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Projeto de Rede

Objetivo(s): Oferecer informações referentes a Projeto de Rede.


Este documento possui noções de cabeamentos e projetos de rede.

1.1 Cabeamento Estruturado

1.2 Introdução

No início das instalações de redes não havia um projeto padrão que normalizava a forma de instalação dos cabeamentos nem a disposição dos cabos e dos utilitários que faziam parte da rede. Com o crescimento do número de hosts, foram necessárias criações de normas que regessem essas estruturas, as organizassem a fim de criar um padrão e também de melhorar a qualidade da rede em todos os aspectos, desde aspectos físicos (organização) até aspectos lógicos (garantia da performance dos dados enviados pelos cabos).

Quando estamos tratando de redes pequenas com alguns micros, contendo um ou dois hubs, podemos notar que qualquer alteração como por exemplo o acréscimo de um novo ponto na rede ou a troca de um hub por um switch já é uma tarefa relativamente trabalhosa senão dispendiosa, que toma muito tempo.

Uma forma organizada de alocar os cabos em uma rede, uma forma padrão para disponibilizar os concentradores, o padrão adotado para instalações e várias outras coisas são o que definem uma rede que possui um cabeamento estruturado.

Um projeto de cabeamento estruturado consiste, por exemplo, em um escritório construir pontos de redes em vários pontos da sala de forma organizada e seguindo os padrões e normas para instalação; caso estejamos construindo uma edificação, incluir os dutos para conduzir os cabos de rede; utilizar dutos telefônicos caso não possua outros para conduzir os cabos de rede.

Então podemos verificar que para que ocorra um cabeamento estruturado devemos ir além de patch panel e de formas de organizações das tomadas para conexão das máquinas. Devemos nos certificar da forma como essas conexões foram realizadas, se seguiram uma norma e se os cabos foram conectados utilizando ferramentas adequadas.

Como o cabeamento estruturado tem se tornado o diferencial em uma rede de dados, mais e mais empresas se especializam nesse tipo de serviço. Hoje o que se faz é contratar uma empresa especializada que realiza esse tipo de serviço.

O que devemos exigir de um cabeamento estruturado?
  • Longevidade: O cabeamento deve durar mais que as transições tecnológicas na rede de dados; deve seguir o tempo determinado na vida útil do projeto de arquitetura; deve ter garantias estendidas de mais ou menos 25 anos e garantia de aplicação.
  • Flexibilidade: Facilidade de estrutura para eventual modificação do local onde os usuários trabalham; adição de novos equipamentos, usuários e equipamentos.
  • Documentação: A necessidade de localização de um ponto para resolver um problema; escrever um relatório. São documentações que devem ser exigidas para eventuais necessidades.

Podemos resumir que a principal vantagem do cabeamento estruturado está na facilidade de expansão, alteração e gerenciamento do sistema; no suporte a diferentes tecnologias de rede (Ethernet, Token Ring, ATM e etc. ); na confiabilidade ; e na ótima relação custo x benefício. Torna­-se essencial para um bom administrador de redes o conhecimento dos equipamentos utilizados para a confecção de uma rede e também dos dispositivos que fazem parte da mesma.

  • Patch Panel: esse equipamento é utilizado internamente em cabeamento horizontal, tendo a função de distribuir os serviços e organizar o cabeamento, sendo geralmente utilizado em hacks.
  • Patch Cable: Cabo utilizado para conectar os painéis de distribuição (patch panel) e os equipamentos ativos (hubs, swithces, etc.).
  • Alicate de Crimpagem: Ferramenta manual utilizada para crimpagem de conectores tipo macho RJ­45.
  • Ferramentas de Terminação e Conexão: são ferramentas de impacto utilizadas na conexão de condutores metálicos isolados (ferramenta de terminação A) e simultâneas (10 terminações, ferramenta de conexão B) em terminais de conexão padrão 110 IDC.
  • Rack: equipamento que possui a função de suporte utilizado na fixação de equipamentos e/ou acessórios de cabeamento. Este tipo de rack é fixado no piso.

