Subsídios para Santa Missa

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Celebração da Palavra.

 

A Sagrada Comunhão fora da Missa e

A comunhão e o viático administrados aos doentes por ministro extraordinário

Orientações e ritos a serem usados

 

A colaboração dos fiéis não ordenados no ministério pastoral

 

Nos documentos conciliares, entre os vários aspectos da participação dos fiéis não ordenados na missão da Igreja, toma-se em consideração a sua colaboração direta nas tarefas específicas dos pastores, como por exemplo, no ensino da doutrina cristã, nalguns atos litúrgicos e na cura de almas. Porém, no que respeita ao exercício de seu múnus, estão submetidos plenamente à superior orientação eclesiástica.[1].

Com efeito, “quando a necessidade ou a utilidade da Igreja requer, os pastores podem, segundo as normas estabelecidas pelo direito universal, confiar aos fiéis leigos certos ofícios e funções que, embora ligados ao seu próprio ministério de pastores, não exigem contudo o caráter da Ordem[2]”.

Quanto a estas tarefas ou funções, “os fiéis não ordenados não tem direito a exerce-las” mas são hábeis para ser assumidos pelos Pastores sagrados para aqueles ofícios eclesiásticos e encargos que podem desempenhar segundo as prescrições do direito, ou ainda, na falta de ministros ordenados podem suprir alguns dos seus ofícios de acordo com as prescrições do direito.

À luz destes princípios acima recordados, apresentaremos algumas disposições práticas no que se refere às celebrações dominicais na ausência do presbítero e o apostolado dos enfermos.

 

A - As Celebrações dominicais na ausência do presbítero

 

Em sua Carta Apostólica Dies Domini, o Papa João Paulo II nos apresenta brevemente o problema das Assembléias dominicais, na ausência do sacerdote:

“Permanece o problema das paróquias que não podem usufruir do ministério dum sacerdote que celebre a Eucaristia dominical. Isto sucede freqüentemente nas jovens Igrejas, onde um único sacerdote tem a responsabilidade pastoral de fiéis dispersos por um vasto território. Podem-se verificar situações de emergência também nos países de secular tradição cristã, quando a rarefação do clero já não permite assegurar a presença do sacerdote em cada uma das comunidades paroquiais. A Igreja, perante o caso de impossibilidade da celebração eucarística, recomenda a convocação de assembléias dominicais na ausência do sacerdote, segundo as indicações e diretrizes emanadas pela Santa Sé e confiadas, para a sua aplicação, às Conferências Episcopais. No entanto, o objetivo em vista deve continuar a ser a celebração do sacrifício da Missa, que é a única verdadeira atualização da Páscoa do Senhor, a única realização completa da assembléia eucarística que o sacerdote preside in persona Christi, repartindo o pão da Palavra e o da Eucaristia. Portanto, hão de tomar-se todas as medidas necessárias a nível pastoral, para que os fiéis, habitualmente privados da celebração eucarística, possam beneficiar dela o maior número de vezes possível, quer garantindo a presença periódica dum sacerdote, quer valorizando todas as ocasiões de organizar o encontro num lugar central e acessível aos diversos grupos distantes[3]”.

Na instrução acerca de algumas questões sobre a colaboração dos fiéis leigos no sagrado ministério dos sacerdotes, nós encontramos dois parágrafos a respeito das celebrações dominicais que acontecem na ausência do presbítero[4]:

§1. Em alguns lugares, as celebrações dominicais são presididas, na falta de presbíteros ou diáconos, por fiéis não ordenados. Esse serviço, tão importante quanto delicado, é desempenhado segundo o espírito e as normas específicas emanadas, a esse respeito, pela competente Autoridade eclesiástica. Para presidir as mencionadas celebrações, o fiel não ordenado deverá ter um mandato especial do Bispo, que deverá dar as indicações oportunas acerca da duração do lugar das condições e do presbítero responsável.

