ROTA IMPERIAL 1816 (203 anos de histórias)
Ciclo-Expedição Rota Imperial 2019
Caras e Caros Iniciantes Aventureiros, nessa página vocês poderão encontrar um Norte para suas aventuras na Rota Imperial, nas entre linhas, conto minha vivência no percurso e catalogo alguns dados importantes em tracklogs, hospedagens e pontos atrativos durante e depois do percurso (as imagens ilustram o texto de acordo o ponto vivenciado).... com essa coleta, acho que poderá auxiliá-los no planejamento de sua Aventura.
AGRADECIMENTO
Deus, eu tenho muita gratidão, por o Senhor dar-me saúde, coragem e proteger pelos caminhos...
As minhas filhas Anjos da Guarda: Gislayne e Grasiely por apoiarem em minhas peripécias aventureiras... a vocês meu muito obrigado...
Aos Amigos Anjos da Guarda: Cristiano, Kleber, Julien, Magalhães, Novin e Salomão... Deus abençoe a todos... sintam a minha gratidão...
EXPEDICIONÁRIO
Náufrago 171
GRUPO de MOUNTAINBIKE
Trator do Cerrado Mountain bikers Brasília – DF
A IDEIA
Em 22 de maio de 2019, encontrei em Brasília DF, com o ciclo viajante Carlão Bike Andrade... ao recepcioná-lo, levando ao Parque Estadual Salto Tororó... Dialogamos sobre suas aventuras, dentre elas... ele contou da experiência que veio a ter, quando fez os caminhos da “Rota Imperial”... ao contar que 95% dos caminhos são por estradas de chão, de imediato, interessei-me... Posteriormente, passou o contato do Senhor Valdécio, proprietário da Pousada Caminhos do Caparaó (80,00 reais com café - 015 28 99956-6811).... Valdécio municiou-me com muita informações (ao Carlão e Valdécio, meu muito obrigado)
A Rota Imperial traz muitas descobertas e paisagens de encher os olhos... Começa no mar, na baía de Vitória, no Espírito Santo, e vai até Ouro Preto, em Minas Gerais, uma das principais cidades históricas do Brasil...
Devido o declínio da exploração aurífera e a chegada da família real ao Brasil, a Rota Imperial foi oficialmente aberta e concluída em 1816, definiu o intercâmbio entre as cidades capixabas e mineiras, consolidando a ocupação do território nos locais por onde passava.
O marco zero é o Palácio Anchieta, em Vitória e de lá, a rota prossegue até Ouro Preto. No percurso, passa por 14 municípios capixabas e 17 mineiros. O trajeto é a reprodução do caminho usado por Dom Pedro II para chegar a Santa Leopoldina.
O PROJETO
Depois da conversa com o Carlão, de imediato, fiz pesquisas sobre a Rota Imperial... Inteirei-me da distancia, altimetria, cidades de apoio para pernoite, sobre atrações, período ideal para realizar (quando a fugir do frio e da chuva), assisti vários vídeos de quem já tinha realizado, analisei os tracklogs e li os depoimentos... procurei informações por meio de ligações de telefones e aplicativos virtuais... com muitos dados coletados, passei a organizar o projeto... (Roteiro do dia-a-dia e tracklogs originais feitos virtualmente encontram-se na parte final dessa página)...
NOME DO EVENTO
Ciclo-Expedição Rota Imperial 2019
DATA PARA EXECUÇÃO
Início dia 21 de setembro com término em 29 de setembro de 2019
DISTÂNCIA E DURAÇÃO (por estimativa)
575 km em 8 dias
CONDICIONAMENTO FÍSICO
Foquei em treinos específicos, com diversidades de condições de terreno, clima e dias seguidos de treinos:
Pedalei no frio, na chuva, no sol, na lama, na poeira, pela manha, tarde, noite, pedalei de 3 a 5 dias seguidos, testei equipamentos, alimentações diversas e modo de hidratação...
Como onde pedalo tem pouco terreno acidentado para treinar subidas... procurei onde tinha, mas massifiquei mais em ter resistência em pedalar o dia inteiro e psicológico para empurrar a bicicleta onde fosse necessário...
Entre 30 de junho a 12 de setembro de 2019... 73 dias, 33 pedaladas, 2,779 km girados, 33,500 de ganho de altimetria (ga)...
Senti-me em condições em realizar o projeto entre 21 a 29 de setembro de 2019.
EQUAÇÃO DO TEMPO
Projetei em fazer a Rota Imperial em 8 dias, a percorrer 575 km com 11.000ga aferido por GPS com Altímetro.
Dentro da divisão das quilometragens por dia, foquei (em média de 67km diários), a percorrer em RITMO de PASSEIO em 9h brutas de um ponto a outro...
Estudei as distancias entre cidades dos pernoites (dentro dos planos A, B e C), a altimetria concentrada no percurso diário. Onde o percurso teria maior ganho de altimetria fiz a distancia a percorrer em menor quilometragem diária em relação à média estabelecida.
Estabeleci a sair das pousadas entre às 5h e 6h da manha e no máximo parar às 14h.
Projetei a abdicar do café oferecido nas pousadas (geralmente são servidos depois das 7h da amanha) e almoçar no término do percurso... organizei-me a levar a matula do café e também dentro do percurso, mapeei um vilarejo ou cidade, que com 15km (mais ou menos já percorridos) também lá pelas 7h às 8h do dia, poderia achar um local para tomar um café. Locais esses também com o favorecimento de hospedagem, caso no dia anterior pudesse ter acionado o plano B.
CRIAÇÃO DOS TRACKLOGS
Criei tracklogs com 3 planos (A, B e C).
Preparei os tracklogs de forma diária a ter no GPS os trajetos a seguir.
A forma de criar o trajeto diário é bacana, pois o aparelho do GPS mostra na página do percurso entre os pontos escolhidos a distância percorrida e a que falta, assim, você tem a noção do que já fez e do que falta e se organiza psicologicamente, também sabe a posição exata e distância a subir em determinado ponto do caminho, assim, você dosa suas energias.
HOSPEDAGENS
Pesquisei hospedagem e valores dos pernoites para os 3 planos.
PREPARO PSICOLÓGICO
Organizei psicologicamente que dentro do plano A, caso eu conseguisse alcançar o objetivo até ao meio-dia (sempre girando em ritmo de passeio), eu adiantaria mais 14km a 17km do percurso seguinte, já estudado a altimetria, para a parada final do dia, por volta das 14h.
CONVITE
Fiz o convite a um bom número de ciclistas para acompanhar-me nessa jornada, dentro do proposto no projeto... dois aceitaram, mas de última hora, desistiram.
SEGURO
Contratei um seguro para viagem de aventuras.
Dados sobre o seguro viagem
Todo seguro tem a obrigatoriedade de estar vinculado a um corretor. O corretor desta apólice é FREE ENTERPRISE CORRETORA DE SEGUROS (cód. susep J832YJ).
Protocolo de atendimento: 13507919
IMPORTANTE
DADOS DO SEGURO VIAGEM
CONTATO PARA EMERGÊNCIA
Números de contato de emergência (anotado em material físico)
ROTEIRO DIÁRIO
Confeccionei e materializei de forma física um roteiro diário dentro de cada percurso para levar impresso, assim consultar no caminho... ( tudo expostos aos anjos da Guarda)
GRUPO NO APLICATIVO WHATSAAP
Consultei amigos e membros da família (Os anjos da Guarda) que pudesse acompanhar virtualmente na Rota imperial.
(a escolha deve ser com pessoa de sua total confiança e ter comprometimento 100% em buscar meios ou até mesmo ir ao seu encontro em caso grave de emergência).
Criei no Whatsaap o grupo, postei o roteiro da viagem, os traclogs e informei dos procedimentos sobre os planos A, B e C... Deixei um carro todo regularizado, revisado e abastecido com um dos membros do grupo para ser utilizado em caso de busca ou emergência.
O bacana do Whatsaap é o aplicativo permitir todos do grupo te acompanhar com a localização em tempo real o seu caminho onde a internet pode alcançar, principalmente nas cidades e proximidades, onde existi o risco de malfeitores e acidentes.