1.3 Práticas de instalação

Requisitos para instalação de cabos:

  • Remover no máximo 13,0 mm da capa externa do cabo. Esse tamanho deve ser o mínimo possível para seja possível conectar.
  • Os pares não devem ser destrançados mais que 1/2 polegada a partir do ponto de terminação.
  • As abraçadeiras não devem ser apertadas ao ponto de distorcer a capa do cabo. Elas devem ser apertadas com as mãos.
  • O raio de curvatura mínimo para cabos no sistema horizontal dever ser de 4 vezes o diâmetro do cabo.
  • O raio de curvatura mínimo para os cabos no backbone dever ser de 10 vezes o diâmetro do cabo.
  • O comprimento do cabo não deve exceder os limites definidos pela norma ANSI/TIA/EIA­568A.
  • Deverão ser evitados nó, dobraduras e cortes ao lançar os cabos.
  • Deverá atentar-se ao fato de que não é permitido realizar emendas nos cabos, pois os mesmos perdem suas características de condução e também sua performance.
  • A marcação do cabeamento deve ser feita de acordo com a norma EIA/TIA 606.

1.4 Práticas no manuseio do cabo

  • Devemos puxar o cabo com cuidado para não danificá-­lo;
  • Devemos aplicar uma tensão máxima no cabo de aproximadamente 110N ou 25 lbf (para cabos UTP 4 pares);
  • Durante a instalação devemos procurar terminar a instalação de modo a não exceder o raio de curvatura mínima.
  • "Tie wraps" (abraçadeiras) não devem deformar a capa do cabo. Quando instaladas corretamente elas devem correr livremente sobre o feixe de cabos;
  • Não é recomendado o uso de grampos, por eles esmagarem o cabo;
  • Deve-se tomar cuidado com o armazenamento e transporte das caixas de cabo, assim como com a posição para retirada do cabo de seu interior que deve ser facilitada o máximo possível;

1.5 Projeto Lógico

O passo fundamental para a confecção de uma rede é o planejamento, não para uma rede mas para qualquer outro projeto, o sucesso depende de um bom planejamento.

Partindo desse principio, devemos definir todas as necessidades para a confecção de nossa rede, para que o nosso projeto saia perfeito.

Existem alguns pontos fundamentais que devem ser analisados. São eles:

  • Compartilhamento de informações;
  • Utilização de correio eletrônico na rede;
  • Compartilhamento de impressora;
  • Utilização de acesso remoto.

Esses são alguns pontos que devem ser analisados. E partindo deles, devemos fazer uma análise para podermos definir o que será utilizado em nossa rede.

Quando desejamos implantar uma rede, devemos ter em mente quais os tipos de dados desejamos compartilhar. Devemos lembrar que, às vezes, a utilização de um software via rede torna-­se mais lento que executá­-lo localmente em cada máquina. Sobrecarregar um servidor pode tornar o uso da rede inviável no que tange ao desempenho.

A utilização de correio eletrônico em uma rede tem se tornado uma ferramenta fundamental para melhorar a comunicação entre os usuários da rede.

Devemos analisar e escolher um software adequado e que satisfaça nossas necessidades.

O compartilhamento de impressoras é algo que normalmente desejamos que ocorra na implantação de uma rede. A utilização desse compartilhamento visa reduzir os custos com aquisições de novas impressoras para cada micro.

A utilização de acessos remotos, pelos usuários de uma rede, tem se tornado algo fundamental, pois normalmente configurações ou alterações em arquivos são feitas remotamente, o que facilita o acesso a servidores, ou seja, as barreiras geográficas são vencidas.

Tendo em vista essas observações devemos dimensionar nosso hardware e escolher um software que nos permita realizar tais tarefas adequadamente.