§2.  Tais celebrações, cujos textos deverão ser aprovados pela Autoridade eclesiástica competente, configuram-se sempre como soluções temporárias. É proibido inserir na sua estrutura elementos próprios da liturgia sacrifical, sobretudo a “oração eucarística”, ainda que em forma de narrativa, para não induzir os fiéis ao erro. Para este fim, deve-se recordar sempre aos participantes destas celebrações que elas não substituem o Sacrifício Eucarístico e que o preceito dominical é satisfeito somente através da participação na Santa Missa. Nesses casos, onde as distâncias e as condições físicas o permitirem, os fiéis devem ser estimulados e ajudados a fazer o possível para cumprir o preceito.

 

RITO DA SAGRADA COMUNHÃO FORA DA MISSA

 

1. RITO COM UMA CELEBRAÇÃO MAIS EXTENSA DA PALAVRA DE DEUS

Esta forma será usada principalmente quando não houver celebração da Missa ou quando se distribuir a Sagrada Comunhão em horário preestabelecido, de modo que os fiéis se alimentem também da mesa da Palavra de Deus. Ouvindo a Palavra de Deus, os fiéis reconhecem que as maravilhas de Deus então anunciadas alcançam seu ponto culminante no mistério pascal, cujo memorial se celebra sacramentalmente na Missa e do qual participam pela Comunhão. Além disso, acolhendo a Palavra do Senhor e alimentando-se dela, são conduzidos em ação de graças a uma participação frutuosa nos mistérios da salvação.

Ritos Iniciais

Reunidos os fiéis e tudo preparado, o ministro saúda os presentes.

Se for sacerdote ou diácono, diz:

jA graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

Todos respondem:

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ou:

k A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.

Todos respondem:

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ou:

l O Senhor esteja convosco.

Todos respondem:

Ele está no meio de nós.

Se o ministro não for sacerdote ou diácono, saúda os presente com estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos, bendizei a Deus que em sua bondade nos (ou: vos) convida para a mesa do Corpo de Cristo.

Todos respondem:

Bendito seja Deus para sempre.

Podem-se usar também outras palavras da Sagrada Escritura com as quais os fiéis costumam saudar-se.

Segue-se o ato penitencial. O ministro convida à penitência os que vão comungar.

jIrmãos e irmãs, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios.

Após um momento de silencio, o ministro convida à confissão:

Confessemos os nossos pecados:

E todos prosseguem:

Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões,

e, batendo no peito, dizem:

por minha culpa, minha tão grande culpa.

Em seguida, continuam:

E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

O ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

Outras fórmulas do Ato Penitencial:

O ministro convida os fiéis à penitência:

kIrmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados para participarmos dignamente desta santa celebração.

Após um momento de silencio, o ministro diz:

Tende compaixão de nós, Senhor.

Todos respondem:

Porque somos pecadores.

O ministro:

Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia

Todos respondem:

E dai-nos a vossa salvação.

E o ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

Ou:

O ministro convida os fiéis à penitência:

lIrmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados para participarmos dignamente desta santa celebração.

Faz-se um momento de silêncio. Em seguida, o ministro ou algum dos presentes propõe as seguintes invocações ou outras semelhantes, com Senhor, tende piedade de nós:

Senhor, que pelo vosso mistério pascal nos obtivestes a salvação, tende piedade de nós.

Todos:

Senhor, tende piedade de nós.

Ministro:

Cristo, que não cessais de renovar entre nós as maravilhas da vossa paixão, tende piedade de nós.

Todos:

Cristo, tende piedade de nós.

Ministro:

Senhor, que pela recepção do vosso Corpo nos tornais participantes do Sacrifício pascal, tende piedade de nós.

Todos:

Senhor, tende piedade de nós.

O ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

 

Celebração da Palavra de Deus

 

Segue-se a celebração da Palavra como na Missa. As leituras podem ser tomadas da liturgia do dia, das leituras propostas para as Missas votivas da Santíssima Eucaristia ou do Preciosíssimo Sangue de Jesus (cf. Lecionário III) ou das indicadas nos nn. 113-153 do Ritual da Sagrada Comunhão e o culto do mistério eucarístico fora da Missa. Também podem ser usadas, se parecer oportuno, outras leituras mais apropriadas às circunstâncias, especialmente as da Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus, indicadas nos nn. 154-188 do mesmo Ritual.