É de hiper importância criar esse grupo, pois caso você passar dias sem dar notícias, os membros do grupo, saberá por onde você passou e por onde iria passar, assim, facilitar as buscas, claro é bom deixar um prazo já estipulado, entre as comunicações, pois poderá ter ponto no caminho que não tenha sinal de internet ou de celular.
CALCULO POR ESTIMATIVA DAS DESPESAS DESDE A SAÍDA DE CASA ATÉ AO RETORNO
Passagem de ida e volta de acordo com o meio de transporte escolhido
Despesas com os pernoites (ao contatar nas pousadas já fazer uma enquete de preços de restaurante com preço camarada)...
Despesas de alimentação e hidratação.
Com os levantamentos prévios se tem um gastos estimados, aí é só levar uma reserva a mais para alguma emergência.
É interessante ter em mãos um bom valor em espécie, pois nem todo lugar tem o uso de cartão, principalmente se no trajeto for por pequenos vilarejos.
PREPARAÇÃO PARA EXECUTAR O PROJETO
BICICLETA
Nota fiscal da bicicleta
Revisão geral e acoplamento dos portas-trecos
Farol dianteiro e traseiro
Bomba, câmara de ar reserva, remendos e cola
Lubrificante para a corrente
Kit ferramentas e peças de sobresselentes:
(emenda de corrente, pastilha de freio, raios, roldanas, cabos, ganchera, liquido em caso de pneu tublles, lacres, fita silve tape, tiras de câmara de ar)
TRANSLADO E SEGURO VIAGEM
Passagem comprada para o destino da partida da expedição
Pagamento do seguro
DOCUMENTAÇÃO
Documento pessoal e da bicicleta
ROUPAS DO PÓS-PEDAL, DO CICLISTA, HIGIENIZAÇÃO E MEDICAÇÃO
(Uso casual – 1 Camiseta de algodão, 1 bermuda, 1 cueca, 1 conjunto segunda pele, 1 par de chinela)
(uso pedal – 1 bretelle tipo calça, 1 camisa manga longa, 1 par de luvas, 1 capacete, 1 par de óculos com lentes claras e escuras, um tênis com clipador, 2 bandanas, 1 corta-vento)
(uso da higiene - lenço umedecido, creme dental, sabonete pequeno, desodorante, 1 pente, 1 escova de dente)
(uso de remédios - não esquecer o que é habitual usar - o sorridor de cafeína é batata para um par de zangações
ELETRONICOS
Celular e seu carregador
Baterias de carga reservas e seu carregador
GPS e seu carregador
Câmeras de filmar e ou fotografar e seu carregador
1 T para tomada elétrica
Link de checklist
https://nicttu.blogspot.com/2018/01/ciclo-viagem-lista-de-verificacoes.html
A REALIZAÇAO
Em 21 de setembro de 2019 (sábado), às 19h, na Rodoviária de Brasília no Distrito Federal, embarquei com a magrela, em ônibus de linha com destino a cidade de Ouro Preto em Minas Gerais, ali chegando às 7h30 do dia 22...
Já com o espírito de aventura a mil, afinei a magrela, ali mesmo na rodoviária e comecei a fazer os primeiros giros em terras mineiras, passei por diversos pontos turísticos na cidade de Ouro Preto... ao atingir a Praça Tiradentes, ponto de partida da Rota Imperial, onde pretendia iniciar em 23 de setembro “A Ciclo-Expedição Rota Imperial 2019”, olhei para o tempo todo enublado, com um clima hiper agradável para pedalar, NÃO RESISTI, acionei o plano B, desisti de ir a pousada e dali (Praça Tiradentes) acionei o GPS, dando partida a Ciclo-Expedição...
https://nicttu.blogspot.com/2019/11/rota-imperial-2019.html
PRIMEIRO DIA (Início)
OURO PRETO MG a ACAIACA MG – ROTA IMPERIAL 2019
(61,67km – Altimetria G 858 - P 1.517)
Link do tracklog no Strava:
https://www.strava.com/activities/2751794770
Em 22 de setembro de 2019 (domingo), às 9h22, iniciei ao meio da Praça Tiradentes em Ouro Preto Minas Gerais A Ciclo-Expedição Rota Imperial 2019... https://pt.wikipedia.org/wiki/Ouro_Preto
Passei por algumas ruas estreitas de Ouro Preto e em longa descida, com 12km já estava na cidade de Mariana, ali fiquei impressionado com a arquitetura antiga das inúmeras igrejas e casarões... https://pt.wikipedia.org/wiki/Mariana
Tratei de acondicionar os hidratantes e alimentos... ao sair do perímetro urbano, alcancei a tão sonhada estrada de chão batido, que fora até no ano de 1993, A Estrada de Ferro Leopoldina naquela região... nessa estrada margeia por dezenas de quilômetros o Rio do Carmo, em suas margens tem centenas de pequenos sítios com agropecuária de subsistência e muitos pequeníssimos vilarejos nascidos entorno das estações de trem (as edificações das estações estão preservadas, para quem não se inteirou da história, deve achar estranho chegar nos vilarejos ver a estação e a menos de 100m, não achar nenhum vestígio do sentido da linha férrea)...
A Estrada de Ferro Leopoldina foi à primeira ferrovia implantada no atual estado de Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Inaugurada em 1874, foi utilizada até 1975, em 1993 retiraram os trilhos, pontes... hoje, a estrada de ferro é estrada de terra... em ponto totalmente não mais explorado pelo homem, tem paredões de pedra minando água limpa, com vegetação as cobrindo e se igualando a mata. Então vale apena estar em pontos ainda carregados da história...
“BOM CARA ou CARO LEITOR, é bom sempre ESTAMOS no meio do que nos secam, e não somente ali, PASSAR”.
Como a Estrada de Ferro Leopoldina foi transformada nos caminhos de terras de hoje para os povoados, passei a girar sem acumulo de ganho de altimetria, mas, em alguns pontos têm-se pequeníssimas elevações...
No km 23, cheguei ao vilarejo Ribeirão do Carmo, ali poucas casas e muitas pessoas simpáticas... https://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeir%C3%A3o_do_Carmo
No km 30, Monsenhor Horta, tem casas com cruzeiros em suas frentes ou cruz na parede, lugarejo doce em conhecer... https://pt.wikipedia.org/wiki/Monsenhor_Horta , depois de sair de frente a igreja matriz rumo a Forquim, cerca de 3,6km, sai do asfalto, ou seja, depois que passar sobre a ponte do Rio do Peixe, cerca de 100m a frente, tenha atenção a uma porteira de madeira velha com a inscrição “Proibida a Entrada”, esse local dar acesso a Estrada de Ferro abandonada a direita, pois, o asfalto segui morro acima e a desativada linha férrea segui paralela no paredão abaixo, sim não fica atento ao GPS vai dar erro a umas centenas de metros a frente devido as estradas seguirem paralelas. (risos... aconteceu comigo)...
Caso o ciclo viajante esteja com carro de apoio, o carro não passa por 4km entre a porteira ao primeiro sítio... mas tem rota alternativa (cerca de 5,5km) para o apoio segui e reencontrar o ciclo viajante.
Esse percurso de 4km seguindo pela Estrada de Ferro Leopoldina está abandonado em um todo, pelos vestígios encontrado, pouquíssimas pessoas ali se aventura.... tem árvores e ribanceiras caídas na trilha, uma ponte da linha férrea foi retirada. A pé, a cavalo e com bicicletas com poucas bagagens dar para transpô-la tranquilamente... a natureza é bem viva nesse trechinho...
Seguindo para Furquim a estrada tem muito para contemplar e fácil de pedalar, é visto paredes de pedras, matinhas encobrindo a estrada, além de sua direita poder observar as curvas do Rio do Carmo...
No km 45, se alcança o vilarejo Furquim, tem ruas que só passar um carro por vez e as casas são construídas morro acima... https://pt.wikipedia.org/wiki/Furquim
Ás 15h10, no km 61, cheguei à igreja São Gonçalo em Acaiaca –MG, fui recepcionado por um bando de periquitos que estavam nas copas das palmeiras imperiais plantadas em frente a igreja, fiz um passeio nas calmas ruas dali, almocei, tomei um açaí e vim a hospedar na Pousada Pouso das Gerais... a cidade é um local bem aconchegante de visitar... https://pt.wikipedia.org/wiki/Acaiaca
Deus abençoou o meu dia, com uma das mãos sombreou meu caminho escondendo o Sol, com a outra, protegeu, guiou e livrou-me de todos os riscos....
