Diarréia.

 

Responsáveis pelo site www.renalvet.com.br: Dra. Karine Kleine e Dr. Márcio Bernstein, médicos veterinários.



DIARRÉIA


ANIMAIS AFETADOS

Cães e Gatos.


VISÃO GERAL

Definida como uma descarga muito freqüente de fezes líquidas, a diarréia é uma enfermidade bastante comum que pode variar em gravidade, desde uma pequena inconveniência, até uma doença grave em que o animal fica muito enfermo e desidratado.

A diarréia pode ser classificada como aguda quando os sintomas se instalam rapidamente e não duram mais que uma semana. Ou a diarréia pode ser crônica, durando de semanas a meses. Cães e gatos com diarréia crônica podem passar por períodos alternados de melhora e agravamento da enfermidade.

A diarréia também pode ser classificada pela origem no intestino delgado ou no intestino grosso. A do primeiro tipo é provocada por algo que causa dano ou irritação ao estômago ou ao intestino delgado. A segunda significa que o intestino grosso ou o cólon está sofrendo dano ou irritação da mesma forma.

Há numerosas causas para a diarréia, tais como a ingestão de alimentos deteriorados ou lixo, mudança súbita de dieta, a presença de parasitas, dieta com alto teor de gordura, vírus, bactérias, parasitas, medicamentos e até câncer.

Normalmente, os animais com diarréia aguda que não estão doentes ou desidratados são tratados sintomaticamente. Nos casos de diarréia grave ou crônica, uma série de exames para diagnóstico será necessária para determinar e tratar a causa anterior. A diarréia crônica é difícil de diagnosticar e curar em alguns gatos.


SINAIS CLÍNICOS

Cães e gatos pouco afetados geralmente são alegres e espertos, não parecendo doentes, exceto pela diarréia. Os animais afetados mais gravemente podem ter vômitos, ficar deprimidos, desidratados e desanimados, e apresentar diarréia cada vez mais freqüente e com a possível presença de sangue.

Animais com diarréia do intestino delgado normalmente produzem um volume maior de fezes. Eles defecam de duas a quatro vezes por dia, perdem peso, ocasionalmente têm melena (sangue nas fezes), alguma flatulência e eventualmente, borborigmos e vômitos.

Cães com diarréia do intestino grosso produzem um volume menor de fezes de cada vez, defecam com mais freqüência (em torno de quatro vezes ao dia). A perda de peso é mínima ou nenhuma, mas pode haver sangue, muco e tenesmo ocasionais e urgência para defecar. Vômitos são incomuns.


SINTOMAS

Os animais afetados de maneira leve, geralmente ficam alegres e espertos, não parecendo doentes, exceto pela diarréia. Animais afetados mais gravemente podem vomitar, ficar deprimidos, desidratados e desanimados, e ter diarréia cada vez mais freqüente e com a possível presença de sangue.

Os gatos podem ser incapazes de evitar a defecação fora da caixa de areia. Podem ter vômitos ocasionais e "borborigmos" intestinais.


DESCRIÇÃO

Quando os intestinos estão irritados ou adoentados, tendem a reagir de três maneiras. A primeira é a inabilidade de absorver líquidos e nutrientes para a corrente sanguínea. A segunda é permitir a entrada de mais secreções líquidas da corrente sanguínea no intestino. Ambas as reações resultam num aumento da quantidade de líquido nos intestinos. O terceiro resultado possível de irritação ou doença dos intestinos é o aumento dos movimentos peristálticos, daí o rápido movimento de fezes líquidas ou moles que ocorre com a diarréia.


DIAGNÓSTICO

Cães e gatos com diarréia leve e que não estão enfermos, geralmente precisam de exames mínimos, apenas um teste de flutuação fecal para checar a presença de larvas de parasitas intestinais. Os parasitas em potencial incluem giárdia, ancilóstoma, toxocara e trichuris. Gatos podem ter também coccidiose. E um teste de parvovírus pode ser apropriado para os animais jovens.