Pode-se fazer uma ou mais leituras conforme parecer oportuno. Após a primeira leitura, haja um salmo ou outro canto que pode ser substituído por um silêncio sagrado.

A celebração da Palavra termina com a Oração dos fiéis.

 

Sagrada Comunhão

 

Terminada a Oração dos fiéis, o ministro dirige-se ao lugar onde se conserva a Eucaristia, toma o recipiente ou cibório com o Corpo do Senhor, coloca-se sobre o altar e faz genuflexão. Em seguida, convida à oração do Senhor com estas palavras ou outras semelhantes:

Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor Jesus nos ensinou:

E todos prosseguem juntos:

Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem no tenha ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Em seguida, se for oportuno, convida os fiéis com estas palavras ou outras semelhantes:

jIrmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

Ou:

kComo filhos e filhas do Deus da paz, saudai-vos com um gesto de comunhão fraterna.

E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade.

O ministro faz genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre o recipiente ou cibório, diz em voz alta, voltado para os que vão comungar.

jFelizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Ou:

kQuem come minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

E os que vão comungar acrescentam uma só vez

Senhor, eu não sou digno (a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

Se o próprio ministro comungar, reza em silêncio:

Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.

E comunga o Corpo de Cristo.

Toma o recipiente ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar, diz a cada um:

O Corpo de Cristo.

E o que vai comungar responde:

Amém.

E recebe a Comunhão.

Durante a distribuição da Comunhão pode-se cantar, se for oportuno, um canto apropriado.

Terminada a distribuição da Comunhão, o ministro recolhe no cibório os fragmentos que houver e, se for oportuno, purifica as mãos. Se ainda houver partículas recoloca o Sacramento no tabernáculo e faz genuflexão.

Pode-se guardar durante algum tempo um sagrado silêncio ou entoar um salmo ou canto de louvor.

A seguir, o ministro conclui com a oração:

Oremos.

jSenhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento, nos deixastes o memorial da vossa paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso Corpo e do vosso Sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós que viveis e reinais para sempre.

Todos respondem:

Amém.

Outras orações à escolha:

k  Ó Deus, que pelo mistério pascal do vosso Filho unigênito, levastes à plenitude a obra da salvação dos seres humanos, concedei-nos que, proclamando com fé a morte e a ressurreição do vosso Filho nos sinais do sacramento, sintamos crescer continuamente em nós a graça da vossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Ou:

l  Santificai-nos, ó Deus, pela comunhão à vossa mesa, para que o Corpo e o Sangue de Cristo unam todos os irmãos e irmãs. Por Cristo, nosso Senhor.

 

No tempo pascal diz-se uma das seguintes orações:

 

jÓ Deus derramai em nós o vosso Espírito de caridade, para que, saciados pelos sacramentos pascais, permaneçamos unidos no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.

 

kDeus eterno e todo-poderoso, que pela ressurreição de Cristo nos renovais para a vida eterna fazei frutificar em nós o Sacramento pascal, e infundi em nossos corações a fortaleza deste sacramento salutar. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Ritos Finais

 

O ministro, se for oportuno ou diácono, abrindo os braços, saúda o povo:

O Senhor esteja convosco.

Todos:

Ele está no meio de nós.

E abençoa o povo dizendo:

Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho X e Espírito Santo.

Todos respondem:

Amém.

Em lugar desta fórmula pode ser usada também a bênção solene com a oração sobre o povo, conforme vem indicado para a bênção no fim da Missa no Missal Romano.

Se o ministro não for sacerdote ou diácono, invocando a bênção de Deus, persigna-se dizendo:

j Que o Senhor nos abençoe, guarde-nos de todo o mal e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

Ou:

kO Senhor todo-poderoso e cheio de misericórdia, Pai e Filho e Espírito Santo nos abençoe e nos guarde.

Todos respondem:

Amém.

Por fim o ministro diz:

Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

Todos respondem:

Graças a Deus.

Feita a devida reverência, o ministro retira-se.

2. RITO COM UMA CELEBRAÇÃO MAIS BREVE DA PALAVRA DE DEUS

Ritos Iniciais

Reunidos os fiéis e tudo preparado, o ministro saúda os que vão comungar.