O percurso entre Ouro Preto a Acaiaca é belo, o ciclo-expedicionário trafega com sua bicicleta em grande parte onde passava a Estrada de Ferro Leopoldina, gira entre muitos morros com pastagens, plantio de eucaliptos, as estradas nas várzeas estreitas nos pés dos morros tem centenas de bifurcações sem qualquer orientações de placas (quem for fazer a Rota Imperial é extremamente necessário esta com um excelente GPS e tracklog corretos)... nas várzeas corri pequenos riachinhos, onde os moradores fazem cacimbas e por meio de bombas carreiam a água, um ou outro, tem pequenos açudes com criação de peixes... ouvi muitos cantos de pássaros e até vi uns por perto, vi pequenos rebanhos de gado ESCALANDO OS PAREDÕES DOS MORROS para pastarem, vi cavalos.... vi muitos cachorros preguiçosos nem latiram... vi poucas pessoas na área rural.... senti muito o silêncio e a paz com Deus. Como só teve uma subida de 3 km lá pelo 25 km e outra de 4 km lá pelos 47, foi hiper tranquilo o pedal.
Durante os cumprimentos entre eu e as pessoas encontradas nos caminhos, foram muito espontâneos... as vozes saiam como canto em um coral.... achei bem bacana, pois senti que as respostas não eram por educação e sim por espontaneidade entre ambos...
https://nicttu.blogspot.com/2019/11/rota-imperial-2019.html
SEGUNDO DIA
ACAIACA MG a JEQUERI MG – ROTA IMPERIAL 2019
(74,88km – Altimetria G1.556 - P1.560)
Link do tracklog no Strava:
https://www.strava.com/activities/2751797953
Em 23 de setembro de 2019 (segunda-feira), às 5h56, passei a girar, fui à Estação da Estrada de ferro Leopoldina em Acaiaca, mas o trem já tinha partido há décadas (risos).... tomei um cafezinho na padaria e rumei em direção a Jequeri...
Fui encontrando com senhores, senhoras e jovens estudantes, tivemos cordiais bons dias, o clima perfeito para pedalar, o Sol já tinha surgido em algum lugar, mas com a mão de Deus foi escondido...
Continuei andando por vestígios da Estrada de ferro, como pontilhões e entre cortes nas rochas das montanhas...
Em meio as várzeas filetes de água a correr, vegetação mais verde, onde gados, cavalos e pássaros ali eram vistos... uma hora ou outra, atravessavam no caminho casais de saracura ou de mutum, vi muitos canários, pássaros pretos , alguns carcarás e gaviões pombos. Vi muitos vaqueiros a tirar o leite e cachorros a pastorar o gado... em algumas casas de longe se via a fumaça no chaminé, talvez ali estava seus donos a coar um cafezinho...
No km 09, atingir o vilarejo Felipe Santos, ao fotografar a pequena igreja, observei um casal de joão-de-barro já trabalhando bem cedo na construção de sua casa no topo do cruzeiro da Igreja de São Sebastião.... segui um pouco a frente e deparei com centenas de canarinhos da terra, pássaros pretos e outros a se alimentares de querela de milho colocada em um comedouro de madeira fixado em um canto da rua próximo a um grande pontilhão da Estrada de Ferro Leopoldina... um comércio bem sortido estava aberto, conversei com o dono por alguns minutos e segui... em Felipe Santos o Rio do Carmo seguiu seu destino e eu rumei para outras bandas mineiras.
No km 14, alcancei a comunidade Matipozinho, muitos bons dias, bacanas de se ouvi...
No km 17, cheguei na comunidade Cedro, ali em alguma casa teria de arrumar água, pois pela frente, só no km 37 iria encontrar água............... bom.... parei em frente a Capela Divino Espirito Santo, logo um morador, ainda um pouco distante de onde eu estava, gritou-me, fui a sua direção, ao chegar na porteira do curral, nos cumprimentamos, primeiro o Luciano (Gambá), aí apareceu o Lucas, o Seu Nilton Pereira, a Dona Renata e a jovem Rayane, proseamos muito, Dona Renata ofereceu água e café, Seu Nilton colocou sua casa a disposição, nas conversas surgiu a prosa em que a comunidade de Cedro está necessitando de uma cadeira de roda, para quando um da comunidade (idoso ou não) vim a precisar ali tenha uma a disposição... nos diálogos eu não os prometi a cadeira, mas dali saí muito convicto que os atenderia, esse sentimento vindo de dentro do coração...(assim fiquei com essa missão...), abastecido com alguns litros de água partir na minha jornada...
Segui por caminhos estreitos dentro de pastagens, margeei muitas fazendolas, vi muitas casas antigas abandonadas com outras construções novas ao lado... fui subidas de 3, 2, 1 e 5 km, clima e relevo excelente para andar de bicicleta, principalmente se você estiver usando a bicicleta como meio de transporte em ritmo de passeio, como muitas paradas para admirar a natureza e fotografá-la.
No km 42, cheguei à Praça Palmeiras da cidade de Ponte Nova MG, logo encarrei uma subidinha básica e parei para um lanche no Supermercado Novo Horizonte, conversei Victor e Ítalo donos do local, eles são de Brasília DF... quase saindo da cidade... https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Nova , Recomecei os giros saindo de Ponte Nova tomando uma coca cola e comendo biscoito, logo passei a pedalar por caminhos estreitos, com represas ao lado, pequena parte do caminho próximo ao Complexo Penitenciário, está abandonado, mas a frente a estrada de pouco uso eu segui... vim a ver plantio de canaviais...
No km 55, bom!!! Já estava em Oratórios, local bem bacana e aparentemente tranquila... fiquei um tempinho na Praça Padre Alípio em frente a Igreja São José... https://pt.wikipedia.org/wiki/Oratorios ... prossegui a jornada morros e morros rumando para cima, só 9km subindo, onde um casal montado a cavalo passou por mim e a frente ficou aguardando minha chegada, pois na conversa que tive com o cavaleiro, a Amazona não acompanhou e ela ao saber, não acreditou em que eu pretendia realizar de bicicleta... aí prosseguimos a subida proseando as aventuras do casal e a minha... depois o Cavaleiro falou: Caso por aqui volte minha casa é aquela do carro marrom que você passou lá no meio da subida, passa lá para tomarmos um cafezinho.... logo eles rumaram a direita morro acima e eu a esquerda morros acima..... bom... aí despenquei uns 4km... mas antes, parei no alto e visualizei aqui bemmmm distantes enormes cadeias de montanhas, tive uma visão de uns 270º graus... e imaginei durante a rota Imperial em algum canto dessa paisagem em que minhas retinas alcançaram, irei ter de transpô-la...
No km 68, achei o vilarejo Piscamba, parei na Praça Fonseca Mol em frente à igreja para aquela fotografia...
Ao sair de Piscamba, agora, asfalto com uma subida “maoumeno” e descambei rumo a Jequeri...
No km 74,88, parei o pedal do segundo dia na Praça Tenente Mol, frente à Igreja de Sant`Ana de Jequeri, em Jequeri Minas Gerais... https://pt.wikipedia.org/wiki/Jequeri
Do lado da Praça Tenente Mol, hospedei no Hotel Niquini, telefone 031- 99903.8897 e 031-99896.4653..... local muito bom e aconchegante, com comida a fogão a lenha, proprietários Scheila e Matheus. Pessoas hiper simpáticas...
Deus sinta minha gratidão... hoje o dia foi perfeito com sua proteção...