Animais doentes ou que têm diarréia crônica precisam de exames adicionais. Para estabelecer as possíveis causas da diarréia, o veterinário deve primeiro determinar se esta está relacionada com o intestino delgado, o intestino grosso, ou ambos. Geralmente se requisita exames sorológicos para determinar como está o funcionamento de órgãos vitais como o fígado e os rins. Também são feitos um hemograma completo e contagem de plaquetas. Os resultados irão indicar se existe infecção por vírus ou bactéria. Também vão mostrar se o animal está anêmico ou se há uma infecção por fungo. Para gatos, em particular, podem ser úteis outros exames de sangue como o de nível de hormônio na tireóide e exames de monitoramento dos vírus de doenças como a leucemia e a imunodeficiência felina.

Ocasionalmente, são necessários exames mais especializados como ultra-sonografia, endoscopia e radiografias do abdômen. A ultra-sonografia usa ondas sonoras para ajudar na visualização das estruturas dos diferentes órgãos como intestinos, fígado, rins e pâncreas. A endoscopia é feita com anestesia geral e requer a passagem, através da boca, de um tubo flexível com uma câmera na ponta que possibilita ao veterinário examinar o estômago e os intestinos. Um tubo endoscópico pode ser introduzido no reto para examinar também o cólon. Amostras de tecido podem ser coletadas e examinadas ao microscópio para diagnosticar algumas doenças. Radiografias do abdômen podem checar se há obstrução intestinal. Pode ser dado contraste (bário) ao cão ou gato: esta substância revela na radiografia quaisquer irregularidades ou anormalidades dentro dos intestinos.

O veterinário poderá determinar quais os exames necessários para se chegar a um diagnóstico. Alguns casos podem ser levados a um especialista em Endocrinologia Veterinária.


PROGNÓSTICO

O prognóstico é excelente para a diarréia aguda leve: a afecção deve melhorar em poucos dias. Os casos mais complicados de diarréia podem levar mais tempo para passar, mas, se a causa puder ser tratada, a diarréia normalmente vai ceder também.


TRANSMISSÃO OU CAUSA

As causas são numerosas, mas as mais comuns são a ingestão de comida deteriorada, a mudança súbita da dieta, a intolerância à lactose, a algum alimento ou aditivo, ou simplesmente excesso de comida. Outras possíveis causas são vírus como o parvovírus ou coronavírus e bactérias como Salmonela, Clostridium e E. coli. Parasitas intestinais como a giárdia, toxocara, coccidia e ancilóstoma também podem causar diarréia. Outras causas incluem medicamentos como aspirinas ou esteróides, inflamação do intestino, males endócrinos como doença nos rins ou fígado, hipertireoidismo e câncer.


TRATAMENTO

O tratamento para animais que têm diarréia leve, mas não estão desidratados ou enfermos, geralmente consiste em jejum de vinte e quatro horas, seguido de dieta branda, com baixo teor de gordura, como arroz cozido, batatas, carne magra ou frango cozido, queijo cottage ou iogurte, em pequenas porções, por dois ou três dias. Também há rações comerciais para os intestinos, disponíveis com prescrição do médico veterinário. A diarréia deve ceder em poucos dias. Os proprietários não devem suspender a água, a menos que sejam instruídos para isso.

Se a diarréia persistir, o problema anterior deve ser tratado para curá-la. Pode ser necessária a administração de soro, por via oral ou intravenosa, para reidratar e prevenir futura desidratação do animal. Os antibióticos vão tratar de qualquer bactéria intestinal. Se o exame de flutuação fecal indicar a presença de parasitas, devem ser administrados vermífugos. Nos gatos, em particular, algumas causas da diarréia podem não ser curáveis e requerer medicação permanente para ajudar na normalização das fezes.


PREVENÇÃO

A prevenção envolve evitar as causas potenciais da diarréia. Não se deve permitir que cães e gatos comam lixo e também não se deve fazer alterações repentinas nas rações caninas e felinas. Os proprietários devem tomar precauções apropriadas contra parasitas. Visitas regulares ao médico veterinário, para exames de fezes e exames físicos de rotina, também podem ajudar a evitar as doenças que provocam a diarréia
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