Se for sacerdote ou diácono, diz:

jA graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

Todos respondem:

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ou:

k A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.

Todos respondem:

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ou:

l O Senhor esteja convosco.

Todos respondem:

Ele está no meio de nós.

Se o ministro não for sacerdote ou diácono, saúda os presente com estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos, bendizei a Deus que em sua bondade nos (ou: vos) convida para a mesa do Corpo de Cristo.

Todos respondem:

Bendito seja Deus para sempre.

Podem-se usar também outras palavras da Sagrada Escritura com as quais os fiéis costumam saudar-se.

Segue-se o ato penitencial. O ministro convida à penitência os que vão comungar.

jIrmãos e irmãs, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios.

Após um momento de silencio, o ministro convida à confissão:

Confessemos os nossos pecados:

E todos prosseguem:

Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões,

e, batendo no peito, dizem:

por minha culpa, minha tão grande culpa.

Em seguida, continuam:

E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

O ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

Outras fórmulas do Ato Penitencial:

O ministro convida os fiéis à penitência:

kIrmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados para participarmos dignamente desta santa celebração.

Após um momento de silencio, o ministro diz:

Tende compaixão de nós, Senhor.

Todos respondem:

Porque somos pecadores.

O ministro:

Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia

Todos respondem:

E dai-nos a vossa salvação.

E o ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

Ou:

O ministro convida os fiéis à penitência:

lIrmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados para participarmos dignamente desta santa celebração.

Faz-se um momento de silêncio. Em seguida, o ministro ou algum dos presentes propõe as seguintes invocações ou outras semelhantes, com Senhor, tende piedade de nós:

Senhor, que pelo vosso mistério pascal nos obtivestes a salvação, tende piedade de nós.

Todos:

Senhor, tende piedade de nós.

Ministro:

Cristo, que não cessais de renovar entre nós as maravilhas da vossa paixão, tende piedade de nós.

Todos:

Cristo, tende piedade de nós.

Ministro:

Senhor, que pela recepção do vosso Corpo nos tornais participantes do Sacrifício pascal, tende piedade de nós.

Todos:

Senhor, tende piedade de nós.

O ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

 

Breve leitura da Palavra de Deus

 

Omitida a celebração da Palavra de Deus, um dos presentes ou o próprio ministro lê, se for oportuno um breve texto da Sagrada Escritura em que se fale do Pão da Vida.

Jo 6, 54-55:

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a  minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida.

Jo 6, 54-58

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a  minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que de mim se alimenta viverá por causa de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come deste pão viverá para sempre.

Ou ainda: Jo 14,6; Jo 14,23; Jo 15,4; 1 Cor 11,26.

 

Sagrada Comunhão

O ministro toma o recipiente ou cibório com o Corpo do Senhor, coloca-o sobre o altar e faz genuflexão. Em seguida, convida à oração do Senhor com estas palavras ou outras semelhantes:

Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor Jesus nos ensinou:

E todos prosseguem juntos:

Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem no tenha ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O ministro faz genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre o recipiente ou cibório, diz em voz alta, voltado para os que vão comungar:

jFelizes os convidados para a Ceia do Senhor!

Ou:

kProvai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra o seu refúgio.

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

E os que vão comungar acrescentam uma só vez

Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

Se o próprio ministro comungar, reza em silêncio:

Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.

E comunga o Corpo de Cristo.

A seguir, toma o recipiente ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar, diz a cada um:

O Corpo de Cristo.

E o que vai comungar responde:

Amém.

E recebe a Comunhão.

Terminada a distribuição da Comunhão, o ministro recolhe no cibório os fragmentos que houver e, se for oportuno, purifica as mãos. Se ainda houver partículas recoloca o Sacramento no tabernáculo e faz genuflexão.

Pode-se guardar durante algum tempo um sagrado silêncio ou entoar um salmo ou canto de louvor.

A seguir, o ministro conclui com a oração:

Oremos.

jSenhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento, nos deixastes o memorial da vossa paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso Corpo e do vosso Sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós que viveis e reinais para sempre.

Todos respondem:

Amém.