O percurso entre Acaiaca a Jequeri tem sua beleza pelo painel da natureza exposto as retinas mais atentas, por encontrar vestígios na arquitetura antiga (casarões, igrejas e pontilhões), pela grande simpatia do povo que moram ao longo da trilha, são visto grandes rebanhos de gado, mas predomina a agropecuária de subsistência, o caminho passar por muitos sítios, canaviais e pequenas comunidades... fora do perímetro urbano, reina muito silêncio, uma hora ou outra, quebrado por um canto de pássaro, como tem trechos dentro das várzeas e perto dos filhetes de água que brota em meio a vegetação, os bichos domesticados pelo homem e os da natureza sempre estão ali... inclusive casais de saracuras e mutuns...
https://nicttu.blogspot.com/2019/11/rota-imperial-2019.html
TERCEIRO DIA
JEQUERI MG a SANTA MARGARIDA MG – ROTA IMPERIAL 2019
(67,52km – Altimetria G1.641 - P1.308)
Link do tracklog no Strava:
https://www.strava.com/activities/2751800012
Em 24 de setembro de 2019 (terça-feira), às 5h43, assim que a noite deixou espaço para alvorecer do dia, comecei a girar... já na área rural, (também na Zona da Mata Mineira) vi minhas amigas saracuras e os mutuns, canarinhos e outras aves, como um casal de gaviões pombos, comecei a ver na esquerda ou direita muitas fazendolas, com casas antigas.... nos primeiros 8km, vi pequenas pastagens entre as várzeas... e aos poucos aproximei de uma subida longa...
Deus escondendo o Sol para mim, comecei a subi, subi, subi depois dos 3 km..., em meio a um delas, parei para apreciar ao longe que já tinha passado....
Voltei a pedalar descendo e subindo.... bom.. depois de uns 5km de subida e ainda subindo, deparei com um sítio com 2 lagos e vi os vaqueiros tirando leite , vi pés de café em uma pequena lavoura.... mais a frente, no 7 km de subida, admirei uma igrejinha azul...
Mais um pouco, no km 18, cheguei ao Distrito São Sebastião do Grota, ali tomei café na Padaria do Isaac em frente a Capela São Sebastião...
Já no caminho à frente, com mais uma subidinha vencida, vi mais mutuns com seus cantos em alto tom e muitos sítios com suas casas coloridas e muitas de arquiteturas antigas (taipas ou adobes, telhas de barro e com muitas janelas) as bem antigas, na maioria abandonada... Vi plantio de café, mas predominando as pastagens...
No km 33. Alcancei Cachoeira do Torta ou Cachoeira do Livramento (o lugar tem esses dois nomes)... https://santanaabrecampo.com.br/index.php/cachoeira/
Prossegui a jornada e logo atravessei o Rio Matipó, em meio uma subida passei por uma granja de porcos, mais a frente em subida, eu passei pela Estação Bombeamento de Minério e o Mineroduto da Samarco...
No km 52, comecei a desce em caminhos suaves com imensos plantios de Café...
No km 57, passei por uma pequena ponte sobre o Rio Santa Margarida... segui por muitos quilômetros tendo do meu lado esquerdo diversos sítios com grandes plantios de café e o meu lado direito, muitas pastagens, as estradas fora ficando mais largas e com sinais de movimento... tendo muitas subidinhas e descidinha (as formosas gangorras)...
No km 65, vi as primeiras casas da cidade Santa Margarida...
No km 68, alcancei a Igreja Matriz Santa Margarida.... cidade com um bom movimento de pessoa e bares bacaninhas para tomar uma hukinhas (Heineken)... https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Margarida_(Minas_Gerais)
No caminho vi poucas pessoas, passei por vilarejos pequenos, passei por centenas de fazendolas com criação para a subsistência, outras com enormes plantios de café... vi muitas casas antigas parecendo está abandonadas, vi mineroduto... pedalei por subidas intermináveis, mas mesmo com a bicicleta pesada é possível girar... observei que em tempos de chuvas, nessa região tem trecho com o solo amarelo, principalmente nos cafezais, que molhado deve ser hiper difícil de transitar com a bicicleta... como passei tinha muito pó de terra, nas proximidades de algumas casas, os donos molharam a terra para abaixar a poeira e ali eu vi o pneu da bicicleta engrossar rapidinho com a lama... risos...
O dia foi todo abençoado por Deus, Ele fez uma sombra entre a Terra e o Sol, assim, tornou minha caminhada bem agradável nesse percurso com muitas subidas e com visuais espetaculares para as minhas retinas atentas....
https://nicttu.blogspot.com/2019/11/rota-imperial-2019.html
QUARTO DIA
SANTA MARGARIDA a MANHUMIRIM– ROTA IMPERIAL 2019
(48,20km – Altimetria G1.183 - P1.329)
Link do tracklog no Strava:
https://www.strava.com/activities/2751801844
Em 25 de setembro de 2019 (quarta-feira), às 5h18, coloquei-me com a benção de Deus a girar o pé de vela em continuação aos caminhos surpreendentes da Rota Imperial, com poucos quilômetros fugir do perímetro urbano... em um minúsculo templo conversei com Deus, mais a frente observei uma dezenas de placas com mensagens bíblicas, mais uma parada com pensamentos elevados a Deus....
“As montanhas a sua frente podem até ser engraçadas, mas belas mesmo são quando está no topo ou as verem na sua retaguarda”...
Cada curva de uma subida tem uma bela surpresa se olhar para trás, como também, a frente pode ser o término dela ou avistar uma sequencia intermináveis de curvas acima, mas o bom mesmo é no topo, pois você poderá seguir em uma planície ou despencar morro abaixo..., porém melhor são as planícies, elas não fazem cobranças, enquanto, as descidas sempre dará um troco, dificilmente, depois delas se tem terrenos planos a frente por longas distancias em regiões montanhosas...
Bom é melhor encarar as subidas desse trecho... do km zero ao km 7, subidinhas bem maneiras de girar, do 7 km ao 11 km, é bruto o paredão por vielas no meio do cafezal, você chega perto das nuvens em dias frios e chuvoso.... mas do km 11 ao km 17, só alegria em descida entre as plantações de café e um belo visual ao longe, onde as retinas registram centenas de montanhas e a cidade de São João do Manhuaçu... mesmo com o tempo frio média de 14ºc mais a sensação térmica, na subida o corpo ferve e transpira muito, todavia, na descida o suor gela e o corpo treme... o bom que em questões de minutos seu ser passa por muitas variações, mas a melhor de sentir é o sentimento de liberdade, de superação, de paz com Deus...
No km 17, cheguei à frente da Igreja de São João Batista, São João do Manhuaçu, MG, segui um pouco e tomei o café na Padaria Pão £ Cia... https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_do_Manhua%C3%A7u , café no bucho e avante para o até então desconhecido por mim.... logo que deixei o asfalto passei a circular entre imensas plantações de café...
No percurso da Rota Imperial dentro do Estado de Minas Gerais, não existe nenhuma indicação da Rota, bem assim, nem para os moradores dali ou viajantes que se desloquem de um distrito para outro ou entre comunidades rurais, não há se que uma plaquinha.... então “Rota-Imperialenses” façam o trajeto mineiro com um bom aparelho de GPS, se possível com um reserva, pois são centenas e centenas de “bifurcações, trifurcações, quatrifurcações e até quintrifurcações, se ficar em uma dessas esperando informações por aventurar a sorte de alguém ali passar, vai passar dias na rota.. (risos) além de se perder por diversas vezes...
No km 23, deparei com o vilarejo Pontões, dei uma olhadinha na igreja e segui por mais cafezais....
Percorri até o km 29, em um trajeto muito gotoso em estar...
No km 29, encontrei uma descida de 2,5 k com um visual a frente muito belo...
Do km 32 ao km 36,5, só uma subida... com dezenas de curvas...
No km 36,5, tem uma igreja verde, fica no topo da serra, lá você no mirante, onde se avista a comunidade Santinha e bem ao fundo a Serra do Caparaó... local espetacular para apreciar o máximo que as retinas pode alcançar...
Dali a frente são 12 km de descida, sendo 8 km dando a volta na comunidade rural Santinha... e os outros 4 km, chega no urbano, fiz essa parte final com chuva, sendo o primeiro dia da ciclo-expedição com o final chuvoso, até pretendia avançar uns quilômetros a mais dentro do plano B, todavia, resolvi findar no km 48...
