Anatomia dentária dos cães.

 
NÃO COPIE. Eu, Leninha Matias, possuo autorização do Dr. Ricardo Luiz Ferreira Batista para divulgar no site Saúde Canina as imagens e os textos publicados no site da DentalVet. 

 
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Artigo: Anatomia Dentária.
Autor: Dr. Ricardo Luiz Ferreira Batista, médico veterinário, especialista em odontologia.


ANATOMIA DENTÁRIA


ESMALTE


O esmalte dentário é a substância que recobre a coroa do dente. Sua estrutura é a mais rígida e densa do organismo dos carnívoros. Sua composição envolve 96% de matéria inorgânica (hidroxiapatita, magnésio e outros íons) e 4% de matéria orgânica e água. Sua espessura é maior na face incisal do dente ou cúspide (ponta do dente).

Apesar de sua rigidez, o esmalte está sujeito a desgastes por atrito causados por corpos estranhos ou má oclusão (atrito com outros dentes da arcada oposta). Sua coloração fisiológica é branca, todavia é considerado normal um leve tom de amarelado em animais mais idosos. Por se tratar de uma estrutura translúcida, qualquer infiltração de material que possua cor na dentina (localizada imediatamente abaixo) poderá alterar a esta coloração.


DENTINA

A dentina é a estrutura que forma a maior parte do dente. É composta de 70% de cristais inorgânicos de hidroxiapatita e 30% de material orgânico, como fibras colágenas, mucopolissacarídeos e água.

Apresenta basicamente duas classificações:

Dentina Primária

Formada antes da erupção do dente.

Dentina Secundária

Formada após a erupção. Como a dentina é depositada em camadas por dentro da cavidade pulpar (enquanto o dente estiver vivo), o resultado ao longo dos anos é um estreitamento da câmara pulpar conforme o avanço da idade. Há ainda algumas variações de dentina onde a mais importante é a dentina reparativa ou terciária: considerada uma variação por ser mais densa que a dentina normal, sua formação resulta na resposta reparativa a um trauma gradativo sobre os odontoblastos (células responsáveis pela deposição de dentina). Este trauma pode ser térmico, mecânico, oclusal ou químico. Sua deposição ocorre logo abaixo do ponto do trauma e pode resultar em uma alteração na anatomia da cavidade pulpar.


POLPA

A polpa dentária é a porção "viva" do dente. Contém em sua estrutura vasos sanguíneos, vasos linfáticos, nervos, fibroblastos, fibras colágenas, células mesenquimais indiferenciadas, células de tecido conectivo e odontoblastos (células responsáveis pela deposição de dentina). A inervação é principalmente sensorial e transmite somente a sensação de dor.

A polpa pode apresentar pequenas calcificações denominadas "cálculos pulpares" que aparentemente não afetam a saúde da polpa, mas podem prejudicar procedimentos como o tratamento de canal.

A câmara ocupada pela polpa recebe diferentes denominações de acordo com a anatomia dentária: câmara pulpar (na coroa dentária) e canal radicular (na raiz ou raízes do dente).


CEMENTO

O cemento é a substância que recobre a raiz do dente, sendo mais espessa próximo ao ápice (ponta da raiz). Sua composição envolve 45-50% de matéria inorgânica e 50-55% de matéria orgânica e água (contém fibras colágenas do ligamento periodontal que prende o dente ao osso alveolar). Sua deposição e reabsorção permanecem ativas durante toda a vida do animal.


DELTA APICAL

Localizado no ápice do dente (ponta da raiz), é considerado uma região importante, pois fornece acesso para a entrada dos vasos sanguíneos que nutrem a polpa dentária. Nesta região, a porção óssea é esponjosa ou trabecular, semelhante a uma medula óssea e recoberta pelo ligamento periodontal substituindo o periósteo.


Mancha e pêlos na língua de um cocker spaniel inglês:
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DENTALVET – ODONTOLOGIA VETERINÁRIA.
Dr. Ricardo Luiz Ferreira Batista, odontoveterinário.
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Atenção: eu, Leninha Matias, possuo autorização do Dr. Ricardo Luiz Ferreira Batista para divulgar no site Saúde Canina as imagens e os textos publicados no site da DentalVet.