuidados e de apoio. São apenas reacções humanas! Pelo que, para seu bem e para o bem do seu doente:
Não se recrimine demasiado;
Cuide de si e vigie a sua saúde;
Sensibilize os seus familiares para o ajudarem. Esclareça-os sobre a doença e sobre o modo como podem colaborar consigo;
Conheça os seus limites e tente encontrar auxílio;
Lembre-se que a sua presença, a sua ternura, o seu amor são indispensáveis, quer mantenha o doente em casa quer tenha de recorrer a internamento numa instituição.


Adaptado de - http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+degenerativas/recomendacoesparaquemcuidadodoentedealzheimer.htm


Parkinson

Descrita primeiramente por James Parkinson em  "An Essay on the Shaking Pulse" (1817) a doença de Parkinson é um dos distúrbios do movimento que mais acomete os idosos. É caracterizada por quatro sinais essenciais: rigidez, tremor, bradicinesia, e instabilidade postural. Há também comprometimento cognitivo que, aliado ao distúrbio motor, gera incapacidade comparável aos acidentes vasculares cerebrais.

A doença de Parkinson é um desequílibrio do sistema nervoso central que afecta milhares de pessoas. Porque não é contagioso e não tem que ser relatado por médicos, a incidência da doença é frequentemente subestimada. A doença de Parkinson pode aparecer em qualquer idade, mas é pouco comum nas pessoas com idade inferior a 30 anos, o risco de desenvolvê-la aumenta com a idade. Ocorre em todas as partes do mundo, e os homens são ligeiramente mais afectados do que mulheres.


Sintomatologia
Alguns dos sintomas preliminares da doença de Parkinson. É importante salientar que nem todos os pacientes sofrem dos mesmos sintomas.

Rigidez

Rigidez aumentada nos músculos. A menos que seja facilitada temporariamente por medicamentos de anti-Parkinson, a rigidez estará sempre presente. Entretanto, aumenta durante o movimento. É frequentemente responsável por um rosto marcado por um certo tipo de aparência. Em  alguns pacientes, a rigidez conduz à sensação de dor, especialmente nos braços e ombros.

A rigidez parkinsoniana é plástica ou cérea, sendo diferente da rigidez elástica característica de lesões do sistema piramidal. Acomete um segmento, um hemicorpo ou ambos os lados, acometendo todos os músculos indistintamente. O deslocamento a movimentação passiva é uniforme, podendo estar presente o sinal da roda dentada. A rigidez compartilha com o tremor oposto de manifestações iniciais da doença na maior parte dos casos. Uma explicação seria que estes sintomas "positivos" seriam mais bem percebidos pelo paciente que o fenómeno negativo (bradicinesia).

A rigidez pode estar ausente nas fases iniciais da doença. Uma forma de sensibiliza-la no exame neurológico seria a manobra de co-activação. Nesta o paciente é solicitado a realizar voluntariamente, na articulação contralateral, "em espelho", o mesmo movimento que está sendo realizado na articulação testada com movimentação passiva. Pode aparecer uma nítida rigidez com sinal da roda dentada na articulação testada

Tremor

O tremor é o sintoma que o público identifica mais frequentemente com a doença de Parkinson, mas de facto, mais de 25% dos pacientes apresentam apenas um tremor muito ligeiro ou mesmo nenhum. Quando está presente, o tremor pode ser  pior num só lado do corpo. Além de afectar os membros, envolve às vezes a cabeça, a garganta, a cara, e os maxilares.

O tremor parkinsoniano mais típico é observado durante o repouso, diminuindo ou desaparecendo quando se inicia o movimento. Este tremor pode ainda se manifestar na manutenção prolongada de uma postura. A frequência do tremor é de cerca de 4 a 6 Hz. Na forma de DP com tremor predominante (DP benigna), este pode ser de frequência menor.

O tremor acomete preferencialmente os membros, podendo acometer o segmento cefálico (neste, o mais comum é o "bater de dentes"). Na sua forma mais conhecida acomete os dedos das mãos tendo a característica de "contar dinheiro" ou "rolar pílulas". Formas de tremores mais complexas podem ser encontradas, entretanto. Uma forma de sensibilizar este sinal em pacientes que não o estejam manifestando continuamente ou claramente consiste em fazer com que o paciente se abstraia com cálculos mentais.

