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postado em 11 de mai. de 2012 18:26 por Renato Rocha   [ atualizado em 3 de jul. de 2014 15:09 por Eduardo B. ]

Data: 10 de Julho


Título: Um realismo de fenômenos
por Lauro de Matos Nunes Filho  (Mestre em Filosofia, UFSC)

Em nossa leitura, à la Husserl, o conceito de fenômeno deverá ser ampliado por meio do conceito de percepção (intuição sensível). Justamente para evitar um idealismo metafísico que veja a intuição empírica kantiana como limite da realidade. Porém, para que não venhamos a cair num realismo metafísico ingênuo que confunde fenômeno a ser descoberto com coisa-em-si, ainda manteremos uma posição idealista (mitigada). Em nossa abordagem ofereceremos uma definição de realismo que considera a existência de algo que seja percebido fenomenicamente, porém, ao recorrer à noção de percepção, tentaremos evitar o idealismo metafísico que considera que as únicas entidades existentes são aquelas que são constituídas na nossa mente. Inicialmente, esta proposta parece paradoxal, porém a distinção entre intuição sensível e categorial oferece um meio de compreensão de como toda intuição sensível ultrapassa o limite do cognoscível, o qual é estabelecido imediatamente em conjunto com a intuição categorial. Em suma, há uma realidade transcendente acessível para toda percepção, porém, o seu conhecimento (determinação) é imanente. Neste sentido, concebemos a intuição sensível como um critério realista, porém, como todo conhecimento é conhecimento de fenômenos, não poderemos escapar de um certo idealismo que dá sentido categorial a estas intuições sensíveis. Assim, se toda realidade é fenomênica e a ontologia trata da realidade em seus fundamentos e generalidades. Por consequência, toda ontologia deve pressupor uma epistemologia (transcendental). O que leva a um realismo de fenômenos.

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