No km 48, cheguei à cidade Manhumirim, debaixo de chuva, como parte do pavimento das ruas são em pedras, essas molhadas ficou um risco constante de escorregar os pneus da bicicleta, a água da chuva estava gelada... como a chuva estava sem vento deixando a entender que iria chover por muito tempo, fiquei dentro do plano A... então, vim a hospedar no hotel D’Or de excelente qualidade... tomei um bom banho e mesmo debaixo de chuva fiz um tour na cidade... foi ao Santuário Senhor Bom Jesus de Manhumirim, ao Empório Ave Minas e outros... https://pt.wikipedia.org/wiki/Manhumirim
Que trajeto bacana esse da Rota Imperial entre Santa Margarida a Manhumirim, com duas subidas intermináveis que proporcionam a cada curva uma panorâmica de encher os olhos de contentamentos.... foram 48 km entre cafezais e belíssimas montanhas, vi que todas as casas na área rural tem a sua frente um grande terreiro com o piso em concreto, onde fazem a secagem dos grãos do café.... na área rural bem cedo vi poucas pessoas, algumas ido para a escola, acho que devido ao frio e principio de tempo chuvoso muito ficaram dentro de suas casas... no caminho topei com uns dez seres humanos e com minhas amigas saracuras e mutuns.... senti a paz de Deus muito forte em todo o caminho, Ele até mandou no final da jornada uma chuva para lavar a alma.... apesar do percurso ser pesado com as suas subidas ingredes é muito gratificante ali estar e apreciar o esplendor das janelas panorâmicas, onde suas vistas vai ao alcance...
Nos trechos de subidas o solo é amarelo, tenho certeza que em tempos de chuva ali fica intransitável para andar de bicicleta..., pois no tempo seco em algumas curvas nos cafezais em empurrei a bicicleta com dificuldade em firma o pé no chão, ali deve fica muito escorregadio, com certeza...
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QUINTO DIA
MANHUMIRIM MG a IÚNA ES - ROTA IMPERIAL 2019
(73,02km – Altimetria G1.394 - P1.323)
Link do tracklog no Strava:
https://www.strava.com/activities/2751803814
(durante a noite toda choveu, eu acordei algumas vezes, olhei do quinto andar do hotel, os pingos da chuva leve que passava por lâmpadas acesas dos postes de iluminação e as enxurradas correndo pelos cantos das ruas, aí deitava na cama só pensando naquele solo amarelo encharcado nas vielas dos cafezais morro acima... bom!!! resolvi sair o mais cedo possível, assim, onde poderia haver os empurras bicicleta nos barros amarelos grudes, iria só tateando cada metro e teria o dia todo para a jornada desse trecho)...
Em 26 de setembro de 2019 (quinta-feira), às 5h22, zarpei de Manhumirim (última cidade mineira da Rota Imperial no sentido Ouro Preto a Vitória) só com o piso molhado.... Deus me abençoou e deixou nas primeiras horas do dia só o tempo nublado com um chuvisco bem esparso.... o clima com um friozinho bem gostoso...
(Por medidas de Deus ao sair do hotel acionei o GPS, quando não estava no início do tracklog, o aparelho fez um cálculo para encontrar o trajeto, assim segui por algumas ruas de Manhumirim... em uma subida da Rua Padre Júlio Maria, ali mesmo com um pouquinho da noite, achei uma carteira de cor preta entre as pedras do pavimento da rua, nela tinha uma boa quantidade de dinheiro, cartões e muitos documentos pessoais e do veículo, como era muito cedo, só encontrei a Senhora Geraldina, que se deslocava para o trabalho, perguntei se ela poderia fazer um favor para um morador da cidade, de imediato se prontificou, lhes entreguei tudo que achei, ela informo-me que iria entregar o achado na Estação da Rádio local, como é hábito dos Manhumirienses. Fique muito feliz por ajuda o próximo).
Bom, seguindo o caminho da Rota Imperial, com a estrada molhada e chuviscos, mas bem tranquilo e gostoso em pedalar, assim por 14 km numa progressão de subidinhas em estrada bem cuidada, tendo em seu solo uma areia de cor bege escondendo o solo amarelo e preto das terras férteis... vi pastagens, vi montanhas, nas várzeas vi minhas amigas saracuras... vi Kombi escolar circulando...
No km 14, encarei uma parede de 1 km, no meio vi plantio de café, ao longe alguns topos e encostas de montanhas meio encobertam pelas nuvens...
Do km 15 ao km 17, desci e cheguei a Fazenda Quartel (1828)... um dos vários quartéis espalhados ao longo da Rota Imperial... eles não eram cadeias ou locais com celas... serviam como ponto de apoio para as tropas, podiam fazer parada e até “pousar”...
No km 18, alcancei a Comunidade Poço Alto (últimas casas mineiras) dali a 500m, passei em duas pontes bem próximas, a primeira sobre o Rio José Pedro limites das divisas dos estados de Minas Gerais com o Espírito Santo, a segunda, sobre o Rio Claro (águas capixabas e mineiras)...
Com 700m, percorridos em terras capixabas encontrei o marco 382 da Rota Imperial, ponto que indica o término (de quem vem no sentido Vitória ES a Ouro Preto MG) da Estrada São Pedro de Alcântara, marco localizado na Vila São João do Príncipe, Distrito de Iúna Espirito Santo... https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_do_Pr%C3%ADncipe
No km 22,5, cheguei a São João do Príncipe, estava uma chuva bem leve, parei na “Padaria e Lanchonete Mãe e Filhas”, tomei dois copos cheios de café, comi três sanduiches de pão com muito queijo e muito presunto, pedi mais três para levar.... bom até fiquei com vergonha sobre o café, lá na padaria não cobram pelo café e eu exigir dois copos bem cheio ( pensei que iria ser cobrado) paguei a meia dúzia de sanduiches, agradeci pelas doses duplas do café e pedi desculpa pelo abuso,,, risos...
Mesmo com uma chuva tranquila, com a informação que até a BR 262, seria 11 km quase tudo em descida... onde a estrada poderia ter problemas de terreno molhado foi colocado pó de brita... Então segui o caminho, muito gostoso de pedalar... sempre margeando o Rio José Pedro do lado do Espirito Santo... passado por muitos sítios com plantio de café e nos alto dos morros o plantio de eucalipto...
No km 32, alcancei a Rodovia BR 262, perto de Pequiá... segui pela rodovia por 7 km em subida...
No km 37, parei para descansar as pernas e manda ver os sanduiches para dentro...
No km 39, término da subida e volta à estrada de chão... e com uns 500m passei pela Comunidade São José Operário (marco 351)....
Do km 39 ao km 51, são 12km hiper espetacular de girar o pé de vela, pois, o trajeto é entre cafezais plantados morros acima, tem também plantios de eucaliptos... o caminho é encostado nas várzeas... passa por dezenas de sítios, aqui o ali ver-se as saracuras e os mutuns... as estradas tem muito solo amarelo, vermelho e preto e em alguns pontos uma falsa areinha...
No km 51, passei por Santa Cruz do Urupi (marco 329)....
Do 51 km ao 55 km, são 4km de umas gangorras com suas subidas meio forte...
No km 55, alcancei a Rodovia ES-379 e em descida de 4 km, cheguei no km 59 ao centro de Urupi (A Princesinha do Caparaó)... na Praça da Igreja Matriz São João Batista...https://pt.wikipedia.org/wiki/Irupi... Ao chegar a Urupi com chuva, às 13h, (pesquisei os meus estudos de altimetria sobre o percurso do dia 6, a ser sabido que seria bruto) resolvi acionar o plano B e segui por mais 14km para Iúna... (como estava muito enlameado, chovia no momento e tomei a decisão de acionar o plano B e ir um pouco mais a frente, pois, o percurso do dia seguinte seria tomado por alguns trechos com ganho de altimetria forte e também temendo as lamas dos cafezais, não pernoitei em irupi e pedi a oportunidade em conhecer o amigo Valdécio.... jovem, perdoe-me e muito obrigado pela ajuda)....
Encaminhei pela Rodovia ES-379 por mais 10 km em descida...