Bradicinesia

A bradicinesia significa a lentidão do movimento. Este sintoma é caracterizado pelo atraso em iniciar os movimentos, causados pelo demora do cérebro em transmitir as instruções necessárias às partes apropriadas do corpo. Quando as instruções são recebidas, o corpo responde lentamente em enviá-las para fora.

Este sinal é o que mais serve para diferenciar o parkinsonismo de outras alterações motoras. Corresponde a uma lentidão dos movimentos, especialmente os automáticos, havendo uma pobreza geral da movimentação.

A mímica é pobre (hipomimia ou amimia), sendo a fácies inexpressiva ou congelada. A fala é monótona e sem modulação (fala monocórdica), e no fim de uma frase o doente pode repetir palavras ou sílabas (palilalia). A escrita modifica-se estando presente a micrografia. Ainda estará presente a dissinergia oculocefálica, na qual o doente, ao dirigir os olhos para um determinado lado, não acompanha com a cabeça o movimento dos olhos.

Uma forma de avaliar a bradicinesia de maneira objectiva consiste em pedir aopaciente que faça movimentos repetidos e sucessivos, como abrir e fechar o punho, ou tocar o dedo indicador contra o polegar ou mesmo bater o calcanhar contra o solo. Há uma tendência de que com a repetição dos movimentos estes se tornem mais lentos e de menor amplitude, podendo ter até períodos de completa interrupção.

Instabilidade postural

Este sinal é algumas vezes colocado como fazendo parte da rigidez muscular. O seu achado deve-se à perda de reflexos posturais. A propriocepção muscular e articular, o sistema vestibular e a visão são algumas das fontes de alimentação do sistema extrapiramidal no controle do tono postural.Os pacientes assumem uma postura muito característica com a cabeça em ligeira flexão, tronco ligeiramente inclinado para a frente, flexão moderada da perna sobre a coxa e do antebraço sobre o braço, com exagero da pinça digital nas mãos. o tronco flectidos ventralmente. A imagem lembra a de um esquiador. Em pacientes com este sinal predominante costuma-se ter uma morbidade maior e uma progressão mais rápida da doença (DP maligna).

OBSERVAÇÃO: Outros sinais e sintomas que podem estar presentes na DP são o exagero dos reflexos axiais da face (particularmente o orbicular das pálpebras), sialorréia (que geralmente traduz bradicinesia), hiperssecreção sebácea (fácies empomadada), edema de membros inferiores, depressão do humor, quadro de inquietação muscular (acatisia). O défice cognitivo é quase uma constante nos pacientes com DP.


 Sinais de alerta para outra causa do parkinsonismo que não a DP

Estes sinais não invalidam o diagnóstico de DP, entretanto devem ser motivo de alerta e reflexão:

Quedas precoces: as quedas ocorrem geralmente em fases mais avançadas da doença (acima do estágio 3 de Hoehn e Yahr). Quedas frequentes e de início precoce sugerem outro quadro, como a paralisia supranuclear progressiva (PSP). O mesmo ocorre em pacientes que têm paralisia do olhar conjugado, principalmente do olhar vertical para baixo, que não ocorre na DP.

Progressão muito rápida: a DP evolui geralmente de maneira lenta, principalmente em pacientes mais jovens.

"Parkinsonismo da metade inferior": é atribuída aos pacientes que apresentam típica marcha parkinsoniana, a pequenos passos, com festinação e bloqueios, porém completamente isentos de qualquer outro sinal parkinsoniano. Não se trata de DP, sendo que corresponde ao comprometimento de estruturas profundas próximas aos núcleos da base ou mesmo os incluindo, devido a lesões vasculares lacunares, hidrocefalia ou mesmo enfermidades como a encefalopatia arterioesclerótica subcortical de Binswanger. Este distúrbio não apresenta resposta satisfatória a levodopa.

Desfalecimentos seguindo a hipotensão postural: este sinal de disautonomia pode ocorrer no curso da DP, porém costuma ser trazida pela medicação (levodopa, antidepressivos tricíclicos, agonistas dopaminérgicos directos, como a bromocriptina, pergolida e lisurida). A ocorrência precoce deste quadro, principalmente acompanhada de outros sinais disautonômicos (incontinência urinária e fecal, impotência sexual em jovens) sugere uma degeneração do sistema nervoso autónomo, como a que ocorre na síndrome de Shy-Drager.

Sinais piramidais ou cerebelares: não são encontrados na DP, excepto se houver lesão paralela de outra origem. A atrofia olivopontocerebelar isolada ou familiar é o quadro que deve ser de imediato lembrado em caso de sinais cerebelares com parkinsonismo. Pacientes muito jovens (abaixo dos 30 anos) com sinais piramidais e parkinsonismo, devem ser suspeitos de apresentar uma degeneração pálido-piramidal.