Outras orações à escolha:

k  Ó Deus, que pelo mistério pascal do vosso Filho unigênito, levastes à plenitude a obra da salvação dos seres humanos, concedei-nos que, proclamando com fé a morte e a ressurreição do vosso Filho nos sinais do sacramento, sintamos crescer continuamente em nós a graça da vossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Ou:

l  Santificai-nos, ó Deus, pela comunhão à vossa mesa, para que o Corpo e o Sangue de Cristo unam todos os irmãos e irmãs. Por Cristo, nosso Senhor.

 

No tempo pascal diz-se uma das seguintes orações:

 

jÓ Deus derramai em nós o vosso Espírito de caridade, para que, saciados pelos sacramentos pascais, permaneçamos unidos no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.

 

kDeus eterno e todo-poderoso, que pela ressurreição de Cristo nos renovais para a vida eterna fazei frutificar em nós o Sacramento pascal, e infundi em nossos corações a fortaleza deste sacramento salutar. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Ritos Finais

 

O ministro, se for oportuno ou diácono, abrindo os braços, saúda o povo:

O Senhor esteja convosco.

Todos:

Ele está no meio de nós.

E abençoa o povo dizendo:

Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho X e Espírito Santo.

Todos respondem:

Amém.

Em lugar desta fórmula pode ser usada também a bênção solene com a oração sobre o povo, conforme vem indicado para a bênção no fim da Missa no Missal Romano.

Se o ministro não for sacerdote ou diácono, invocando a bênção de Deus, persigna-se dizendo:

j Que o Senhor nos abençoe, guarde-nos de todo o mal e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

Ou:

kO Senhor todo-poderoso e cheio de misericórdia, Pai e Filho e Espírito Santo nos abençoe e nos guarde.

Todos respondem:

Amém.

Por fim o ministro diz:

Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

Todos respondem:

Graças a Deus.

Feita a devida reverência, o ministro retira-se.

B - A comunhão e o viático administrados aos doentes por ministro extraordinário

 

Na mesma instrução citada acima, encontramos dois parágrafos com disposições práticas a respeito do apostolado dos enfermos[5]:

§1. Neste campo, os fiéis não ordenados podem oferecer uma valiosa colaboração. São inumeráveis os testemunhos de obras e de gestos de caridade que pessoas não ordenadas, individualmente ou em formas de apostolado comunitário, realizam em favor dos enfermos. Eles constituem uma presença cristã de primeira linha no mundo do sofrimento e da doença. Onde os fiéis não ordenados acompanham os enfermos nos momentos mais graves, é precípuo dever suscitar neles o desejo dos sacramentos da Penitência e da Unção dos Enfermos, favorecendo as suas disposições e ajudando-os a se preparar para uma boa confissão sacramental e individual, como também para  receber a Sagrada Unção. Quando recorrem ao uso dos sacramentais, os fiéis não ordenados cuidarão que tais gestos não sejam confundidos com os sacramentos, cuja administração é própria e exclusiva do Bispo e do Presbítero. Em nenhum caso pode fazer unções quem não é sacerdote, nem com o óleo abençoado para a Unção dos Enfermos, nem com óleo não abençoado.

§2. Para a administração deste sacramento, a legislação canônica acolhe a doutrina teologicamente certa e a praxe multissecular da Igreja, segundo as quais o único ministro válido é o sacerdote. Essas normas são plenamente coerentes com o mistério teológico significado e realizado por meio do exercício do serviço sacerdotal.

Deve se afirmar que a reserva exclusiva do ministério da Unção ao sacerdote é posta em relação ao liame do mencionado sacramento com o perdão dos pecados e a digna recepção da Eucaristia. Nenhum outro pode desempenhar a função de ministro Ordinário ou extraordinário do sacramento e qualquer ação nesse sentido constitui simulação do sacramento.

 

Tendo colocado estas duas normas, apresentaremos o rito ordinário da Comunhão aos enfermos e também um rito mais breve que pode ser usado em alguns casos.

 

1. RITO ORDINÁRIO DA COMUNHÃO DOS ENFERMOS

Ritos iniciais

O ministro, com veste conveniente a esta função, aproxima-se e saúda cordialmente o enfermo e todos os presentes, acrescentando se for o caso, a seguinte saudação:

A paz esteja nesta casa e com todos os seus habitantes.