1.6 Projeto Físico

Devemos analisar e identificar quais são as reais necessidades físicas do ambiente, onde desejamos instalar nossa rede. Seguindo o mesmo raciocínio do planejamento, devemos analisar alguns pontos para a criação do nosso projeto físico, são eles:

  • O local onde as máquinas serão instaladas;
  • As dimensões e os locais onde irão ocorrer as passagens dos cabos;
  • O local onde serão instalados os hubs, os switches e até mesmo o patch panel;
  • Qual tipo de canaleta deverá ser utilizada para que os cabos da rede fiquem bem acomodados.

Para a confecção de um projeto físico devemos ter conhecimento do projeto elétrico.

Poderá ocorrer a necessidade do gerenciamento da instalação de rede elétrica por nossa parte. Nesse caso é interessante contratar um profissional da área (eletricista) para realizar o projeto elétrico.

Existem empresas que são especializadas em realizar o cabeamento estruturado de uma rede. Caso haja interesse deve­-se contratar uma dessas empresas que realizam esse tipo de serviço.

1.7 Analisando um modelo de projeto


Figura 1.1: A figura acima mostra um exemplo de projeto de rede.

1.8 Simbologias

roteador.png
eletrodo.png
ponto.png
cabo_utp.png

1.9 Projeto Elétrico

Nesse tópico vamos listar alguns procedimentos mínimos recomendados na área de energia elétrica, para que possamos assegurar uma qualidade e confiabilidade em nossa rede local:

  • Realizar o aterramento da rede elétrica, inclusive os de telecomunicações;
  • O fio terra deve possuir uma bitola maior ou igual a bitola dos fios utilizados na rede;
  • Os equipamentos de informática devem possuir aterramento exclusivo e caixa com proteção por disjuntores;
  • Nos equipamentos de processamento interno (switches, roteadores, hubs gerenciáveis) recomenda­-se a utilização de unidades de proteção estática (no­break).

1.10 Instalando gabinetes e racks

  • Ao conduzir os cabos até os gabinetes utilizando­-se eletro-calhas, deverá ser utilizado flanges como terminadores;
  • No caso de encaminhamento por eletrodutos, o acabamento junto ao gabinete deve ser obrigatoriamente implementado utilizando­-se buchas e/ou arruelas, garantindo ótimo acabamento e evitando áreas que possam danificar os cabos;
  • Recomenda­-se, sempre que possível, o encaminhamento vertical por cima, e caso seja necessário transpor o piso, uma segunda saída pela parte inferior do gabinete.

Mesmo depois de contratada uma empresa para realizar essa prestação de serviço, devemos nos atentar aos seguintes fatos:

  • Os profissionais empregados nos serviços deverão possuir identificação funcional, que deve ser individual, para controle de acesso interno das instalações.
  • Na ocasião do contrato, a empresa deverá apresentar a proposta técnica comercial com as seguintes informações:
  1. ) Nome e número de registro no CREA do responsável técnico pelo projeto e condução do serviço;
  2. ) Cópia do certificado de integrador homologado;
  3. ) Discriminar a quantidade e função de cada técnico alocado para o serviço;
  4. ) Fornecer a relação de materiais, discriminando as quantidades, marca e modelo de produtos a serem instalados;
  5. ) Cópia da A.R.T. de projeto e execução do engenheiro responsável;
  6. ) Equipamentos de teste (fabricante/modelo) a serem empregados no serviço;
  7. ) Explicitar de quem será a garantia após a conclusão da obra e se a mesma é extensiva ao desempenho pelo tempo estipulado.

Mas esses fatos não nos tira a responsabilidade de sabermos analisar um projeto elétrico, pois é através da análise desse projeto que iremos definir onde irão ser colocados os cabos de tráfego de dados. A análise é fundamental, pois geralmente ocorre a utilização de dutos próprios para a passagem dos cabos nas paredes.

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