Estridor laríngeo: pode ocorrer na DP, entretanto é característica de degeneração estriatonigral.

Incontinência emocional: são manifestações de comprometimento bilateral das conexões aferentes supra-segmentares do tronco-cerebral, de natureza vascular na maioria das vezes. Pode significar um parkinsonismo secundário a lesões vasculares múltiplas.

Palilalia: é muito raro na DP. Costuma ocorrer em outras formas de degeneração, como na degeneração estriatonigral.

Demência: sempre que ocorre devemos nos deter na busca de um diagnóstico alternativo, especialmente se evoluir rapidamente ou com outras manifestações neurológicas (doença de Alzheimer, degeneração córtico-basal, doença de Creutzfeldt-Jakob, hidrocefalia de pressão normal, naeuroacantocitose, doença de Huntington juvenil, entre outras).

Inibição do músculo elevador da pálpebra ou "apraxia da abertura dos olhos": não parece se tratar realmente de um fenómeno apráxico, mas uma dissinergia do mecanismo de inibição e desinibição recíproca dos músculos orbiculares dos olhos e dos elevadores das pálpebras. Pode ocorrer simultâneamente com blefaroespasmo. Na DP é pouco frequente, sendo encontrado mais em casos de Parkinsonismo-plus.

Adaptado de: http://www.hoops.pt/saude/parkinson.htm 

Cataratas

O que é uma catarata?
É qualquer alteração da transparência do cristalino.

Quais as causas da catarata?
Envelhecimento;
Causas congénitas;
Traumatismos;
Doenças crónicas dos olhos;
Doenças sistémicas (de todo o organismo), como a diabetes.

Quais os sintomas de catarata?
A catarata poderá causar a turvação da imagem, entre outras queixas. O diagnóstico deverá ser feito pelo médico oftalmologista.

Como se tratam as cataratas?
Na maior parte das vezes, de forma cirúrgica, removendo a parte do cristalino opacificado e colocando um "cristalino artificial" dentro do globo ocular (lente intra-ocular). 

Desta forma, dá-se a recuperação visual.

Adaptado de: http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+oftalmologicas/catarata.htm


Doenças Reumáticas

As doenças reumáticas são, nos países desenvolvidos, o grupo de enfermidades mais frequente no ser humano. A incapacidade funcional e laboral que geram tem um forte impacto económico-social.

O que são doenças reumáticas?

São doenças e alterações funcionais do sistema musculoesquelético de causa não traumática.

Há mais de uma centena de doenças reumáticas, cada qual com vários subtipos, onde se incluem as doenças inflamatórias do sistema musculoesquelético, do tecido conjuntivo e dos vasos, as doenças degenerativas das articulações periféricas e da coluna vertebral, as doenças metabólicas ósseas e articulares, as alterações dos tecidos moles periarticulares e as doenças de outros órgãos e/ou sistemas relacionadas com as anteriores.

As doenças reumáticas podem ser agudas, recorrentes ou crónicas e atingem pessoas de todas as idades. As mulheres, sobretudo a partir dos 65 anos, são quem mais sofre com as doenças reumáticas.


Quais são as principais doenças reumáticas?

  • Osteoartrose;
  • Raquialgias (dores na coluna vertebral);
  • Doenças reumáticas periarticulares, incluindo as lesões musculoesqueléticas ligadas ao trabalho;
  • Osteoporose;
  • Fibromialgia;
  • Artropatias microcristalinas;
  • Artrite reumatóide;
  • Espondilartropatias;
  • Doenças reumáticas sistémicas;
  • Artrites idiopáticas (com causa desconhecida) juvenis.


Quais são os factores de risco das doenças reumáticas?

Cada doença tem factores de risco específicos. Há algumas patologias relacionadas com a prática de actividade laboral, de desporto e mesmo de lazer.

Alguns factores de risco são comuns:

  • Idade;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Ingestão de bebidas alcoólicas em excesso;
  • Ingestão de fármacos.

Como se tratam as doenças reumáticas?

Os tratamentos apresentam terapêuticas diversificadas e, frequentemente, visam reduzir a dor e a incapacidade e melhorar o bem-estar e a qualidade de vida do doente.