Em seguida, depondo o Sacramento sobre a mesa, adora-o com todos os presentes.

O ministro convida o doente e os demais presentes ao ato penitencial:

Irmãos e irmãs,

Reconheçamos os nossos pecados,

para participarmos dignamente desta santa celebração.

Confessemos os nossos pecados:

Confesso a Deus todo-poderoso

e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes

por pensamentos e palavras, atos e omissões,

E batendo no peito, dizem:

por minha culpa, minha tão grande culpa.

E peço a Virgem Maria,

aos anjos e santos

e a vós, irmãos e irmãs

que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

O ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

Breve leitura da Palavra de Deus

Se for conveniente, poderá ser lido por um dos presentes ou pelo próprio ministro um texto da Escritura, como, por exemplo:

Jo 6, 54-55:

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a  minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida.

Jo 6, 54-58

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a  minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que de mim se alimenta viverá por causa de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come deste pão viverá para sempre.

Ou ainda: Jo 14,6; Jo 14,23; Jo 15,4; 1 Cor 11,26.

Sagrada Comunhão

O ministro, com estas palavras ou outras semelhantes introduz a oração do Senhor:

Agora, todos juntos, rezemos a Deus,

como nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou:

Pai nosso que estais nos céus ...

O ministro apresenta o Santíssimo Sacramento, dizendo:

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!

ou:

Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra o seu refúgio. Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

O doente e os que forem comungar dizem uma só vez:

Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

 

O ministro aproxima-se do doente, apresenta-lhe o Sacramento e diz:

O Corpo de Cristo.

O doente responde:

Amém.

As outras pessoas que vão comungar recebem a Comunhão como de costume.

Depois da distribuição da Comunhão, o ministro faz a purificação de costume. Se for conveniente, observe-se o silêncio sagrado por algum tempo.

Em seguida, o ministro conclui com uma das seguintes orações:

 Oremos:

Senhor, Pai Santo, Deus todo-poderosos, nós vos pedimos confiantes que o sagrado Corpo de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, seja para nosso irmão (nossa irmã) remédio de eternidade, tanto para o corpo como para a alma. Por Cristo nosso Senhor.

Todos respondem:

Amém.

Deus todo-poderoso, que refazeis as nossas forças pelos vossos sacramentos, nós vos suplicamos a graça de vos servir por uma vida que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos respondem:

Amém.

No tempo pascal diz-se uma das seguintes orações:

Ó Deus, derramai em nós o vossos Espírito de caridade, para que, saciados pelos sacramentos pascais, permaneçamos unidos no vosso amor. Por Cristo nosso Senhor.

Todos respondem:

Amém.

Deus eterno e todo poderoso, que pela ressurreição de Cristo nos renovais para a vida eterna, fazei frutificar em nós o Sacramento pascal, e infundi em nossos corações a fortaleza deste sacramento salutar. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos respondem:      

Amém.

Ritos finais

O ministro, invocando a bênção de Deus, persigna-se, dizendo:

O Senhor todo-poderoso e cheio de misericórdia,

Pai e Filho e Espírito Santo, nos abençoe e nos guarde.

Todos respondem:

Amém.

 

2. RITO MAIS BREVE DA COMUNHÃO DOS ENFERMOS

 

Usa-se este rito mais breve quando a Sagrada Comunhão á dada a muitos doentes em vários quartos da mesma casa, como, por exemplo, nos hospitais, acrescentando-se, se for conveniente, alguns elementos do rito ordinário.

O Rito pode propiciar na igreja, na sacristia ou no quarto do primeiro doente, dizendo o ministro a seguinte antífona:

 

j

Ó sagrado banquete de que somos os convivas, no qual recebemos o Cristo em comunhão! nele se recorda a sua paixão, nosso coração se enche de graça e nos é dado o penhor da glória que há de vir.

 

Outras antífonas à escolha:

k

Quão suave, Senhor, é a ternura que para com teus filhos demonstraste: do céu nos deste um pão que é só doçura, e alimento do pobre te tornaste!

