Acepran e Aceprovets – NÃO usar sem prescrição de veterinário competente.


Amigos(as) internautas,

Sugiro que vocês não utilizem, por exemplo, ACEPRAN ou ACEPROVETS (acepromazina é o princípio ativo de ambos) em nenhum cão ou gato se não houver real necessidade e prescrição de médico veterinário de reconhecida competência.


ALERTA:
lamentavelmente, existem inúmeros leigos (por exemplo, criadores de cães que não são veterinários) e, até, inúmeros médicos veterinários que desconhecem e/ou desconsideram os efeitos colaterais, as contra-indicações e os avisos sobre as interações medicamentosas da acepromazina, e, mesmo assim, absurdamente, aconselham o uso do referido medicamento, afirmando que a acepromazina é apenas um sedativo, ou seja, um calmante.

ACEPRAN e ACEPROVETS são medicamentos perigosos: 
caso a dosagem seja excessiva ou se o animal for sensível, a acepromazina poderá matá-lo se não for socorrido a tempo.

A acepromazina, princípio ativo do ACEPRAN e do ACEPROVETS, não é um sedativo (não é um calmante), é NEUROPLÉGICO e TRANQÜILIZANTE, 
pois é isto o que está declarado na bula do ACEPRAN. No Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI (versão 3.0), meu ajudante, não constam os substantivos neuroplégico e neuroplegia, mas, considerando que neuro significa sistema nervoso e que pleg significa paralisia, eu suponho que a acepromazina cause, no mínimo, paralisia temporária.

Transcrições do Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI, versão 3.0:

Sedativo = ''Que seda ou acalma; calmante.''
Tranqüilizante =
''Diz-se de medicamento que exerce a sua ação, predominantemente, sobre a ansiedade e a tensão nervosa, sem ter ação hipnótica direta, podendo contudo, dependendo da dose administrada e da susceptibilidade do paciente, ter efeito hipnótico; ansiolítico, tensiolítico.''

Na bula do ACEPRAN, além do que está dito sob o título EFEITOS COLATERAIS, está dito nas CONTRA-INDICAÇÕES: "
A epinefrina é contra-indicada para tratamento da hipotensão aguda produzida por tranquilizantes derivados de fenotiazina." Portanto, a acepromazina pode causar hipotensão aguda, isto é, pode causar excessiva diminuição de pressão arterial, e matar o animal.


E
stá declarado na bula do ACEPRAN: "Tranqüilizantes são potentes depressores do sistema nervoso central e podem causar uma acentuada sedação, com supressão do sistema nervoso simpático. Tranqüilizantes podem induzir prolongada depressão ou impossibilidade de locomoção quando aplicados em dosagens excessivas ou em animais sensíveis." ALERTA: não se pode saber se um animal é sensível à acepromazina (princípio ativo do ACEPRAN e do ACEPROVETS) antes de ele ingerir uma dose deste medicamento.

Bula do ACEPRAN GOTAS:



Observação: atualmente, a UNIVET e a VETNIL (fabricante do ACEPRAN), bem como a VENCOFARMA, fazem parte do mesmo grupo empresarial.


LEMBRETES:

1 – para cuidarmos da saúde dos nossos filhos (
caninos, felinos, humanos, etc.) de forma correta, não devemos acatar nenhuma orientação prestada por leigos (incluo-me), exceto depois de averiguarmos cada orientação por intermédio de médico de reconhecida competência;

2 – obviamente, os criadores de cães e/ou gatos (por exemplo) também são leigos, exceto se, além de criadores, forem médicos veterinários;

3 – ser veterinário é uma coisa; ser um veterinário competente, honesto e cuidadoso é outra coisa.

Fraternalmente,

Leninha Matias – 19/11/2008.





Amigos(as) internautas,


Peço que vocês leiam tudo o que está escrito acima, pois esta narração deverá servir apenas como mais um alerta.

Eu e o meu filho Teddy Matias estávamos com viagem aérea prevista para o dia 07/12/2003, da cidade do Rio de Janeiro para Recife (efetivamente, viajamos em 08/12/2003, às 09h10min), e, por isso, num extinto fórum particular, em 25/11/2003, eu escrevi:

''(...) um veterinário prescreveu para Teddy, em dezembro/2002, meio comprimido de ••• (medicamento humano) e, graças a Deus, tudo correu bem. Entretanto, haja vista o que aconteceu com dois dos filhinhos yorkshires da nossa amiga •••, não pretendo dar novamente ao meu rapazinho um tranqüilizante de uso humano, porquanto, atualmente, sei que existem tranqüilizantes específicos para o organismo canino. Em resumo: por favor, amigos, venho solicitar a opinião de vocês quanto aos tranqüilizantes caninos existentes (nomes, contra-indicações, efeitos secundários, etc.), pois eu desejo ter um bom conhecimento sobre este assunto, a fim de ir conversar com o veterinário (não será o mesmo do ano passado) que prescreverá tal medicamento, que emitirá a GTA (Guia de Transporte Animal) e que fornecerá o atestado médico necessário à viagem.