Texto adaptado de:  http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+reumaticas/oquesaodoencasreumaticas.htm 


Osteoartrose/ Artrose

O que é a osteoartrose?

A osteoartrose (também conhecida por artrose) afecta as articulações importantes para a funcionalidade, como as das mãos, joelho, anca, coluna vertebral e pé.

É a principal causa de incapacidade da pessoa idosa e está associada, neste grupo etário, a outras doenças também incapacitantes.


Qual é a sua causa/ factores de risco.

A artrose acontece quando o organismo deixa de conseguir reparar as múltiplas agressões e lesões sofridas pelas articulações.

Há factores de risco não modificáveis:

  • Idade - clara associação ao envelhecimento;
  • Género - é mais frequente nas mulheres;
  • Doenças metabólicas ou endócrinas;
  • Artropatias inflamatórias.

E há factores de risco modificáveis:

  • Obesidade;
  • Traumatismos major sobre a articulação;
  • Sobrecarga articular resultante de actividades profissionais ou de lazer;
  • Alterações anatómicas, entre outras.

Há formas de prevenir?

Pode corrigir-se os factores de risco identificáveis. Por exemplo:

  • Tratar a obesidade;
  • Corrigir anomalias articulares, congénitas ou do desenvolvimento, os desvios axiais e as dismetrias dos membros;
  • Evitar a sobrecarga articular e os traumatismos repetitivos, mesmo que de pequena amplitude, com particular cuidado para as ocupações que impliquem a flexão do tronco e a elevação de pesos;
  • Fortalecer os quadricípetes (grande músculo da coxa);
  • Tentar a correcção de defeitos proprioceptivos (relativos ao funcionamento dos receptores sensoriais) que causam anomalias biomecânicas repetidas ao longo da vida.

Quais são as articulações mais atingidas pela osteoartrose?

  • Os segmentos cervical e lombar da coluna vertebral;
  • A articulação carpometacarpiana do primeiro dedo da mão ;
  • As articulações interfalângicas proximais e distais dos dedos da mão;
  • As articulações coxofemorais;
  • As articulações dos joelhos;
  • A articulação metatarsofalângica do primeiro dedo do pé.

Como é que se diagnostica?

Através da história clínica e da radiografia. Isto é, o diagnóstico tem por base alterações radiográficas típicas em doentes com queixas de dor articular, geralmente mecânica, rigidez e, quase sempre, um grau maior ou menor de limitação da mobilidade e da função da articulação.

Pode ser detectado precocemente?

A detecção precoce é limitada, isto é, nem sempre há associação entre a intensidade das manifestações clínicas e a gravidade detectada nos exames radiológicos.

A doença pode ser detectada precocemente através de artroscopia (método de diagnóstico invasivo) e de ressonância magnética.

Que tipos de tratamento existem?

O tratamento da osteoartrose é muito variado e visa, sobretudo, educar o doente, aliviar os sintomas, minimizar a incapacidade e evitar a progressão da doença.

  • Reabilitação - hidroterapia, tratamento termal,  cinesioterapia, etc.;
  • Terapêuticas farmacológicas - dirigidas aos sintomas e que podem ser de aplicação tópica, sistémica, intra-articular e periarticular;
  • Artroclise - lavagem articular;
  • Cirurgia ortopédica - numa fase mais ou menos precoce pode corrigir desvios anatómicos ou anomalias articulares que impliquem sobrecarga e, numa fase tardia, a substituição da articulação, no todo ou em parte, por uma prótese.

A osteoartrose pode ser diagnosticada, tratada e monitorizada nos centros de saúde. São estes que referenciam os doentes para as consultas de reumatologia, ortopedia e fisiatria, em função dos sintomas.

Adaptado de:http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+reumaticas/osteoartrose.htm


Osteoporose

A osteoporose, que provoca diminuição da resistência óssea, condiciona o aparecimento de fracturas por traumatismos de baixa energia. Causa anualmente, em Portugal, 40 mil fracturas, das quais 8.500 do fémur proximal. Tem níveis de morbilidade e mortalidade apreciáveis.

O que é a osteoporose?

É uma doença esquelética sistémica que se caracteriza pela diminuição da massa óssea e por uma alteração da qualidade microestrutural do osso, levando a uma diminuição da resistência óssea e ao consequente aumento do risco de fracturas.

As fracturas mais frequentes ocorrem nas vértebras dorsais e lombares, na extremidade distal do rádio e no fémur proximal.

Atinge sobretudo as mulheres pós-menopáusicas e as pessoas idosas de ambos os sexos.