No km 69, voltei à querida terra batida.... encarei 2 km de subidas e outros 2 de descidas, atravessei a ponte sobre o Rio Pardo, às 14h23, com 73 km, cheguei em Iúna ES, em frente a Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens... (todo o trajeto com plantio de café)... https://pt.wikipedia.org/wiki/I%C3%BAna , passei no posto de combustível para lavar a bicicleta, pois tinha bastante barro... hospedei no hotel Catuaí... depois de tomar um banho, por roupas quentes, circulei pela cidade... tomei açaí, café.. comi beiju, pão de queijo, empada... comi chocolates e biscoitos....bom detonei a fome... ainda de volta ao hotel consumi 3 pasteis...
Deus muito obrigado por abençoar minha saúde e minha coragem... Deus sinta minha gratidão...
O trajeto entre Manhumirim e Iúna é magnífico, fácil de andar de bicicleta, ainda em Minas Gerais é possível ver peças da antiguidade que sobreviver o tempo... o cultivo do café é forte, tem centenas de fazendolas.... mesmo sem enfrentar subidas muito tortuosas, você circular entre monstruosas montanhas por perto ou vista ao longe... as estradas aqui passadas são muitas boas... vi que a Rota Imperial do lado capixaba tem seu marcos bem visto e com muitas informações, alguns até pode vi a ter dúvida, devido como está exposto, outros estão danificados pelos não conscientes.... falei muito com Deus, senti muita paz... mesmo com o dia chuvoso o clima estava hiper bom para viajar de bicicleta...vivi nesse dia muitos momentos de silêncio e paz.... tive contatos com poucas pessoas... excelente percurso essa parte da rota...
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SEXTO DIA
IÚNA ES a VENDA NOVA DOS IMIGERANTES ES - ROTA IMPERIAL 2019
(58,00km – Altimetria G1.874 - P1.793)
Link do tracklog no Strava:
https://www.strava.com/activities/2751805896
Em 27 de setembro de 2019 (sexta-feira), às 5h11, sobre a proteção de Deus, parti rumo a mais um dia por caminhos da Rota Imperial, a terra das estradas estavam bem molhadas, tive a companhia de uma chuva fina, hora quase garoa...
Às 6h12, alcancei fáceis os primeiros 6 km, boas estradas... umas Kombi de transporte escolar passaram por mim, no mesmo sentido em que estava, aí pensei.... bom!!! a frente tem montanhas, não deve ser tal difíceis assim, pois transita veículo tipo kombi sem tração nas 4 rodas... vai ser “diboa”.... risos...
Às 7h5, com 8,5 km, ........éh!!! nem sempre são tempos de flores com o tempero água de chuva em caminhos de solo amarelo e fértil em meio a plantações de cafezais, cultivados nas encostas das montanhas...
Entre o km 6 ao km 10, tem 4 km de SÓ subida, como estava chovendo, outra hora, garoando, passei por alguns trechos dessa subida arrastando a bicicleta morro acima... passei 2h18, para vencer os 4 km da “Comunidade Rural Serrinha da Água (Marco 268)”... não molhei com a chuva, mas ensopei todos os trajes com o suor... durante esse trecho, vi belas paisagens perto e ao longe da minha retaguarda... bom!!! as kombi não subiram por onde passei... encontrei um casal de seres humanos caminhando montanha abaixo, vi as pessoas descalças com marcas de barro amarelo nas canelas... depois dos bons dias cordeais, eu fiz a pergunta: “Aí para cima como é que está a lama?”....resposta: “é só aqui, naquela bananeira lá em cima melhora”... bom!!! Arrastei a bicicleta um bom tempinho entre o cafezal, custei achar um pé de bananeira... risos...
Do km 10 ao km 21, Estrada São Pedro de Alcântara da Rota Imperial, SÓ descida até ao Rio Itapemirim, no caminho cercado por cafezais, trechos com eucaliptos, pequenas pastagens e montanhas... ali só não plantam na rocha expostas nos paredões das montanhas, mas onde houver solo fértil nas encostas e topo tem cultivo de alguma coisa... O suor, que horas dantes, molhou as roupas, quase solidificou com o frio e a sensação térmica na descida...
O barro amarelo tem minúsculas pedras (provavelmente vindas de outra região e postas na pavimentação das vielas) que ao cair nos freios (discos e pastilhas) e corrente e relação... essas peças da bicicleta viram moinhos, tive de apossar de uma mangueira com água “às escondidas” para limpar a bicicleta e prossegui a jornada...
Em meio à descida, no km 17, tem a Comunidade Rural Tombos... A Senhora Maria, em sua casa, vende biscoitos e doces para a meninada dali... ela me serviu UMA GARRAFA CHEIA de CAFÉ e não cobrou... dela comprei alguns biscoitos... Dona Maria abriu para mim um grande saco de pêta e não queria cobrar... falou que de vez enquanto, por ali passam ciclistas, em uma dessas vezes, ela estava sendo visitada por sua filha, tinha preparado uma macarronada com carne de porco para elas, com a chegada dos ciclistas todos se alimentaram... ela disse ter se sentido gratificada em poder compartilhar o alimento com o próximo..... bom!!! Dona Maria de “Tombos” é bem comunicativa, ali nasceu e viveu seu 60 anos, conhece toda a região e sabe de muita história, é alegre e prestativa... vale apena fica com ela por alguns instante da jornada... pois é joia rara encontrar um ser humano assim... Deus a proteja sempre....
Seguindo, cheguei à margem do Rio Itapemirim, no trecho à frente, vi plantio de café e de tomate, vi pastagens... no km 25, alcancei ao Distrito Piaçu, reforcei o café, conversei com romeiros que estavam indo para Aparecida do Norte, em São Paulo... https://pt.wikipedia.org/wiki/Pia%C3%A7u ... logo estava novamente no mato e com uma longa subida a frente...
Do km 25 (dentro do distrito de Piaçu) ao km 40, são 15 km de subidas (incluindo dois paredões um 4 km e outro, 4,5 km)... mesmo estando entre as exuberantes montanhas, sempre existem janelões que saltam aos olhos as esplendidas criações de Deus, lá ao longe...
Depois de descer bastante, passei a girar o pé de vela, entre o km 29 ao km 35 pelas “Comunidades Rurais Bom Sucesso e Barrinha”, em estrada nas várzeas estreitas, bem perto das encostas e paredões de montanhas exuberantes em altura e rochas aparentes... quando parado e olhando em 360º graus, só se via uma desnublada natureza imponente e mágica... encontrei (mais uma vez) com minhas amigas saracuras e mutuns...
No km 37, já na Comunidade Rural Córrego Grande, puxei assunto com uma senhora que vinha no sentido contrário ao meu:
Eu “boa tarde”...
Ela “boa tarde”...
Eu “Daqui para Cachoeira do Castelo tem muitas subidas?”
Ela “NÃO”... aí pra “arriba” tem uma fraquinha e acola, outra forte...
bom!!! “O NÃO” até sorrir, mas “O ARRIBA” e complementos, quase que eu fiquei amarelo.... risos... (como nem todos trajetos da Estrada São Pedro de Alcântara da Rota Imperial são usados pelos os moradores da região por onde ela passar, notei que as informações dos moradores, são caminhos mais fáceis e curtos em relação entre comunidades, vilarejos, povoados, distritos e cidades... então é bom o ciclo-expedicionário ser fiel ao seu percurso escolhido, se não ele foge da rota) mas é muito importante dialogar com os moradores da região, assim você se familiariza com o regionalismo local e obtém a riqueza da história...
Bom!!! Na tal subida forte, montanha “arriba”, até ouvir uma voz de alguém escondido nas nuvens que pairava o top da montanha...
Alguém “Filho”
Eu “boa tarde... quem é o Senhor”
Alguém “eu sou São Pedro... veio me visitar?”
Eu “ NÃO”... São Pedro, estou só de passagem, ainda não é hora de visitá-lo, não...”
Bom!!! Caras e caros ciclo-expedicionário.... eu posso até me cansar, mas, jamais perco o bom humor...
Entre as nuvens e correndo de São Pedro (pois achei que o momento, não era minha hora de visitá-lo.... risos) até errei o caminho da Rota Imperial em meios as nuvens...