 

 

l

Salve, ó corpo verdadeiro, que da Virgem Mãe nasceste, e, salvando o mundo inteiro, sobre a cruz te ofereceste. Do teu lado, transpassado, sangue e água derramaste; sejas na morte provado por aqueles que salvaste! Jesus, fonte de alegria, alimento da unidade; Jesus, filho de Maria, Salvador da humanidade!

 

m

Sou o pão que traz a vida, que por vós desceu dos céus: vive sempre quem se nutre deste pão, corpo de Deus. Dou ao mundo a minha carne, que da morte triunfou; dou aos homens o meu sangue, que aos escravos libertou.

 

 

O ministro, se possível acompanhado por uma pessoa que leva uma vela, aproxima-se dos doentes e diz uma só vez a todos que estejam no mesmo aposento ou a cada comungante:

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Cada comungante acrescenta uma só vez:

Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

E recebe a comunhão como de costume.

O rito termina com a oração que pode ser recitada na igreja, na sacristia ou no último quarto.

 

Oremos.

Senhor, Pai Santo, Deus todo-poderoso, nós vos pedimos confiantes que o sagrado Corpo (o sagrado Sangue) de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, seja para nosso irmão (nossa irmã) remédio de eternidade, Por Cristo, nosso Senhor.

Os presentes respondem:

Amém.

 

3. O VIÁTICO

 

Ritos Iniciais

O ministro, revestido com veste conveniente a esta função (cf. n. 20). aproxima-se e saúda cordialmente o enfermo e todos os presentes, acrescentando, se for o caso, a seguinte saudação:

A paz esteja nesta casa e com todos os seus habitantes.

Podem-se usar também outras palavras da Sagrada Escritura com as quais os fiéis costumam saudar-se.

Em seguida, depondo o Sacramento sobre a mesa, adora-o com todos os presentes.

Dirige, então, aos presentes esta exortação ou noutra mais adaptada ás condições do doente:

Caros irmãos e irmãs, Nosso Senhor Jesus Cristo, antes de passar deste mundo para  o Pai, deixou-nos o sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, para que, na hora da nossa passagem desta vida para ele, fortificados por esse alimento da última viagem, nos encontrássemos munidos com o penhor das ressurreição. Unidos pela caridade ao nosso irmão (à nossa irmã), rezemos por ele (a).

E todos rezam por algum tempo em silêncio.

O ministro convida o enfermo e os demais presentes ao ato penitencial:

j

Irmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados para participarmos dignamente desta santa celebração.

Após uma pausa silenciosa, o ministro convida à confissão:

Confessemos os nossos pecados:

E todos prosseguem:

Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões,

e batendo no peito, dizem:

por minha culpa, minha tão grande culpa.

Em seguida, continuam:

E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

O ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

 

Outras fórmulas penitenciais à escolha:

O ministro convida os fiéis à penitência:

k

Irmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados para participarmos dignamente desta santa celebração.

Após uma pausa silenciosa, o ministro convida à confissão:

Tende compaixão de nós, Senhor.

Todos respondem:

Porque somos pecadores.

O ministro:

Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia

Todos respondem:

E dai-nos a vossa salvação.

E o ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

Ou:

O ministro convida os fiéis à penitência:

l

Irmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados para participarmos dignamente desta santa celebração.

Faz-se um momento de silêncio. Em seguida, o ministro ou algum dos presentes porpõe as seguintes invocações ou outras semelhantes, com Senhor, tende piedade de nós:

Senhor, que pelo vosso mistério pascal nos obtivestes a salvação, tende piedade de nós.

Todos:

Senhor, tende piedade de nós.

Ministro:

Cristo, que não cessais de renovar entre nós as maravilhas da vossa paixão, tende piedade de nós.

Todos:

Cristo, tende piedade de nós.

Ministro:

Senhor, que pela recepção do vosso Corpo nos tornais participantes do Sacrifício pascal, tende piedade de nós.

Todos:

Senhor, tende piedade de nós.

O ministro conclui:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Todos respondem:

Amém.