Quais são os factores de risco?

Não modificáveis

  • Sexo feminino - uma em cada três mulheres e um em cada oito homens com mais de 50 anos são afectados pela osteoporose; 
  • Idade superior a 65 anos;
  • Raças branca ou amarela; 
  • História familiar de fractura.

Potencialmente modificáveis

  • Menopausa precoce;
  • Hipogonadismo;
  • Períodos de amenorreia prolongada;
  • Índice de massa corporal baixo (inferior a 19 quilogramas por cada metro quadrado;
  • Imobilização prolongada;
  • Existência de doenças que alterem o metabolismo ósseo, como endocrinopatias, doenças reumáticas crónicas, insuficiência renal ou anorexia nervosa;
  • Utilização de fármacos que provocam diminuição da massa óssea, como corticosteróides, anticonvulsivantes e anticoagulantes, antidepressivos, ansiolíticos e/ou anti-hipertensores;
  • Estilo de vida, como dietas pobres em cálcio, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e consumo excessivo de cafeína.

Como se diagnostica?

O diagnóstico precoce faz-se através de uma osteodensitometria de dupla energia radiológica, que permite identificar as categorias e avaliar o risco de fractura.

Podem ser feitas, também, avaliações laboratoriais e radiogramas da coluna dorsal e lombar de perfil, para rastrear a presença de deformação vertebral, entre outros exames.

Como se trata?

Há diferentes abordagens terapêuticas, consoante a história de fractura e fragilidade, mas normalmente implica tanto medicação como outro tipo de medidas.

Nas pessoas mais idosas, institucionalizadas ou com mobilidade reduzida e com propensão para quedas, são equacionados os usos de suplementos de cálcio e de vitamina D, o uso de protectores das ancas e medidas de prevenção das quedas.

Adaptado de: http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+reumaticas/osteoporose.htm


Demência com corpos de Lewi

O que é a DCL? 
A demência por corpos de Lewy (DCL), ou doença corpuscular de Lewy, é uma doença neurológica rara que afecta principalmente o pensamento e os movimentos. 

Quais são os sintomas? 
É característica a presença de três sintomas principais nas pessoas afectadas por esta doença, além de problemas que afectam o pensamento. 
Os três sintomas principais são: 
(1) sintomas da doença de Parkinson, tais como lentidão dos movimentos, rigidez dos braços e das pernas, passo irregular e diminuição das expressões faciais (rosto sem expressão) 
(2) alucinações visuais, em que a mente engana a pessoa e esta pode ver objectos ou pessoas que não estão presentes 
(3) flutuações, ou seja a pessoa encontra-se no seu estado normal (como se não tivesse problema nenhum) e depois muda, sem qualquer motivo, para um estado de sonolência ou de confusão, voltando depois ao seu estado normal. 

Quais são as causas da DCL? 
Desconhecem-se as causas da DCL. Sabe-se que não é o mesmo que a doença de Alzheimer, embora os dois distúrbios tenham características parecidas. Sabe-se também, pelos estudos feitos sobre os cérebros de pessoas com DCL que foram autopsiadas, que as células nervosas desenvolvem estruturas redondas anormais chamadas «corpos de Lewy» – as mesmas estruturas observadas nas células nervosas dos cérebros de pessoas afectadas por doença de Parkinson típica. 
Por enquanto, só com uma autópsia se pode estabelecer o diagnóstico definitivo. 

Existe algum tratamento? 
Infelizmente não há cura para a DCL. No entanto, tratamentos com alguns dos medicamentos usados na doença de Alzheimer podem ser eficazes no alívio dos 
problemas que afectam o pensamento. Se o andar e rigidez se tornarem num problema sério, então o tratamento com um dos medicamentos usados na doença de Parkinson pode também revelar-se útil. 

Há motivos para preocupação com questões de segurança? 
Como no caso de muitos dos distúrbios que afectam o pensamento, há várias questões, em termos de segurança, a ter em conta: segurança em relação aos medicamentos, às facturas, aos documentos importantes, com o cozinhar e a condução. Mas no caso da DCL, com os problemas que afectam o andar, vêm juntar-se às outras preocupações de segurança as quedas e a perda de equilíbrio. 
Além disso, as pessoas que sofrem de DCL reagem mal a uma categoria de medicamentos mais antiga, os antipsicóticos típicos, como, por exemplo, o haloperidol. Devem, por conseguinte, evitar este tipo de medicamento. 




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