Do Marco 218 ao Marco 213, eu saí da rota, nesse trecho logo que passei o Marco 218 (km 38), o GPS informou fora de rota (estava dentro de uma nuvem muito densa), voltei e entre em outra viela e novamente deu erro.... provavelmente o tracklog que copiei foi realizado com o erro ou passei em algum ponto sem perceber alguma entrada... bom... retornei e entre nuvens localizei uma casa, o morador deu-me as coordenadas para reencontrar a Rota Imperial mais a frente, assim fiz, já abaixo das nuvens encontrei o Marco 213 (km 41), voltei ao caminho proposto na Rota Imperial... (durante o trajeto fora da rota, eu diminui o zoon do GPS para facilitar a visualização do trajeto marcado e assim, orientar-me que sempre deveria entrar em vielas que vinha a direcionar novamente ao caminho escolhido e marcado no GPS, assim evitar se distanciar muito do proposto)... é importante nesses momentos ficar zein, cauteloso, centrado e psicológico controlado... não agir por impulso e abandonar o GPS... pois mesmo fora de rota tem como se orientar, buscando caminhos próximos a linha já traçada...
Do km 42 ao km 46, percorri (em descida) um caminho muito preenchido com belezas naturais, cercado por belíssimas montanhas e margeando o Córrego das Pedras...
No km 47,5, cheguei a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição na cidade Conceição do Castelo... https://pt.wikipedia.org/wiki/Concei%C3%A7%C3%A3o_do_Castelo, resolvi acionar o plano B e diminuir 11 km do trajeto de 100 km do dia seguinte...
Continuando o caminho, passei por muitos sítios com pastagens, por uma piscicultura com várias gaiolas com peixes...
No km 58, (já sem chuva) alcancei as primeiras casas da cidade Venda Nova do Imigrante, https://pt.wikipedia.org/wiki/Venda_Nova_do_Imigrante , desisti de hospedar no centro da cidade, vindo a hospedar na Pousada Paraná as margens da BR 262, localizada no posto de combustível Jaguaré, onde lavei a bicicleta no lava jato, sendo a mim cedido o local para lavar... agradeço a cordialidade do responsável pelo local) ali mesmo, jantei no restaurante... paguei pela hospedagem 40,00 reais e a janta 10,00 reais....
(em pesquisa para hospedar no centro da cidade, o valor seria de 100,00 reais o pernoite... todavia, é interessante sempre hospedar no centro das cidades sempre perto da igreja matriz, pois, em cidades não planejadas, tudo se desenvolvem aos redores da igreja, bem assim, se estiver viajando com mais pessoas e essas gostarem de se apressar no caminho ou se perderem do grupo... é bom sempre ficar combinado de se encontrarem na porta da igreja matriz, por onde irão ficar no pernoite)...
Nesse irado caminho, conversei muito com Deus... (em horas de muito humor, papeei com São Pedro)... proseei com pessoas bem descontraídas e curiosas com a minha passagem... outras pessoas foram bem solidárias (Dona Maria de Tombos e o jovem amigo do lava jato em Venda Nova)... o trecho é forte em subidas, em alguns pontos em época de chuva, transitar com bicicleta É!!! dureza... o caminho tem magníficas montanhas... com olhos bem atentos, é possível ver imensas pinturas na natureza criadas por Deus... vi grandes plantios de café, mas fazendo parte de diversos pequenos sítios... vi plantios de eucalipto e de algumas hortaliças... vi pastagens... vi pequena criação de gado leiteiro, em muitos pontos, em quase a totalidade das terras, é possível ver que é uma agropecuária familiar, aparentar por ali não ter grandes latifundiários ... não é visto maquinário agrícolas, devido as terras férteis estarem nas encostas e os trabalhos nas terras são manuais... Dentro dessa dimensão senti-me um grão de areia em tamanha grandeza vista na criação de Deus e no manuseio do homem com seus grandes plantios por dezenas de quilômetros seguidos.... tive um dia com muita paz no caminho acompanhado por Deus.
https://nicttu.blogspot.com/2019/11/rota-imperial-2019.html
SÉTIMO DIA
VENDA NOVA DOS IMIGERANTES ES A COMUNIDADE GALO EM DOMINGOS MARTINS ES - ROTA IMPERIAL 2019
(87,79km – Altimetria G1.493 - P1.713)
Link do tracklog no Strava:
https://www.strava.com/activities/2751808224
Em 28 de setembro de 2019 (sábado), às 5h10, rumei para a nova jornada da Ciclo-Expedição Rota Imperial....
Ao acordar, primeira atitude foi olha pela janela.... vi que o solo estava seco.... agradeci a Deus e pedi para guiar-me com Sua proteção os caminhos que iria trilhar...
Saí em um falso plano em subidinhas levíssimas até ao km 5,5...
No km 4, encontrava-me na Estrada da Lavrinhas, na área rural (primeiro dia da ciclo-expedição que vi o Sol no amanhecer por alguns instantes nem consegui obter uma imagem do astro)...
Do km 5,5 ao km 7, são 1,5 km de “arriba” na Serra do Engano... uma subida na vertical, em que a estrada mais parecia uma serpente em movimento... fui vencendo cada curva e logo cheguei no topo, momentos que fiquei dentro de uma garoa, mas a poucas centenas de metros saí dela... passei a girar em um dia mais claro que os outros atrás.... o caminho hiper gratificante em passar.... no início vi pastagens e uma bela plantação de repolho...
Do km 4 ao km 15, passei pela Estrada da Lavrinhas, com terras de várias cores (avermelhada, amarelada e escuras, bem cuidado todo caminho com um cascalho bem fininho areado)... terreno leve para o pedal em plano falso para descidas cheio de gangorrinhas, vi imensos plantios de hortaliças (tomate, repolho, couve-flor, inhame preto, alface e outras tantas variedades)... os plantios fincados nos pequenos chãs e seguido para as vertentes e cristas dos morros... notou-se que o preparo da terra e colheita são na maioria (99%) feitos braçais...
Do km 14,5 ao 16,6, segui pela Rodovia Estadual ES-165, visualizando hortaliças...
Às 7h17, no KM 17, no Marco 171, no Dia 7 da Ciclo-Expedição Rota Imperial, na região rural de Lajinha coincidiram esses uns e esses setes, números que gosto... estava entre pastos, hortaliças, eucaliptos e milharal... minhas amigas saracuras no chã catava seus alimentos...
Às 8h, no km 25, estava na Comunidade Rural Cristo Rei, continuava a ver hortaliças e a estrada é hiper confortável de pedalar....não se via o horizonte, pois o caminho fica entre morros (não tão altos) mas todos com as terras cultivadas... por ser sábado e cedo só achei a Bodega Cristo Rei aberta do Galego no km 28, foram vistas umas fechadas pelo caminho...
Do km 30 ao km 39, são vistas algumas cachoeiras no Rio Jacu Braço do Norte e no Ribeirão Tijuco...
Às 9h54, no km 42, cheguei a Tijuco Preto, no Restaurante e Pazzaria Tijuco Preto, ali tomei um bom café e segui a jornada.... o restaurante serve almoço a partir das 10h30 e tem wifi (risos)...
Do km 42 ao km 67, passei pelas Comunidades Rurais Alto Areinha, Alto Rio Ponte, Schwans e Alto do Pena... quando não estava nas várzeas, encontrava-me em boas descidas e/ou subidinhas bemmmm leves, o dia não se via o Sol, mas estava bem claro, sem chuva e clima muito bom de andar com a bicicleta... passei do centenas de sítios com todas as terras vistas cultivadas, no chã pastagens ou hortaliças, morros acima plantações em degrade ( uma parte com plantas frutíferas, no meio cafezais e nos cumes eucaliptos, bem assim, um laguinho aqui e outro ali, alguns desses, usados na piscicultura... as casas padronizadas em estilos mais modernos ( pouquíssimos vestígios do século passado), os habitantes daquela região são na maioria pessoas de cútis claras e olhos azuis ou verdes... essas não são muito de prosas.... as igrejas são todas no mesmo padrão de construção (da religião Luterana)... a população dessa região são Luteranos ou Pomerodes (descendentes de Alemães e de Italianos)...