Em 26/11/2003, eu recebi esta orientação de uma criadora de yorkies:

''
Leninha conheço um tranquilizante que se chama "Acepromazina ", a indicação é de uma gota por quilo se eu não estou enganada, más é aconselhado que vc fale com um médico veterinário a respeito. Este tranquilizante é próprio para animais, não me lembro agora qual é o laboratorio e não tenho a bula para descreve-la para vc, faz tempo que usei , más se quiser poderei falar com minha veterinária e pedir detalhes que possa te ajudar.''

Estas duas frases da aludida criadora de yorkies fizeram-me acreditar que a acepromazina (princípio ativo do ACEPRAN e do ACEPROVETS, por exemplo) não ofereceria nenhum perigo ao meu filho yorkie: ''Este tranquilizante é próprio para animais'' e ''faz tempo que usei'' (obviamente, ela disse que havia utilizado a acepromazina e não disse que poderia ser perigosa).

Pedi e não recebi os outros ''detalhes'' prometidos pela criadora. Evidentemente, eu não acatei a recomendação da imprudente criadora, mas eu tive a falta de sorte de ser orientada por dois veterinários imprudentes (uma mulher e um homem), ou seja, os dois veterinários que trabalham no pet shop que eu freqüentava com Teddy. Quando eu comecei a falar com a veterinária sobre a GTA – Guia de Transporte Animal (foi dispensada para cães e gatos a partir de 18/07/2006), ela foi logo recomendando o ACEPRAN; então, eu imaginei que o meu filho Teddy não correria nenhum risco, pois eu havia juntado a recomendação da criadora com a prescrição da veterinária e, portanto, eu não pude supor que se tratasse de uma veterinária imprudente. Naquela época, obviamente, eu não possuía o conhecimento que eu tenho hoje, senão eu jamais teria dado ACEPRAN ao meu filho Teddy.

Verbalmente, a aludida veterinária indicara 9 gotas de ACEPRAN (naquela ocasião, o pet shop estava encerrando seu expediente), mas eu precisaria da prescrição, a fim de apresentá-la ao check-in da VARIG. No dia seguinte, eu procurei a veterinária para solicitar a prescrição por escrito, porém, como ela não estava no pet shop, o outro veterinário (do mesmo pet shop) prescreveu outra dosagem de ACEPRAN, isto é, recomendou a administração de 6 gotas (o peso corporal de Teddy era, aproximadamente, 3,400kg). Todavia, no dia da viagem (08/12/2003) e na hora H, eu decidi dar ao meu filho apenas 4 gotas (pensei: se as 4 gotas não fizerem efeito, darei as outras duas), uma vez que eu me assustara após a leitura da bula. Graças a Deus, ao reduzir a dosagem, tomei a decisão certa, visto que Teddy já ficou ''bêbado'' com as 4 gotas e não precisou das outras 2 gotas.

Em Teddy Matias (yorkshire terrier), apesar do que está afirmado na bula (''O efeito começa após 30 – 45 minutos''), o efeito tranqüilizante do ACEPRAN aconteceu em menos de 5 minutos após a administração (foi dado às 08h30min). Aquelas 4 gotas fizeram com que o meu filho só voltasse ao normal durante a noite daquela mesma data (08/12/2003).

Nenhum daqueles 2 imprudentes veterinários alertou-me quanto às providências que eu deveria adotar se Teddy sofresse algum efeito colateral ou reação adversa, nenhum dos dois me disse o que aconteceria em decorrência do ACEPRAN, tampouco por quanto tempo o meu filho estaria sob os efeitos do referido traqüilizante:

• até passar o efeito do ACEPRAN, Teddy parecia estar bêbado (seus olhos ficaram miudinhos; ele não conseguia andar, só cambaleava; etc.), e não queria sair do meu colo (para ele, o meu colo é um porto seguro);

• meu filho só aceitou ficar fora do meu colo enquanto teve de ficar dentro da caixa de transporte, mas chorando durante a maior parte da viagem.

Teddy poderia ter morrido se eu tivesse seguido qualquer uma das 2 prescrições (6 ou 9 gotas), que, por sinal, estavam de acordo com a bula do ACEPRAN, pois eu não sabia que o organismo do meu filho é extremamente sensível à acepromazina (sou leiga, eu não poderia saber disto antes de oferecer acepromazina ao meu filho canino) e, mais grave, os 2 veterinários não me alertaram quanto à possibilidade de o organismo dele ser sensível à acepromazina.

Lamentavelmente, a legislação brasileira não permite que eu cite o nome de nenhum dos três indivíduos, ou seja, da veterinária, do veterinário e da criadora.

Portanto, amigos(as), estejam atentos(as):

1 – não confiem em nenhuma informação prestada por algum leigo (incluo-me), confiram tudo por intermédio de médicos veterinários de reconhecida competência;

2 – não se esqueçam de que os criadores de cães (por exemplo) também são leigos, exceto se, além de criadores, forem médicos veterinários;

3 – não confiem em qualquer veterinário (ser veterinário é uma coisa; ser um veterinário competente, honesto e cuidadoso é outra coisa).

Fraternalmente,

Leninha Matias – 19/11/2008.