Breve Leitura da Palavra de Deus

Será muito oportuno que um dos presentes ou o próprio  ministro leia um breve texto da Sagrada Escritura, por exemplo:

 

Jo 6, 54-58:

j

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece e mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que de mim se alimenta viverá por causa de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come deste pão viverá para sempre.

 

Jo 14, 6:

k

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.

           

Jo 15, 5:

l

Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

 

1Jo 4, 16:

m

Também nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele.

 

Profissão de fé batismal

 

Convém que o enfermo, antes de receber o Viático, renove a profissão de fé batismal. Portanto, o ministro, após breve introdução com palavras adequadas, interroga:

 

Crês em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?

R. Creio.

Crês em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu?

R. Creio.

Crês no Espírito Santo, na Santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna?

R. Creio.

Preces pelo enfermo

Em seguida, se as condições do enfermo o permitirem, faz-se uma breve súplica, com estas palavras ou outras semelhantes, a que o doente responderá, quanto possível, com todos os presentes:

Caros irmãos e irmãs, invoquemos num só coração nosso Senhor Jesus Cristo:

– Senhor, que nos amastes até o fim, e vos entregastes à morte para nos dar a vida, nós vos rogamos por nosso(a) irmão(ã) N.

R. Senhor, escutai a nossa prece.

– Senhor, que dissestes: Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue possui a vida eterna, nós vos rogamos por nosso(a) irmão(ã) N.

– Senhor, que nos convidais ao banquete onde não haverá mais dor nem pranto nem tristeza nem separação, nós vos rogamos por nosso(a) irmão(ã) N.

Viático

O ministro, com estas palavras ou outras semelhantes, introduz a oração do Senhor:

Agora, todos juntos, roguemos a Deus, como nosso Senhor Jesus nos ensinou:

E todos prosseguem juntos:

Pai nosso que estais nos céus...

O ministro apresenta o Santíssimo Sacramento, dizendo:

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor! Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

O doente, se puder, e os outros que forem comungar, dizem:

Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

O ministro aproxima-se do doente, apresenta-lhe o Sacramento e diz:

O Corpo de Cristo (ou: o Sangue de Cristo).

O doente responde:

Amém.

E, imediatamente ou depois de ter dado a Comunhão, o ministro acrescenta:

Que ele te guarde e te conduza à vida eterna!

O doente responde:

Amém.

Aos presentes que desejam comungar será dada a Comunhão como de costume.

Terminada a distribuição da Comunhão, o ministro faz a purificação de costume. Se for conveniente, observe-se por algum tempo o silêncio sagrado.

Ritos finais

A seguir, o ministro conclui com a oração:

 Oremos.

j

Ó Deus em vosso Filho temos o caminho, a verdade e a vida; olhai com bondade o (a) vosso(a) servo(a) N. e fazei que, confiando em vossas promessas e renovado(a) pelo Corpo e o Sangue do vosso Filho, caminhe em paz para o vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos respondem:

Amém.

Outra oração à escolha:

k

Ó Deus, salvação dos que crêem em vós, concedei que o(a) vosso(a) filho(a) N., confortado(a) pelo Pão e o Vinho celestes, possa chegar ao reino da luz e da vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Em seguida, o ministro diz:

Que Deus esteja sempre contigo, te proteja com seu poder e te guarde em paz.

Por fim, o ministro e os demais presentes podem saudar o enfermo desejando-lhe a paz.

 


[1] Cf. Concílio Vaticano II, Decreto Apostolicam actuositatem, 24.

[2] JOÃO PAULO II, Exortação apostólica pós-sinodal Christifideles laici, 23.

[3] JOÃO PAULO I, Carta Apostólica Dies Domini, n. 53.

[4] MAGISTÉRIO DA IGREJA,  Instrução acerca de algumas questões sobre a colaboração dos fiéis leigos no sagrado ministério dos sacerdotes, art. 7.

[5] MAGISTÉRIO DA IGREJA,  Instrução acerca de algumas questões sobre a colaboração dos fiéis leigos no sagrado ministério dos sacerdotes, art. 9.

 

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Trabalho realizado por: Pe. Adenilon - (Coordenador da Pastoral de Liturgia Diocesana - Petrópolis - RJ)

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