Do km 67 (barra do Ribeirão Pena com o Rio Jucú) ao km 79, foram 12 km pela Estrada Beira Rio, tendo do meu lado direito à margem do Rio Jucú... vi pastos estalados em terrenos quais na vertical, os morros ficaram mais próximo da estrada.
Do km 79 ao km 87.8, desloquei pelas regiões rurais São Miguel e Galo, teve uma subida do km 79 ao km 83, mas fácil de vencê-la mesmo com a bicicleta carregada de penduracos...
Às 14h40, No km 87,8, cheguei a Pousada Encantos da Cascata (local de extrema beleza e extraordinariamente aconchegante, localizada na Comunidade Rural Galo, em Domingos Martins ES)... depois de um bom banho, fui ao lado da pousada, escutar as sinfonias das águas caindo da Cascata do Galo, também matei minha sede no Bar e Lanchonete do Edio... https://pt.wikipedia.org/wiki/Domingos_Martins
Como durante o dia passei por algumas pessoas caladas e eu ficando monologo nos meus bons dias, procurei saber um pouco do regionalismo local.... obtive alguns conhecimentos da cultura daquela região, em uma delas... sendo no passado não tão distante, cerca de 40 anos (por volta ou até 1980) naquela região, muitas pessoas com a idade já avançada e apegadas a cultura trazida pelos seus parentes imigrantes (italianos e alemães), tratavam as pessoas de “peles escuras” (nem precisava ser negra) de forma antissocial... Elas não eram recebidas nas casas nem podiam ter relacionamentos afetivos... nas festas em salões ou mesmo em espaços abertos das festas tradicionais eram proibidas de entrar.... muitos descendentes se casavam entre parentes para não misturar o sangue nem dividir heranças... MAS, HOJE EM DIA, UM GRANDE ALÍVIO, 99,99% ESTÃO JUNTOS E MISTURADOS..... Q/BOM...
Deus, Meu Pai... muito obrigado por esse dia extraordinariamente calmo, caminhos fáceis e de terras férteis, mesmo por onde passei está tudo modificado pelo homem, com todo o espaço produtivo em terras férteis, o Senhor abençoa estes fazendo emergir plantas produtivas ao consumo humano e animal..... hoje nem foi um passeio de bicicleta... foi mais um rolê bem suave e agradável nesse pedaço da Rota Imperial, fiquei cercado o tempo todo por morros não tão elevados... margeei rio por quilômetros, passei em comunidades rurais de pessoas silenciosas, vi muitas cachoeiras... bom no fim da jornada pernoitei perto de uma cachoeira em um aconchegante espaço... BOMD+.....
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OITAVO DIA (término da Rota Imperial - fimmmmmmmmmmmm)
GALO DOMINGOS MARTINS ES a VITÓRIA ES - ROTA IMPERIAL 2019
(76,83km – Altimetria G945 - P1.424)
Link do tracklog no Strava:
https://www.strava.com/activities/2751810517
Em 29 de setembro de 2019 (domingo), às 4h57, iniciei o dia na Estrada do Galo, com 1,3 km, já estava na Rota Imperial...
Entre o km 1 ao km 19, trecho em subidinhas bem maneiras de girar, passa por dezenas de sítios com pequenas pastagens, pequenas hortaliças e pequenas lavouras, as estradas do Galo e do Tirol circulam entre diversos morros...
Do km 19 ao km 31, são 12 km em descidas, as mais inclinadas do caminho são calçadas com pedras, na realidade, nesse trecho o ciclo-expedicionário dá um mergulho imergindo pela Estrada da Bragança até chegar à cidade de Santa Leopoldina. https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Leopoldina, caminho agradável em está com uma bicicleta....
Do km 31 ao km 74, são 43 km percorridos pela Rodovia ES-080, saindo de Santa Leopoldina, passa por Cariacica e chega à Ponte do Príncipe (Segunda Ponte, travessia permitida com a bicicleta para a cidade de Vitória), em todo o trajeto a esquerda se ver já ao longe as sequencias de montanhas, o caminho tem várias gangorras longas... Os Marcos da Rota Imperial são só expostos para quem saí de Santa Leopoldina sentido a Ouro preto – entre Santa Leopoldina e Vitória não foram visto.
No km 76,83, Às 11h53, do dia 29 de setembro de 2019 (domingo), alcancei o MARCO ZERO DA ROTA IMPERIAL, fincado em frente às escadarias do Palácio Anchieta, em Vitória Espírito Santo – Brasil... foi uma chegada triunfal, com muita alegria, contentamento, muita paz e força, tudo focado com a ajuda e a proteção do NOSSO BOM DEUS...
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_(Esp%C3%ADrito_Santo)
No dia de hoje, o trecho final do sentido Investido da Rota Imperial, passando pela cidade de Santa Leopoldina, o trajeto é misto entre caminhos de terra e asfalto...
Nas estradas de terras são espremidas entre vales estreitos aos pés dos morros e montanhas e em alguns pontos se escarpa de um lado para outro em descidas longas... passa pelas Comunidades Rurais do Galo, da Califórnia, do Tirol, da Bragança... com centenas de sítios com plantações agro familiar ou mesmo, local para lazer... no caminho de terra é bem gosto em estar...
No percurso do asfalto se girar em campos abertos vendo ao longe uma linha em cadeia de enormes montanhas...
Na chegada ao Palácio Anchieta o Marco Zero da Rota Imperial tem sua magnificência bem visível às retinas dos ciclo-expedicionários....
Um Adendo: quem faz a Rota Imperial no sentido Ouro Preto MG a Vitória ES, quando chega à cidade de Domingos Martins existem dois caminhos OFICIAIS para chegar ao Palácio Anchieta em Vitória , localização do Marco Zero... via Domingos Martins passando por Santa Leopoldina 88 km... via Domingos Martins passando por Viana 48 km... bom cada um deve ter seu encanto, todavia, os 43 km de Santa Leopoldina a Vitória, o caminho já está vitalizado com o asfalto, sem ponto de interesse aparente.... se algum dia vier a refazer a Rota Imperial, irei optar passar por Viana, pois além de curto tem menos asfalto a percorrer...
BOM DEMAIS A SENSAÇÃO DE UM FEITO... É PRAZEROSO O SENTIMENTO ÍMPAR DA REALIZAÇÃO DE UM SONHO...
A Ciclo-Expedição Rota Imperial 2019, encerrou com o fechamento do GPS em frente ao Marco Zero... foram 44h de movimento com a bicicleta, foram 138h de descanso nos caminhos, passou-se 8 dias dentro do caminho, percorreu-se 549 km e teve o ganho de altimetria de 10.944, essa é a Rota Imperial...
TODAVIA, já na forma de Ciclo-Tuor dei continuidade a Ciclo-Expedição por mais 257 km em giros pelas praias de Vitória, Vila Velha e Guarapari.
Desloquei do Palácio Anchieta a Praia Curva da Jurema, ali no estacionamento da Praça da Ciência embarque a bicicleta em um ônibus exclusivo para transporte de bicicleta... de ônibus e por 4 km, atravessei a 3ª Pontes, já em Vila Velha ES... https://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Velha desembarquei e rumei para a Praia da Costa, ali tomei umas hukinhas.... seguei para a Praia Itapuã, ali mais umas hukinhas e degustei um peroá, andei um pouco mais e já estava na Praia Itaparica (entre essas 3 praias está tudo o percurso bem vitalizado, local belíssimo de Vila Velha...
Bom!!! fiz 19,8 km em 4h12, com altimetria negativa, só foram 4 km de ônibus... risos.... Às 16h17, do dia 29 de setembro de 2019, cheguei ao Condomínio Praia das Gaivotas no Bairro Nova Itaparica, em Vila Velha ES... assim, fazendo uma segunda finalização da Ciclo-Expedição...
Passei uns dias na cidade de Vila Velha, percorri de bicicleta todas as praias dessa cidade e algumas de Guarapari... https://pt.wikipedia.org/wiki/Guarapari bomd+... feito esse, além do projeto da Ciclo-Expedição, mas só foi possível devido a franquia de estada no apartamento do meu AMIGO/IRMÃO SALOMÃO.... (Jovem muito obrigado).
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