BABESIOSE, uma das doenças transmitidas por carrapatos.


IMPORTANTÍSSIMO:

1 – o famoso carrapaticida e mosquicida Butox® é fabricado para utilização em bovinos, eqüinos e ovinos; portanto, não deve ser utilizado em caninos sob nenhuma hipótese, pois é extremamente tóxico para os cães;

2 – Butox®, cujo princípio ativo é a Deltametrina, não serve para combater as larvas do "carrapato marrom", ou seja, do carrapato Rhipicephalus sanguineus (para averiguar esta informação, clique aqui), apesar de ser recomendado por muitos criadores de cães para exterminar o "carrapato marrom" em quaisquer de seus estados (ovo, larva, ninfa e adulto);

3 – resumo da bula do Butox®: clique aqui.


Observação: babesiose = babesíase = piroplasmose = infecção causada por protozoários do gênero Babesia.



Não existe "a doença do carrapato", pois existem várias doenças transmissíveis aos cães por carrapatos.

Se estiver infectado, basta uma picada do carrapato Rhipicephalus sanguineus (= "carrapato marrom" ou "carrapato vermelho") para que seja transmitida ao cão uma ou mais destas doenças: babesiose, erliquiose, anaplasmose, hepatozoonose, etc.

Existem dois exames de sangue que podem ser utilizados para detectar, por exemplo, a babesiose, a erliquiose e a anaplasmose em cães:

1 – pesquisa de hematozoários: o resultado positivo depende da fase da doença;

2 – PCR (Polymerase Chain Reaction):
clique aqui.



Artigo: CONTROLE AMBIENTAL DE PULGAS E CARRAPATOS.
Fonte: Ouro Fino Bem-Estar Animal.
Onde ler:
 
clique aqui (transcrição proibida).



Artigo: BABESIOSE.
Autora: Dra. Maid Eliane Arouca Chan, médica veterinária, CRMV-RJ 6120.

BABESIOSE

A babesiose canina é uma doença que ocorre nas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo, caracterizada principalmente por uma anemia progressiva, que é o fator preponderante para o desenvolvimento dos sinais clínicos da doença.

É uma moléstia causada por dois protozoários, Babesia canis e Babesia gibsoni, que são transmitidos principalmente pelo carrapato marrom do cão Rhipicephalus sanguineus.

A infecção é naturalmente adquirida através dos carrapatos infectados que, ao se alimentarem nos cães, transmitem os agentes infecciosos que estão em suas secreções salivares. Já foi relatado também a possibilidade de transmissão transplacentária e pela transfusão de sangue infectado. 

Após a infecção, ocorre uma parasitemia inicial dentro de um ou dois dias, perdurando por cerca de quatro dias. Os microorganismos então desaparecem do sangue periférico por um período de 10 a 14 dias, ocorrendo então uma segunda parasitemia, mais intensa.

Muitas infecções por Babesia canis são inaparentes. Em alguns casos, os sintomas clínicos se tornam aparentes apenas após esforço (decorrente de exercício esgotante), cirurgias ou outras infecções. Os achados clínicos típicos são: febre, icterícia, fraqueza, depressão, falta de apetite, membranas mucosas pálidas e esplenomegalia. Podemos encontrar ainda perturbações da coagulação e nervosas.

Os achados laboratoriais mais freqüentes são anemia, aumento dos níveis de bilirrubina no sangue, presença de bilirrubina e hemoglobina na urina e diminuição do número de plaquetas. É muito comum a presença de quadros de insuficiência renal aguda.

A babesiose é uma causa infecciosa de anemia hemolítica. O espectro da doença varia de uma anemia leve, clinicamente inaparente, a uma forma fulminante com marcada depressão e achados clínico-patológicos consistentes com coagulopatia intravascular disseminada.

O diagnóstico é confirmado pela identificação dos microorganismos de Babesia nas hemácias em esfregaços sanguíneos corados. Contudo, nem sempre os microorganismos podem ser encontrados nos esfregaços sanguíneos e nestes casos podem ser realizados testes sorológicos para confirmação do diagnóstico.


PREVENÇÃO 

Os esforços do dono e do veterinário devem estar voltados à prevenção da doença, lutando contra os veículos da babesiose canina, ou seja, os carrapatos.

Na Europa existe uma vacina, porém infelizmente ela não é muito eficaz. A profilaxia sanitária (luta contra os carrapatos) impõe a desparasitação, tanto dos lugares contaminados como do próprio animal. Para este último, dispõe-se de numerosos meios: pós, sprays, banhos antiparasitários, coleiras e medicamentos orais.

Algumas substâncias químicas, geralmente utilizadas, são tóxicas e têm efeitos secundários. É melhor não utilizar tais produtos sem a aprovação do veterinário.

É muito importante o combate ambiental, pois assim como as pulgas eles utilizam o cão como fonte de alimentos.

Bastante eficaz é o emprego de "vassoura de fogo" ou "lança chamas" sobre muros, canis, estrados, chão e batentes, pois elimina radicalmente todas as fases do parasita.



Observação: nesta data (19/11/2008), não consta no site bondbicho.v10.com.br nenhuma proibição quanto à transcrição total ou parcial dos textos que o compõem.



Artigo: BABESIOSE HUMANA.
Autora: Maria Ramos.
Fonte: Fundação Oswaldo Cruz.


BABESIOSE HUMANA
Por Maria Ramos.

Causada pelo protozoário Babesia microti, e transmitida por carrapatos do gênero Ixodes, foi descoberta em 1957, na Iugoslávia, e identificada pela primeira vez no Brasil, em 1983, no estado de Pernambuco. Desde então, foram registrados poucos casos no país, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Entretanto, por ser pouco estudada, ainda não é possível medir o alcance da babesiose humana.

Até o momento, não se sabe que animal pode estar servindo de reservatório da doença. Mas pesquisas realizadas pelo departamento de Entomologia da Fiocruz, em parceria com o de Protozoologia/Fiocruz, revelaram a presença do parasita da babesiose humana em roedores, o que leva os pesquisadores a desconfiar destes animais.

Depois que a pessoa é picada pelo carrapato infectado, os sintomas aparecem, aproximadamente, dentro de sete a 28 dias. O paciente apresenta um quadro clínico similar ao da malária, com febres intercaladas, anemia, problemas intestinais, cansaço, dor no corpo, dor de cabeça, e calafrios.

Se não for diagnosticada e tratada corretamente, a babesiose humana pode levar à morte. Mas nem todos desenvolvem as formas mais graves da doença. Muitos, inclusive, não apresentam sintoma algum de infecção.

A babesiose é um sério problema de saúde animal no Brasil e no mundo, atingindo, sobretudo, o gado bovino. Popularmente chamada de "tristeza bovina", ela é transmitida a estes animais, no nosso país, principalmente pelo carrapato-de-boi (Boophilus microplus). A enfermidade é de grande importância econômica devido às perdas diretas e à restrição de movimentação dos animais, em conseqüência de quarentenas obrigatórias. Atualmente, a vacinação é a melhor forma de prevenir a babesiose bovina em animais em situação de risco.



Observação: nesta data (19/11/2008), não consta no site www.invivo.fiocruz.br nenhuma proibição quanto à transcrição total ou parcial dos textos que o compõem.